quarta-feira, 17 de junho de 2009

Taça Libertadores:Quartas de Final

NACIONAL (URU) 0X0 PALMEIRAS (BRA)
Palmeiras não supera o Nacional e está eliminado da Taça Libertadores

Fim do sonho do bicampeonato. Apesar de muita luta, o Palmeiras ficou no 0 a 0 com o Nacional nesta quarta-feira, em Montevidéu, e está eliminado da Libertadores. Como empatou por 1 a 1 no jogo de ida, no Palestra Itália, a equipe brasileira precisava ao menos repetir este resultado para levar a partida para os pênaltis. Os uruguaios, desta forma, se classificam para a semifinal da competição por causa do gol marcado fora de casa. Aos palmeirenses ficou ainda a sensação de que a história poderia ter sido diferente se o árbitro não tivesse ignorado um pênalti ainda no primeiro tempo.

Na próxima fase, o Nacional terá pela frente o vencedor do confronto entre Estudiantes-ARG e Defensor-URU, que se enfrentam nesta quinta. No jogo de ida, os argentinos venceram por 1 a 0 fora de casa e estão com a vantagem.

Bola no travessão e pênalti não marcado

Apesar da pressão da torcida local, que lotou o Centenário para empurrar o Nacional, os jogadores palmeirenses não se acuaram no campo de defesa. Nos primeiros minutos da partida, as duas equipes erraram muitos passes e o jogo ficou preso no meio de campo. A primeira boa oportunidade foi dos brasileiros, aos oito minutos: Cleiton Xavier bateu escanteio da esquerda e quase fez gol olímpico. O goleiro Muñoz chegou a desviar a bola, que bateu no travessão e ficou bobeando dentro da área, mas nenhum palmeirense conseguiu aproveitar o rebote.



Com dificuldades para penetrar na defesa adversária, o Nacional passou a apostar nos chutes de longa distância para abrir o placar. O mais perigoso aconteceu aos 16 minutos: Dominguez mandou uma bomba em cobrança de falta e Marcos, no centro do gol, espalmou para o lado. Aos 24 minutos, foi a vez de Romero subir ao ataque e, com um chute forte, assustar os palmeirenses. A bola, no entanto, subiu demais.

Mais efetivo com os avanços pelas laterais, o Palmeiras chegou perto do gol aos 30 minutos. Diego Souza recebeu bom passe dentro da área e finalizou, Keirrison desviou a bola, que foi por cima do gol com o goleiro Muñoz já batido. Dois minutos depois, os uruguaios reclamaram que a bola bateu na mão de um defensor alviverde após um bate-rebate na área, mas o árbitro não viu irregularidade e mandou o lance seguir.

Aos 43, foi a vez de os brasileiros reclamarem, e pelo mesmo motivo. Armero desceu pela esquerda e fez o cruzamento, cortado com a mão por Coates, do Nacional. O árbitro assinalou somente o escanteio. Revolta geral na equipe alviverde.

Obina perde grande chance perto do fim

O Palmeiras voltou do vestiário com a pressão ainda maior para tentar chegar ao primeiro gol, mas encontrou um jogo amarrado, cheio de faltas e poucas oportunidades. O tempo corria e os brasileiros só conseguiam entrar na área adversária com bolas aéreas, o que facilitava a vida dos defensores do time uruguaio. Vendo a dificuldade da sua equipe, Luxemburgo aumentou o poder ofensivo com as entradas de Ortigoza e Obina nos lugares de Willians e Marcão.

O primeiro lance de real perigo do Palmeiras aconteceu somente aos 25 minutos, justamente com os jogadores que entraram no segundo tempo. Ortigoza tocou boa bola para Obina dentro da área, o atacante girou e bateu, mas o chute saiu torto, à esquerda do gol de Muñoz.

Jogando sem se expor muito, o Nacional quase não fez o goleiro Marcos trabalhar. Em raro lance de ataque bem trabalhado, aos 30 minutos, Lodeiro recebeu um cruzamento da direita e, da entrada da área, mandou uma bomba. A bola, no entanto, subiu demais. O lance de mais perigo do Palmeiras aconteceu aos 39. Ortigoza desceu pela esquerda e cruzou na medida para Obina, que desviou de cabeça na pequena área e a bola passou rente à trave do Nacional.

No minuto seguinte, os uruguaios se aproveitaram bem do desespero alviverde e puxaram um rápido contra-ataque. Garcia ficou de frente para Marcos e tocou na saída do goleiro, mas a bola saiu mansamente à esquerda do gol. Ainda havia tempo para mais emoção. Aos 45, Cleiton Xavier tentou encobrir o goleiro, que havia saído errado. O arqueiro do Nacional, no entanto, se recuperou e fez a defesa. Aos 46, após cruzamento para a área, o goleiro Marcos foi tentar o gol e quase se torna o herói da classificação após tentativa de cabeça.

Ficha técnica:
NACIONAL 0 x 0 PALMEIRAS
NACIONAL
Muñoz, Romero, Victorino, Coates e Dominguez; Matias Rodriguez, Arismendi, Oscar Morales e Lodeiro; Medina (Angel Morales) e Biscayzacú (Garcia).
Técnico: Gerardo Pelusso.
PALMEIRAS
Marcos, Maurício Ramos, Danilo e Marcão (Obina); Wendel, Pierre, Cleiton Xavier, Diego Souza e Armero; Willians (Ortigoza) e Keirrison.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
Cartões amarelos: Medina, Lodeiro (NAC); Diego Souza, Mauricio Ramos (PAL).
Estádio: Centenário, Montevidéu. Data: 17/06/2009.
Árbitro: Carlos Vera (Equador).
Auxiliares: Juan Cedeño e Luis Alvarado (ambos equatorianos).


GRÊMIO (BRA) 0X0 CARACAS (VEN)
Grêmio fica no 0 a 0 com o Caracas e vai às semifinais da Libertadores



Pouco importa que ainda falte aquela atuação de encher os olhos, que persistam algumas desconfianças e que empatar por 0 a 0 em casa contra um time da Venezuela não seja exatamente animador. Tudo isso fica para depois. O que vale mesmo é que o 0 a 0 com o Caracas na noite desta quarta-feira, no Olímpico, colocou o Grêmio nas semifinais da Taça Libertadores da América. Faltam quatro jogos para, se tudo der certo para os tricolores, o time gaúcho ser tricampeão do principal torneio do continente.

Na estreia do 4-4-2 na Libertadores, o time de Paulo Autuori controlou o jogo e criou repetidas chances de gol, mas desperdiçou todas, especialmente com Maxi López. Na defesa, alguns sustos – um deles, no fim do jogo, de apavorar.
O adversário do Grêmio nas semifinais será o São Paulo ou o Cruzeiro. As duas equipes jogam nesta quinta-feira no Morumbi. O time gaúcho visitará quem passar já na semana que vem, ou em Belo Horizonte, ou na capital paulista. Antes, tem Campeonato Brasileiro. No sábado, o Tricolor recebe o Goiás pela sétima rodada.

Faltou o gol

Com um pouco mais de precisão nas conclusões, o Grêmio teria balançado a rede venezuelana no primeiro tempo. Não faltaram chances. Maxi López tentou de tudo que é jeito: em chute cruzado, em cabeceio, até por cobertura. E nada de a bola entrar. Os 45 minutos iniciais foram de dominação tricolor, mas de pouca inspiração. E o time de Paulo Autuori ainda levou alguns sustos.

A superioridade tricolor foi uma questão inclusive matemática. Só nos primeiros 12 minutos, o Grêmio criou quatro oportunidades vivas de gol. Souza, em bonito voleio, quase abriu o placar logo com dois minutos. Na sequência, Maxi apareceu três vezes. O problema é que ele não encontrou o gol. O cabeceio morreu no goleiro, o chute cruzado acertou a rede por fora e o toque por cobertura, após bobeada da zaga em recuo curto, passou por cima.

Aí o Caracas resolveu passear pelo campo de ataque. Lucena viraria herói nacional se o goleiro Marcelo Grohe não voasse bonito para tirar a bola do ângulo com a ponta dos dedos. Quase. Gómez também arriscou de longe, e o goleiro novamente trabalhou. O chute ficou nos braços do gremista, bem posicionado no meio do gol.

Com o 0 a 0 garantindo a classificação, o Grêmio não viu necessidade de colocar a língua de fora. Atacou com calma, na manha, cozinhando o oponente, que marcava forte no campo de ataque, mas deixava espaços atrás. Tcheco, dentro da área, desperdiçou a melhor chance da etapa inicial. Ele bateu de primeira, com a perna canhota, por cima do gol. Maxi, de novo, mandou chute cruzado aos 28. Vega espalmou.

Como vem acontecendo sistematicamente na Libertadores, o Grêmio jogou o suficiente para controlar o adversário no primeiro tempo, mas não teve aquela atuação capaz de convencer os torcedores de que o título está encaminhado. O time ainda errou muito nos cruzamentos, especialmente com Fábio Santos, e se mostrou lento na transição ao ataque.

Sem gol no Olímpico, a torcida do Grêmio teve como alento vibrar com a desgraça do rival. Quando Jorge Henrique colocou o Corinthians na frente do Inter no Pacaembu, pela final da Copa do Brasil, o Olímpico teve o momento de maior vibração no primeiro tempo.

Torcida delira com gol de... Ronaldo

O segundo tempo começou no mesmo tom da etapa inicial. O Grêmio seguiu dominando. O Caracas, temeroso de ceder espaços fatais ao time brasileiro, só atacou com prudência.

Tcheco, com 40 segundos de período complementar, mandou chute perigoso e quase fez o gol. A bola viajou no céu do Olímpico e caiu repentinamente. Quase entrou. A partir daí, o Grêmio fez uma ronda na área venezuelana, mas não conseguiu criar chances até Herrera ir a campo no lugar de um apagado Alex Mineiro, aos 15 minutos. O argentino aprontou correria na direita e mandou na cabeça do compatriota Maxi López, que cabeceou rente à trave direita de Vega. Faltou pouco. De novo.

E aconteceria mais uma vez, novamente com Herrera, novamente em cruzamento da direita, mas desta vez com Souza. O meia apareceu feito centroavante para desviar do goleiro, que rezou para todos os santos e foi atendido. A bola saiu.

Com o passar do tempo, o Caracas tentou avançar em campo para se aproximar do gol. Não deu certo. Acabou criando buracos defensivos que o Grêmio só não aproveitou porque realmente não era a noite de Maxi. Aos 33 minutos, Souza deu passe precioso para Herrera, que deixou La Barbie de frente para o gol. E ele errou de novo.

Aos 39 minutos, o time de Paulo Autuori por pouco não perdeu a vaga. Castellín, quase dentro do gol, cabeceou para fora. Um dos maiores sustos que o Olímpico já viveu. A bola não entrou por milagre.

A torcida do Grêmio não conseguiu comemorar um gol de seu time. Mas ficou feliz da vida ao vibrar com mais um do Corinthians contra o Inter. Se Maxi não fez no Olímpico, Ronaldo marcou no Pacaembu. E os gremistas foram para casa duplamente felizes.

