quarta-feira, 15 de julho de 2009

11 Rodada:Série A

GOIÁS 0X2 AVAÍ
Goiás tropeça no Serra Dourada, e Avaí vence a segunda no Brasileirão



O Avaí surpreendeu e venceu o Goiás por 2 a 0, na noite desta quarta-feira, no Serra Dourada, em jogo válido pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. O time catarinense, que só havia vencido uma vez na competição e entrou em campo carregando o peso de ocupar a última colocação da tabela, começou a partida dando sinais de que não seria ameaça para os donos da casa, mas

Muriqui e Roberto balançaram as redes e contrariaram as expectativas.

A equipe do técnico Silas chegou à sua segunda vitória no Brasileirão, e soma 10 pontos, na 18ª colocação. Já a equipe goiana segue em nono, com 14 pontos.

No próximo sábado, às 18h30m, o Goiás enfrenta o Fluminense, no Rio de Janeiro, na abertura da 12ª rodada. O Avaí pega o Sport, no Recife, domingo, também às 18h30m.

Dois gols bem anulados

Em casa, o Goiás não deixou o Avaí à vontade no início da partida. Explorando principalmente o lado direito da defesa avaiana, a equipe do técnico Hélio dos Anjos chegou a balançar as redes aos três minutos, quando Felipe Menezes, em posição de impedimento, recebeu dentro da área e emendou para o gol, mas a arbitragem anulou corretamente o lance.

Na sequência, os goianos mantiveram domínio da partida, trocando passes sem dificuldade, mas não chegavam a ameaçar a meta catarinense. Explorando os contra-ataques, o Avaí chegou perto de abrir o placar com um gol olímpico de Marquinhos, aos 12 minutos, mas Harlei afastou o perigo com um soco.



O susto parece ter acordado os anfitriões. Aos 16, Douglas recebeu na entrada da área, limpou e arriscou de esquerda, mas a bola saiu pela linha de fundo. Aos 17, Felipe Menezes também arriscou de longa distância, Eduardo Martini não conseguiu segurar, e Ramalho emendou para o fundo das redes. Mas, antes que o volante pudesse comemorar, o árbitro assinalou o impedimento e anulou, corretamente, outro gol do Goiás.

Apesar de excessivamente defensivo, o Avaí conseguiu criar oportunidades claras de marcar na primeira etapa. Aos 25, após rápida troca de passes, Muriqui saiu de frente para Harlei, mas precisou se esticar para concluir e acabou chutando em cima do goleiro. Os visitantes mantiveram a pressão. Da entrada da área, Muriqui buscou o ângulo esquerdo de Harlei, e obrigou o camisa 1 esmeraldino a fazer bela defesa, aos 26.

Felipe ainda desperdiçou a melhor chance do primeiro tempo, aos 44, após boa jogada de Ramalho, pela direita. O atacante esmeraldino recebeu cruzamento dentro da área, mas chutou em cima de Eduardo Martini.

Avaí surpreende

No intervalo, o técnico Silas mexeu na ala direita e trocou Michel por Luís Ricardo. Mas foi pela esquerda que os avaianos roubaram a bola e avançaram com William, que rolou para Muriqui se antecipar à zaga goiana e tocar no canto direito de Harlei – 1 a 0.

Por pouco os visitantes não ampliaram aos 5. Após cruzamento da esquerda, William cabeceou à queima-roupa, e Harlei fez defesa incrível.

Com papéis invertidos, os times seguiam a mesma história da etapa inicial, com o Avaí impondo o ritmo de jogo. O Goiás criava chances isoladas. Aos 24, Amaral arriscou uma bomba da intermediária e carimbou o travessão de Eduardo Martini.

Já na reta final, aos 44, o contra-ataque avaiano confirmou o resultado. Caio esticou para Roberto, que ganhou da defesa na velocidade e marcou, selando a vitória avaiana, a primeira do time após seis partidas.


Ficha técnica:
GOIÁS 0 x 2 AVAÍ
GOIÁS
Harlei, Ernando, Leandro Euzébio, Valmir Lucas; Douglas (Jael), Júlio César, Amaral (Anderson Gomes), Ramalho, Felipe Menezes (Rafinha), Bruno Meneghel e Felipe.
Técnico: Hélio dos Anjos.
AVAÍ
Eduardo Martini, Michel (Luís Ricardo), Rafael, Augusto e Eltinho; Ferdinando, Marcus Vinícius, Léo Gago e Marquinhos; William (Caio), Muriqui (Roberto).
Técnico: Silas.
Gols: No segundo tempo, Muriqui, aos 3, e Roberto, aos 44.
Cartões amarelos: Valmir Lucas, Anderson Gomes, Bruno Meneghel (Goiás). Ferdinando e Marquinhos (Avaí).
Estádio: Serra Dourada. Data: 15/07/2009.
Árbitro: Héber Roberto Lopes.
Auxiliares: José Amilton Pontarolo (PR) e José Javel Silveira (RS).


CORITIBA 2X1 GRÊMIO
Coritiba vence o Grêmio de virada na rodada pré-clássicos regionais

O Coritiba passa a comer, beber e respirar Atletiba com a confiança de quem venceu um jogo muito importante. Já o Grêmio terá que encarar os dias de preparação para o Gre-Nal com explicações para a derrota. Na rodada pré-clássicos regionais, o Coxa venceu o Tricolor de virada na noite desta quarta-feira, no Couto Pereira, por 2 a 1. Jonas marcou para os gaúchos, superiores no primeiro tempo. Os paranaenses viraram com Marcelinho Paraíba e Ariel.

Agora, as duas equipes só pensam nos duelos regionais. O Coritiba vai à casa do Atlético-PR para jogão às 16h de domingo. O Grêmio, no mesmo dia e horário, recebe o Inter no Olímpico. Com a vitória desta quarta, o Coxa subiu para 13 pontos, mais longe da zona de rebaixamento – é o 11º momentaneamente, já que perderá posições com o andamento da rodada. O Grêmio ficou estacionado nos 15 pontos, em sexto.

Melhor, Grêmio larga na frente, mas Coxa empata

O Coritiba foi, no primeiro tempo, a prova de que o futebol é feito de contrastes. Aos 43 minutos, quando o time vencia por 1 a 0, a bola morreu no peito do argentino Ariel dentro da área, a centímetros do gol do Grêmio. O centroavante dominou, se livrou da zaga, fechou o olho e mandou uma pancada impressionante. Só que para o lado contrário. Em vez de chutar na direção do gol, ele conseguiu mandar a bola para fora da área. Inacreditável.

Três minutos depois, Marcelinho Paraíba fez o oposto. Ele recebeu pela direita da área, quase no ângulo dela, e chutou bonito, forte, cruzado, no único lugar que Victor não conseguiria alcançar. Um golaço. Uma pintura que igualava o marcador por 1 a 1 numa etapa inicial dominada pelo adversário.

O time gaúcho foi claramente superior. Mesmo com quatro desfalques (Réver, Souza, Herrera e Maxi López), o Tricolor esteve sempre mais perto de marcar do que o Coxa. Jonas, aos nove minutos, logo colocou os visitantes na frente. O lançamento para ele foi de Fábio Santos, destaque azul no primeiro tempo. O atacante recebeu do lateral-esquerdo, fintou Demerson e mandou o chute. A bola ainda bateu no goleiro Vanderlei antes de entrar. O Grêmio estava na frente e assim seguiria até Marcelinho Paraíba dar o ar da graça.

As duas equipes foram para o vestiário no intervalo carregando um placar um tanto injusto com os gaúchos, que tiveram outras boas chances de marcar. Aos 20 minutos, Adílson acionou Fábio Santos de calcanhar. Saiu dali o cruzamento para Alex Mineiro, que bateu para fora. Aos 37, o centroavante trocou de função e cruzou para a área. Como Jonas não conseguiu concluir, Maylson pegou a bola no outro lado, pela esquerda, e mandou na cabeça de Fábio Santos. A conclusão foi para fora.

O Coxa tentou ameaçar com chutes de longa distância e jogadas de bola parada. Não teve sucesso. Marcelinho Paraíba acertou o travessão em uma cobrança de escanteio. Depois, colocou a bola na cabeça de Ariel, mas a conclusão do argentino não encontrou a rede de Victor.

Expulsão de Thiego facilita virada do Coxa

Antes de o segundo tempo ganhar corpo, William Thiego perdeu a cabeça. O jogador do Grêmio foi até a linha de fundo, no ataque, para disputar bola com Douglas Silva. Quando o adversário deixou o braço no rosto de Thiego, o zagueiro improvisado como lateral não se controlou e deu chute violento no tornozelo do oponente. Foi corretamente expulso.

A virada do Coxa foi consequência do lance infantil do atleta gremista. O Coritiba cresceu no ataque, passou a dominar o território rival e encontrou o gol aos sete minutos. Em cruzamento da esquerda, a zaga não conseguiu cortar, e a bola parou do outro lado. Marcos Aurélio acionou Ariel, que girou para o fundo do gol de Victor: 2 a 1. O grandalhão se redimiu do lance bizarro do primeiro tempo.

Em desvantagem, o Grêmio até tentou arrancar um empate, mas as dificuldades foram grandes. As entradas de Makelele, Joilson e Perea não ajudaram muito. Jonas, aos 21 minutos, teve boa chance para marcar, mas o atacante não conseguiu desviar para o gol o cruzamento de Tcheco, e a bola saiu por pouco.

O Coxa diminuiu o ritmo. Ciente da importância dos três pontos, o time de René Simões deixou o tempo passar, apenas controlando o adversário. Assim, garantiu uma vitória importante na tabela e no ânimo.


CORITIBA 2 x 1 GRÊMIO
CORITIBA
Vanderlei, Rodrigo Heffner (Rodrigo Pontes), Cleiton, Demerson e Douglas Silva; Leandro Donizete, Pedro Ken, Carlinhos Paraíba e Marcelinho Paraíba; Marcos Aurélio (Bruno Batata) e Ariel
Técnico: René Simões
GRÊMIO
Victor, William Thiego, Léo, Rafael Marques e Fábio Santos; Túlio, Adílson, Maylson (Joilson) e Tcheco; Jonas (Perea) e Alex Mineiro (Makelele)
Técnico: Paulo Autuori
Gols: Jonas, aos nove, e Marcelinho Paraíba, aos 46 minutos do primeiro tempo; Ariel, aos sete minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Leandro Donizete, Carlinhos Paraíba e Rodrigo Pontes (Coritiba); Léo, Maylson, Fábio Santos e Victor (Grêmio)
Cartão vermelho: William Thiego (Grêmio)
Estádio: Couto Pereira, em Curitiba (PR) Data: 15/07/2009
Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ)
Auxiliares: Ricardo de Almeida (RJ) e Cláudio José de Oliveira Soares (RJ)


SANTO ANDRÉ 1X0 ATLÉTICO - PR
Santo André bate o Atlético-PR em casa e encosta no G-4 do Brasileirão



Depois de surpreender o Fluminense no último fim de semana em pleno estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro, o Santo André deu nesta quarta-feira mais uma demonstração de que vai brigar pelas primeiras colocações do Campeonato Brasileiro.

A equipe comandada pelo técnico Sérgio Guedes derrotou o Atlético-PR por 1 a 0, em partida realizada no estádio Bruno José Daniel. O único gol foi marcado pelo volante Valencia, contra, aos 5min do segundo tempo. (Reveja o gol)

Com o resultado, o Ramalhão foi aos 17 pontos na tabela de classificação e subiu para a sexta posição na tabela de classificação. Já o Atlético-PR, que sofreu a sua sexta derrota em 11 partidas, segue com 11, apenas um ponto distante da zona de rebaixamento do torneio.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

As duas equipes voltarão a campo no próximo fim de semana. O Santo André, no sábado, vai enfrentar o Palmeiras, às 18h30m, no Palestra Itália. Já o Atlético-PR receberá o rival Coritiba na Arena da Baixada, domingo, às 16h10m.

Começo muito ruim

No primeiro tempo, as duas equipes começaram a partida em ritmo muito lento. Com muito frio e pouca presença de público, não houve lances de emoção nos primeiros 20 minutos.

Coube ao time visitante criar a primeira jogada de perigo da partida. Aos 22min, após uma bola recuperada pelo lateral-esquerdo Márcio Azevedo na linha de fundo, o atacante Wesley ficou com a sobra, passou por dois marcadores do Ramalhão e bateu cruzado, rasteiro. Neneca fez bela defesa e, na sobra, a zaga do Santo André afastou o perigo.



A mesma cena repetiu-se nove minutos depois. Novamente Wesley, pelo lado esquerdo, invadiu a área e disparou uma bomba de pé esquerdo. Neneca, em noite inspirada, espalmou pela linha de fundo. No banco de reservas do Santo André, o técnico Sérgio Guedes, aos gritos, tentava corrigir os erros de posicionamento da equipe, que deixava muitos espaços pelas pontas. (Reveja o lance)



E o Ramalhão acordou nos 15 minutos finais. O time conseguiu melhorar sua marcação e, com isso, passou a ficar com a bola mais tempo nos pés. Aos 37min, finalmente o goleiro Vinícius, do Atlético-PR, trabalhou. Ele fez boa defesa em chute cruzado de Antônio Flávio, que recebeu passe de Marcelinho Carioca pelo lado direito da área adversária.



Quando o jogo já caminhava para o intervalo, o Santo André só não abriu o marcador porque Elvis não teve sorte na finalização. Ele avançou pela esquerda e bateu cruzado, longe do alcance de Vinícius. A bola caprichosamente bateu na trave e, na volta, a zaga do Furacão deu um bico para longe.



O gol do Ramalhão



As duas equipes voltaram sem alterações para o segundo tempo. Mas o Santo André retornou na mesma velocidade com que havia terminado a primeira etapa. Com apenas um minuto, após cruzamento da direita, Nunes cabeceou, e Vinícius fez um milagre. Na volta, Antônio Flávio cruzou e Nunes chutou rasteiro. A bola só não entrou porque, no meio do caminho, Rafael Santos salvou no carrinho.



Mas, aos 5min, não teve jeito. Após cobrança de escanteio de Marcelinho Carioca da esquerda, o zagueiro Vinícius Orlando subiu no alto com Valencia para disputar a bola. E o jogador do Atlético-PR acabou cabeceando para o próprio gol. Festa da barulhenta torcida do Ramalhão presente ao estádio Bruno José Daniel.



Em desvantagem, o Atlético-PR resolveu sair para o jogo. O técnico Waldemar Lemos deu mais força ao ataque, tirando um meia (Paulo Baier) e colocando mais um atacante (Fabrício). Com isso, o Furacão cresceu e fez o time da casa recuar. O controle da posse de bola passou a ser paranaense e, aos 22min, o zagueiro Chico, após cruzamento na área, quase marcou de cabeça. Após cobrança de falta, ele subiu sozinho e testou à direita de Neneca, com muito perigo.



Mas, com o passar do tempo, o Atlético-PR foi diminuindo seu ritmo. Nos dez minutos finais, o Santo André conseguiu reequilibrar a partida, tanto que voltou a levar perigo ao gol defendido por Vinícius. Aos 36min, Marcelinho Carioca cobrou falta, o goleiro do Furacão bateu roupa e, no rebote, Antônio Flávio chutou para o gol. A bola só não entrou porque Rafael Santos, em cima da linha, salvou.



