quarta-feira, 5 de agosto de 2009

17 Rodada:Série A

CRUZEIRO 0X2 ATLÉTICO - PR
Na reestreia de Antônio Lopes, Atlético-PR bate o Cruzeiro e se afasta do Z-4



Antônio Lopes está de volta ao Atlético-PR e com ele os bons ventos. Na reestreia do técnico, o Furacão derrotou o Cruzeiro, fora de casa, por 2 a 0, pela 17ª rodada do Brasileirão. Marcinho e Gabriel marcaram na segunda vitória seguida do Rubro-Negro. No Mineirão, a partida não foi lá essas coisas. O estilo pegado dos dois times prevaleceu. Prova disso foram as três expulsões do duelo, duas do lado mineiro. Com o resultado, o Furacão deixa a zona de rebaixamento e assume o 14º lugar, com 18 pontos. O Cruzeiro fica em 16º, com 16.

No próximo fim de semana, as duas equipes jogam fora de casa. O Cruzeiro visita o Coritiba, no Paraná, enquanto o Furacão vai ao Rio de Janeiro para enfrentar o Botafogo.

Confira a classificação completa do Brasileirão

Susto, berros, expulsões e pouco futebol



Uma cena pouco comum nesta temporada marcou o início da partida no Mineirão. Aos dois minutos, o goleiro Fábio, destaque do Cruzeiro, falhou feio e deu um susto na torcida celeste. Paulo Baier cobrou falta em diagonal, o camisa 1 bateu roupa, e o zagueiro Rhodolfo, impedido, completou para o gol. Sorte do capitão que a arbitragem anulou o lance corretamente. Apesar do primeiro lance de perigo ser rubro-negro, a Raposa tomou a iniciativa, mas esbarrou numa marcação dura do Furacão. Na reestreia do técnico Antônio Lopes, os gritos que marcaram a carreira do ex-delegado chamaram a atenção. Desde os primeiros minutos, ele não poupou a garganta para orientar os novos comandados.

A superioridade do Cruzeiro aumentou a partir dos 17 minutos. O volante Henrique tabelou bonito com Wellington Paulista na ponta direita, recebeu de volta e foi seguro pelo zagueiro Bruno Costa. O defensor recebeu o segundo cartão amarelo e depois o vermelho. Imediatamente, o técnico Adilson Batista chamou o atacante Soares no banco de reservas. O atacante entrou no lugar do volante Elicarlos que, improvisado na lateral direita, torceu o tornozelo direito e não conseguiu continuar em campo. Antônio Lopes tirou o atacante Wesley e lançou o zagueiro Manoel para recompor a defesa.

O jogo virou uma pressão só. Soares, Wellington Paulista e Kléber no ataque tentavam se alternar pelas laterais para furar a retranca paranaense. E que retranca. Raras foram as vezes que o goleiro Galatto precisou trabalhar. Quem mais chegou perto do gol foi Bernardo, aos 28. Na entrada da área, ele encarou a marcação, achou um espaço e bateu colocado. Susto para o goleiro, mas bola pela linha de fundo. Só dez minutos mais tarde um novo lance de perigo. Aos 38, Marquinhos Paraná, no centésimo jogo dele com a camisa azul, arriscou de longe, sem direção.

Aos 43, Bernardo fez uma falta boba em Rhodolfo dentro da grande área adversária, recebeu o segundo amarelo e foi para a rua. Na saída, os cruzeirenses chamaram o jovem meia de "burro". Décima expulsão em 16 jogos no Brasileiro. Com a igualdade no número de jogadores em campo, o Atlético começou a se lançar um pouco mais ao ataque, mas não havia tempo para nada. O placar em branco se justifica pelo primeiro tempo muito fraco.

Fechadinho, Furacão se dá bem



Na volta do intervalo, os dois treinadores mexeram. Adilson tirou Athirson e lançou o garoto Diego Renan. Ele entrou para jogar na lateral direita, enquanto o volante Henrique foi deslocado para a esquerda. Antônio Lopes trocou um atacante por outro. Wallyson deu lugar a Patrick. Lopes se deu melhor. Aos três, Leonardo Silva deixou Paulo Baier livre na direita para fazer o cruzamento e Marcinho, que já vestiu a camisa do Cruzeiro, entrou livre de marcação para para abrir o placar de carrinho. O estraente zagueiro Gil e Diego Renan apenas olharam.

A pressão celeste, que já havia sido intensa no primeiro tempo, recomeçou. Kléber, sempre muito participativo, tentava de todas as formas levar perigo ao gol adversário e jogar o time para frente. Muito bem marcado, pouco conseguiu. De longe, o garoto Diego Renan tentou, aos oito, mas a pontaria não foi das melhores. Um minuto depois, Wellington Paulista recebeu de Fabrício na área, bateu rápido e rasteiro com o pé esquerdo, mas Galatto estava atento para denfender com as pernas. O camisa 1 apareceria bem novamente aos 13. Fabrício cruzou na segunda trave, Marquinhos Paraná apareceu feito um foguete para bater de primeira, mas o goleiro defendeu de forma espetacular. No rebote, Soares isolou da linha da pequena área.

A rotina de expulsões do Cruzeiro neste Brasileirão continua. Aos 24, Kléber, que reclamava muito das faltas não marcadas sobre ele, recebeu o segundo cartão amarelo depois de cometer uma em Manoel e também foi punido com o vermelho por Sálvio Spinola Fagundes Filho. Décima primeira expulsão da Raposa em 16 jogos do Nacional. Assim como na partida contra Grêmio, o time de Adilson Batista ficou com apenas nove atletas em campo.

Com Rômulo e Soares na frente e sem um articulador de jogadas, ficou muito difícil para o Cruzeiro criar qualquer chance de gol. Com o domínio da partida, o Atlético se preocupou apenas em administrar o placar e aproveitar contra-ataques. Aos 35, Gabriel quase fez um golaço. Ele recebeu na área, tentou encobrir Fábio, mas o goleiro voltou a tempo de mandar para escanteio. A vitória foi sacramentada aos 42. Gabriel recebeu na entrada da área, encarou a marcação e bateu forte para ampliar: 2 a 0. O placar gerou protestos da torcida cruzeirense e deixou Adilson Batista sem ação na lateral do gramado. Para o Furacão, pode ser o início de uma nova fase.


Ficha técnica:
CRUZEIRO 0 x 2 ATLÉTICO - PR
CRUZEIRO
Fábio, Elicarlos, Gil, Leonardo Silva e Athirson (Diego Renan); Fabrício, Marquinhos Paraná, Henrique e Bernardo; Wellington Paulista (Rômulo) e Kléber.
Técnico: Adilson Batista.
ATLÉTICO - PR
Galatto, Nei, Bruno Costa, Rhodolfo e Márcio Azevedo; Rafael Miranda, Valencia, Paulo Baier e Marcinho (Gabriel); Wesley (Manoel) e Wallyson (Patrick).
Técnico: Antônio Lopes.
Gols: Marcinho, aos três, Gabriel, aos 42 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Bernardo e Kléber (Cruzeiro);Bruno Costa, Patrick, Valencia e Galatto (Atlético-PR).
Cartões vermelhos: Bernardo e Kléber (Cruzeiro);Bruno Costa (Atlético-PR).
Estádio: Mineirão, Belo Horizonte. Data: 05/08/2009.
Árbitro: Sálvio Spinola Fagundes Filho.
Auxiliares: Márcio Luiz Augusto (SP) e João Bourgalber Chaves (SP).


SÃO PAULO 3X1 BOTAFOGO
São Paulo vence o Botafogo de virada e torcida avisa: 'O campeão voltou'



O recado foi dado pela torcida na arquibancada: "O campeão voltou". O São Paulo mostrou que está muito vivo na briga por mais um título do Campeonato Brasileiro após vencer por 3 a 1 o Botafogo, de virada, nesta quarta-feira, no Morumbi. Jorge Wagner, Washington e Dagoberto marcaram os gols do Tricolor, que alcançou o quarto triunfo consecutivo na competição.

O Botafogo, que não vence no Morumbi desde 1998, teve interrompida uma sequência invicta no Brasileirão que durava sete partidas e permanece com 19 pontos, em 13º. Neste sábado, a equipe alvinegra recebe o Atlético-PR no Engenhão, enquanto o São Paulo, agora quinto com 27 pontos, joga novamente em seu estádio, desta vez contra o Goiás, no domingo.

Apesar de um esquema cauteloso em teoria, o Botafogo começou a partida disposto a atacar o São Paulo e logo tomou a iniciativa. Enquanto o Tricolor ainda buscava se ajustar em campo, mostrando uma certa desorganização, o time carioca tinha mais a posse de bola e ia, aos poucos, chegando ao gol adversário.

E foi aproveitando uma distração do São Paulo que o Botafogo abriu o placar, aos 20 minutos. Após uma cobrança rápida de lateral, Michael avançou em diagonal e tocou para Lucio Flavio, que recebeu de costas, girou e mandou uma bomba no canto esquerdo de Dênis, fazendo 1 a 0.



Três minutos depois o Botafogo perdeu o meia Renato, machucado. Ao substituí-lo, o técnico Ney Franco optou pelo atacante Jean Coral, talvez prevendo que o São Paulo deixaria espaços ao buscar o empate. Realmente o Alvinegro continuou atacando, mas os muitos erros de passe impediram que a equipe ampliasse a vantagem.

Acordado pelo gol sofrido, o São Paulo se organizou, impôs seu ritmo e, se aproveitando de falhas de marcação do Botafogo, chegou ao empate aos 37 minutos. Washington recebeu a bola na entrada da área e, mesmo cercado por três alvinegros, não foi desarmado. O atacante deu belo passe para Hugo, que foi interceptado por Castillo. O goleiro tentou evitar o choque, mas cometeu pênalti. Jorge Wagner cobrou e fez 1 a 1.

Era a força que o São Paulo precisava para mostrar novamente a sua autoridade no Morumbi. Abalado, o Botafogo passou a dar mais espaços, e o nervosismo de seus jogadores facilitou a vida do time da casa. André Dias recebeu lançamento pela direita e dividiu com Eduardo. O zagueiro alvinegro parou no lance pedindo toque de mão do capitão tricolor, que seguiu e cruzou rasteiro para Washington. Livre, o atacante chutou e fez 2 a 1, aos 45 minutos.

Em lance de velocidade, Dagoberto decide o jogo para o São Paulo

O São Paulo voltou do intervalo com a clara proposta de se fechar e aproveitar os contra-ataques. O Botafogo buscava o ataque, mas parava na defesa tricolor, que criava chances tirando vantagem dos erros adversários. O jogo também recomeçou com muitas faltas duras de ambos os lados.



Em meio a um jogo de baixo nível técnico, o Botafogo tentava ir à frente, mas esbarrava em seus erros. E a tática são-paulina comprovou sua eficiência aos 26 minutos, exatamente num lance em velocidade, como era a proposta da equipe. Após chute do goleiro Denis, a bola foi desviada por Borges, e Dagoberto apareceu livre no meio da defesa alvinegra. O atacante avançou e tocou na saída de Castillo, fazendo 3 a 1.

Apesar da desvantagem, o Botafogo não desistiu de atacar, mas continuava a apresentar pouca produtividade quando chegava mais perto do gol adversário. O São Paulo procurou valorizar a posse de bola até o fim e teve algumas chances de marcar em chutes de fora da área. Hernanes acertou a trave aos 43 minutos.


