domingo, 28 de setembro de 2008

27 Rodada:Série A

SÃO PAULO 2X0 CRUZEIRO
Sem Ceni, André Dias e Jancarlos dão vitória ao São Paulo sobre o Cruzeiro







Fábio é o goleiro que mais sofreu gols na carreira artilheira de Rogério Ceni: cinco no total. Mas, neste domingo, o São Paulo não precisou contar com a pontaria de seu capitão para vencer. Sem ele, vetado nos últimos minutos por causa de uma contusão muscular, coube ao zagueiro André Dias e ao lateral Jancarlos fazem os gols da vitória por 2 a 0 sobre o Cruzeiro, no Morumbi, que a equipe com chances de brigar pelo título do Campeonato Brasileiro.



O resultado, porém, não coloca o São Paulo no grupo dos quatro melhores da competição nacional. O time dirigido por Muricy Ramalho segue em quinto lugar, agora com os mesmos 46 pontos do próprio Cruzeiro, terceiro, e do Flamengo, quarto. O Tricolor perde no número de vitórias.



O São Paulo volta a jogar no próximo sábado, contra o Ipatinga, às 16h, no interior de Minas Gerais. O Cruzeiro atua antes, na quinta-feira, diante do Sport, ás 20h30m, no Mineirão, em Belo Horizonte.





São Paulo pressiona, mas pára nas defesas de Fábio





Mesmo sem Rogério Ceni, vetado de última hora por conta de uma lesão muscular, o São Paulo assumiu a responsabilidade de ter vencer para continuar sonhando com o título. Com Joílson e Jorge Wagner bastante ofensivos pelas alas e Jean grudado em Wagner, o Tricolor chegou com facilidade ao campo de ataque e não permitiu que o Cruzeiro jogasse com eficiência nos contra-ataques. Ramires também pouco fez.

A primeira boa chance surgiu logo aos quatro minutos. Hernanes cruzou, André Lima dividiu com a zaga e bateu prensado. No rebote, Jorge Wagner também foi travado. O Tricolor continuou sufocando, principalmente pelo lado direito. Joílson recebeu passe e levantou para a área. Hugo apareceu livre na segunda trave para cabecear forte e Fábio fazer bela defesa, espalmando para escanteio.

O goleiro cruzeirense voltou a trabalhar aos 19. Dagoberto passou por Fabrício pela esquerda e foi derrubado na entrada da área. Na cobrança da falta, Hernanes soltou a bomba e Fábio desviou para fora. Três minutos mais tarde, foi a vez de Jorge Wagner bater falta e o goleiro tocar na bola no canto esquerdo, evitando o gol.

Quando passou a trabalhar a bola com mais calma, o Cruzeiro começou a incomodar a equipe da casa e, enfim, dando condições a Guilherme e Thiago Ribeiro, até então presos na marcação. A melhor oportunidade veio aos 21 minutos. Após boa troca de passes, Ramires recebeu a bola pelo lado direito da área e chutou forte. Bosco espalmou.





André Dias mantém o Tricolor na briga pelo título







No segundo tempo, quem esperava um novo sufoco do São Paulo se enganou. Com mais movimentação, o Cruzeiro passou a criar mais e quase marcou, aos cinco minutos. Marquinhos Paraná encontrou Guilherme livre na entrada da área. O atacante dominou e bateu com estilo. A bola passou muito próxima do travessão e caiu na parte de cima da rede.



A resposta tricolor veio aos dez minutos. Zé Luis avançou pela direita e cruzou. Na segunda trave, Jorge Wagner desviou de cabeça e Thiago Heleno afastou quase sobre a linha. Logo em seguida, aos 12, foi a vez do garoto Jean arriscar da intermediária e Fábio defender no susto.



Com Elicarlos no lugar de Ramires, o Cruzeiro ganhou mais força na marcação, enquanto Muricy Ramalho sacou o apagado André Lima para a entrada de Borges, artilheiro da equipe na temporada, com 18 gols. Mas quem assustou foi Thiago Ribeiro, aos 18. Bosco bateu tiro de meta errado, o atacante avançou e, de fora da área, soltou a bomba, quase acertando o ângulo esquerdo.



Melhor opção de ataque, Jorge Wagner tratou de incomodar os mineiros pelo lado esquerdo, aos 22. Hugo cruzou para a área e Borges ajeitou para ele. O ala-esquerdo soltou a bomba cruzado e Dagoberto não alcançou por muito pouco, levando a torcida ao desespero. Aos 28, Jorge Wagner cruzou, Hugo desviou de cabeça, a bola passou por Fábio, mas Thiago Heleno tirou antes que ela entrasse.



Aos 35, o Tricolor finalmente conseguiu abrir o placar. Claro, em lance que saiu dos pés de Jorge Wagner. Ele cobrou escanteio pela direita do atacante e o zagueiro André Dias subiu mais que a defesa para desviar e explodir o Morumbi: 1 a 0.



Com a desvantagem, o Cruzeiro tentou se arriscar no campo de ataque, mas não chegou a levar muito perigo. Na principal jogada, o volante Fabrício recebeu pela esquerda do ataque e bateu forte, mas em cima de Bosco. No último minuto, aos 48, Jancarlos bateu falta com precisão no ângulo direito e garantiu a vitória do paulista por 2 a 0.





Ficha técnica:
SÃO PAULO 2 x 0 CRUZEIRO
SÃO PAULO
Bosco; Zé Luis (Jancarlos), André Dias e Rodrigo; Joílson, Jean, Hernanes, Hugo e Jorge Wagner; André Lima (Borges) e Dagoberto.
Técnico: Muricy Ramalho
CRUZEIRO
Fábio; Jonathan (Gérson Magrão), Thiago Heleno, Espinoza e Marquinhos Paraná; Fabrício, Henrique, Ramires (Elicarlos) e Wagner; Thiago Ribeiro (Maurinho) e Guilherme.
Técnico: Adilson Batista
Gols: André Dias, aos 35, e Jancarlos, aos 48 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Fabrício, Marquinhos Paraná (Cruzeiro); Dagoberto (São Paulo)
Estádio: Morumbi. Data: 28/09/2008.
Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (Fifa-RS).
Auxiliares: Altemir Hausmann (Fifa-RS) e Carlos Berkenbrock (SC).
Renda: R$ 411.195,00. Público: 20.668 pagantes.





NÁUTICO 0X0 PALMEIRAS
Palmeiras empata com Náutico, o suficiente para ser o novo líder



Ficou no quase. Náutico e Palmeiras empataram por 0 a 0 neste domingo, no estádio dos Aflitos, em uma partida de baixo nível técnico. Mas o resultado foi suficiente para o time paulista chegar a 50 pontos e se igualar ao Grêmio, que perdeu para o clássico para o Internacional por 4 a 1. Desta forma, os palmeirenses assumem a liderança porque estão em vantagem no número de vitórias, 15 a 14. O Timbu chega a 30 pontos, e permanece na 13ª posição.


Na próximo sábado, o Palmeiras recebe o Atlético-MG no Palestra Itália. O Náutico mede força com o Flamengo, no estádio dos Aflitos.



Timbu tenta pressionar, mas é o Palmeiras que cria as melhores chances

Empurrado por sua fanática torcida, que compareceu em grande número ao estádio, o Timbu iniciou a partida tentando encurralar o time paulista no campo de defesa. Logo no primeiro ataque, uma boa oportunidade. Pela direita, Ruy tocou para Kuki em velocidade, mas, na hora de o atacante chutar, Marcos prensou e mandou a bola para escanteio. Passada a animação inicial dos donos da casa, o Palmeiras tentou colocar a bola no chão e impor o seu jogo. Foi assim que, aos 12 minutos, criou uma oportunidade espetacular. Martinez tabelou com Kléber e ficou de frente para Eduardo, mas o jogador alviverde se enrolou na hora de gingar e deu chance do goleiro alvirrubro fazer a defesa.

O Náutico, com pouca presença dentro da área adversária, apostava nos chutes de longa distância e nas bolas aéreas, mas foi o time palmeirense que chegou com perigo mais uma vez. Aos 18, após jogada confusa dento da área, Élder Granja se desequilibrou e a bola sobrou para Kléber, que pegou forte de primeira e a bola passou perto do gol. Refeito do susto, o Timbu se equilibrou mais e criou perigo para o Palmeiras. Aos 23, após cruzamento da direita, Gilmar chutou prensado com o zagueiro Gustavo e assustou o goleiro Marcos. Antes do fim do primeiro tempo, o Alvirrubro ainda chegou bem mais uma vez. Aos 42, Ruy recebeu bom passe de Alessandro e mandou uma bomba, defendida com estilo por Marcos.



Pontaria não estava em dia


Na volta do vestiário, as duas equipes seguiram com muita dificuldade de criar oportunidades, principalmente por causa do excessivo número de passes errados. Na vez que o Náutico conseguiu balançar a rede do Palmeiras, o árbitro marcou impedimento: aos sete minutos, após saída de bola errada de Maurício, Kuki recebeu passe e, de esquerda, mandou uma bomba para o fundo do gol. Os alvirrubros lamentaram, mas o placar permaneceu inalterado. Com seus homens de frente muito isolados na frente, coube ao meia Diego Souza tentar decidir em jogada individual. Aos 15 minutos, o camisa 7 arrancou pela direita, invadiu a área e chutou cruzado, mas Eduardo defendeu com a perna.

A partida seguia com baixo nível técnico, com as defesas superando com maiores problemas os ataques. Luxemburgo, na tentativa de melhorar o setor de criação, tirou Diego Souza e colocou Evandro. Mais emoção somente aos 30 minutos, em um ataque perigoso do Palmeiras. Kléber recebeu na entrada da área e mandou uma bomba de perna esquerda, o goleiro soltou a bola e Alex Mineiro desviou a bola para o gol. Antes que a bola entrasse, o zagueiro Adriano salvou em cima da linha.



Aos 37, Thiago Cunha, que entrou no lugar de Alex Mineiro, fez um gol após cruzamento da esquerda, mas estava impedido. Um minuto depois, o Timbu assustou com Felipe, que driblou Marcos mas chutou na rede pelo lado de fora. Não era dia dos atacantes, e o placar permaneceu inalterado.



Ficha técnica:
NÁUTICO 0 x 0 PALMEIRAS
NÁUTICO
Eduardo, Vágner Silva, Everaldo e Adriano; Ruy Hamilton, Paulo Santos (Geraldo), Valdeir e Alessandro; Gilmar (Felipe) e Kuki (Clodoaldo).
Técnico: Roberto Fernandes.
PALMEIRAS
Marcos, Gustavo, Maurício e Martinez; Élder Granja, Pierre (Leo Lima), Sandro Silva, Diego Souza (Evandro) e Leandro; Kléber e Alex Mineiro (Thiago Cunha).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
Cartões amarelos: Ruy, Everaldo (NAU); Martinez (PAL).
Estádio: Aflitos. Data: 28/09/2008.
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS).
Auxiliares: Alexandre Antonio Kleiniche (RS) e Cleriston Rios (SE).