Nos minutos finais, o Ramalhão ainda teve mais uma chance. Marcelinho Carioca, em chute de fora da área, bateu de fora da área, no canto esquerdo de Vinícius, que fez boa defesa. Depois, a equipe do ABC soube controlar a bola e garantir a importante vitória.



Ficha técnica:
SANTO ANDRÉ 1 x 0 ATLÉTICO-PR
SANTO ANDRÉ
Neneca; Cicinho, Vinícius Orlando, Marcel e Gustavo Nery; Fernando, Ricardo Conceição, Elvis (Dionísio), Antonio Flávio (Rodrigo Fabri) e Marcelinho Carioca; Nunes .
Técnico: Sérgio Guedes
ATLÉTICO-PR
Vinícius; Nei, Rhodolfo, Rafael Santos e Márcio Azevedo; Chico, Valencia, Paulo Baier (Patrício) e Marcinho; Wesley (Alex Sandro) e Rafael Moura (Eduardo)
Técnico: Valdemar Lemos
Gol: Valencia (contra), aos 5min do 2º tempo
Cartões amarelos: Ricardo Conceição (Santo André); Nei e Wesley (Atlético-PR)
Estádio: Bruno José Daniel. Data: 15/07/2009.
Árbitro: Célio Amorim (SC).
Auxiliares: Kleber Lucio Gil (SC) e Lilian da Silva Fernandes Bruno (RJ).
Renda e Público: R$ 21.210,00 / 1.210 pagantes


SANTOS 3X3 BARUERI
Neymar salva nos minutos finais, e Santos empata com o Barueri na Vila Belmiro

Foi sufoco do início ao fim, com pressão e protestos das arquibancadas. Mas depois de estar perdendo por 3 a 1 desde o primeiro tempo, o Santos conseguiu empatar em 3 a 3 com o Barueri, nesta quarta-feira de ânimos exaltados na Vila Belmiro. O placar, conquistado nos minutos finais do jogo, foi selado por Neymar, atacante revelado nas categorias de base do time e que comemorou o gol comendo pipocas que foram atiradas pelos torcedores.

Apesar do empate, o Santos segue em situação delicada no Campeonato Brasileiro. Com Serginho Chulapa como técnico interino, o time permanece na 11ª posição, agora com 14 pontos. No domingo, o time enfrenta o São Paulo, no Morumbi, quem sabe com um novo treinador na vaga de Vagner Mancini, demitido depois da goleada sofrida por 6 a 2 para o Vitória.

Já o Barueri, que quase aprontou das suas novamente na competição, permanece na quinta posição, com 18 pontos. Também no domingo, o time de Estevam Soares recebe o Náutico.

Protestos, vaias e Michael Jackson

Pressionado, o Santos de Serginho Chulapa apareceu em campo com a dupla Kléber Pereira e Roni no ataque. Mas foi o Barueri que assustou desde os primeiros momentos. Aos 6 minutos, Leandro Castán cabeceou e Douglas precisou se esticar todo para espalmar para fora. Um minuto depois foi a vez de Thiago Humberto testar a frágil defesa santista. E novamente o camisa 1 consegue defender.

Mas logo Douglas causou arrepios nos torcedores, ao sair com os pés para evitar que Val Baiano abrisse o placar, aos 9 minutos. No entanto, três minutos depois disso, ele não conseguiu conter o Barueri. Em uma bobeira de Fabão na área, o camisa 9 do time da Grande São Paulo se aproveitou do erro para fazer 1 a 0.

E não houve tempo para uma reação santista, pois, aos 17 minutos, Fernandinho ampliou para o Barueri. Depois de passar fácil por Wagner Diniz e Fabão, o atacante bateu forte, sem chances para Douglas. E assim surgiam as primeiras vaias na Vila Belmiro.

O clima chegou a ficar um pouco mais ameno, quando Madson descontou para o Peixe, em cobrança de falta, aos 26 minutos. Depois de muita comemoração com o interino Serginho Chulapa, que foi abraçado por todos, o Santos voltou a levar novo baque.

Fernandinho recebeu nas costas de Wagner Diniz, driblou e cruzou para Val Baiano marcar seu segundo gol na partida, fazendo 3 a 1 para o Barueri, aos 29 minutos. O lateral-direito santista acabou sendo substituído depois disso.

Depois disso, não houve mais ambiente para paz na Vila Belmiro. Dos momentos finais da primeira etapa até a saída de todo time para os vestiários, eram gritos de “Time sem vergonha” e “Marcelo Teixeira, com esse time você está de brincadeira”.

- Absurdo o nível de jogo que estamos apresentando – disse o goleiro Douglas.

Na tentativa de melhorar o clima dos torcedores, as meninas animadoras entraram em campo com saias minúsculas e pompons nas mãos. Mas a escolha da trilha lembrou tragédia. Elas dançaram ao som de Michael Jackson, morto há quase três semanas.

Vaias na Vila vazia e empate suado

Na segunda etapa, o Santos voltou pressionando mais o adversário. E logo no primeiro minuto o Barueri perdeu Ralf pelo segundo amarelo, depois que o meia cometeu falta em Madson.

Na tentativa de diminuir a diferença, Rodrigo Souto fez a torcida santista se agitar, depois que seu chute encontrar o travessão de Renê. Mas a busca pelos gols continuava desordenada. Um exemplo foi uma arrancada de Paulo Henrique Lima, que se viu solitário entre os atletas rivais e, quando tentou passar a bola para Kléber Pereira, foi barrado pelos defensores do Barueri.

Enquanto isso, o time de Estevam Soares, bem armado em campo mesmo com um homem a menos, se aproveitava dos contragolpes para tentar ampliar a conta.

Desesperado, Serginho Chulapa fez mudanças ousadas na equipe. Depois de tirar Roni e colocar Róbson no time, ele trocou o zagueiro Fabão pelo atacante Neymar. E a insatisfação seguia na Vila Belmiro, com os pouco mais de 3 mil torcedores protestando contra Marcelo Teixeira.

Com o ataque mais leve, o Peixe chegou diversas vezes na área do Barueri. Mas a pontaria não foi o forte dos santistas na noite desta quarta-feira. Em boa jogada com Paulo Henrique Lima, Róbson chutou cruzado, mas a bola bateu no travessão de Renê, aos 28 minutos.

Na tentativa de Kléber Pereira, um lance bizarro. O camisa 9 santista, alvo constante de críticas da torcida, dominou a bola, mas seu chute saiu torto, longe da trave direita de Renê. O atleta ainda cobrou um toque da arbitragem, na tentativa de conquistar um escanteio. E ouviu novas vaias da torcida.

E a reclamação dos torcedores só mudou aos 35 minutos, e mesmo assim por alguns segundos, quando Róbson diminui para 3 a 2. Leandro Castán cometeu lance perigoso e o Santos teve uma falta em dois toques a seu favor. Após a cobrança, o meia alvinegro aproveitou rebote de Renê e completou para as redes.

Na base da pressão, o Santos partiu para o tudo ou nada nos minutos finais. E conseguiu arrancar um empate com Neymar. Após cruzamento, ele subiu sozinho e completou contra a meta de Renê. Na comemoração, pegou algumas pipocas que haviam sido atiradas pela torcida e comeu. Foi o terceiro instante de alegria na Vila, que protestou mesmo com a igualdade no placar.


Ficha técnica:
SANTOS 3 x 3 BARUERI
SANTOS
Douglas; Wagner Diniz (Luizinho), Fabão (Neymar), Domingos e Léo; Roberto Brum, Rodrigo Souto, Paulo Henrique Lima e Madson; Roni (Róbson) e Kléber Pereira.
Técnico: Serginho Chulapa.
BARUERI
Renê; Xandão, André Luiz e Leandro Castán; Marcos Pimentel (Eder), Ralf, Ewerton, Thiago Humberto (Franciscatti) e Márcio Careca; Fernandinho e Val Baiano.
Técnico: Estevam Soares.
Gols: Val Baiano, aos 13 e aos 29, Fernandinho, aos 17, e Madson, aos 26 minutos do primeiro tempo. Róbson, aos 35, e Neymar, aos 43 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Márcio Careca, Eder, Leandro Castán, Ewerton e Xandão (B). Léo, Rodrigo Souto e Domingos (S).
Cartão vermelho: Ralf (B).
Estádio: Vila Belmiro, em Santos. Data: 15/07/2009.
Público: 3.524 pagantes. Renda: R$ 50.535,00.
Árbitro: Guilherme Cereta de Lima (SP).
Auxiliares: Anderson Jose de Moraes Coelho e Nilson de Souza Monção (ambos de SP).


FLAMENGO 1X2 PALMEIRAS
Palmeiras acaba com o Flamengo no primeiro tempo e dorme na vice-liderança



Em 2006, Diego Souza deixou o Flamengo chamado publicamente de “gordo” pelo vice-presidente de futebol, Kleber Leite. A vingança do apoiador demorou, mas veio em grande estilo nesta quarta-feira. Ele foi o principal jogador da vitória por 2 a 1 do Palmeiras, no Maracanã, contra um desorientado time rubro-negro. O resultado faz o time paulista dormir na vice-liderança do Campeonato Brasileiro.

Zanzando de um lado para o outro à beira do campo e ouvindo xingamentos de parte da torcida, o técnico Cuca volta a conviver com a pressão que o abandonou nos últimos quatro jogos.

Se o horizonte do treinador do Fla é sombrio e atribulado, Jorginho ganha ainda mais tranquilidade e prestígio no Palmeiras. Ele assumiu interinamente após a saída de Vanderlei Luxemburgo e coleciona três vitórias e um empate em quatro jogos.

Com o resultado, o Alviverde paulista pula para a segunda posição, com 22 pontos. Mas nesta quinta pode ser ultrapassado pelo Atlético-MG, que recebe o São Paulo. O próximo jogo da equipe será contra o Santo André, sábado, no Palestra Itália.

O Flamengo almejava somar nove pontos na sequência de três jogos que terá no Rio de Janeiro. Começou mal. O resultado deixa a equipe na oitava colocação, estacionada nos 15 pontos. No próximo domingo o adversário, também no Maracanã, será o Botafogo.

Palmeiras brinca no Maracanã

Ao contrário do que se esperava, o gramado não estava dos piores. O esforço pós-show de Roberto Carlos conseguiu nivelá-lo, apesar de o campo parecer “fatiado”. Por causa da camisa de Marcos, semelhante à dos demais jogadores, a partida começou com quase dez minutos de atraso.

Quando a bola rolou, o Palmeiras foi o primeiro a ameaçar. Aos três minutos, Danilo cabeceou sobre o gol de Bruno. Apesar de mal posicionado defensivamente, o Flamengo esboçou tramar boas jogadas, sobretudo com Emerson. Porém, em todo o primeiro tempo o time foi incapaz de dar qualquer chute a gol.



Everton, aos 20, fez ótima jogada pela ponta esquerda e cruzou. Adriano não alcançou, e a defesa afastou provisoriamente.

A fragilidade do sistema defensivo do Flamengo foi posta à prova aos 23. Willians recuou muito mal a bola para Welinton. O zagueiro foi pressionado por Ortigoza e sofreu falta. Leandro Vuaden ignorou, e Diego Souza aproveitou para chutar de perna direita no canto direito de Bruno: 1 a 0.

O gol irritou a torcida. E sobrou para Welinton. A cada toque na bola o defensor foi vaiado. Os pedidos de “raça” também se intensificaram. Enquanto isso, dentro de campo, a desorganização tática prosseguiu. Kleberson cometeu erros grosseiros e Angelim quase fez gol contra, aos 30. O Palmeiras colocou os visitantes na roda. Diego Souza sobrava na turma e obrigou Bruno a fazer boa defesa, aos 37. Dois minutos depois, Ortigoza chutou para fora da entrada da área.

Se já estava fácil, Kleberson facilitou para os visitantes. Aos 43 minutos, ele perdeu uma bola no meio-campo, e no fim da jogada Cleiton Xavier passou para Ortigoza fazer o segundo.

O time rubro-negro deixou o campo sob vaias, e o goleiro Bruno pediu uma mudança de atitude.

- Senão acontecerá uma tragédia – afirmou o capitão.

Adriano desconta. E só

O primeiro chute do Flamengo no jogo aconteceu aos três minutos do segundo tempo. Everton fez ótima jogada individual, mas na frente de Marcos bateu fraco e facilitou a defesa.

Jogando em contragolpes, o time paulista era soberano no jogo. Mas aos 27, Danilo puxou Adriano na área. O Imperador bateu o pênalti rasteiro, no canto esquerdo, e diminuiu. É o sexto dele em oito jogos desde que voltou ao Flamengo.

O gol animou a torcida, mas a arbitragem de Leandro Vuaden irritou os jogadores e dificultou a reação. Aos 39, Maxi cruzou da direita, Zé Roberto cabeceou e Marcos fez a defesa.

Àquela altura, o Palmeiras já havia abdicado do ataque. Adriano dividiu no alto com Marcos, aos 42, mas Maxi não conseguiu aproveitar. E o Verdão, com todos os méritos, saiu do Maracanã com a vitória.



Ficha técnica:
FLAMENGO 1 x 2 PALMEIRAS
FLAMENGO
Bruno, Everton Silva (Fierro), Welinton, Ronaldo Angelim e Everton; Willians, Léo Moura (Maxi), Kleberson e Zé Roberto (Camacho); Emerson e Adriano.
Técnico: Cuca.
PALMEIRAS
Marcos, Wendel, Maurício Ramos, Danilo e Armero; Pierre, Edmílson (Sandro Silva), Cleiton Xavier e Deyvid Sacconi (Fabinho Capixaba); Diego Souza e Ortigoza (Marcão)
Técnico: Jorginho.
Gols: Diego Souza, aos 24 minutos, Ortigoza, aos 43 do primeiro tempo; Adriano, aos 26 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Welinton, Willians, Zé Roberto, Everton e Ronaldo Angelim (Flamengo); Pierre, Danilo (Palmeiras)
Estádio: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). Data: 15/07/2009.
Árbitro: Leandro Vuaden (Fifa-RS).
Auxiliares: Altemir Hausmann (Fifa-RS) e Alessandro de Mattos (Fifa-BA).
Público: 22.861 pagantes. Renda: R$ 411.567,00


INTERNACIONAL 4X2 FLUMINENSE
Barrado, Taison entra no segundo tempo, decide, e Inter despacha o Fluminense



No duelo da equipe que sonhava com um novo tempo após mudar o treinador contra a que lutava desesperadamente pela vitória para não ter que tomar a mesma atitude, melhor para o Internacional de Tite, que despachou o Fluminense de Vinícius Eutrópio, por 4 a 2, no Beira-Rio, nesta quarta-feira, pela 11ª rodada do Brasileirão, e voltou à liderança da competição.

Barrado, Taison entrou no segundo tempo para marcar duas vezes e garantir o triunfo dos gaúchos, que dependem do resultado de Atlético-MG e São Paulo, que se enfrentam nesta quinta-feira, para seguirem no primeiro lugar. Sorondo e Andrezinho, pelo Colorado, e Ruy e Conca, do lado tricolor, marcaram os outros gols da partida.

