domingo, 21 de junho de 2009

Copa das Confederações:Grupo B

EGITO 0X3 ESTADOS UNIDOS
Seleção dos EUA goleia Egito, supera Itália e se garante nas semifinais



Praticamente eliminada após duas derrotas nas primeiras rodadas, a seleção dos EUA surpreendeu a todos e goleou o Egito por 3 a 0 em Rustenburg, garantindo uma das vagas nas semifinais da Copa das Confederações (confira os gols no vídeo ao lado).

Os americanos, que agora enfrentam a Espanha na próxima quarta-feira, foram beneficiados pela derrota da Itália para o Brasil pelo mesmo placar em Pretória e se classificaram em segundo lugar, com três pontos e número de gols pró melhor do que a Azzurra (4 a 3).



Na torcida pelo Brasil diante da Itália e precisando de uma simples vitória para conseguir uma vaga nas semifinais, o Egito começou a partida pressionando os americanos. No entanto, foi a seleção da Terra do Tio Sam que saiu na frente. Após uma confusão na pequena área, Davies, depois de tentar duas vezes, colocou no fundo das redes aos 21 minutos.

Na jogada, o goleiro egípcio El Hadary se machucou e acabou sofrendo um corte na cabeça. Mesmo assim, ele seguiu na partida – com uma proteção - e, aos 28, saiu de maneira arrojada e evitou o que seria um lindo gol de Donovan, companheiro de David Beckham no Los Angeles Galaxy.

Seleção dos Estados Unidos parte para cima

No segundo tempo, sonhando ainda com a classificação às semifinais, os americanos tomaram as rédeas da partida e, aos cinco, por pouco não ampliaram com Altidore, que acertou forte chute em cima do lateral Hani ,que tirou a bola em cima da linha. O time dos EUA reclamou que o defensor egípcio teria tirado a bola com o braço, mas o árbitro da partida ignorou o lance.

Mas aos 18, Michael Bradley, filho do técnico Bob Bradley, fez o segundo gol dos EUA e complicou a vida do Egito. Com o 2 a 0 em Rustenburg, além dos 3 a 0 do Brasil sobre a Itália em Pretória -, os americanos ficaram precisando apenas de um gol para se garantirem nas semifinais.

E o tento salvador acabou saindo aos 26 minutos. Após cruzamento de Spector, o meia Dempsey, que atua no Fulham-ING, ganhou de Gomaa no alto e, de cabeça, fez a festa dos EUA, que asseguraram a vaga na fase seguinte da Copa das Confederações.


Ficha técnica:
EGITO 0 x 3 ESTADOS UNIDOS
EGITO
El Hadary; Fathi, Farag, Hani Said (A. Said) e Gomaa; Hosni, Eid (Hassan), Shawky e Elmohamadi; Aboutrika e Abdelghani (Grisha).
Técnico: Hassan Shehata.
ESTADOS UNIDOS
Guzan; Jonathan Spector, Jay DeMerit, Oguchi Onyewu e Jonathan Bornstein; Clint Dempsey, Michael Bradley, Davies (Casey) e Clark; Landon Donovan e Jozy Altidore (Feilhaber).
Técnico: Bob Bradley.
Gol: Davies, aos 21 minutos do primeiro tempo. Bradley aos 18 minutos e Dempsey aos 26 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Bradley e Spector (EUA);
Estádio: Royal Bakofeng, em Rustenburg - África do Sul. Data: 21/06/2009.
Árbitro: Michael Hester (NZL).
Auxiliares: Jan-Hendrik Hintz e Mark Rule (NZL).


ITÁLIA 0X3 BRASIL
Brasil joga à la 70, atropela Itália e vai pegar seleção de Joel na semifinal

Toques rápidos, contra-ataques mortais, equilíbrio entre os setores. No dia do 39º aniversário da conquista do tricampeonato mundial, a seleção brasileira atropelou novamente a Itália neste domingo, venceu por 3 a 0 e garantiu o primeiro lugar do Grupo B da Copa das Confederações. Assim, vai enfrentar a África do Sul, treinada por Joel Santana, na semifinal, quinta-feira, às 15h30m, em Joanesburgo. A Azzurra, atual campeã mundial, está eliminada.



O time de Dunga precisou de apenas 45 minutos para liquidar a partida. Luis Fabiano, duas vezes, e Dossena, contra, marcaram os gols, ainda no primeiro tempo. Ramires, Maicon e André Santos foram bem contra os Estados Unidos e acabaram mantidos no time titular, nos lugares de Elano, Daniel Alves e Kleber. O zagueiro Juan começou jogando, mas saiu sentindo dores ainda na etapa inicial para a entrada de Luisão e pode ser problema para a semifinal.