IPATINGA 3X1 VASCO
Ipatinga bate o Vasco e deixa a lanterna do Campeonato Brasileiro



Em um duelo direto na briga contra o rebaixamento, o Ipatinga bateu o Vasco por 3 a 1 e deixou a lanterna do Campeonato Brasileiro. Com boa atuação de seus atacantes e do lateral Rodriguinho, o time mineiro chegou aos 27 pontos e subiu para a 17ª posição do torneio a apenas um ponto de sair da zona de rebaixamento. Com a derrota, a equipe cruzmaltina caiu para a 19ª colocação, à frente somente do Fluminense.



Na próxima rodada, o Vasco recebe o Figueirense em São Januário. As duas equipes brigam para não cair e o jogo pode ser decisivo para a manutenção de um dos dois clubes na elite nacional. Por sua vez, o Ipatinga recebe o São Paulo, que ainda briga pelo título Brasileiro.



Só um time joga no primeiro tempo






Para o torcedor vascaíno, que esperava que o time fosse para cima do até então lanterna do campeonato, o jogo começou de forma decepcionante. Sem nenhuma criatividade no meio-campo, a equipe esbarrava na forte marcação do Ipatinga e não conseguia criar nenhuma jogada de perigo.

Do lado mineiro, a ordem era explorar as jogadas laterais. Por isso, não foi surpresa que o primeiro chute a gol tenha sido do lateral-direito Márcio Gabriel, aos 13m do primeiro tempo. Porém, a bola passou sem perigo para o gol de Tiago. Se por um lado não deu certo, o Ipatinga resolveu tentar pelo outro. E aí teve mais sorte. Aos 17m, Leandro Salino recebeu na grande área, Eduardo Luiz não conseguiu acompanhar o atacante, que chutou para defesa de Tiago. O rebote sobrou nos pés do próprio Salino que tocou para o lateral-esquerdo Rodriguinho bater forte e abrir o marcador.

O gol mexeu com o time vascaíno que passou a buscar mais o ataque. Porém, sem criatividade, o time pouco ameaçava o gol mineiro. Na primeira jogada de perigo, Madson, aos 26, cobrou falta para a pequena área, mas Charles rifou a bola para fora. Aos 29, Jorge Luiz se aventurou ao ataque e fez boa tabela com Edmundo. Contudo, o zagueiro se enrolou com a bola e perdeu a chance.

Em vantagem no marcador, o Ipatinga passou a cadenciar mais o jogo e explorar os contra-ataques, principalmente pela esquerda, já que o lateral Baiano, visivelmente fora de forma, não conseguia acompanhar as rápidas triangulações dos jogadores do Tigre. Em um desses lances, aos 34m, Rodriguinho cobrou falta para a grande área, a zaga vascaína cochilou e Adeílson subiu sozinho para cabecear para fora.



Vasco volta melhor para o segundo tempo






Precisando da vitória, o Vasco voltou com outra postura e outra tática para o segundo tempo. Baiano e Fernando saíram para a entrada de Eduardo e Pedrinho. Com isso, o time passou a jogar com apenas dois zagueiros, em vez de três.

Apesar da mudança tática vascaína, quem começou melhor foi o Ipatinga. Aos 2m, Luciano Mandí faz boa jogada pela direita e assustou o goleiro Tiago. Logo em seguida, aos 3, Adeílson ganhou de Eduardo Luiz na corrida, dentro da grande área. O atacante caiu e pediu pênalti, mas o árbitro entendeu que não aconteceu nada. Aos 5m, mais uma jogada de perigo do Tigre. Charles invadiu pela direita e chutou pelo alto. Fábio defendeu parcialmente, e Jorge Luiz teve que tirar a bola quase em cima da linha do gol.

Aos 8m, finalmente o Vasco acordou. Leandro Amaral recebeu no meio, tocou para Edmundo na direita, e o Animal chutou forte, sem chances para o goleiro do Ipatinga, empatando a partida. O gol animou os cariocas que foram para cima, em busca da virada. Aos 11m, Leandro fez boa jogada na direita, a bola sobrou para Madson, que chutou de fora da área, sem perigo para a meta mineira. Aos 12m, Edmundo cruzou para Pedrinho que cabeceou bem, mas Fernando estava atento e impediu o gol.



Ipatinga marca em pênalti controverso






O Ipatinga aproveitava a afobação vascaína no ataque para armar seus contra-ataques em velocidade. Em um deles, Jorge Luiz e Gilsinho disputaram uma bola na área. O zagueiro caiu e colocou a mão na bola. O juiz marcou pênalti para o Ipatinga, levando à loucura os jogadores do Vasco que entenderam que o jogador do Ipatinga havia cometido falta no defesa cruzmaltino. Adeílson bateu a grande penalidade e recolocou o Tigre em vantagem no marcador.



O jogo ficou ainda mais movimentado após o gol, com as duas equipes correndo muito e tentando criar chances de gol. Aos 19, Pedrinho chutou bonito de fora da área. Como resposta, aos 27, Rodriguinho cruzou para Adeilson na pequena área, mas Tiago fez boa defesa nos pés do atacante.

Mais organizado, o Ipatinga conseguia agüentar a pressão do Vasco e organizar bem seus ataques. Aos 40, Gilsinho fez falta em Madson, mas o juiz não marcou. O lateral tocou para Pablo Escobar (que havia entrado no lugar de Ferreira), que driblou com facilidade Jonny e bateu forte para o fundo das redes vascaínas, sacramentando a vitória mineira. Foi o primeiro gol de um estrangeiro com a camisa do Ipatinga.



Ficha técnica:
IPATINGA 3 x 1 VASCO
IPATINGA
Fernando; Márcio Gabriel (Gilsinho), Henrique, Gian e Rodriguinho; Augusto Recife, Leandro Salino, Xaves e Luciano Mandi (Leo Oliveira); Ferreira (`Pablo Escobar) e Adeílson.
Técnico: Márcio Bittencourt.
VASCO
Tiago, Eduardo Luiz, Jorge Luiz e Fernando (Pedrinho); Baiano(Eduardo), Johnny, Alex Teixeira, Madson e Valmir(Mateus); Edmundo e Leandro Amaral.
Técnico: Renato Gaúcho
Gols: Rodriguinho, aos 17 minutos do primeiro tempo, Adeílson, aos 15m, e Pablo Escobar, aos 40m, do segundo tempo para o Ipatinga. Edmundo, aos 8m, para o Vasco.
Cartões amarelos: Fernando, Jorge Luiz e Mateus (Vasco); Rodriguinho (Ipatinga)
Estádio: Ipatingão (MG). Data: 28/09/2008.
Árbitro: Heber Roberto Lopes (PR).
Auxiliares: Alessandro Álvaro Rocha de Matos (BA) e Gílson Bento Coutinho (PR).





CORITIBA 1X1 ATLÉTICO-PR
Clássico paranaense termina empatado




Em um clássico mais quente nas arquibancadas do que dentro de campo, Coritiba e Atlético-PR empataram por 1 a 1, na tarde deste domingo, no Couto Pereira. A Polícia teve que entrar em ação para conter alguns tumultos nas arquibancadas do estádio, ofuscando o que poderia ser uma boa partida no maior clássico paranaense.

O resultado não é bom para as duas equipes. É pior para o Furacão, que segue em 16º, com 28 pontos, correndo risco de entrar na zona de rebaixamento no decorrer da rodada, se Fluminense ou Portuguesa vencerem Botafogo ou Santos, respectivamente. O Coxa passa a somar 41 pontos, em oitavo lugar, a cinco pontos do G-4.



Os próximos compromissos das equipes no Brasileirão é no sábado. O Coxa recebe o Internacional enquanto o Atlético visita o Santos. Antes disso, o Furacão entra em campo nesta terça, mas pela Copa Sul-Americana, contra o Chivas, na Arena da Baixada.





Surpresas e sustos







Os dois técnicos esconderam e apresentaram surpresas nas escalações. No Furacão, Pedro Oldoni começou como titular ao lado de Rafael Moura. No Coxa, Ariel Nahuelpan barrou Marlos no ataque. O argentino coxa-branca quase alcançou um cruzamento de João Henrique no primeiro minuto da etapa, que teve pouquíssimas chances de ambos os lados.

O time rubro-negro começou a aparecer bem a partir dos 19 minutos. Primeiro, com Oldoni, que arriscou de fora da área para boa defesa de Vanderlei. Depois, em cobrança de falta de Fernando, em que o goleiro alviverde se esticou para espalmar. Mas a melhor oportunidade foi para o Coritiba, aos 38. Ricardinho cruzou da ponta esquerda para Keirrison cabecear para o chão. Ariel quase se antecipou a Galatto, que salvou o Furacão (assista ao vídeo com o lance). O Coxa ainda perderia duas boas chances: com João Henrique, que recebeu passe de Ariel, mas isolou aos 39; e com Ricardinho, que mandou para fora, de longe.





Toma lá, dá cá

Se em campo o jogo estava morno, nas arquibancadas o clima esquentou no intervalo. Policiais tiveram que usar os cassetetes para conter um tumulto onde estava uma parte da torcida atleticana, e até quem não tinha nada a ver com a confusão acabou apanhando.







Na volta para o segundo tempo, o Furacão pressionou o Coxa e quase abriu o placar em duas oportunidades. Primeiro, Valencia bateu de longe, e Vanderlei defendeu. Depois, Rhodolfo acertou a trave ao escorar de cabeça um escanteio. Aos dez minutos, de tanto insistir, a bola rubro-negra acabou entrando. Em cobrança de falta, Netinho levantou na área para Chico cabecear. Também de cabeça, Rafael Moura surpreendeu Vanderlei e mandou para as redes.



A alegria dos rubro-negros durou exatos 11 minutos, e foi influenciada pelas mudanças dos dois treinadores. Dorival Júnior trocou Rodrigo Heffner e João Henrique por Thiago Silvy e Marlos. Geninho preferiu fechar, tirando Oldoni para a entrada de Alan Bahia. Se aproveitando de um erro de passe de Valencia, Marlos foi à linha de fundo pela esquerda e cruzou para Ariel, de carrinho, empatar para o Coxa. Na dividida, o goleiro Galatto levou a pior e saiu lesionado, dando vaga a Vinícius. No decorrer do jogo, o Coxa criou as melhores chances, mas não conseguiu a virada.



Ficha técnica:
CORITIBA 1 x 1 ATLÉTICO-PR
CORITIBA
Vanderlei, Maurício, Rodrigo Mancha e Felipe; Rodrigo Heffner (Thiago Silvy), Leandro Donizete, Carlinhos Paraíba (Guaru), João Henrique (Marlos) e Ricardinho; Ariel Nahuelpan e Keirrison.
Técnico: Dorival Júnior.
ATLÉTICO-PR
Galatto (Vinícius), Danilo, Rhodolfo e Chico; Rodriguinho, Valencia, Fernando (Zé Antônio), Ferreira e Netinho; Pedro Oldoni (Alan Bahia) e Rafael Moura.
Técnico: Geninho.
Gols: Rafael Moura, aos dez, e Ariel, aos 21 minutos, do segundo tempo.
Cartões amarelos: Felipe, João Henrique e Maurício(Coritiba); Netinho, Pedro Oldoni, Valencia e Rafael Moura (Atlético).
Estádio: Couto Pereira, em Curitiba (PR). Data: 28/09/2008.
Árbitro: José Henrique de Carvalho (SP).
Auxiliares: Ivan Carlos Bohn (PR) e Moisés Aparecido de Souza (PR).