Ficha técnica:
GRÊMIO 0 x 0 CARACAS
GRÊMIO
Marcelo Grohe, Ruy, Léo, Réver e Fábio Santos; Túlio, Adilson, Souza e Tcheco; Alex Mineiro (Herrera) e Maxi López.
Técnico: Paulo Autuori.
CARACAS
Vega, Romero, Barone, Rey e Alejandro Cichero; Vera, Darío Figueroa (Guerra), Lucena e Jesús Gomez (Prieto); Rentería (Valoyes) e Castellín.
Técnico: Noel Sanvicente.
Cartões amarelos: Rentería, Figueroa, Gómez, Castellín (Caracas); Souza (Grêmio).
Público: 40.127 pagantes. Renda: R$ 821.862,00
Estádio: Olímpico. Data: 17/06/2009.
Árbitro: Carlos Torres (PAR).
Auxiliares: Rodney Aquino (PAR) e César Franco (PAR).

Copa das Confederações:Grupo A

ESPANHA 1X0 IRAQUE
Espanha não dá show, mas derrota Iraque e se garante nas semifinais



Depois do show diante da Nova Zelândia na estreia, a Espanha diminuiu o ritmo e, apesar de não ter levado sustos, derrotou o Iraque apenas por 1 a 0, nesta quarta-feira, na abertura da segunda rodada da Copa das Confederações. O atacante David Villa foi o autor do gol da vitória (assista no vídeo ao lado).

Com o resultado, a Fúria chegou aos seis pontos no grupo A e já garantiu uma das vagas nas semifinais. De quebra, a seleção do técnico Vicente Del Bosque mantém uma incrível invencibilidade de 34 jogos (não perde desde novembro de 2006). Ao todo, nas últimas 52 partidas que disputou, a Espanha foi derrotada apenas duas vezes.



Espanha com quatro mudanças

Com duas mudanças na zaga (Marchena e Piqué nos lugares de Puyol e Albiol) e duas no meio-de-campo (Cazorla e Mata nas vagas de Fábregas e Silva) em relação ao time que goleou a Nova Zelândia na estreia, a Espanha começou a partida em ritmo mais lento do que o imposto contra a equipe da Oceania.

O primeiro lance de perigo só aconteceu aos 16 minutos, quando após um belo passe de Xavi, Torres ficou cara a cara com o goleiro iraquiano Mohammed Kassid. No entanto, o artilheiro do torneio com três gols desperdiçou a oportunidade.

Aos 24, a torcida no Free State chegou a gritar gol após belo arremate de David Villa acertar a rede. O problema é que a bola foi pelo lado de fora. O Iraque, por sua vez, ficava na retranca e não dava muitas chances aos espanhóis.

Villa martela e marca

Depois do primeiro tempo abaixo da média, a Fúria voltou mais disposta na segunda etapa e, aos seis minutos, Villa, sozinho, testou em cima do arqueiro do Iraque.

Três minutos depois, após belo cruzamento de Capdevilla, o atacante do Valencia não desperdiçou e abriu o marcador de cabeça.

GALERIA DE FOTOS: imagens da partida

Com a vantagem no placar, a Espanha seguiu com maior posse de bola, mas não conseguiu ampliar o resultado, que deixou os iraquianos, atuais campeões asiáticos, na terceira colocação com um ponto. Mais tarde, em outro jogo do grupo A, a anfitriã África do Sul recebe a lanterna Nova Zelândia no complemento da segunda rodada.

Ficha técnica:
ESPANHA 1 x 0 IRAQUE
ESPANHA
Casillas; Sergio Ramos, Marchena, Piqué e Capdevila; Xabi Alonso, Xavi (Busquets), Cazorla (Silva) e Mata; Fernando Torres e David Villa (Guiza).
Técnico: Vicente Del Bosque.
IRAQUE
Mohammed Kassid; Hawar (Karrar), Mohammed Ali, Fareed, Ali Hussein e Basem; Nashat, Alaa A. (Younus) e Samer (Mahid); Muayad e Salam.
Técnico: Bora Milutinovic.
Gols: David Villa, aos nove minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Marchena e Xabi Alonso (Espanha); Basem (Iraque).
Estádio: Free State, em Bloemfontein, África do Sul. Data: 17/06/2009.
Árbitro: Matthew Breeze (Austrália).
Auxiliares: Matthew Cream e Ben Wilson (Ambos da Austrália).


ÁFRICA DO SUL 2X0 NOVA ZELÂNDIA
África do Sul vence a Nova Zelândia e alivia a pressão sobre Joel Santana

Três dias após tirar um gol do próprio time em cima da linha, o atacante Parker foi o grande herói da vitória da África do Sul sobre a Nova Zelândia por 2 a 0, em Rustemburgo. Um resultado que levou o time da casa ao segundo lugar e diminuiu a pressão sobre o técnico Joel Santana. Na próxima partida, contra a poderosa Espanha, um empate garante a África do Sul na segunda fase da Copa das Confederações.



Mas foi uma vitória sofrida para Joel. Não pelo placar, mas pelos erros dos sul-africanos. Eram apenas dois minutos de jogo e o atacante Fanteni já tinha dado uma furada constrangedora dentro da área. Modise tentou no minuto seguinte, mas o chute saiu fraquinho. Fanteni até acertou o gol, aos nove minutos, só que o árbitro acertadamente marcou impedimento. Aos 16, Piennar teve espaço, ajeitou a bola como quis na entrada da área, mas mandou no meio do gol. E diante do show de incompetência, Joel bem que deve ter pensado por que ele é tão criticado se seus atacantes simplesmente não sabem fazer gol.

Até que aos 20 minutos, Masilela fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Parker. O atacante nem pegou tão bem na bola, mas o desvio no zagueiro Boyens matou o goleiro da Nova Zelândia. África do Sul 1 a 0.



Fanteni quase fez o segundo, aos 33. Ele arrancou do meio-campo com liberdade, deu belo drible em Mullingan, encheu o pé, mas a bola foi no centro do gol e Moss conseguiu desviar.
Assim como na estréia, contra o Iraque, a África do Sul dominava a partida, criava chances, mas tinha enorme dificuldade para concluir. Joel nem precisava falar nada no intervalo, bastava entregar uma forma para o pé de cada jogador.
Como não dava para fazer isso, o técnico continuou sofrendo do banco com a falta de pontaria de seu time no segundo tempo. Com cinco minutos, já tinham saído duas belas triangulações, que terminaram no pé de Modise e de lá para as nuvens.

Mas aos sete minutos finalmente veio o segundo gol, de novo em jogada pela esquerda de Masilela para Parker. E o atacante, meio de coxa, meio de barriga, desviou para fazer 2 a 0.

Só que o desespero de Joel continuava. Aos 16, ele até fez cara de choro quando Gaxa, sozinho, caiu sentado ao furar um cruzamento. Aos 18, resolveu tirar o atrapalhado Fanteni para lançar Mashego. E o atacante do Orlando Pirates mostrou por que consegue ser reserva de Fanteni, ao perder três grandes chances aos 35, 37 e 44 minutos - a última livre na entrada da pequena área.

Ficha técnica:
ÁFRICA DO SUL 2 x 0 NOVA ZELÂNDIA
ÁFRICA DO SUL
Khune; Gaxa, Mokoena, Booth e Masilela; Dikgacoi, Sibaya, Modise, Parker (Tshabalala) e Pienaar; Fanteni (Mashego).
Técnico: Joel Santana.
NOVA ZELÂNDIA
Moss; Mulligan, Vicelich, Boyens e Lochhead; Bertos (James), Brown (Oughton), Christie e Elliot; Smeltz e Killen (Wood).
Técnico: Ricki Herbert.
Gols: Parker, aos 21 minutos do primeiro tempo; Parker, aos 7 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Pienaar (África do Sul); Christie, Vicelich, Smeltz e Boyens (Nova Zelândia)
Estádio: Royal Bakofeng, em Rustemburgo. Data: 17/06/2009.
Árbitro: Benito Archundia (México).
Auxiliares: Marvin Torrentera e Hector Vergara (Canadá).

terça-feira, 16 de junho de 2009

7 Rodada:Série B

CEARÁ 2X1 SÃO CAETANO
Ceará vence o São Caetano e deixa a lanterna da Série B



Após um início muito ruim na Série B, a torcida do Ceará, enfim, tem motivos para comemorar. O time conseguiu, na noite desta terça-feira, sua primeira vitória na competição nacional ao derrotar o São Caetano por 2 a 1, no estádio Castelão, em Fortaleza. Os gols do Vozão foram marcados pelos zagueiros Erivélton e Fabrício. O atacante Vandinho descontou para o Azulão. A partida foi válida pela abertura da sétima rodada da segunda divisão nacional.Confira os gols da partida no vídeo ao lado.

Com o resultado diante dos paulistas, o Ceará chega a seis pontos e sai provisoriamente da lanterna e também da zona de rebaixamento. O time agora está na 16ª colocação. Já o Azulão não teve a mesma sorte. Após a derrota, a equipe do ABC Paulista segue com quatro pontos e cai para a penúltima posição, à frente apenas do Campinense-PB (que tem três pontos e um jogo a menos).

Confira a classificação e os jogos da Série B

O jogo

Os dois times buscaram imprimir velocidade no início da partida, mas pecavam nas finalizações. O Ceará criava boas jogadas através de seus meias Geraldo e Esley, enquanto o São Caetano apostou na força dos laterais Roger e Everton Ribeiro. Os donos da casa acabaram levando a melhor na primeira etapa.

Depois da cobrança de escanteio, aos 22 minutos, o zagueiro Erivélton se antecipou a Tobi e, de pé direito, mandou a bola para a rede. Com isso, os cearenses foram para o intervalo com o placar de 1 a 0 a favor.

No segundo tempo, o São Caetano se abriu em busca do empate e acabou sendo premiado em um lance ocasional. Aos 17 minutos, Vandinho cobrou escanteio com efeito e marcou um gol olímpico, após indecisão entre Boiadeiro e o goleiro Adilson. O Ceará sentiu o gol de empate e começou a errar passes e finalizações.

Contudo, a noite era dos zagueiros da casa. Aos 40 minutos, após levantamento na área, Erivélton tocou de cabeça, e Fabrício, o outro zagueiro do time, dominou a bola para estufar a rede de Luiz e garantir a vitória suada para os nordestinos.

Próximos jogos

O Ceará joga novamente em casa, desta vez contra o Campinense-PB, no dia 27, às 21h. Já o São Caetano atuará de novo fora de casa, diante do Guarani, no dia 26, também às 21h, em Campinas.

Veja a lista de artilheiros da Série B


PORTUGUESA 0X1 BRASILIENSE
Brasiliense vence Portuguesa e mantém vice-liderança da Série B do Brasileirão



O Brasiliense manteve a vice-liderança da Série B do Campeonato Brasileiro. Nesta terça-feira, o time do Distrito Federal derrotou a Portuguesa por 1 a 0. A partida válida pela sétima rodada da competição nacional foi disputada no estádio do Canindé e teve o lateral Cláudio Luiz como artilheiro solitário. Confira o gol da partida no vídeo ao lado.

Com o resultado desta terça, o Brasiliense chegou ao 15º ponto na competição, um a menos que o líder Guarani, que nesta rodada enfrenta sábado a Ponte Preta. A Lusa está em quinto com 11.

Na próxima rodada, o time do Distrito Federal enfrenta o Paraná, no estádio Durival Britto. A Portuguesa vai a Bragança Paulista enfrentar o Bragantino, no estádio Nabi Abi Chedid.

O jogo

Apesar de jogar fora de casa, a Portuguesa não conseguiu impor o seu ritmo. Visivelmente nervosa, a equipe paulista errou muitos passes no início da partida. A dupla de ataque da Lusa formada por Dinei e Kempes, apesar do entrosamento, não conseguiu êxito.

Ciente disso, o Brasiliense aproveitou os erros do adversário para pressionar e abrir o placar. Após uma cobrança de falta, aos 25 minutos, o zagueiro Cláudio Luiz, de cabeça, colocou os visitantes em vantagem.