GALERIA DE FOTOS: confira as imagens da vitória brasileira

Com a derrota, a seleção italiana fica com três pontos, empatada com o Egito e Estados Unidos. Mas os americanos, que venceram os egípicios por 3 a 0, avançam pelos critérios de desempate (número de gols pró melhor do que o da Azzurra: 4 a 3). Assim, os Estados Unidos vão enfrentar a Espanha na semifinal, quarta-feira, em Bloemfontein.

Brasil e Espanha são as únicas seleções com 100% de aproveitamento nas três primeiras rodadas, mas a Fúria não sofreu nenhum gol. As duas entram como favoritas para irem à final do próximo domingo, no Ellis Park.

Contra a Azzurra, a seleção mostrou que não sabe atacar apenas pelo lado direito. Dois gols nasceram pela esquerda e o time demonstrou mais equilíbrio entre os lados. Tanto que Robinho, no segundo tempo, trocou com Ramires e passou a jogar pela direita, confundindo os italianos.

VÍDEO: veja aos melhores momentos do jogo



A etapa inicial foi dominada pelo Brasil, que teve 56% da posse de bola, chutou nove vezes, acertou duas na trave e marcou três vezes. A Azzurra não sofria três gols no primeiro tempo desde 1957, em uma partida contra a Iugoslávia. Em Pretória, a Itália foi a primeira a ir ao ataque. Aos três, Camoranesi cruzou e Lúcio cortou de carrinho. Um minuto depois, Pirlo chutou de longe e a zaga colocou para escanteio. A partir daí, só deu o time de Dunga.

Setor mais famoso da Itália, a defesa colaborou com o Brasil, que soube aproveitar as falhas dos italianos. Aos cinco, Cannavaro errou a saída de bola, Luis Fabiano ficou com ela e tocou para Ramires na área, que acertou a quina do travessão. Em seguida, foi a vez de Chiellini falhar em um cruzamento. Robinho dominou e rolou para Kaká bater em cima de um defensor. A pressão continou. O camisa 11 roubou outra bola pela direita e deu para o novo craque do Real Madrid, que achou Luis Fabiano na área. O Fabuloso, marcado por dois, ainda deu um toquinho na bola, mas Buffon salvou.

A seleção continuou bem, na defesa e no ataque. Felipe Melo se destacava no meio-campo como ladrão de bolas. Maicon, que ganhou a vaga de titular após a bela atuação contra os Estados Unidos, era a principal arma pela direita. Na esquerda, André Santos acatou a orientação de Dunga e passou a atacar mais também, com Gilberto Silva recuando para atuar ao lado de Lúcio e Juan. Boas opções, os laterais foram os jogadores brasileiros que mais tocaram na bola no primeiro tempo.

Dunga foi obrigado a mudar o time aos 23. Juan, atleta que mais reclamou de cansaço desde o início da concentração em 1º de junho, sentiu dores na coxa esquerda após um carrinho e foi substituído por Luisão. Três minutos depois, a Itália teve a principal chance: Camoranesi arriscou de fora da área e assustou Julio César, pelo alto.

Brasil responde sem perdão

A resposta brasileira foi rápida e perigosa, com Lúcio. Aos 32, o zagueiro recebeu de Ramires na área e chutou cruzado, a bola tocou em Cannavaro e foi na trave. Em seguida, o capitão dominou após escanteio e bateu forte para bela defesa de Buffon.

O gol finalmente saiu aos 37. Um gol não, logo três em sequência: aos 37, 43 e 45. No primeiro, Maicon arriscou de longe, a bola foi fraca e ficou nos pés de Luis Fabiano, que virou sozinho na área e bateu sem chances para Buffon. Seis minutos depois, contra-ataque mortal pela esquerda. Robinho arrancou, tocou para Kaká, que tentou devolver para o ex-santista na área, mas a bola passou direto e sobrou para o Fabuloso tocar e marcar o segundo: 2 a 0, o terceiro do atacante na Copa das Confederações, empatando com os espanhóis Fernando Torres e David Villa no topo da artilharia.

O terceiro gol contou com ajuda italiana. Kaká lançou Robinho do meio, ele avançou pela esquerda e viu Ramires sozinho na área. O camisa 11 tentou tocar para o ex-cruzeirense, mas Dossena deu um carrinho e colocou a bola dentro do próprio gol: 3 a 0 para o Brasil.

O contra-ataque continuou sendo a arma mais perigosa da seleção no segundo tempo. Com 3 a 0 no placar, a Itália começou querendo ir para cima do time de Dunga, mas de forma desordenada. Abriu espaços e viu os brasileiros arrancarem em velocidade. Principalmente Robinho, que não ficou preso só pela esquerda. Aos 10, arrancou pela direita e bateu forte, para fora.

