quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Eliminatórias Sulamericanas para a Copa do Mundo

BOLÍVIA 1X3 EQUADOR
Equador sobe o morro, vence a Bolívia e esquenta briga pela vaga com a Argentina

Mesmo jogando fora de casa, o Equador não teve dificuldade para bater a Bolívia nesta quarta-feira por 3 a 1, na altitude de La Paz, em jogo válido pela 16ª rodada das eliminatórias da Copa do Mundo. Com a vitória, o time equatoriano chegou aos 23 pontos e ultrapassou a Argentina, que perdeu para o Paraguai mais tarde, em Assunção, e estacionou nos 22 pontos, em quinto lugar, na zona da repescagem.





Com um futebol veloz e buscando o ataque, o Equador não demorou muito para abrir o placar. Aos três minutos de jogo, o meia Edison Méndez já tinha balançado a rede boliviana. No fim do primeiro tempo, Antonio Valencia ampliou o placar para o Equador.

Na etapa final, a seleção administrou bem o resultado, mas ainda deu tempo para aumentar o marcador para 3 a 0 com Cristian Benítez, aos 12 minutos. No fim do jogo, Yecerotte descontou para os donos de casa.

O Equador fecha sua participação nas eliminatórias em outubro, quando enfrentará o Uruguai, dia 10/10, em Quito, e o Chile, quatro dias depois, em Santiago.


URUGUAI 3X1 COLÔMBIA
Na raça, Uruguai vence Colômbia e se mantém vivo na briga pela vaga na Copa



Foi suado, na base da raça, mas o Uruguai conseguiu derrotar a Colômbia por 3 a 1 nesta quarta-feira e se manteve com chances de classificação para a Copa do Mundo de 2010. Suárez, Scotti e Eguren fizeram os gols da Celeste no estádio Centenário de Montevidéu, Martínez descontou.

Com o resultado, o Uruguai assumiu a sexta colocação nas eliminatórias sul-americanas, com 21 pontos. Os bicampeões mundiais estão uma posição abaixo da Argentina (22), que no momento seria a seleção sul-americana classificada para a repescagem. A Colômbia se manteve logo atrás, com 20 pontos. O Equador, que mais cedo bateu a Bolívia por 3 a 1, tem 23 pontos e é o quarto colocado (os quatro primeiros vão à Copa). Brasil e Paraguai já estão classificados e o Chile está bem próximo de assegurar a vaga.

Expulsão tola complica a vida dos uruguaios

O início do jogo deu a impressão de que a vitória uruguaia seria fácil. Logo aos sete minutos, Suárez abriu o placar. O atacante recebeu passe com açúcar no lado esquerdo da área e tocou por cima do goleiro.

A Celeste seguiu melhor, mas teve de pôr as barbas de molho aos 31, quando Valdez deu carrinho criminoso em Viáfara e foi expulso. A Colômbia então cresceu no jogo, mas foi para o intervalo em desvantagem.

Com menos de um minuto do segundo tempo, os colombianos retribuíram o presente e Gutiérrez, numa solada boba, foi expulso. Apesar de os dois times jogarem com dez homens, os colombianos se mostraram melhor na primeira metade da etapa inicial.

Castillo sai mal do gol e Colômbia chega ao empate

Aos 18, o goleiro Castillo, do Botafogo, saiu mal do gol num cruzamento e Martínez empatou de cabeça. O alvinegro reclamou, sem razão, de falta no lance.

Atordoado, o Uruguai correu risco de levar o segundo nos minutos seguintes. Mas na base da raça, a Celeste buscou a vitória. Aos 31, após cruzamento da esquerda, Scotti, que entrara para recompor a zaga uruguaia após a expulsão do primeiro tempo, testou para a rede.

A torcida explodiu no estádio Centenário. A Colômbia, precisando buscar um melhor resultado, tentou ir ao ataque mas acabou levando o terceiro, aos 43. Forlán foi ao fundo pela esquerda e cruzou rasteiro para trás. Eguren emendou para a rede e fez o gol do alívio uruguaio.

Na próxima rodada, o Uruguai visita o Equador, enquanto a Colômbia recebe o Chile.