Ficha técnica:
SÃO PAULO 3 x 1 BOTAFOGO
SÃO PAULO
Dênis, Renato Silva, André Dias e Miranda; Jean, Hernanes, Richarlyson, Hugo (Junior Cesar) e Jorge Wagner; Dagoberto (Marlos) e Washington (Borges).
Técnico: Ricardo Gomes.
BOTAFOGO
Castillo, Wellington (Túlio Souza), Juninho e Eduardo; Alessandro, Leandro Guerreiro, Lucio Flavio, Batista, Renato (Jean Coral) e Michael (Léo Silva); Victor Simões.
Técnico: Ney Franco.
Gols: Lucio Flavio, aos 20, Jorge Wagner, aos 37, Washington, aos 45 minutos do primeiro tempo; Dagoberto, aos 26 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Hugo, Jean (São Paulo); Castillo, Juninho (Botafogo).
Público: 19.182 pagantes. Renda: R$ 423.115,00.
Estádio: Morumbi, em São Paulo (SP). Data: 05/08/2009.
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO).
Auxiliares: Fabrício Vilarinho da Silva (GO) e Cristhian Passos Sorence (GO).


AVAÍ 1X0 SANTO ANDRÉ
Avaí vence o Santo André e chega ao sétimo jogo invicto no Brasileirão

Já são sete os jogos da série invicta do Avaí. Nesta quarta-feira, o time catarinense venceu o Santo André por 1 a 0 na Ressacada, em partida válida pela 17ª rodada do Brasileirão, e deu sequência à escalada da equipe na tabela. William aproveitou boa chance na primeira etapa e marcou o gol da vitória avaiana, em partida equilibrada.

Com o resultado, o time do técnico Silas, que não perde desde o dia 11 de julho - quando ainda ocupava a lanterna da classificação -chegou à sexta colocação, com 26 pontos. A equipe paulista, em 15º, com 18, vê a zona de rebaixamento se aproximar perigosamente.

Os times voltam a campo no sábado. O Avaí vai à Vila Belmiro enfrentar o Santos, às 18h30m. No mesmo horário, o Santo André encara o Náutico, nos Aflitos.

William marca no início



Os donos da casa não demoraram para abrir o placar. Aos 12, William tabelou com Muriqui e saiu de frente para o gol. Na saída de Neneca, o atacante tocou no canto direito e marcou.

Os visitantes tentaram reagir. Aos 19, Rômulo fez bela jogada pela direita, invadiu a área e cruzou rasteiro para trás. Marcelinho Carioca pegou de primeira, mas a bola bateu no braço do zagueiro Émerson. A arbitragem nada assinalou, para o desespero do meia do Ramalhão.

Atrás no placar e com dificuldades para chegar à meta avaiana, aos 25 minutos, o time do ABC Paulista enfrentava outro problema – três atletas do setor defensivo já estavam pendurados com o cartão amarelo: Rômulo, Marcel e Cesinha.

Nem nas bolas paradas, uma de suas principais armas, o time do técnico Alexandre Gallo chegava a dar trabalho para o goleiro Eduardo Martini, com Marcelinho Carioca em dia pouco inspirado. O clima esquentou nos minutos finais da primeira etapa, quando Léo Gago tentou desviar a bola levantada na área avaiana com os braços abertos e acabou atingindo Nunes no rosto. Sangrando, o jogador do time paulista protestou muito, mas o árbitro André Luiz Castro deu bola ao chão.

Ramalhão tenta reagir

A segunda etapa viu o Santo André determinado a mudar a história do jogo. Já aos seis minutos, Pablo Escobar, que substituiu Dionísio no intervalo, chutou cruzado e acertou a trave esquerda de Eduardo Martini. Após o susto, Eltinho teve boa chance de ampliar, aos 11, em bela jogada pela esquerda, mas Neneca fez a defesa. A partir daí, o jogo ficou nervoso, com muitas faltas e reclamações dos dois lados.

Aos 23, Eduardo Martini evitou o empate, em cabeçada à queima-roupa de Nunes. Em seguida, o camisa 9 do Ramalhão protagonizou um lance que poderia ter lhe rendido um cartão vermelho. Caído no chão, após disputa de bola com Rafael, o atacante deixou o pé atingir o rosto do jogador avaiano.

Cansados, os jogadores dos dois times caíram de rendimento nos minutos finais. Empurrados pela torcida, os donos da casa investiram nos contra-ataques e chegaram perto do segundo gol, mas a má pontaria de Luís Ricardo, que arriscou de longe, aos 42, garantiu o placar mínimo para os avaianos.


Ficha técnica:
AVAÍ 1 x 0 SANTO ANDRÉ
AVAÍ
Eduardo Martini, Rafael, Augusto, Émerson (Anderson Luís) e Luís Ricardo; Ferdinando, Léo Gago, Marquinhos (Odair) e Eltinho; Muriqui e William (Roberto).
Técnico: Silas.
SANTO ANDRÉ
Neneca, Rômulo, Cesinha (Vinicius), Marcel e Artur; Dionísio (Pablo Escobar), Ricardo Conceição, Marcelinho Carioca e Gustavo Nery; Elvis (Moraes) e Nunes.
Técnico: Alexandre Gallo.
Gols: William, aos 12 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Rômulo, Marcel, Cesinha, Elvis e Vinicius (Santo André).
Estádio: Ressacada. Data: 05/08/2009.
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro.
Auxiliares: João Patrício de Araújo e Marco Antonio de Mello Moreira.


CORITIBA 0X1 SANTOS
Peixe vence mais uma fora de casa e empurra Coxa para a zona de degola



No jogo dos mascarados, o Santos venceu o Coritiba por 1 a 0, nesta quarta-feira, no estádio Olímpico de Cascavel, conseguiu sua segunda vitória consecutiva fora de casa, e empurrou o Coxa para a zona de rebaixamento do Brasileirão. Agora, o Peixe tem 23 pontos e está em 11º lugar. Já a equipe curitibana, que não vence há seis partidas, tem 16 pontos e caiu para a 17ª posição. O detalhe curioso da partida ficou por conta de vários torcedores mascarados nas arquibancadas. Cascavel sofre com um surto da nova gripe e a juíza Giani Marla Moreschi, da 1ª Vara Cível de cidade, exigiu que máscaras cirúrgicas fossem distribuídas na entrada do estádio.

TORCEDORES RECEBEM MÁSCARAS CONTRA A NOVA GRIPE

Com o triunfo desta quarta, o Santos agora soma 12 pontos conquistados fora de casa e iguala sua campanha como visitante em todo o Brasileirão 2008.

O Coritiba volta a jogar domingo, quando recebe o Cruzeiro, às 18h30m (horário de Brasília), em Curitiba. Já o Santos, no sábado, pega o Avaí, também às18h30m, na Vila Belmiro.

Peixe comanda o primeiro tempo

Como o jogo foi em Cascavel, a 500 km de Curitiba, pois o Coxa perdeu o mando de campo por brigas durante clássico contra o Atlético-PR, dia 19 de julho, o Santos jogou como se estivesse em casa. O estádio Olímpico foi praticamente lotado por torcedores alvinegros. E isso ficou evidente dentro de campo. O Peixe comandou amplamente a primeira etapa. Marcando muito no meio-de-campo e escapando bem pelo lado esquerdo, a equipe paulista encurralou o Coritiba desde o primeiro minuto.

O grupo de René Simões se atrapalhava para sair jogando, não conseguia trocar passes e, em alguns momentos, chegou a entregar a bola de graça para os santistas. Aliás, os Alvinegros também desperdiçaram passes fáceis. Os dois times culparam os uniformes. O Peixe jogou de camisa listrada e o Coxa, com seu uniforme principal: camisa branca com duas faixas horizontais: uma branca e outra verde. O problema é que, nas costas, as duas camisas eram totalmente brancas, o que confundiu os atletas.



Mas essa semelhança não justifica o fato de o Coxa ter parado para ver Léo desfilar, aos 19 minutos. O lateral-esquerdo santista largou do seu campo de defesa, livrou-se da marcação, tabelou com Madson e chutou rasteiro. O goleiro Edson Bastos espalmou, e Paulo Henrique só empurrou para o gol.

O Peixe continuava em cima e só não ampliou porque Kléber Pereira segue com sua sina de perder muitos gols. Aos 39, Madson acertou um bom cruzamento da esquerda. A bola veio descendo mansamente na altura da cabeça do camisa 9, que tinha o gol aberto à sua frente. Era cumprimentar e correr para o abraço. Porém, o golpe não saiu como Kléber queria. A bola pingou no chão e pulou por cima do gol. Um lance digno de Bola Murcha, do Fantástico!

Coxa equilibra, mas não ameaça

No intervalo, o técnico do Coritiba, René Simões tirou o lateral-direito Márcio Gabriel e colocou o volante Cleiton no setor. Essa mudança acabou com a festa que o Peixe fazia por seu lado esquerdo. Léo já não apareceu com tanta liberdade. Isso fez com que o jogo se tornasse um pouco mais equilibrado. O Santos continuava dominando a posse bola, mas já não criava tanto quanto no primeiro tempo.

O Coritiba ameaçou uma pressão, chegou a rondar a área santista, mas não conseguiu acertar o alvo. Nem quando o Santos teve Róbson expulso, aos 41, o Coxa conseguiu alguma coisa. A equipe da Vila Belmiro apenas administrou o resultado e volta para casa com mais três pontos.


Ficha técnica:
CORITIBA 0 x 1 SANTOS
CORITIBA
Edson Bastos, Demerson, Jaílton, Dirceu; Márcio Gabriel (Cleiton), Pedro Ken, Leandro Donizete, Marcelinho Paraíba (Renatinho) e Carlinhos Paraíba; Leozinho (Tiago Gentil) e Bruno Batata
Técnico: René Simões.
SANTOS
Felipe, Pará, Fabão, Eli Sabiá e Léo; Rodrigo Mancha, Rodrigo Souto, Paulo Henrique (Wagner Diniz), Madson (Róbson) e Felipe Azevedo (Neymar); Kléber Pereira.
Técnico: V. Luxemburgo.
Gols: Léo, 19 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: .Jaílton, Cleiton, Pedro Ken (Coritiba), Róbson (Santos).
Cartão vermelho: Róbson (Santos).
Estádio: Olímpico, em Cascavel (PR). Data: 5/8/2009.
Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF).
Auxiliares: Marrubson Melo Freitas (DF) e Enio Ferreira de Carvalho (DF)


GOIÁS 3X2 FLAMENGO
Iarley faz no fim e garante vitória do Goiás sobre o Flamengo



Léo Lima deu passe de letra, assistência, distribuiu caneta e até fez um gol irregular na noite desta quarta-feira. No dia em que foi maestro, o apoiador contou com a ajuda decisiva de Iarley para garantir a vitória por 3 a 2 sobre o Flamengo, no Serra Dourada.

O atacante fez o gol da vitória aos 45 minutos do segundo tempo e repetiu o filme de 2008. No ano passado, ele também foi o carrasco rubro-negro com um gol nos últimos minutos do duelo.

O resultado, pela 17ª rodada do Brasileirão, garantiu a sexta vitória consecutiva da equipe esmeraldina, que pula para os 32 pontos e fica na vice-liderança da classificação. O time carioca, por sua vez, continua nos 24 e cai para décimo.

Vitorioso em campo, o técnico do Goiás, Hélio dos Anjos, saiu derrotado no público. Durante a semana, ele reclamou da possibilidade de os rubro-negros dividirem as arquibancadas com os goianos. Mas não adiantou. A partida teve 37 mil pagantes e dividido meio a meio.