Com o resultado, o Inter chegou ao primeiro lugar com 23 pontos, dois a mais que o Galo. Já os cariocas, com 10, estão na vice-lanterna, em 19º. Na próxima rodada, o Fluminense recebe o Goiás, no Maracanã, sábado, às 18h30m, enquanto o Colorado tem Gre-Nal pela frente, domingo, às 16h, no Olímpico.

Expulsões, golaço e vantagem do Inter



A obrigatoriedade de vencer para aliviar o clima tenso que marcou o início de semana no Beira-Rio e nas Laranjeiras fez com que as duas equipes se mandassem para o ataque desde o início. Logo aos dois minutos, o argentino Guiñazu fez boa tabela com Nilmar e foi desarmado por Luiz Alberto na entrada da área. No minuto seguinte foi a vez do “hermano” do Flu levar perigo ao rival: Conca arriscou de longe e assustou Lauro.

A mudança de Tite para o 3-5-2 deu certo e, com o meio-campo povoado, o Internacional tinha maior posse de bola, mas esbarrava na falta de criatividade dos meias, que não conseguiam passar pela bem postada defesa tricolor. Sendo assim, a primeira boa oportunidade foi do Fluminense, quando Luiz Alberto saltou livre após cobrança de escanteio, aos nove, e cabeceou para fora.

Se a ansiedade atrapalhava a criação das jogadas, a bola parada parecia ser a melhor opção ofensiva. E foi assim que o Colorado abriu o placar. Aos 15, Guiñazu foi derrubado por Ruy na intermediária. Andrezinho cobrou a falta na cabeça de Magrão, que desviou para trás e encontrou Sorondo na pequena área. Sem marcação, o zagueiro uruguaio escorou para o fundo das redes: 1 a 0 Inter.



A desvantagem abalou o Fluminense, que, se já não tinha maior posse de bola, passou também a dar espaços no setor defensivo. Aos 25, Alecsandro recebeu de Andrezinho na entrada da área, limpou a jogada e chutou rasteiro para a defesa de Ricardo Berna.

Quatro minutos depois a impaciência das equipes com a bola nos pés se transformou em agressão. Após disputa de bola no meio-campo, Fred e Magrão trocaram socos e empurrões. A atitude não foi perdoada pelo árbitro Evandro Rogério Roman, que expulsou os dois. Foi o segundo cartão vermelho consecutivo do atacante tricolor, que ainda será julgado nesta quinta-feira pela punição no jogo contra o Corinthians, há duas rodadas.

Se havia alguma dúvida sobre o time que sofreria mais com a expulsão dupla, ela foi respondida aos 30. Em ataque veloz do Internacional, Nilmar serviu Andrezinho na intermediária. O meia percebeu Ricardo Berna adiantado e, com um toque de categoria, encobriu o goleiro tricolor para fazer o segundo gol dos gaúchos.



E o placar não se transformou em goleada aos 34 por pouco. Danilo Silva puxou contra-ataque e deixou a bola com Andrezinho, que encontrou Nilmar por trás da zaga. O camisa 9 emendou de primeira, mas parou em Berna. Foi a senha para o Fluminense abrir mão de qualquer tipo de precaução e se mandar para o ataque.

Como Conca e Ruy não resolviam a questão no meio-campo, a solução foi apelar para as jogadas individuais. A alternativa deu certo e os cariocas pressionaram o adversário no campo de defesa. Aos 35, Diguinho chutou de fora da área e assustou Lauro. Dois minutos depois foi a vez de Wellington Monteiro fazer fila e concluir para fora.

No embalo dos companheiros, Mariano também tentou resolver sozinho e, aos 39, bateu de canhota por cima do gol. Aos 41, o lateral-direito apoiou o ataque novamente, serviu Diguinho e viu o volante concluir para o Flu pela quarta vez em seis minutos e pela quarta vez sem direção. Foi o último lance da primeira etapa.

Flu empata, mas Taison decide



Na volta para o segundo tempo, Tite desfez o esquema com três zagueiros, trocou Álvaro por Glaydson, e deu espaços para o Fluminense atacar. Se a primeira boa chance da segunda etapa foi do Inter, aos cinco, em boa cabeçada de Nilmar para a defesa de Berna, era o Tricolor que mostrava maior apetite ofensivo.

Aos nove, Conca cobrou falta pela esquerda e João Paulo tocou de cabeça com perigo. Sobrava espaço, mas faltava criatividade para os cariocas. Tanto que a equipe só concluiu novamente aos 18, com Leandro Amaral, que desperdiçou duas boas chances em cobrança de falta e no rebote. O lance, por sinal, foi o último do atacante, que deu lugar a Kieza e saiu esbravejando contra o técnico Vinícius Eutrópio.

Inoperante no ataque, o Internacional ao menos se segurava na defesa. Mas esse panorama durou somente até os 27 minutos do segundo tempo. Foi quando João Paulo levantou na área, Lauro saiu mal do gol e deixou a bola nos pés de Ruy. O camisa 10 do Flu dominou e tocou com estilo por cima do goleiro para diminuir.



Sem perder o embalo, o Flu seguiu pressionando e conquistou o empate dois minutos depois. Mais uma vez bem no ataque, o jovem João Paulo cruzou na medida para o baixinho Conca, no segundo pau, testar firme e igualar o marcador: 2 a 2.

O empate abalou o Inter e animou o Flu, que marcou forte a saída de bola e teve duas boas oportunidades para virar com Marquinho, aos 30 e aos 31. Primeiro, o meia fez jogada individual e chutou sem direção. Na sequência do lance, Lauro cobrou tiro de meta nos pés do tricolor, que mais uma vez errou o alvo.

“Morto” em campo, o Colorado renasceu junto com sua maior revelação na temporada: Taison. Barrado por Alecsandro, o jovem substituiu o próprio companheiro para decidir a partida. Aos 34, ele recebeu na intermediária, conduziu a bola, acertou um belo chute no canto direito de Berna e decretou o retorno do Colorado à liderança, pelo menos até o duelo do Atlético-MG com o São Paulo, nesta quinta, e a permanência do Flu na zona de rebaixamento.

Glaydson, pelo segundo cartão amarelo, e Diguinho, após falta dura em Nilmar, ainda tiveram tempo para receberem o cartão vermelho antes de Marcelo Cordeiro tabelar com Nilmar, aos 45, e tocar para Taison, sozinho na pequena área, empurrar para o fundo das redes. Foi ato final antes do último apito de Evandro Rogério Roman.


Ficha técnica:
INTERNACIONAL 4 x 2 FLUMINENSE
INTERNACIONAL
Lauro, Índio, Sorondo e Álvaro (Glaydson); Danilo Silva, Magrão, Guiñazu, Andrezinho e Marcelo Cordeiro; Nilmar e Alecsandro (Taison).
Técnico: Tite.
FLUMINENSE
Ricardo Berna, Mariano (Marquinho), Cássio, Luiz Alberto e João Paulo; Wellington Monteiro (Maicon), Diguinho, Ruy e Conca; Leandro Amaral (Kieza) e Fred.
Técnico: Vinícius Eutrópio.
Gols: Sorondo, aos 15, e Andrezinho aos 30 minutos do primeiro tempo. Ruy, aos 27, Conca, aos 29, e Taison, aos 34 e aos 45 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Álvaro, Índio e Glaydson (Internacional) Leandro Amaral (Fluminense).
Cartões vermelho: Magrão e Glaydson (Internacional) Fred e Diguinho (Fluminense)
Estádio: Beira-Rio, em Porto Alegre. Data: 15/07/2009.
Árbitro: Evandro Rogério Roman (Fifa/PR).
Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa/PR) e Carlos Augusto Nogueira Júnior (SP).

Taça Libertadores:Finalíssima

CRUZEIRO (BRA) 1X2 ESTUDIANTES (ARG)
Cruzeiro perde para o Estudiantes de virada e vê o fim do sonho do tri



A campanha invejável do Cruzeiro na Taça Libertadores terminou em tristeza. Após vencer nove dos 13 jogos a caminho da finalíssima, o time foi derrotado de virada por 2 a 1 pelo Estudiantes nesta quarta-feira, diante de 65 mil torcedores no Mineirão. E viu ir por água abaixo o sonho do tricampeonato. Henrique abriu o placar, mas Fernández e Boselli garantiram o tetracampeonato aos argentinos.

O time mineiro, que arrancara um empate por 0 a 0 em La Plata, foi dominado pela tensão na maior parte do jogo e caiu diante de um adversário que se mostrou organizado no sistema defensivo e que soube explorar falhas de marcação.

Os cruzeirenses, assim, não conseguiram acabar com uma sina recente do futebol brasileiro, derrotado nas últimas seis vezes em que encontrou um time estrangeiro na final. A sequência começou com o Palmeiras, que perdeu para o Boca Juniors em 2000. Depois, fracassaram o São Caetano (contra o Olimpia em 2002), o Santos e o Grêmio (ambos contra o Boca, em 2003 e 2007) e o Fluminense (contra a LDU, no ano passado).

Campeão em 1976 e 1997, o Cruzeiro já havia sido derrotado na decisão de 1977 pelo Boca. O time agora terá de recuperar o ânimo e se concentrar no Campeonato Brasileiro, em que ocupa a parte de baixo da tabela de classificação.

Já o tetracampeão Estudiantes, que havia levado o caneco em 1968, 1969 e 1970, representará a América do Sul no Mundial de Clubes, a ser disputado de 9 a 19 de dezembro nos Emirados Árabes. O seu principal concorrente será o Barcelona.

Cruzeirenses demonstram nervosismo

O primeiro tempo apresentou um Cruzeiro muito nervoso e fugindo de suas características, de toque de bola e movimentação constante dos jogadores do sistema ofensivo. Nos primeiros minutos, cada lado parecia querer se impor fisicamente. Verón aproveitou a primeira oportunidade e deixou o braço no rosto de Ramires, revidando o lance de La Plata. O meia cruzeirense, pouco tempo depois, acertou um leve bico na canela de Fernández dentro da área.

A primeira boa chance veio aos 18 minutos, quando Ramires ganhou uma dividida erguendo o pé, mas errou o passe para Wellington Paulista, livre na área. O Estudiantes, fechado na defesa, dava pouco espaço. E o Cruzeiro contribuía para o sucesso da retranca ao não avançar seus laterais e insistir em bolas longas.

Durante alguns minutos, na metade do primeiro tempo, os cruzeirenses até deram a impressão de que conseguiriam se impor. Foram três boas jogadas. Pelo meio, Wagner deu passe para Wellington Paulista, mas Andújar saiu a tempo. Pela direita, Jonathan recebeu passe de Marquinhos Paraná e cruzou para fraca cabeçada de Ramires. E, pela esquerda, Kléber fez boa jogada e quase encontrou Wagner na pequena área.

Estudiantes assusta em contra-ataques

O problema é que foi justamente nesse momento do jogo que o Estudiantes encaixou contra-ataques perigosos. Não fossem uma furada de Boselli e desarmes providenciais de Wagner e Gérson Magrão, o Cruzeiro teria ido para o vestiário em desvantagem no placar.

Nos 15 minutos finais da primeira etapa, o panorama voltou a ser como no início: nervoso e com entradas duras. Houve até um início de desentendimento geral, depois que Verón mostrou não ter esquecido a cotovelada na Argentina e empurrou Ramires.

- O jogo está pegado. Nosso time não está colocando a bola no chão, parece muito nervoso - afirmou Kléber, na saída para o intervalo, criticando também o árbitro Carlos Chandía. - Esse juiz é um dos mais fracos que eu já vi.

No segundo tempo, dois gols em 12 minutos

Na volta para o segundo tempo, o técnico Adilson Batista comentou que seu time precisava tocar mais a bola, invertendo jogadas com mais rapidez, mas ao mesmo tempo se preocupar com a movimentação do adversário nos contra-ataques.

Logo aos seis minutos, a torcida no Mineirão explodiu de alegria. E graças a uma jogada que o Cruzeiro não havia explorado até então: em uma conclusão de longe. Henrique se deslocou, recebeu passe de Marquinhos Paraná e chutou. A bola desviou em Desábato e fugiu do alcance de Andújar: 1 a 0.

Os cruzeirenses ensaiaram um estilo de jogo de maior paciência, tocando a bola na intermediária de um lado para o outro. Mas a vantagem no placar durou apenas seis minutos. Num descuido da defesa, Cellay recebeu passe pela direita e cruzou à meia altura. Jonathan não alcançou, Fábio saiu em falso, e Fernández - dentro da pequena área - completou para a rede, empatando a partida.

Mineiros se perdem novamente



O gol devolveu o nervosismo ao Cruzeiro e fez cair o desempenho de alguns de seus jogadores. Ramires, que já não havia feito um bom primeiro tempo em sua despedida do clube, desapareceu de vez. Wagner, que sentiu uma lesão no tornozelo no início da partida, já não conseguia ajudar na articulação de jogadas e foi substituído por Athirson.



Aproveitando falhas na marcação, o Estudiantes passou a chegar com alguma facilidade à intermediária no ataque. Aos 23 minutos, Boselli recebeu passe, girou e chutou para defesa tranquila de Fábio. Quatro minutos depois, o atacante levou a melhor sobre o goleirão do Cruzeiro. Subiu sozinho na área, após cobrança de escanteio de Verón, e cabeceou no canto: 2 a 1. Com o gol, Boselli chegou a oito e terminou como artilheiro isolado da Libertadores.

O Cruzeiro ainda tentou pressionar o adversário e quase chegou ao empate por três vezes a partir dos 40 minutos. Na primeira, Thiago Ribeiro aproveitou o rebote em uma cobrança de escanteio e soltou uma bomba, acertando o travessão. Depois, livre na área, o mesmo atacante chutou por cima do gol. A chance derradeira veio nos pés de Thiago Heleno, que também pegou mal na bola. E a festa ficou mesmo com os argentinos.


Ficha técnica:
CRUZEIRO 1 x 2 ESTUDIANTES
CRUZEIRO
Fábio, Jonathan, Leonardo Silva, Thiago Heleno e Gerson Magrão; Henrique, Marquinhos Paraná, Ramires e Wagner (Athirson); Kléber e Wellington Paulista (Thiago Ribeiro).
Técnico: Adilson Batista.
ESTUDIANTES
Andújar, Cellay, Desábato, Schiavi e Germán Ré; Braña (Sánchez), Verón, Enzo Pérez e Benítez (Juan Manuel Díaz); Gastón Fernández (Calderón) e Boselli.
Técnico: Alejandro Sabella.
Gols: Henrique, aos seis, Fernández, aos 12, e Boselli, aos 27 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Kléber (Cruzeiro); Verón, Braña, Cellay, Sánchez (Estudiantes).
Estádio: Mineirão, em Belo Horizonte (MG) Data: 15/07/2009.
Árbitro: Carlos Chandía (CHI).
Auxiliares: Patrício Basualto (CHI) e Francisco Mondría (CHI).

terça-feira, 14 de julho de 2009

11 Rodada:Série B

PONTE PRETA 3X0 CAMPINENSE
Com direito a golaço, Ponte arrasa o Campinense e entra no G-4



Jogando em casa, a Ponte Preta se impôs e goleou, por 3 a 0, o Campinense na 11ª rodada da Série B do Brasileirão. Com o resultado, a equipe paulista subiu para a terceira posição, com 20 pontos conquistados. Já o time paraibano caiu para o último lugar, com seis pontos, e segura a lanterna da competição.