Com medo de ser eliminada, a Azzurra passou a arriscar mais e Julio César começou a trabalhar. Aos 18, Rossi chutou de longe e o goleiro fez grande defesa. Dois minutos depois, Gilardino chutou com perigo, dentro da área, e o camisa 1 defendeu de novo. Mais um minuto, Pepe tabelou com Rossi e tentou de voleio, para o ex-flamenguista voltar a salvar o Brasil.

No contra-ataque, o time de Dunga deu a resposta. Robinho, deslocado para a direita, deu para Kaká no meio, que chutou de longe e a bola saiu perto da trave de Buffon. A Itália teve sua melhor chance de descontar aos 30: Julio César saiu da área para disputar uma bola com Gilardino, perdeu, mas o ataque italiano demorou a chutar e a zaga brasileiro afastou.

A Itália continuou a pressão nos minutos finais. Ela precisava apenas de um gol para mudar o quadro, passar os Estados Unidos e avançar às semifinais, mas Julio César continuou bem, assim como toda a defesa, e o Brasil evitou o gol salvador italiano. No fim, a derrota mandou a campeã mundial para casa mais cedo.

As maiores vitórias na história dos confrontos entre Brasil e Itália
DataPlacarCompetição
21/06/70Brasil 4x1(Copa do Mundo)
31/05/76Brasil 4x1(Bicentenário dos EUA)
25/04/76Itália 3x0Amistoso
12/05/63Itália 3x0Amistoso



Ficha técnica:
BRASIL 3 x 0 ITÁLIA
BRASIL
Júlio César, Maicon, Lúcio, Juan (Luisão) e André Santos; Gilberto Silva (Kleberson), Felipe Melo, Ramires (Josué) e Kaká; Robinho e Luís Fabiano.
Técnico: Dunga.
ITÁLIA
Buffon; Zambrotta, Cannavaro, Chiellini e Dossena; De Rossi, Montolivo (Pepe) e Pirlo; Camoranesi, Iaquinta (Rossi) e Toni (Gilardino).
Técnico: Marcello Lippi.
Gols: Luis Fabiano, aos 37 e 43, e Dossena (gol contra) 45 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Chiellini e Dossena (Itália)
Estádio: Loftus Versfeld, em Pretória (África do Sul). Data: 21/06/2009.
Árbitro: Benito Archundía (MEX).
Auxiliares: Marvin Torrentera (MEX) e Hector Vergara (CAN)

GP da Inglaterra

Vettel vence com facilidade e ameaça domínio da Brawn GP na temporada

Com um desempenho excepcional desde a largada, Sebastian Vettel venceu sua segunda corrida na temporada, o GP da Inglaterra, em Silverstone. Com uma vantagem que chegou a um segundo para os demais por volta, o alemão liderou a dobradinha da RBR, que ainda teve Mark Webber na segunda posição. O australiano superou Rubens Barrichello após a primeira rodada de pit stops e deixou o brasileiro da Brawn GP em terceiro, com um carro deficiente no circuito inglês. Ele correu com fortes dores nas costas, e teve de tomar uma injeção de cortisona antes da largada. É a primeira vez na temporada em que Jenson Button fica fora do pódio, mas ele permanece na liderança do campeonato.

Felipe Massa, da Ferrari, conseguiu uma brilhante quarta posição após largar apenas em 11º. Com trechos mais longos que os dos rivais, o brasileiro subiu na classificação nos momentos das paradas de boxes. Nico Rosberg, da Williams, chegou em quinto, logo à frente de Jenson Button, da Brawn GP, que ainda tentou uma pressão nas voltas finais, mas sem sucesso e ficou em sexto.

Jarno Trulli, da Toyota, completou a prova na sétima posição e Kimi Raikkonen, da Ferrari, completou a zona de pontuação, em oitavo. O finlandês ainda sofreu com a pressão do alemão Timo Glock na parte final da prova, mas conseguiu se manter à frente. Nelsinho Piquet, da Renault, fez uma corrida discreta, mas com muitas disputas. O brasileiro chegou a ultrapassar Lewis Hamilton e Fernando Alonso e acabou na 12ª posição, à frente do companheiro espanhol, apenas o 14º. O inglês da McLaren foi apenas o 16º colocado em sua corrida de casa.

No campeonato, Jenson Button manteve a liderança, mas viu sua vantagem para Rubens Barrichello, Sebastian Vettel e Mark Webber diminuir. O inglês tem agora 64 pontos, contra 41 do brasileiro. O alemão da RBR está com 39, 3,5 à frente do australiano, seu companheiro de equipe. A próxima corrida da Fórmula 1 será o GP da Alemanha, em Nürburgring, no dia 12 de julho.