SANTOS 1X1 PORTUGUESA
No clássico do sufoco, tudo igual: Peixe 1 x 1 Lusa



O clássico do sufoco terminou empatado. Santos e Portuguesa ficaram no 1 a 1, neste domingo à noite, na Vila Belmiro. Com o resultado, o Peixe vai a 30 pontos e continua na 14ª posição, fora da zona de rebaixamento. Já a Lusa, com 27 ultrapassa o Vasco, mas segue abaixo da linha vermelha do Brasileirão. Kléber Pereira marca o gol santista e se isola ainda mais na liderança da artilharia, com 19 gols. Athirson descontou para a Lusa.



Com o empate, tanto Santos quanto Portuguesa desperdiçaram a chance de se afastar do fantasma da queda, já que seus principais correntes não venceram. Fluminense e Vasco perderam; Figueirens e Atlético-PR empataram. Dos times que estão na parte de baixo da tabela, só o Ipatinga venceu.



A Lusa volta a campo na quinta-feira para enfrentar o Vitória, em Salvador. Já o Santos pega o Atlético-PR, sábado, na Vila Belmiro.



PRESSÃO SANTISTA NÃO FUNCIONA



Tentando repetir o que o Goiás lhe fez no último final de semana, no Serra Dourada, o Santos partiu para cima da Portuguesa já nos primeiros segundos de partida. Aceso, Kléber Pereira lutava muito com os zagueiros adversários e arriscava chutes a gol sempre que a bola lhe caía aos pés. Antes do primeiro minuto, o artilheiro já tentava seu primeiro arremate. A bola saiu forte, mas passou por cima.

Apesar da tentativa de pressão, o Peixe não conseguiu imitar o Goiás. Aos 13 minutos do jogo disputado no sábado retrasado, o time esmeraldino goleava por 3 a 0. Os comandados de Márcio Fernandes, apesar de terem a bola na maior parte do tempo, afunilavam demais o jogo, abandonando as jogadas de linha de fundo e parando na zaga rubro-verde, sem conseguir chegar perto de marcar. Os volantes Rodrigo Souto e Bida tentavam sair para ajudar na armação, mas erraram muitos passes. As chances só saíam quando Kléber Pereira tentou resolver sozinho, seja em chutes a gol de fora ou em jogadas individuais. Sempre sem sucesso.

A Lusa, por sua vez, entrou em campo com uma formação com seis homens no meio-de-campo e apenas um jogador à frente, Edno. No entanto, não era uma formação defensiva. Apenas Rai é volante de ofício. Preto, Fellype Gabriel e Jonas reverazam-se na armação de jogadas, demonstrando bom toque de bola. O time visitante passou a ter o domínio da bola a partir dos 25 minutos de jogo, explorando bem as descidas de Athirson, pela esquerda, e Patrício, pela direita. Faltou aos laterais, porém, maior capricho na hora dos cruzamentos.



A principal chance da Portuguesa saiu aos 37 minutos, num vacilo da zaga santista. Fabiano Eller saiu jogando errado e entregou a bola para Fellype Gabriel, que cruzou para Edno subir e cabecear. A bola bate na zaga e desvia, mas Douglas consegue se esticar e mandar a bola para escanteio.





ENFIM, OS GOLS



O segundo tempo começou ainda pior que o primeiro. Os dois times abusaram demais dos erros de passes, das faltas no meio-de-campo e dos chutões. Quando os jogadores resolveram colocar a bola no chão, os gols saíram. Aos 13, Kléber Pereira, sempre ele, recebeu pela direita, deu um corte seco em seu marcador e chutou colocado de esquerda, acertando o canto direito do goleiro André Luís. Foi o 19º gol do artillheiro do Brasileirão.

Os santistas nem tiveram tempo para comemorar. A Lusa reagiu imediatamente e empatou o jogo no lance seguinte. Aos 15, a bola foi lançada para a esquerda. O goleiro Douglas foi atrapalhado por Rodrigo Souto e não conseguiu acertá-la. Athirson, ex-jogador santista, completou de cabeça para o gol vazio.

Vendo que seus volantes não funcionavam, o técnico Márcio Fernandes trocou um deles, Bida, pelo meia Pará. Estevam Soares também mexeu no meio-de-campo, tirando Fellype Gabriel e colocando Heverton, para dar mais velocidade e aproveitar contra-ataques.

O Santos não se abateu com o empate a jato da Portuguesa e quase ampliou aos 21, numa linda jogada de Kléber Pereira. Cuevas cruzou da direita e o artilheiro completou de voleio, obrigando André Luís a fazer grande defesa.



Pressionado pela torcida, o Peixe passou a tentar chegar ao ataque de qualquer jeito, sem trabalhar a bola e buscando a ligação direta para o ataque, em chutões para a frente. Márcio Fernandes tentou fazer com que seu time segurasse mais a bola no meio, tirou Michael, que jogava mal, mas colocou o ataque Tiago Luís, que entrou fora de posição, sem conseguir acrescentar nada ao time. Apenas mais correria. O erro do técnico foi consertado com a troca de Cuevas por Molina. Aí, Tiago foi adiantado para jogar em sua posição, ao lado de Kléber Pereira.


A Portuguesa não conseguia dominar a bola, virou presa fácil para a marcação santista, e ficou acuada em seu campo, apenas se livrando da bola. Aos 38, Erick deu uma entrada violenta em Tiago Luís e acabou expulso.



Com um jogador a menos, a Lusa se encolheu ainda mais e passou a ver a bola passar por todos os lados. Apesar da instistência santista, o clássico terminou empatado.



Ficha técnica:
SANTOS 1 x 1 PORTUGUESA
SANTOS
Douglas; Wendel, Domingos, Fabiano Eller e Kleber; Roberto Brum, Rodrigo Souto, Bida (Pará) e Michael (Tiago Luís); Cuevas (Molina) e Kleber Pereira.
Técnico: Márcio Fernandes.
PORTUGUESA
André Luís; Ediglê, Bruno Rodrigo e Erick; Patrício, Rai, Preto, Fellype Gabriel (Heverton) e Athirson; Edno (Hallisson) e Jonas (Vaguinho).
Técnico: Estevam Soares.
Gols: Kléber Pereira, aos 13, Athirson, aos 15 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Fellype Gabriel, Ediglê, Heverton (Portuguesa). Cartão vermelho: Erick (Portuguesa).
Renda e público: R$ 73.680,00/7.552 torcedores
Estádio: Vila Belmiro. Data: 28/09/2008.
Árbitro: Paulo Cesar Oliveira (Fifa/SP).
Auxiliares: Ednilson Corona (FIFA/SP) e Carlos Augusto Nogueira Júnior (SP).





BOTAFOGO 1X1 FLUMINENSE
Na raça, Flu arranca empate com o Botafogo no fim do jogo




Em um jogo com duas expulsões e um gol nos acréscimos, Botafogo e Fluminense empataram em 1 a 1, neste domingo, no Engenhão, pelo Campeonato Brasileiro. O Alvinegro está há três jogos sem vencer na competição e ficou mais longe dos líderes. Já o Tricolor das Laranjeiras foi parar na última colocação no torneio nacional. Carlos Alberto e Edcarlos fizeram os gols do jogo, um em cada tempo.



Com o resultado, o Tricolor chegou aos 26 pontos e agora ocupa a lanterna do Campeonato Brasileiro. O Alvinegro tem 43 e ocupa a sexta colocação. Na próxima rodada, o Fluminense vai encarar o Goiás, no Maracanã, na próxima quinta-feira. O Botafogo pega o Grêmio, no Olímpico, no sábado.





Carlos Alberto deixa a sua marca na etapa inicial



O primeiro lance de perigo do jogo foi do Fluminense em uma cobrança de falta de Thiago Silva, aos quatro minutos. O zagueiro arriscou da intermediária e a bola passou à direita de Castillo, que apenas acompanhou o lance. A resposta do Botafogo aconteceu no minuto seguinte. Carlos Alberto fez boa jogada pela direita e cruzou para Wellington Paulista. Romeu, do Tricolor, se antecipou e afastou o perigo, salvando o time das Laranjeiras.



Os dois times abusaram dos passes errados no meio-campo. Tanto Fluminense como Botafogo só arriscaram em chutes de fora da área e em cobranças de falta. Aos 22, Carlinhos cobrou lateral e a zaga do Botafogo falhou. A bola sobrou para Ciel, dentro da área, que chutou. O goleiro Castillo fez uma bela defesa, evitando o primeiro gol tricolor.



O mesmo Ciel voltou a assustar o goleiro Castillo, aos 27. O atacante arriscou de fora da área e a bola passou rente ao gol alvinegro. A resposta do Botafogo foi imediata. Aos 28, Alessandro cobrou falta rápida para Lucio Flavio, que estava sozinho do lado direito da grande área tricolor. O meia cruzou na cabeça de Carlos Alberto, que marcou.



Aos 33, após uma falha de Romeu, o Botafogo teve uma chance de ouro para ampliar. Wellington Paulista aproveitou o erro do defensor tricolor e avançou pela direita. O atacante chegou na linha de fundo e rolou para trás. Zé Carlos chutou de canhota e a bola pegou na trave de Fernando Henrique. A partir daí, o jogo voltou a ficar truncado e com muitos erros de passe até o árbitro Péricles Bassouls encerrar a etapa inicial.





Edcarlos empata aos 46 minutos do segundo tempo



Assim como no primeiro tempo, o Fluminense assustou logo com um minuto do segundo tempo. Ciel cobrou falta do bico da grande área e errou a pontaria por pouco. Aos dois, Maicon sofreu falta fora da área e pediu pênalti. O árbitro Péricles Bassouls ignorou o lance e nada marcou. Aos sete, Ciel recebeu um belo passe de Maicon, entrou na área e chutou muito mal, desperdiçando uma bela chance de empatar o jogo.



A primeira chance do Botafogo no segundo tempo só aconteceu aos nove. Thiaguinho recebeu na entrada da área e chutou longe do gol de Fernando Henrique. Aos 16, Thiago Silva deu um carrinho em Carlos Alberto e acabou expulso pelo árbitro. O zagueiro tricolor entrou forte no lance, mas sequer encostou no jogador alvinegro.



Aos 24 minutos, Maicon foi empurrado por André Luis na grande e o árbitro ignorou o pênalti no atacante tricolor. Seis minutos depois, o Botafogo quase selou a sua vitória. Wellington Paulista aproveitou cruzamento da direita e, já dentro da área, cabeceou para grande defesa de Fernando Henrique.



Desesperado, o técnico Cuca sacou Ciel para acertar a zaga e apostou na entrada de Roger. Para tentar o empate, ele colocou o garoto Tartá. As mudanças, porém, não surtiram efeito. Aos 45, Zé Carlos foi expulso após entrada violenta em Maicon. O Tricolor foi premiado no fim do jogo, aos 46 minutos. Junior Cesar cruzou da esquerda e Edcarlos empurrou para o gol de Castillo para empatar.