Na próxima rodada, o Campinense recebe o Bahia, no sábado, às 16h10m. No mesmo dia e horário a Ponte Preta encara o Bragantino.

O jogo

A Ponte começou a partida a todo vapor. Logo aos 10m, Lins recebeu na área e abriu o marcador. A torcida ainda teve que esperar um pouco até ver o segundo gol. Mas a espera valeu a pena. Aos 45, Danilo Neco deu um lençol no primeiro adversário, driblou o segundo e tirou o goleiro antes de mandar a bola para o fundo da rede.

O segundo tempo começou como o primeiro, com a Ponte atacando e fazendo um gol aos 10m. Dessa vez, foi Gadelha que recebeu livre e só empurrou a bola para marcar. Com o resultado amplamente favorável, a Macaca diminuiu o ritmo e esperou o apito final para comemorar.


JUVENTUDE 2X0 FIGUEIRENSE
Com dois gols de pênalti, Juventude bate o Figueira em casa e respira na Série B



Na estreia do técnico Ivo Wortmann, o Juventude fez bonito diante da sua torcida e conseguiu somar três pontos importantíssimos para fugir da zona de rebaixamento. Dominando praticamente todo o jogo, a equipe gaúcha aproveitou duas cobranças de pênalti, convertidas por Mendes e Marcos Denner, para conquistar a vitória sobre o Figueirense: 2 a 0 no placar do Alfredo Jaconi. O Ju está agora com 11 pontos, na 16ª colocação, enquanto o Figueira segue com 17, no oitavo lugar.

Às 21h da próxima sexta-feira, o Alvinegro recebe o recebe o Vila Nova, em jogo válido pela 12ª rodada. No sábado, o Juventude enfrenta o América-RN, às 21h, em Natal.

Juventude sufoca o Figueira e larga na frente

O Ju dominou todo o primeiro tempo, com as melhores chances passando pelos pés de Zezinho e Marcos Denner. Aos 13 minutos, o meia invadiu a área driblando, mas chutou fraco para a defesa de Wilson. Um minuto depois, o goleiro do Figueira segurou firme uma nova tentativa do camisa 10, desta vez de fora da área.

Aos 26, Ivo cruzou para Marcos Denner, que foi derrubado por Carlinhos no segundo poste. O árbitro assinalou o pênalti, e Mendes mandou para o fundo das redes sem chances de defesa. Este foi o 12º gol do jogador no ano, o que o tornou o artilheiro do clube na temporada.

Marcos Denner quase ampliou o placar dois minutos depois, mas a zaga conseguiu cortar em cima da hora. Aos 44, nova boa chance do atacante, que cabeceou para defesa de Wilson.

As únicas boas chances do Figueirense surgiram em cobranças de falta: aos 36, com Schwenk, e aos 45, com Rafael Coelho, da intermediária.

Segundo tempo pega fogo com mais pênaltis e expulsão

O Figueirense voltou com a marcação mais adiantada, e logo conseguiu um bom ataque. Aos 3 minutos, Egídio roubou a bola no meio e encontrou Schwenk livre. O atacante chutou forte, mas o goleiro Juninho conseguiu fazer a defesa.

Assim como na primeira etapa, Zezinho foi o principal articulador das jogadas do Ju e a maior vítima das faltas dos rivais. Em uma das disputas de bola, a torcida pediu pênalti, mas o árbitro Rodrigo Cintra nada marcou.

Sem o gol, Roberto Fernandes colocou Clodoaldo no lugar de Carlinho. Com três atacantes, a equipe catarinense acabou ficando ainda mais exposta ao ataque dos donos da casa. Aos 11 minutos, Mendes recebeu na cara do gol, mas se atrapalhou e não conseguiu mandar para o fundo das redes.

A insistência de Zezinho rendeu frutos. Aos 16, o garoto foi puxado pela camisa por Paulinho, e o juiz assinalou nova penalidade. Marcos Denner cobrou com categoria e deixou sua marca na estreia.

Por pouco a comemoração não foi estragada. No lance seguinte, Xavier derrubou Clodoaldo na área e recebeu o cartão amarelo. O atacante alvinegro cobrou do lado direito, e outro estreante brilhou: o goleiro Juninho caiu seguro, fez a defesa e manteve o placar.

Ainda no calor dos acontecimentos, Zezinho foi punido por ter simulado uma falta. Como já tinha recebido um amarelo na primeira etapa, o menino acabou expulso.

Com um a mais, o Figueira cresceu em campo e passou a pressionar. Mesmo assim, os atacantes não conseguiram furar o bloqueio da defesa. As melhores oportunidades foram com Clodoaldo. Com 31 minutos, o atacante pegou uma sobra na cara do gol, mas Juninho brilhou e evitou a comemoração. No minuto seguinte, o jogador tentou de cabeça, e a bola saiu pelo lado do gol por muito pouco.

Nos últimos minutos, um bombardeio do Alvinegro: aos 35, Schwenk testou por cima do gol; aos 37, Anderson Pico fez ótima jogada, mas ninguém empurrou para o fundo das redes; aos 41, o mesmo jogador chutou de longe com força, mas a bola subiu demais. Rafael Coelho também teve sua chance mas, mesmo após se livrar da marcação, mandou para fora.

Após a blitz, no lance derradeiro, o Juventude não ampliou por muito pouco. Luiz Felipe cruzou na cabeça de Gustavo, e a bola tirou tinta do gol de Wilson. Fim de jogo e muita comemoração no Anfredo Jaconi.


PARANÁ 2X0 IPATINGA
Paraná vence o Ipatinga, mas continua na temida zona do rebaixamento



O Paraná conquistou um importante resultado na noite desta terça-feira, em Curitiba. O time venceu o Ipatinga por 2 a 0 e chegou aos 11 pontos na tabela de classificação. Porém, o resultado não tirou a equipe da 17ª colocação e da zona do rebaixamento. O Juventude passou pelo Figueirense por 2 a 0 e está na frente apenas pelo saldo de gols. A equipe mineira permaneceu com 15 pontos e está na 11ª posição. O próximo jogo do Tricolor paranaense será contra o Guarani, sábado, às 16h10, em Campinas. Já a equipe mineira recebe o Brasiliense um dia antes, às 21h.

O Paraná começou assustando o Ipatinga. Logo aos dois minutos, Murilo cruzou pela direita, Marcelo Cruz soltou na pequena área, mas a zaga conseguiu tirar a bola. O Tricolor paranaense sabia que precisava do resultado e continuou melhor. Quatro minutos depois a torcida vibrou. Gabriel cobrou falta com muita força, a bola desviou na barreira e enganou o goleiro que ficou sem reação no lance.

Confira a classificação da Série B do Campeonato Brasileiro

O Ipatinga não se encontrava em campo só chegou ao ataque aos 15. Marcelo aproveitou um cruzamento pela direita e cabeceou, mas a bola passou por cima do gol sem perigo para Nei. O Paraná continuava dominando o jogo.

Aos 17, David recebeu um passe da direita e bateu de primeira, Marcelo Cruz defendeu e, no rebote, Fabinho completou para o fundo das redes.

A melhor chance do Ipatinga dói aos 37. Amilton recebeu lançamento, entrou sozinho, mas o goleiro Nei conseguiu fazer uma grande defesa e salvar o Paraná.

O Ipatinga voltou melhor para o segundo tempo, mas não conseguiu concluir as jogadas com muito perigo. Os mineiros atacavam mais e o Paraná buscava os contra-ataques para “matar” o jogo. Aos 15 minutos, Amilton invade a área se marcação e toca na saída do goleiro Ney, à esquerda, muito perto do gol. O Paraná conseguiu segurar o placar e ainda foi beneficiado com a expulsão de Max Carrasco aos 43 minutos.


BRASILIENSE 0X1 CEARÁ
Ceará vence o Brasiliense fora de casa



Na abertura da 11ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, que tem todos os seus dez jogos na noite desta terça-feira, o Brasiliense tropeçou em casa, no estádio Boca do Jacaré, em taguatinga, ao ser superado por 1 a 0 pelo Ceará, gol de Geraldo aos 31 minutos do segundo tempo.

Com o resultado, a equipe alvinegra chegou aos 16 pontos e deu um salto na tabela, indo da 12ª para a nona colocação. Já o time candango, caiu para sexto lugar, com 19 pontos, e deixou o G-4.

As duas equipes voltam a campo na próxima sexta-feira, às 21h, no início da 12ª rodada. O Ceará recebe a Portuguesa no estádio Castelão, enquanto o Brasiliense vai a Minas Gerais enfrentar o Ipatinga no Ipatingão.


VILA NOVA 0X2 VASCO
Mesmo com um a menos, Vasco derrota o Vila Nova por 2 a 0 em Goiânia



O Vasco parece ter reencontrado o seu rumo na Série B. Conseguiu sua segunda vitória consecutiva ao bater o Vila Nova por 2 a 0 em Goiânia, nesta terça-feira, mesmo atuando quase a partida inteira com um jogador a menos. O atacante Robinho foi expulso aos sete minutos.

O time carioca está na quinta colocação e soma 20 pontos, assim como Ponte Preta e Atlético-GO, que estão dentro do G-4 por terem uma vitória a mais (seis contra cinco). Já o adversário aproxima-se da zona de rebaixamento, em 15º lugar, com 12 pontos.

Os gols no Serra Dourada foram marcados por Fágner, que voltou a jogar bem mas sentiu uma lesão, e Elton. Mais uma vez, a defesa teve uma atuação segura. Nas poucas vezes em que falhou, brilhou a estrela do goleiro Fernando Prass, com duas defesas difíceis. O time não levou gol em nove dos 11 jogos na competição e está invicto há oito, incluindo um contra o Corinthians pela Copa do Brasil.

As duas equipes voltam a entrar em campo na sexta-feira, às 21h. O Vasco recebe o ABC em São Januário, na estreia da nova camisa, e o Vila encara o Figueirense fora de casa, no Orlando Scarpelli.

Expulsão logo no começo

Robinho, que havia se destacado na vitória sobre a Ponte Preta, cometeu dois erros nos sete minutos em que esteve em campo. Primeiro, ao não passar a bola para Elton, que estava livre num contra-ataque. Depois, ao cair na provocação de Osmar.

Os dois se embolaram e caíram fora de campo, na lateral. O jogador do Vila Nova pôs a mão no rosto do vascaíno, que revidou com uma tentativa de cotovelada. Recebeu o cartão vermelho do árbitro Salvio Spínola e deixou o Vasco com um a menos, com 83 minutos de jogo pela frente. Esta foi a quinta expulsão da equipe em 11 rodadas da Série B.

MEMÓRIA E.C.: qual jogo do Vasco você jamais vai esquecer?


O time goiano, que já tomara a iniciativa da partida, continuou com mais posse de bola, explorando as jogadas pelas pontas. O Vasco, no entanto, voltou a demonstrar firmeza na defesa e não foi ameaçado. O problema era na saída para o ataque. A bola quase não parava no meio-campo, e os jogadores abusavam de chutões para frente, sem sucesso.

Fágner abre o placar

Aos 24 minutos, Elton fez boa jogada individual pela esquerda, mas teve seu passe interceptado por Cocito. O lance não levou tanto perigo ao gol de Juninho, mas foi um divisor de águas para o Vasco no primeiro tempo. A partir dele, o time passou a tocar a bola no campo de ataque, até chegar ao gol de Fágner.



O lance se originou de uma falta duríssima de Cocito em Elton - não seria exagero se o árbitro mostrasse o segundo vermelho do jogo. Fágner cobrou a falta, pela lateral esquerda, diretamente para o gol. A bola encobriu o goleiro do Vila Nova e morreu no ângulo: 1 a 0, aos 28 minutos.

No resto do primeiro tempo, o Vasco voltou a recuar, mas ainda sem levar susto. Fernando Prass fez sua primeira defesa na partida aos 42 minutos, e ainda assim numa cabeçada despretensiosa. Na saída para o intervalo, Fágner admitiu que o seu gol foi sem querer:

- A intenção foi cruzar mesmo - disse o lateral, que marcou seu primeiro gol com a camisa do Vasco.

Fernando Prass, mais uma vez, se destaca

O Vila Nova voltou para o segundo tempo com uma substituição ousada, com Vanderlei no lugar de Cocito. E foi o atacante que protagonizou o primeiro lance de perigo dos 45 minutos finais, numa cabeçada forte que obrigou Fernando Prass a fazer bela defesa, espalmando para escanteio.



O Vasco confiou na sua defesa e se manteve atrás, esperando o adversário e saindo em contra-ataques. A melhor opção era com Fágner, pela direita. Aos 11 minutos, ele deu um drible da vaca num adversário e acertou bom passe para Nilton. O volante dominou mal a bola, deixando-a mais para o goleiro.

Na tentativa de dar mais liberdade a Fágner, Dorival Júnior pôs Paulo Sérgio em campo, para ocupar a lateral direita. Ele entrou no lugar de Alex Teixeira, ao mesmo tempo em que Enrico substituiu Souza.

Aos 22 minutos, veio a jogada fundamental para o resultado da partida. Fernando Prass fez uma defesa espetacular numa cabeçada, após desatenção da defesa vascaína. No rebote, Vanderlei perdeu chance inacreditável, cabeceando no travessão, de cara para o gol.

Elton volta a marcar

No minuto seguinte, o Vasco fez 2 a 0, explorando uma jogada criada com a substituição de Dorival Júnior. Fágner acertou bom lançamento para Paulo Sérgio, que também caprichou no cruzamento. Elton deslocou Juninho com sua cabeçada e marcou seu terceiro gol em duas partidas.

O gol foi uma ducha de água fria nas pretensões do Vila Nova, que continuou explorando as bolas levantadas na área e as cabeçadas de Vanderlei. O Vasco ainda perdeu Fágner, com uma fisgada na coxa esquerda, sendo substituído por Magno. No fim, a defesa se garantiu, completando 291 minutos sem levar gol.

Depois de algumas partidas em que tentou acuar o adversário e encontrou dificuldade para fazer gol, desta vez o Vasco viveu uma situação adversa e se saiu muito bem, dando demonstração de força na Série B. E conseguiu isso sem dois de seus principais jogadores, Carlos Alberto e Ramon, suspensos.



Ficha técnica:
VILA NOVA 0 x 2 VASCO
VILA NOVA
Juninho, Osmar, Leonardo, Thiago Carvalho e Ralph (Dida); Cocito, Otacílio (Vanderlei), Pachola e Rafinha; Rogério (Leandrinho) e William.
Técnico: Vágner Benazzi.
VASCO
Fernando Prass, Fágner (Magno), Vilson, Titi e Ernani; Amaral, Nilton, Souza (Enrico) e Alex Teixeira (Paulo Sérgio); Elton e Robinho.
Técnico: Dorival Júnior.
Gols: Fágner, aos 28 minutos do primeiro tempo, e Elton, aos 23 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Thiago Carvalho, Cocito, Otacílio, Leonardo e Pachola (Vila Nova); Titi (Vasco).
Cartão vermelho: Robinho (Vasco).
Estádio: Serra Dourada. Data: 14/07/2009.
Árbitro: Salvio Spinola (Fifa-SP).
Auxiliares: Hilton Francisco de Melo (SP) e Everson Luis Soares (SP).
Público: 15.941. Renda: R$ 260.315.