A Portuguesa ainda buscou o empate na primeira etapa, mas desorganizada não conseguiu criar grandes chances.

Lusa volta melhor para segunda etapa

Diferentemente do segundo tempo, o time paulista voltou melhor. Logo aos quatro minutos, Kempes chutou cruzado, de perna esquerda, e quase empatou. O goleiro Guto fez uma grande defesa. Porém, a melhor oportunidade foi com Marco Antônio. O jogador arriscou, de fora da área, e o camisa 1 do Jacaré mais uma vez brilhou.

Com a Lusa no ataque, o Brasiliense teve espaço para atacar e, aos 21, Iranildo quase ampliou o placar. O meia do Jacaré chutou, de longe, mas o goleiro Fábio fez grande defesa de mão trocada.

No último grande lance da partida, aos 33, Kempes perdeu a oportunidade de empatar para Lusa. O atacante recebeu passe de Fabrício na área e bateu de primeira. Guto defendeu parcialmente, mas Cris evitou o gol na linha e garantiu os três pontos para o time visitante

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Copa das Confederações:Grupo B

BRASIL 4X3 EGITO
Gol de pênalti de Kaká salva o Brasil em dia de estreia sofrida na África do Sul

O prefeito de Bloemfontein prometeu apoio total da cidade à seleção brasileira. A presença dos craques brasucas levou esperança de vida melhor a crianças pobres. Mas dentro de campo, o Brasil sofreu para transformar esperança em alegria e demorou a convencer a torcida local nesta segunda-feira, em sua estreia na Copa das Confederações. Um gol de Kaká, aos 45 minutos do segundo tempo, em um lance polêmico por causa da marcação de um pênalti, decretou a sofrida vitória sobre o Egito por 4 a 3.



Além de Kaká (2), Luís Fabiano e Juan marcaram para o Brasil, atual campeão do torneio e da Copa América. Zidan (duas vezes) e Shawky fizeram para os egípcios, campeões da África. Também pelo Grupo B, Itália e Estados Unidos se enfrentam ainda nesta segunda, em Pretória, às 15h30m (de Brasília). A seleção brasileira volta a campo na quinta, contra os EUA, em Pretória, às 11h (de Brasília).

FOTOS: Confira a galeria de fotos do jogo entre Brasil e Egito

O número de torcedores no Free State, que tem capacidade para 48 mil pessoas, decepcionou (pouco mais de 27 mil pagantes). O presidente da Fifa, Joseph Blatter, antes do jogo já havia demonstrado preocupação com a situação e pediu para o Comitê Organizador da Copa das Confederações passar a distribuir ingressos de graça para as próximas rodadas.

VÍDEO: Veja os melhores momentos



O futebol do Brasil também decepcionou os sul-africanos, que chegaram ao estádio demonstrando que torceriam para o time de Dunga. Após um bom primeiro tempo, os brasileiros sentiram os gols no início do segundo e tiveram dificuldades para chegar à vitória. As bolas cruzadas por Elano eram a principal arma do time e originaram dois gols de cabeça (Luis Fabiano e Juan).

Esta foi o quinto confronto entre Brasil e Egito na história e a quinta vitória. Até então, a seleção só havia levado um gol do rival, em 1960.


A seleção precisou de apenas cinco minutos para abrir o placar. Daniel Alves tocou pelo alto, Kaká ganhou a dividida com Hani Said, com direito a “chapéu”, driblou também Gmaa na área e tocou com tranqüilidade, sem defesa para El Hadary.

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Mas o Egito também não demorou para empatar. Aos sete, Aboutrika cruzou, Zidan subiu melhor que Daniel Alves e marcou de cabeça. A torcida africana, dividida, comemorou os dois gols igualmente. Por enquanto, festa para Brasil e Egito.

O time de Dunga usou Elano para virar. O ex-santista cobrou falta da intermediária na cabeça de Luis Fabiano, que, no início da área, tocou bem e fez o segundo brasileiro, aos 11.

O Egito passou a tocar a bola e tentar furar a defesa brasileira, sem sucesso. Tanto que teve mais posse do que o rival no primeiro tempo, 52% a 48%. Nas arquibancadas, só festa. Um grupo de brasileiros tentou puxar uma ola, aos 20, sem sucesso. Depois de mais três tentativas, o estádio inteiro foi junto. Em seguida, palmas coordenadas.

O Brasil cresceu junto com a torcida. Assim como os brasileiros nas arquibancadas, Elano não desistia de tentar. Aos 23, cruzou para Juan, que cabeceou para fora. Aos 24, cobrou falta na entrada da área, mas o goleiro El Hadary pegou. Até que aos 37, o jogador do Manchester City acertou mais uma: escanteio da direita, Elano achou Juan e o zagueiro subiu para marcar o terceiro do time de Dunga, de cabeça.

MEMÓRIA E.C.: conheça a história da Copa das Confederações

Na etapa final, os sul-africanos nas arquibancadas resolveram declarar apoio total aos egípcios, africanos como eles. Cada roubada de bola do Egito era comemorada como gol. Cada gol, uma festa. E saíram dois deles rapidamente.

Aos nove, Ahmed Eid, que entrara no lugar do capitão Ahmed Hassan, tocou para Aboutrika na esquerda, que rolou para Mohamed Shawky bater no canto de Julio César: 3 a 2 para o Brasil.

Em um cochilo de um minuto do time de Dunga, o empate. Aboutrika arrancou logo após a saída de bola do Brasil, tocou para Zidan, que ganhou na velocidade de Daniel Alves e chutou para empatar. Os egípcios beijavam o chão no gramado. Parecia até gol da África do Sul, tamanha a comemoração no Free State. As cornetas eram tocadas sem parar.

Logo em seguida, Dunga tirou Robinho e Elano para as entradas de Alexandre Pato e Ramires. O Egito assustava com contra-ataques rápidos, mas sem levar mais perigo ao gol de Julio César, apesar dos lamentos dos torcedores.

Com Pato e Kaká mais próximos de Luis Fabiano, o Brasil tentava explorar a habilidade dos três, já que Robinho teve atuação discreta. Aos 31, o novo craque do Real Madrid arriscou de primeira, rente ao travessão.

O Egito tomou conta do jogo nos minutos finais e teve boas oportunidades. Mas o futebol muitas vezes não perdoa vacilos. Aos 44, em uma cobrança de falta, Lúcio testou, e Al Muhamad, em cima da linha, impediu o gol com o braço. Em um primeiro instante, o árbitro Howard Webb ignorou o lance e marcou escanteio. Mas depois expulsou o infrator, e os torcedores vaiaram. Kaká não tinha nada com isso e com precisão acertou o canto esquerdo de Hadary. Doze anos depois, a seleção brasileira comemorava na África do Sul. E a festa tomou conta do Free State Stadium.

Ficha técnica:
BRASIL 4 x 3 EGITO
BRASIL
Julio César, Daniel Alves, Lúcio, Juan e Kleber (André Santos); Gilberto Silva e Felipe Melo; Elano (Ramires), Kaká e Robinho (Alexandre Pato); Luis Fabiano.
Técnico: Dunga
EGITO
El Hadary; Hani Said, Wael Gomaa, Ahmed Said; Sayed Moawad, Hamed Hassan (A.Eid), Mohamed Shawky, Hosni Abd Rabbou (Al Muhamad), Ahmed Fathi; Mohamed Aboutrika e Mohamed Zidan
Técnico: Hassan Shehata
Gols: Kaká, aos 5, Zidan, aos 7, Luis Fabiano, aos 11, e Juan, aos 37 minutos do primeiro tempo; Shawky, aos 9, e Zidan, aos 10 minutos, e Kaká aos 45 do segundo tempo.
Cartões amarelo: Moawad (Egito).
Cartão vermelho: Elmohamadi (Egito).
Estádio: Free State Stadium. Data: 15/06/2009.
Árbitro: Howard Webb (Inglaterra).
Auxiliares: Michael Mullarkey e Peter Kirkup (ambos da Inglaterra).


ESTADOS UNIDOS 1X3 ITÁLIA
Nascido nos EUA, Rossi sai do banco para dar a vitória de virada para a Itália

Com dois gols do ítalo-americano Rossi e outro do xará dele, De Rossi, a Itália conseguiu virar o jogo e vencer os Estados Unidos por 3 a 1 na estréia na Copa das Confederações, em Pretória. Com o resultado, a Azzurra chegou à liderança do Grupo B, ao lado do Brasil.

Agora, os italianos voltam a campo na próxima quarta-feira, contra o Egito. Os norte-americanos, por sua vez, encaram o Brasil no outro confronto do grupo.



Com um a menos, EUA terminam primeiro tempo na frente

Melhores tecnicamente, os tetracampeões mundiais dominaram o início do primeiro tempo. Com mais posse de bola, aproveitavam-se dos lançamentos de Pirlo e De Rossi para levar perigo ao gol americano. Aos 12 minutos, De Rossi jogou na entrada da área, Iaquinta, desequilibrado, ajeitou de cabeça e Gilardino bateu para defesa de Howard. Depois, foi a vez de Pirlo cobrar falta e Legrottaglie, na entrada da pequena área, mandar de peixinho rente à trave.

Fechados na defesa, os Estados Unidos apostavam nas arrancadas de Donavan, companheiro de Beckham no Los Angeles Galaxy. Numa delas, aos 25, ele serviu Bradley, que invadiu a área mas errou o chute, facilitando a defesa de Buffon. Quatro minutos depois, em outro lance de Dovanan, Altidore recebeu na área, bateu desequilibrado, mas a bola passou por Buffon e parou no pé salvador de Legrottaglie.

Só que aos 33 minutos, Clark fez falta dura em Gattuso e foi expulso. O jogo parecia ter ficado de vez na mão da Itália. De Rossi fez grande lançamento para Camoranesi, Bornstein tentou cortar e marcou contra, mas o árbitro anulou o gol acertadamente, assinalando impedimento.

Mesmo com um jogador a menos, os americanos continuaram levando perigo e marcaram aos 40. Após grande arrancada, Altidore deu um drible desconcertante em Chiellini e sofreu pênalti. Donavan bateu com categoria no canto esquerdo de Buffon: Estados Unidos, 1 a 0.

Rossi sai do banco para ser o herói da partida

No segundo tempo, com um homem a menos, os EUA vieram dispostos a se defender. Sem muita criatividade, a Itália buscava o empate, mas não levava perigo. Aos 11 minutos, o técnico Marcello Lippi resolveu mexer na equipe: Rossi e Montolivo entraram nos lugares de Gattuso e Camoranesi, respectivamente.

E logo no primeiro lance, Rossi robou bola no meio-campo e soltou uma bomba da intermediária, sem chance para Howard. Um golaço do filho de italianos nascido em Teanek, nos Estados Unidos.

Cinco minutos depois, ele tentou fazer mais um golaço. Após ajeitada de Grosso, bateu de primeira, mas a bola passou muito longe do gol. Aos 21, Iaquinta fez a jogada pela esquerda, Gilardino bateu cruzado e a bola passou na frente de Rossi.

Logo depois, Pirlo chutou forte, o goleiro rebateu, Iaquinta pegou o rebote mas mandou por cima. Aos 27, veio a virada. De Rossi bateu de longe, o zagueiro Onyewu encobriu a visão do goleiro e a bola morreu no canto esquerdo do gol: Itália 2 a 1.