Ficha técnica:
BOTAFOGO 1x 1 FLUMINENSE
BOTAFOGO
Castillo; Alessandro, Renato Silva, Andre Luis e Luciano Almeida (Thiaguinho); Túlio (Eduardo), Leandro Guerreiro, Lucio Flavio e Zé Carlos; Carlos Alberto (Fábio) e Wellington Paulista.
Técnico: Ney Franco.
FLUMINENSE
Fernando Henrique; Carlinhos (Tartá), Edcarlos, Thiago Silva e Junior Cesar; Romeu, Arouca e Conca; Maicon, Ciel (Roger) e Somália (Alan).
Técnico: Cuca.
Gols: Carlos Alberto, aos 28 minutos do primeiro tempo; Edcarlos, aos 46 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Luciano Almeida, Carlos Alberto, Thiaguinho, Wellington Paulista (Botafogo); Tartá, Maicon (Flu).
Cartões vermelhos: Thiago Silva (Flu); Zé Carlos (Botafogo)
Estádio: Engenhão. Data: 28/09/2008.
Árbitro: Péricles Bassouls.
Auxiliares: Edney Guerreiro e Wágner Almeida.
Renda: R$ 180.865,00. Público: 12.564 pagantes





INTERNACIONAL 4X1 GRÊMIO
Inter destrói o Grêmio no Gre-Nal do milênio: 4 a 1, com show de D’Alessandro




Os grandes jogos são pré-fabricados para os grandes craques. E o Gre-Nal do milênio foi de Andrés Nicolas D’Alessandro. Com uma atuação que colorado algum jamais esquecerá, o argentino comandou a goleada de 4 a 1 sobre o Grêmio, que fez o Inter colar de vez no bloco de classificação para a Libertadores. De quebra, a genialidade do gringo deixou o rival dos vermelhos sem a liderança do Brasileirão, que agora é do Palmeiras.

O triunfo colorado também representa a supremacia na temporada, já que os três primeiros clássicos do ano haviam terminado empatados. No histórico de confrontos, o Inter já abre vantagem de 20 vitórias. A goleada fez o time de Tite pular para 42 pontos, na oitava colocação, quatro atrás da zona de classificação para a Libertadores. O Grêmio, com 50, perde para o Palmeiras no número de vitórias.

Embalado pela goleada, o Inter volta a campo na quarta-feira, pela Copa Sul-Americana, contra o Universidad Católica, do Chile, no Gigante. O Grêmio recebe o Botafogo no sábado. No mesmo dia, o Colorado visita o Coritiba.





Um craque chamado D’Alessandro e uma goleada no Gigante


O primeiro tempo de um Gre-Nal histórico foi decidido por um craque chamado D’Alessandro. O argentino acabou com o jogo. "El Cabezón" fez um gol, deu passe para outros dois e acertou tudo que tentou. Jogou demais. E, assim, desequilibrou um jogo que é sempre parelho.



Era um Gre-Nal peleado, mordido, com a cara dos rivais gaúchos, quando D’Alessandro começou a destruir. Em cruzamento para a área, a zaga gremista cortou no pé do gringo, que mandou um chute seco, forte, sem chances para Victor. O Beira-Rio entrou em ebulição.

Mas o Grêmio logo reagiria. Orteman, aos dez, ensaiou o empate ao acertar o travessão. A tarefa de concretizar a igualdade coube a Tcheco. E que golaço! O camisa 10 do Grêmio atravessou o campo com a bola dominada, deixou Guiñazu a ver navios e mandou o chute no cantinho de Clemer. Aí foi a vez de os tricolores explodirem em euforia: 1 a 1.

Não tinha como o grande Gre-Nal do milênio ficar sem polêmica. Aos 28 minutos, o árbitro Evandro Rogério Roman anotou toque de mão de Anderson Pico. Enquanto a defesa gremista reclamava, o Inter agiu. A cobrança rápida caiu nos pés de Alex. O canhotinho mandou uma pancada entre as pernas de Victor: 2 a 1 para o Inter e muita reclamação do Grêmio.

Era vitória, mas ainda não era goleada. D’Alessandro resolveu fazer história. Ele cobrou escanteio venenoso na cabeça de Índio, que desviou para o gol. Eram 39 minutos. Seis depois, o argentino cobrou escanteio curto para Ângelo, recebeu de volta e mandou na cabeça de Nilmar: 4 a 1. Em pleno setembro, com um vento frio incomodando, o Beira-Rio entrou em tempos de carnaval.

Antes de o primeiro tempo acabar, Edinho e Tcheco se enroscaram na beirada do campo e protagonizaram confusão generalizada. Ambos foram expulsos.





Inter só administra


Com uma vantagem praticamente inalcançável, o Inter deixou o tempo passar no segundo tempo. Chegou a trocar passes por dois minutos sem ser interceptado pelo adversário. A torcida vibrou como se fosse gol, para depois contar os gols, como provocação ao Grêmio.

- Um, dois, três, quatro! Um, dois, três, quatro!

Já na volta para o segundo tempo, o Grêmio teve Willian Magrão e Souza nos lugares de Perea e Paulo Sérgio. Não deu certo. O time tricolor, naturalmente, buscou o ataque, mas o Inter, sólido, não deu chance. Graças à qualidade técnica dos jogadores de frente, o time colorado ainda ameaçou em lances esporádicos e teve um gol anulado, de Nilmar, aos 39 minutos. Mas o placar ficou imóvel.

No Gre-Nal do milênio, o Inter mostrou que o presidente do Grêmio, Paulo Odone, não estava tão errado ao dizer que o adversário era um time de galácticos. Resta saber se os colorados, com tanta qualidade, terão tempo para buscar a vaga na Libertadores. E se o Grêmio suportará a pancada que levou no Gre-Nal. Os efeitos costumam ser duradouros.






Ficha técnica:
INTERNACIONAL 4 x 1 GRÊMIO
INTERNACIONAL
Clemer, Ângelo (Danny Morais), Índio, Bolívar e Gustavo Nery; Edinho, Magrão, Guinãzu e D’Alessandro (Taison); Alex e Nilmar (Adriano).
Técnico: Tite.
GRÊMIO
Victor, Léo, Pereira (Jean) e Rever; Paulo Sérgio (Souza), Rafael Carioca, Orteman, Tcheco e Anderson Pico; Perea (Willian Magrão) e Marcel.
Técnico: Celso Roth.
Gols: D’Alessandro, aos quatro, Tcheco, aos 19, Alex, aos 28, Índio, aos 39, e Nilmar, aos 44 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Gustavo Nery (Inter); Orteman, Léo, Tcheco (Grêmio).
Cartões vermelhos: Edinho (Inter); Tcheco (Grêmio).
Estádio: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). Data: 28/09/2008.
Árbitro: Evandro Rrgério Roman (Fifa PR).
Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa PR) e Milton Otaviano dos Santos (Fifa RN).

Campeonato Português

NACIONAL 1X2 ESTRELA AMADORA
Nacional é derrotado e perde chance de disparar em Portugal.



O Nacional tinha a chance de disparar na liderança do Campeonato Português, mas a desperdiçou. Em casa, o time foi derrotado por 2 a 1 pelo Estrala Amadora neste domingo, pela quarta rodada.

O resultado mantém o Nacional na primeira colocação com nove pontos, mas ao lado do Sporting. O time da Ilha da Madeira leva vantagem com um gol a mais no saldo (4 a 3).

Vidigal fez os dois gols do Amadora, que agora está em sexto lugar com sete pontos. Nenê descontou para o Nacional, já aos 48 do segundo tempo.



Confira a rodada completa:

Sexta-feira
Porto 2 x 0 Paços de Ferreira

Sábado
Braga 1 x 1 Naval
Vitória de Setúbal 1 x 0 Rio Ave
Benfica 2 x 0 Sporting

Domingo
Marítimo 2 x 0 Académica
Trofense 1 x 3 Vitória de Guimarães

Campeonato Espanhol

VALENCIA 4X2 LA CORUÑA
Valencia vira contra o La Coruña e segue na liderança


Com o goleiro Renan, ex-Internacional, como titular, o Valencia venceu o La Coruña por 4 a 2 neste domingo, de virada, em casa, e garantiu a liderança do Campeonato Espanhol.

Após cinco rodadas, Valencia e Villarreal estão na ponta com 13 pontos, mas o time de Renan leva vantagem no saldo de gols (8 a 5).

O artilheiro David Villa, mais uma vez, foi o destaque do Valencia neste domingo. O atacante da seleção espanhola balançou a rede duas vezes. Os outros gols do líder foram de Mata e Joaquin. O gol do La Coruña foi de Moretti, contra.




ATLÉTICO DE MADRID 0X1 SEVILLA
Luis Fabiano coloca o Sevilla no G4



O Sevilla foi a Madri para o que seria uma partida dura contra o Atlético, mas voltou com três pontos fáceis no bolso, graças a um gol de falta de Luis Fabiano, ainda no primeiro tempo. O resultado deixa o time em quarto lugar, com onze pontos, e empurra o Barcelona para quinto.

O Atlético de Madri não esteve em um bom dia, e seus atacantes não conseguiam acertar o gol, dando no máximo alguns sustos no goleiro Palop, mas nada de trabalho. Pois o Sevilla chutou muito menos, mas muito melhor.

A estrela de Luis Fabiano brilhou aos 21 minutos de partida. Luis Perea matou o contra-ataque do Sevilla na intermediária pela direita com falta em Jesus Návas. Fabuloso ajeitou a bola com carinho e bateu por cima da barreira. A bola ainda quicou antes de entrar, enganando o goleiro Gregory Coupet.



Confira os resultados da rodada:

Sábado
Betis 1 x 2 Real Madrid
Sporting Gijón 0 x 1 Villarreal
Espanyol 1 x 2 Barcelona

Domingo
Málaga 2 x 1 Valladolid
Almería 1 x 0 Recreativo
Athletic Bilbao 0 x 1 Getafe
Racing Santander 1 x 2 Mallorca
Numancia 0 x 0 Osasuna

Campeonato Francês

VALENCIENNES 0X1 TOULOUSE
Toulouse vence e é o vice-líder


O Toulouse aproveitou o tropeço do Olympique de Marselha na sétima rodada para assumir a vice-liderança do Campeonato Francês. Neste domingo, a equipe venceu o Valenciennes por 1 a 0, fora de casa, e está a cinco pontos do Lyon na tabela.

No sábado, o Olympique ficou no 1 a 1 com o Le Mans e soma 13 pontos, assim como o Grenoble. Com a vitória deste domingo, o Toulouse vai a 14, enquanto o hexacampeão Lyon tem 19 na ponta.

O gol do Toulouse só saiu aos 46 minutos do segundo tempo, com André-Pierre Gignac.

Em outro jogo do domingo, o Lille visitou o Monaco e venceu por 2 a 0, gols de Cabaye e Obraniak, na etapa final. O Lille tem 11 pontos, em sétimo lugar. Já o time do técnico Ricardo Gomes caiu para 13º, com nove.