DUQUE DE CAXIAS 1X1 GUARANI
Guarani deixa escapar vitória no fim, mas continua com boa vantagem na liderança



Líder isolado da Série B do Campeonato Brasileiro, o Guarani desperdiçou boa chance de ampliar a vantagem no G-4. Na noite desta terça-feira, pela 11ª rodada, o Bugre empatou em 1 a 1 com o Duque de Caixas, no estádio Edson Passos, no Rio de Janeiro.

O time de Campinas estava vencendo até os 44 minutos da etapa final, gol de Nei Paraíba, mas Thiago Santos evitou a derrota da equipe da Baixada Fluminense. Ainda assim, o Alviverde igualou a marca que o Corinthians obteve em 2008 na Segunda Divisão: 11 partidas sem derrota no início da competição.

Com o resultado, o invicto Bugre chegou aos 27 pontos na tabela, enquanto o adversário, que chegou a frequentar a zona de classificação no início do campeonato, mas há cinco jogos não obtém um resultado positivo, soma 14 e está em 13º lugar.

Os dois times voltam a campo no próximo sábado, às 16h10m. O Guarani recebe o Paraná no Brinco de Ouro da Princesa, enquanto o Duque de Caxias vai a São Paulo enfrentar o São Caetano no estádio Anacleto Campanella.


FORTALEZA 3X0 AMÉRICA - RN
Fortaleza bate o América-RN e impede que o rival entre no G-4



O América-RN entrou em campo contra o Fortaleza sabendo que precisava vencer para voltar ao G-4 da Série B do Brasileirão. Mas a equipe potiguar não conseguiu se impor em campo e perdeu por 3 a 0. Com o resultado, o Dragão está na sétima posição, com 20 pontos. Já o Fortaleza foi a 14 pontos e está em 12º lugar.

Na próxima rodada, o Fortaleza vai até Goiânia enfrentar o Atlético-GO, no sábado, às 16h10m. No mesmo dia, o América-RN recebe o Juventude, às 21h.

O jogo

O Fortaleza fez valer desde o início a força de sua torcida, mas só chegou ao gol aos 37m, com Júlio balançando a rede. A equipe ainda pressionou, mas não conseguiu ampliar a vantagem antes da saída para o intervalo.

O segundo tempo voltou com as equipes fazendo um jogo equilibrado. Mas mais uma vez foi o time da casa que conseguiu marcar. Aos 38, Edson acertou uma boa cabeçada e fez o segundo. Dois minutos depois, Marcelo Nicácio deu números finais ao encontro.


BAHIA 1X1 BRAGANTINO
Bahia sai na frente, mas cede o empate ao Bragantino



O Bahia cedeu o empate por 1 a 1 ao Bragantino, na noite desta terça-feira, em partida válida pela 11ª rodada da Série B do Brasileiro. Beto marcou para o time da casa, e Magrão deixou tudo igual. Além de custar uma posição na tabela ao time baiano, o resultado mantém vivo o tabu: desde 1996 o Braga não é derrotado pela equipe de Salvador.

Com 13 pontos, o Bahia foi ultrapassado pelo Fortaleza e caiu para a 14ª colocação do campeonato. O Bragantino, com 15, subiu à décima.

Os times voltam a atuar no sábado. Os baianos visitam o Campinense, enquanto o time de Bragança Paulista recebe a Ponte Preta, ambos às 16h10m.

Um gol em cada etapa

O Esquadrão de Aço abriu o placar aos 14 minutos de jogo. Ávine cobrou lateral para o meio da área, Beto dominou, fez a finta e tocou no canto direito, sem dar chances para Gilvan. A partida foi pobre de oportunidades de gol, mas o Tricolor quase ampliou aos 45, em levantamento na área que quase surpreendeu o goleiro do Braga.

O time da casa voltou pior para a segunda etapa e mal ameaçou os visitantes. O Bragantino se aproveitou da acomodação dos baianos e, aos 6, o time paulista invadia a área tabelando, e Paulinho chutou cruzado, para a defesa de Marcelo.

Aos 36, Léo Jaime cruzou para a área com uma meia-bicicleta, e Magrão empurrou para o gol, mesmo desajeitado, após surpreender a zaga tricolor na corrida.

O Braga quase virou, aos 44, quando Bill ficou de frente para o goleiro Marcelo, mas o camisa 1 do Tricolor de Aço mostrou reflexo e evitou tropeço maior.


PORTUGUESA 2X1 ATLÉTICO - GO
Portuguesa vence o Atlético-GO e fica na vice-liderança do campeonato



A Portuguesa conquistou sua sétima vitória na Série B do Campeonato Brasileiro, nesta noite no Canindé. A equipe passou pelo Atlético-GO por 2 a 1, terminou a rodada com 20 pontos na vice-liderança da competição, seis a menos do que o Guarani. O grande destaque da partida foi o atacante Heverton que marcou os dois gols da Lusa e ainda quase fez outro num belo lance de bicicleta no segundo tempo. Os goianos também estão com a mesma pontuação, mas na 4ª colocação na tabela. O próximo jogo da Portuguesa será contra o Ceará, às 21h, de sexta-feira, fora de casa. Já a equipe do Atlético-GO recebe o Fortaleza, às 16h10m, de sábado.

Apoiado pela torcida, o time da Portuguesa começou melhor. A Lusa dominou os primeiros 15 minutos e quase abriu o placar aos 18. Fellype Gabriel tocou de cabeça para Heverton que bateu forte para a grande defesa do goleiro Márcio. Aos 23 minutos, Heverton abriu o placar. Marco Antônio cruzou, a zaga rebateu e o meia pegou de primeira para fezer um golaço no Canindé. Mesmo com o gol sofrido, o time de Goiânia não se abateu e continuava buscando o gol. Porém, era a Portuguesa que chegava com mais perigo.

Rádio Globo: Ouça os gols da partida com a narração de Gustavo Villani

O melhor lance do Atlético-GO ocorreu aos 45. Chiquinho avançou pela esquerda, driblou o zagueiro e chutou forte. A bola passou muito perto do travessão do goleiro da Lusa assustando a torcida.

Atlético-Go tem gol anulado no início do segundo tempo

O Atlético-GO voltou para o segundo tempo disposto a reverter o resultado e teve um gol anulado aos seis minutos. Brazão pegou o rebote do goleiro e colocou para o fundo das redes, mas o bandeirinha marca impedimento. A Portuguesa respondeu sete minutos depois. Heverton recebeu um cruzamento pela direita e tentou de bicicleta, mas o goleiro Márcio salvou mais uma vez fazendo uma grande defesa.

O atacante era o destaque do time e mostrou mais uma vez oportunismo aos 17. Depois de um cruzamento perfeito de Igor, ele se antecipou aos zagueiros e aumentou para a Portuguesa. O lance agitou a torcida que cobrava mais objetividade do time.

Aos 30, Edno recebeu bom passe de Fellype Gabryel e devolveu para o meia, mas a zaga afastou o perigo. Sete minutos depois o Atlético-GO diminuiu. Marcão aproveitou uma bobeira da zaga e marcou. A Lusa sofreu muito até o apito final. No último lance de jogo, o goleiro Márcio cobrou uma falta, a bola rebateu na barreira e sobrou para Marcão que chutou na trave. No rebote, a zaga da Portuguesa conseguiu afastar o lance e definiu o placar.


ABC 0X4 SÃO CAETANO
São Caetano faz 4 a 0 no ABC, com três gols de Washington, e deixa a lanterna



Depois de oito rodadas de jejum, o São Caetano voltou a vencer na Série B. E em grande estilo. Fez 4 a 0 no ABC nesta terça-feira, jogando fora de casa, e deixou a lanterna. Foi a nove pontos, permanecendo na zona de rebaixamento, na 18ª posição. O adversário tem sete e é o penúltimo colocado.

O destaque do jogo em Natal foi o atacante Washington (ex-Palmeiras e Vitória), que marcou três vezes. Ele abriu o placar aos 37 minutos do primeiro tempo e fez mais dois após o intervalo, aos 13 e aos 40 minutos. Eduardo Ramos, cobrando pênalti, marcou o segundo do Azulão, aos 43 do primeiro tempo. Esta foi a segunda vitória do time de Antônio Carlos na competição.

Na próxima rodada, o ABC encara o Vasco às 21h de sexta-feira, em São Januário, enquanto o São Caetano recebe o Duque de Caxias, no sábado, às 16h10m.

domingo, 12 de julho de 2009

7 Rodada:Série C

Rio Branco-AC e Ituiutaba-MG goleiam em casa e se recuperam na Série C

A rodada deste domingo na Série C foi de recuperação para as equipes que ocupavam a parte de baixo da tabela de classificação em seus grupos. Esses foram os casos de Rio Branco-AC e Ituiutaba-MG, que jogaram em casa e conseguiram os resultados mais expressivos do dia.

Os acreanos golearam o Paysandu por 4 a 0, com três gols de Testinha (Renatinho abriu o placar), e embolaram o Grupo A. Os líderes Águia e Paysandu têm dez pontos em seis jogos, seguidos pelo Rio Branco, que soma nove pontos em cinco partidas.

Confira a classificação e os próximos confrontos da Série C

No Grupo C, os mineiros pegaram um adversário mais fraco, o lanterna Mixto-MT, e saíram de campo com uma vitória mais elástica, por 5 a 0. Os gols de Paulinho Pedalada (dois), Matheus, Lúcio Flávio e Romarinho levaram o time mineiro a oito pontos. Estão na zona de classificação o América-MG (13 pontos) e o Guaratinguetá (nove).

Confira os resultados:
Primeira fase - sétima rodada

Sábado, 11/07
Guaratinguetá 2 x 0 América-MG
Marília 3 x 2 Marcílio Dias

Domingo 12/07
Ituiutaba 5 x 0 Mixto-MT
Salgueiro 1 x 0 ASA
CRB 2 x 1 Confiança
Águia 0 x 2 Luverdense
Criciúma 3 x 2 Brasil de Pelotas
Rio Branco-AC 4 x 0 Paysandu

10 Rodada:Série A

CRUZEIRO 0X3 ATLÉTICO - MG
Atlético-MG derrota reservas do Cruzeiro, dá fim a longo jejum e retoma a liderança



Acabou a agonia. A segunda-feira vai ser mais leve para jogadores e torcedores do Atlético-MG. Depois de ficar dois anos e cinco meses sem derrotar o Cruzeiro e ouvindo todos os tipos de provocação, o time do técnico Celso Roth derrotou o maior rival neste domingo, por 3 a 0, no Mineirão, pela décima rodada do Brasileiro. O incômodo jejum atleticano durava 12 jogos (dez triunfos celestes e dois empates).

E não foi só isso. Com o resultado, o Galo retomou a liderança do Nacional, com 21 pontos, beneficiado pela vitória do Atlético-PR sobre o Internacional, em Curitiba. O time estrelado continua com dez, em 16º.

Por conta da decisão da Libertadores, o técnico Adilson Batista escalou um time reserva e foi obrigado a usar garotos da base e atletas que se recuperaram de lesões recentemente. O Galo tratou de aproveitar a chance de tirar um enorme peso das costas. Júnior, Alessandro e Eder Luis fizeram os gols.

No próximo domingo, a Raposa pega o Corinthians, no Mineirão, pela 12ª rodada. Antes, fará o jogo mais importante da temporada até então. Na quarta-feira, também no Gigante da Pampulha, encara o Estudiantes, da Argentina, no segundo e decisivo jogo da Libertadores. Em La Plata, houve um empate sem gol. O Galo volta a campo na quinta-feira, contra o São Paulo, em Belo Horizonte.

Confira a classificação completa do Campeonato Brasileiro

Cruzeiro 'começa' com dez e não suporta pressão do Galo



Incríveis 12 segundos. Foi o tempo da expulsão do atacante Zé Carlos, do Cruzeiro, no clássico. Ele acertou uma cotovelada no volante Renan, o árbitro Paulo Cesar Oliveira viu, não deixou passar e mostrou cartão vemelho direto. Foi a expulsão mais rápida do futebol brasileiro. O lance aumentou a carga de favorismo do Galo, que entrou em campo com força máxima diante de um mistão da Raposa.

Ao contrário do esperado, a vantagem numérica não foi bem aproveitada inicialmente pela equipe de Celso Roth. Sem criatividade, o meio-campo não conseguia levar perigo ao rival. O atacante Eder Luis bem que tentou se deslocar pelas laterais do campo, mas sempre marcado por Neguete.

Sem sofrer ameaças, o Cruzeiro passou a se arriscar nos contra-ataques. Aos 15, o garoto Diego Renan recebeu de Athirson na ponta esquerda, se livrou da marcação com um belo corte e cruzou na cabeça de Fabinho. O volante desviou bonito, mas a bola saiu caprichosa pela linha de fundo.

Mas logo o Galo voltou a se impor. Aos 21, Tardelli tabelou bonito com Marcos Rocha. O garoto ficou livre para chutar, mas demorou e foi travado por Fabrício. O lance incendiou o duelo, e os atleticanos passaram a investir especialmente com cruzamentos para a área. Como não obteve sucesso pelas laterais, o trio ofensivo de Roth - Júnior, Tardelli e Eder - voltou a trabalhar pelo meio. Numa das tentativas, o primeiro ficou na cara do gol, mas bateu para fora com o pé direito, que não é o bom, aos 26.



Irritado com Marcos Rocha, o técnico alvinegro tirou o lateral-direito da partida, aos 30 minutos, para dar lugar ao atacante Alessandro. Com a mudança, o volante Márcio Araújo foi deslocado para a função. Três minutos depois, a melhor chance do Atlético. Renan acionou na esquerda Thiago Feltri, que dividiu com a zaga. Júnior aproveitou o rebote e, mais uma vez com o pé direito, tentou colocar no cantinho de Andrey. Errou por muito pouco.

A pressão do Galo cresceu e o gol só não saiu por falta de pontaria. Aos 36, foram duas chances seguidas desperdiçadas. Numa delas, Júnior tentou encobrir Andrey depois de uma confusão na área celeste e errou por muito. Ele teria uma nova chance. Aos 40, Eder Luis avançou pela direita, achou Tardelli certinho na área, mas o goleador furou e jogou de zagueiro. Sorte que o pentacampeão estava atento, e livre, para concluir no ângulo do gol cruzeirense com o pé direito: 1 a 0

O lance perturbou o Cruzeiro. Três minutos depois, o Atlético chegou mais uma vez pela ponta. Tardelli cruzou rasteiro da direita, e Fabrício furou feio ao tentar cortar, deixando Alessandro livre para fazer 2 a 0 para o Galo. A dificuldade do Cruzeiro por jogar com dez era evidente, mas não faltou valentia. Aos 46, Thiago Ribeiro cabeceou com perigo após cobrança de escanteio, mas Aranha estava atento. A pressão atleticana demorou, mas deu certo no primeiro tempo.

Atleticanos pedem goleada que por pouco não sai

O Atlético-MG voltou disposto a ampliar o placar e quem sabe tentar devolver o placar de 5 a 0 do primeiro jogo da final do Mineiro, no início do ano. Nas arquibancadas, os atleticanos pediam uma vitória por 6 a 0. Assim como no fim da etapa inicial, o lado direito era o mais explorado pelo Galo. Márcio Araújo, Alessandro e Eder Luis eram os que mais pintavam por lá. Aos 20, Alessandro avançou sem marcação e achou Eder Luis na entrada da área, mas o chute parou em Andrey, muito bem colocado.