A partir daí, a Itália tentou administrar a partida, mas chegou a levar alguns sustos, como no chute de Sacha Kljestan, aos 42. Já nos acréscimos, Pirlo fez jogada excelente pela esquerda e cruzou para a área. Rossi apareceu mais uma vez para marcar e garantir a vitória italiana.

Ficha técnica:
EUA 1 x 3 ITÁLIA
EUA
Howard; Spector, Onyewu, Demerit, Bornstein (Sacha Klejestan); , Clark, Dempsey, Feilhaber (Beasley) e Michael Bradley; Altidore (Charlie Davis) e Donovan.
Técnico: Bob Bradley.
ITÁLIA
Buffon; Zambrotta, Legrottaglie, Chiellini e Grosso; Gattuso (Rossi), Pirlo, De Rossi e Camoranesi (Montolino); Gilardino (Luca Toni) e Iaquinta.
Técnico: Marcello Lippi.
Gols: Donovan, aos 40 minutos do primeiro tempo; Rossi, aos 13 e 48, e De Rossi, aos 26 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Bornstein (EUA); Grosso, Legrottaglie (Itália).
Cartão vermelho: Clark (EUA)
Estádio: Loftus Versfeld, Pretória (África do Sul). Data: 15/06/2009.
Horário: 15h30m.
Árbitro: Pablo Pozo (CHI).
Auxiliares: Patricio Basualto e Francisco Mondria (CHI).

domingo, 14 de junho de 2009

3 Rodada:Série C

BRASIL DE PELOTAS 1X0 CRICIÚMA
Brasil de Pelotas bate Criciúma e conquista primeira vitória na Terceirona

Depois de estrear com empate fora de casa, contra o Marília, o Brasil de Pelotas conquistou neste domingo a primeira vitória na Série C do Brasileirão. No Bento Freitas, o Xavante venceu o Criciúma por 1 a 0, com gol de Gilmar Baiano.

O único gol da partida foi marcado aos 38 minutos do segundo tempo. Gilmar Baiano, que havia entrado no lugar de João Rodrigo, bateu forte da meia-direita, e bola desviou na zaga e enganou o goleiro Zé Carlos.

Veja a classificação da Série C

O resultado deixou o Xavante em terceiro lugar do Grupo D, com quatro pontos. Já o Criciúma é penúltimo, com apenas um ponto. O líder é o Caxias, com seis pontos, que folgou nesta rodada

No outro jogo do grupo, o Marília derrotou o Marcílio Dias por 3 a 1, no estádio Hercílio Luz em Itajaí. Os gols do MAC foram marcados por Cris, aos quatro, e Ricardinho aos 24 minutos do primeiro tempo. Na etapa final, a equipe paulista aumentou o placar com João Paulo, aos 11. O gol do Marcílio foi anotado pelo atacante Charles, aos 37.

Com o resultado, o MAC chegou aos cinco pontos e está na vice-liderança. O Marinheiro continua na lanterna do grupo sem somar nenhum ponto na campetição.


AMÉRICA - MG 2X0 GUARATINGUETÁ
América-MG vence o Guaratinguetá e assume liderança do grupo

O América-MG conquistou mais um grande resultado ao vencer o Guaratinguetá, no Independência, por 2 a 0, na tarde deste domingo, pela terceira rodada da Série C do Brasileirão. Os gols foram marcados por Wellington Paulista e Euller, de pênalti. Com a vitória, o América chegou aos seis pontos e assumiu a liderança do Grupo C.

No outro jogo da chave, o Mixto derrotou o Ituiutaba por 2 a 0, com dois gols nos minutos finais. Tiziu e Buiu marcaram para o Mixto, no estádio Geraldão, em Cáceres (MT). A equipe do Centro-Oeste está na terceira colocação, com três pontos. Os mineiros, que perderam a primeira posição, caíram para o segundo lugar, com quatro.

Na próxima rodada, o Ituiutaba encara o América, no domingo, na Fazendinha, no Pontal do Triângulo. O Mixto, por sua vez, enfrenta o Gama, em Brasília.

LUVERDENSE 0X2 ÁGUIA
Águia vence a terceira partida seguida

O Águia é o primeiro time a acumular três vitórias seguidas na Série C do Brasileirão. Na noite deste domingo, o time de Marabá derrotou o Luverdense por 2 a 0, no Estádio Passos da Ema, em Lucas do Rio Verde (MT). Os gols foram marcados por Bruno Rangel e Soares, que deixam o time paraense em primeiro lugar no Grupo A, com nove pontos. O time mato-grossense segue na lanterna, com zero.


No outro jogo da chave, o Paysandu venceu o Rio Branco-AC, de virada, por 3 a 1, no Mangueirão, em Belém. Zé Carlos (duas vezes) e Zeziel marcaram para os paraenses, enquanto Testinha abriu o placar para os acreanos, que ocupam o terceiro lugar, com três pontos. O Papão, que também tem 100% de aproveitamento, com com apenas dois jogos disputados, está em segundo lugar, com seis pontos.

No Grupo B, o ASA conseguiu a segunda vitória em dois jogos ao derrotar o Salgueiro por 3 a 0, no Estádio Coaracy Fonseca, em Arapiraca. Fábio Lopes, Nena e Henrique marcaram para os alagoanos, que somam seis pontos, mas têm saldo menor que o Icasa, que folgou na rodada e também tem 100% de aproveitamento.

Na outra partida, o Confiança conquistou sua primeira vitória na competição, ao superar o CRB por 2 a 1, no Lourival Batista, em Aracaju, com gols de Baggio e Hugo Henrique. Marciano descontou para o time alagoano, lanterna, sem nenhum ponto marcado.

6 Rodada:Série A

CORITIBA 5X0 FLAMENGO
Coritiba mete cinco gols no Flamengo, que entra em crise, mas mantém Cuca



Festa coxa branca e tragédia rubro-negra no Couto Pereira. Diante de um Flamengo apático e abalado pelas crises internas que detonam o ambiente no clube, o Coritiba não teve pena e aplicou um sonoro 5 a 0 pela sexta rodada do Brasileirão, neste domingo. Em tarde infeliz do Bruno, que falhou em três gols, o time de René Simões conquistou a primeira vitória na competição e divertiu os torcedores, que passaram toda a segunda etapa aos gritos de “Olé” e “Frangueiro”. Welinton, contra, Marcos Aurélio, Bruno Batata, duas vezes, e Leozinho marcaram os gols do jogo.

Ariel e Felipe, pelo Coritiba, e Aírton, do Fla, que voltou a protagonizar um lance violento, ainda foram expulsos na goleada, que mantém o Flamengo na 11ª posição na tabela, com sete pontos. Apesar da crise que mantém Cuca sob risco de deixar o clube, a assessoria do clube disse que o técnico será mantido no cargo. Já o Coxa deixa a penúltima posição e sobe para 17º, com quatro pontos.

Na próxima rodada o Flamengo reedita as quartas-de-final da Copa do Brasil deste ano e recebe o Internacional, domingo, às 18h30m (de Brasília), no Maracanã. No sábado, o Coritiba vai até o Recife para encarar o Náutico, no mesmo horário, no estádio dos Aflitos.

Falhas individuais do Fla dão vantagem ao Coxa



Bastou a bola rolar para se ter certeza de que o clima frio de Curitiba ficaria longe do gramado. Flamengo e Coxa iniciaram a partida a mil por hora. Com apenas um minuto, os paranaenses cometeram quatro faltas, e aos cinco, Pedro Ken e Juan já tinham recebido cartão amarelo. Até então, de bom futebol, apenas uma arrancada de Renatinho, aos quatro, que resultou em chute para a defesa de Bruno.

Aos sete, porém, o goleiro rubro-negro não teve o que fazer. Após bom lançamento de Ariel, Rodrigo Heffner deixou Juan na saudade com um chapéu, invadiu a área, levantou a cabeça, e cruzou. A bola passou por toda a pequena área até encontrar o pé de Welinton, que, apavorado, escorou contra o próprio gol.

Mesmo jogando fora de casa, o Flamengo tomava a iniciativa do jogo e acabava se expondo aos contra-ataques. A vantagem, no entanto, fez com que o Coxa se retraísse. Com o rival bem postado na defesa, o time carioca assustou apenas em bolas paradas. Aos 13, Juan cobrou falta pela direita e Josiel escorou de primeira. Vanderlei mostrou reflexo e fez uma defesa sensacional.



Sete minutos depois a jogada se repetiu e o lateral-esquerdo cobrou um tiro livre com perigo. Dessa vez, Vanderlei foi mal bola, mas Welinton e Ronaldo Angelim também não conseguiram alcançá-la. A essa altura as estatísticas apontavam 60% de posse de bola para o Flamengo. Mas faltava criatividade.

Trocando passes e sem conseguir invadir a área paranaense, o Rubro-Negro via o tempo passar e não concluía, até que, aos 33, Juan arriscou de longe sem perigo. Estático no ataque, Adriano não oferecia perigo. Everton Silva até tentou achar o Imperador em cruzamento aos 36, mas Vanderlei fez o corte.

Se o Coritiba ia pouco ao ataque, ao menos mostrava qualidade, além de contar com falhas individuais dos cariocas. E foi isso que aconteceu novamente aos 41. Ariel recebeu cruzamento na área, disputou com Aírton, caiu, brigou pela bola e serviu Marcos Aurélio. O camisa 20 emendou de direita e a bola passou entre as pernas de Bruno: 2 a 0 no placar e gritos de “frangueiro” nas arquibancadas.

O duelo entre o argentino e o defensor do Fla se repetiu dois minutos depois, e não acabou nada bem. Atingido por Toró, o atacante do Coxa caiu no chão, recebeu uma entrada desleal de Aírton. Revaltado, Ariel tomou satisfações com o zagueiro. O árbitro Wilson Luiz Seneme acabou expulsando os dois, embora o jogador do time paranaense não tenha sido violento.

Festa coxa branca ao gritos de "olé" e "frangueiro"

Na saída para o intervalo, Cuca deixou o gramado prometendo mudar a equipe. Não o fez, e viu René Simões ser feliz ao trocar Marcos Aurélio por Bruno Batata. Logo no primeiro toque na bola, o atacante coxa branca tabelou com Rodrigo Heffner, recebeu na frente de Bruno e ampliou para o Coritiba com apenas 22 segundos da segunda etapa.

Atordoado, o Flamengo observava o adversário jogar e por pouco não sofreu mais um aos dois minutos. Renatinho avançou pela direita e cruzou para Bruno Batata escorar. O goleiro rubro-negro fez a defesa. Os cariocas assustaram apenas aos 13, em bom chute de Ibson que passou por cima do gol.

Já o Coxa não vacilava no ataque. Aos 16, a vitória se transformou em goleada. Renatinho ganhou de Ibson na corrida e chutou em cima de Bruno. O goleiro falhou novamente, dando rebote, e Bruno Batata escorou para fazer o quarto gol paranaense. Foi a senha para os torcedores que lotaram o Couto Pereira gritarem “olé”.

Com a vitória garantida, o Coritiba tirou o pé do acelerador. Aos 20, Toró arriscou de muito longe para defesa de Vanderlei. Diante da inoperância do Fla, o rival ainda ampliou dez minutos depois. Rodrigo Heffner sofreu falta no bico da área e a torcida pediu: “Mais um”. Pedido feito e atendido. O próprio lateral-direito cobrou a infração com força, Bruno falhou pela terceira vez e Leozinho, no primeiro toque na bola, fechou o placar: 5 a 0 no Couto Pereira com direito a festa sob o grito quase que uníssono de frangueiro.

Ainda teve tempo para o zagueiro Felipe receber o cartão vermelho, e Adriano forçar boa defesa de Vanderlei em cobrança de falta. Nada, porém, que atrapalhasse a festa paranaense.