Confira aqui os resultados da rodada:

Sábado
Auxerre 3 x 0 Le Havre
Caen 3 x 0 Nantes
Le Mans 1 x 1 Olympique de Marselha
Lyon 2 x 1 Nancy
Rennes 1 x 0 Nice
Sochaux 1 x 1 Lorient
PSG 0 x 1 Grenoble

Domingo
Monaco 0 x 2 Lille
Bordeaux 1 x 1 Saint-Etienne

Campeonato Italiano

ROMA 2X0 ATALANTA
Sem Julio Baptista e Juan, Roma bate Atalanta em casa



Dos três convocados por Dunga para a seleção brasileira, apenas o goleiro Doni participou neste domingo da vitória do Roma por 2 a 0 sobre o Atalanta, em casa, pela quinta rodada do Campeonato Italiano. Segundo o jornal “Gazzetta dello Sport”, o meia Julio Baptista e o zagueiro Juan ficaram fora por contusão.

O resultado diminui a crise no atual vice-campeão, que agora soma sete pontos e conseguiu seu segundo triunfo em cinco partidas. O Atalanta, que começou a rodada em quarto lugar, continua com nove.

Os gols do Roma saíram no primeiro tempo. Aos 17, Panucci abriu o placar. Aos 31, foi a vez de Vucinic marcar e fechar em 2 a 0. Além de Doni, os outros brasileiros em campo pelo time da capital foram Taddei e Cicinho. O goleiro, Julio Baptista e Juan estão convocados por Dunga para enfrentar Venezuela e Colômbia, dias 12 e 15 de outubro, pelas eliminatórias.





MILAN 1X0 INTERNAZIONALE
Filho de Julio César estava certo: Ronaldinho derruba o Inter de Milão




Quando Ronaldinho Gaúcho acertou com o Milan, o pequeno Cauê, de seis anos, virou para o pai Julio César, goleiro do Inter de Milão, e disse: “Você está ferrado!”. Neste domingo, o camisa 80 do Rubro-Negro mostrou que o menino estava certo: com um golaço de cabeça, o ex-gremista garantiu a vitória de sua equipe por 1 a 0 no clássico no San Siro, pela quinta rodada do Campeonato Italiano.








Agora, o Milan tem nove pontos, empatado com Juventus, Palermo e Atalanta na tabela. A derrota tira o Inter da liderança. O atual tricampeão tem dez pontos e caiu para o quarto lugar, atrás de Lazio (12), Napoli (11) e Udinese (dez, mas saldo de gols melhor).

Acostumado a retrancas, o técnico Carlo Ancelotti surpreendeu e escalou o Rubro-Negro com Kaká, Alexandre Pato e Ronaldinho juntos no trio de ataque, ao lado do meia Seedorf na criação. Dida ficou na reserva. No Inter, José Mourinho deixou Adriano no banco e começou a partida com os brasileiros Julio César, Maicon e Mancini.

O primeiro duelo entre Ronaldinho e Julio César aconteceu aos 25 minutos de jogo. Kaká fez boa jogada pela esquerda e tocou para o camisa 80, que pegou de primeira e obrigou o goleiro a fazer grande defesa, para alegria de Cauê.





Porém, aos 36, aconteceu o que o menino temia. Kaká, pela direita, dominou e olhou para a área. O melhor do mundo esperou o momento certo e cruzou com perfeição na cabeça de Ronaldinho Gaúcho, que, cheio de estilo, tocou no ângulo esquerdo de Julio César. O goleiro nem se mexeu: 1 a 0, primeiro gol do ex-gremista com a camisa do Milan.

No segundo tempo, Mourinho resolveu ir para o ataque e colocou Adriano e Julio Cruz em campo, no lugar de Materazzi e Mancini. Ronaldinho passou a aparecer menos na partida, enquanto o Inter começou a dominar o jogo.



A melhor chance dos tricampeões veio aos 26. Ibrahimovic puxou contra-ataque, arrancou e chutou de fora da área, rente à trave esquerda de Abbiati. Logo depois, Ancelotti tirou Pato para a entrada de Flamini. Era o fim da aposta ofensiva do treinador, que passou a tentar fechar a defesa.

Conseguiu mais que isso. Nos contra-ataques, o Milan conseguiu a expulsão de Burdisso aos 31, após falta feia em Kaká. Assim, os espaços ficaram ainda menores para o Inter. Adriano ainda teve duas chances nos minutos finais, mas não conseguiu evitar a derrota do Inter.



Confira todos os jogos:

Sábado
Sampdoria 0 x 0 Juventus
Fiorentina 1 x 0 Genoa

Domingo
Bologna 0 x 1 Napoli
Catania 1 x 0 Chievo
Lecce 2 x 0 Cagliari
Palermo 1 x 0 Reggina
Torino 1 x 3 Lazio
Udinese 2 x 1 Siena

Campeonato Alemão

KARLSRUHE 2X1 WOLFSBURG
Grafite é expulso na derrota do Wolfsburg



O Karlsruhe venceu o Wolfsburg por 2 a 1 neste domingo, pela sexta rodada, e evitou que o time de Josué e Grafite chegasse à vice-liderança do Campeonato Alemão.

O ex-atacante do São Paulo ainda foi expulso, aos 26 do segundo tempo, após fazer falta em Miller. O brasileiro já tinha cartão amarelo.

Se vencesse, o Wolfsburg chegaria a 12 pontos e empataria com o Bayer Leverkusen na segunda posição. O líder é o Hamburgo, com 13. Porém, a derrota deixa a ex-equipe de Marcelinho Paraíba em oitavo, com nove.

O Karlsruhe fica um pouco mais distante da zona de rebaixamento, somando seis pontos, em 14º lugar. No outro jogo do domingo, Eintracht Frankfurt e Arminia Bielefeld emparatam em 1 a 1.



Confira todos os jogos da rodada:

Sexta-feira
Colônia 1 x 0 Schalke

Sábado
Bochum 2 x 3 Bayer Leverkusen
Borussia Dortmund 2 x 0 Stuttgart
Hamburgo 1 x 0 Monchengladbach
Hannover 1 x 0 Bayern de Munique
Hertha 0 x 1 Energie Cottbus
Werder Bremen 5 - 4 Hoffenheim

Domingo
Eintracht Frankfurt 1 x 1 Arminia Bielefeld

Campeonato Inglês

PORTSMOUTH 2X0 TOTTENHAM
Tottenham perde a quarta e segue na lanterna do campeonato




A situação está complicada para o técnico Juande Ramos no Tottenham. Neste domingo, a equipe perdeu por 2 a 0 para o Portsmouth, fora de casa, e já soma quatro derrotas em seis rodadas do Campeonato Inglês. O time do goleiro Gomes ainda não sabe o que é vencer.

Com apenas dois pontos, o Tottenham, que investiu alto na temporada, é o último colocado na tabela da Premier League. O Portsmouth agora soma nove e pulou para o nono lugar.

O primeiro gol saiu aos 34 minutos de jogo. Jermaine Jenas tocou a mão na bola dentro da área: pênalti. Defoe cobrou e abriu o placar para os donos da casa.

No segundo tempo, o grandalhão Peter Crouch subiu de cabeça, aos 23, e fechou a vitória em 2 a 0.




WIGAN 2X1 MANCHESTER CITY
Robinho joga mal, e City é derrotado



Recuado para o meio-campo pelo técnico Mark Hughes, Robinho jogou mal e viu o Manchester City ser derrotado por 2 a 1 pelo Wigan neste domingo, fora de casa, pela sexta rodada do Campeonato Inglês.

O resultado deixa a equipe do ex-jogador do Real Madrid em oitavo lugar, com nove pontos. O Wigan soma oito, ao lado do Manchester United na décima colocação.

Hughes escalou Elano, Robinho e Jô como titulares. O volante foi o melhor dos brasileiros e fez o cruzamento do gol do City. O ex-corintiano ficou isolado no ataque e pouco tocou na bola, já que o técnico colocou o camisa 10 como meia, longe da área.





O primeiro gol do Wigan saiu aos 15 minutos de jogo. Um golaço: Valencia arriscou de fora da área e acertou uma bomba no ângulo de Joe Hart. Um minuto depois, Robinho teve sua única chance na partida. Após passe de Ireland, o craque ficou sozinho na área e bateu rente à trave de Chris Kirkland.

O City conseguiu o empate aos 21. Elano cobrou falta da direita, Kompany entrou entre a zaga rival e tocou para o gol, 1 a 1. Porém, o placar só durou 12 minutos. Aos 31, Garrido fez pênalti em Palácios. Zaki cobrou aos 33 e marcou o segundo dos donos da casa.

Na etapa final, o Wigan continuou melhor que o City e conseguiu manter a vantagem. A melhor chance do time de Manchester foi com Elano, quando o volante chutou de fora da área e a bola passou perto do travessão, aos 15.





Robinho: duas derrotas e duas vitórias no City



Esta foi a quarta partida de Robinho pelo novo clube. Na estréia, o brasileiro fez um gol, mas a equipe perdeu por 3 a 1 para o Chelsea, pelo Inglês. Depois, na Copa da Uefa, o City bateu o Omonia no Chipre por 2 a 1. No último domingo, o craque teve boa atuação e ajudou a equipe a golear o Portsmouth por 6 a 0.



Sem Robinho, o City passou vergonha na Copa da Liga Inglesa. Enquanto o camisa 10 aproveitava dias de folga no Brasil para resolver problemas particulares, o time foi eliminado pelo Brighton & Hove, da Terceira Divisão.



Confira todos os jogos da rodada:

Sábado
Everton 0 x 2 Liverpool
Stoke City 0 x 2 Chelsea
Newcastle 1 x 2 Blackburn
Aston Villa 2 x 1 Sunderland
Fulham 1 x 2 West Ham
Middlesbrough x West Bromwich
Manchester United 2 x 0 Bolton
Arsenal 1 x 2 Hull City

GP de Cingapura

Alonso vence a corrida noturna de Cingapura e encerra jejum de um ano



Fernando Alonso, da Renault, acabou com um jejum de um ano e venceu o GP de Cingapura, a primeira corrida noturna e a 800ª da história da Fórmula 1. O espanhol contou com a sorte ao fazer seu primeiro pit stop na 13ª volta, duas antes da primeira entrada do safety car, ocasionada pelo acidente de Nelsinho Piquet, companheiro do bicampeão mundial em 2005 e 2006. Ele não era o primeiro desde a Itália em 2007, quando ainda estava na McLaren.

Nico Rosberg, da Williams, foi o segundo, seguido por Lewis Hamilton, da McLaren. O inglês aumentou a vantagem no campeonato para sete pontos, após a Ferrari acabar com a corrida de Felipe Massa no primeiro pit stop. O brasileiro estava parado na posição correta enquanto aguardava o fim do reabastecimento, quando a equipe acendeu o sinal verde e o liberou para sair, com a mangueira ainda engatada. Ele teve de parar no fim do pit lane e aguardar a chegada dos mecânicos para resolver o problema.