PARAGUAI 1X0 ARGENTINA
Paraguai vence, garante vaga na Copa do Mundo e afunda Argentina na crise

O Paraguai é a segunda seleção sul-americana classificada para a Copa do Mundo. Jogando com imponência no estádio Defensores del Chaco, nesta quarta-feira, a equipe alvirrubra derrotou a desorganizada Argentina de Maradona por 1 a 0 e, assim como já fizera o Brasil, assegurou lugar na Copa do Mundo de 2010. Haedo Valdez fez o gol da classificação.





Os paraguaios somam agora 30 pontos e, a duas rodadas do fim das eliminatórias sul-americanas, não têm mais como ficar abaixo da quarta colocação (os quatro primeiros garantem vaga). Já a Argentina complicou sua situação. A seleção do técnico Maradona segue com 22 pontos, agora em quinto lugar (um à frente do Uruguai, sexto). Se as eliminatórias terminassem hoje, os hermanos teriam de jogar uma repescagem contra o quarto colocado das eliminatórias da Concacaf.

A seleção paraguaia foi amplamente superior à da Argentina nesta quarta-feira. Antes mesmo de abrir o marcador, ainda no primeiro tempo, o time de Cabañas e companhia já havia mandado duas bolas na trave.

Com toques rápidos, os paraguaios envolveram a perdida seleção argentina, que teve quatro mudanças em relação ao jogo de sábado, contra o Brasil: Papa entrou na lateral esquerda e Heinze foi deslocado para a quarta zaga, Gago tomou a vaga de Maxi Rodríguez no meio, e, na frente, o machucado Tevez deu lugar a um inoperante Agüero. Houve ainda a troca do goleiro. Se antes Maradona fez uso de Andújar, desta vez lançou Romero.

A primeira boa chegada foi do Paraguai, aos sete minutos. Torres cruzou, Haedo chutou para o gol e Romero rebateu a bola, que pegou na trave. Messi, aos 12, tentou em cobrança de falta, mas só acertou a barreira.

O Paraguai acertou a trave novamente aos 23. Haedo tocou para Santana, que carimbou a moldura do goleiro Romero.

O gol dos donos da casa surgiu aos 28 minutos, em grande jogada de Cabañas. O carrasco de Flamengo e Santos na Libertadores 2008 recebeu na intermediária, tabelou com Riveros e deu passe açucarado para Haedo. O atacante recebeu no lado esquerdo da área e bateu cruzado, sem chances para Romero.

Expulsão de Verón faz Argentina implodir

No segundo tempo, a Argentina sofreu duro golpe quando Verón foi expulso. O meia, que já tinha levado cartão amarelo na primeira etapa, recebeu o segundo aos sete minutos. O veterano reclamou com o árbitro brasileiro Sálvio Spinola de uma falta e foi para o chuveiro mais cedo.

A partir daí, o Paraguai não foi mais tão incisivo quanto no início da partida. Na base da vontade, a Argentina tentou buscar o empate, mas quase não conseguiu levar perigo ao gol de Villar.

Maradona ainda mandou a campo os veteranos Palermo e Schiavi, para tentar bolas altas, mas de nada adiantou. O zagueirão teve a chance de empatar nos acréscimos, em bola ajeitada de cabeça por Palermo, mas furou na boca do gol.

Dieguito amargou mais uma derrota. Nas duas últimas rodadas, dias 10 e 14 de outubro, os hermanos recebem o Peru e depois encerram sua participação contra o Uruguai (adversário direto), em Montevidéu.


BRASIL 4X2 CHILE
Nilmar dá show em Salvador e garante vitória brasileira sobre o Chile

Quem esperava que Adriano brilharia atuando no lugar do suspenso Luis Fabiano teve de bater palmas para Nilmar. Com três gols, o atacante do Villarreal-ESP garantiu a vitória do Brasil sobre o Chile por 4 a 2, nesta quarta-feira à noite, em Salvador, pelas eliminatórias da Copa de 2010. O ex-colorado atuou na vaga de Robinho, que se machucou contra a Argentina, sábado passado. O Imperador, após um primeiro tempo razoável, sumiu na etapa final. O Brasil jogou com um a menos desde os quatro minutos do segundo tempo, quando Felipe Melo foi expulso - o chileno Sanchez recebeu também o vermelho, só que aos 33, quando o placar já estava 4 a 2.