Ficha técnica:
CORITIBA 5 x 0 FLAMENGO
CORITIBA
Vanderlei, Felipe, Rodrigo Mancha e Cleiton; Rodrigo Heffner, Leandro Diniz, Renatinho, Pedro Ken (Jaílton) e Guarú (Leozinho); Marcos Aurélio e Ariel.
Técnico: René Simões.
FLAMENGO
Bruno, Welinton, Aírton e Ronaldo Angelim; Everton Silva, Toró, Ibson, Everton e Juan (Fierro); Josiel (Aleílson) e Adriano.
Técnico: Cuca.
Gols: Welinton contra, aos sete, e Marcos Aurélio, aos 41 minutos do primeiro tempo. Bruno Batata, aos 22 segundos, e aos 13, e Leozinho, aos 30 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Pedro Ken, Rodrigo Heffner e Leandro Donizete(Coritiba); Juan e Everton Silva (Flamengo).
Cartões vermelhos: Ariel e Felipe (Coritiba) e Aírton (Flamengo).
Estádio: Couto Pereira, em Curitiba (PR). Data: 14/06/2009.
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP).
Auxiliares: Vicente Romano Neto (ES) e Anderson Jorge de Moraes Coelho (SP).


ATLÉTICO - MG 3X0 NÁUTICO
Atlético-MG atropela o Náutico e assume a liderança do Campeonato Brasileiro



Foi uma tarde de domingo perfeita no Mineirão, principalmente para a torcida atleticana que compareceu em bom número nas arquibancadas. Com um homem a menos desde os dez minutos do primeiro tempo, o Atlético-MG bateu o Náutico por 3 a 0, e assumiu a liderança do Campeonato Brasileiro com 14 pontos - o Internacional enfrentou o Vitória, no Beira-Rio, e empatou sem gols. A equipe alvirrubra, que foi comandada pela primeira vez pelo técnico Márcio Bitencourt, caiu para a sétima posição, com oito pontos.

Na próxima rodada, o Galo encara o Santos, domingo, na Vila Belmiro. Enquanto o Timbu recebe o Coritiba, sábado, nos Aflitos. Ambos os jogos às 18h30m (horário de Brasília).

Desde 2003, quando foi inaugurada a era dos pontos corridos, o Atlético-MG não fazia um início de campanha tão bom quanto este. E naquela época, o técnico também era Celso Roth.

Não foi um bom começo de trabalho para Márcio Bittencourt no Timbu. Além de não poder dirigir a equipe do gramado, por contra de uma suspensão quando ainda dirigia o Santa Cruz, o técnico viu seu time perder dois jogadores expulsos e ser derrotado.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Mesmo com um jogador expulso, Atlético sai na frente

Com menos de um minuto de jogo, o Atlético mostrou porque canta de galo no Mineirão. Márcio Araújo arriscou de fora da área, assustando o goleiro Eduardo. Porém, um lance despretensioso, aos dez, prejudicou a equipe mineira. Em uma disputa de bola, no meio-campo, o lateral Thiago Feltri entrou de carrinho em Aílton e foi expulso. Assim, Diego Tardelli foi recuado para a meia-cancha, deixando apenas Éder Luís na frente.

Um minuto depois, Diego Tardelli ficou no mano a mano com Gladstone, invadiu a área e rolou para quem vinha de trás. Márcio Araújo chegou atrasado. Aos 13, não teve jeito. Após o cruzamento na área, Diego Tardelli deu um toque magistral de calcanhar. O experiente Júnior, em posição legal, apareceu no segundo pau e completou para o fundo da rede, abrindo o placar para o Galo – os jogadores do Náutico pressionaram a auxiliar Ticiana de Lucena Falcão Martins pedind, em vão.

Mesmo com um jogador a mais, o Náutico não conseguia achar os espaços e pouco ameaçava. Aos 17, Renan arriscou da intermediária, levantando mais uma vez a torcida atleticana. Aos 23, Tardelli roubou de Gladstone, penetrou na área, tirou de Vágner Silva, mas foi travado na hora de finalizar. A insegurança da retaguarda alvirrubra era evidente.

A partir dos 25, o Náutico passou a atacar com mais vontade. Porém, o Galo respondia à altura. Anderson Santana desceu pela esquerda e cruzou no segundo pau. Carlinhos Bala desviou de cabeça, mas Sidny finalizou sobre o gol de Aranha. Antes de encerrar a primeira etapa, Carlos Alberto chutou cruzado, e Eduardo segurou.

Náutico perde dois jogadores e Galo aproveita
Quando as equipes voltaram do intervalo com as mesmas formações que iniciaram, um detalhe chamou a atenção. Os jogadores do Atlético fizeram uma breve reunião, todos abraçados, mostrando que o time está unido. Com quatro minutos, Carlinhos Bala recebeu na área e chutou cruzado. Aranha segurou. Na seqüência, o baixinho do Timbu cobrou falta para a área. Gladstone cabeceou firme, e Aranha defendeu com os pés.

Se no primeiro tempo o árbitro expulsou Thiago Feltri aos dez minutos, na etapa complementar tirou outro jogador, mas desta vez aos cinco. Depois do lance perigoso na área do Atlético, o zagueiro Vágner Silva disputou de carrinho e foi para o chuveiro mais cedo, deixando o Náutico também com dez homens em campo – em mais de 80 jogos pelo Alvirrubro, esta foi a primeira vez que o beque levou um cartão vermelho.

Aos oito, Júnior arriscou da ponta esquerda, e Eduardo espalmou. Em seguida, Diego Tardelli recebeu na entrada da área e girou finalizando. A bola saiu com perigo, por cima da meta. A torcida do Galo voltou a pular e cantar na arquibancada do Mineirão. Aos 12, Tardelli desceu pela esquerda e cruzou, do limite da linha de fundo. Éder Luís fechou no segundo pau, mas a cabeça de Asprilla salvou o Timbu. Era um bombardeio mineiro. Júnior recebeu na entrada da área e fuzilou, Eduardo espalmou mais uma vez.

Acuado, mas precisando atacar, o técnico Márcio Bittencourt tirou o meia Aílton e pôs o centroavante Kuki. Se a equipe pernambucana passava sufoco, a situação piorou ainda mais, aos 15. Derley deu um carrinho violento em Renan e também levou cartão vermelho. O segundo gol do Atlético-MG era questão de tempo. Aos 18, Júnior cobrou falta para a área. A zaga alvirrubra ficou olhando, e Diego Tardelli, de peixinho, escorou para o fundo da rede.

O Atlético-MG passou a jogar fácil, como um coletivo de luxo. Márcio Araújo, Éder Luís, Júnior e Diego Tardelli abusaram de perder gols. Aos 38, o Galo chegou ao terceiro. Márcio Araújo tabelou com Kléber, que substituiu Éder Luís, recebeu na área e bateu rasteiro, no canto de Eduardo. Abatido, o Náutico procurou evitar uma goleada. Tchô ainda acertou a trave, quase marcando o quarto gol atleticano.

Ficha técnica:
ATLÉTICO-MG 3 x 0 NÁUTICO
ATLÉTICO-MG
Aranha; Carlos Alberto, Welton Felipe, Werley e Thiago Feltri; Jonílson (Tchô), Renan, Márcio Araújo e Júnior; Diego Tardelli (Alessandro) e Éder Luís (Kléber).
Técnico: Celso Roth.
NÁUTICO
Eduardo; Gladstone, Vágner Silva e Asprilla; Sidny (Dinda), Johnny, Derley, Carlinhos Bala, Aílton (Kuki) e Anderson Santana; Gilmar.
Técnico: Márcio Bittencourt.
Gols: Júnior, aos 13 minutos do primeiro tempo; Diego Tardelli, aos 18 minutos do segundo tempo, e Márcio Araújo, aos 38.
Cartões amarelos: Júnior, Diego Tardelli, Welton Felipe e Werley (Atlético-MG); Asprilla, Aílton, Eduardo, Gilmar e Gladstone (Náutico).
Cartão vermelho: Thiago Feltri (Atlético-MG); Vágner Silva e Derley (Náutico).
Estádio: Mineirão, em Belo Horizonte (MG). Data: 14/06/2009.
Árbitro: Francisco Carlos Nascimento (AL).
Auxiliares: Ticiana de Lucena Falcão Martins (AL) e Pedro Jorge Santos de Araujo (AL).
Renda e Público: R$ 576.138,00 / 40.820 (pagantes)


GOIÁS 0X0 CORINTHIANS
Goiás pressiona, mas Felipe e trave garantem empate ao Timão



Em uma tarde inspirada do goleiro Felipe, o Corinthians se salvou de uma derrota para o Goiás, neste domingo à tarde, no Serra Dourada, em Goiânia, pela sexta rodada do Brasileirão. O Timão teve um primeiro tempo muito ruim, foi amplamente dominado, mas o Esmeraldino não conseguiu se aproveitar do seu maior volume de jogo. Parou na trave. Já no segundo tempo, o Timão melhorou, mas o time da casa seguia mais perigoso. Dessa vez, porém, esbarrou no camisa 1 alvinegro. Resultado: 0 a 0. Assista aos melhores lances no vídeo.

Por enquanto, o Corinthians está em oitavo lugar no Brasilelirão, com oito pontos. Já o Goiás, com sete, é o 13º.


O Timão terá de melhorar muito se quiser jogar de igual para igual com o Internacional, na próxima quarta-feira, às 21h50m (horário de Brasília), no Pacaembu, primeira partida da decisão da Copa do Brasil. Já o Goiás enfrenta o Grêmio, no próximo sábado, às 18h30m, em Porto Alegre, pelo Brasileirão.

Sofrível, Timão vê Goiás dominar

Sem seus dois laterais titulares (Alessandro foi poupado e André Santos está na África do Sul com a seleção brasileira), o Corinthians teve muitos problemas para sair jogando. Pela direita, Mano Menezes escalou Diogo. Na esquerda, o zagueiro Diego atuou improvisado. Nenhum deles conseguia ser uma opção de saída. Wellington Saci tinha a missão de tentar puxar o Timão pelo lado esquerdo, errou todos os passes. Saci foi tão mal que tomou pelo menos cinco sonoras broncas de Mano.

Apenas o volante Cristian demonstrou alguma qualidade no passe, mas sem muito resultado, pois Ronaldo e Dentinho, bem marcados, não conseguiam dominar a bola. O internauta certamente vai perguntar: mas e o Douglas? Pois é. O camisa 10 corintiano voltou a sumir. Ele mal pegou na bola e quando a teve sob seu domínio, errou muitos passes.

O Goiás, por sua vez, era um time rápido e com dois laterais velozes, exatamente o que faltou ao Timão. Vítor, pela direita, e Júlio César, pela esquerda, abriam a defesa corintiana. Pelo meio, os Felipe, Iarley e o meia Felipe Menezes entravam com facilidade. A blitz esmeraldina só não deu em gol porque o goleiro corintiano Felipe deu sorte.

Aos 34, após cobrança de escanteio, Ernando subiu mais alto que a defesa do Timão e cabeceou firme. A bola bateu no travessão, na trave e pingou sobre a linha. Elias acabou afastando. Em seguida, aos 36, Iarley recebeu de Felipe, dentro da pequena área, girou e chutou rasteiro. Dessa vez a bola se chocou contra a trave.

O fim do primeiro tempo acabou sendo um alívio para os corintianos.