Mas no primeiro tempo, a equipe da casa pareceu que venceria com facilidade. Abriu 2 a 0, gols de Amaral e Léo Lima, e foi para o vestiário tranquila. A reação rubro-negra aconteceu com Adriano, que fez o nono gol dele no Brasileiro, e Petkovic. Mas no finzinho, Iarley garantiu os três pontos.

Na próxima rodada, o Goiás visita o São Paulo, domingo, no Morumbi. No mesmo dia, o Flamengo faz o duelo das maiores torcidas do país contra o Corinthians, no Maracanã.

Goiás domina a defesa do Fla; árbitro erra

O estreante Denis Marques perdeu a primeira, a segunda e a terceira bola que pegou na bola. Daí explica-se o domínio do Goiás. O Flamengo simplesmente não conseguiu manter a bola no campo ofensivo.

O primeiro chute de perigo foi aos 11 minutos, Felipe Menezes arriscou, Bruno defendeu parcialmente e Aírton teve de colocar para escanteio impedindo a finalização de Iarley. Na chance seguinte saiu o primeiro gol. Amaral subiu mais do que Denis Marques e cabeceou no canto esquerdo de Bruno.

Sem receber bolas pelo ineficiente sistema de criação rubro-negro, Adriano saiu da área para buscar o jogo. Aos 18, ele conduziu a bola, finalizou de fora da área e Harlei teve dificuldade para espalmar.

Quando a partida estava equilibrada, um erro do árbitro Heber Roberto Lopes garantiu o segundo gol ao Goiás. Após cruzamento na área, Léo Lima empurrou Willians e chutou forte de esquerda para ampliar.

O Rubro-Negro teve a chance de diminuir aos 31, mas Denis Marques esbarrou na agilidade de Harlei quando finalizou na entrada da grande área.

Apesar de ter mais posse de bola, o time visitante sofreu com erros de passes, e o buraco defensivo. Júlio César aproveitou a brecha, aos 40, bateu cruzado e por pouco não fez o terceiro. A bola saiu rente à trave de Bruno. O mesmo Júlio César driblou Welinton, Everton, mas bateu em cima de Bruno.

Reação comandada por Pet esbarra em Iarley

O Flamengo voltou para o segundo tempo com Petkovic e Bruno Paulo nas vagas de Kleberson e Denis Marques. Logo aos 2 minutos, a mudança surtiu efeito. Adriano foi puxado dentro da área. Na cobrança do pênalti, Adriano escorregou, mas mesmo assim colocou forte no centro do gol e diminuiu.

O gol trouxe emoção ao jogo. Agitadas, as torcidas incentivaram os times. Aos cinco, Pet driblou um adversário e bateu de longe, mas para fora. A reação se confundiu com o nervosismo. Aírton, Willians, Léo Moura... Todos reclamaram de marcações do trio de arbitragem.

Recuado, o Goiás trouxe o adversário para o campo defensivo. E pagou caro aos 33. Petkovic fez linda jogada individual, passou por dois adversários e chutou no canto esquerdo de Harlei. Um golaço.

A partida ficou emocionante. Aos 41, Zé Carlos deu um peixinho e por pouco não garantiu a vitória dos goianos. Mas o gol derradeiro saiu aos 45. Iarley recebeu na área de Léo Lima e chutou no alto.


Ficha técnica:
GOIÁS 3 x 2 FLAMENGO
GOIÁS
Harlei, Ernando, Leandro Euzébio e Rafael Tolói; Douglas, Amaral, Fernando (Gomes), Léo Lima, Felipe Menezes (Zé Carlos) e Júlio César; Iarley.
Técnico: Hélio dos Anjos.
FLAMENGO
Bruno; Welinton, Aírton e Angelim; Léo Moura, Willians, Kleberson (Petkovic), Fierro (Lenon) e Everton; Denis Marques (Bruno Paulo) e Adriano.
Técnico: Andrade.
Gols: Amaral, aos 13, Léo Lima, aos 23 minutos do primeiro tempo; Adriano, aos três, Petkovic, aos 33 minutos; Iarley, aos 45 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Douglas, Ernando (Goiás); Aírton, Ronaldo Angelim, Fierro (Flamengo)
Estádio: Serra Dourada. Data: 5/8/2008.
Árbitro: Heber Roberto Lopes.
Auxiliares: José Carlos Dias Passos (PR) e Ivan Carlos Bohn (PR).
Público: 37.320 pagantes


NÁUTICO 1X0 CORINTHIANS
Com gol de artilheiro, Náutico vence o Corinthians no estádio dos Aflitos

O Náutico voltou a vencer. E o Corinthians continuou sem triunfar. Na noite desta quarta-feira, no estádio dos Aflitos, no Recife, a equipe pernambucana fez 1 a 0 nos paulistas, em jogo válido pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro, e acabou com um jejum que já durava 13 partidas. O gol foi marcado por Gilmar, que agora aparece no topo da lista de artilheiros. O Alvinegro, por sua vez, não vence há quatro jogos.

A vitória sobre o clube alvinegro tirou o Timbu momentaneamente da vice-lanterna do Nacional, mas a equipe segue na zona de rebaixamento, com 15 pontos. Caso o Sport vença o Fluminense nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro, o time alvirrubro voltaria à penúltima colocação. De qualquer maneira, o triunfo desta noite dá um fôlego extra.

Já o Timão, que segue com 25 pontos, caiu duas posições na tabela. Foi de quinto para sétimo. A situação pode piorar ao final da rodada. Por isso, os alvinegros têm de torcer contra Grêmio e Vitória, que nesta quinta-feira encaram Palmeiras e Barueri, respectivamente.

Na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, o Corinthians joga novamente fora de casa. Dessa vez contra o Flamengo, domingo, às 16h, no Rio de Janeiro. Já o Náutico volta a campo no sábado, às 18h30m, diante do Santo André, no estádio dos Aflitos, no Recife. Os jogos são válidos pela 18ª rodada, a penúltima do primeiro turno.

Paradinha de artilheiro



Náutico e Corinthians demoraram a criar oportunidades. Com o jogo concentrado no meio-de-campo, as duas equipes tiveram dificuldades em criar jogadas de perigo. Tanto que a primeira boa jogada surgiu apenas aos 17 minutos. E foi do Náutico. Gilmar lançou Juliano, que tocou para fora, na saída de Felipe.

Sem força ofensiva, o Timão conseguiu seu primeiro chute aos 21. Dentinho apareceu na direita, ajeitou a bola e cruzou. Bill se antecipou à zaga e bateu de primeira. Só que o arremate passou longe do gol de Gledson. Pouco depois, aos 24, o Timbu teve boa chance, mas Patrick e Carlinhos Bala trombaram na hora da finalização.

A falta de criatividade dos dois lados fez com que os jogadores tentassem mais na raça do que na técnica. E foi em um misto dessas duas coisas que o Corinthians criou boa chance aos 30 minutos. Jucilei ganhou dividida no meio, avançou pela intermediária e tocou para Bill. O atacante dominou, girou e chutou longe do gol adversário.

O Náutico, então, resolveu ir com tudo para o ataque. Aos 32 minutos, após cruzamento da direita, Michel cabeceou e obrigou Felipe a fazer boa defesa. Mais efetivo, o time pernambucano não desistiu. Aos 41 minutos, Gilmar apareceu bem na área e foi derrubado pelo zagueiro William. Pênalti!

Na cobrança, aos 42, o próprio Gilmar, com direito a paradinha, mandou no canto direito de Felipe (foi o nono gol do atacante alvirrubro, que agora divide a artilharia do Brasileirão com Diego Tardelli, Adriano e Val Baiano - veja no vídeo acima). O Corinthians ainda tentou chegar ao empate aos 47, depois que William rolou para Edu. Mas o estreante mandou para fora.

Timão tenta, mas...



As duas equipes voltaram para o segundo tempo sem alterações. Mas diferentemente da etapa inicial, a primeira chance de gol foi criada logo no primeiro minuto. Jorge Henrique arriscou de fora de área, e o goleiro Gledson desviou para escanteio. Na cobrança, Dentinho mandou para Edu, que cabeceou para o meio da área.

Mais ofensivo, o Timão ficou muito perto de empatar aos sete minutos. Elias avançou pelo meio, driblou dois marcadores e bateu de perna direita na grande área. O goleiro Gledson defendeu com o pé e depois agarrou a bola quase na linha (veja o vídeo acima). No minuto seguinte, Derley chutou de longe, Felipe soltou e Chicão afastou o perigo.

O Corinthians, porém, estava melhor em campo. Aos 12, Souza rolou para Elias na área, recebeu de volta e tocou para o gol. Nilson salvou em cima da linha. Aos 22, o técnico Mano Menezes foi obrigado a fazer uma mudança no ataque: colocou Marcelinho no lugar de Souza, que deixou o campo machucado.

Aos poucos, o Timão perdeu o ímpeto ofensivo apresentado no começo do segundo tempo. O Náutico, então, administrou mais a posse de bola e arriscou de fora da área em algumas oportunidades. Mas o clube paulista não desistiu. Aos 36 minutos, o volante Jucilei arriscou de longe e obrigou Gledson a espalmar pela linha de fundo.

O Corinthians ainda teve uma ótima oportunidade de igualar o marcador aos 40 minutos, em cobrança de falta de Chicão. Mas a cobrança do zagueiro desviou na barreira e saiu pela linha de fundo. Os alvinegros reclamaram toque de mão.


Ficha técnica:
NÁUTICO 1x0 CORINTHIANS
NÁUTICO
Gledson; Claudio Luiz, Asprilla e Nilson; Patrick, Anderson Santana, Derley, Juliano (Douglas Maia) e Michel; Carlinhos Bala (Ailton) e Gilmar (Márcio Barros).
Técnico: Geninho.
CORINTHIANS
Felipe; Alessandro, Chicão, William e Bruno Bertucci; Jucilei, Edu (Boquita) e Elias; Jorge Henrique (Souza) (Marcelinho), Bill e Dentinho.
Técnico: Mano Menezes.
Gol: Gilmar, aos 42 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Juliano, Claudio Luiz, Nilson, Derley (N); Chicão, Jorge Henrique, William, Bill, Bruno Bertucci, Jucilei (C).
Estádio: Aflitos, no Recife (PE). Data: 05/08/2009.
Árbitro: Arilson Bispo da Anunciação (BA).
Auxiliares: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (BA) e Luiz Carlos Silva Teixeira (BA).

Copa Suruga Bank

OITA TRINITA (JAP) 1X2 INTERNACIONAL (BRA)
Mais um título no Japão: Inter vence Oita Trinita e conquista a Copa Suruga



Seja no calor de dezembro, seja no frio de agosto, acordar cedo para ver o Internacional jogar no Japão virou um prazer para os colorados. No mesmo país em que conquistou o Mundial em 2006, o time ganhou nesta quarta-feira a Copa Suruga, reunião entre o vencedor da Sul-Americana e o campeão da Copa da Liga Japonesa. O título foi garantido com vitória por 2 a 1 sobre o Oita Trinita.

Alecsandro e Andrezinho fizeram os gols gaúchos no segundo tempo. O Oita descontou com Higashi. O título, mesmo sendo de menor expressão, garante ao Colorado a sequência das recentes conquistas internacionais. Desde 2006, o Inter levanta pelo menos um caneco estrangeiro. A Copa Suruga soma-se à Libertadores, ao Mundial, à Recopa, à Copa Dubai e à Copa Sul-Americana. O clube gaúcho ainda embolsou cerca de R$ 360 mil de premiação pela vitória.