Para o Brasil, o resultado serviu apenas para confirmar sua hegemonia no futebol sul-americano. Já classificada para o Mundial da África do Sul, ano que vem, a seleção lidera as eliminatórias, com 33 pontos. O Chile ainda tem mais dois jogos para tentar sua vaga, e precisa de três pontos em seis que vai disputar.

CONFIRA A CLASSIFICAÇÃO COMPLETA


Os chilenos pegam a Colômbia, fora, no dia 10 de outubro, e o Equador, em casa, dia 14. O Brasil encerra a sua participação contra a Bolívia, dia 10, fora, e Venezuela, dia 14, em Campo Grande (MS).

Brasil aperta, e defesa chilena entrega

O Chile começou o jogo abusado. Com uma formação ousada de três atacantes - Sanchez pela direita, Beausejour pela esquerda e Suazo centralizado - o time de Marcelo Bielsa se aproveitava de espaços entre a defesa e os volantes brasileiros, que iniciaram o jogo muito distantes. Nos cinco primeiros minutos, os chilenos rondaram perigosamente a área brasileira, sem, no entanto, conseguir arrematar a gol.

VEJA GALERIA DE FOTOS DA PARTIDA EM SALVADOR




O problema é que eles cutucaram onça com vara curta. A partir do momento que a seleção brasileira colocou a bola no chão e conseguiu acertar uma sequência de, pelo menos, três passes certos, encontrou uma defesa chilena atrapalhada, mal posicionada, que não oferecia a menor resistência às investidas. O primeiro gol canarinho poderia ter saído aos 7, quando Luisão subiu mais alto que todo mundo e completou com uma cabeçada firme a cobrança de escanteio da esquerda. Matias Fernandez, sobre a linha, salvou.

O Brasil melhorou sua marcação, a defesa se adiantou, e o Chile, embora ainda conseguisse dominar a bola pelo meio, teve dificuldades de se aproximar da área. Passou, então a arriscar chutes de fora. O de Fernandez, aos 17, obrigou Julio César a espalmar, na primeira participação do goleiro brasileiro na partida.

A seleção de Dunga seguia apertando a defesa chilena. A rapidez de Nilmar, a força de Adriano e as chegadas constantes de Daniel Alves, que, para alegria dos baianos, foi titular no meio, na vaga de Elano, levavam a zaga adversária à loucura. Aos 31, Daniel acertou bom cruzamento da direita, Adriano e Nilmar foram na bola, mas ela acabou no pé esquerdo do ex-colorado, que acertou um chute firme, de primeira, estufando as redes.

O jogo estava franco. O Chile tentava atacar, e o Brasil respondia em cima. Aos 39, Matias Fernandez recebeu cruzamento de Sanchez e emendou um chute de direita. Julio César salvou. Na resposta, aos 40, a defesa chilena mostrou mais uma vez toda a sua fragilidade. O goleiro Bravo tentou sair jogando e deu um passe muito fraco para seus zagueiros Jara e Ponce. Nilmar roubou a bola e rolou para Daniel Alves, que tocou de primeira para Júlio Baptista. O camisa 10 vinha pelo meio e completou de pé direito, num chute colocado, rasteiro, no canto direito.

Mas o Chile não estava entregue, apesar dos gritos de olé da torcida brasileira. Se a defesa é fraca, o ataque é insinuante. Sanchez, mais ainda. Aos 44, como um autêntico ponta-direita, ele deixou André Santos na saudade, invadiu a área e foi derrubado por Felipe Mello. Pênalti que Suazo, aos 45, bateu firme, pelo alto, sem chances para Julio César.

Chile assusta, mas Nilmar resolve

Com o gol marcado no finzinho do primeiro tempo, os chilenos voltaram acesos para o segundo. Logo aos quatro minutos, o sempre perigoso Sanchez foi para cima de Felipe Melo, que apelou, deixou o pé e acertou o adversário. Acabou expulso, apesar dos protestos dos brasileiros, que consideraram o vermelho exagerado.

O fato é que, com um jogador a menos, ainda mais um volante, a defesa brasileira se escancarou. E aos sete, veio o empate. Matias Fernandez entrou pela esquerda e cruzou. Suazo entrou sozinho pelo meio da área e completou de primeira.