Mais preocupada com a decisão da Libertadores, na quarta, a torcida do Cruzeiro passou a cantar e mostrou até certo desinteresse pelo clássico. Em tom de provocação e apoio, gritava "olé" a cada vez que a posse de bola ficava com os jogadores celestes.

O nível da partida caiu muito. Apesar de ter mais posse de bola, o Galo pouco ameaçava e encontrava dificuldade frente à forte marcação celeste. A segunda jogada que levantou a torcida só foi criada aos 30 minutos. Alessandro recebeu cruzamento na área, mas cabeceou na rede pelo lado de fora. Sem o peso do jejum sobre as costas, a torcida atleticana provocou aos gritos de "o freguês voltou!".

O time de Adilson Batista aceitou a derrota e sentiu o desgaste físico por jogar toda a partida com dez em campo. Como não tinha nada com isso, o Galo aproveitou para ampliar no fim. Aos 43, em lançamento para Eder Luis, o goleiro Andrey tirou com o peito, mas a bola sobrou para o atacante. Com calma, ele girou e fez um lindo gol por cobertura, de fora da área. Um golaço para lavar a alma dos atleticanos. Enfim, a tão esperada vingança foi conquistada.


Ficha técnica:
CRUZEIRO 0 x 3 ATLÉTICO-MG
CRUZEIRO
Andrey, Jancarlos, Neguete, Vinícius e Diego Renan; Fabrício (Uchoa), Elicarlos, Fabinho (Anderson) e Athirson; Thiago Ribeiro (Wanderley) e Zé Carlos.
Técnico: Adilson Batista.
ATLÉTICO-MG
Aranha, Marcos Rocha (Alessandro), Werley, Welton Felipe e Thiago Feltri; Jonílson, Renan (Serginho), Márcio Araújo e Júnior (Evandro); Diego Tardelli e Eder Luis.
Técnico: Celso Roth
Gols: Júnior, aos 40, e Alessandro, aos 43 do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Elicarlos, Wanderley e Athirson (Cruzeiro); Marcos Rocha, Márcio Araújo, Renan e Serginho (Atlético-MG).
Cartão vermelho: Zé Carlos (Cruzeiro).
Estádio: Mineirão, Belo Horizonte. Data: 12/07/2009.
Árbitro: Paulo Cesar Oliveira (SP-Fifa).
Auxiliares: Ednilson Corona (SP-Fifa) e Janette Mara Arcanjo (MG).
Público pagante: 22.583
Renda: R$ 424.612,23


GRÊMIO 3X0 CORINTHIANS
Melhor Grêmio do ano detona o Corinthians no Olímpico



O Corinthians viveu o maior pesadelo de sua história quase centenária no Olímpico, onde foi rebaixado para a Segundona em dezembro de 2007. E agora viu o mesmo estádio ser o ponto final em um mundo de sonhos pós-título da Copa do Brasil. O Grêmio jogou muito, mais do que jamais jogou em 2009, e atropelou Ronaldo, Mano Menezes e quem mais tivesse o escudo corintiano na camisa, na tarde deste domingo. A vitória por 3 a 0, incontestável, foi a prova definitiva de que a queda nas semifinais da Libertadores não causou qualquer tipo de trauma no clube gaúcho.

Em ascensão, o Grêmio entrou de vez no Campeonato Brasileiro. E o Corinthians voltou à realidade de uma competição que exige competitividade máxima em cada segundo. Com a vitória, o Tricolor subiu momentaneamente para a sétima colocação, com 15 pontos, acima do próprio Timão, o oitavo, com 14.

Os gaúchos voltam a campo na quarta-feira, fora de casa, contra o Coritiba. No domingo, tem Gre-Nal no Olímpico. Os paulistas recebem o Sport na quinta.

Um substituto incomoda muita gente. Três incomodam muito mais...

O Grêmio foi a campo sem três titulares: Réver, lesionado, Herrera, suspenso, e Maxi López, gripado. Por uma dessas maluquices do futebol, cada um dos substitutos fez um gol no primeiro tempo. Começou com Alex Mineiro, passou por Jonas e terminou em Rafael Marques. Mas eles não foram necessariamente os destaques do jogo.

É que Tcheco jogou demais. Foi o destaque que sua camisa 10 exige. O meia teve papel fundamental em um dos principais méritos do time gremista na etapa inicial, a capacidade de incomodar a saída dos qualificados volantes do Corinthians. Cristian e Elias, acossados também por Jonas e Souza, não conseguiram levar o time de Mano Menezes ao ataque. E Tcheco ainda criou. Criou muito.

Criou o primeiro gol, por exemplo. Pela esquerda, o capitão tricolor acionou Fábio Santos na esquerda. O cruzamento foi no pé de Alex Mineiro. No momento em que o atacante encostou na bola, ele sabia que era obrigado a fazer o gol. O jejum era longo, desde 1º de março. Mas acabou naquele momento. Felipe nada pôde fazer. O Grêmio estava na frente.

Tcheco também criou o segundo gol: de novo pela esquerda, de novo em jogada direcionada à ponta, mas desta vez para Adílson. O cruzamento do volante resultou em cabeceio certeiro, forte, preciso de Jonas (que também teve atuação fora do comum). Estava encaminhada, com um belo gol, a vitória azul.

O Corinthians, enquanto sofria atrás, pouco criava na frente. Douglas esteve sumido, prejudicado pela prisão dos volantes na marcação gaúcha. Como consequência, Ronaldo foi pouco acionado. Quando tocou na bola, o Fenômeno esteve perto de fazer estragos. Ele dominou uma bola pela direita, na entrada da área, e engatilhou um chute que provavelmente entraria. Mas o Grêmio contou com um anjo da guarda que apareceu para fazer a falta na hora certa. Era Tcheco, que levou um cartão amarelo a ser comemorado como se fosse gol.

A tentativa de reação dos alvinegros foi prejudicada pela expulsão de Jean. O jogador fez falta, reclamou com o árbitro e foi para a rua. Eram 29 minutos do primeiro tempo. Aos 37, o Grêmio ampliou. Souza, pela direita, mandou na área para Rafael Marques, que só teve o trabalho de encerrar a jogada: 3 a 0, banho de bola gremista e festa no Olímpico. A torcida até começou a gritar “olé”.

Controlado, Corinthians não reage

O Corinthians não teve muito a fazer no segundo tempo. Mano Menezes se viu obrigado a colocar Renato no lugar de Jorge Henrique para reorganizar a defesa. O ataque, com menos gente, continuou frágil. Ronaldo e Dentinho não conseguiram superar a marcação.

O Grêmio esteve mais perto de fazer o quarto gol do que de levar o primeiro. Jonas, aos oito, cabeceou com perigo. Perea, aos 29, recebeu livre na direita, mas foi abafado pelo goleiro Felipe. Tcheco seguiu mandando na zona de articulação. Faltou o melhor encaixe no último passe para o placar ficar mais elástico.

Com o jogo morno, o time gaúcho controlou o adversário e os ponteiros do relógio. Assim, sem dificuldades, o melhor Grêmio do ano consolidou uma vitória que já era quase certa desde o primeiro tempo e deixou para o Corinthians o aviso de que a Tríplice Coroa só será possível com muito futebol.



Ficha técnica:
GRÊMIO 3 x 0 CORINTHIANS
GRÊMIO
Victor, William Thiego, Léo, Rafael Marques e Fábio Santos; Túlio (Makelele), Adilson, Tcheco e Souza (Maylson); Jonas (Pera) e Alex Mineiro.
Técnico: Paulo Autuori.
CORINTHIANS
Felipe, Alessandro (Diogo), Jean, Diego e André Santos; Cristian, Elias e Douglas; Jorge Henrique, Dentinho e Ronaldo.
Técnico: Mano Menezes.
Gols: Alex Mineiro, aos 16, e Jonas, aos 22, e Rafael Marques, aos 37 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: William Thiego, Tcheco, Rafael Marques, Léo, Souza, Perea (Grêmio); Ronaldo, Jean, Alessandro, Dentinho (Corinthians).
Cartão vermelho: Jean (Corinthians).
Público: 33.688 presentes
Renda: R$ 654.577,00
Estádio: Olímpico. Data: 12/07/2009. Árbitro: Francisco Carlos Nascimento (AL). Auxiliares: Carlos Jorge Titara da Rocha (AL) e Pedro Jorge Santos de Araújo (AL).


SÃO PAULO 2X2 FLAMENGO
Na volta do Imperador ao Morumbi, São Paulo reage e empata com o Flamengo

Em um jogo emocionante, o Imperador voltou ao Morumbi um ano após defender o São Paulo. E marcou, mas não comemorou. O anfitrião, sem apresentar um bom futebol e com um a menos, conseguiu pelo menos assegurar o empate por 2 a 2 com o Flamengo, na tarde deste domingo, pelo Brasileiro.

Com o resultado, o dono da casa está com 11 pontos, em 12º lugar provisoriamente, afastando-se da zona de rebaixamento. O Flamengo acabou a partida em sétimo, com 15 pontos. Na próxima rodada, o Tricolor encara o Atlético-MG fora de casa, na quinta-feira. Um dia antes, o time carioca recebe o Palmeiras no Maracanã.

Denis erra, Imperador não comemora, e Tricolor perde um expulso

O São Paulo entrou em campo com novidades: três zagueiros, para fazer uma forte marcação em Adriano, e sem Washington, sacado para a entrada de Hugo. Jean também ganhou a posição no meio, na vaga de Eduardo Costa, e Arouca foi improvisado na lateral direita, que antes era de Zé Luis. No Flamengo, o Imperador era a referência na frente. E desde o primeiro segundo de bola rolando, o atacante mostrou que queria jogo ao se apresentar muito e cadenciar as jogadas.

Apesar de apostar na defesa, o Tricolor não contava com a infelicidade de Denis. Em uma reposição de bola, o goleiro chutou errado e carimbou Fierro que, na frente da área, ajeitou e levantou a bola até o gol, marcando o primeiro gol da partida: 1 a 0 para o Flamengo, aos três minutos.

O visitante era mais eficiente na criação das jogadas e, também com três zagueiros, impedia a chegada do São Paulo. Aos nove minutos, Adriano perdeu um gol feito. Sozinho e de frente para Denis, o atacante chutou, mas o goleiro fez a defesa.

Se o Tricolor tinha dificuldades de chegar ao ataque do adversário, precisou contar com o talento de Marlos e com a falha da defesa. O meia recebeu o passe de Miranda perto da área e cruzou para Borges, que chutou de primeira, sem chances para Bruno, aos 18: 1 a 1.

O dono da casa nem teve muito tempo de curtir o gol de empate. Aos 20, Adriano invadiu a área e, na disputa com Renato Silva, caiu. O árbitro entendeu que houve a penalidade e apontou para a marca. O Imperador bateu no canto esquerdo de Denis e aumentou para o Flamengo, aos 21. Mas, apesar de ter sido vaiado pelos são-paulinos, não comemorou o gol por respeito ao período recente em que defendeu a camisa do time paulista, no primeiro semestre de 2008.

Borges apareceu novamente para criar uma chance para o São Paulo. Ele sofreu uma falta de Wellinton perto da área. Hernanes bateu para fora, passando perto do ângulo esquerdo de Bruno. O São Paulo tentava trabalhar mais a bola e valorizar o passe, já que estava complicado penetrar na defesa rubro-negra. Aos 36, Marlos tentou um chute de longe e Bruno precisou fazer a ponte para defender.

Dois minutos depois, o clima ficou um pouco mais quente. Everton Silva recebeu um amarelo por jogada violenta e, na sequência, Adriano deixou o corpo, levantando Jean Rolt do chão. Também recebeu o cartão. Bruno não gostou do rigor do juiz e foi reclamar. Amarelou para ele.

Apesar da chuva de amarelos para o Flamengo, quem perdeu um jogador foi o São Paulo. Aos 43, Renato Silva cometeu uma falta em cima de Zé Roberto. Como já tinha o cartão, recebeu o segundo e foi expulso. A defesa tricolor que já tinha dificuldades, agora estava desfalcada. O visitante foi para o intervalo com a vantagem no placar.

Tricolor reage de pênalti

No segundo tempo, o São Paulo voltou mais animado, mas não conseguiu levar muito perigo ao gol de Bruno. O Flamengo, fechado, tinha chances nos contra-ataques. Ricardo Gomes, vendo que o time sentia a ausência de um jogador, mudou a equipe. Colocou Jorge Wagner e Eduardo Costa, tirando Hernanes e Hugo. Com uma defesa novamente forte, o anfitrião tinha Marlos agora mais adiantado para ajudar Borges. E Miranda aparecia como elemento surpresa.

Jorge Wagner entrou e já bateu uma falta na entrada da área. Preferiu rolar para Junior Cesar, que soltou a bomba, mas não encontrou o gol de Bruno. A sorte do São Paulo começou a mudar aos 18 minutos. Willians empurrou Miranda em um pedacinho da grande área e o árbitro apontou o pênalti. Não adiantou a reclamação dos rubro-negros. Jorge Wagner cobrou aos 20 e empatou a partida: 2 a 2.

O Flamengo resolveu colocar pressão para voltar a ficar em vantagem. E fez uma blitz na área tricolor, mas não teve sucesso. O São Paulo resolveu aposta em um grandalhão também: tirou Borges e colocou Washington em campo. No primeiro lance, em uma disputa de bola, o atacante escorregou, e já ouviu algumas reclamações da torcida.

Everton recebeu um cartão por tocar a bola com o braço e mostrou certa irritação com Junior Cesar. Logo foi sacado por Cuca para a entrada de Petkovic. Aos 44, quase que o Flamengo faz o gol da vitória. Erick Flores tentou alcançar na pequena área, mas Denis pulou na bola para defender e afastar o perigo. Tentando dar o troco, Marlos cruzou e Jean soltou a bomba, mas a bola foi para fora. Aos 47, polêmica: Everton Silva derrubou Washington na área e o juiz não anotou o pênalti. A torcida do São Paulo reclamou muito, mas o jogo terminou mesmo empatado.


Ficha técnica:
SÃO PAULO 2 x 2 FLAMENGO
SÃO PAULO
Denis, Jean Rolt, Renato Silva e Miranda; Arouca, Jean, Hernanes (Jorge Wagner), Marlos e Junior Cesar; Hugo (Eduardo Costa) e Borges.
Técnico: Ricardo Gomes.
FLAMENGO
Bruno, Wellinton (Erick Flores), Ronaldo Angelim e Fabrício; Leo Moura, Willians, Fierro (Jorbison), Everton (Petkovic) e Everton Silva; Zé Roberto e Adriano.
Técnico: Cuca.
Gols: Fierro, aos três minutos, Borges, aos 18 minutos e Adriano, aos 21 minutos do primeiro tempo. Jorge Wagner, aos 20 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Renato Silva, Jorge Wagner (São Paulo); Fierro, Wellinton, Everton Silva, Adriano, Bruno, Leo Moura, Everton, Fabrício (Flamengo).
Cartão vermelho: Renato Silva (SP), aos 43 minutos do primeiro tempo.
Estádio: Morumbi, em São Paulo. Data: 12/07/2009.
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG).
Auxiliares: Erich Bandeira (PE) e Carlos Berkenbrock (Fifa-SC)
Público e renda: 21.648 pagantes e R$ 507.690,00


ATLÉTICO - PR 3X2 INTERNACIONAL
Atlético-PR vence, sai da zona de rebaixamento e tira a liderança do Inter



De virada, o Atlético-PR venceu por 3 a 2 o Internacional neste domingo, na Arena da Baixada, pela décima rodada do Campeonato Brasileiro, e deixou a zona de rebaixamento. Já o time gaúcho perdeu a liderança da competição para o Atlético-MG, que venceu o Cruzeiro no clássico mineiro. Nilmar abriu o placar. Mas Marcinho, duas vezes, e Wesley garantiram os três pontos para o Furacão, que jogou sem o principal atacante: Rafael Moura, que cumpriu suspensão. Alecsandro ainda conseguiu diminuir para o time gaúcho no fimda partida.