Como se não bastasse, a Ferrari ainda liberou Felipe Massa no pit lane em cima do alemão Adrian Sutil, da Force India, o que ocasionou uma punição com drive through (passagem pelos boxes). O brasileiro passou o resto da corrida nas últimas posições, sem poder fazer muito, que encerrou a prova no 13º lugar. Ele terá de tentar a recuperação no GP do Japão, que será disputado no dia 12 de outubro, no circuito de Monte Fuji.



Ferrari erra no pit stop e acaba com a corrida de Massa



Após largar na pole, Felipe Massa conseguiu manter a posição com folga na primeira curva. O brasileiro logo abriu uma boa vantagem para Lewis Hamilton, que se manteve em segundo, também com folga. Kimi Raikkonen, que saiu em terceiro, também se manteve, mas em um ritmo mais lento que os dois ponteiros.

Massa manteve um bom ritmo de corrida, com voltas meio segundo mais rápidas que as de Hamilton. Em terceiro, Raikkonen começou a apertar o ritmo e fazer as melhores voltas da prova. Próximo da primeira rodada de pit stops, na 16ª volta, Nelsinho Piquet errou na parte final do circuito e acertou o muro, provocando a entrada do safety car.

O brasileiro tinha aberto uma vantagem de cinco segundos para Hamilton, mas o safety car deixou todos os carros juntos. Neste instante, Robert Kubica, da BMW Sauber, e Nico Rosberg, da Williams, entraram nos boxes fechados e foram punidos, mais tarde, com um stop and go de dez segundos.




Na 18º volta, o pit lane foi aberto e a maioria dos pilotos entrou para fazer a primeira parada. Então, a Ferrari jogou fora a corrida de Felipe Massa. O brasileiro estava parado na posição e a equipe, pelo sinal luminoso, autorizou a saída do brasileiro, ainda com a mangueira do reabastecimento engatada no carro. De quebra, ele ainda saiu em cima de Adrian Sutil, o que provocou um drive through para Massa após a saída do safety car.

Nico Rosberg, que ainda teria de cumprir a punição, liderava a prova, com Jarno Trulli em segundo e Giancarlo Fisichella em terceiro. Robert Kubica, também antes do drive through, era o quarto, à frente de Fernando Alonso, que tinha feito seu pit stop duas voltas antes do acidente de Nelsinho. Lewis Hamilton, nesta altura, era o oitavo, logo atrás de David Coulthard, da RBR. Felipe Massa amargava a 17ª e última posição, já com a corrida comprometida.

Após o cumprimento das punições por Rosberg e Kubica, além dos pit stops de Trulli e Fisichella, Fernando Alonso assumiu a liderança da prova, com uma certa folga. O espanhol ainda conseguiu fazer sua segunda parada e voltar na primeira posição, logo à frente de David Coulthard e Lewis Hamilton. O inglês fez a ultrapassagem sobre o escocês em seguida, logo antes do pit stop de ambos.




Na 52ª volta, Jarno Trulli ficou lento no circuito, sentindo o desgaste físico da corrida em Cingapura. O italiano atrapalhou Felipe Massa, que rodou na parte final do circuito, mas apenas tocou a proteção antes do muro. O brasileiro conseguiu voltar, segundos antes da escapada de Adrian Sutil, que acertou o mesmo lugar de frente e provocou a segunda entrada do safety car.

Fernando Alonso teve sua vantagem de quase dez segundos reduzida a nada, com Nico Rosberg em segundo e Lewis Hamilton em terceiro. Felipe Massa se mantinha na 15ª posição, sem nenhuma chance de chegar na zona de pontuação. Na relargada, Alonso abriu uma boa vantagem em relação ao alemão da Williams, que era atacado pelo líder do campeonato. O espanhol abriu seis segundos, enquanto o inglês da McLaren resolveu se contentar com a terceira posição.

A quatro voltas do fim, Kimi Raikkonen, que estava na quinta posição, acertou os redutores de velocidade na curva 10 e bateu no muro da saída da curva. O finlandês conseguiu levar o carro para a área de escape e evitou mais uma entrada do safety car. Sebastian Vettel, que estava sossegado, herdou o posto deixado pelo atual campeão mundial.



resultado do GP de Cingapura 2008

melhor volta: Kimi Raikkonen (Ferrari) - 1m45s599

Piloto


Equipe


Tempo


1 F. Alonso (ESP) Renault 61 voltas em 1h57m16s304
2 N. Rosberg (ALE) Williams a 2s957
3 L. Hamilton (ING) McLaren a 5s917
4 T. Glock (ALE) Toyota a 8s155
5 S. Vettel (ALE) STR a 10s268
6 N. Heidfeld (ALE) BMW Sauber a 11s101
7 D. Coulthard (ESC) RBR a 16s387
8 K. Nakajima (JAP) Williams a 18s489
9 J. Button (ING) Honda a 19s885
10 H. Kovalainen (FIN) McLaren a 26s902
11 R. Kubica (POL) BMW Sauber a 27s975
12 S. Bourdais (FRA) STR a 29s432
13 F. Massa (BRA) Ferrari a 35s170
14 G. Fisichella (ITA) Force India a 43s571
15 K. Raikkonen (FIN) Ferrari a 4 voltas
16 J. Trulli (ITA) Toyota a 10 voltas/abandono
17 A. Sutil (ALE) Force India a 11 voltas/acidente
18 M. Webber (AUS) RBR a 31 voltas/mecânico
19 R. Barrichello (BRA) Honda a 46 voltas/motor
20 N. Piquet (BRA) Renault a 47 voltas/acidente

SPORTS HISTORY:PSG

O Paris Saint-Germain Football Club é um clube de futebol francês, da cidade de Paris. Suas cores são as mesmas da bandeira nacional francesa: azul, vermelho e branco.



História

O Paris Saint-Germain fundado a 12 de Agosto de 1970 na sequência de uma iniciativa de vinte mil adeptos de futebol que queriam que Paris tivesse uma grande equipe. Para começar este projeto foi feita uma parceria com o Saint-Germain-en-Laye, que em 1970 subiu à II Liga Francesa.

Na época de estréia, a nova equipe, o PSG ganhou o campeonato da II Liga, assim subindo a I Liga francesa. Nessa equipe jogava o português Fernando Cruz. Na sua primeira temporada na I Liga (1971-1972), o clube ficou na 16º posição, numa temporada pelas lutas internas entre jogadores amadores e profissionais.Estes conflitos levaram a uma separação no clube em Maio de 1972, entre os parisienses e o Saint-Germain.Estes últimos juntaram-se ao CA Montreuil e permaneceram na I Liga com o nome Paris FC.Os parisienses mantiveram o nome PSG mas sendo relegados, para a III Liga.

Em 1973 o clube tornou-se profissional e na temporada 1973/1974 subiu a I Liga, na temporada em que Paris FC desceu para II Liga. Ao longo dos anos começou a chegar regularmente aos lugares da frente do campeonato e surgiu o primeiro trofeu em Maio de 1982 com a conquista da Taça de França.O PSG ganhou ao AS Saint-Etienne nessa final repetindo o feito na temporada seguinte, desta vez contra o Nantes. O primeiro campeonato foi ganho na temporada 1985/1986, graças a uma equipa com muitas estrelas como o guarda-redes Joel Bats, Susic, Luís Fernandez e Rocheteau.

Em 1991 foi um ano marcante para este clube que passou a ser patrocinado pelo canal privado de televisão Canal+ e tendo como administrador Michel Denisot.Foram feitos grandes investimentos na equipa que passou a ser treinada pelo português Artur Jorge cujo objectivo era a reconquista do campeonato em três anos e que foi atingido na época 1993/1994 com jogadores como os Brasileiros Raí, Valdo e Ricardo, o Liberiano George Weah e o Francês Ginola.Em 1996 o PSG passou a ser treinado pelo antigo jogador da equipa Luís Fernandez, onde conquistou a Taça das Taças ganhando ao Rapid Viena(Aut)

A partir daí o clube passou por uma fase menos positiva apesar dos grandes investimentos na contratação de jogadores como Daniel Kennedy, Marko Pantelic, Laurent Robert, Ronaldinho, Mauricio Pochettino, Hugo Leal, etc.

Actualmente o PSG é treinado por Paul Le Guen.





Títulos
Internacionais

* Recopa Européia: 1996.
* Copa Intertoto da UEFA: 2002.

Nacionais

* Campeonato Francês: 2 vezes (1986 e 1994).
* Copa da França: 7 vezes (1982, 1983, 1993, 1995, 1998, 2004 e 2006).
* Copa da Liga Francesa: 4 vezes (1995, 1998, 2007 e 2008).
* Supercopa da França: 2 vezes (1995 e 1998).





Elenco atual

No.
Posição Jogador
1 France GK Mickaël Landreau
2 Brazil DF Ceará
3 France MF Mamadou Sakho
4 France MF Claude Makélélé
6 France MF Grégory Bourillon
7 France MF Ludovic Giuly
8 France FW Péguy Luyindula
9 France FW Guillaume Hoarau
10 Benin MF Stéphane Sessegnon
12 France FW Fabrice Pancrate
13 Mali DF Sammy Traoré
14 Serbia FW Mateja Kežman

No.
Posição Jogador
15 France DF Zoumana Camara
17 Zaire DF Larrys Mabiala
18 France FW Loris Arnaud
20 France MF Clément Chantôme
21 France FW Yannick Boli
22 France DF Sylvain Armand
23 France MF Jérémy Clément
25 France MF Jérôme Rothen
26 France MF Granddi Ngoyi
27 France MF Younousse Sankharé
29 Zaire MF Youssouf Mulumbu
30 Armenia GK Apoula Edel










































































Semana q vem teremos o Olympiacos.

Moto GP:GP do Japão

Valentino Rossi dá show e conquista o título da MotoGP pela sexta vez




Valentino Rossi conquistou seu sexto título na MotoGP na madrugada deste domingo. Não satisfeito, o italiano, que já foi campeão nas categorias de 125cc e 250cc, também venceu o GP do Japão, garantindo o título com três provas de antecedência. Mas nem precisava tanto. Como já liderava com folga o mundial, bastava chegar até a terceira posição para, sem depender de qualquer resultado, levar o campeonato.


A vitória, a 70ª na carreira e a oitava na temporada, deixou o piloto com 312 pontos na tabela, sem poder ser mais alcançado por qualquer outro adversário. Com isso, ele quebra também um jejum de dois anos sem título.



Campeão de 2007, o australiano Casey Stoner brigava pelo título, mas chegou em segundo e viu o rival comemorar. O terceiro lugar ficou com o espanhol Dani Pedrosa. Por coincidência, os dois ocupam as mesmas posições na classificação, com 220 e 209, e eram, antes da prova, os únicos com chances de brigar com Rossi pelo título.



O piloto italiano largou em quarto lugar. Na saída, ainda caiu uma posição após a primeira curva, mas logo iniciou sua recuperação. Rossi pulou para terceiro na segunda volta e começou a disputar a ponta com Dani Pedrosa e Casey Stoner.