Com a taça na bagagem, o Inter chega a Porto Alegre na sexta-feira. O próximo jogo é em dia inusitado: na segunda-feira, às 21h, contra o Sport, no Beira-Rio. É o reinício da caminhada vermelha na luta pelo título do Campeonato Brasileiro.

Velocidade contra bola aérea

O Inter começou o jogo sonolento, como se ainda estivesse perdido com o fuso. A equipe gaúcha demorou a se acostumar com a partida. Os primeiros minutos foram todos do time japonês – com a exceção de um gol de Alecsandro anulado por impedimento.

O time local, como era previsível, explorou a velocidade, marca do futebol japonês. A zaga vermelha bateu cabeça algumas vezes, mas nada a ponto de assustar a equipe de Tite. O Oita mostrou fragilidade ofensiva. Girou muito, criou pouco. O Colorado contou com a habitual correria de Guiñazu, mas viu figuras como Giuliano atuarem abaixo do necessário.

Com o passar do tempo, o Inter entrou no jogo e passou a utilizar as jogadas aéreas como arma. Os cruzamentos, saídos especialmente de Kleber, não foram bem aproveitados. Alecsandro, aos 28 minutos, cebeceou a bola para o chão. Ela quicou e saiu sobre o gol.

A melhor chance do Inter foi aos 33 minutos. Em lançamento saído do meio, a zaga japonesa se atrapalhou e permitiu que Taison, mais rápido, desviasse na saída do goleiro. A bola saiu por pouco.

Inter abre 2 a 0 e leva pressão

O Inter garantiu o título no segundo tempo. Alecsandro, logo com quatro minutos, colocou a equipe de Tite na frente. Foi em lançamento primoroso de Andrezinho, que viu espaço para a ação do centroavante entre os zagueiros japoneses. Alecsandro dominou e mandou chute forte, preciso, no fundo do gol de Nishikawa: 1 a 0.

Estava bom. E ficou melhor logo depois. Aos 13 minutos, Bolaños (que entrou no lugar de Taison, lesionado) acionou Andrezinho pelo meio. O articulador dominou, olhou o gol adversário e decidiu mandar o chute. E que chute! A bola explodiu no travessão e entrou. Golaço do meia, que estava machucado até a véspera do jogo e foi escalado de última hora.

Aí os jogadores do Inter devem ter lembrado que o clube não conquista títulos sem grandes doses de emoção. O Colorado parou em campo e deixou o Oita, lanterna do Campeonato Japonês, reagir. Higashi, com 14 minutos, passou por Índio com uma facilidade assustadora e fez o gol. A partida recomeçava.

Virou pressão. O Inter ficou acuado e teve que conviver com a ânsia de empate do adversário. O Oita passou a circular pelos arredores da zaga vermelha. E deu um susto daqueles no colorados aos 19 minutos. Morishige subiu bem e mandou no travessão de Michel Alves. Quase.

Preocupado, Tite deixou o time mais precavido. Danilo Silva entrou no lugar de Giuliano. O Oita seguiu na pressão e só não empatou porque Michel Alves fez milagre em cabeceio à queima-roupa de Tsubouchi. Alecsandro, quase em cima da linha, ainda desperdiçou a chance de dar ao Inter uma vitória mais tranquila.

Mas o gol não fez falta. Mesmo com sustos, o Inter conseguiu segurar a onda do adversário para comemorar mais um título no ano de seu centenário.


OITA TRINITA 1 x 2 INTERNACIONAL
OITA TRINITA
Nishikawa, Takahashi, Fujita, Morishige e Uemoto (Tsobouchi); Kanazaki, Edmílson, Higashi (Umeda) e Inoue (Ienaga); Fernandinho (Maeda) e Kotegawa (Sumida).
Técnico: Ranko Popovic.
INTERNACIONAL
Michel Alves, Bolívar, Índio, Sorondo e Kleber (Marcelo Cordeiro); Sandro, Guiñazu, Andrezinho (Danny Morais) e Giuliano (Danilo Silva); Taison (Bolaños) e Alecsandro (Glaydson).
Técnico: Tite.
Gols: Alecsandro, aos 5, Andrezinho, aos 13, Higashi, aos 14 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Cartões amarelos: Guiñazu, Kleber e Bolaños (Inter); Uemoto, Tsubouchi (Oita Trinita)
Estádio: Big Eye, em Oita (Japão).Data: 05/08/2009.
Árbitro: Choi Myung Yong (Coreia do Sul).
Auxiliares: Choi Min Byoung (Coreia do Sul) e Yoon Soon Yong (Coreia do Sul).

Copa Sul Americana:Primeira Fase

UNIVERSIDAD DE CHILE (CHI) 2X1 DEPORTIVO CALI (COL)
Universidad do Chile vence Deportivo Cali por 2 a 1 na abertura da fase preliminar

O Universidad de Chile estreou na fase preliminar da Copa Sul-Americana de 2009 com uma vitória em casa por 2 a 1 sobre o Deportivo Cali, da Colômbia, na noite de segunda-feira. O jogo de volta será realizado no próximo dia 18.

Todos os gols saíram no segundo tempo. Sergio Herrera, logo aos três, abriu o placar para os colombianos. Juan Olivera, aos 14 e 21, virou para os chilenos.

A Copa Sul-Americana começa para os brasileiros no próximo dia 12, com o clássico entre Flamengo e Fluminense no Maracanã.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

16 Rodada:Série B

PARANÁ 4X1 BRAGANTINO
Aliviado, Paraná goleia o Bragantino e se distancia da zona de rebaixamento

Uma vitória sobre o Bragantino era tudo o que o Paraná precisava para respirar na Série B. E o resultado tão desejado veio em grande estilo. A equipe paranista goleou os paulistas por 4 a 1, nesta terça-feira, no estádio da Vila Capanema, e se afastou provisoriamente da zona de rebaixamento. Gabriel, Dedimar, Davi e Fabinho garantiram a festa da torcida tricolor. Léo Jaime descontou para a equipe de Bragança Paulista, que perdeu a chance de encostar no G-4.

Com o resultado, o Paraná agora ocupa a décima colocação da Série B, com 20 pontos. Já o Bragantino permanece no oitavo lugar, com 23.

O jogo

O Paraná começou a partida tomando a iniciativa, enquanto o Bragantino jogava recuado e buscando os contra-ataques. Com amplo domínio, o Paraná alcançou o primeiro gol logo aos 19 minutos. Fabinho cruzou da esquerda e Adriano ajeitou de cabeça para Gabriel chutar forte e abrir o placar. O Bragantino acordou, mas não conseguiu empatar o jogo na primeira etapa.

No segundo tempo, o Paraná retomou o domínio da partida. Logo aos quatro minutos, o zagueiro Dedimar cobrou falta da entrada da área e marcou um belo gol, sem chances para o goleiro Gilvan: 2 a 0. Aos 20 minutos, o Bragantino deu sinais de vida: Léo Jaime recebeu da entrada da área e bateu fraco, mas a bola desviou na zaga e enganou o goleiro Ney: 2 a 1.

Aos 31 minutos, o Paraná marcou o terceiro e esfriou de vez a chance de reação do Bragantino. Após lançamento, Davi ganhou do goleiro Gilvan, passou por Diego Macedo e tocou para o gol vazio. Para alegria da torcida paranista, o time da casa ainda fez mais um: Fabinho aproveitou cruzamento de Wellington Silva e desviou para o gol: 4 a 1, com sensação de alívio.

Próximos jogos

Os dois times voltam a campo na próxima terça-feira, pela 17ª rodada da Série B. O Paraná enfrenta o Campinense-PB, às 21h50m, em Campina Grande. Já o Bragantino recebe o Figueirense, às 19h30m, em Bragança Paulista.

Confira a lista de artilheiros da Série B


PORTUGUESA 0X1 JUVENTUDE
Juventude toma conta do Canindé e vence a desorganizada Portuguesa



Uma noite para a Portuguesa esquecer. No Canindé, a equipe paulista foi derrota por 1 a 0 pelo Juventude, nesta terça-feira. O time gaúcho, que não vencia há três rodadas e estava na zona do rebaixamento, agora está com 21 pontos e em 13ºlugar na tabela. A Lusa permaneceu com seus 27 pontos e na quarta colocação da Série B do Campeonato Brasileiro.

Com quatro desfalques significativos, a Portuguesa correu, mas não conseguiu evitar a segunda derrota consecutiva. O atacante Cristian sofreu uma lesão na panturrilha e foi afastado por um mês. Já o goleiro Fábio, o meia Marco Antônio e o lateral Simão cumpriram suspensão e ficaram fora do confronto.

Na próxima rodada, a Portuguesa vai ao Rio de Janeiro enfrentar o Duque de Caxias, no dia 11 de agosto, terça-feira, às 21h50m. Já o Juventude, receberá o São Caetano, no mesmo dia, mas às 19h30m, e não terá Ivo, que recebeu o terceiro cartão amarelo.

Ouça o gol de Zezinho, do Juventude, com a narração de Gustavo Villani


Mesmo jogando em casa, a Lusa começou (e terminou) muito mal a partida. Logo aos 11 minutos de bola rolando, o Juventude aproveitou o espaço pela ala direita e chegou com facilidade. Em cruzamento longo de Bruno, o meia Zezinho, de apenas 17 anos, dominou a bola e mandou um belo chute. Golaço.

Por pouco, o Juventude não ampliou com atrapalhada de Acleisson na área da Portuguesa. Depois de um bate-rebate, o volante falhou, mas o goleiro Vítor chegou a tempo de impedir o gol.

CONFIRA A TABELA DE JOGOS E A CLASSIFICAÇÃO DA SÉRIE B

O time visitante queria mais e voltou para a segunda etapa pressionando a Lusa. No primeiro minuto, Gustavo armou a jogada na defesa do Juventude e lançou o habilidoso Zezinho, que acertou uma bomba, mas Vítor espalmou. A resposta veio com Edno, aos seis minutos. Falta na intermediária, que o atacante bateu e a bola foi venenosa, mas o goleiro Juninho fez bela defesa. Antes de ser substituído, o lateral-direito Cesar Prates alçou a bola na área e Fellype Gabriel completou de cabeça. Porém, não era o dia da Portuguesa.

Os donos da casa só levaram perigo ao gol adversário em alguns lances de bola parada. Um dos poucos foi em cobrança de escanteio pela esquerda e a conclusão de Thiago Gomes, que passou raspando na trave, assustando Juninho.

No fim do jogo, a torcida que compareceu ao Canindé não gostou nada do que assistiu. Ao sair de campo, o técnico Paulo Bonamigo ouviu os gritos de "burro, burro".

domingo, 2 de agosto de 2009

10 Rodada:Série C

Definidos os confrontos das quartas de final da Terceira Divisão

A décima rodada da primeira fase da Série C definiu, neste domingo, os confrontos das quartas de final. Doze times brigavam por seis vagas restantes, pois América-MG e Brasil de Pelotas tinham assegurado suas respectivas vagas há duas rodadas atrás, nos Grupos C e D respectivamente.

Confira os resultados da 10ª rodada da Série C

No Grupo A, o Paysandu empatou sem gols com o Sampaio Corrêia e garantiu a vaga graças a vitória do Rio Branco-AC sobre o Águia.

O ASA de Arapiraca folgou neste domingo, mas avançou beneficiado pela vitória do CRB sobre o Salgueiro. O Icasa goleou o rebaixado Confiança e passou em primeiro do Grupo B.

Guaratinguetá e Caxias fizeram seus deveres de casa contra Ituiutaba e Marcílio Dias e também se garantiram nas quartas de final.