Com o resultado, o Atlético-PR pulou de 18º para o 13º lugar, com 11 pontos. Já o Internacional segue com 20 pontos e agora está em segundo, um atrás do Atlético-MG.

Apesar da boa posição no Campeonato Brasileiro, o Internacional vive um momento difícil, deixando técnico Tite ameaçado. O time gaúcho perdeu duas finais consecutivas em um intervalo de uma semana – Copa do Brasil e Recopa. E agora foi derrotado pelo Furacão.

Na próxima rodada, o Atlético-PR joga fora de casa contra o Santo André, às 21h. Já o Internacional vai encarar o Fluminense, no Beira-Rio, às 21h50m. Os dois jogos serão na quarta-feira.

Nilmar faz o primeiro do Inter

O jogo começou equilibrado, com muita correria no meio-campo. No entanto, em um lance de sorte, o Internacional conseguiu marcar o primeiro gol, aos nove minutos. Nilmar recebeu sozinho no ataque contra três marcadores e arriscou o chute de longe. A bola desviou no zagueiro Rhodolfo e deixou o goleiro Vinícius sem reação. Ela entrou no canto esquerdo enquanto o camisa 1 paranaense se dirigia para o lado direito. Foi o quarto gol de Nilmar no Campeonato Brasileiro.

O jogo, então, passou a ter muitos erros de passe. As chances eram raras. O Atlético-PR, apesar de ter mais a posse de bola, não conseguia chegar com perigo. A história só começou a mudar após os 28 minutos. Foi quando Paulo Baier roubou uma bola de Guiñazu e tocou para Marcinho, que devolveu de calcanhar enganando a marcação. E o meia arriscou de fora da área. Mas a bola foi sem muita força e o goleiro Lauro defendeu sem dificuldades.

O empate veio aos 31 minutos. Wallyson fez ótima jogada pela direita e cruzou para Marcinho, que se antecipou a Sorondo e tocou de primeira para o gol, sem chance para o goleiro Lauro, que não teve tempo nem de pular na bola. Tudo igual: 1 a 1.

A partida melhorou e ganhou mais velocidade. Nilmar quase fez o segundo do Internacional. Ele recebeu de Taison na área e chutou cruzado. Mas o goleiro Vinícius fez ótima defesa e evitou o gol. A resposta do Furacão veio em seguida. De canhota, Márcio Azevedo chutou da entrada da área e a bola passou muito perto da trave direita de Lauro. E o primeiro tempo terminou no momento em que a partida pegava fogo.

Marcinho marca o segundo de pênalti e vira a partida

As duas equipes voltaram para o segundo tempo sem alterações. O Atlético-PR conseguiu a virada aos 13 minutos, em um lance infantil de Bolívar. Ele empurrou o atacante Wallyson na área. Pênalti bem marcado pelo árbitro Sandro Meira Ricci. Na cobrança, Marcinho deslocou o goleiro Lauro e fez o segundo gol na partida.

Com a vantagem, o Atlético-PR passou a controlar mais a partida. O Internacional até tentava pressionar, mas faltava qualidade no meio-campo. Atletas importantes da equipe colorada passam por má fase. Dois deles não encararam o Furacão: Kléber foi liberado para resolver assuntos particulares, e D'Alessandro ficou fora para fazer trabalhos de recondicionamento físico.

Taison não fazia uma boa partida, e Nilmar ficava isolado no ataque.

Tite tentou mudar o panorama, ao arriscar e colocar Alecsandro em campo. O atacante até teve uma chance de empatar, mas cabeceou para fora após cruzamento de Nilmar. Mas aí o Atlético-PR matou a partida.

Aos 26 minutos, Wesley recebeu na área e conseguiu girar rápido. O chute foi forte, no canto direito do goleiro Lauro. A bola ainda bateu na trave antes de entrar. Era o terceiro gol do time paranaense. Nos minutos finais, o Internacional ainda conseguiu diminuir. Em cruzamento para a área, Danilo Silva ajeitou de cabeça, e Alecsandro apareceu para completar para o gol. Mas já era tarde. Vitória paranaense por 3 a 2.



Ficha técnica:
ATLÉTICO-PR 3 x 2 INTERNACIONAL
ATLÉTICO-PR
Vinícius; Raul (Nei), Rhodolfo, Rafael Santos e Márcio Azevedo; Chico, Valencia, Paulo Baier (Rafael Miranda) e Marcinho; Wesley e Wallyson (Patrick).
Técnico: Waldemar Lemos.
INTERNACIONAL
Lauro; Bolívar (Danilo), Índio, Sorondo e Marcelo Cordeiro; Glaydson (Giuliano), Guiñazu, Magrão e Andrezinho; Taison (Alecsandro)e Nilmar
Técnico: Tite.
Gols: Nilmar aos nove minutos; Marcinho aos 31 minutos do primeiro tempo; Marcinho aos 13 minutos e Wesley aos 26 minutos; Alecsandro aos 43 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Raul, Nei (Atlético-PR); Sorondo, Índio, Bolívar, Danilo Silva, Giuliano (Internacional)
Estádio: Arena da Baixada, em Curitiba.Data: 12/07/2009.
Árbitro: Sandro Meira Ricci
Auxiliares: Ênio Ferreira de Carvalho (DF) e Fábio Gonçalves Araújo (DF).


SPORT 1X0 GOIÁS
Sport vence o Goiás na Ilha do Retiro e deixa a zona de rebaixamento



O Sport venceu o Goiás por 1 a 0 neste domingo, na Ilha do Retiro, no Recife, pela décima rodada do Campeonato Brasileiro, e saiu da zona de rebaixamento. O gol foi marcado por Fabiano, de pênalti, no primeiro tempo.

Com o resultado, o Sport subiu para o 12º lugar, com 11 pontos. Já o Goiás segue com 14 pontos, agora na nona posição na classificação.

Na próxima rodada, o Goiás enfrenta o Avaí, na quarta-feira, em casa. Já o Sport encara o Corinthians, na quinta-feira, em São Paulo.

A vitória manteve a invencibilidade do time pernambucano na Ilha do Retiro em cima do rival. A última vitória do Goiás no estádio foi em 1995. De lá para cá, o Sport venceu as cinco partidas.

De pênalti, Sport sai na frente no primeiro tempo

O Goiás começou melhor a partida. Logo aos três minutos, Vitor entrou na área e soltou a bomba. A bola explodiu no travessão de Magrão e por pouco não entrou. Logo depois, o atacante Felipe avançou e arriscou de fora da área. O goleiro se esticou todo para espalmar a bola, que foi rasteira no canto esquerdo, para escanteio. O Sport respondeu com um chute perigoso de Fabiano para fora após uma bola mal rebatida pela defesa do Goiás.

Aos 15 minutos, o árbitro Leandro Pedro Vuaden apontou pênalti a favor do time pernambucano após a cobrança de um escanteio. A marcação foi confusa, e os jogadores demoraram a entender o que estava acontecendo. Por isso, houve muita reclamação do time goiano. A partida ficou interrompida por dois minutos. No lance, o zagueiro Rafael Tolói dividiu uma bola pelo alto com Roger e tocou a mão na bola. O auxiliar Altemir Hausmann viu e avisou o árbitro da penalidade. Os jogadores do Goiás alegavam falta no lance. Após a confusão, Fabiano cobrou bem, no canto direito de Harley, e abriu o placar para o Sport.

O gol animou o time pernambucano, que passou a pressionar em busca do segundo. Mas falhava ao tentar entrar na área do Goiás, sempre tocando a bola. Aos 27 minutos, Felipe arrancou em velocidade e chutou cruzado. A bola bateu na rede, mas pelo lado de fora.

Depois dos 30 minutos, o jogo ficou mais feio e truncado. Era uma falta atrás da outra. E pouca bola rolando. O fim do primeiro tempo veio em boa hora.

Emerson Leão arma retranca

Para o segundo tempo, o técnico Emerson Leão resolveu tirar o atacante Ciro e colocar Vandinho no Sport. Aos três minutos, o time pernambucano teve uma ótima chance para ampliar. Guto arrancou bem pela esquerda e entrou na área. Mas foi travado na hora do chute por Ernando.

Mas a partir daí o Goiás melhorou e passou a levar perigo. Felipe era quem dava mais trabalho. O atacante arriscou dois chutes, mas foram para fora. Bruno Meneghel entrou no lugar de Iarley e deu mais velocidade ao time. O atacante bateu cruzado com perigo ao gol de Magrão.

Aos 26 minutos, sentindo que o Goiás estava perto do empate, Emerson Leão resolveu trocar o atacante Guto pelo volante Andrade. A equipe, então, ficou com apenas um homem de frente. A mudança deu resultado. O time goiano até tinha mais a posse de bola, mas não conseguia concluir contra o gol de Magrão.

O atacante Felipe, aos 34 minutos, perdeu a última boa chance do Goiás na partida. O chute cruzado foi para fora. No fim da partida, o técnico Hélio dos Anjos reclamou bastante da arbitragem e chamou de frouxo o auxiliar Altemir Hausmann, que ajudou o árbitro na marcação do pênalti.


Ficha técnica:
SPORT 1 x 0 GOIÁS
SPORT
Magrão; Élder Granja, Igor, César Lucena e Durval; Dutra, Dudé, Sandro Goiano e Fabiano (Luciano Henrique); Ciro (Vandinho) e Guto (Andrade).
Técnico: Emerson Leão.
GOIÁS
Harley; Ernando, Rafael Tolói, Leandro Euzébio e Vitor; Amaral, Ramalho, Felipe Menezes (Zé Carlos) e Júlio César (Jael); Felipe e Iarley (Bruno Meneghel).
Técnico: Hélio dos Anjos.
Gol: Fabiano aos 17 minutos do primeiro tempo;
Cartões amarelos: César Lucena, Magrão (Sport); Rafael Tolói, Vitor (Goiás).
Estádio: Ilha do Retiro, no Recife (PE).Data: 12/07/2009.
Público: 16.645 pagantes
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS/FIFA)
Auxiliares: Altemir Hausmann (RS/FIFA) e Alessandro Rocha de Matos (BA/FIFA).


VITÓRIA 6X2 SANTOS
Imbatível em casa, Vitória atropela o Santos e se firma no G-4



O Vitória provou mais uma vez que não está entre os melhores do Campeonato Brasileiro por acaso. Neste domingo, no Barradão, a equipe baiana goleou o Santos por 6 a 2 e chegou a 19 pontos na competição (terceiro lugar). Com uma atuação lamentável da sua defesa, o Peixe segue com 13 pontos (11º colocado). O Rubro-Negro segue com impressionante 100% de aproveitamento dentro de casa.

Os gols da equipe baiana foram marcados por Roger (dois), Willian, Victor Ramos, Leandro Domingues e Jackson. Kléber Pereira e Paulo Henrique Lima descontaram.

Na próxima rodada, quarta-feira, o Santos encara o Barueri na Vila Belmiro. Na quinta, o Vitória enfrenta o Náutico no Recife.

Zaga do Santos olha, e Vitória aproveita bem



Foi um primeiro tempo para os santistas esquecerem e os jogadores do Vitória tomarem como exemplo para o restante do campeonato. A primeira lambança da zaga paulista aconteceu logo aos três minutos. Douglas furou na reposição e a bola sobrou para Roger, que, de perna esquerda, chutou fraquinho. A bola foi no contrapé do goleiro e, mansamente, morreu no fundo da rede: 1 a 0. Dois minutos depois, quase o segundo. Domingos escorregou e bola ficou com Roger, mas o atacante se enrolou no domínio e não conseguiu finalizar antes de ser desarmado.

Não demorou para o Vitória ampliar. Aos 15, Roger foi lançado e a zaga parou para pedir impedimento. O atacante invadiu a área e chutou de esquerda, mas Douglas defendeu. A bola sobrou novamente para o jogador do time baiano, que só empurrou para o fundo do gol: 2 a 0. Aos 22, Victor Ramos, livre na linha da pequena área, mandou de cabeça e Douglas fez grande defesa. Encurralado, o Santos não tardou a levar outro gol. Um minuto depois, Leandro tocou para Willian, que, sozinho, só chutou na saída do goleiro: 3 a 0.

Tinha mais. Com facilidade para chegar ao ataque, o Vitória fez o 4 a 0 aos 27 minutos. Da direita, Leandro Domingues cruzou para Victor Ramos, que se antecipou a Fabão e desviou para a rede. A primeira boa trama de ataque do Peixe só aconteceu aos 32 minutos. Madson foi lançado na esquerda, e, de dentro da área, chutou cruzado. A bola foi para fora.

A equipe da Vila conseguiu diminuir o prejuízo aos 46, em um pênalti de Victor Ramos em Pará. Kléber Pereira cobrou com categoria e fez.



Peixe tenta reagir, mas a zaga não deixa....


Atrás no placar, o Santos voltou do vestiário tentando adotar uma postura mais ofensiva, mesmo que de forma tímida. Aos três minutos, Kléber Pereira mandou de cabeça após cruzamento da esquerda e Viáfara fez boa defesa. O Vitória, tranquilo com a vantagem construída no primeiro tempo, ficou mais atrás e apostou na velocidade dos seus homens de frente.

Em um rápido contra-ataque, aos 14 minutos, Apodi foi lançado pela direita e chutou forte. Douglas fez boa defesa. Mas quem balançou a rede foi o Santos, em uma cochilada da zaga adversária. Aos 16, Madson cobrou falta na área e Paulo Henrique Lima, sozinho, desviou para o fundo do gol: 4 a 2. Com ânimo renovado, o Peixe fez outra boa jogada aos 19. Molina arrancou e chutou cruzado, Kléber Pereira chegou atrasado e não conseguiu o desvio.

A tentativa de reação santista foi logo freada. Aos 26, Domingos fez pênalti em Wallace, e Leandro Domingues cobrou bem para fazer o 5 a 2. Aos 33, o golpe de misericórdia do Vitória. Roger se livrou de Domingos com facilidade e cruzou para o baixinho Jackson, que antecipou em cima de Fabão e desviou para o gol: 6 a 2.



Fim de jogo no Barradão aos gritos de "olé" da torcida baiana.


