quarta-feira, 30 de julho de 2008

Começo da 16 Rodada:Série A

CRUZEIRO 4X2 NÁUTICO
Cruzeiro vence o Náutico no Mineirão e é o novo líder do campeonato


Jogando no Mineirão, o Cruzeiro derrotou o Náutico por 4 a 2 nesta quarta-feira, no Mineirão, e chegou à liderança do Campeonato Brasileiro. Guilherme (dois), Wagner e Henrique marcaram para os donos da casa. Wellington e Geraldo descontaram.

A equipe mineira chegou aos 30 pontos e aguarda o jogo do Grêmio (29) - na quinta, diante do Coritiba, às 20h30m - para saber se continuará no topo, já que o Flamengo, que poderia chegar a 31, perdeu para o Palmeiras. Já o Timbu permanece no meio da tabela, com 18. Na próxima rodada, a Raposa encara o Fla, fora de casa, enquanto o Timbu recebe o Figueirense.

O Cruzeiro veio de vitória fora de casa sobre o Fluminense. O Náutico foi derrotado em casa pelo Coritiba. As equipes pareciam começar a partida desta quarta com o desempenho destes dois jogos.



Raposa pressiona no início


Com um minuto de jogo, Rômulo carimbou a trave esquerda de Eduardo. Aos 13, já o primeiro gol. Inversão de posição entre Guilherme e Wagner. O atacante recebeu na intermediária e deu passe rasteiro para Wagner, na área. O meia tocou no canto direito.

Três minutos depois, um lance polêmico. Após cruzamento na área do Timbu, Marquinhos Paraná caiu depois de passar por Eduardo Eré, na tentativa de alcançar a bola. O árbitro Carlos Eugênio Simon assinalou pênalti, mesmo com o toque leve com o braço do marcador alvirrubro no volante celeste. Guilherme foi para a cobrança e, com paradinha, marcou. Simon mandou voltar, já que Wagner invadiu. Na segunda tentativa, bola no canto direito, e Cruzeiro 2 a 0 no placar.

O time da casa teve mais uma boa chance na seqüência. Aos 18, Piauí falhou, Guilherme ficou com a bola e rolou para trás. Wagner bateu de primeira, mas mandou à esquerda de Eduardo.

Parecia que o Cruzeiro seria o senhor do jogo. Parecia... O Náutico acordou e equilibrou as ações na primeira etapa. Com 21 minutos, Wellington recebeu na área e bateu cruzado, por baixo das pernas de Espinoza. Fábio desviou para escanteio. Mas na cobrança, o goleiro cruzeirense falhou. Ele dividiu com Wellington no alto, e a bola foi para o fundo da rede, aos 22.

O Náutico voltou a reclamar da arbitragem, desta vez sem razão. Com 32 de jogo, Gilmar cruzou, e Paulo Santos completou para o gol. O meia, no entanto, estava poucos centímetros em posição de impedimento.

Gilmar seguia dando trabalho à zaga mineira. Aos 34, ele passou por Marquinhos Paraná, deu um drible da vaca em Henrique e bateu cruzado. Espinoza travou na hora. O zagueiro cruzeirense desempenhou o mesmo papel no último minuto do primeiro tempo. Gilmar cruzou, e Paulo Santos completou de cabeça. O equatoriano se jogou na frente da bola, salvando a Raposa mais uma vez.



Guilherme fecha o caixão


Na volta do intervalo, pouca ação. Mas no primeiro lance de perigo, um belo gol do Cruzeiro. Henrique avançou pela direita, iludiu a marcação de Everaldo e mandou uma bomba no ângulo direito de Eduardo: 3 a 1.

Sem conseguir ficar no campo de ataque, o Timbu pouco ameaçava. O primeiro bom lance do time no segundo tempo só veio aos 19, em chute sem ângulo de Everaldo. Fábio espalmou para escanteio.

Mas o Cruzeiro continuava melhor. Guilherme mandou de cabeça na trave, aos 22, e fez o quarto em mais uma bela jogada. Wagner roubou a bola no campo de defesa e tocou para Marquinhos Paraná avançar. O volante achou Guilherme livre entre os zagueiros. Foi só driblar o goleiro, tocar para o gol e partir para o abraço.



O Timbu reuniu forças para diminuir. Restando dois minutos para o fim do tempo regulamentar, Geraldo cobrou pênalti sofrido por Kuki e marcou o segundo dos pernambucanos.



Ficha técnica:
CRUZEIRO 4 x 2 NÁUTICO
CRUZEIRO
Fábio, Marquinhos Paraná, Thiago Heleno, Espinoza e Jadilson; Henrique, Charles, Elicarlos (Camilo) e Wagner (Gérson Magrão); Guilherme e Rômulo.
Técnico: Adilson Batista.
NÁUTICO
Eduardo, Negretti, Vágner e Everaldo; Eduardo Eré, Ticão, Alceu, Paulo Santos (Reinaldo) e Piauí (Geraldo); Gilmar e Wellington (Kuki).
Técnico: Pintado.
Gols: Wagner, aos 13 minutos, Guilherme, aos 16, Wellington, aos 22 minutos do primeiro tempo; Henrique, aos dez, Guilherme, aos 23 minutos, Geraldo, aos 43 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Rômulo (Cruzeiro); (Náutico).
Estádio: Mineirão, em Belo Horizonte (MG). Data: 30/07/2008.
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa RS).
Auxiliares: Vicente Romano Neto (SP) e Nilson de Souza Monção (SP).


VITÓRIA 2X1 ATLÉTICO-PR
Com um gol no finzinho, Vitória derrota o Atlético-PR no Barradão

Precisando esquecer a derrota para o Atlético-MG por 2 a 1 no Mineirão, o Vitória recebeu o Atlético-PR no Barradão. Apesar de não ter jogado bem a maior parte da partida, o Leão venceu por 2 a 1, gols de Marquinhos e Ramon, e se aproximou ainda mais dos líderes do Brasileirão. Com o resultado o Vitória ficou na segunda colocação, e o Atlético-PR permaneceu em 14º no campeonato.



No próximo domingo, às 18h10m, o Furacão recebe o Botafogo na Arena da Baixada. Já o Vitória enfrenta o Grêmio também no domingo, às 16h, no Olímpico, em Porto Alegre.



Vitória começa bem, mas leva gol



O Vitória começou tomando a iniciativa do jogo. A equipe tocava a bola rápido e chegava bem perto do gol do adversário. O Furacão tentava sair nos contra-ataques, mas acabava se precipitando.

Aos 11 minutos, o primeiro lance perigoso do Leão baiano. Em uma falta no lado esquerdo da grande área, Ramon cobrou na segunda trave, e Renan, quase sem ângulo, cabeceou. Por sorte a bola bateu na defesa do Furacão e sobrou nas mãos do goleiro Galatto. Logo após esse lance, em uma jogada pela esquerda do ataque do Furacão, a bola foi cruzada a meia altura. A bola bateu na mão do zagueiro Leonardo Silva, mas o árbitro Willian Marcelo Souza Nery não marcou pênalti, o que deixou o técnico Roberto Fernandes muito irritado.

Nesse momento a partida já era mais equilibrada, com Vitória e Furacão alternando bons momentos. O time paranaense mostrava muita garra em campo, e essa disposição seria recompensada com um belo gol. Em um escanteio, o lateral-esquerdo Nei bateu fechado. A bola foi no ângulo do seu xará, o goleiro do Vitória: Furacão 1 a 0

Um minuto depois, aos 39 do primeiro tempo, o Vitória quase deu uma resposta. Williams bateu forte e a bola foi na trave esquerda de Galatto. O goleiro já estava batido no lance.





Ramon, no fim do jogo, garante a vitória do Leão



As equipes voltaram sem modificações para a etapa complementar. Conforme o tempo passava, o Furacão jogava melhor. As melhores chances do Vitória eram em cruzamentos para a área, ou em bolas paradas. Logo aos 4 minutos, Rafael recebeu passe na direita e cruzou na área, Leonardo Silva cabeceou para a boa defesa de Galatto.

Apesar da boa atuação do time, a defesa do Furacão falhava. E em uma dessas falhas saiu o gol do Vitória. Depois das tentativas de Ramon, Adriano e Marcelo Cordeiro, o atacante Marquinhos bateu colocado e fez o gol do Leão. Galatto nem se mexeu.



As duas equipes lutavam, mas o empate parecia ser um bom resultado para ambas. Mas aos 43 minutos do segundo tempo, o veterano Ramon recebeu um cruzamento na area e bateu rasteiro. A bola furou a rede, sem chance para Gallato.





Ficha técnica:
VITÓRIA 2 x 1 ATLÉTICO-PR
VITÓRIA
Ney; Rafael, Leonardo Silva, Anderson Martins, Marcelo Cordeiro; Vanderson (Marco Antônio); Renan Ramon, Williams(Ricardinho); Marquinhos e Adriano (Muriqui)
Técnico: Vágner Mancini.
ATLÉTICO-PR
Galatto; Rhodolfo Danilo, Antonio Carlos; Nei, Alan Bahia Ferreira, Chico, Renan; Pedro Oldoni(Gabriel Pimba) Anderson Aquino (Thiago Henrique).
Técnico: Roberto Fernandes.
Gols: Nei (ATL-PR), aos 38 minutos do primeiro tempo. Marquinhos (VIT), aos 7, e Ramon (VIT), aos 43 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Antônio Carlos, Ferreira e Anderson Aquino, Danilo, do Atlético-PR; Ramon Leonardo, Williams, do Vitória.
Estádio: Barradão. Data: 30/07/2008.
Árbitro: Willian Marcelo Souza Nery (RJ) .
Auxiliares: Erich Bandeira(PE) e Jackson Lourenço Massara (BA).


PORTUGUESA 3X1 FLUMINENSE
Portuguesa vence o Fluminense numa noite de belos gols no Canindé

A Portuguesa derrotou o Fluminense por 3 a 1, na noite desta quarta-feira, no Canindé, em jogo válido pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. A vitória fez a Lusa deixar a zona de rebaixamento. Com 19 pontos, a equipe ocupa agora a 12ª colocação no Brasileirão.



Já o Tricolor, com a derrota, manteve-se na penúltima posição, com apenas 13 pontos, mas poderá ser ultrapassado pelo Ipatinga, que nesta quinta enfrenta o Sport, em Recife. Se o time mineiro conseguir pelo menos um empate, deixará o Tricolor na lanterna da competição. Na próxima rodada, a Portuguesa enfrenta o Goiás, no Serra Dourada, e o Fluminense recece o Internacional, no Maracanã.





Primeiro tempo





O jogo começou com as duas equipes se estudando no meio, sem grandes jogadas ofensivas. A primeira boa chance foi da Portuguesa, aos seis minutos, numa jogada que gerou reclamação entre os tricolores. Após bola alçada pela esquerda, o atacante Washington, da Lusa, dividiu bola com Fernando Henrique na pequena área, deslocando o goleiro tricolor, que pediu falta. No rebote, o próprio Washington chutou, mas a bola, para a sorte do Flu, bateu na mão de FH.



O Tricolor deu o troco aos 15 minutos, com o lateral-esquerdo Uendel, que fez boa jogada com Tartá, invadiu a área pela esquerda e chutou com muito perigo, mas a bola saiu à direita de Sérgio. A boa jogada animou o Fluminense, que abriu o placar aos 19 minutos. Conca fez boa jogada pelo meio, tabelou com Washington e recebeu dentro da área. O meia argentino teve calma para se livrar da marcação de três e chutar no canto, fora do alcance de Sérgio.

A Portuguesa quase empatou seis minutos depois. O zagueiro Roger cabeceou para trás e obrigou Fernando Henrique a se esticar todo para mandar à escanteio. Mas aos 27 não teve jeito. Jonas fez bela troca de passes com Patrício na entrada da área, e chutou de voleio no canto esquerdo de Fernando Henrique, que espalmou a bola sem muita força e ela foi morrer dentro do seu próprio gol.



Aos 34, a Lusa quase desempatou, novamente com Jonas, que recebeu cruzamento da direita e chutou de primeira, mas Fernando Henrique, atento, fez boa defesa. Aos 37, o árbitro Alício Pena Júnior expulsou o meia Tartá, que já havia recebido o cartão amarelo e, após mais três faltas - uma delas inexistente - recebeu o segundo cartão amarelo e, em seguida, o vermelho, desfalcando o Fluminense no fim da primeira etapa.



No minuto seguinte à saída de Tartá, Gavilán fez falta dura em Conca, mas Alício Pena não usou o mesmo critério para punir o jogador da Lusa, irritando os jogadores do Fluminense. Com um jogador a mais em campo, a Portuguesa partiu com tudo para cima do Tricolor, sempre com Patrício, pela direita, mas acabou esbarrando em Fernando Henrique, que impediu a virada em duas intervenções providenciais, aos 40 e aos 42 minutos.