Timão volta melhor, mas Esmeraldino é mais perigoso


O Corinthians voltou melhor para o segundo tempo. Com Boquita no lugar de Wellington Saci, o time passou a atuar mais agrupado e, consequentemente, diminuiu os erros de passe. Aos 4 minutos, o Timão poderia ter aberto o placar se a arbitragem não tivesse marcado um impedimento inexistente de Boquita.

Mas apesar da melhora corintiana, o Goiás seguia mais rápido e perigoso. Não fosse por Felipe, que fez grandes defesas, o Timão poderia ter saído de campo derrotado. Aos 25 minutos, Júlio César mandou uma bomba em jogada de falta ensaiada. Felipe espalmou. O arqueiro fez outra ótima intervenção aos 30 minutos, quando Vítor chutou forte da intermediária. Isso sem falar nas saídas de gol arrojadas na maioria dos cruzamentos.

Ronaldo, que passou o jogo todo apagado, sem pegar na bola, saiu aos 27 minutos. Otacílio Neto entrou em seu lugar, sem muito destaque.

Apesar das chances criadas sobretudo pelo Goiás, o jogo terminou zerado.

Ficha técnica:
GOIÁS 0 x 0 CORINTHIANS
GOIÁS
Harlei, Ernando, Rafael Tolói e Leandro Eusébio; Vitor, Amaral, Fabio Bahia (Everton), Felipe Menezes (Rafinha), Júlio César; Iarley e Felipe.
Técnico: Hélio dos Anjos.
CORINTHIANS
Felipe, Diogo, Renato, Jean e Diego; Cristian, Elias, Wellington Saci (Boquita) e Douglas; Dentinho (Marcelo Oliveira) e Ronaldo (Otacílio Neto).
Técnico: Mano Menezes.
Cartões amarelos: Rafael Tolói, Ernando, Leandro Eusério, Felipe (Goiás), Douglas, Dentinho, Cristian, Boquita, Jean (Corinthians).
Estádio: Serra Dourada, em Goiânia. Data: 14/06/2008.
Árbitro: Wagner Tardelli Azevedo (SC).
Auxiliares: Alcides Zawaski Pazetto (SC) e Marco Antônio Martins (SC).


FLUMINENSE 0X0 GRÊMIO
Flu e Grêmio empatam por 0 a 0 no Maracanã em jogo emocionante

Embalados por vitórias na última rodada, Fluminense e Grêmio se enfrentaram neste domingo, no Maracanã, sonhando com três pontos para subir bem na tabela da Série A do Brasileirão. Mas o duelo tricolor, válido pela sexta rodada, acabou empatado, num 0 a 0 em que não faltou emoção do início ao fim.

Se no primeiro tempo o Grêmio foi melhor e perdeu três chances de gol nos primeiros dez minutos, coube ao Fluminense dominar a segunda etapa. E no fim da partida, as duas equipes tiveram oportunidade de marcar o gol da vitória, mas esbarraram nas más conclusões.

Com o resultado, o Fluminense foi a nove pontos ganhos e está na sexta posição. O Grêmio, com oito, é o sétimo colocado. Na sétima rodada, no próximo sábado, o time carioca vai a Florianópolis encarar o Avaí. O gaúcho, no mesmo dia, receberá no Olímpico o Goiás.

Três chances para o Grêmio

Depois de um período de treinos de quatro dias em Teresópolis, na Granja Comary - Parreira queria unir mais a equipe, mas, na última sexta-feira, Fred e Luiz Alberto discutiram e trocaram ofensas -, o Fluminense entrou em campo querendo logo se impor. E contava com o apoio da torcida, que não estendeu as faixas das organizadas em protesto à decisão da diretoria de não distribuir os ingressos.

Só que o time começou a abusar dos passes errados no meio-campo, além do mau posicionamento da zaga. O Grêmio, embalado pela vitória sobre o Náutico, entrou em campo de esquema novo - trocou o 3-5-2 pelo 4-4-2. E nos primeiros 10 minutos, com forte marcação e rápidos contra-ataques, desperdiçou três oportunidades claras de abrir o placar.

A primeira foi logo aos quatro minutos. Maxi López caiu pela direita, tirou Edcarlos da jogada e centrou rasteiro, na medida, para Tcheco explodir o travessão. No minuto seguinte, a defesa do Tricolor carioca fez a linha burra de impedimento. Souza lançou Alex Mineiro pela esquerda, que, livre, tocou para fora, torto.

O Fluminense, ainda tonto com a pressão do Tricolor gaúcho, tentava se organizar quando passou pelo terceiro sufoco aos oito minutos. Fábio Santos desceu pela esquerda e tocou na frente para Alex Mineiro. O atacante trombou com Edcarlos, tirando o zagueiro da jogada, e perdeu mais uma vez a oportunidade, batendo para fora.

Entra Diguinho

A torcida do Fluminense começou a vaiar, especialmente, Edcarlos, que estava mal, e a gritar o nome de Cássio, sacado para a volta de Luiz Alberto à zaga. Outro que não contava com a paciência da torcida era o sumido Thiago Neves, que aos 12 minutos centrou da esquerda para Fred cabecear em cima de Marcelo Grohe. Era, pelo menos, a primeira jogada objetiva da equipe, que tentava tocar a bola para furar o forte bloqueio do Grêmio, mas esbarrava nos constantes erros de passes - principalmente de Wellington Monteiro, Marquinho e Carlos Eduardo.

Não era o caso do Grêmio. Bem fechado e saindo na hora certa para o ataque, tinha no bom toque de bola de Tcheco, Souza, Maxi López e Alex Mineiro a maior virtude do meio-campo para a frente. Atrás, os volantes Adílson e Túlio eram os bons cães de guarda de Léo e Rafael Marques. Thiego, deslocado para a lateral direita - Ruy cumpriu suspensão -, limitava-se a defender.

O Flu até melhorava na briga pela bola no meio-campo, e Conca começava a aparecer, quando Carlos Eduardo sofreu entorse do tornozelo. Parreira lançou Diguinho, que, recuperado da tuberculose e do incidente em que sofreu agressão de torcedor nas Laranjeiras, reapareceu após inatividade desde fevereiro.

Jogo mais disputado

A partida ficou mais truncada. Aos 38 minutos, a torcida reclamou de pênalti de Rafael Marques em Conca pela direita, mas a falta, não marcada pelo árbitro, foi fora da área. Dois minutos depois, o lateral Diego fez sua única boa jogada de ataque ao centrar na medida para Thiago Neves cabecear com perigo para fora. E foi aí o momento de maior vibração dos torcedores do Flu - além dos gols marcados pelo Coritiba contra o Flamengo, bastante comemorados no Maracanã após o anúncio do locutor.

O primeiro tempo terminou como começou. O Grêmio forçou pela esquerda, com Fábio Santos, que centrou para a área. A bola passou entre as pernas de Luiz Alberto e também por Alex Mineiro, mas João Paulo tocou para escanteio aos 44.

- Não adianta o Grêmio pressionar e perder as oportunidades - resumiu Souza.

- Depois que acertamos a marcação atrás, o time melhorou - disse o zagueiro do Flu Luiz Alberto.

Flu melhora

Os dois jogadores tinham razão. E se no intervalo a torcida do Flu matava a saudade do zagueiro Thiago Silva, presente ao Maracanã, no início do segundo tempo, aos 40 segundos, Maxi López mostrou que o Grêmio queria vir com tudo novamente ao limpar Edcarlos e bater no canto direito de Ricardo Berna - o goleiro fez boa defesa.

Mais organizado, o Fluminense deu o troco aos sete minutos, quando Thiago Neves, pela esquerda, matou no peito e cruzou com força para a área. Rodrigo Grohe saiu bem e fez boa defesa.

O lance parece ter acordado mais o time. Além de a entrada de Diguinho ter melhorado a combatividade e o toque de bola, Conca aparecia mais no jogo. Aos 16 minutos, os dois treinadores mexeram: Parreira pôs Leandro Amaral no lugar de Marquinho, e Paulo Autuori trocou Alex Mineiro por Douglas Costa.

Emoção

As duas equipes buscavam o ataque, mas esbarravam nos fortes blioqueios defensivos - a essa altura, a zaga tricolor já estava compacta, e Diguinho ganhou até coro da torcida ao roubar bola de carrinho na lateral direita.

Perdendo terreno, Paulo Autuori trocou novamente o ataque, ao lançar Herrera no lugar do já cansado Maxi López. Mas, aos 38 minutos, o treinador perdeu um jogador: Douglas Costa, que já tinha cartão amarelo, fez falta em João Paulo e foi expulso. O Grêmio ficou tenso. Herrera entrou forte em Luiz Alberto e ganhou cartão amarelo. Parreira botou Maicon no lugar de Diogo. Aos 42, Thiago Neves perdeu gol feito ao bater fraco, após centro da esquerda.

O jogo ficou dramático. Aos 46, Souza, o melhor do Grêmio, mandou para fora o que poderia ser o gol da vitória. No minuto seguinte, Leandro Amaral recebeu de Thiago Neves e também mandou para fora a chance dos três pontos. O resultado acabou justo pela superioridade das equipes em cada etapa, mas o torcedor merecia ao menos ter visto gols.


Ficha técnica:
FLUMINENSE 0 x 0 GRÊMIO
FLUMINENSE
Ricardo Berna, Diogo (Maicon), Edcarlos, Cássio e João Paulo; Wellington Monteiro, Marquinho (Leandro Amaral), Carlos Eduardo (Diguinho) e Conca; Thiago Neves e Fred.
Técnico: Carlos Alberto Parreira.
GRÊMIO
Marcelo Grohe, Thiego, Léo, Rafael Marques e Fábio Santos; Adílson, Túlio, Tcheco e Souza; Alex Mineiro (Douglas Costa) e Maxi López (Herrera).
Técnico: Paulo Autuori.
Cartões amarelos: Maxi López, Tcheco, Túlio e Douglas Costa (Grêmio); Diguinho (Flu). Cartão vermelho: Douglas Costa (Grêmio)
Estádio: Maracanã. Data: 14/06/2009.
Árbitro: José Henrique de Carvalho.
Auxiliares: Ednílson Corona (SP) e Emerson Augusto de Carvalho (SP).
Público: 17.672 presentes. Renda: R$ 239.747,50


PALMEIRAS 3X1 CRUZEIRO
Eletrizante, Palmeiras vira para cima do Cruzeiro e já é terceiro no Brasileirão



Se o objetivo era ganhar mais moral para os jogos decisivos da Libertadores, no meio de semana, o Palmeiras se deu muito melhor do que o Cruzeiro. Não só pela vitória por 3 a 1, neste domingo, no Palestra Itália, em partida válida pela sexta rodada do Brasileirão, mas principalmente pela postura em campo. Eletrizante, o Verdão chegou a levar um susto da apática Raposa, que marcou com Bernardo, mas contou com gol polêmico de Marcão e o retorno do poder de decisão de Keirrison, autor de dois.

Com o resultado, a equipe paulista saltou para a terceira colocação na tabela de classificação, com 11 pontos, três a menos que o líder Atlético-MG e o segundo colocado, o Internacional. O time mineiro, por sua vez, continua com sete pontos conquistados, em décimo. A Raposa soma três jogos sem vencer (havia perdido antes para o São Paulo e empatado com o Inter).

Agora, os dois fazem o segundo jogo das quartas de final da Taça Libertadores. O Palmeiras enfrenta o uruguaio Nacional, quarta-feira, fora de casa. No primeiro jogo, no Palestra, empate por 1 a 1. O Cruzeiro atua na quinta-feira, contra o São Paulo, no estádio do Morumbi. No encontro em Belo Horizonte, vitória celeste por 2 a 1. Os mineiros vão se concentrar em Atibaia, no interior paulista.