Vettel domina desde a largada, com muita facilidade

Na largada, Sebastian Vettel manteve a ponta, apesar da ameaça de Rubens Barrichello. Jenson Button, que estava em sexto, perdeu três posições e ficou atrás de Felipe Massa, que pulou bem e subiu para oitavo. Kimi Raikkonen também avançou, para a quinta posição. A saída não teve incidentes, apenas um pedaço danificado da asa dianteira de Nick Heidfeld, da BMW Sauber.

Logo na segunda volta, Jenson Button conseguiu recuperar a posição perdida na largada para Felipe Massa. O brasileiro errou na saída da curva Chapel, pisou na grama e cedeu a posição para o líder do campeonato, que assumiu a oitava posição.

Com um ritmo de corrida alucinante, Vettel abria quase um segundo por volta sobre Barrichello. O alemão se aproveitou da baixa temperatura em Silverstone, de 16ºC, condição em que o carro da RBR funciona melhor que o da Brawn, já que consegue aquecer os pneus mais rapidamente. A vantagem de Vettel já estava na casa dos 18 segundos na hora dos primeiros pit stops.

Na 15ª volta, Kazuki Nakajima foi o primeiro a parar nos boxes, seguido de Kimi Raikkonen, na passagem seguinte. O finlandês conseguiu se manter à frente do rival da Williams na volta das paradas. O japonês, aliás, foi o grande perdedor da primeira rodada de pit stops: ele caiu da quarta para a nona posição.

Na 20ª, foi a vez de Barrichello fazer seu pit stop, quando estava em segundo. Mark Webber, que estava atrás do brasileiro, entrou nos boxes na 21ª volta. Na volta, o australiano superou o brasileiro, que ainda tentou uma ultrapassagem na curva Copse, mas sem sucesso. Em primeiro, Vettel parou na 22ª e voltou à frente do companheiro com confortáveis 20 segundos de vantagem.

Felipe Massa foi o último dos primeiros colocados a parar, na 24ª volta, após apostar em um primeiro trecho mais longo. O brasileiro ganhou quatro posições no retorno à pista e assumiu a quinta posição na corrida. Em quarto, Nico Rosberg começava a andar mais rápido que Rubens Barrichello, com dificuldades com os pneus duros colocados em seu pit stop.

Antes do segundo pit stop, Barrichello continuava muito pressionado por Rosberg e Massa. Os três pilotos eram separados por menos de três segundos de vantagem, mas nenhum deles se colocava em posição de ultrapassagem. Na frente, a RBR pedia, pelo rádio, para Vettel economizar os pneus, enquanto Mark Webber não conseguia reduzir a vantagem de seu companheiro na prova.

Em quarto, Nico Rosberg foi o primeiro dos ponteiros a fazer a segunda parada, na 44ª volta. Felipe Massa entrou nos boxes duas voltas depois e ganhou a posição do alemão da Williams no retorno à pista. Na 48ª, foi a vez de Barrichello fazer o pit stop e voltar três segundos à frente dos dois rivais. Vettel e Webber também trocaram os pneus, mas as posições permaneceram inalteradas.

Na 50ª volta, Jenson Button fez a sua segunda parada e, enfim, conseguiu algum ganho na corrida. O inglês superou, por causa da tática, o italiano Jarno Trulli e o finlandês Kimi Raikkonen, subindo para a sexta posição e assegurando pontos preciosos para o campeonato.

resultado do GP da Inglaterra 2009

melhor volta: Sebastian Vettel (RBR) - 1m20s735

Piloto

Equipe

Tempo

1S. Vettel (ALE)RBR60 voltas em 1h22m49s328
2M. Webber (AUS)RBRa 15s188
3R. Barrichello (BRA)Brawna 41s175
4F. Massa (BRA)Ferraria 45s043
5N. Rosberg (ALE)Williamsa 45s915
6J. Button (ING)Brawna 46s285
7J. Trulli (ITA)Toyotaa 1m08s307
8K. Raikkonen (FIN)Ferraria 1m09s622
9T. Glock (ALE)Toyotaa 1m09s823
10G. Fisichella (ITA)Force Indiaa 1m11s522
11K. Nakajima (JAP)Williamsa 1m14s023
12N. Piquet (BRA)Renaulta 1 volta
13R. Kubica (POL)BMW Saubera 1 volta
14F. Alonso (ESP)Renaulta 1 volta
15N. Heidfeld (ALE)BMW Saubera 1 volta
16L. Hamilton (ING)McLarena 1 volta
17A. Sutil (ALE)Force Indiaa 1 volta
18S. Buemi (SUI)STRa 1 volta
19S. Bourdais (FRA)STRa 23 voltas/acidente
20H. Kovalainen (FIN)McLarena 24 voltas/acidente