Segundo tempo







O Fluminense voltou para o segundo tempo pressionando a Lusa, e por pouco não desempatou nos dois primeiros minutos. A primeira chance saiu dos pés de Washington, que aproveitou uma falha de Gavilán, dentro da área, e chutou com força, mas Carlos Alberto evitou no gol, mandando para escanteio. Na cobrança, feita por Conca, a zaga da Portuguesa falhou e Anderson chutou com pé esquerdo, mas Sérgio, com os pés, fez defesa espetacular, impedindo o gol do zagueiro.



Aos 11 minutos, porém, a Lusa desempatou, mais uma vez com um belíssimo gol. Desta vez assinado por Preto, que recebeu de Washington na entrada da área e acertou um lindo chute no ângulo direito de Fernando Henrique, que nada tinha a fazer no lance. Dois minutos depois, o árbitro Alício Pena acabou com todas as pretensões do Fluminense na partida, ao expulsar de forma equivocada o atacante Washington.



Com vantagem no placar e no número de jogadores em campo, a Portuguesa passou a administrar o resultado. Os tricolores ainda tentaram de todas as formas empatar, inclusive pressionando a arbitragem a expulsar algum jogador da Lusa, já que Wilton Goiano e Gavilán abusavam das faltas, mas Alício Pena preferiu punir Maurício por reclamação.



Aos 27 minutos, Patrício, um dos melhores em campo, quase ampliou. O lateral soltou uma bomba no ângulo de Fernando Henrique, que mandou para escanteio. Cinco minutos depois, o camisa 2 quase marcou novamente, em cobrança de falta. Aos 41, a Lusa fechou o caixão tricolor. Jonas recebeu pela direita, invadiu a área e chutou no canto direito de Fernando Henrique, que não teve como defender.





Ficha técnica:
PORTUGUESA 3 x 1 FLUMINENSE
PORTUGUESA
Sérgio, Patrício, Bruno Rodrigo, Ediglê e Gavilán; Bruno Recife (Vaguinho), Wilton Goiano (Erick), Carlos Alberto e Preto; Jonas e Washington (Rogério).
Técnico: Valdir Espinosa.
FLUMINENSE
Fernando Henrique, Maurício, Anderson, Roger (Somália) e Uendel (Dodô); Fabinho, Romeu, Arouca, Tartá e Conca; Washington.
Técnico: Renato Gaúcho.
Gols: Conca, aos 19, e Jonas, aos 27 minutos do primeiro tempo; Preto, aos 11, e Jonas, aos 41 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Anderson, Maurício, Wilton Goiano, Tartá, Patrício, Gavilán, Carlos Alberto
Cartão vermelho: Tartá e Washington
Estádio: Canindé. Data: 30/07/2008.
Árbitro: Alício Pena Júnior.
Auxiliares: Marcio Eustáquio S. Santiago(MG) e Rodrigo Otávio Baeta (MG).



BOTAFOGO 2X0 GOIÁS
Com dois de Túlio, Botafogo vence o Goiás no Engenhão


O Botafogo mostrou mais uma vez que é difícil de ser batido no Engenhão. Mesmo sem mostrar um futebol brilhante, o Alvinegro venceu por 2 a 0 o Goiás, nesta quarta-feira, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. O astro da noite foi Túlio, revelado pelo clube esmeraldino, o volante marcou os dois gols.



Esta foi a quarta vitória consecutiva do Botafogo em seu estádio. Nesta seqüência, foram 12 gols marcados e nenhum sofrido. A equipe agora soma 22 pontos, enquanto o Goiás permanece com 17 e cada vez mais próximo da zona de rebaixamento.



Os minutos iniciais da partida foram de muita marcação. A disputa de bola era intensa, principalmente no meio-campo, resultando em um grande número de passes errados. Assim, Botafogo e Goiás criavam poucas jogadas de ataque. Com isso, a primeira chance de perigo foi numa jogada de bola parada, aos 16 minutos. André Luis cobrou falta de longe e Harlei não conseguiu encaixar, colocando a bola para escanteio.

O Botafogo mostrava solidez na defesa, mas não tinha tanta eficiência no ataque. A forte marcação do Goiás, que muitas vezes apelava para as faltas, impossibilitava a criação de jogadas. Wellington Paulista se irritava com a marcação sofrida e pouco participava. O meio-campo também não conseguia chegar com consistência. O time esmeraldino se fechava, esperando uma brecha para contra-atacar.

O tempo foi passando e o Botafogo ficando nervoso por causa dos próprios erros cometidos. Os jogadores mostravam intranqüilidade com a dificuldade em construir jogadas produtivas. Enquanto isso, o Goiás preocupava-se apenas em se defender, não dando trabalho à defesa alvinegra.

E diante de tanta dificuldade em tocar a bola, o gol só poderia nascer numa jogada individual. Aos 28 minutos Túlio avançou pelo meio a arriscou da intermediária. O chute não foi bom, mas desviou em um zagueiro e encobriu Harlei. Mesmo tendo sido revelado pelo Goiás, o volante havia dito que comemoraria se marcasse um gol: dito e feito.



O gol animou o Botafogo, que passou a atuar mais de acordo com o seu estilo de jogo, usando toques rápidos para envolver o Goiás. Isso quando o adversário não matava as jogadas com faltas, fazendo jus às estatísticas de segundo time mais violento do Campeonato Brasileiro.

Mas mesmo assim o Botafogo não desistiu de atacar e foi premiado com o segundo gol aos 44 minutos. E foi novamente Túlio que avançou em velocidade, tabelou e chutou cruzado da entrada da área. A bola entrou no canto esquerdo de Harlei.



O Goiás voltou para o segundo tempo com uma postura mais ofensiva. O técnico Hélio dos Anjos desmontou o esquema 3-6-1, tirando o zagueiro Rafael Marques e colocando o atacante Rinaldo. Também saiu o lateral-esquerdo Júlio César, que havia recebido um cartão amarelo, e entrou Thiago Feltri. No Botafogo, apenas a alteração feita no primeiro tempo – entrada de Thiaguinho no lugar de Alessandro, que machucou o ombro direito depois de sofrer uma falta de Fernando.



As alterações fizeram o Goiás chegar com mais freqüência ao ataque. A equipe levava perigo nas jogadas aéreas, deixando a defesa do Botafogo muitas vezes em situação difícil. O time visitante levou perigo aos 14 minutos, quando Ramalho cobrou uma falta na área, mas a bola foi direto para o gol. Para a sorte do goleiro Castillo, que se adiantou, ela tocou no travessão.



Com o ataque alvinegro pouco inspirado, foram dos pés de Túlio que saíram as melhores jogadas do Botafogo no início do segundo tempo. O volante continuava a levar perigo aparecendo como homem surpresa. Carlos Alberto também buscava fazer valer sua habilidade em jogadas individuais.



Embora o Goiás partisse mais para o ataque, o Botafogo mantinha sua defesa sólida, evitando jogadas de maior perigo. Mesmo com mais espaço para trocar passes, o Alvinegro não mostrava qualidade no momento de concluir. A equipe esmeraldina ainda teve Ernando expulso aos 35 minutos, o que acabou com qualquer intenção de reação.





Ficha técnica:
BOTAFOGO 2 x 0 GOIÁS
BOTAFOGO
Castillo, Alessandro (Thiaguinho), Renato Silva, Andre Luis e Triguinho (Eduardo); Túlio, Diguinho, Lucio Flavio e Carlos Alberto; Jorge Henrique (Gil) e Wellington Paulista.
Técnico: Ney Franco.
GOIÁS
Harlei, Rafael Marques (Rinaldo), Henrique e Ernando; Vítor, Ramalho, Fernando, Paulo Baier (Adriano Gabiru), Romerito e Júlio César (Thiago Feltri); Iarley.
Técnico: Hélio dos Anjos.
Gols: Túlio, aos 28 e aos 44 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Carlos Alberto, Wellington Paulista, Triguinho (Botafogo); Rafael Marques, Ernando, Henrique, Thiago Feltri, Romerito (Goiás).
Cartão vermelho: Ernando (Goiás).
Público: 15.798 pagantes. Renda: R$ 133.485,00.
Estádio: Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ). Data: 30/07/2008.
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP).
Auxiliares: Evandro Luís Silveira (SP) e Marcelino Tomaz de Brito Neto (SP).



INTERNACIONAL 0X1 SANTOS
No Beira-Rio, Santos derruba o Inter e deixa a zona de rebaixamento


Após 11 rodadas consecutivas na zona do rebaixamento, o Santos finalmente largou a faixa de risco do Brasileiro ao vencer o Internacional por 1 a 0, na noite desta quarta-feira, no Beira-Rio.



O gol marcado por Maikon Leite na segunda etapa colocou o time de Cuca na 16ª posição, com 17 pontos, além de dar ânimo para o time, que no próximo domingo encara o Coritiba, na Vila Belmiro.



Já o Internacional segue com 22 pontos, caindo para a nona posição. No sábado, o time gaúcho vai ao Rio de Janeiro para enfrentar o Fluminense.



A vitória santista, além de ser a primeira da equipe fora de casa na competição, ainda quebra uma escrita da equipe colorada no Beira-Rio. Desde 30 de setembro do ano passado o Internacional não perdia em sua casa, disputando o torneio nacional - perdeu por 2 a 1 para o São Paulo, na ocasião.





Primeiro tempo insosso



A primeira etapa entre Internacional e Santos primou pela forte marcação e jogadas sem criatividade. Sem poder contar com Nilmar e Alex, ambos lesionados, o time da casa até mostrou maior volume de jogo. No entanto, esse domínio da posse de bola ficou longe de representar grandes emoções para a torcida colorada.



O Santos, por sua vez, limitou-se a ficar na defesa e tentar os contragolpes. Preso ao sistema de marcação do time gaúcho, o meio-campo do Peixe não produziu quase nada e, quando conseguia armar alguma coisa, parava na linha de impedimento da defesa gaúcha.



As principais jogadas do Internacional aconteceram pelo lado direito. E foi neste setor que a equipe de Cuca viu Guto cair na área, após ser agarrado por Fabiano Eller. O juiz, no entanto, nada marcou no lance.



Na saída para o intervalo, os atletas das duas equipes foram categóricos em dizer que os times estavam pecando na criação e no último passe para o gol. O santista Kléber ainda exaltou a superação de seu time, que suportou a pressão do time sulista.





Maikon Leite garante vitória e saída da degola





Precisando vencer para se livrar da zona de rebaixamento, o santista Cuca sacou Michael, promovendo a entrada de Adriano no time e devolvendo Kléber ao setor esquerdo.



Mas quem seguiu pressionando foi o Internacional, desta vez levando mais perigo ao gol de Douglas. No primeiro lance de risco à meta santista, Taison arriscou de longe, obrigando o goleiro alvinegro a se esticar todo para afastar a bola.



Percebendo que o Inter arriscava, mas continuava sem sucesso, o técnico Cuca resolveu arriscar, colocando mais atacante em campo. Wesley entrou na vaga de Quiñonez e deu maior movimentação ao ataque santista.



Depois de tentar com Kléber Pereira, em chute cruzado, e Fabiano Eller, de cabeça, o Santos encontrou seu gol na velocidade de Maikon Leite. Em lance de oportunismo, o camisa 7 aproveitou a bobeira do zagueiro Danny Morais e ficou com a bola, fazendo 1 a 0 no Beira-Rio.



Depois do gol, o Inter partiu para o tudo-ou-nada. Arriscava contra a meta de Douglas, mas o santista conseguiu livrar a equipe de sofrer o empate em lances de Guiñazu e Walter.



Já os santistas seguiam no contra-ataque, enquanto os jogadores do banco de reservas se abraçavam, pedindo o fim da partida. Maikon Leite ainda tenta ampliar, mas nem precisa. O 1 a 0 termina de bom tamanho para os santistas.





Ficha técnica:
INTERNACIONAL 0 x 1 SANTOS
INTERNACIONAL
Clemer; Ângelo, Índio, Danny Morais e Marcão (Ramon); Edinho, Guiñazu, Andrezinho e Taison; Guto (Adriano) e Walter (Thales Cunha).
Técnico: Tite.
SANTOS
Douglas; Marcelo, Domingos e Fabiano Eller; Quiñonez (Wesley), Dionísio, Michael (Adriano), Molina (Adoniran) e Kléber; Maikon Leite e Kléber Pereira.
Técnico: Cuca.
Gols: Maikon Leite, aos 20 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Dionísio, Quiñonez e Fabiano Eller (Santos); Danny Morais, Edinho (Inter).
Estádio: Beira-Rio. Data: 30/07/2008.
Árbitro: Djalma José Beltrami Teixeira.
Auxiliares: Wagner de Almeida Santos e Cleriston Clay Barreto Rios.