Tensão no ar. A seleção passou a errar passes. Daniel Alves, que fez um ótimo primeiro tempo, caiu demais. Nilmar e Adriano, isolados, não conseguiam dominar a bola. Aos 21, a torcida já começava a ensaiar vaias e a pedir mudanças na equipe. Dunga atendeu, colocando Sandro no lugar de Júlio Baptista. Diego Tardelli também entrou na vaga de Adriano, que sumiu. Elano substituiu André Santos.

Com as mudanças, o Brasil melhorou. Controlou novamente a posse de bola e houve maior aproximação dos meias com o ataque. Aos 29, no cruzamento da direita executado por Maicon, Nilmar ganhou pelo alto e cabeceou para o gol, balançando as redes. Aí, o Chile se entregou. Aos 31, Elano acertou lindo lançamento para Maicon, que entrou pela direita e chutou cruzado. Na sobra, Nilmar mais uma vez empurrou para o gol: 4 a 2.

Logo depois, o Chile passou a ficar também com dez. Sanchez, que já tinha o amarelo, acabou expulso por reclamação. Com o jogo ganho, a seleção apenas se limitou a controlar as tentativas chilenas. No fim, aplausos da torcida baiana.


Ficha técnica:
BRASIL 4 x 2 CHILE
BRASIL
Julio César, Maicon, Miranda, Luisão e André Santos (Elano); Felipe Melo, Gilberto Silva, Daniel Alves e Júlio Baptista (Sandro); Nilmar e Adriano (Diego Tardelli).
Técnico: Dunga.
CHILE
Muñoz Bravo, Medel, Jara, Ponce e Millar (Isla); Carmona, Vidal (Cereceda) e Matias Fernandez; Sanchez, Suazo (Valdivia) e Beausejour
Técnico: Marcelo Bielsa.
Gols: Nilmar, aos 31, Júlio Baptista, aos 40, e Suazo, aos 45 minutos do primeiro tempo; Suazo, aos 7, e Nilmar, aos 29 e 31 minutos
Cartões amarelos: Jara, Sanchez (Chile).
Cartão vermelho: Felipe Melo (Brasil) e Sanchez (Chile).
Estádio: Pituaçu, em Salvador. Data: 09/09/2009.
Árbitro: Jorge Larrionda (URU).
Auxiliares: Pablo Fandino (URU) e Mauricio Espinosa (URU).
Público e renda: 30.370 pagantes/R$ 4.350.425,00


VENEZUELA 3X1 PERU
Venezuela derrota peruanos e fica a um ponto da Argentina



A Venezuela recebeu nesta quarta-feira a seleção peruana, em Puerto La Cruz, e venceu pelo placar de 3 a 1. Fedor (dois) e Vargas fizeram os gols que mantiveram viva a esperança da seleção "vinotinto" de se classificar para sua primeira Copa do Mundo. Fuenmayor, contra, marcou para os visitantes.

Com o resultado, a Venezuela assumiu a sétima colocação das eliminatórias sul-americanas, com 21 pontos. A Argentina, atual quinta colocada (posição que vale vaga na repescagem), aparece com um ponto a mais. O Equador, em quarto, tem 23. Nas duas últimas rodadas, os venezuelanos encaram os já classificados Paraguai e Brasil.

Já desclassificada quando entrou em campo, a seleção peruana, lanterna com dez pontos, não foi páreo para a Vinotinto. O primeiro gol do jogo surgiu 32 minutos, quando Fedor recebeu livre na área e soltou a bomba para fazer 1 a 0.

O gol de empate do Peru surgiu num lance de sorte, pouco antes do intervalo. Solano bateu falta da intermediária, Fuenmayor desviou e mandou contra a própria meta.

No segundo tempo, a Venezuela não deu sopa ao azar e tratou de resolver a parada. Aos 7 minutos, Fedor recebeu passe pelo meio e soltou a bomba para fazer 2 a 1. Aos 24, a Venezuela fechou o caixão com um gol de Vargas, de cabeça.

Eliminatórias Européias da Copa do Mundo

GRUPO 1
Pepe marca, Portugal vence Hungria e renova as esperanças de classificação

A estrela de Portugal tem mesmo um brilho brasileiro. E agora um pouco mais luminoso. Após o atacante Liedson definir o empate salvador com a Dinamarca, no último sábado, agora foi a vez de o naturalizado português Pepe renovar as esperanças lusitanas de uma classificação para a Copa do Mundo de 2010.