Depois de Pedrosa errar, Valentino e Stoner passaram a brigar pela vitória na prova. Até que, a dez voltas do fim, o hexacampeão conseguiu a ultrapassagem e assumiu a liderança até a bandeirada final.



No próximo fim de semana, o circo da MotoGP chega a Philip Island, na Austrália. Ainda restam três provas para o término da temporada.

sábado, 27 de setembro de 2008

28 Rodada:Série B

GAMA 2X1 MARÍLIA
Gama mostra sua força no Mané Garrincha e vira para cima do Marília






Neste sábado, pelo complemento da 28ª rodada da Série B, o Gama encerrou um jejum de cinco jogos sem vencer e bateu o Marília por 2 a 1, de virada, no Mané Garrincha (assista ao vídeo). O time foi comandado pelo preparador físico Jean Cláudio, pois Gelson Silva foi demitido na última rodada. Com o resultado, a equipe candanga chega aos 32 pontos e sai da zona do rebaixamento. Em contrapartida, o time do interior paulista permanece com 30 e cai para a 17ª posição, na zona da degola.



Na próxima rodada, o Gama viaja até o ABC Paulista para encarar o Santo André, no Bruno José Daniel, na próxima terça-feira. Enquanto o Marília, na sexta-feira, recebe o líder Corinthians, no Bento de Abreu. Ambos os jogos começando às 20h30m (horário de Brasília).





Paulistas mostram sua força no primeiro tempo



O Gama era o anfitrião, mas quem parecia estar em casa era o Marília, que não se intimidou. Com sete minutos, em um erro de posicionamento da defesa alviverde, o lateral-esquerdo Fernando Moura recebeu o lançamento, na área, e pegou de primeira. A bola saiu à esquerda da meta de Donizete.



O gol era questão de tempo. Aos 10, o estreante Rancharia vacilou feio na retaguarda e deu de presente para Ricardinho Furacão. O atacante invadiu a área e rolou para o lado, deslocando o goleiro Donizete. Felipe Adão, que acompanhava a jogada, só empurrou para o fundo da rede.



O time da casa só foi ameaçar a meta de Alencar aos 13. Júlio César arriscou da intermediária, obrigando o arqueiro a espalmar para escanteio. Quatro minutos depois, o mesmo Júlio César desceu pelo meio e soltou a bomba. Alencar defendeu.



Aos 23, o lateral Aélson complicou ainda mais a situação do Gama ao ser expulso após uma entrada dura, de carrinho, em Ricardinho Furacão. Com um homem a mais, o Marília cresceu e seguiu perdendo chances de ampliar até o fim da primeira etapa. O preparador físico Jean Cláudio ainda tirou o meio-campo Otacílio e colocou João Paulo, para recompor a defesa.



Manda-chuva ordena, e Gama vira o jogo



Na volta do intervalo, o Gama trocou de uniforme e passou a jogar de branco. Não bastasse a mudança, Jean Cláudio colocou Maia no lugar de Roberto Santos, cumprindo uma ordem do presidente do clube, Carlos Antônio Macedo. A equipe paulista voltou com a mesma formação.



A substituição revigorou o time do Distrito Federal, que chegou ao empate. Após cobrança de escanteio, Rancharia, que havia falhado no primeiro tempo, subiu no segundo pau e escorou de cabeça. o gol deu moral. E os torcedores, indignados até então, passaram a apoiar o time.



Com cinco minutos, a virada dos anfitriões. Maia arriscou de fora da área, e Alencar espalmou. Na seqüência, Thiaguinho dominou e levantou na medida. Bebeto, que na saída para o intervalo garantiu que o Gama viraria o jogo, cumpriu a promessa e escorou de cabeça.



Tendo que correr atrás do prejuízo, o Marília se mandou para o ataque, mas nada conseguiu. Contudo, o Alviverde segurou o ímpeto dos paulistas, garantiu mais três pontos e saiu da zona do rebaixamento.



Confira a classificação da Série B





CEARÁ 3X1 ABC
Ceará bate o ABC por 3 a 1 e mantém sonho de voltar à elite



No confronto de alvinegros no Castelão, o Ceará venceu o ABC-RN, na tarde deste sábado, por 3 a 1, pela 28ª da Série B do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o Vozão encerrou um jejum de cinco partidas sem vitórias, pulou da décima para a oitava colocação na tabela da competição, com 40 pontos, e manteve vivo o sonho de voltar à elite do futebol nacional. Já o time de Natal, o maior vencedor de estaduais do país, com 50 títulos, continua em 13º lugar, com 33 pontos, apenas três acima da zona de rebaixamento.

Na próxima rodada, o Ceará enfrenta o Criciúma fora de casa, às 16h de sábado, enquanto o ABC recebe o Bahia, na sexta-feira, às 20h30m.

Ceará aproveita erros do ABC


Jogando em casa, o Ceará aproveitou um vacilo da equipe do ABC para abrir o placar do Castelão. Aos 21 minutos, Dedé fez lançamento preciso para o centro da área, que foi interceptado pela mão de Bosco. O árbitro da partida assinalou pênalti para o Vozão e ainda expulsou o camisa 2 do time visitante. Na cobrança, três minutos depois, Sérgio Alves, de 38 anos, bateu com categoria no meio do gol para delírio da torcida que o tem como ídolo.

- Graças a Deus fui escolhido para bater o pênalti e fui feliz - disse Sérgio Alves.

Aos 39 minutos, o Ceará chegou ao segundo gol através de mais um erro da equipe do Rio Grande do Norte. A zaga simplesmente parou confiando na marcação do impedimento e Cleison, em posição legal, apareceu livre para ampliar o placar para a equipe cearense.

ABC desconta, mas não evita derrota

No segundo tempo, com o 2 a 0 no placar, o Ceará melhorou a marcação, dificultando ainda mais os avanços do ABC. Aos 18 minutos, o Alvinegro cearense quase chegou ao terceiro gol, quando Chicão mandou uma bomba no travessão.

O domínio cearense continuou. Tanto que, aos 25 minutos, Celso chutou forte de fora da área, obrigando o goleiro da equipe potiguar a fazer grande defesa.

Aos 39 minutos, foi a vez do ABC aproveitar erro do Ceará e descontar no placar. Em cobrança de falta na entrada da área, Luizinho Neto bateu com categoria, o goleiro cearense se esticou todo, mas não conseguiu evitar o gol.

Mas a alegria potiguar não durou nem um minuto. Aos 40, Sérgio Alves aproveitou rebote e mandou a bola para o fundo da rede do ABC.



No fim, restou à torcida do Ceará presente do Castelão comemorar a vitória.







AMÉRICA-RN 2X0 JUVENTUDE
América-RN derrota Juventude em Natal e sai da zona de rebaixamento










O América-RN saiu da zona de rebaixamento da Série B do Brasileirão ao derrotar o Juventude por 2 a 0 neste sábado, no estádio Machadão. A equipe potiguar foi a 31 pontos, um acima do primeiro time que seria rebaixado hoje, o Criciúma. Já os gaúchos, que vinham de uma derrota para o Bahia, continuam com 39, a nove da zona de acesso à Série A.



O Juventude volta a entrar em campo no sábado para enfrentar o Avaí em Caxias do Sul, às 16h. No mesmo dia, mas às 20h30m, o América-RN encara o Fortaleza fora de casa.



Os donos da casa abriram o placar logo aos dois minutos, em uma cabeçada de Marcelo Nicácio no canto. O Juventude jogou de forma lenta no primeiro tempo, trocando muitos passes, e quase não ameaçou. A melhor oportunidade veio do adversário: Anderson Bill tentou cortar um cruzamento de Abedi e acertou o próprio travessão.



Aos 35 minutos, o América-RN fez 2 a 0. Cascata conduziu a bola e enganou dois adversários fingindo que ia chutar. Quando concluiu de verdade, já dentro da área, bateu cruzado, longe do alcance de Michel Alves.





América-RN pressiona, mas não marca



No segundo tempo, o Juventude abandonou o esquema com três zagueiros, trocando João Leonardo por Xuxa. E foi o próprio Xuxa que acertou a trave logo aos quatro minutos. No rebote, Abedi concluiu para a rede em posição de impedimento e teve o gol bem anulado.



Apesar da boa chance dos gaúchos no início, foi o América que esteve mais próximo de marcar na segunda etapa. Cascata concluiu rente à trave aos 15 minutos. Logo depois, Maizena fez bela jogada antes de chutar por cima do gol. Aos 23, foi a vez de Nicácio assustar, de cabeça, aproveitando falha de Michel Alves. Mas a melhor oportunidade veio com Fábio Neves, que perdeu um gol incrível, na pequena área, aos 31 minutos.





AVAÍ 4X1 BAHIA
Elétrico, Avaí supera a chuva e a lama e goleia o Bahia, no estádio da Ressacada








Nem a intensa chuva e o gramado molhado foram suficientes para segurar o Avaí na tarde deste sábado, no Estádio da Ressacada. Com um ímpeto ofensivo poucas vezes visto no Campeonato Brasileiro da Série B, o time de Silas Pereira venceu o Bahia por 4 a 1, em uma partida recheada de oportunidades de gol e de lances bizarros. Com o resultado, a equipe de Santa Catarina voltou a ficar mais tranqüila no G-4, assumindo a terceira colocação, com 50 pontos ganhos. Já os baianos começam a ver os líderes mais de longe, caindo para a décima posição, com 39 pontos.




Primeiro tempo eletrizante



Jogando em casa e precisando se recuperar dos últimos maus resultados (dois empates e uma derrota), o Avaí partiu com tudo para cima do Bahia. Nem o gramado, encharcado por conta das chuvas que caíram ao longo da semana, parava o ímpeto ofensivo do time de Silas, que por muito pouco não abriu o placar logo aos dois minutos. Em bonita triangulação, Evando deixou Williames na cara do gol, mas o atacante chutou por cima. Assustados, os baianos tentavam se encontrar no campo e sair para o jogo, mas sofriam com a pressão avaiana. Deste modo, restava apenas arriscar de fora da área, e Ávine chegou a assustar Eduardo Martini em duas oportunidades.

A grande quantidade de água no campo da ressacada aumentava o número de faltas da partida, principalmente as cometidas pelo Bahia, que tinha dificuldades para conter os ataques do time de Santa Catarina. Em uma infração próxima a área baiana o Avaí chegou mais uma vez com perigo. Na cobrança, Marquinhos bateu com força, assustando o goleiro Fabiano, aos 10 minutos. Daí em diante o jogo diminuiu um pouco de ritmo, com muitos passes errados dos dois lados, e com o Tricolor parando muito as jogadas do time da casa. Então, aos 21 minutos veio o castigo para o Bahia. Em mais uma cobrança de falta, Válber levantou na cabeça de Emerson que desviou para o fundo das redes.