PALMEIRAS 1X0 FLAMENGO
Palmeiras vence o Flamengo e mantém a invencibilidade no Palestra Itália


O flamenguista Vanderlei Luxemburgo deu um presente de grego para o clube do seu coração justamente no dia em que completou 300 jogos no comando do Palmeiras. No alçapão do Palestra Itália, onde a equipe continua invicta na atual temporada, o Verdão venceu o Flamengo por 1 a 0, nesta quarta-feira, pelo Campeonato Brasileiro. O volante Sandro Silva foi o autor do gol do único gol da partida.


Apesar da vitória, o Palmeiras não conseguiu retornar ao G-4. O Verdão tem os mesmos 28 pontos e oito vitórias do Flamengo, que é o quarto colocado, mas fica com a quinta posição por causa do saldo de gols (12 a 8 a favor do time da Gávea). Mas a equipe comandada por Luxemburgo mostrou que dentro do seu alçapão não tem para ninguém. Em oito jogos, foram sete vitórias e um empate.



O detalhe é que o Flamengo, que liderou o Brasileiro por nove rodadas, está se afastando da primeira colocação. O Cruzeiro agora está em primeiro, com 30 pontos. O vice-líder é o Vitória, com 29, enquanto o Grêmio, o terceiro, também com 29, joga nesta quinta-feira contra o Coritiba, em Curitiba. Já o Palmeiras ultrapassou o rival São Paulo, que agora tem 27, mas não consegue se manter no G-4.



Na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras enfrenta o Ipatinga, domingo, às 16h, no Ipatingão. No mesmo dia e horário, o Flamengo terá pela frente o Cruzeiro, no Maracanã.



Pelos lados do campo

Sem os volantes Pierre, liberado do jogo, e Leo Lima, no banco de reservas, Luxemburgo colocou em campo os marcadores Sandro Silva e Jumar. E liberou Elder Granja e, principalmente, Leandro, para jogarem nas costas de Juan e Leonardo Moura, respectivamente. A tática surtiu efeito e o time da Gávea perdeu a sua força pelos lados do campo.



Logo aos cinco minutos, Leandro correu nas costas de Leonardo Moura e cruzou na medida para Alex Mineiro, que acertou bela cabeçada. Mas a bola saiu por cima do travessão. Em seguida, após cobrança de falta de Leandro, Diego Souza cabeceou para fora. Bem marcado nas laterais, o Flamengo passou a explorar os contra-ataques com Ibson e Diego Tardelli. Sem muito sucesso.



Acuado na defesa, o Flamengo perdeu o zagueiro Ronaldo Angelim aos 16 minutos, com problemas musculares. O ex-palmeirense Dininho foi a campo. Porém, o Verdão continuou mandando no jogo. Tanto que, aos 17, Diego Souza acertou belo chute de fora da área. Bruno brilhou com uma defesa espetacular.



Sem jogadas pelos lados do campo e sentindo a ausência de um meia criativo, o Flamengo arriscou o primeiro chute a gol somente aos 26, com Juan, de fora da área. Marcos defendeu com facilidade. Mas, no minuto seguinte, Gladstone empurrou Obina dentro da área. O atacante pediu pênalti, que o juiz não marcou.



A marcação sob pressão e o ímpeto ofensivo do Verdão duraram apenas 30 minutos. Aos poucos, o Flamengo passou a trocar passes rápidos, chegou com mais freqüência ao ataque e equilibrou o jogo. Aos 32, Jaílton arrancou em velocidade pelo setor esquerdo e chutou cruzado, levando perigo ao gol de Marcos. O Verdão, com Alex Mineiro muito fora da área, arriscou somente em chutes de fora da área. E o empate sem gols acabou sendo merecido.



Segundo tempo

O Palmeiras voltou partindo para o ataque. Logo aos três minutos, em bela jogada individual, Valdivia arriscou chute da entrada da área e Bruno fez ótima defesa. Em seguida, aos cinco, o chileno fez um passe magistral para o volante Sandro Silva, que invadiu a área, encheu o pé na bola: 1 a 0 para o Verdão.



De imediato, Caio Júnior sacou Toró e mandou a campo Airton. Mas o Flamengo continuou desordenado em campo, principalmente no setor criativo. Em busca de maior qualidade nos passes e precisão nos arremates de fora da área, Luxemburgo tirou Diego Souza para a entrada de Leo Lima.



Enquanto o Flamengo priorizou apenas os contra-ataques, o Palmeiras perdeu grande chance de ampliar, aos 19. Kléber arrancou com a bola, tabelou com Alex Mineiro, e chutou de fora da área. A bola passou tirando tinta da trave de Bruno.. Aos 21, Kléber voltou a exibir boa defesa do goleiro flamenguista.



A melhor chance do Flamengo aconteceu aos 23. Leonardo Moura chutou cruzado, da entrada na área, a bola desviou na zaga, e Marcos defendeu no susto. Aos 28, Caio Júnior tirou Obina e promoveu a entrava de Maxi. Luxemburgo respondeu com o velocista Maicosuel na vaga de Valdivia.



A partida ficou truncada, com muita marcação e bolas levantadas na área com muita freqüência. O Palmeiras passou a trocar passes e deixou o tempo passar. O Flamengo, desordenadamente, correu atrás do empate. Mas continuou finalizando mal. Aos 48 minutos, Leo Lima foi expulso.





Ficha técnica:
PALMEIRAS 1 x 0 FLAMENGO
PALMEIRAS
Marcos; Elder Granja, Jeci, Gladstone e Leandro; Sandro Silva, Jumar, Diego Souza (Leo Lima) e Valdivia (Maicosuel); Alex Mineiro (Denílson) e Kléber.
Técnico: V. Luxemburgo.
FLAMENGO
Bruno; Leo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim (Dininho) e Juan; Jaílton, Toró (Airton), Cristian e Ibson; Diego Tardelli e Obina (Maxi).
Técnico: Caio Júnior.
Gol: Sandro Silva, aos 5 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Gladstone e Valdivia (Palmeiras); Dininho (Flamengo).
Cartão vermelho: Leo Lima (Palmeiras).
Renda: R$ 780.035,00 - Público: 26.854 pagantes.
Estádio: Palestra Itália. Data: 30/07/2008.
Árbitro: Leonardo Gaciba (Fifa/RS).
Auxiliares: Marcelo Bertanha (RS) e Paulo Ricardo Conceição (RS).



FIGUEIRENSE 1X1 SÃO PAULO
Figueirense e São Paulo empatam em Floripa e cada um desce um degrau


Em um jogo bastante movimentado, Figueirense e São Paulo empataram em 1 a 1 nesta quarta-feira no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis. O time da casa saiu na frente logo nos primeiros minutos e se recuou na tentativa de garantir o placar. O Tricolor, que passou o jogo inteiro insistindo e perdendo gols, só alcançou a igualdade perto do final. O resultado não foi bom para nenhum dos dois lados. Cada equipe caiu um degrau na tabela de classificação. Agora, o São Paulo é sexto e o Figueirense o 11º no Campeonato Brasileiro.



PRÓXIMOS JOGOS
2/8 - 18h20m Náutico x Figueirense Aflitos
3/8 - 16h São Paulo x Vasco Morumbi



Um gol no começo e o Figueira se recua
O São Paulo foi muito superior no primeiro tempo, mas sofreu um gol logo no começo do jogo. Aos 7 minutos, em rápido contra-ataque, a bola chegou até Rafael Coelho na área. Ele olhou e cruzou na medida para a conclusão do ex-são-paulino Tadeu: 1 a 0.

A resposta tricolor veio no lance seguinte e por muito pouco o empate não saiu. Dagoberto aproveitou o rebote do goleiro Wilson, que já estava fora do gol, e completou. Mas no meio do caminho tinha o pé do lateral Anderson Luís...

O São Paulo foi para cima. O time paulista tinha volume de jogo, criava mais que o adversário, mas pecava no último toque. Aos 26, Hugo acertou uma bonita bicicleta. Wilson espalmou e deixou a bola quicando na frente de Aloísio. O atacante chutou meio sem jeito e a zaga catarinense aliviou em cima da linha. Aloísio ainda perderia outros gols no jogo. Não só ele.

O Figueirense, que parecia querer garantir o 1 a 0, quase não avançava para não se expor. Num dos ataques, porém, poderia ter ampliado o placar se o árbitro Evandro Rogério Roman mancasse pênalti de Aloísio. Numa cobrança de falta, o atacante, na barreira e dentro da área, subiu com o braço aberto e desviou a bola.

Mas o São Paulo continuava melhor. Aos 29, Aloísio ajeitou para Dagoberto quase na pequena área. Ele encheu o pé e Wilson pegou à queima-roupa. O Figueira, contido, só aparecia na bola parada. Aos 34, Bruno Perone completou falta de cabeça e assustou.



De tanto insistir, o empate


Veio o segundo tempo, mas a tônica da partida continuou a mesma. Os donos da casa se defendendo, abusando da cera desde o começo, e os visitantes pressionando e errando o alvo na hora H. Aos 7, Dagoberto arriscou de longe num bonito chute, que explodiu no travessão. No rebote, Jorge Wagner cabeceou por cima.



Teve gol perdido para todo mundo. Até o zagueiro André Dias, numa das subidas ao ataque, perdeu o seu. E o goleiro Wilson, com importantes defesas, se transformava no nome do jogo.

Conforme o tempo passava, mais o Figueirense se acanhava e mais o São Paulo pressionava. De vez em quando, o Figueira achava um espaço para contra-atacar. Em duas ocasiões, foi prejudicado pela arbitragem. Primeiro, quando o bandeira assinalou um impedimento de um atacante que partiu do campo de defesa; depois quando o juiz não marcou nada quando Richarlyson derrubou Edu Sales na área.

Mas de tanto o São Paulo tentar – e errar – o empate saiu aos 34 minutos. Com a entrada da área congestionada, Hugo chutou de longe. A bola pegou efeito e saiu do alcance de Wilson. Golaço!



Com o resultado, o São Paulo desceu para a sexta colocação, com 27 pontos. O Figueirense, que foi a 21, também perdeu uma posição, está em 11º, mas pode cair ainda mais se o Atlético Mineiro vencer o Vasco nesta quinta-feira.



Ficha técnica:
FIGUEIRENSE 1 x 1 SÃO PAULO
FIGUEIRENSE
Wilson, Anderson Luís, Bruno Perrone, Bruno Aguiar e William Matheus; Magal, Jackson, Marquinho e Cleiton Xavier (Leandro Carvalho); Rafael Coelho (Edu Sales) e Tadeu.
Técnico: Paulo César Gusmão
SÃO PAULO
Rogério Ceni, Éder (Éder Luis), Aislan, André Dias e Jorge Wagner; Richarlyson, Zé Luís, Joílson e Hugo; Dagoberto e Aloísio.
Técnico: Muricy Ramalho
Gol: Tadeu, aos 7 minutos do primeiro tempo; e Hugo, aos 34 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Magal, Wilson, Bruno Aguiar e Marquinho (F); Hugo, Zé Luís e André Dias (S).
Público: 12.288. Renda: R$ 124.982,50.
Estádio: Orlando Scarpelli, Florianópolis (SC). Data: 30/07/2008.
Árbitro: Evandro Rogério Roman (PR).
Auxiliares: Roberto Braatz e José Amilton Pontarolo (PR).

terça-feira, 29 de julho de 2008

Pré Sul-Americana:River Plate (URU) X U.Católica (CHI)


River Plate-URU vence Universidad Católica, em Montevidéu


O River Plate, do Uruguai, venceu nesta terça-feira o Universidad Católica, do Chile, por 2 a 0, no primeiro jogo entre os dois pela primeira fase da Copa Sul-Americana, no Estádio Frederico Saroldi, em Montevidéu. Os gols foram marcados por Souza e Rodriguez.

Na quinta-feira da semana que vem (dia 7), o time chileno recebe em Santiago os uruguaios, e o River pode perder por até um gol de diferença que avança para a próxima fase. O Universidad precisa de uma vitória por três gols para avançar. O ganhador do confronto encara Blooming (Bolívia) ou Olímpia (Paraguai).

Rodada de Terça


BARUERI 3X2 ABC
Em jogo eletrizante, Barueri bate o ABC e é o novo vice-líder da Série B

A vantagem inicial de dois gols para o Barueri e a vantagem numérica deram a falsa impressão de que o time da casa venceria com facilidade o ABC na noite desta terça-feira. No entanto, o time de Heriberto da Cunha teve que suar muito para conquistar os três pontos. Em partida sensacional, o time paulista bateu o Alvinegro de Natal por 3 a 2 na Arena de Barueri e alcançou a vice-liderança da Série B, com 27 pontos. Os visitantes seguem com 20 pontos, na nona colocação





Começo arrasador do Barueri



O jogo sequer teve tempo para ficar pouco movimentado. Aos 3 minutos, quando o time de Natal ainda se ambientava na moderna Arena de Barueri, a equipe da casa abriu o placar. Pedrão bateu para o gol, mas a bola explodiu na zaga adversária. No rebote, Marcos Pimentel chutou de canhota, fazendo um bonito gol. Mesmo abrindo o placar tão cedo, o time de Heriberto da Cunha queria mais. Aos sete, Flávio deu bom chute, mas Paulo Musse espalmou para escanteio.