Pelo Campeonato Brasileiro, o Palmeiras volta a campo no próximo sábado, às 16h10m (de Brasília), quando enfrenta o Atlético-PR, na Arena da Baixada, em Curitiba. O Cruzeiro, por sua vez, atua no dia seguinte, às 18h30m, contra o Barueri, no Mineirão, em Belo Horizonte. Antes disso, porém, Verdão e Raposa têm compromissos na Libertadores.

Emoção, lesão, polêmica e golaço



Não faltou emoção no primeiro tempo de Palmeiras x Cruzeiro. Desde o primeiro minuto, o torcedor que compareceu ao estádio Palestra Itália se agitou nas arquibancadas. Após cobrança de escanteio de Cleiton Xavier da esquerda, o zagueiro Marcão apareceu bem para cabecear por cima do gol de Fábio.

No lance seguinte, aos dois, Léo Fortunato perdeu a bola no meio, Maurício Ramos se aproveitou e lançou Keirrison. Após novo vacilo da zaga celeste, o atacante palmeirense saiu na cara do gol, mas chutou mal, em cima de Fábio. A pressão alviverde continuou aos seis. Diego Souza lançou para Wendel cruzar com perigo.

A postura inicial do Palmeiras deixou o Cruzeiro atordoado, sem conseguir se achar em campo. Mesmo assim, aos sete minutos, o goleiro Marcos levou um susto. Elicarlos levantou a bola na área, e Bernardo cabeceou, tirando tinta da trave direita do defensor palmeirense. Em seguida, porém, os donos da casa iniciaram nova pressão.

Aos 12 minutos, o lateral Wendel se livrou com estilo de dois marcadores e chutou forte de perna esquerda, sem deixar a bola cair. Fábio, bem posicionado, fez linda defesa e espalmou para escanteio. Na sequência, o zagueiro Maurício Ramos desviou de cabeça e obrigou o goleiro do Cruzeiro, mais uma vez, a fazer bela intervenção.

Embora o Verdão dominasse totalmente a partida, o primeiro gol da noite no Palestra Itália foi do Cruzeiro. Aos 24 minutos, Bernardo, em sua primeira vez como titular neste Brasileirão, bateu falta colocada. A bola desviou no palmeirense Cleiton Xavier e enganou o goleiro Marcos, que já havia se deslocado para defender do outro lado.

Aos 27 minutos, uma nota triste: o zagueiro Gustavo sofreu torção no joelho direito em dividida e deixou o gramado chorando para a entrada de Leonardo Silva. Pouco depois, o técnico Adilson Batista optou por fazer nova mudança. Sacou o lateral-esquerdo Sorín e escalou o lateral-direito Jonathan.

Sem dar tempo de o técnico da Raposa arrumar a sua equipe em campo, o Palmeiras empatou, e em lance polêmico. Após cruzamento de Cleiton Xavier da direita, Marcão cabeceou no travessão, e a bola bateu na linha do gol. O auxiliar Altemir Hausmann entendeu que foi gol e correu para o meio-campo.

- Eu fiquei com a impressão de que a bola não entrou, mas o bandeirinha correu. Não tinha o que fazer – falou o goleiro do Cruzeiro, Fábio. Na sequência do lance, o atacante Keirrison ainda completou para o fundo do gol.

Keirrison, aliás, foi o responsável pelo gol da virada do Palmeiras. E em grande estilo. Após passe de Willians, o zagueiro Léo Fortunato tentou afastar, mas o camisa 9 do Verdão aproveitou a falha e acertou lindo voleio no canto esquerdo de Fábio: 2 a 1.

K9 matador



Os donos da casa até tentaram, mas não conseguiram repetir o começo eletrizante da etapa inicial no segundo tempo. No primeiro minuto, Diego Souza deu passe para Willians, porém o árbitro marcou impedimento. Rapidamente, o Cruzeiro foi ao ataque e respondeu com cruzamento de Jancarlos. Mas Maurício Ramos afastou o perigo.

Aos seis minutos, Diego Souza apareceu bem na esquerda da grande área, mas optou por tentar driblar a marcação. Sem conseguir, administrou a posse de bola e procurou espaço para o cruzamento. Depois que conseguiu, Keirrison não alcançou a bola. Fábio, então, apenas observou a bola sair pela linha de fundo.

Melhor em campo, assim como no primeiro tempo, o Palmeiras chegou ao terceiro gol aos 13 minutos. Cleiton Xavier deu belo lançamento do campo de defesa. Keirrison, achando que estava impedido, parou e deixou a bola para Wendel, que vinha de trás. Embora o auxiliar Roberto Braatz tenha levantado a bandeira, o árbitro mandou seguir. O lateral-direito, então, avançou em velocidade, entrou na área e rolou para o meio da área, onde estava Keirrison. Sozinho, o camisa 9 tocou para o fundo do gol: 3 a 1.

Com desvantagem de dois gols no placar, o Cruzeiro tentou se arriscar um pouco mais em busca do segundo gol, mas não obteve sucesso. Sem criatividade na armação e sem conseguir explorar as laterais do campo, a equipe mineira parou na marcação alviverde. O Verdão, por sua vez, não deixou de levar perigo ao goleiro Fábio.

Aos 19 minutos, por exemplo, Cleiton Xavier deu bom passe para Keirrison na grande área e obrigou Fábio a sair do gol para evitar a conclusão. Mais tarde, aos 25, Deyvid Sacconi tentou jogada individual e levou a pior diante da zaga celeste. Mas na sobra, Cleiton Xavier arriscou um chute que passou por cima do travessão.

Sem sofrer nenhum tipo de pressão da Raposa, o Palmeiras começou a administrar a posse de bola e esperar o tempo passar. Aos 40 minutos, o técnico Vanderlei Luxemburgo tirou Keirrison e colocou Ortigoza. O camisa 9, autor de dois gols, foi bastante aplaudido pelos torcedores, que vinham pegando no seu pé recentemente.

Ficha técnica:
PALMEIRAS 3 x 1 CRUZEIRO
PALMEIRAS
Marcos, Maurício Ramos, Danilo e Marcão; Wendel, Pierre, Cleiton Xavier, Diego Souza e Armero; Willians (Deyvid Sacconi) e Keirrison (Ortigoza).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
CRUZEIRO
Fábio, Jancarlos, Léo Fortunato, Gustavo (Leonardo Silva) e Sorín (Jonathan); Henrique, Elicarlos, Marquinhos Paraná e Bernardo; Wellington Paulista e Wanderley (Dudu).
Técnico: Adilson Batista.
Gols: Bernardo, aos 24, Marcão, aos 33, e Keirrison, aos 38 minutos do primeiro tempo; Keirrison, aos 13 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Marcão (P); Wanderley, Leonardo Silva, Henrique (C).
Público: 11.214 pagantes. Renda: R$ 356.776, 24
Estádio: Palestra Itália, em São Paulo (SP). Data: 14/06/2009.
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS).
Auxiliares: Altemir Hausmann (RS) e Roberto Braatz (PR).


INTERNACIONAL 0X0 VITÓRIA
Inter empata com o Vitória e perde a liderança do Brasileiro



O Internacional não é mais líder do Campeonato Brasileiro, apesar de continuar invicto. Com um time formado basicamente por reservas, o Colorado ficou no 0 a 0 com o Vitória na noite deste domingo, no Beira-Rio, e caiu para o segundo lugar. O Rubro-Negro segue no G-4, agora na quarta posição. Com o resultado, o time gaúcho soma agora 14 pontos, mesma pontuação do líder Atlético-MG. O Galo, porém, leva vantagem no saldo de gols (nove contra cinco). O Vitória soma dez pontos.

Os titulares do Inter voltam a atuar nesta quarta-feira. O time faz a primeira partida da final da Copa do Brasil contra o Corinthians, no Pacaembu, às 21h50m. Pelo Brasileiro, o Colorado enfrenta o Flamengo no domingo, 18h30m, no Maracanã. O Vitória também terá um carioca pela frente na próxima rodada. A equipe rubro-negra recebe o Botafogo no Barradão, no sábado, às 18h30m.

Equilíbrio e poucas chances

Como era de se esperar em um confronto direto pelas primeiras posições do Campeonato Brasileiro, o jogo começou muito equilibrado. O Inter tinha mais posse de bola, mas o Vitória não se intimidou no Beira-Rio e também buscou o ataque.

O equilíbrio, no entanto, não se transformou em chances de gol. O primeiro lance de perigo do primeiro tempo aconteceu apenas aos 32 minutos. Vanderson pegou a bola rebatida por Danny Morais e soltou a bomba, acertando a trave de Michel Alves.

O Inter demorou mais ainda para chegar bem, e o goleiro Viáfara fez sua primeira defesa apenas aos 39 minutos, depois que Talles Cunha fez boa jogada individual e chutou cruzado da entrada da área. No último lance da etapa, o Colorado teve sua melhor chance, mas Rosinei errou o chute na pequena área, depois de receber passe de Giuliano.

Início do Vitória, fim do Inter e nada de gols

Parecia até que o jogo era em Salvador. Empurrado principalmente pelas descidas de Apodi pela direita, o Vitória voltou com tudo para o segundo tempo, dando trabalho para Michel Alves. Aos seis minutos, o lateral cruzou, Roger ajeitou de calcanhar e Leandro Domingues soltou a bomba para grande defesa do goleiro colorado.

Vendo a situação complicada de seu time, Tite desistiu rapidamente de poupar seus principais atletas. Taison e Andrezinho substituíram Talles Cunha e Rosinei. A mudança deu certo, e foi o Colorado quem passou a pressionar.

Saiu do pé de Andrezinho o lance de maior perigo para os donos da casa na segunda etapa, ainda que sem querer. O meia cobrou falta, Bolívar não conseguiu desviar e Viáfara espalmou a bola no susto. Mas o Vitória, que ainda teve o volante Uelliton expulso aos 45 minutos, conseguiu segurar o ímpeto gaúcho e garantir o empate sem gols.

Ficha técnica:
INTERNACIONAL 0 x 0 VITÓRIA
INTERNACIONAL
Michel Alves,Bolívar, Danny Morais, Sorondo e Marcelo Cordeiro; Glaydson, Maycon, Rosinei (Andrezinho) e Giuliano; Talles Cunha (Taison) e Alecsandro (Leandrão).
Técnico: Tite.
VITÓRIA
Viáfara, Wallace, Victor Ramos e Anderson Martins; Apodi, Vanderson, Uelliton, Leandro Domingues e Robson (Magal); Adriano (Carlos Alberto) e Roger (Edson).
Técnico: Paulo César Carpegiani.
Cartões amarelos: Rosinei, Danny Morais e Giuliano Internacional); Adriano, Vanderson, Robson, Uelliton, Victor Ramos e Anderson Martins (Vitória).
Cartão vermelho: Uelliton
Estádio: Beira-Rio. Data: 14/06/2009.
Árbitro: Célio Amorim (SC).
Auxiliares: Carlos Berkenbrock (SC) e Luis Alberto Kallenberger (SC).


BARUERI 3X1 AVAÍ
Barueri vence e deixa o Avaí na lanterna



Barueri e Avaí entraram em campo, neste domingo na Arena Barueri, como os dois únicos times sem vitórias no Campeonato Brasileiro. Após 90 minutos de futebol, só os catarinenses continuam com a sina. O placar de 3 a 1, de virada, tirou o Barueri da zona de rebaixamento – é o 15º colocado – e deixou o Avaí com a lanterna. Assista ao lado!