O zagueiro do Real Madrid, que atuou como volante, escorou de cabeça o cruzamento do também brasileiro Deco, aos nove minutos do primeiro tempo, marcando o único gol da vitória sobre a adversária direta Hungria, por 1 a 0, no Ferenc Puskas Stadium, nesta quarta-feira, pela antepenúltima rodada do Grupo 1 das eliminatórias europeias.



O resultado veio acompanhado do empate da Dinamarca com a Albânia, por 1 a 1, fora de casa, que deixou a seleção do técnico Carlos Queiroz com 13 pontos, agora na terceira colocação – ultrapassando a Hungria no saldo de gols. Os dinamarqueses lideram a chave com 18 pontos, seguidos pelos suecos, com 15.

Na próxima rodada, no dia 10 de outubro, os lusos enfrentam novamente os húngaros, desta vez em Lisboa, enquanto a Dinamarca recebe a Suécia no duelo dos vikings, em Copenhague, no jogo que pode garantir a tão sonhada classificação antecipada para a seleção dos atacantes Bendtner e Tomasson.

CONFIRA A CLASSIFICAÇÃO DAS ELIMINATÓRIAS EUROPEIAS

De acordo com o regulamento das eliminatórias europeias, os primeiros colocados dos nove grupos se garantem na Copa. Os oito melhores segundos colocados disputam uma repescagem em novembro pelas últimas quatro vagas do continente.

Como o grupo 9, da já classificada Holanda, conta apenas com cinco equipes (os outros possuem seis), na hora do cálculo para se determinar os oito melhores segundo colocados serão excluídos os jogos contra o último de cada uma das chaves de 1 a 8.

Confira os resultados do Grupo 1 das eliminatórias:

Malta 0 x 1 Suécia
Albânia 1 x 1 Dinamarca
Hungria 0 x 1 Portugal


GRUPO 2
Israel aplica 7 a 0 em Luxemburgo e entra na briga por vaga na Copa do Mundo

Jogando ao lado de sua torcida, a seleção de Israel goleou impiedosamente o Luxemburgo, por 7 a 0, e entrou na briga por uma das vagas no Grupo 2 das eliminatórias europeias da Copa do Mundo de 2010. O atacante Elyaniv Barda, que atua no futebol belga, foi o destaque da partida com três gols.

O resultado deixa os israelenses na quarta colocação, com 12 pontos. A chave é liderada pela Suíça, que desperdiçou chance de se garantir ao menos no segundo lugar ao empatar com a Letônia, fora de casa, por 2 a 2. Isso porque a Grécia também ficou em igualdade com a lanterna Moldávia, por 1 a 1, na capital Chisinau.

De acordo com o regulamento das eliminatórias europeias, os primeiros colocados dos nove grupos se garantem na Copa. Os oito melhores segundos colocados disputam uma repescagem em novembro pelas últimas quatro vagas do continente.

Como o grupo 9, da já classificada Holanda, conta apenas com cinco equipes (os outros possuem seis), serão excluídos os jogos contra o último de cada uma das chaves de 1 a 8 para determinar os oito melhores segundo colocados.

Confira os resultados do Grupo 2 das eliminatórias:

Israel 7 x 0 Luxemburgo
Letônia 2 x 2 Suíça
Moldávia 1 x 1 Grécia


GRUPO 3
Eslováquia vence a Irlanda do Norte, mas outro resultado impede a classificação

A classificação da Eslováquia para a Copa do Mundo de 2010 foi adiada possivelmente para a próxima rodada do grupo 3 das Eliminatórias. A seleção venceu a Irlanda do Norte por 2 a 0, mas precisava de um empate no jogo entre Polônia e Eslovênia, o que não aconteceu. A Eslovênia ganhou por 3 a 0 e se manteve com chances ao chegar aos 14 pontos, cinco a menos que a líder. Ainda restam dois jogos para as equipes.

Jogando em casa, a República Tcheca atropelou o eterno saco de pancadas europeu San Marino, por 7 a 0. Com o resultado, a seleção do leste europeu, com 14 pontos, também segue com chances de garantir uma vaga.

De acordo com o regulamento das eliminatórias europeias, os primeiros colocados dos nove grupos se garantem na Copa. Os oito melhores segundos colocados disputam uma repescagem em novembro pelas últimas quatro vagas do continente.