Assustado com o domínio e o ímpeto ofensivo do rival, o ABC tentava se organizar e sair para o jogo. Aos 10 minutos veio o primeiro sinal de reação. Waldir Papel cabeceou para o gol, mas a bola bateu na mão do zagueiro do Barueri. Apesar da reclamação dos jogadores alvinegros, o árbitro nada marcou. Já no lance seguinte, veio o golpe de misericórdia. Esley foi derrubado na área e o juiz assinalou a penalidade, expulsando ainda o zagueiro Márcio Santos, que já tinha amarelo. Na cobrança, Pedrão ampliou.

Aos 15 minutos de partida o placar já estava construído para o Barueri, que ainda contava com a vantagem numérica. Então, a diminuição do ritmo foi natural. Ainda assim o time da casa ainda oferecia perigo ao ABC, arriscando de fora da área com Guigov. A equipe de Natal ainda teria boas chances com Alexandre e Waldir Papel, cabeceando rente à trave, além de Bem Hur que perdeu debaixo do travessão, mas não chegou ao seu gol.



Reação heróica do ABC e 'tiro de misericórdia'

Na volta para o segundo tempo, o Barueri mostrou que não pretendia retomar o ritmo acelerado da primeira etapa. Tocando a bola com inteligência o time da casa cozinhava a partida, sem se arriscar. Deste modo, o ABC já se animava, mesmo com um jogador a menos. Aos 9 Bem Hur arriscou de longe, obrigando o goleiro René a mais uma defesa.

Então, veio o primeiro castigo para o time da casa, aos 23 minutos. Depois de uma bola mal rechaçada pela zaga, o lateral Bosco pegou bonito, de primeira, diminuindo a vantagem do Barueri. Temerosos, os jogadores paulistas erravam passes fáceis, dando boas chances para o time de Natal. E em uma dessas oportunidades, veio o gol do empate, aos 30. Após boa tabela com Waldir Papel, Ivan ficou na cara de René e ainda driblou o goleiro antes de balançar as redes.

Porém, a alegria do ABC durou muito pouco. Mal saiu e bola e o Barueri chegou ao terceiro. Pedrão se aproveitou de cruzamento da direita e, de cabeça, pôs seu time em vantagem novamente. O artilheiro ainda teve a chance do quarto, em seguida, mas acertou a trave de Paulo Musse. Ivan ainda teve a chance de empatar, mas chutou para cima. As duas equipes ainda tiveram boas chances no fim, em um jogo lá e cá, mas prevaleceu a vantagem numérica do time da casa.



BRAGANTINO 1X1 CEARÁ
Ceará sofre gol no último minuto do jogo e fica no empate com o Bragantino


Se dependesse da atuação do goleiro Adílson, o Ceará teria saído do estádio Marcelo Stefani, nesta terça-feira, com sua primeira vitória fora de casa, na Série B do Brasileirão 2008. Mas, após sair na frente pelos pés do atacante Luiz Carlos, que se isolou na artilharia da competição, o time do técnico Lula Pereira cedeu o empate para o Bragantino aos 45 minutos do segundo tempo, em gol heróico de Malaquias.

O Braga aproveitou sua condição de mandante e partiu para o ataque, no início do jogo. Aos 11 minutos, o goleiro Adílson, do Ceará, foi forçado a fazer duas belas defesas, em bola levantada na área. Em seguida, aos 17, após chute forte de Malaquias, o camisa 1 do time visitante voltou a impedir que a rede balançasse, em defesa firme.

Aos 22, veio a resposta do Ceará. Cleisson avançou pela esquerda e cruzou na área da equipe de Bragança Paulista para Luiz Carlos completar e marcar, tomando a frente da disputa com Túlio Maravilha, do Vila Nova-GO, se tornando o maior goleador do campeonato, com 12 gols.

A equipe do técnico Marcelo Veiga reagiu com chutes de fora da área, mas, quando não falhava na pontaria, esbarrava na atuação segura de Adílson.

O Braga voltou para a etapa final determinado a explorar as laterais do campo. Em uma jogada pela ala direita, o goleiro Adílson quase foi surpreendido pela bola cruzada, mas mostrou bons reflexos e fez a defesa. Aos 24, Sérgio Manoel cobrou falta com categoria, e, novamente, o goleiro do time cearense mostrou serviço.



Lance inusitado e gol heróico


Aos 28, o árbitro Antonio Frederico de Carvalho Schneider protagonizou uma cena incomum, ao interromper o jogo para pedir o cartão amarelo para o quarto árbitro e, em seguida, advertir o atacante Ciel, do Ceará.

Em noite inspirada, Adílson ainda voltou a salvar o Ceará, após cabeçada certeira de Malaquias, aos 33. Na seqüência do jogo, sob forte pressão do time paulista, o meia Marcos Paraná fez falta dura e acabou expulso, deixando os visitantes em desvantagem numérica.

O Bragantino se aproveitou da situação e redobrou seus esforços. Aos 39, em cabeçada de Éder desviada para escanteio, Adílson ia se confirmando como como nome do jogo. Mas aos 45, Malaquias aproveitou a sobra dentro da área e, com a perna esquerda, empatou a partida de forma heróica.



Com o resultado, o Ceará ficou na sexta colocação, com 23 pontos, enquanto o Bragantino pulou para a 12ª posição, com 18.


FORTALEZA 2X0 SANTO ANDRÉ
Com direito a comemoração dentro de ambulância, Tricolor vence o Santo André


Precisando esquecer a derrota por 4 a 2 para o Marília, o Fortaleza recebeu o Santo André no Castelão nesta terça-feira. E os cearenses conseguiram. Venceram o Ramalhão por 2 a 0 , com gols de Fábio Oliveira e Paulo Isidoro, e agora respiram na Série B. A equipe está na 15ª colocação. Já o Santo André se afastou do G-4 e está no 7º lugar da Segundona.



A próxima partida do Santo André é na terça-feira, às 19h30m, contra o ABC, em Natal. Já o São Caetano recebe o Fortaleza também na terça-feira, às 19h30m.



Jogando com inteligência



O Fortaleza começou melhor, tocando a bola e aproveitando os espaços do campo do Castelão. O Santo André saia nos contra-ataques, mas acabava se precipitando e errava os últimos passes.

Aos 13 minutos, o Fortaleza chegou bem. Raul recebeu a bola na direita do ataque e cruzou, Fábio Oliveira subiu e cabeceou sem chances para o goleiro Neneca. Na comemoração, o atacante do Tricolor entrou na ambulância que fica ao lado do gramado para prestar atendimento aos jogadores.

Com o gol, os cearenses se acomodaram na partida. O Ramalhão passou a atacar mais e, através dos ‘pés de anjo’ Marcelinho Carioca, de 37 anos. Aos 23 minutos, o veterano bateu uma falta na trave direita do goleiro Tiago Cardoso.


Ainda no primeiro tempo, o Fortaleza voltou a incomodar. Em uma excelente triangulação do ataque tricolor, Raul tocou a bola para Paulo Isidoro. Na frente do area do adversário, o atacante finalizou. Neneca espalmou, o rebote caiu nos pés de Fábio Oliveira, que chutou para o goleiro do Santo André defender novamente.



Mais tranqüilidade para o Tricolor



Aos 15 minutos do segundo tempo, Paulo Isidoro deu mais tranqüilidade ao Fortaleza. O atacante sofreu pênalti quando tentava cabecear a bola próximo a pequena area do Santo André. Isidoro bateu bem, no canto direto do goleiro Neneca. Fortaleza 2 a 0.

Aos 19 minutos do segundo tempo, o meio-campo Willians foi expulso após fazer falta violenta em Leandro. O jogador do Santo André entrou por cima da bola e, por sorte, não machucou o adversário.

Apesar de estar com um homem a menos em campo, o Santo André ofereceu algum perigo ao Fortaleza. Explorando jogadas de linha de fundo, a equipe do ABC paulista chegava ao gol adversário. Porém, foi novamente em uma jogada de bola parada que o Santo André chegou perto do gol. Marcelinho Carioca bateu falta aos 30 minutos do segundo tempo, mas o goleiro Tiago Cardoso, que teve boa atuação defendeu uma bola difícil.

domingo, 27 de julho de 2008

15 Rodada:Série A

ATLÉTICO-PR 0X0 FIGUEIRENSE
Atlético-PR e Figueirense empatam em 0 a 0 na Arena, e torcida grita por Geninho

A partida reuniu um time de fraco poder ofensivo, o Atlético-PR, e outro preocupado em se recuperar de uma goleada por 7 a 1, o Figueirense. O resultado foi um empate em 0 a 0 na Arena da Baixada, numa partida muito fraca tecnicamente. A torcida rubro-negra, revoltada, chamou o técnico Roberto Fernandes de burro e gritou mais uma vez o nome de Geninho, que conduziu o time ao título brasileiro de 2001.



Com os resultados da rodada, o Atlético-PR passou a ser o time de pior ataque, com 14 gols. E a Arena já não mostra o mesmo poder de outros tempos. Os donos da casa continuam invictos em Curitiba, mas com um retrospecto nada animador: três vitórias e cinco empates.



O Furacão passou a somar 17 pontos, ainda próximo da zona de rebaixamento. E o Figueirense foi a 20. Na próxima rodada, os paranaenses encaram o Vitória no Barradão, e os catarinenses recebem o São Paulo no Orlando Scarpelli - os dois jogos na quarta-feira.





Zagueiro se transforma em atacante



A intensidade das vaias da torcida na Arena da Baixada já no intervalo dá uma idéia da pobreza técnica que apresentaram os dois times no primeiro tempo. O Atlético, que sempre tenta encurralar o adversário no início da partida, fracassou nesse objetivo diante de um time que tinha tudo para sucumbir ao nervosismo - após sofrer a goleada por 7 a 1 para o Grêmio no meio da semana.




Os rubro-negros erraram muitos passes e não conseguiram chegar à área. Os laterais até tinham espaço pela frente, mas Nei mal passava da intermediária, e Márcio Azevedo era presa fácil para os marcadores. Diante da dificuldade pelas pontas, o time passou a insistir em passes pelo meio, mas os resultados foram piores.



O único momento de perigo do Atlético-PR foi numa jogada de habilidade de Rhodolfo, que driblou dois adversários e chutou forte. Wilson espalmou para escanteio. O Figueirense, chegando ao ataque com poucos jogadores, quase não ameaçou.



A melhor oportunidade surgiu de uma lambança dos zagueiros rubro-negros, que demonstraram muita insegurança na primeira etapa. Antônio Carlos tentou dar um chutão e acertou Danilo, dando um escanteio para o Figueira. Na cobrança, Galatto fez difícil defesa em cabeçada de Tadeu.





Chances só em erros das defesas



O segundo tempo começou dando a impressão de que os times buscariam mais o ataque. Com quatro minutos, cada lado havia conseguido uma boa oportunidade, com Rafael Coelho pelo Figueirense e Pedro Oldoni pelo Atlético-PR. Porém, os goleiros mostraram segurança. E a partir daí o jogo voltou a ser o que havia sido antes do intervalo: com passes errados demais e criatividade de menos.



Os donos da casa passaram a investir mais no lado direito, mas Nei se mostrou tão improdutivo quanto Márcio Azevedo na esquerda. O número de faltas aumentou, tornando a partida mais truncada. Os raros lances de perigo apareceram em falhas, como aos 18 minutos, quando Anderson Aquino aproveitou bobeada da defesa e ficou cara a cara com Wilson. Concluiu para fora.



Com a rodada em andamento, a torcida do time de pior ataque recebia as informações dos gols de Kléber Pereira (Santos) e Alex Mineiro (Palmeiras), atacantes do time campeão em 2001. Aproveitou para chamar o Atlético-PR atual de timinho e gritou várias vezes o nome de Geninho. No fim, mais vaias.







Ficha técnica:
ATLÉTICO-PR 0 x 0 FIGUEIRENSE
ATLÉTICO-PR
Galatto, Rhodolfo, Danilo e Antônio Carlos; Nei, Valencia (Gabriel Pimba), Alan Bahia, Julio dos Santos (Douglas Maia) e Márcio Azevedo; Anderson Aquino e Pedro Oldoni (Wallysson).
Técnico: Roberto Fernandes.
FIGUEIRENSE
Wilson, Anderson Luís, Asprilla, Bruno Aguiar e William Matheus; Leandro Soares, Diogo (Jackson), Marquinho e Cleiton Xavier (Ramon); Rafael Coelho (Wellington Amorim) e Tadeu.
Técnico: Paulo César Gusmão
Cartões amarelos: Julio dos Santos, Márcio Azevedo (Atlético-PR); Cleiton Xavier, Diogo, Asprilla, Jackson, Marquinho (Figueirense).
Público: 17.528 pagantes. Renda: R$ 276.217,50
Estádio: Arena da Baixada, em Curitiba (PR). Data: 27/07/2008.
Árbitro: José Henrique de Carvalho (SP).
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse (SP) e João Bourgalber Nunes Chaves (SP).