Confira os confrontos das quartas de final da Série C:

Rio Branco-AC x ASA
Icasa x Paysandu
América-MG x Brasil de Pelotas
Caxias-RS x Guaratinguetá

16 Rodada:Série A

VITÓRIA 0X1 SÃO PAULO
São Paulo acaba com a pose do Vitória no Barradão e pega o elevador



Graças a um gol solitário de Dagoberto, o São Paulo bateu o Vitória neste domingo à tarde, no Barradão, em Salvador, e acabou com a invencilidade da equipe baiana em casa neste Brasileirão. Até então, o Leão havia disputado sete partidas em seu estádio, vencendo seis e empatando uma. Ao garantir o triunfo por 1 a 0, Dagoberto mais uma vez foi decisivo. Contra o Grêmio, na quinta-feira passada, ele já havia feito os dois gols de sua equipe na vitória por 2 a 1.

Agora, o São Paulo aparece em oitavo lugar, com 24 pontos, e consolida sua recuperação na competição. O Vitória também tem 24, mas fica em sétimo por ter uma vitória a mais.

CONFIRA A CLASSIFICAÇÃO COMPLETA DO BRASILEIRÃO

O Leão volta a campo na próxima quinta-feira, quando enfrentará o Barueri, às 21h, em Barueri. Já o Tricolor recebe o Botafogo, no Morumbi, às 21h de quarta-feira.

Vitória começa melhor, mas São Paulo chega mais perto

O Vitória começou melhor a partida. Bem ao seu estilo, partia com muita velocidade para cima do São Paulo, explorando sobretudo as descidas do lateral-direito Apodi. Muito rápido, e sem posição fixa, o ala sempre chegava à frente de seus marcadores. Os volantes Magal, Vanderson e Leandro Domingues também chegavam de trás com perigo. O primeiro lance de perigo foi justamente de Vanderson. Aos cinco, após boa troca de passes, ele apareceu pelo meio chutando forte de pé direito. A bola veio cheia de efeito, e o goleiro Dênis defendeu no susto.

O São Paulo apresentava dificuldades para sair jogando. O time baiano marcava muito forte no meio, sufocando os armadores de jogadas são-paulinos: Jorge Wagner e Hernanes. Isso fez com que Dagoberto voltasse para tentar buscar a bola, isolando Borges à frente.



A partir dos 25, porém, o São Paulo começou a controlar a posse de bola no meio-de-campo e a criar algumas chances. Borges teve tudo para marcar em dois lances consecutivos. Aos 28, ele apareceu sozinho na área, após ótimo passe de Dagoberto. Na hora do chute, porém, foi travado por Fábio Ferreira. Em seguida, aos 29, o atacante tricolor aproveitou-se de bobeira da zaga baiana e cabeceou sozinho. No entanto, errou o alvo.

À medida que o primeiro tempo ia se aproximando do fim, o São Paulo parecia cada vez mais perto do gol. Aos 47, a chance bateu na trave. Jorge Wagner cobrou falta colocada. A bola bateu no travessão, no dedo indicador esquerdo do goleiro Viáfara e saiu. No lance, o camisa 1 do Vitória acabou sofrendo uma luxação e teve de ser substituído por Gléguer (assista ao lance no vídeo).

São Paulo coloca a bola no chão e garante vitória

O segundo tempo começou amarrado, com os dois times mais preocupados em destruir jogadas adversárias do que em criar algum lance de perigo. Começou então um festival de chutões para frente. A estratégia até poderia dar certo se os times tivessem atacantes fixos na frente. O problema é que os dois técnicos tiraram os centroavantes e colocaram jogadores de meio. No Vitória, Itacaré se machucou e foi substituído pelo volante Bida. Do lado são-paulino, Borges saiu para a entrada do meia Marlos.

A solução, evidentemente, era colocar a bola no chão, trocar passes e buscar espaços. O São Paulo entendeu isso. Aos 28, Hugo, que havia entrado no lugar de Jorge Wagner sete minutos antes, acertou belo passe para Dagoberto. Aberto pela esquerda, o atacante cortou para o meio, encontrou o ângulo certo para o chute e encaixou a bola no canto superior esquerdo de Gléguer. Um belo gol.

Com a desvantagem, o Vitória tentou partir para cima do adversário, mas esbarrou em um muro tricolor. O time de Ricardo Gomes soube controlar bem as investidas, a posse de bola e acabou com a pose do Leão em sua toca.

Com a vitória consolidada, a pequena torcida são-paulina presente ao Barradão gritou em coro:

- O campeão voltou! O campeão voltou!


Ficha técnica:
VITÓRIA 0 x 1 SÃO PAULO
VITÓRIA
Viáfara (Gléguer), Apodi (Ramón), Wallace, Anderson Martins, Fábio Ferreira e Leandro; Leandro Domingues, Magal, Vanderson, Jackson, Itacaré (Bida).
Técnico: Paulo Cesar Carpegiani.
SÃO PAULO
Dênis, Jean, Renato Silva, André Diás e Júnior César; Eduardo Sosta, Richarlyson, Hernanes (Arouca)e Jorge Wagner (Hugo); Dagoberto e Borges (Marlos).
Técnico: Ricardo Gomes.
Gols: Dagoberto, aos 28 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Eduardo Costa, Richarlyson, Jorge Wagner, Dagoberto (São Paulo), Itacaré, Anderson Martins, Wallace (Vitória).
Estádio: Barradão, em Salvador. Data: 02/08/2009.
Árbitro: Franscisco Carlos Nascimento (AL).
Auxiliares: Carlos Jorge Titara da Rocha (AL) e Ivaney Alves de Lima (SE)


CORINTHIANS 0X0 AVAÍ
'Novo' Timão não sai do zero contra o Avaí



Mano Menezes pediu um mês para colocar o Corinthians no mesmo nível do primeiro semestre. Enquanto isso, a Fiel vai ter de se acostumar com resultados nem sempre satisfatórios. Na tarde deste domingo, o Timão não passou de um empate em 0 a 0 com o Avaí, no Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro (assista aos melhores momentos no vídeo ao lado). Foi o terceiro jogo consecutivo sem vitória do Alvinegro, que perdeu a oportunidade de sonhar com o G-4 ao fim da 16ª rodada e agora está a nove pontos do líder e arquirrival Palmeiras.

Com o tropeço, o Corinthians sobe para 25 pontos, mas permanece em quinto lugar, sem chances de ser ultrapassado. Já o Avaí, que vinha de cinco vitórias consecutivas, chega aos 23 pontos, em nono, e abre boa vantagem para a zona do rebaixamento. O time catarinense já começa a sonhar com uma vaga em alguma competição internacional em 2010.

Na próxima rodada, o Corinthians enfrenta o Náutico, quarta-feira, às 21h50m, no estádio dos Aflitos, no Recife. No mesmo dia, mas às 21h, o Avaí recebe o Santo André, na Ressacada, em Florianópolis.

Bill carimba o travessão, mas o Avaí também assusta

O Corinthians começou a partida disposto a espantar a má fase e aplacar a pressão da torcida, insatisfeita não apenas com a queda de produção da equipe, mas também com a saída de alguns jogadores. Com uma forte marcação no campo de ataque, o Timão atrapalhou a saída de bola do Avaí e encurralou o adversário nos primeiros minutos. Souza, substituto de Henrique, teve a primeira chance. Aos dois, Jorge Henrique cruzou da direita, e o centroavante, livre na área, cabeceou por cima.

O Alvinegro também levou perigo pelo outro lado, aos cinco. Bil, estreando como titular, deu belo passe para o volante Jucilei na área. Desequilibrado, ele desviou de pé direito, mas Eduardo Martini defendeu em dois tempos. Quatro minuto depois, o goleiro operou um milagre. Souza cruzou forte da direita, e ele espalmou. Na pequena área, Bill pegou o rebote e bateu forte, mas o camisa 1 defendeu de forma espetacular.

Os lances serviram para o Avaí acordar e abandonar momentaneamente a postura cautelosa. Aos 21, William recebeu passe de Luis Carlos e, na saída de Felipe, tocou rasteiro no canto esquerdo. A bola passou raspando a trave. O Corinthians assustou novamente aos 24. Souza desviou de cabeça, Bill ganhou do zagueiro Rafael na corrida na entrada da área e tocou por cobertura, carimbando o travessão.

Mais ofensivo, o Avaí desperdiçou ótima oportunidade aos 31. Eltinho cruzou da esquerda, e Luis Ricardo tocou de cabeça para a pequena área. Sem marcação, William arriscou uma meia bicicleta, mas errou o alvo e mandou a bola à esquerda de Felipe, para alívio da Fiel. Jorge Henrique deu a resposta aos 35, desviando de cabeça com perigo um escanteio batido pelo lado direito.

Eduardo Martini garante o placar em branco

No segundo tempo, o técnico Mano Menezes tentou dar mais força ao Corinthians pelo lado esquerdo com a entrada do garoto Bruno Bertucci na vaga de Marcinho. A troca, porém, surtiu pouco efeito. O Timão caiu bastante de rendimento, enquanto o Avaí se limitou a esperar os contra-ataques e a jogar no erro dos paulistas.

A primeira boa chance da etapa complementar, aliás, foi dos visitantes, aos 21. Marquinhos bateu escanteio, a zaga se atrapalhou, e a bola tocou na trave. Logo em seguida, o técnico Mano Menezes sacou Jorge Henrique para a entrada de Marcelinho, mais um vindo das categorias de base. No entanto, novamente o Timão não conseguiu apresentar uma melhora significativa.

Felipe salvou o Corinthians aos 30 minutos. Em contra-ataque, Roberto recebeu pela esquerda, cortou a marcação e bateu cruzado para o goleiro fazer ótima defesa. Logo em seguida, quem começou a brilhar foi Eduardo Martini. Aos 33, Elias aproveitou sobra na área e bateu rasteiro. O goleiro do Avaí espalmou. Pouco depois, Marcelinho invadiu a área pela direita, bateu cruzado, e mais uma vez ele desviou. Pressionando, foi a vez de Souza cabecear com estilo, e o arqueiro voou no canto esquerdo, garantindo um ponto para o time de Silas.


CORINTHIANS 0 x 0 AVAÍ
CORINTHIANS
Felipe, Alessandro, Chicão, William e Marcinho (Bruno Bertucci); Jucilei, Elias e Boquita (Diogo); Jorge Henrique (Marcelinho), Souza e Bill
Técnico: Mano Menezes
AVAÍ
Eduardo Martini, Rafael, Augusto e Émerson; Luis Ricardo, Marcus Vinícius, Fernando Bob (Wendel), Marquinhos (Chaves) e Eltinho; Caio e William (Roberto)
Técnico: Silas
Cartões amarelos: Fernando e Rafael (Avaí)
Estádio: Pacaembu Data: 02/08/2009
Renda: R$ 433.259 Público: 13.686 pagantes (15.490 presentes)
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Auxiliares: Marcio Eustaquio S. Santiago (MG) e Paulo César Silva Faria (MT)


FLAMENGO 1X1 NÁUTICO
Flamengo joga mal e apenas empata com o Náutico no Maracanã



Na primeira partida após Andrade ser efetivado como treinador, o Flamengo voltou a apresentar muitas falhas e só empatou por 1 a 1 com o Náutico, neste domingo, no Maracanã, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. O time carioca atuou com um jogador a mais desde os 15 minutos do segundo tempo quando o zagueiro Vágner Silva foi expulso ao trocar o calção dentro de campo sem a autorização do árbitro. Gilmar abriu o placar para o time pernambucano e Leo Moura empatou para o Rubro-negro.