Na próxima rodada, o Avaí receberá o Fluminense, sábado, em Florianópolis, enquanto o Barueri vai até Belo Horizonte enfrentar o Cruzeiro no domingo.

A rede balançou logo aos sete minutos de jogo. Marquinhos cobrou falta, mas a bola saiu sem direção. Só que Xandão e Renê trataram de ajudar o meio-campista do Avaí. O zagueiro, na tentativa de desviar, colocou novamente na rota do gol. E o goleiro também colaborou, ao não conseguir parar um lance que já que parecia fácil de ser evitado.

O time do Sul continuava melhor. Aos 31, Muriqui teve chance de ampliar, mas foi atrapalhado pelo árbitro Willian Marcelo Souza Nery. Após jogada de Michel e Luís Ricardo, pela direita, a bola foi rolada para o meio da área. Quando Muriqui se preparava para completar, o juiz passou na sua frente. Aí, quando tentou retomar o lance, perdeu o domínio.

O Barueri tinha dificuldade para sair jogando. Com os alas Éder e Márcio Careca apoiando pouco, a equipe da casa se via limitada a arriscar subidas pelo meio-de-campo. Aos 36 minutos, o Avaí teve um jogador expulso. Émerson derrubou Fernandinho na entrada da área e recebeu cartão vermelho. Depois de muita discussão, Ewerton bateu forte, mas a bola foi em cima de Eduardo Martini.

Com um a mais em campo, o Barueri tentou compensar a superioridade que era do Avaí. Apesar de ter mais posse de bola, o time paulista pouco criava. Isolado no ataque, Pedrão precisou sair da área para buscar jogo. Aos 46, o camisa 9 arriscou de longe, mas sem muito sucesso.

Barueri faz três gols no segundo tempo

Na volta do intervalo, com duas substituições, o Barueri continuou pressionando. Marcos Pimentel e João Vitor, que entraram nas vagas de Éder e Xandão, melhoraram o futebol do time de Estevam Soares. Silas, com um a menos, trocou Michel por Ânderson. Aos 9, Marcos Pimentel quase empatou, mas Eduardo Martini se esticou todo para defender.

Aos 17, porém, o goleiro do Avaí não segurou. João Vítor achou Ewerton livre dentro da área. Ele só teve o trabalho de dominar, girar e mirar para igualar o marcador.

O gol serviu para animar o Barueri. Após mais pressão, a virada veio aos 38. Fernandinho avançou pela ponta esquerda e cruzou. A zaga do Avaí se atrapalhou e Pedrão completou para a rede. No minuto seguinte, Marcos Pimentel recebeu de Ewerton, invadiu a área e tocou sem chance para Eduardo Martini: 3 a 1. Vitória de bom tamanho..

FICHA TÉCNICA
BARUERI 3 x 1 AVAÍ
BARUERI
Renê, Xandão (João Vítor), Leandro Castan e André Luiz; Éder (Marcos Pimentel), Ralf, Ewerton, Thiago Humberto e Márcio Careca (Franciscatti); Fernandinho e Pedrão
Técnico: Estevam Soares
AVAÍ
Eduardo Martini, Michel (Ânderson), Émerson, André Turatto e Uendel; Marcus Winícius, Léo Gago, Muriqui e Marquinhos; Luís Ricardo e Lima (William)
Técnico: Silas
Gols: Marquinhos, aos 7 minutos do primeiro tempo; Ewerton, aos 17, Pedrão, aos 38, e Marcos Pimentel aos 39 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Fernandinho, Márcio Careca e João Vítor (B); Muriqui e Léo Gago (A).
Cartão vermelho: Émerson (A)
Público: 1.288 pagantes. Renda: R$ 11.780,00
Estádio: Arena Barueri, em Barueri (SP). Data: 14/6/2009.
Árbitro: Willian Marcelo S. Nery.
Auxiliares: Dibert P. Moisés e Hilton M. Rodrigues

Copa das Confederações:Grupo A

ÁFRICA DO SUL 0X0 IRAQUE
África do Sul de Joel Santana decepciona torcida e empata com o Iraque

Em um jogo de baixo nível técnico, a África do Sul não passou de um magro 0 a 0 diante do Iraque, neste domingo, na abertura da Copa das Confederações. Anfitriã do torneio, a seleção de Joel Santana criou poucas chances de gol e acabou decepcionando os quase 50 mil torcedores que foram ao estádio Ellis Park, em Johanesburgo.



A mobilização antes da partida era tão grande no país que Joel Santana até arriscou alguns versos do hino sul-africano, cantado em cinco dos 11 idiomas oficiais do país. Mas a mesma dificuldade que o técnico teve para acompanhar o hino seus jogadores tiveram dentro de campo.



Desde o início da partida, a África do Sul se mostrava na dependência do meia Teko Modise. E foi ele quem criou a jogada de maior perigo no primeiro tempo, aos 14 minutos. Após belo drible, serviu Sibaya, que bateu forte para ótima defesa de Kassid.

A torcida se comportava da forma tipicamente sul-africana - não cantava, mas fazia muito barulho com suas cornetas. Mas aos 11 do segundo tempo, deixou o apoio de lado para vaiar e fazer gestos com as mãos pedindo substituição. Só foram atendidos dez minutos depois, quando Joel colocou o atacante Mashego em campo. E no primeiro lance, Mashego conseguiu carregar a bola apesar da marcação, invadiu a área mas parou no goleiro Kassid.

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África do Sul perde grande chance



Dois minutos depois, Modise recebeu na direita, cruzou para Parker, que dominou, girou, mas bateu em cima do goleiro.

A seleção da casa seguiu pressionando. Mas para desespero de Joel Santana, aos 28 minutos, na melhor chance da África do Sul, Parker deu uma de zagueiro e tirou uma cabeçada de Dikgacoi que tinha endereço certo (confira no vídeo ao lado). Revoltado, o técnico brasileiro sacou o atacante e promoveu a entrada de Piennar, que teve pouco tempo para criar algo e mudar o frustrante placar.

O resultado deste domingo foi o primeiro empate em um jogo de abertura da Copa das Confederações em toda história do torneio. Mais tarde, às 15h30 (de Brasília), Nova Zelândia e Espanha se enfrentam no complemento da primeira rodada do grupo A da competição.

Confira abaixo os melhores momentos de África do Sul 0 x 0 Iraque



ÁFRICA DO SUL 0 x 0 IRAQUE
ÁFRICA DO SUL
Khune, Booth, Gaxa, Masilela, Mhlongo; Mokoena, Sibaya, Dikgacoi, Modise; Fanteni (Mashego), Parker (Piennar).
Técnico: Joel Santana.
IRAQUE
Mohammed K., Mohamed Ali, Fareed M., Ali Hussein; Basem, Salam, Nashat, Mahdi (Sahli), Karrar (Hawar); Imad (Alaa A.) e Younus.
Técnico: Bora Milutinovic.
Cartões amarelos: Fanteni e Sibaya (África do Sul). Nashat (Iraque)
Estádio: Ellis Park, Johanesburgo (África do Sul). Data: 14/06/2009.
Árbitro: Jorge Larrionda (URU).
Auxiliares: Pablo Fandino e Mauricio Espinosa (URU).


NOVA ZELÂNDIA 0X5 ESPANHA
Espanha massacra a Nova Zelândia

A seleção da Espanha mostrou neste domingo porque é a primeira colocada do ranking da Fifa e atual campeã da Eurocopa. Jogando no estádio Royal Bafokeng, em Rustenburg, a Fúria massacrou a modesta Nova Zelândia por 5 a 0 na estreia das duas seleções na Copa das Confederações e mostrou que é, de fato, uma das favoritas ao título.

Com o resultado, a equipe do técnico Vicente Del Bosque manteve uma invencibilidade de 33 partidas (não perde desde 15 de novembro de 2006, quando foi superada pela Romênia por 1 a 0) e assumiu a liderança do grupo A com três pontos. Iraque e África do Sul, que empataram em 0 a 0 mais cedo em Johanesburgo, dividem o segundo lugar com um ponto. De quebra, a Espanha já tem o artilheiro da competição: Fernando Torres, que anotou três gols na partida.



Começo avassalador



Apesar do estádio vazio, a Espanha não sentiu falta do calor da torcida e começou pressionando o time da Oceania. E não demorou muito para o show começar. Após assistência de Fábregas, o atacante Fernando Torres, na entrada da área, bateu de chapa com estilo e colocou no canto de Moss aos seis minutos. Foi o primeiro gol da Copa das Confederações 2009 (confira no vídeo ao lado).

Com a vantagem no placar, a Fúria seguiu solta e ampliou aos 14 minutos. Riera fez belo lance individual pelo lado esquerdo e tocou para Villa que, esperto e mostrando ótima visão de jogo, rolou para trás. Fernando Torres, mostrando o faro de artilheiro que faz a alegria da torcida do Liverpool, só teve o trabalho de deslocar o goleiro adversário.

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Três minutos depois, em nova jogada pela esquerda, o lateral Capdevilla cruzou com precisão na cabeça do atacante dos Reds fazer o terceiro dele na partida e o 23º com a camisa da Espanha na carreira.

“Pressão” da Nova Zelândia

Aos 24, quando tinha mais de 70% de posse de bola, a Fúria chegou ao quarto. Capdevilla atacou mais uma vez de garçom e deu uma assistência para Fábregas colocar no fundo das redes.

Acuada, a Nova Zelândia conseguiu dar sua primeira finalização na partida apenas aos 37 minutos, com o atacante Killen cabeceando sem muita força para defesa de Casillas. Antes do término da primeira etapa, Mulligan, em boa cobrança de falta, obrigou o goleiro do Real Madrid fazer bela intervenção em um raro momento no qual a equipe da Oceania conseguiu manter a bola no campo da Espanha.



No entanto, o segundo tempo veio e a Espanha pisou no acelerador e fez o quinto logo aos três minutos. Fernando Torres deu uma de ponta, driblou dois marcadores e cruzou para área na direção de Villa que, após se aproveitar de uma incrível furada do zagueiro Boyens – que pelo lance merecia figurar no quadro bola murcha do “Fantástico” -, só teve o trabalho de escorar para o gol (confira no vídeo ao lado).

Com o marcador ao seu favor, a Espanha tocou a bola e desperdiçou boas chances de igualar a segunda maior goleada da história da Copa das Confederações que pertence ao Brasil. Em 1997, a equipe canarinho bateu a Austrália por 6 a 0. O placar mais dilatado também pertence à seleção: 8 a 2 na Arábia Saudita, em 1999.

Ficha técnica:
NOVA ZELÂNDIA 0 x 5 ESPANHA
NOVA ZELÂNDIA
Moss, Mulligan, Lochhead, Vicelich, Boyens, Elliott, Brockie (Christie), Bertos, Brown, Smeltz (James), Killen (Bright).
Técnico: Jarrod Smith.
ESPANHA
Casillas, Ramos (Arbeloa), Albiol, Puyol, Capdevila, Riera, Xavi (Cazorla), Xabi Alonso, Fábregas, Torres (David Silva), Villa.
Técnico: Vicente Del Bosque.
Gols: Fernando Torres, aos 6, 14 e 17 minutos do primeiro tempo; Fábregas, aos 24 do primeiro tempo. Villa, aos três minutos do segundo tempo.
Estádio: Royal Bafokeng, Rustenburg (África do Sul). Data: 14/06/2009.
Árbitro: Coffi Codja (BEN).
Auxiliares: Komi Konyoh (TOG) e Alexis Fassinou (BEN).