SANTOS 5X2 VASCO
Peixe goleia, larga a lanterna e complica a situação do Vasco


No embalo da dupla Maikon e Kléber Pereira, o Santos largou a lanterna do Brasileirão com uma goleada por 5 a 2, sobre o Vasco, neste domingo, na Vila Belmiro. Com a vitória, o Peixe foi a 14 pontos, ultrapassando o Ipatinga e o Fluminense, terminando a rodada na antepenúltima posição. Já a equipe da Colina permanece com 16, ainda próxima da zona de perigo, em 16º.


Maikon infernizou a zaga vascaína, que apelou e acabou cometendo três pênaltis sobre o santista só no primeiro tempo. Kléber Pereira não desperdiçou as cobranças e assegurou a vitória santista.

Na próxima rodada, o Santos vai a Porto Alegre enfrentar o Internacional, quarta-feira, às 21h45m. Já o Vasco, na quinta, recebe o Atlético-MG, às 20h30m.





Um massacre santista



O primeiro tempo foi um massacre santista. Graças ao garoto Maikon, que jogou como titular porque Cuevas está machucado, o Peixe criou suas melhores chances e as aproveitou. A rapidez do atacante fez a defesa vascaína bater cabeça. O jogador só foi parado com falta. Pior: com pênaltis.

A primeira estocada de Maikon saiu logo aos 12 minutos. Ela fez linda jogada pela esquerda, deixando Luizão falando sozinho, e cruzou para a área. Molina entrou como um foguete e arrematou de primeira, de canhota, mas errou o alvo. A bola saiu à esquerda.

A pressão santista era intensa. O Vasco tentava surpreender em algum contra-ataque, mas a zaga santista, bem posicionada, não dava muitas chances para Leandro Amaral e Alan Kardec. Aos 17, saiu o inevitável gol santista. Michael acertou bela enfiada de bola para Molina, que recebeu livre, dentro da área, deslocou o goleiro Tiago com um toque de esquerda.

O Vasco só acordou aos 27 minutos, quando o volante Rodrigo Antônio entrou pela direita, livre de marcação e chutou cruzado. A bola passou à esquerda, assustando o goleiro Douglas.

Essa tentativa do time carioca não assustou os santistas, que arrancaram em busca do segundo gol aos 31. Maikon entra em velocidade como um ponta-direita e leva uma rasteira de Byro dentro da área. Primeiro pênalti do jogo, convertido por Kléber Pereira, que marcava neste momento seu oitavo gol.

O Vasco conseguiu diminuir aos 36. Após escanteio da esquerda, a bola é desviada e sobra para Leandro Amaral afundar. Mas isso foi tudo o que o time da Colina conseguiu criar daí para frente. A equipe de Antônio Lopes, perdida em campo, dava enormes espaços para o Santos atacar e, pior, não mostrava nenhuma capacidade de reação.

O Peixe seguia em cima e Maikon, endiabrado. Aos 39, o garoto ganha de Edu, que não tem outra alternativa senão derruba-lo na área. Kléber Pereira, aos 40, cobra novamente e marca. Uma repetição da primeira cobrança: bola no meio do gol e Tiago caído para o lado esquerdo.

Mas havia tempo para mais um. E ele veio aos 48. Maikon, mais uma vez, aproveita-se da bobeira da defesa vascaína, ganha na corrida e é derrubado por Tiago, que demorou a sair do gol. Como já tinha o amarelo, o goleiro acabou expulso. Roberto entrou em seu lugar, mas não conseguiu defender a cobrança de Kléber Pereira, que dessa vez variou e acertou o cantinho esquerdo, marcando seu décimo gol no Brasileirão.





Goleada consolidada



Com a vitória consolidada, o Santos diminuiu o seu ritmo e viu o Vasco se assanhar no início do segundo tempo. Mesmo com um a menos, o time carioca conseguiu chegar à área no início da etapa final, não chegou a assustar a zaga alvinegra.

Já o Peixe passou a contra-atacar com velocidade, em jogadas armadas por Maikon, pela direita e de Michael, pela esquerda. No entanto, não chegou a ameaçar efetivamente o gol de Roberto.



O jogo se encaminhava para uma goleada santista, com direito a olé e ola na Vila, quando o Vasco conseguiu diminuir aos 37. Madson cobrou falta, a bola desviou na barreira e entrou. Não foi o suficiente para uma reação vascaína.



Pelo contrário, Maikon continuava esperto. O garoto fez uma jogada espetacular pela ponta direita. Livrou-se de três marcadores, ganhou do goleiro e cruzou para Molina afundar.

Com esse resultado, o técnico santista Cuca respira. Já seu colega vascaíno Antônio Lopes, se continuar no comando da equipe, fica cada vez mais ameaçado.




Ficha técnica:
SANTOS 5 x 2 VASCO
SANTOS
Douglas, Apodi, Domingos, Fabiano Eller e Michael (Carleto); Dionísio, Adriano (Hudson), Kleber (Wesley) e Molina; Maikon e Kléber Pereira.
Técnico: Cuca.
VASCO
Tiago, Wagner Diniz, Luizão, Eduardo Luiz e Edu (Roberto); Rodrigo Antônio, Byro, Madson e Leandro Bomfim (Vinícius); Leandro Amaral e Alan Kardec (Abubakar).
Técnico: Antônio Lopes.
Gols: Molina, aos 17, Kléber Pereira, 31, Leandro Amaral, 36. Kléber Pereira, 39 e 48 do primeiro tempo; Madson, aos 37, Molina, aos 44 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Apodi, Dionísio (Santos), Madson, Tiago, Edu, Rodrigo Antônio (Vasco).
Cartão vermelho: Tiago (Vasco).
Renda e público: 10.738 (público total)/R$ 93.462,00
Estádio: Vila Belmiro. Data: 27/07/2008.
Árbitro: Giulliano Bozzano (DF).
Auxiliares: Milton Otaviano dos Santos (Fifa /RN) e Cleriston Clay Barreto Rios (SE).


GRÊMIO 1X1 PALMEIRAS
Empate molhado deixa o Grêmio na ponta da tabela e tira o Palmeiras do G-4


Pouco ligando para a chuva e não dando a mínima para o frio, Grêmio e Palmeiras empataram por 1 a 1 na tarde deste domingo, no estádio Olímpico, em partida que explicou por que gaúchos e paulistas estão no bloco de cima da tabela. Apesar das condições climáticas adversas, as duas equipes fizeram um grande jogo. O Alviverde saiu na frente com gol de pênalti de Alex Mineiro, mas Anderson Pico logo empatou em Porto Alegre.


Com o resultado e o complemento da rodada, o Grêmio manteve a liderança do Campeonato Brasileiro, com 29 pontos. Já o Palmeiras foi a 25, mas saiu do G-4. O Alviverde foi ultrapassado por Cruzeiro e São Paulo e caiu para a sexta colocação.



Futebol aquático, mas dos bons



A forte chuva que teimou em castigar Porto Alegre na tarde deste domingo certamente mexeu com o jogo, mas não ao ponto de torná-lo ruim. O gramado do Olímpico, em bom estado, colaborou o quanto pôde, e as duas equipes souberam mostrar qualidade no duelo de futebol aquático.

O Palmeiras teve melhor capacidade no toque de bola, foi mais envolvente e mostrou mais qualidade técnica. Na base de toques curtos, rápidos e geralmente certeiros, incomodou a defesa tricolor. Mas de nada adiantou, porque não soube ser efetivo. Já o Grêmio, na base da imposição física e da velocidade, foi mais perigoso. Marcos realmente tem santo forte, porque ele viu duas bolas explodirem na sua trave. Aos quatro minutos, Tcheco cruzou da esquerda e Felipe Mattione, feito centroavante, acertou o poste esquerdo do palmeirense. Aos 43, Marcel desviou de cabeça para Perea, que entrou feito um raio para desviar de Marcos e ver a bola beijar a trave direita.

No Palmeiras, as melhores armas foram as variações entre Kléber, Alex Mineiro e Diego Souza. Aos 11, Kléber cabeceou com perigo, por cima. Em dois lances, a zaga gremista dormiu e deixou a bola de presente para os atacantes de verde, mas eles não souberam aproveitar.



Gols de lado a lado


O Grêmio quase balançou a rede logo no início do segundo tempo. Felipe Mattione puxou ataque pela direita e acionou Marcel na área. O centroavante não conseguiu fazer um gol que não era dos mais complicados. Pouco depois, Pereira cabeceou forte, obrigando Marcos a praticar grande defesa. Aos 14, Felipe Mattione, sempre perigoso, deixou dois para trás, mas foi bem abafado pelo goleiro palmeirense.

O gol parecia perto para o Grêmio. Só que as aparências pouco contam no futebol. Aos 17 minutos, Thiego errou, Alex Mineiro buscou Kléber na área e Pereira cometeu o pênalti. Na cobrança, Alex Mineiro fez: 1 a 0 Palmeiras.


A alegria paulista pouco durou. Aos 22, Marcos cortou cruzamento e Anderson Pico, bem posicionado, completou para o gol: 1 a 1.

O lance animou o Grêmio, que aproveitou o embalo da torcida e partiu com tudo em busca do segundo gol, mas sem sucesso. Competente na defesa, o Palmeiras segurou um empate que, por ser contra o líder, não pode ser desprezado.

Na próxima rodada, o Tricolor visita o Coritiba na quinta-feira, enquanto o clube do Palestra Itália recebe o Flamengo um dia antes.



FICHA TÉCNICA
GRÊMIO 1 x 1 PALMEIRAS
GRÊMIO
Victor, William Thiego (Reinaldo), Pereira e Rever; Felipe Mattione, Rafael Carioca, Willian Magrão, Tcheco e Anderson Pico; Perea e Marcel.
Técnico: Celso Roth
PALMEIRAS
Marcos, Maurício, Jéci e Gladstone; Élder Granja, Sandro Silva (Wendel), Jumar, Diego Souza (Maicosuel) e Leandro; Kléber (Denílson) e Alex Mineiro.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Gol: Alex Mineiro, aos 17, e Anderson Pico, aos 22minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Tcheco e Felipe Mattione (G); Kléber, Maurício, Alex Mineiro e Sandro Silva (P).
Público: 34.062 pagantes. Renda: R$ 693.499,50.
Estádio: Olímpico, Porto Alegre (RS). Data: 27/07/2008.
Árbitro: Wagner Tardelli Azevedo (Fifa/SC).
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés (Fifa /RJ) e Cláudio José de Oliveira Soares (RJ).


GOIÁS 1X2 SPORT
Sport arranca vitória no Serra Dourada com inteligência



Depois de duas vitórias animadoras no Campeonato Brasileiro, sobre Palmeiras e Cruzeiro, o Goiás esbarrou no campeão da Copa do Brasil. Num jogo equilibrado, o Sport foi ao Serra Dourada e venceu neste domingo, com inteligência, por 2 a 1, o Esmeraldino. Junior Maranhão, de falta, e Durval, de cabeça, numa jogada ensaiada de bola parada, marcaram para o Leão, que derrotara o Atlético Paranaense na rodada anterior e agora obteve sua primeira vitória fora do Recife - havia vencido apenas o rival Náutico fora de casa.



Com o resultado, o Leão foi para 21 pontos ganhos na tabela e ocupa a nona posição. O Goiás, que desperdiçou várias oportunidades e tropeçou na lentidão do seu time - o gol foi marcado pelo lateral Vítor -, permanece com 17 pontos ganhos e na 14ª colocação. Na próxima rodada, o Esmeraldino vai ao Engenhão enfrentar o Botafogo, na quarta-feira, e o Sport recebe o Ipatinga na Ilha do Retiro, na quinta.





Holofotes para Romerito



As atenções estavam voltadas para Romerito. Fundamental para o Sport na conquista da Copa do Brasil, o jogador, que estava emprestado pelo Goiás, acabou ficando de fora das finais daquela competição porque o Esmeraldino o exigiu de volta após o fim do empréstimo. Nem por isso os torcedores do Leão o esqueceram. Os poucos que se aventuraram a acompanhar o time ao Serra Dourada ainda gritaram seu nome e levaram uma faixa para homenageá-lo.



Agora com a camisa alviverde número 6 - foi deslocado para a ala esquerda devido ao desfalque de Júlio César -, Romerito viu o ex-companheiro de clube Carlinhos Bala, a quem tanto serviu no ataque, aplicar-lhe um drible e bater cruzado logo no primeiro minuto de jogo. Depois, o jogador do time goiano deu três subidas ao ataque, sem sucesso, e acabou com atuação apagada na primeira etapa que terminou empatada.