Petkovic, que entrou no intervalo, teve boa atuação e participou da jogada do gol de empate rubro-negro. Com o resultado, o Flamengo caiu para o oitavo lugar na classificação com 24 pontos. Na próxima quarta-feira, o Rubro-negro vai até Goiânia enfrentar o Goiás, às 21h50m.

O Náutico completa 13 partidas sem vencer no Brasileiro. A última vitória do time pernambucano foi na terceira rodada em cima do Atlético-PR por 3 a 2, em Curitiba. Com o empate com o Flamengo, o Náutico passa a ter 12 pontos e deixa a lanterna da competição para o Fluminense, que perdeu para o Atlético-PR e segue com 11 pontos. Na próxima rodada, o time pernambucano enfrenta o Corinthians, na quarta-feira, às 21h50m, no Recife.

Gilmar deixa o Maracanã em silêncio

O Flamengo entrou em campo anunciando o lançamento de uma camisa em homenagem ao ex-goleiro Zé Carlos, que faleceu no último dia 24, vítima de câncer, aos 47 anos. A primeira chance rubro-negra aconteceu aos cinco minutos. Adriano deu bom passe para Wellinton, que entrou na área e chutou forte. A bola subiu demais e passou por cima do travessão do goleiro Glédson com muito perigo.

O Flamengo dominava a partida nos primeiros 15 minutos. Falta na entrada da área. Leo Moura cobrou na barreira. Pouco depois, Zé Carlos aproveitou a sobra da defesa, mas chutou por cima do travessão.

Mas o time carioca diminuiu o ritmo. O Náutico melhorou e passou a levar perigo no contra-ataque aproveitando as falhas da marcação do meio-campo rubro-negro. Com Anderson Santana, Juliano e Márcio Barros jogando com velocidade, a equipe pernambucana criava oportunidades. Primeiro, Patrick tocou fraco e Bruno defendeu. Depois, Gilmar recebeu bom passe, mas errou feio a pontaria e a bola foi parar nas cadeiras inferiores.

Aos 24 minutos, porém, o Náutico abriu o placar. Gilmar recebeu pela esquerda, puxou para o meio e chutou cruzado. A bola foi rasteira, no cantinho esquerdo de Bruno, que não tinha como defender. Náutico 1 a 0. Foi o oitava gol do atacante no Campeonato Brasileiro. Logo depois, quase saiu o segundo gol pernambucano. Juliano recebeu na área e bateu cruzado. A bola foi para fora. O meia foi fominha. Márcio Barros esperava o passe livre na área.

O Flamengo se perdeu em campo e não conseguiu mais chegar com perigo ao gol de Glédson no primeiro tempo. Zé Roberto, que substituía Emerson - vetado com dores musculares na coxa direita -, estava muito mal. Já Adriano não conseguiu finalizar uma única bola a gol nos primeiros 45 minutos. Leo Moura, jogador que mais aparecia para tentar criar, passou a ser perseguido pelos torcedores. E o Flamengo desceu para o vestiário sob vaias e os gritos de "queremos raça".

- O time tem que tocar um pouco mais a bola e ter tranquilidade - disse Leo Moura.

Zagueiro do Náutico é expulso ao trocar o short em campo

Para o segundo tempo, o técnico Andrade resolveu arriscar. Tirou Fabrício e colocou Petkovic no time. O Flamengo voltou mais animado. Pet arrancou e foi derrubado na entrada da área. Falta e uma ótima oportunidade. Mas a cobrança do meia rubro-negro foi em cima da barreira. Aos três minutos, cruzamento para a área e Leo Moura cabeceou com perigo para fora. Aos cinco, Kleberson partiu pela direita e chutou da intermediária. A bola passou por cima do travessão.

Mas, no contra-ataque, o Náutico seguia levando muito perigo. Gilmar recebeu na frente, driblou Willians e chutou cruzado de dentro da área. A bola passou muito perto da trave esquerda de Bruno. Logo em seguida, Leo Moura fez falta em Gilmar na entrada da área. Juliano bateu no canto direito e Bruno se esticou todo para espalmar. A bola ainda bateu na trave antes de ir para fora. Que susto para os rubro-negros.

Andrade, então, resolveu colocar Bruno Paulo na partida. Zé Roberto, que deixou o campo muito vaiado, foi o escolhido para sair. Enquanto isso uma cena muito estranha e curiosa, que gerou uma grande confusão. O zagueiro Vágner Silva foi até a lateral e trocou rapidamente de calção. Tirou o que estava rasgado e colocou um novo. O jogo continuou normalmente sem o trio de arbitragem perceber. Mas aí o quarto árbitro Leonardo Garcia Cavaleiro chamou o juiz e falou sobre o lance. Sandro Ricci, então, deu o segundo cartão amarelo ao jogador do Náutico, que acabou expulso. Os jogadores do time pernambucano ficaram revoltados e cercaram o árbitro. Gilmar chegou a pegar o short rasgado e jogar em direção ao quarto árbitro.

Com um jogador a mais, o Flamengo foi para o abafa. Adriano teve ótima chance. Mas a cabeçada parou no goleiro Glédson, que fez difícil defesa. Aos 26 minutos, Leo Moura arriscou da entrada da área, a bola desviou em Asprilla e passou muito perto da trave direita. O goleiro do Náutico já havia caído para o outro lado.

O gol de empate veio com Leo Moura aos 36 minutos do segundo tempo. O zagueiro Cláudio Luiz fez uma lambança ao tentar sair driblando na área. Petkovic pegou a bola e chutou cruzado. O goleiro Glédson largou a bola na pequena área e Leo Moura apareceu para tocar a bola para o fundo da rede. Tudo igual: 1 a 1. O gol teve um gosto de alívio para o lateral-direito, que saiu xingando os torcedores. Ele vinha sendo vaiado e comemorou falando palavras nada educadas para a arquibancada.

Após o empate, o Flamengo ainda tentou pressionar. Mas não teve sucesso. Sem criatividade, o time carioca tentava apenas cruzar bolas para área para Adriano dividir com os zagueiros.


Ficha técnica:
FLAMENGO 1 x 1 NÁUTICO
FLAMENGO
Bruno, Wellinton, Fabrício (Petkovic) e Ronaldo Angelim; Leo Moura, Willians, Toró (Camacho), Kleberson e Everton; Zé Roberto e Adriano.
Técnico: Andrade.
NÁUTICO
Glédson, Vágner Silva, Cláudio Luiz, Asprilla e Nilson; Derley, Juliano (Douglas Maia), Aílton e Anderson Santana; Gilmar e Márcio Barros (Michel).
Técnico: Geninho.
Gols: Gilmar aos 24 minutos do primeiro tempo; Leo Moura aos 36 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Cláudio Luiz, Vágner Silva, Nilson, Anderson Santana, Juliano (Náutico); Willians (Flamengo).
Cartão vermelho: Vágner Silva (Náutico)
Público: 41.772 pagantes
Renda: R$ 687.068,00
Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ) Data: 2/8/2009
Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF).
Auxiliares: Enio Ferreira de Carvalho (DF) e Antonio Carlos Oliveira (ES).


ATLÉTICO - PR 1X0 FLUMINENSE
Atlético-PR dribla a lama, vence e deixa Flu na lanterna



A lama, os buracos e os passes errados sugeriam um empate gélido entre Atlético-PR e Fluminense. Mas uma cobrança precisa de Paulo Baier garantiu a vitória dos curitibanos por 1 a 0 na tarde deste domingo, no estádio do Café, em Londrina. O jogo foi válido pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. No fim, a trave e Galatto brilharam e impediram o empate do Tricolor.

O resultado põe fim a uma sequência de cinco jogos sem vitória do Rubro-Negro e tranquiliza a chegada de Antônio Lopes, que assume nesta segunda. Apesar da vitória, o time permanece na zona de rebaixamento, em 17º lugar, com 15 pontos.

Pior, bem pior, é a situação do Fluminense. Há 11 jogos sem conseguir triunfar, o time caiu para a lanterna, com 11 pontos. O técnico Renato Gaúcho tem o retrospecto de um empate e três derrotas desde que assumiu.

O Atlético-PR teve de mandar a partida no interior do Paraná porque o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) o puniu devido a uma briga de torcidas no Atletiba do último dia 19, na Arena da Baixada.

Na próxima rodada, o Furacão visita o Cruzeiro, quarta-feira, no Mineirão. No dia seguinte, o Fluminense recebe o Sport, no Maracanã.

Precisão de Baier deixa o Furacão à frente

Um dia depois de ser anunciado como técnico do Atlético-PR, Antônio Lopes foi ao estádio do Café apenas como observador. E pôde ver um time carente de técnica, mas bem disposto. O excesso de vontade garantiu cartões, chutes para o alto, mas pouca produção ofensiva.

O primeiro chute saiu apenas aos 21 minutos. Raul entrou pela direita e bateu cruzado. Fernando Henrique espalmou. No minuto seguinte, o goleiro recebeu uma joelhada involuntária de Marcinho na cabeça, foi atendido pelo médico tricolor e voltou ao jogo.

Tímido em campo, o Fluminense incomodou aos 26. O estreante Roni passou para Kieza, que foi travado pela zaga e perdeu a oportunidade.

Enlameados e driblando contra os buracos do gramado, os jogadores produziram uma chuva de passes errados. Em um dos raros momentos de perigo, Raul cruzou aos 38, Rodolpho chutou meio sem jeito e Fernando Henrique espalmou.

No lance seguinte, aos 41, Paulo Baier cobrou falta com perfeição no ângulo direito e abriu o placar.

Trave e Galatto garantem a vitória



O Fluminense voltou mais ligado e com duas modificações. Sentindo tonturas, Fernando Henrique deu lugar a Rafael, enquanto Maurício entrou na vaga de Dalton. Roni tabelou com Conca e arriscou de longe e sem direção, aos seis.

Os erros da primeira etapa não cessaram. E só em jogadas esporádicas os times levaram perigo. Aos 15, Raul avançou do meio-campo, finalizou de longe e Rafael mandou para escanteio.

Assista ao vídeo acima com os comentários de Luis Roberto e Júnior sobre a vitória paranaense contra os cariocas.

O Atlético-PR dominou o jogo, mas não criou. Por sua vez, o Fluminense esboçou uma pressão final e só não empatou porque a trave e Galatto impediram. Primeiro, aos 45, Roni cabeceou na trave. Logo depois, Edcarlos cabeceou à queima-roupa e o goleiro do Furacão fez linda defesa.


Ficha técnica:
ATLÉTICO - PR 1 x 0 FLUMINENSE
ATLÉTICO - PR
Galatto, Nei, Rodolpho, Bruno Costa; Raul, Valencia, Wesley, Paulo Baier (Carlão) e Márcio Azevedo; Marcinho e Wallyson (Rafael Miranda).
Técnico: Riva Carli.
FLUMINENSE
Fernando Henrique (Rafael); Ruy, Edcarlos, Luiz Alberto e Dieguinho; Dalton (Maurício), Wellington Monteiro, Diguinho (Alan) e Conca; Roni e Kieza.
Técnico: Renato Gaúcho.
Gols: Paulo Baier, aos 41 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Raul, Nei, Rodolpho, Galatto (Atlético-PR); Diguinho, Edcarlos e Roni (Fluminense).
Cartão vermelho: Raul (Atlético-PR)
Estádio: Café, em Londrina (PR). Data:2/8/2009.
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa-RS).
Auxiliares: José Silveira (RS) e Carlos Berkenbrock (SC).