Ficha técnica:
VITÓRIA 6 x 2 SANTOS
VITÓRIA
Viáfara, Wallace, Victor Ramos e Anderson Martins; Apodi; Uelliton (Carlos Alberto), Magal, Leandro Domingues (Elkeson) e Leandro; Wilian (Jackson) e Roger.
Técnico: Paulo C. Carpegiani.
SANTOS
Douglas, Wagner Diniz (Luizinho), Fabão, Domingos e Pará; Roberto Brum (Molina), Paulo Henrique, Rodrigo Souto e Paulo Henrique Lima; Madson (Róbson) e Kléber Pereira.
Técnico: Vagner Mancini.
Gols: Roger, aos três e 15 minutos, Willian, aos 23, Victor Ramos, aos 27, e Kléber Pereira, aos 46 minutos do primeiro tempo; Paulo Henrique Lima, aos 16, Leandro Domingues, aos 26, e Jackson, aos 33 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Molina, Kléber Pereira, Domingos e Paulo Henrique Lima, Pará (SAN); Victor Ramos, Willian, Apodi, Wallace (VIT).
Estádio: Barradão. Data: 12/07/2009.
Árbitro: Luís Antônio Silva dos Santos.
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés e Jorge Luís Campos Roxo.


FLUMINENSE 0X1 SANTO ANDRÉ
Fluminense perde em casa para o Santo André e entra na zona de rebaixamento



Um mês sem vitórias - um total de quatro partidas sem sair de campo com os três pontos - e o pior ataque do Campeonato Brasileiro. Para piorar, O Fluminense entrou em campo, no complemento da décima rodada, ocupando um lugar na zona de rebaixamento. A torcida, parecendo prever o pior, compareceu em número reduzido ao Engenhão, estádio do Botafogo, companheiro do Tricolor na parte de baixo da tabela. Menos de cinco mil pessoas pagaram ingresso para assistir, na noite deste domingo, ao Tricolor ser derrotado por 1 a 0 pelo Santo André, consciente e mais bem organizado em campo, com um gol contra de Wellington Monteiro. No fim, número suficiente de torcedores para fazer forte protesto contra o técnico Carlos Alberto Parreira, o principal alvo da ira dos tricolores presentes.

Com o resultado, o Tricolor passou a figurar entre os quatro piores times da competição. Com dez pontos, está em 18º lugar. Já o time paulista, com 14 pontos, subiu da 14ª para a décima colocação. As duas equipes voltam a campo na próxima quarta-feira. O Fluminense vai a Porto Alegre, onde enfrenta o vice-líder Internacional, às 21h50m, no Beira-Rio. Já o Santo André recebe o Atlético-PR no estádio Bruno José Daniel, no ABC, às 21h.

Logo aos três minutos, o Fluminense começou a viver seu drama. Em jogada pela direita, Antônio Flávio cruzou para a área buscando Nunes, e Wellington Monteiro acabou marcando contra ao tentar cortar - o árbitro Antônio Carlos de Oliveira confirmou o gol para o volante do Flu. Assistir à equipe paulista abrir o placar no início da partida deixou os tricolores impacientes, que passaram a vaiar Edcarlos e Wellington Monteiro a cada de toque de um dois na bola.

Alheios aos protestos vindos da aquibancada, os jogadores tentavam impor pressão. Diguinho e Leandro Amaral concluíram para fora aos sete e nove minutos, respectivamente. Bem armado, o Santo André se fechou ainda mais à espera de chances de sair em contra-ataques. Em um deles, aos 19, Elvis mandou longe do gol. O Tricolor tinha mais posse de bola, no entanto, errava muitos passes e facilitava a vida do adversário, que criou as melhores oportunidades.

O jogo era morno, mas o time do ABC poderia ter ampliado em três oportunidades. Aos 31, Gustavo Nery lançou na área para Elvis, que encobriu Ricardo Berna. Edcarlos salvou em cima de linha. Quatro minutos depois, Marcelinho Carioca cobrou falta com efeito, e goleiro espalmou. O camisa 1 teve trabalho novamente aos 38, e em mais um lance de bola parada do meia. Aos anfitriões restou rondar a área do Santo André, mas sem perigo.

Parreira muda, mas não escapa das vaias da torcida

Já na base do desespero, o Fluminense voltou para a etapa final com Marquinho no lugar de Wellington Monteiro, tentando tornar a equipe mais ofensiva. Os mandantes realmente partiram para o abafa, mas foi dos visitantes o primeiro lance de perigo. Aos três, falta frontal ao gol tricolor, mas Marcelinho Carioca cobrou no meio do gol, facilitando a defesa de Ricardo Berna. A resposta veio em dose tripla, sempre pelos pés de Conca. Na primeira, o meia argentino levantou na área, Fernando desviou, e Neneca segurou. Na sequência, bola para Luiz Alberto, que não venceu a marcação de Elvis. Em seguida, o camisa 10 cobrou falta na cabeça de Edcarlos, mas o goleiro do Santo André voltou a aparecer bem.

Tudo com menos de dez minutos de bola rolando, e Carlos Alberto Parreira, que virara alvo da torcida na faixa "Fora, Parreira" estendida na arquibancada, resolveu mexer novamente. Marquinho foi deslocado para a lateral esquerda, e João Carlos saiu para a entrada de Tartá. O Tricolor continuava pressionando, mas os visitantes é que assustavam. Aos 20, Elvis aproveitou rebote da zaga e mandou a bomba. Ricardo Berna fez ótima defesa. No minuto seguinte, Antônio Flávio aproveitou cruzamento de Marcelinho Carioca, subiu mais do que a zaga
carioca e cabeceou com perigo, à esquerda.

Aos 26, Leandro Amaral cabeceou para ótima defesa de Neneca, que espalmou a escanteio - foi o último lance do atacante na partida, dando lugar a Maicon. A substituição foi apenas mais um motivo para os torcedores pedirem a saída de Parreira, com gritos e xingamentos. Aos 28, Conca chutou rente à trave esquerda. Recuado, o time do ABC passou por uma verdadeira blitz nos minutos finais, e o seu goleiro surgiu como herói. Aos 38, ele fez excelente defesa em cobrança de falta de Conca. No minuto seguinte, foi seguro ao defender conclusão de Edcarlos. Sem nenhuma organização e ainda mais desesperado, o Fluminense terminou a partida como começou: na zona de rebaixamento.



FLUMINENSE 0 x 1 SANTO ANDRÉ
FLUMINENSE
Ricardo Berna, Ruy, Luiz Alberto, Edcarlos e João Paulo (Tartá); Wellington Monteiro (Marquinho), Carlos Eduardo, Diguinho e Conca; Leandro Amaral (Maicon) e Alan
Técnico: Carlos Alberto Parreira
SANTO ANDRÉ
Neneca, Cicinho (Dionísio), Cesinha, Marcel e Gustavo Nery; Fernando, Ricardo Conceição, Marcelinho Carioca (Rodrigo Fabri) e Elvis (Pablo Escobar); Antônio Flávio e Nunes
Técnico: Sérgio Guedes
Gols: Wellington Monteiro (contra), aos três minutos do primeiro tempo
Cartões amarelos: Marquinho, Tartá, Conca e Edcarlos (Fluminense); Marcelinho Carioca e Cesinha (Santo André)
Estádio: Engenhão, no Rio de Janeiro.Data: 12/07/2009.
Árbitro: Wallace Nascimento Valente (ES)
Auxiliares: Antônio Carlos de Oliveira (ES) e José Ricardo Maciel Linhares (ES) Renda: R$ 72.360,50 Público: 4.818 pagantes

2 Rodada:Série D

FRIBUEGUENSE 3X4 MADUREIRA
Em jogo de sete gols, Madureira supera Friburguense na Série D

O confronto das duas equipes do Rio de Janeiro na segunda rodada da Série D do Campeonato Brasileiro foi também o jogo que teve maior número de gols. Em jogo válido pelo Grupo 6, o Madureira derrotou fora de casa o Friburguense por 4 a 3 e assumiu a liderança da chave.
Resultados deste domingo

O time tricolor abriu o placar na casa do Friburguense aos 3 minutos de jogo, em cobrança de pênalti executada por Bruno. Antes do intervalo, o Madureira ampliou a vantagem no Estádio Eduardo Guinle aos 24, com Baiano, e aos 32, com Éberson.

No segundo tempo o time mandante esboçou uma reação com Ziquinha, aos 7 minutos. Entretanto, Baiano colocou o placar em 4 a 1 logo em seguida, aos 9, e praticamente selou o triunfo do Madureira. O Friburguense chegou a descontar aos 27, novamente com Ziquinha, e aos 35, com Hércules, mas não teve forças para alcançar o empate.

O Madureira, invicto em duas rodadas, chegou aos quatro pontos assumiu a primeira colocação do Grupo 6 da quarta divisão ao lado do Tupi, com quem empatou por 0 a 0 na primeira rodada. No sábado, o clube mineiro derrotou o então líder Paulista de Jundiaí por 1 a 0 e terminou a rodada na vice-liderança da chave. O Friburguense, sem pontos, é o lanterna.

Outros confrontos estaduais neste domingo pelo Grupo 7 foram muito diferentes do embate fluminense. No interior paulista, Mirassol e Ituano ficaram no 0 a 0, enquanto Uberaba e Uberlândia empataram por 2 a 2 no duelo do Triângulo Mineiro. Todas as quatro equipes estão com dois pontos na chave.

Já no embate baiano desta segunda rodada, o Fluminense de Feira de Santana derrotou facilmente o Atlético de Alagoinhas por 3 a 0. Com este primeiro triunfo na Série D, os tricolores empataram com os atleticanos com três pontos ganhos no Grupo 5. Os dois clubes da Bahia ficam atrás do líder Macaé, com 100% de aproveitamento depois de superar o Rio Branco, do Espírito Santo, por 1 a 0.

Grupo 2
Tocantins 1 x 4 São Raimundo
Moto Club-MA 2 x 2 Cristal-AP
Grupo 3
Treze-PB 1 x 0 Ferroviário-CE
Alecrim 1 x 0 Flamengo-PI
Grupo 4
Sergipe 0 x 0 CSA
Grupo 5
Fluminense-BA 3 x 0 Atlético-BA
Grupo 6
Friburguense 3 x 4 Madureira
Grupo 7
Uberaba 2 x 2 Uberlândia
Mirassol 0 x 0 Ituano
Grupo 8
CRAC-GO 1 x 3 Anapolina
Grupo 9
Naviraiense 0 x 1 Ypiranga-RS
Chapecoense 2 x 0 Londrina-PR
Grupo 10
Corinthians-PR 2 x 0 Brusque

GP da Alemanha

Brawn prejudica Rubinho, Webber vence, e Massa faz 1º pódio do ano

Um erro na troca de mangueiras de abastecimento custou caro a Rubens Barrichello. O piloto da Brawn GP liderou da primeira à 32ª das 60 voltas, mas teve seu sonho de conquistar a 100ª vitória do Brasil na Fórmula 1 comprometido. Dono da pole position, Mark Webber aproveitou. Depois de ser punido por um toque no carro de Rubinho, na largada, o australiano da RBR se recuperou e venceu o GP da Alemanha, sua primeira vitória em 132 GPs, recorde da categoria. A alegria para o Brasil ficou por conta de Felipe Massa. O piloto da Ferrari chegou em terceiro, atrás do alemão Sebastian Vettel, também da RBR, garantindo seu primeiro pódio do ano. Rubinho foi o sexto e caiu da segunda para a quarta posição no Mundial. Cruzou a linha de chegada logo atrás de seu companheiro de equipe e líder da temporada, o inglês Jenson Button. Atual campeão, o também inglês Lewis Hamilton amargou a 18ª posição.

Era de Rubinho o recorde do piloto que tinha levado mais tempo para vencer a primeira corrida. O brasileiro teve de esperar 124 provas até triunfar pela primeira vez. Neste domingo, tentava quebrar um jejum de cinco anos. A última vez que ele tinha vencido uma corrida fora em 2004, no GP da China. O brasileiro, que tinha prometido dançar ‘moonwalk’ - os famosos passos para trás de Michael Jackson - caso subisse ao pódio, teve de adiar a homenagem. Nelsinho Piquet terminou em 13º.

Webber foi ao topo do pódio, honra que não era dada a um australiano desde 1981. Com a vitória, ele se torna o segundo piloto a superar Button nesta temporada. Apenas Vettel, na China e na Inglaterra, tinha conseguido tal façanha.

Webber força manobra, mas Rubinho rouba a ponta na largada

Os três brasileiros largaram entre os dez primeiros. Timo Glock, punido por atrapalhar Fernando Alonso na véspera, estava em 19, mas largou em 20º, direto dos boxes da Toyota.

Rubinho saiu da primeira fila, atrás de Webber, mas tomou a ponta logo na largada. O australiano forçou uma manobra, chegando a tocar no carro do brasileiro e recebeu punição: teve de passar pelo pit stop. Massa pulou da oitava para a quarta colocação e viu Lewis Hamilton, quinto do grid, sair da pista na primeira curva. Com problemas na suspensão traseira, passou nos boxes.

Barrichello foi para os boxes na 14ª volta, e Webber também, para cumprir a punição. O australiano voltou à pista na liderança, seguido por Massa e Rubinho, mas a perdeu na 19ª, quando foi para o pit stop. A dobradinha brasileira na Alemanha se manteve até a 25º, na parada de Massa.

Adrian Sutil, empolgado com as primeiras colocações, foi para o pit stop e, na volta, tocou em Kimi Raikkonen, quebrando sua asa dianteira.

Erro no abastecimento prejudica Rubinho

3

Massa só conseguiu a sexta colocação no retorno à pista. Rubinho voltou a parar na 32ª volta. A Brawn teve problemas no abastecimento, o piloto ficou 11 segundos nos boxes e perdeu quatro posições. A liderança, naquela altura, estava com Webber.

Rubinho chegou à segunda colocação, mas teve de parar para seu terceiro pit stop, na 50ª volta. Apesar de estar uma posição à frente de Button, foi orientado a parar primeiro. Dessa vez, porém, a Brawn caprichou: 5s8. Mas era tarde. Voltou em quinto, terminou em sexto, e teve de adiar a homenagem a Michael Jackson.

Confira a classificação final da prova:

1 - Mark Webber (AUS/Red Bull)
2 - Sebastian Vettel (ALE/Red Bull) - 9s2
3 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - 15s9
4 - Nico Rosberg (ALE/Williams) - 21s
5 - Jenson Button Brawn-Mercedes - 23s6
6 - Rubens Barrichello (BRA/Brawn- GP) - 24s4
7 - Fernando Alonso (BRA/Renault) - 24s8
8 - Heikki Kovalainen (FIN/McLaren) - 58s6
9 - Timo Glock (ALE/Toyota) - 61s4
10 - Nick Heidfeld (ALE/BMW) - 61s9
11 - Giancarlo Fisichella (ITA/Force India) - 62s3
12 - Kazuki Nakajima (JAP/Williams) - 62s8
13 - Nelsinho Piquet (BRA/Renault) - 68s3
14 - Robert Kubica (POL/BMW) - 69s5
15 - Adrian Sutil (ALE/Force India) - 71s9
16 - Sebastien Buemi (SUI/Toro Rosso) - 90s2
17 - Jarno Trulli (ITA/Toyota) - 90s9
18 - Lewis Hamilton (ING/McLaren) - 1 volta

Não completaram:

Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) - 26 voltas atrás
Sebastien Bourdais (FRA/Toro Rosso) - 42 voltas atrás