Desfalcado dos volantes Ramalho e Fernando e do lateral Júlio César, mas com Paulo Baier de volta com a camisa 10, o Esmeraldino recuperou uma de suas armas,.a jogada de bola parada. Aos 10 minutos, o jogador levantou na área para a chegada de Rafael Marques, que bateu de primeira. Magrão, quase na linha do gol, salvou com boa defesa.



As duas equipes procuravam chegar ao gol pelo lado direito de seus ataques. O Goiás explorava as subidas do lateral-direito Vítor, enquanto o Sport apostava em Carlinhos Bala. Aos 16 minutos, o Goiás perdeu Alex Terra, que se contundiu após uma dividida. Em seu lugar entrou Schwenck, que na primeira jogada ficou impedido.



Gols do primeiro tempo



Até os 30 minutos, o jogo caiu sensivelmente de nível. Os times apresentavam buracos no meio-campo que prejudicavam a evolução nas jogadas. O Goiás, lento, errava passes e custava a virar o jogo.



O Sport, desfalcado do meia Fumagalli e dos volantes Daniel Paulista e Sandro Goiano, se aproveitou e foi mais à frente. Aos 30, Roger, na cara do gol, lançado por Luciano Henrique, desperdiçou para fora. Dois minutos depois, novamente Luciano Henrique, em jogada individual, foi derrubado perto da grande área. Carlinhos Bala correu para bater e passou pela bola. Foi Júnior Maranhão quem cobrou, de direita, forte e rasteiro, no canto direito de Harlei: Sport 1 a 0.



Bastou sofrer um gol para o Goiás largar o jogo sonolento e se ligar mais na partida. Tanto que, três minutos depois, aos 33, chegou ao empate. Schwenck dominou a bola perto da meia-lua e tocou para trás. Vítor, melhor jogador do Esmeraldino, vinha de trás e mandou uma bomba, à esquerda de Magrão.



Com o gol marcado pelo lateral, o Esmeraldino se soltou mais no jogo. Os lançamentos de Paulo Baier começaram a funcionar. Aos 43, encontrou Iarley pela esquerda, que em bonita jogada individual cortou para o meio em chutou, mas Magrão estava bem colocado. Um minuto depois, os dois destaques de suas equipes se destacaram. Vítor, pelo meio, bateu com violência. Magrão, novamente bem, saltou o time do segundo gol, e o primeiro tempo terminou empatado, com justiça.





Árbitro sentiu, mas voltou



O segundo tempo começou com atraso. Isso porque, desde o primeiro tempo, o árbitro da partida, Pablo dos Santos Alves, sentira um problema na coxa esquerda e, de forma inusitada, tornou-se dúvida, mas acabou retornando.



- Está tudo bem - limitou-se a dizer para os jornalistas que o aguardavam.



Troca mesmo houve no Sport. Saíram Diogo e Everton para a entrada de Luizinho Netto e Gabriel. E o segundo tempo começou quente, com Romerito quase marcando com um minuto e quarenta segundos - Magrão, mais uma vez, impediu o pior. O Leão contra-atacou provocando três escanteios seguidos da defesa Esmeraldina.



Mas foi Romerito quem mais chegou perto do segundo gol. Aos 13, o jogador arriscou chute de fora da área que resvalou na defesa do Leão e tirou Magrão da jogada, mas a bola foi para escanteio. A essa altura, o Esmeraldino imprimia maior velocidade às jogadas, com os atacantes e meias trocando de posição. Foi assim que Iarley, lançado pela esquerda, desperdiçou uma chance aos 16, e Romerito, novamente, de perna direita, aos 17.





Durval resolve



Com tantos gols perdidos, o Goiás acabou punido. Chegou a vez de o Leão, na base dos contragolpes, com inteligência, assustar o time da casa várias vezes, uma delas com sucesso. Aos 23 minutos, Roger se aproveitou de falha da defesa para bater com violência para fora. Depois, o atacante tentou também de cabeça, aos 26. Mas aos 30, não teve perdão. Numa jogada ensaiada de bola parada, Luizinho Netto cobrou falta para Durval tocar de cabeça para as redes e marcar seu quarto gol no campeonato.



O técnico Hélio dos Anjos já tinha colocado Felipe no lugar de Schwenck. Depois do gol sofrido, sacou Pituca para pôr Adriano Gabiru. Ò Sport fazia sua parte com Carlinhos Bala & Cia. prendendo a bola o máximo possível para fazer o tempo passar.





Ficha técnica:
GOIÁS 1 x 2 SPORT
GOIÁS
Harlei, Ernando, Henrique e Rafael Marques, Vítor, Fábio Bahia, Pituca (Adriano Gabiru), Paulo Baier e Romerito; Iarley e Alex Terra (Schwenck) (Felipe).
Técnico: Hélio dos Anjos.
SPORT
Magrão, Diogo (Luizinho Netto), Igor, Durval e Dutra; Moacir, Júnior Maranhão (Fábio Gomes), Everton (Gabriel) e Luciano Henrique; Carlinhos Bala e Roger.
Técnico: Nelsinho Baptista.
Gols: Júnior Maranhão, aos 33, e Vítor, aos 36 minutos do primeiro tempo. No segundo tempo, Durval, aos 30 minutos.
Cartões amarelos: Schwenck e Felipe (Goiás) e Roger, Durval e Carlinhos Bala (Sport).
Estádio: Serra Dourada. Data: 27/07/2008.
Árbitro: Pablo dos Santos Alves.
Auxiliares:Alexandre Antônio Pruinelli Kleiniche (RJ) e José Javel Silveira (RS).


SÃO PAULO 3X1 PORTUGUESA
São Paulo, quase no G-4, vira para cima da Portuguesa, na zona do rebaixamento


No Morumbi quem manda é o São Paulo. Embora tenha levado um susto no começo do segundo tempo, a equipe tricolor reagiu com propriedade e fez 3 a 1 na Portuguesa, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. Resultado que combinado a outros joga a equipe do Canindé para a zona do rebaixamento.


Se no primeiro tempo, o torcedor sofreu com o mau futebol, no segundo vibrou com a emoção. Melhor ainda para o são-paulino, que viu o time voltar a apresentar um futebol convincente e colar novamente no grupo dos quatro primeiros. A equipe tem agora 26 pontos, na quinta colocação.



Pouco futebol e vaia da torcida

Como um bom mandante tem que fazer, o São Paulo iniciou a partida deste domingo marcando a Portuguesa no campo de ataque, sem dar espaços. Tanto que logo aos 3 minutos teve uma ótima chance. O atacante Dagoberto aproveitou passe próximo da meia-lua e chutou de primeira por cima do gol de Sérgio.

Aos poucos, o ímpeto ofensivo do início deu lugar à desorganização e à falta de criatividade. Sem conseguir construir boas jogadas, apesar do domínio, o time do Morumbi arriscou novamente de longe com Jorge Wagner, aos 17. Mas a melhor chance ainda estava por vir. E aconteceu aos 28 minutos.

Richarlyson deu ótimo passe para Joílson na direita. Ele fez bom cruzamento para a grande área, onde Hugo pegou de primeira. Sérgio defendeu, e no rebote o meia são-paulino mandou para fora. A Portuguesa, enquanto o Tricolor se arriscava, apenas tentou alguns contra-ataques e pouco perigo levou a Rogério Ceni.

Insatisfeita com o rendimento da equipe no primeiro tempo, a torcida do São Paulo vaiou no intervalo. E olha que ela nem imaginava o que aconteceria...

Lusa marca, mas dá espaço pra reação tricolor



A irritação dos tricolores aumentou ainda mais aos 3 minutos do segundo tempo, quando Jonas fez boa jogada pela direita e cruzou para o meio da área. A bola passou por todos os zagueiros do São Paulo, pelo goleiro Rogério Ceni e sobrou para Edno mandar de cabeça para o fundo do gol e abrir o placar para a Lusa.

Chance para anotar o segundo a Portuguesa até teve, mas o time do Canindé deu tempo para o São Paulo se acertar. E a pressão dos donos da casa foi intensa. Aos 16 minutos, Richarlyson entrou driblando na área e tocou na saída do goleiro Sérgio. Caprichosamente, a bola foi na trave.


No minuto seguinte, porém, o Tricolor teve mais sorte. Dagoberto cruzou da direita para o meio da área. Oportunista, Hugo cabeceou para o chão e não deu chances a Sérgio. O empate acelerou ainda mais o São Paulo, que manteve a pressão.

Por isso a virada não demorou a acontecer. Aos 15 minutos, Hugo entrou em velocidade na grande área, Patrício tirou, mas mandou a bola nos pés de Dagoberto, que bateu para o gol e colocou os donos da casa em vantagem.



A Lusa ficou sem reação, enquanto o São Paulo ainda teve boas oportunidades de ampliar. E assim fez aos 39 minutos com Éder Luís.


Ficha técnica:
SÃO PAULO 3x1 PORTUGUESA
SÃO PAULO
Rogério Ceni; Zé Luis, André Dias, Aislan e Richarlyson; Jean (Éder Luís), Joílson, Jorge Wagner e Hugo; Dagoberto (Alex Cazumba) e Aloísio (Éder).
Técnico: Muricy Ramalho.
PORTUGUESA
Sérgio; Patrício, Bruno Rodrigo, Ediglê e Erick; Dias, Carlos Alberto, Edno e Preto (Vaguinho); Jonas e Rogério.
Técnico: Valdir Espinosa.
Gols: Edno, aos 3 minutos, Hugo, aos 17, Dagoberto, aos 25, e Éder Luís, aos 39 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Aislan (SP); Edno (P).
Público: 12.276 pagantes; Renda: R$ 230.270,00
Estádio: Morumbi, São Paulo (SP). Data: 27/07/2008.
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS).
Auxiliares: Rafael F. da Silva (SP) e Vicente R. Neto (SP).


ATLÉTICO-MG 2X1 VITÓRIA
Atlético-MG derrota o Vitória no Mineirão e sai da zona de rebaixamento


O Atlético-MG freqüentou a zona de rebaixamento por apenas uma rodada. O time manteve a invencibilidade no Mineirão (agora com quatro vitórias e três empates) ao derrotar o Vitória por 2 a 1 neste domingo, com gols de Marques e Gedeon (Rodrigão marcou o gol de honra). E deu um salto na tabela do Campeonato Brasileiro, deixando a 17ª em direção à 13ª colocação, com 18 pontos.



A equipe rubro-negra, apesar do resultado, continuam na zona de classificação para a Libertadores, em quarto lugar (26 pontos). Na próxima rodada, os mineiros enfrentam o Vasco em São Januário, na quinta-feira, e os baianos recebem o Atlético-PR no Barradão, um dia antes.





Vitória se fecha, mas Galo marca



O Vitória manteve o seu estilo quando atua fora de casa: trocando passes, sem pressa, e esperando o melhor momento para contra-atacar. O time se fecha na defesa, confiando na defesa e na saída de bola, facilitada pelo bom toque de bola da equipe e pela movimentação dos jogadores.



Os baianos deram poucas oportunidades ao Galo na primeira etapa, mas também não foram eficientes nos contra-ataques. A melhor chance veio num chute de Anderson Martins da marca do pênalti, após cobrança de escanteio. Mas quem chamou mais a atenção foi o goleiro Viáfara - e não por alguma defesa. Numa disputa de bola com Eduardo, ele tocou a bola entre as pernas do atacante.



O Atlético-MG, que começou a partida errando muitos passes, foi aos poucos corrigindo o defeito e ameaçando o gol de Viáfara. Todas as boas jogadas passavam pelos pés de Petkovic. Ele iniciou o lance em que Serginho acertou a trave, deu um chute rasteiro com perigo e originou o gol de Marques. O sérvio deu ótimo passe na direita para Mariano, que fez o cruzamento. A bola desviou na zaga e sobrou para o atacante, livre na pequena área, marcar.





Jogada do gol se repete



Para o segundo tempo, os baianos trocaram o uniforme rubro-negro pelo branco e adotaram uma postura mais ofensiva. No entanto, continuaram deixando Petkovic sem marcação. E o segundo gol do Atlético-MG seguiu o mesmo roteiro do primeiro: o meia encontrou Mariano na direita, e o lateral cruzou para a área. Sem desvio desta vez, a bola encontrou Gedeon, que se abaixou para cabecear e fazer 2 a 0.



Rodrigão poderia ter diminuído a vantagem dos mineiros em seguida, mas, sozinho no ataque, tentou encobrir o goleiro Édson, que nem precisou se mover para fazer a defesa. Mas não foi comum ver um jogador do Vitória com liberdade na segunda etapa. O Atlético-MG acertou a marcação no meio-campo, dominou o setor e criou chances de perigo - até o momento em que Pet começou a perder fôlego.



Aos 36 minutos, Rodrigão foi protagonista de outra jogada bizarra, mas desta vez com a bola parando no fundo da rede. Após boa defesa de Édson em chute de Marquinhos, o atacante cabeceou em direção ao próprio joelho e marcou. O Vitória andou assustando nos minutos finais, inclusive com o goleiro Viáfara indo para a área adversária, mas não conseguiu chegar ao empate.