GRÊMIO 4X1 CRUZEIRO
Grêmio aproveita expulsões do Cruzeiro e, de virada, goleia no estádio Olímpico



Não é a Taça Libertadores, não valeu vaga na final, mas a goleada de 4 a 1 sobre o Cruzeiro no início da noite deste domingo, no Olímpico, foi saboreada pelo Grêmio como se rendesse muito mais do que três pontos na tabela do Campeonato Brasileiro. O jogo marcou o reencontro entre gaúchos e mineiros depois do duelo pelas semifinais da principal competição continental. Na ocasião, a Raposa levou a melhor, eliminou o Tricolor gaúcho e chegou à decisão contra o Estudiantes, que ficou com o título.

O Grêmio deu o troco com os gols de Réver (assista ao lance no vídeo acima), Tcheco, Jonas e Maxi López. Foi de virada. O Cruzeiro saiu na frente com Wellington Paulista, ainda no primeiro tempo, mas viu seus objetivos irem pelo ralo graças às expulsões de Jonathan e Thiago Ribeiro.

Com a vitória, o time gaúcho subiu para o sétimo lugar, com 24 pontos. A Raposa, com 17, caiu para 16º, perto da área de rebaixamento - mas tem um jogo a menos, fora de casa, contra o Botafogo, adiado da 11ª rodada para o dia 27 de agosto. O Cruzeiro volta a campo na quarta-feira, quando recebe o Atlético-PR às 19h30m, no Mineirão. O Grêmio visita o Palmeiras, líder do Campeonato Brasileiro, às 21h de quinta-feira, no Palestra Itália.

Grêmio pressiona, mas quem marca é o Cruzeiro

Água mole em pedra dura tanto bate até que vaza por algum lugar. O Grêmio forçou o jogo, pressionou, perdeu gols e viu até uma bola encontrar a trave no primeiro tempo. Mas quem fez o gol foi o Cruzeiro. E com um jogador a menos.

Era uma partida enrolada, daquelas de causar bocejos, sem chances para lado nenhum. Jonathan, da Raposa, resolveu dar emoção ao jogo e foi expulso com 18 minutos. Os números são um alerta para o time de Adílson Batista: foi o oitavo cartão vermelho para os celestes em 15 rodadas no Brasileirão.

O Grêmio, em vantagem numérica, cresceu na parada. O técnico Paulo Autuori tirou o lateral direito William Thiego e mandou o garoto Douglas Costa a campo. A Raposa ficou acuada, resistindo à pressão gaúcha. Jonas perdeu duas chances. Tcheco e Maxi López desperdiçaram uma cada. Túlio teve oportunidade clara, mas acabou anulado pela zaga no chute final.



As investidas tricolores ao ataque passaram quase sempre por Tcheco. Ele coordenou um time que ficou muito perto de abrir o placar especialmente aos 36 minutos. Em cruzamento do meia, Jonas mandou na trave. A bola passeou por alguns segundos no rebote e depois ficou com Fábio Santos, que chutou mal, fraco, para desespero da torcida.

O lance desperdiçado resultou no gol cruzeirense no contra-ataque. Tcheco, bem no ataque, falhou na defesa ao deslocar Wellington Paulista na área. O pênalti foi cobrado pelo próprio atacante, algoz dos gaúchos já na Libertadores, com três gols em dois duelos pelas semifinais. Neste domingo, ele repetiu a dose, bateu bem e colocou o time mineiro na frente aos 40 minutos (assista ao lance no vídeo acima). A vantagem foi um presente que o Cruzeiro não mereceu. O Grêmio foi muito superior nos 45 minutos iniciais.

Com dois a mais, Grêmio vira e chega à goleada



O Grêmio criou uma pressão insustentável para o adversário no segundo tempo. Foram chances claras, uma atrás da outra. Tcheco perdeu boa chance logo com um minuto. Réver girou a bola um centímetro ao lado da trave. Souza também desperdiçou oportunidade viva. O gol parecia questão de tempo. E aí Thiago Ribeiro, do Cruzeiro, resolveu colaborar. Ele acertou o cotovelo no rosto de Túlio e foi expulso – nono cartão vermelho em 15 jogos para a Raposa.

Com dois a mais, o Grêmio encontrou o empate e logo virou. A igualdade foi buscada pelo Tricolor aos 13 minutos. Tcheco bateu escanteio na cabeça de Réver. A conclusão foi certeira, sem chance para Fábio: 1 a 1. O gol abalou o Cruzeiro, que virou presa fácil por causa das expulsões. Desnorteado, o time mineiro levou a virada. Aos 19 minutos, Tcheco recebeu de Jonas dentro de área e bateu colocado, no cantinho de Fábio. O Olímpico sacudiu em um misto de alívio e alegria (assista ao lance no vídeo acima).

O Cruzeiro não tinha condições de reagir. O Grêmio manteve o adversário encurralado na defesa e alcançou o terceiro gol. Foi aos 30 minutos, com Jonas, de cabeça. E poderia ter saído mais. Sempre no ataque, o Tricolor ainda perdeu boas chances com Maxi López, que no fim acabou deixando a sua marca. Aos 43, o argentino limpou a jogada pela esquerda e chutou forte da entrada da área, no canto esquerdo de Fábio, que nada pôde fazer.


GRÊMIO 4 x 1 CRUZEIRO
GRÊMIO
Víctor, Thiego (Douglas Costa), Réver, Léo e Fábio Santos (Jadílson); Túlio (Joílson), Adílson, Tcheco e Souza; Jonas e Maxi López
Técnico: Paulo Autuori
CRUZEIRO
Fábio, Jonathan, Leonardo Silva, Thiago Heleno e Gerson Magrão; Fabrício, Henrique, Fabinho (Soares) e Marquinhos Paraná (Bernardo); Wellington Paulista (Elicarlos) e Thiago Ribeiro
Técnico: Adilson Batista
Gols: Wellington Paulistas, aos 40 minutos do primeiro tempo; Réver, aos 13, Tcheco, aos 19, Jonas, aos 30, e Maxi López, aos 43 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Maxi López (Grêmio); Jonathan, Fabrício e Thiago Heleno (Cruzeiro) Cartões vermelhos: Jonathan e Thiago Ribeiro (Cruzeiro)
Estádio: Olímpico, em Porto Alegre (RS) Data: 02/08/2009
Árbitro: Evandro Rogerio Roman
Auxiliares: Marcos Rogerio da Silva e Roberto Braatz


ATLÉTICO - MG 3X2 CORITIBA
Renan Oliveira ressurge e garante vitória do Atlético-MG sobre o Coritiba



Alegria completa para os atleticanos que foram ao Mineirão neste domingo. Depois de verem os garotos do Galo conquistarem o tetracampeonato a Taça BH de Futebol Júnior na preliminar, os torcedores assistiram à vitória suada dos profissionais sobre o Coritiba, por 3 a 2, pela 16ª rodada (assista ao vídeo ao lado). Jonílson, Diego Tardelli, novo artilheiro do Brasileirão, e Renan Oliveira, no melhor estilo salvador da pátria, fizeram para os donos da casa. Demerson e Leozinho descontaram para o Coxa. Com o resultado, o time de Celso Roth chega a 31 pontos e encurta a distância para o líder Palmeiras, que tem 34. A equipe do Alto da Glória tem 16 e continua em 16º, primeira posição fora da zona do rebaixamento.

O Atlético-MG só volta a jogar pelo Nacional no dia 12, contra o Palmeiras, pela 18ª rodada. A partida da 17ª, contra o Internacional, foi adiada para 2 de setembro, pois o Colorado disputa a Copa Suruga, no Japão. O Coritiba recebe o Santos, na quarta-feira, no Couto Pereira.

Confira a classificação atualizada do Brasileirão


Não dá nem para respirar



“Vamos marcar muito!”. A frase foi dita pelos jogadores do Coritiba ainda no túnel que leva ao gramado do Mineirão. Mas o que se viu nos minutos iniciais do jogo foi um time mais ofensivo que os donos da casa. De volta ao Coxa após cumprir suspensão, Marcelinho Paraíba logo mostrou que faz a diferença. Aos três, ele achou Jaílton livre de marcação do lado esquerdo, o volante invadiu a área, mas foi travado por Aranha na hora do arremate. O goleirão foi testado novamente, aos seis, em chute de longe de Marcos Aurélio, mas conseguiu espalmar.

Com Carlos Alberto de volta à lateral direita, e Evandro no lugar de Júnior, o Galo demorou um pouquinho para se organizar no campo, mas quando chegou...que perigo. Aos 11, Diego Tardelli cruzou, Eder Luis escorou para Carlos Alberto chutar, a bola desviou na zaga, e Michel Bastos defendeu. No rebote, Thiago Feltri bateu cruzado e acertou a trave. Na volta, Evandro cabeceou, mas a zaga coxa-branca afastou na base do chutão. E não houve sorte que ajudasse o Coxa no lance seguinte, aos 14. Evandro cobrou falta para a área, e Jonílson, completamente livre, cabeceou para o chão e mandou para a rede (assista ao vídeo acima).



A blitz atleticana não parou por aí. Só um minuto depois, novo gol de cabeça. Thiago Feltri recebeu na área, parou a bola, cruzou com toda calma do mundo, e achou Tardelli na pequena área para fazer o segundo. Nono do goleador, agora jogador da seleção brasileira, no Brasileirão. Ele divide a artilharia com Val Baiano, do Barueri. Comemoração tradicional com direito a “tiros” do matador (assista ao vídeo ao lado).

O time de René Simões tirou força da desvantagem e foi para cima. E qual seria a melhor arma para tentar surpreender o adversário? A bola aérea passou de veneno a antídoto. Na cobrança de estanteio de Marcelinho Paraíba, o zagueiro Demerson nem precisou subir muito para cabecear. A bola ainda desviou de leve na defesa atleticana e tirou a chance de Aranha defender: 2 a 1 (assista ao vídeo abaixo). O time do Alto da Glória cresceu e passou a investir nos chutes de fora da área.



Intimidado, o Atlético deu um tempo nos ataques e só voltou a levar perigo aos 29. Carlos Alberto ficou livre na ponta direita, chutou forte, e Edson Bastos espalmou meio sem jeito. Aí o jogo ficou lá e cá, em ritmo alucinante. O empate do Coxa só não saiu porque Aranha vive grande fase. Marcos Aurélio foi lançado na área, chutou de primeira, colocado, e o camisa 36 foi buscar com um tapa de mão esquerda. O lance, aos 37, foi o último a arrancar suspiros na etapa inicial.

Coxa dá trabalho, mas Renan Oliveira decide



A pressão que se esperava por parte do Coritiba não aconteceu no início do segundo tempo. O Atlético tomou a iniciativa e tentou liquidar o jogo de imediato. O relógio nem marcava um minuto, e Júnior, que entrou no lugar de Evandro, bateu falta em diagonal, a bola desviou na zaga paranaense e por pouco não balançou a rede. Aos sete, o meia tentou mais uma vez de longe, desta vez com a bola rolando, mas Edson Bastos afastou o perigo.

Depois de descansar durante todo o primeiro tempo no banco de reservas, o camisa 6 se apresentou cheio de disposição. Numa bela jogada pela direita, o canhoto usou o pé que não é bom para achar Welton Felipe livre na área. O zagueirão bateu no melhor estilo atacante, de primeira, mas Edson Bastos defendeu novamente. A dupla voltou a funcionar aos 21. Welton Felipe foi lançado por Júnior, ficou na cara do gol coxa-branca, mas chutou nas mãos de Bastos. O próximo a perder uma boa chance seria Marcos Aurélio, até então sumido no segundo tempo da partida. Aos 25, ele ficou livre na entrada da área, tentou encobrir Aranha, só que chutou forte de mais e mandou o empate para fora.