Depois de sofrer o gol, o time de Roberto Cavalo finalmente percebeu que não adiantaria ficar o tempo todo recuado e saiu mais para o jogo. Enquanto isso, o time da casa começava a encontrar mais espaços no ataque. E em uma bobeada da defesa do Bahia, conseguiu ampliar o placar. Aos 30 minutos, Marcos Vinícius recebeu do lado direito do ataque e fez o cruzamento. No segundo poste, Marquinhos completou para o gol. Apesar do 2 a 0, a partida seguiu em ritmo acelerado, com os dois times buscando o ataque o tempo todo. Aos 44, William ainda teve a chance do terceiro ao driblar três marcadores, mas bateu para fora. E já no finzinho o Bahia diminuiu. Paulo Roberto fez cruzamento pela direita e Ávine, de peixinho completou.



Com dez para cada lado, Avaí confirma a vitória



Logo no início da segunda etapa o Bahia ganhou um fôlego ainda maior. Após falta boba no meio de campo, o Avaí perdeu um jogador. Michel reclamou da marcação da arbitragem e recebeu o segundo amarelo. Em vantagem numérica, os baianos saiam com tudo para o ataque. Para aumentar o poder ofensivo do time, Roberto Cavalo lançou o atacante Jones e o meia Rafael, pondo sangue novo em campo. A essa altura, a chuva castigava ainda mais o campo de jogo, dificultando o toque de bola e dando ainda mais trabalho para o árbitro da partida. O time da casa tentava manter a calma, evitando os chutões e tentando sair nos contra-ataques.

Porém, aos 17 minutos, o Tricolor baiano facilitou o trabalho dos catarinenses. Ávine fez falta dura em William e também foi expulso, deixando as duas equipes com apenas dez. Com o campo muito pesado e com menos jogadores em campo, o cansaço acabou sendo acelerado, deixando os chutões cada vez mais freqüentes, deixando a partida muito feia. Para coibir a violência, o carioca Pablo dos Santos Alves seguia distribuindo cartões amarelos. Aos 28 minutos, a prática de futebol já era praticamente impossível no estádio da Ressacada. Em determinados momentos os atletas eram obrigados a levantar a bola antes de tentar um passe ou lançamento.



Mais organizado, o Avaí mantinha mais a posse de bola e se aproveitava do desespero dos baianos que buscavam no mínimo o empate. Os lances de perigo se limitavam à cruzamentos para a área, quase sempre em bolas paradas. Desta forma, o time da casa quase chegou ao terceiro aos 30 minutos. Após cruzamento pela direita, Marquinhos raspou de cabeça, assustando o goleiro Fabiano. Porém, o camisa 1 acabou sendo um dos protagonistas do terceiro gol avaiano. Aos 38 minutos, Odair arriscou de longa distância. Fabiano se atrapalhou com o quique da bola na lama, e ela sobrou limpa para o zagueiro Emerson, que precisou chutar duas vezes para driblar a poça e fazer o seu segundo gol na partida. Então, o Bahia se entregou, deixando que os catarinenses ainda marcassem o quarto. Aos 43 minutos, Marquinhos avançou pelo meio, bateu a marcação e tocou por cobertura, fazendo um golaço e dando números finais ao jogo.






SÃO CAETANO 2X2 CORINTHIANS
Eterna pedra no sapato, Azulão pára o Corinthians no Brinco de Ouro: 2 a 2









Que o Corinthians conseguirá o acesso para a elite do Campeonato Brasileiro, quase ninguém duvida. Mas a Fiel poderá ter de esperar um pouco mais para comemorar por causa de um velho inimigo: o São Caetano. Com um jogador a menos desde os 15 minutos do segundo tempo (Chicão foi expulso), o Timão não passou de um empate por 2 a 2 com o Azulão, neste sábado à tarde, no Brinco de Ouro, em Campinas, e viu sua vantagem para o vice-líder diminuir na Série B.





Com o resultado no interior de São Paulo, o Corinthians chega aos 62 pontos, enquanto o segundo colocado Vila Nova reduz de 13 para 11 pontos a diferença entre eles. A "gordura" do Timão para o quinto colocado também será queimada no complemento da rodada. Bragantino e Barueri, sexto e quinto, respectivamente, com 45 pontos, jogam em Bragança Paulista, às 20h30m deste sábado.



Já o São Caetano praticamente dá adeus ao sonho do acesso e ainda precisa se preocupar com a zona do rebaixamento. O Azulão sobe para 37 pontos, em 11°, e não consegue se aproximar do grupo dos quatro melhores que disputarão a Série A em 2009. Restam dez rodadas para o términio da competição.



O Corinthians volta a jogar apenas no próximo sábado para enfrentar o Marília, às 16h, no estádio do Café, em Londrina. O São Caetano atua antes, diante do Barueri, terça-feira, às 20h30m, na Arena.





Timão sufoca no começo, mas Tuta coloca Azulão na frente









O Corinthians começou a partida no embalo da torcida, presente em grande número no estádio Brinco de Ouro. Apesar do gramado ruim, o Timão conseguiu encaixar boas trocas de passes e por pouco não abriu o placar logo no primeiro minuto. Após tabela entre Douglas e Herrera, a bola sobrou na intermediária para Eduardo Ramos bater rasteiro e quase acertar o canto direito de Júlio César.

O que parecia ser um massacre alvinegro se transformou em susto, aos oito minuto. Na primeira vez que conseguiu deixar o campo de defesa, o São Caetano chegou ao gol. Andrezinho recebeu passe pela esquerda, olhou para a área e cruzou na medida para Tuta. Sem marcação, o centroavante subiu tranqüilo para desviar de cabeça no canto direito, sem chances para Felipe.

A desvantagem fez o Timão diminuir um pouco o ímpeto inicial. Mesmo assim, a equipe da capital paulista não demorou a empatar em falha defensiva do Azulão, aos 14. Gerson saiu jogando errado na intermediária e perdeu a bola para André Santos, que lançou Herrera. Em velocidade, o argentino invadiu a área de frente para Júlio César e só rolou de lado para Dentinho empurrar: 1 a 1. Na comemoração, o artilheiro e André Santos jogaram uma capoeira toda desengonçada.











Mas o São Caetano voltou a provar porque é um dos maiores algozes do Alvinegro nos últimos anos. Em seu segundo ataque, aos 33, o time dirigido pelo técnico Vadão voltou a ficar em vantagem. Após cobrança de falta pela esquerda, Marco Aurélio cabeceou em posição duvidosa e acertou a trave. A zaga do Corinthians ficou parada e a bola sobrou para Tuta tocar para o gol.



Mesmo caindo muito de rendimento em comparação com o início da partida, o Corinthians ainda teve grande chance de empatar novamente. Aos 47 minutos, Herrera fez bela jogada pelo lado esquerdo, passou por dois marcadores e bateu com estilo. Júlio César, com a ponta dos dedos, espalmou pela linha de fundo e garantiu a vitória momentânea para o time do ABC.





Herrera empata, mas Chicão é expulso








No segundo tempo, como esperado, o Azulão se fechou todo no campo de defesa, enquanto o Corinthians tentava sufocar. No entanto, o ferrolho montado por Vadão, com apenas Tuta no ataque, dificultou bastante qualquer tentativa do quarteto formado por Morais, Douglas, Dentinho e Herrera.



Quando parou de insistir pelo meio e arriscou pelas laterais, o Corinthians chegou ao empate. Aos 11, Eduardo Ramos foi à linha de fundo pela direita e cruzou. A zaga bobeou e Herrera surgiu na pequena área para tocar de cabeça e deixar tudo igual outra vez. Delírio da Fiel no Brinco!



Quatro minutos mais tarde, o Timão sofreu uma baixa importante. Após dividida, o zagueiro Chicão pisou na barriga de Luan e foi expulso. Para corrigir o espaço na defesa, o técnico Mano Menezes sacou o atacante Dentinho e mandou a campo o zagueiro Fábio Ferreira, passando Morais para o ataque. Mesmo com um a menos, o Alvinegro assustou, aos 20, quando Alessandro arriscou da entrada da área e Júlio César fez linda defesa no ângulo esquerdo.



Apesar do susto, o Corinthians diminuiu o ritmo e passou a controlar o jogo ao invés de se arriscar no ataque. Já o São Caetano tentou aumentar a força ofensiva com a entrada do centroavante Finazzi na vaga de Luan e do meia Hernani no lugar do volante Daniel. Aos 35, quase o terceiro. Francismar avançou pelo meio e soltou a bomba. Felipe espalmou no canto direito.



Nos minutos finais, o São Caetano passou a pressionar, mas sem criar grandes oportunidades e abrindo espaços para o Timão jogar nos contra-ataques. Na melhor chance, Tuta por pouco não fez o terceiro, aos 45. Ele invadiu a área pela esquerda e bateu rasteiro para Felipe se esticar todo e fazer a defesa. Antes do apito final, o lateral-direito Alessandro também foi expulso, mas já era tarde para o Azulão aproveitar





Ficha técnica:
SÃO CAETANO 2 x 2 CORINTHIANS
SÃO CAETANO
Júlio César, Leonardo, Marco Aurélio e Tobi; Apodi, Daniel (Hernani), Glaydson, Gerson (Francismar) e Andrezinho; Luan (Finazzi) e Tuta.
Técnico: Osvaldo Alvarez.
CORINTHIANS
Felipe, Alessandro, Chicão, William e André Santos; Cristian, Eduardo Ramos (Carlos Alberto), Morais e Douglas; Dentinho (Fábio Ferreira) e Herrera (Careca).
Técnico: Mano Menezes.
Gols: Tuta, aos oito e aos 33, e Dentinho, aos 14 minutos do segundo tempo. Herrera, aos 11 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Apodi, Tobi, Glaydson, Daniel, Tuta, Andrezinho, Marco Aurélio (São Caetano); Dentinho, Alessandro (Corinthians).
Cartão vermelho: Chicão e Alessandro (Corinthians)
Estádio: Brinco de Ouro. Data: 27/09/2008.
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza (SP).
Auxiliares: Giovani César Canzian (SP) e Everson Luís Luquesi Soares (SP).
Público: 11.961 pagantes. Renda: R$ 367.590,00.





BRAGANTINO 0X2 BARUERI
Barueri aproveira erros do Bragantino, vence por 2 a 0 e entra no G-4




Para um time que pretendia entrar no G-4 da Série B do Brasileirão, o Bragantino cometeu erros bisonhos. O Barueri soube se aproveitar deles e venceu por 2 a 0 o confronto direto para entrar na zona de acesso à elite nacional. Pedrão e Basílio marcaram os gols em Bragança Paulista na noite deste sábado.



Com o resultado, o Barueri pula para 48 pontos e chega à quarta colocação, ultrapassando o Santo André - que tem a mesma pontuação, mas duas vitórias a menos. O Bragantino fica parado nos 45 pontos, em sexto lugar. Na próxima rodada, o Barueri recebe o São Caetano, e o Bragantino enfrenta o Brasiliense fora de casa. Os dois jogos são às 20h30m de terça-feira.



Os dois gols dos visitantes foram no segundo tempo. Pedrão aproveitou uma furada feia do adversário após passe de Márcio Careca e chutou com força, abrindo o placar. Foi o 12º gol do atacante na Série B. O segundo gol saiu num erro de saída de bola do Bragantino. Basílio, que entrara no lugar de Pedrão, deu um drible com facilidade no zagueiro e se complicou em seguida, mas teve tranqüilidade para concluir.