Ficha técnica:
ATLÉTICO-MG 2 x 1 VITÓRIA
ATLÉTICO-MG
Edson, Mariano, Marcos, Vinícius e Calisto; Serginho, Gedeon, Francis e Petkovic (Denilson); Eduardo (Jael) e Marques (Rafael Aguiar).
Técnico: Alexandre Gallo.
VITÓRIA
Viafara, Marco Aurélio, Anderson Martins, Leonardo Silva e Marcelo Cordeiro; Vanderson, Renan (Marco Antônio), Ramon (Ricardinho) e Willians (Guilherme); Marquinhos e Rodrigão.
Técnico: Vagner Mancini.
Gols: Marques, aos 43 minutos do primeiro tempo; Gedeon, aos nove, e Rodrigão, aos 36 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Mariano (Atlético-MG); Rodrigão, Marco Aurélio (Vitória).
Público: 7.099 pagantes.
Estádio: Mineirão, em Belo Horizonte (MG). Data: 27/07/2008.
Árbitro: Héber Roberto Lopes (Fifa/PR).
Auxiliares: Aparecido Donizetti Santana (PR) e Moisés Aparecido de Souza (PR).


FLAMENGO 0X0 BOTAFOGO
Fla e Bota abusam de perder chances e só empatam no Maracanã


Em um jogo cheio de oportunidades perdidas de ambos os lados, Flamengo e Botafogo empataram por 0 a 0 neste domingo, no Maracanã. Com o resultado, o Fla chega a 28 pontos e se mantém na segunda posição, um ponto atrás do Grêmio. O Bota, que teve tudo para vencer a partida no segundo tempo, chega a 19, e é o 11º. Obina, tradicional xodó dos rubro-negros, perdeu muitos gols e foi vaiado pelos torcedores.



Na próxima rodada, quarta-feira, 30 de julho, o Flamengo vai até o Palestra Itália encarar o Palmeiras. O Botafogo recebe o Goiás no Engenhão.



Mais veloz, Fla cria as melhores chances do primeiro tempo



A partida começou com as duas equipes bastante nervosas, e os erros de passes eram constantes. A primeira boa jogada tramada foi do Alvinegro. Aos cinco minutos, Diguinho fez boa jogada individual e arriscou de longe, Diego defendeu firme. Mais veloz, o Flamengo cresceu no jogo e passou a dominar as ações e criar as melhores chances. Aos 13 minutos, Juan levantou a bola na área, Fábio Luciano cruzou de voleio para o meio da área, onde estava Ibson. O jogador do Fla dominou a bola, mas na hora de chutar se enrolou na hora de chutar. Aos 24, em outra bola levantada pelo lateral-esquerdo na área, Maxi teve a chance de finalizar de dentro da área, mas foi desarmado antes que pudesse empurrar a bola para dentro.

Os rubro-negros conseguiam envolver o Bota com jogadas de velocidade pelas duas pontas, principalmente com Maxi. Aos 27, o argentino arrancou pela esquerda, tocou para Obina, que ajeitou para Ibson. O camisa 7 chutou de primeira, mas a bola saiu fraca e Castillo defendeu com tranqüilidade. A dificuldade dos alvinegros de criar jogadas foi logo percebida pelos torcedores, que pediram a entrada da Lucio Flavio, barrado para a entrada de Jorge Henrique.

O Botafogo apostava nos chutes de fora da área para tentar surpreender o goleiro Diego. Aos 33, Alessandro mandou uma bomba e a bola passou perto do gol depois de desviar na zaga. Antes, Carlos Alberto já havia assustado o arqueiro rubro-negro depois de se livrar de Cristian e chutar forte por cima do gol. A resposta do Fla, aos 34, foi em alto estilo. Maxi ganhou de Triguinho e tocou para Jônatas, que devolveu para o argentino na frente. Obina recebeu o passe dentro da área e chutou, mas a bola saiu sem direção.

A maior emoção da primeira etapa aconteceu aos 47. Obina recebeu de frente para Castillo, driblou o goleiro e chutou de perna esquerda. Renato Silva, em cima da linha, garantiu o 0 a 0 no placar.



Bota volta com outra cara para a segunda etapa





Na volta do vestiário, o Bota voltou mais animado e encurralou o adversário nos primeiros minutos. Aos seis minutos, Wellington Paulista recebeu na entrada da área, girou na frente e Fábio Luciano e chutou. A bola passou muito perto da trave esquerda de Diego e assustou os rubro-negros. Um minuto depois, depois de uma saída de bola errada de Cristian, Carlos Alberto chutou forte e a bola passou rente à trave direita. Aos 13, uma oportunidade clara para o Bota. Jorge Henrique entrou na área, driblou Diego e chutou. Fábio Luciano, em cima da linha, salvou o Flamengo. Um minuto depois, Jorge Henrique mandou de cabeça de dentro da pequena área e Diego fez uma defesa espetacular.

A pressão alvinegra continuou e o Fla não via a cor da bola. Aos 15, Lucio Flavio tabelou com Alessandro e, de perna esquerda, mandou uma bomba de dentro da área. A bola subiu muito e o Botafogo perdeu outra boa chance. Mais fechado, o Rubro-Negro assustou em um rápido contra-ataque. Aos 30 minutos, Kleberson avançou pela esquerda e cruzou na medida para Obina, que estava livre dentro da área. O atacante, no entanto, mandou mal de cabeça e perdeu uma boa chance.



A resposta do Bota deixou os rubro-negros assustados nas arquibancadas do Maracanã. Aos 34, Wellington Paulista acertou a trave de Diego com um chute forte. Sempre nos contra-ataques, o Flamengo também abusou das chances perdidas. Aos 38, Éder driblou o goleiro Castillo e tocou por cima, mas a bola subiu demais. Aos 42 foi a vez de Juan perder uma chance dentro da pequena da área em uma cabeçada depois de um cruzamento da direita. Até o apito final, as equipes alternaram oportunidades perdidas, e o placar permaneceu inalterado.



Ficha técnica:
FLAMENGO 0 x 0 BOTAFOGO
FLAMENGO
Bruno, Leo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan; Jailton, Cristian, Jônatas (Kleberson) e Ibson; Maxi (Éder) e Obina (Paulo Sérgio).
Técnico: Caio Júnior.
BOTAFOGO
Castillo, Alessandro (Leandro Guerreiro), Renato Silva, André Luis e Triguinho; Túlio (Gil), Diguinho, Zé Carlos (Lucio Flavio) e Carlos Alberto; Jorge Henrique e Wellington Paulista.
Técnico: Ney Franco.
Cartões amarelos: Triguinho, Jorge Henrique (BOT); Obina, Cristian (FLA)
Público: 35.915pagantes.Renda: R$ 586.731,00
Estádio: Maracanã. Data: 27/07/2008.
Árbitro: Sálvio Spínola Fagundes Filho.
Auxiliares: Ricardo Maurício de Almeida e Ediney Guerreiro Mascarenhas.

NEW PARADA ROCK

10-Judas Priest-Painkiller




9-Twisted Sister-We're Not Gonna Take It




8-Foo Fighters-All My Life




7-Gamma Ray-Into the Storm



6-Nirvana-Where Did You Sleep Last Night




5-Pantera-Cowboys From Hell



4-Guns n' Roses-Better




3-Ozzy Osbourne-Mr. Crowley




2-Black Sabbath-Paranoid




1-Kiss-Psycho Circus


Liga Mundial:Brasil X Rússia


Brasil cai e perde o bronze em sua última partida antes das Olimpíadas de Pequim

Os atuais campeões olímpicos de vôlei tentaram, mas não conseguiram juntar os cacos após o inesperado tropeço diante dos Estados Unidos e perderam, neste domingo, a disputa pelo bronze da Liga Mundial 2008. Em um Maracanãzinho desta vez não tão cheio, a seleção masculina foi superada pela Rússia, por 3 sets a 1 (25/23, 25/19, 23/25 e 25/19), e ficou fora do pódio pela primeira vez em dez temporadas, a primeira na "Era Bernardinho", que começou em 2001. Foi a última partida antes dos Jogos Olímpicos de Pequim e, para Gustavo e Anderson, a última com a camisa verde e amarela em solo nacional.





Não foi possível superar a tristeza de ter perdido a chance de conquistar o octacampeonato, tampouco recuperar a confiança. Na terça-feira, a seleção embarca para a China, onde buscará a segunda medalha de ouro consecutiva.

Confiança não faltava à torcida. Quando os meninos de ouro entraram em quadra, o público acompanhava o cantor Sérgio Loroza nos versos de Gonzaguinha: “Eu acredito na rapaziada”. O repertório incluía somente canções de incentivo, como “É hoje”, samba-enredo da União da Ilha, em 1982.



Giba tenta dar ânimo à equipe



André Heller mais uma vez foi o titular e, em um ataque para fora, cedeu o primeiro ponto para os russos. Giba, explorando o bloqueio, marcou o primeiro da seleção (2 a 1).

- Vamos, moçada! Vamos! – gritava o capitão, antes de a Rússia abrir 4 a 1.

Quando o placar estava 7 a 4 para os russos, os brasileiros reclamaram de uma condução de Kosarev. Nada adiantou. Foram para o tempo técnico em 8 a 5.

O Brasil empatou pela primeira vez (8 a 8) com dois pontos de saque de Giba, que comemorou muito junto ao líbero Serginho. O grandalhão Volkok, de 2,10m, pôs os russos novamente na frente (12 a 10), mas os brasileiros seguiram na cola, com bons serviços. E foi justamente assim, numa pancada de Dante, que a seleção ultrapassou os rivais: 13 a 12.



Em um ataque para fora de Giba, os russos abriram três pontos (18 a 15), e Bernardinho pediu tempo. Era difícil acompanhar o ritmo dos rivais, que jogavam sem dois titulares: Khamuttskikh (capitão) e Poltavskiy. Volkok conseguiu o primeiro set point, mas sacou na rede. Tempo técnico. Anderson foi para o saque e Kosarev fechou em 25 a 23.

Com Giba sacando, o Brasil abriu 3 a 0 no segundo set. Em um dos pontos, deu uma bolada em cima de Verbov, seu companheiro de clube. Mas, ao pisar na linha dos 3m, o capitão cedeu o empate aos rivais, pouco antes de eles passarem os brasileiros pela primeira vez na parcial, em 6 a 5.

A partida era equilibrada, e a diferença entre as equipes não era ficava maior do que três pontos. Marcelinho, ao bloquear para tentar evitar o 21º ponto da Rússia, foi atingido pelo cotovelo de Gustavo e machucou o pescoço. Foi substituído por Bruninho.

- Está bom coisa nenhuma! O que está acontecendo? – gritava Bernardinho.

A bronca foi antes do set point russo, em um bloqueio (24 a 19). Set para a Rússia em ace de Mikhayalov.



Bernardinho quase rasga a camisa; Giba é guerreiro em quadra


Na terceira parcial, a torcida continuava incentivando. O grito era "Eu acredito", que ficou famoso ao ser ecoado pela torcida do Fluminense durante a final da Taça Libertadores. Dentro da quadra, porém, o único que ainda parecia acreditar era Giba. No banco, Bernardinho coçava a cabeça, como se não soubesse mais o que fazer. No tempo técnico, pediu força no saque.


Na raça, Dante fez com que o Brasil passasse à frente: 20 a 18. E Giba, com um ace, mostrou que ainda havia esperança. André Heller aumentou a vantagem para quatro pontos, após quatro saques do capitão. Os rivais, porém, não desanimaram. Giba, em mais uma pisada na linha, deixou que eles encostassem: 23 a 22. Bernardinho parou o jogo. Em um saque para fora, set point para a seleção. Berehzko salvou em um ataque, mas, em seguida, Anderson cravou como se aquela fosse sua última chance e fechou o set.



Após o vacilo no terceiro set, os russos voltaram à quadra dispostos a pôr fim ao jogo. Abriram 8 a 3 antes do tempo técnico. Bernardinho quase rasgava a camisa. Parecia prever o que estava por vir. O Brasil tinha breves suspiros com Giba, mas era pouco. A diferença foi a oito pontos - 17 a 9, e Rodrigão entrou no lugar de Gustavo. Guerreiro, Giba chegou a pular as placas para salvar o 18º ponto russo. Não conseguiu. Só vontade não bastava. Era preciso mais. Um algo a mais que a seleção não teve. A Rússia fechou em 25 a 19 e garantiu o bronze.

SPORTS HISTORY BRASIL:Vitória-BA

O Esporte Clube Vitória é um clube brasileiro de futebol, sediado na cidade de Salvador, no estado da Bahia.