Inspirado, Júnior servia um companheiro de cada vez na tentativa de ajudar o time a ampliar. O próximo do "rodízio" foi Thiago Feltri, aos 30. Ele recebeu passe preciso do capitão, bateu de esquerda, mas Edson Bastos também estava em ótima noite.

Aos 36, o Atlético acabou punido pelo caminhão de gols perdidos. Leozinho recebeu na esquerda, invadiu a área e bateu na saída do goleiro Aranha: 2 a 2. O empate calou o Mineirão e fez o técnico Celso Roth mexer no time de forma emergencial. O garoto Renan Oliveira, que andava sumido depois de se recuperar de uma grave lesão no joelho, foi chamado para a vaga de Eder Luis. Aos 41, a estrela do meia brilhou. Ele recebeu passe de Wellinton Saci na marca do pênalti, girou bonito e bateu forte, no canto: 3 a 2. Desta vez Edson Bastos não fez milagre.


Ficha técnica:
ATLÉTICO - MG 3 x 2 CORITIBA
ATLÉTICO - MG
Aranha; Carlos Alberto, Werley, Welton Felipe e Thiago Feltri (Wellinton Saci); Jonílson, Renan, Serginho e Evandro (Júnior); Diego Tardelli e Eder Luis (Renan Oliveira).
Técnico: Celso Roth.
CORITIBA
Edson Bastos; Márcio Gabriel, Demerson, Jéci, e Carlinhos Paraíba (Pedro Ken); Dirceu (Guaru), Jaílton, Leandro Donizete e Marcelinho Paraíba; Marcos Aurélio e Bruno Batata (Leozinho).
Técnico: René Simões.
Gols: Jonílson, aos 14, Diego Tardelli, aos 15, e Demerson, aos 20 do primeiro tempo. Leozinho, aos 36, e Renan Oliveira, aos 41 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Serginho, Júnior e Diego Tardelli (Atlético-MG); Dirceu, Marcos Aurélio e Jéci (Coritiba).
Estádio: Mineirão, Belo Horizonte. Data: 02/08/2009.
Árbitro: Felipe Gomes da Silva (RJ).
Auxiliares: Ricardo Mauricio Ferreira de Almeida (RJ) e Dibert Pedrosa Moises (RJ).


SANTO ANDRÉ 1X2 GOIÁS
Nos acréscimos, Goiás consegue vitória de virada sobre o Santo André

Foi no sufoco, na base da pressão, mas o Goiás conseguiu manter sua série invicta. Depois de sair perdendo, o time de Hélio dos Anjos conseguiu a virada aos 47 minutos do segundo tempo, com um gol de Júlio César, e venceu o Santo André por 2 a 1. Conseguiu a quinta vitória consecutiva diante de 847 pagantes - o menor público deste Campeonato Brasileiro - no Anacleto Campanella.

Com o resultado, o time do Centro-Oeste subiu para a terceira posição, agora com 29 pontos. Já o Ramalhão, que teve a estreia do técnico Alexandre Gallo, segue em 14º lugar, com 18 pontos. Na próxima quarta-feira, o Santo André visita o Avaí, na Ressacada. Já o Goiás tenta se manter no G-4 contra o Flamengo, no Serra Dourada.

Goiás um pouco melhor

O primeiro tempo foi ruim no Anacleto Campanella, estádio utilizado para receber a partida, já que o gramado do Bruno José Daniel passa por reformas. Com muitas dificuldades de tocar a bola, Santo André e Goiás castigaram os poucos torcedores que compareceram ao estádio em São Caetano. Prova é que o primeiro momento de emoção aconteceu somente aos 30 minutos.

Em jogada individual, Iarley avançou e chutou, mas a bola saiu um pouco acima do travessão de Neneca. E assim, aos poucos, o Goiás começou a se impor na partida e fazer as melhores jogadas. Aos 35, Júlio César bateu forte, e o goleiro do Santo André espalmou. Marcel ainda precisou salvar o gol tirando a bola em cima da linha. Seis minutos depois, Zé Carlos arriscou de fora e viu a bola passar perto do ângulo direito do rival.

Numa das poucas chances do Ramalhão, e a única a animar a pequenina torcida, saiu dos pés de Marcelinho Carioca, aos 43 minutos. Depois de receber cruzamento de Arthur, o experiente meia, de bicicleta, obrigou Harlei a fazer uma defesa. A torcida, irritada, pediu por Pablo Escobar.

Escobar muda o jogo, mas Goiás consegue virar

Atendendo ao desejo dos torcedores, o estreante Alexandre Gallo promoveu mudanças que tornaram o Santo André melhor no segundo tempo, com Pablo Escobar e Júnior Dutra. A equipe passou a pressionar mais o Goiás.

No primeiro lance de perigo, o paraguaio naturalizado boliviano ajeitou no peito e chutou contra Harlei, obrigando o goleiro goiano a espalmar para fora, aos quatro minutos. Depois, novamente Escobar protagonizou um lance bizarro, quando bateu de fora da área, e a bola saiu pela lateral.

Apesar da jogada esquisita, foi ele que abriu o placar para o time do ABC paulista, que dominava a partida. Aos 21 minutos, impedido, ele recebeu passe de Romulo na área. O goleiro Harley conseguiu salvar no primeiro lance, mas depois o atacante pegou o rebote do chute de Marcelinho Carioca e fez 1 a 0 para o Santo André.

Não deu muito tempo para o Santo André curtir a vitória. Aos 32 minutos, o Goiás conseguiu um rápido contragolpe puxado por Júlio César, que cruzou rasteiro para Iarley empatar por 1 a 1. Foi o sétimo gol do camisa 9 do time esmeraldino no Campeonato Brasileiro.

Já nos acréscimos, o Goiás encontrou a vitória num contra-ataque armado por Bruno Meneghel. Em jogada rápida, ele passou para Júlio César, que aos 47 minutos deu o 2 a 1 ao time goiano.


Ficha técnica:
SANTO ANDRÉ 1 x 2 GOIÁS
SANTO ANDRÉ
Neneca, Romulo, Cesinha, Marcel e Arthur (Júnior Dutra); Fernando, Ricardo Conceição, Marcelinho Carioca (Dionísio), Rodrigo Fabri (Pablo Escobar) e Elvis; Nunes.
Técnico: Alexandre Gallo.
GOIÁS
Harlei, Ernando, Tolói e João Paulo; Douglas, Fernando (Gomes), Amaral, Felipe Menezes e Júlio César; Iarley e Zé Carlos (Bruno Meneghel).
Técnico: Hélio dos Anjos.
Gols: Pablo Escobar, aos 21 minutos do segundo tempo. Iarley, aos 32 minutos, e Júlio César, aos 47 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Fernando (Santo André); Iarley, Douglas e João Paulo (Goiás).
Estádio: Anacleto Campanella, em São Caetano.
Público: 847 pagantes. Renda: R$14.445.
Data: 02/08/2009.
Árbitro: Wagner Tardelli (SC).
Auxiliares: Alcides Zawaski Pazetto (SC) e João Gomes Jacome (AC).

5 Rodada:Série D

CENTRAL 1X0 SANTA CRUZ
Santa Cruz perde mais uma e se complica na Série D

O Santa Cruz amargou mais uma derrota no Campeonato Brasileiro da Série D e não depende mais apenas de suas forças para passar à próxima fase do torneio. Lanterna do grupo 4, o time perdeu para o Central-PE, por 1 a 0, fora de casa, e agora tem chances remotas de ficar com a vaga.

A situação do tradicional time pernambucano só não é mais complicada porque o grupo está disputado. Para se classificar, a equipe precisa vencer o CSA-AL, com seis pontos, no Mundão do Arruda, e torcer para que o Central-PE, líder com nove pontos, vença o segundo colocado Sergipe, com sete, em Aracaju. Ainda assim, a decisão vai para o saldo de gols.

Já pelo grupo 3, o Ferroviário ainda não carimbou o passaporte, mas deu um passo importante para seguir em frente no torneio. Com gols de Ivan e Juninho, o time venceu o concorrente direto Treze-PB, por 2 a 0, e foi a sete pontos, deixando o adversário com cinco. O Alecrim-RN, já classificado, perdeu para o Flamengo-PI, por 2 a 0, e permaneceu com dez pontos.

Mas nem todos os times aproveitaram suas chances. No grupo 9, o Ypiranga-RS teve tudo para comemorar a classificação. Mas, vencia por 2 a 1 o Naviraíense e permitiu o empate por 3 a 3. Assim foi a 8 pontos e disputará a vaga com o Londrina, com seis.

No duelo de confrontos diretos pelo grupo 10, Brusque-SC e Corinthians-PR desperdiçaram a melhor oportunidade de se afastar do concorrente e empataram em 1 a 1. O time paranaense foi a 8 pontos e os catarinenses a 7. Assim, se mantiveram na segunda e terceira colocações, respectivamente.

Pelo grupo 5, o Fluminense-BA saiu na frente para garantir a segunda vaga. A equipe venceu o Atlético-BA, por 2 a 1, e foi a sete pontos. Já seu principal oponente, Rio Branco-ES, não saiu de um empate por 1 a 1 com o já classificado Macaé-RJ e atingiu os cinco pontos na tabela.

5 Rodada:Série D

CENTRAL 1X0 SANTA CRUZ
Santa Cruz perde mais uma e se complica na Série D

O Santa Cruz amargou mais uma derrota no Campeonato Brasileiro da Série D e não depende mais apenas de suas forças para passar à próxima fase do torneio. Lanterna do grupo 4, o time perdeu para o Central-PE, por 1 a 0, fora de casa, e agora tem chances remotas de ficar com a vaga.

A situação do tradicional time pernambucano só não é mais complicada porque o grupo está disputado. Para se classificar, a equipe precisa vencer o CSA-AL, com seis pontos, no Mundão do Arruda, e torcer para que o Central-PE, líder com nove pontos, vença o segundo colocado Sergipe, com sete, em Aracaju. Ainda assim, a decisão vai para o saldo de gols.

Já pelo grupo 3, o Ferroviário ainda não carimbou o passaporte, mas deu um passo importante para seguir em frente no torneio. Com gols de Ivan e Juninho, o time venceu o concorrente direto Treze-PB, por 2 a 0, e foi a sete pontos, deixando o adversário com cinco. O Alecrim-RN, já classificado, perdeu para o Flamengo-PI, por 2 a 0, e permaneceu com dez pontos.

Mas nem todos os times aproveitaram suas chances. No grupo 9, o Ypiranga-RS teve tudo para comemorar a classificação. Mas, vencia por 2 a 1 o Naviraíense e permitiu o empate por 3 a 3. Assim foi a 8 pontos e disputará a vaga com o Londrina, com seis.

No duelo de confrontos diretos pelo grupo 10, Brusque-SC e Corinthians-PR desperdiçaram a melhor oportunidade de se afastar do concorrente e empataram em 1 a 1. O time paranaense foi a 8 pontos e os catarinenses a 7. Assim, se mantiveram na segunda e terceira colocações, respectivamente.

Pelo grupo 5, o Fluminense-BA saiu na frente para garantir a segunda vaga. A equipe venceu o Atlético-BA, por 2 a 1, e foi a sete pontos. Já seu principal oponente, Rio Branco-ES, não saiu de um empate por 1 a 1 com o já classificado Macaé-RJ e atingiu os cinco pontos na tabela.