Em 2007, o Vitória disputou a Série B do Campeonato Brasileiro, garantindo o seu retorno à primeira divisão em 2008. Sua torcida é uma das maiores torcidas de futebol do Brasil, com cerca de 1% na maioria das pesquisas, o que representa mais de 1 milhão e 800 mil torcedores no país.


História

A História do Vitória se confunde com a própria história do futebol da Bahia. Um dos primeiros clubes de futebol do Brasil (apontado erradamente em muitos sites do rubro-negro junto com o Paulistano -SP, este sim, de 1900, o Palestra Itália-SP, atual Palmeiras, fundado em 1914, o Pelotas-RS, de 1908 e o Flamengo-RJ, cujo departamento de futebol é de 1912), o Vitória nasceu da iniciativa pioneira dos irmãos Artur e Artêmio Valente. Vindos de uma tradicional família baiana, adquiriram o gosto pelo esporte na Inglaterra, onde estudavam, o que explica a constituição majoritária de torcedores das classes mais abastadas da sociedade soteropolitana na formação da torcida rubro-negra. Ao retornar ao Brasil, trouxeram na bagagem a paixão pelo futebol, que iria acabar contagiando todo o país.

Inicialmente, o Vitória se dedicava apenas ao cricket, que é uma espécie de futebol, porém jogado também com as mãos. Apenas um ano após a fundação é que o clube começou a praticar o futebol. Ainda com o nome de Club de Cricket Victoria, em 1899, era um grupo forte, formado pelos mais representativos jovens da sociedade baiana, em sua maioria, atletas.

O primeiro confronto foi com o International Sport Club, um time formado às pressas por integrantes das tripulações dos navios ingleses atracados no porto. A partida de estréia, no dia 22 de maio de 1901, teve como resultado um triunfante Victoria 3 x 2 International. Foi a primeira de muitas conquistas.

Por motivos financeiros, o Vitória entrou em campo com camisas alvi-negras, e não com o já tradicional vermelho e preto (o padrão preto e branco era mais barato). Apenas em outubro de 1901, quando por sugestão de César Godinho Espínola, ex-remador do Flamengo, o time adotou o vistoso rubro negro de seus uniformes. Nessa mesma época, o Vitória passou a se chamar Sport Club Victoria, já que o crícket não seria mais sua única atividade. O futebol nessa época era apenas uma categoria amadora.

Foi a partir de 1905, com a compra de uma sede na Barra, que o Vitória passou a ser chamado de "Leão da Barra". O Leão foi em homenagem aos leões que ainda hoje podem ser vistos na entrada da mansão dos Valente, no Corredor da Vitória, onde o time foi fundado.

A estréia profissional do Vitória (já com o uniforme rubro negro) foi em 13 de setembro de 1903. Numa partida sensacional, o Leão derrotou o São Paulo-Bahia, time formado por integrantes da Colônia Paulista, por 2 x 0. Em 1904, muitos outros times já tinham sido fundados na Bahia. O futebol não era um esporte tão desconhecido para o público. Grandes platéias se formavam para assistir aos jogos, ao som de bandas de música e fanfarras. O Vitória mostrava, já nessa época, o espírito empreendedor e arrojado que o acompanha até os dias de hoje. Nesse ano, o Vitória foi um dos fundadores da primeira Liga de Futebol da Bahia, que iria organizar o primeiro campeonato baiano, no ano seguinte. O International Sport Club levou a taça, enquanto o Vitória conquistou o 3º lugar.

Em outras praias... Durante essa época, cheia de novidade para os jovens que experimentavam o novo esporte, o Remo, já tradicional, despontava como atividade principal do Vitória. Os jornais da época reportavam os feitos do clube no remo, e os atletas daquela época viraram lendas entre os remadores. O Vitória também revelou talentos no atletismo, pólo aquático (esporte em que ficou 2 anos invicto), natação e até mesmo xadrez. O pioneirismo do clube o levou até a fundar a Federação Bahiana de Pugilismo, esporte em que, como sempre, conquistamos muitos títulos.

O primeiro título O Vitória começou sua jornada de conquistas no futebol em 1908, quando sentiu pela primeira vez o gostinho de campeão baiano. Após um longo jejum, causado por problemas internos com a cisão da diretoria, o Vitória voltou ao seu lugar de campeão em 1926. Na década de 30, os jogadores eram, em sua maioria, universitários, que deixavam o time assim que se formavam. Quando não, o Vitória perdia os jogadores para outros times que ofereciam altos salários. Mesmo assim, o Rubro Negro conquistou o Tetracampeonato 41/44 do extinto Torneio Início, um dos mais importantes da época.

Com um time semiprofissional, o Vitória começava a mostrar sua vocação de revelar talentos. Ainda assim, o Leão da Barra ainda carregava um problema: no começo da década de 50, o Vitória ainda não tinha sido campeão profissional. Esse "problema" foi resolvido de forma inesquecível em 1953, numa partida emocionante contra o eterno rival Bahia. O resultado se repetiu em 1955 e 1957, também contra o Bahia nas duas ocasiões.

Vitória: passado, presente e futuro O Vitória foi Campeão Baiano ainda em 1964, 1965, 1972 (com o craque Mário Sérgio), 1980, 1985, 1989, 1990, 1992, 1995, 1996,1997, 1999, 2000, 2002,2003 e 2008 além de inúmeros títulos nas categorias de base. As conquistas não se limitam aos campos. O Vitória cresceu, se tornou o time mais profissional do País, primando pela qualidade técnica de seus jogadores em campo e de seus dirigentes no comando do time rumo ao futuro.

O Esporte Clube Vitória, um dos mais antigos do Brasil, comemora os maiores feitos de toda a sua história. Desde a sua fundação, em 13 de maio de 1899, que os torcedores do Leão da Barra, como é chamado carinhosamente, não tinham tantos motivos para sentir orgulho de ser rubro-negro: construiu seu próprio estádio, o Manoel Barradas, com capacidade para 50.000 pessoas, concluiu o seu Centro de Treinamento, conquistou mais de 100 títulos em suas mais diversas categorias. Mas a principal realização do Vitória , e seu bem mais precioso, mal abandonou as fraldas. As categorias de base do Leão são o orgulho de um clube que soube valorizar seus talentos e investiu pesado para fazer de simples garotos, gênios da bola. Nomes como Alex Alves, Dida, Paulo Isidoro, Vampeta, Júnior, Fábio Costa, Cláudio, Matuzalém e Rodrigo, hoje jogadores de expressão nacional e internacional, saíram dessa universidade chamada Vitória e firmaram a imagem de um clube vencedor que forma talentos. A cada dia, nas seleções realizadas por todo o País, o Vitória recruta futuros Bebeto, que com garra, coração e talento, certamente farão bater mais forte milhões de apaixonados corações rubro-negros.pe principal de futebol, complementando o ciclo vitorioso.

Década de 1990 e anos 2000

Desde 1989 o Vitória obteve 14 conquistas do Campeonato Baiano de Futebol (1989, 1990,1992, 1995, 1996, 1997, 1999, 2000, 2002, 2003, 2004 , 2005 - Este de forma invicta - 2007 e 2008) contra apenas seis do Bahia (1991, 1993, 1994, 1998, 1999 e 2001), diminuindo a larga vantagem do arqui-rival e desde então, ganhou a maioria dos clássicos Ba-Vi, o maior clássico do estado. Além disso, o Vitória conquistou 3 Copas do Nordeste desde a inauguração do Estádio do Barradão e 3 Taças Estado da Bahia. Hoje o Vitória é encarado de igual para igual por seus rivais nordestinos, senão com temor, principalmente quando joga em seu estádio. Porém não vence seu rival lá há 2 anos (6 partidas),entretando continua vencendo os estaduais com folga.Bahia.

Em 1993, o Vitória chegou a decisão do Campeonato Brasileiro da 1° Divisão contra o Palmeiras. O time dirigido na época por Fito Neves revelou vários jogadores como Dida, Alex Alves, Vampeta, Paulo Isidoro, entre outros. Os baianos, no entanto, não resistiram à força do adversário, que contava com um patrocínio milionário de uma multi-nacional italiana e perderam os dois jogos da decisão: 1 a 0 em Salvador, e 2 a 0 em São Paulo.

Em 1999, o Vitória voltou a fazer boa campanha no Nacional. Chegou às semifinais e acabou batido pelo Atlético-MG.

Em 2004, após início de temporada avassalador, ficando na ponta do Campeonato Brasileiro e chegando às semi-finais da Copa do Brasil, o Vitória entrou em queda livre. O time foi rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro. Em 2005, apesar de ter um bom time do meio para a frente, mas com uma defesa fraca, a queda livre continuou, o time dessa vez foi parar na Série C do Campeonato Brasileiro juntamente com o seu rival.

No ano de 2007, após uma gloriosa campanha na Série B, o Esporte Clube Vitória voltou à divisão de elite do futebol brasileiro, se classificando com duas rodadas de antecedência e será o único representante do futebol baiano na Série A do Campeonato Brasileiro 2008. Torcidas Organizadas: T.U.I (Torcida uniformizada imbativeis), Leões da Fiel.

Construindo o futuro

O Esporte Clube Vitória, um dos mais conhecidos clubes do Brasil, comemora os maiores feitos de toda a sua história. Desde a sua fundação, em 13 de maio de 1899, quando a diretoria construiu seu próprio Estádio: Manoel Barradas, o Barradão (com capacidade para 45.000 tocedores). O Vitória concluiu o seu Centro de Treinamento, e conquistou vários títulos em suas mais diversas categorias. Mas a principal realização do Vitória, e seu bem mais precioso, mal abandonou as fraldas. As categorias de base do Leão são o orgulho de um clube que soube valorizar seus talentos e investiu pesado para fazer garotos bons de bola. Nomes como Bebeto, Alex Alves, Dida, Vampeta, Júnior (Craque do São Paulo FC), Fábio Costa, Nádson , Cláudio, Dudu Cearense e Rodrigo, hoje jogadores de expressão, saíram dessa divisão vencedora de títulos internacionais como a Philips Cup e outras e firmaram a imagem de um clube vencedor. A cada dia, nas seleções realizadas por todo o País, o Vitória recruta futuros Bebetos, que com garra, coração e talento, certamente farão mais forte a galeria de alguns apaixonados corações rubro-negros.

Em 2006 o Vitória foi vice-campeão brasileiro da Série C, campeão baiano de Juniores, juvenis, infantis e da Supercopa Baiana de Juniores em cima de seu rival, o Bahia, além de campeão da Copa Nordeste de Juniores (pela segunda vez em quatro edições, 2004 e 2006, tendo sido vice em 2003) , ao derrotar o Náutico na final disputada em Maceió por 3 a 2.

Ao vencer o Botafogo por 5 a 2, em 9 de julho de 2008, o Vitória tornou-se o clube nordestino com mais vitórias no Campeonato Brasileiro, junto com o Bahia (228), ultrapassando o rival neste quesito ao vencer o Flamengo no maracanã por 1 a 0 em 20 de julho.

Na rodada anterior a esta partida contra o alvi-negro carioca, o Vitória precisava apenas de um tento para atingir a marca de 800 gols em campeonatos brasileiros, tornando-se isoladamente o clube nordestino que mais marcou gols nesta competição, o que aconteceu contra a Portuguesa, quando Dinei marcou o primeiro gol da vitória por 2 a 1, aos nove segundos de jogo, o segundo gol mais rápido da história do Campeonato Brasileiro.

Já em 23 de julho de 2008, na vitória sobre o Náutico por 2 a 0, no Barradão, passou a ser o clube do Nordeste que mais pontuou na história dos campeonatos brasileiros, ao atingir 775 pontos.


Títulos
Campeão da Copa Norte-Nordeste: (1976,1997, 1999 e 2003) .
Campeonato Baiano: 24 vezes Campeão:(1908, 1909, 1953, 1955, 1957, 1964, 1965, 1972, 1980, 1985, 1989, 1990, 1992, 1995, 1996, 1997, 1999, 2000, 2002, 2003, 2004, 2005, 2007 e 2008).


Elenco Atual
Goleiros
1 Colombiano Julián Ramiro Viáfara Mesa
12 Brasileiro Claudiney Alexandre Pereira Lino (Ney)
Zagueiros
3 Brasileiro Anderson Vieira Martins
4 Brasileiro Leonardo Fabiano Silva e Silva
Laterais
2 Brasileiro Marco Aurélio Barbosa
6 Brasileiro Marcelo Cordeiro de Souza
Volantes
5 Carlos Vanderson Aguiar Silva
7 Renan Teixeira da Silva
Meias
8 Williams dos Santos Santana
10 Ramon Menezes Hubner
Atacantes
9 Telmário de Araújo Sacramento (Dinei)
11 Marcos Antônio da Silva Gonçalves (Marquinhos)
18 Rodrigo Fernandes Alflen (Rodrigão)
Treinador
VÁGNER Carmo MANCINI


Esse foi o fim da Temporada 1 do Sports History Brasil e em Setembro voltaremos para a Temporada 2 do Sports History.