Como o grupo 9, da já classificada Holanda, conta apenas com cinco equipes (os outros possuem seis), na hora do cálculo para se determinar os oito melhores segundo colocados serão excluídos os jogos contra o último de cada uma das chaves de 1 a 8.


GRUPO 4
Com dois gols de Klose, Alemanha goleia o Azerbaijão e continua líder do grupo 4

A Alemanha continua firme em busca por uma vaga para a Copa do Mundo de 2010. A seleção goleou o já desclassificado Azerbaijão por 4 a 0, na tarde desta quarta-feira, em Hannover, e chegou aos 22 pontos na liderança do grupo 4. O primeiro gol da partida foi marcado pelo craque Ballack aos 14 minutos do primeiro tempo, de pênalti. Miroslav Klose (2) e Lucas Podolski completaram para os alemães.

No mesmo grupo, a Rússia visitou o País de Gales e venceu por 3 a 1. Com o resultado, os russos chegaram aos 21 pontos e se mantiveram no segundo lugar colados na Alemanha. Já o adversário, permaneceu com nove pontos e sem chances de ir para a repescagem da Copa.

Alemanha e Rússia se enfrentam na próxima rodada e quem vencer se garante na Copa.

Liechtenstein e Finlândia abriram a rodada com um empate em 1 a 1. As duas equipes já não têm mais chances de classificação.

De acordo com o regulamento das eliminatórias europeias, os primeiros colocados dos nove grupos se garantem na Copa. Os oito melhores segundos colocados disputam uma repescagem em novembro pelas últimas quatro vagas do continente.

Como o grupo 9, da já classificada Holanda, conta apenas com cinco equipes (os outros possuem seis), na hora do cálculo para se determinar os oito melhores segundo colocados serão excluídos os jogos contra o último de cada uma das chaves de 1 a 8.


GRUPO 5
Espanha vence e garante vaga na Copa

A Espanha se tornou na noite desta quarta-feira o terceiro país europeu classificado para a Copa do Mundo de 2010. Depois de Holanda e Inglaterra, a Fúria carimbou seu passaporte com uma vitória sobre a Estônia por 3 a 0. Fábregas, Cazorla e Mata fizeram os gols do jogo, disputado em Mérida, na Catalunha.



Com o resultado, a Espanha chegou a 24 pontos em oito jogos (100% de aproveitamento) e não pode mais ser alcançada na primeira colocação do Grupo 5 das eliminatórias europeias. Restam duas rodadas para o fim e a Bósnia aparece em segundo, com 16 pontos, seguida pela Turquia, com 12. Estas duas seleções, que nesta quarta empataram por 1 a 1, vão brigar pela segunda colocação, que classifica para a repescagem. Bélgica (7), Estônia (5) e Armênia (4) não têm mais chances de ir à Copa.

Jogando em casa, a Espanha não encontrou muita facilidade no jogo contra a Estônia. A seleção visitante entrou retrancada e, como de costume (usou o expediente contra o Brasil, em amistoso no mês passado) tentou parar a Fúria com lances ríspidos.

Mas os espanhóis mostraram sua força e abriram o placar aos 33 minutos. Fábregas tabelou com David Silva e saiu na cara do goleiro Pareiko. O meia do Arsenal bateu com categoria e fez 1 a 0.

O segundo gol saiu apenas na segunda etapa, aos 36 minutos. Fábregas serviu Cazorla e o atacante penetrou, aos trancos e barrancos, para bater cruzado e fazer 2 a 0. Nos acréscimos, Mata aproveitou passe de Cazorla e fechou a festa.

Bélgica perde e técnico se demite

Também nesta quarta, a Bélgica perdeu fora de casa para a lanterna Armênia (2 a 1). Após a derrota, o técnico belga, Frank Vercauteren, pediu demissão. As duas seleções já estão fora da briga.

Confira as duas rodadas que restam no Grupo 5:

10/10
Estônia x Bósnia
Bélgica x Turquia
Armênia x Espanha

14/10
Bósnia x Espanha
Estônia x Bélgica
Turquia x Armênia


GRUPO 6
Inglaterra tem atuação brilhante, bate a Croácia e garante vaga na Copa do Mundo



Com uma atuação soberba e de encher os olhos de sua torcida, a Inglaterra derrotou a Croácia por 5 a 1, nesta quarta-feira, em Wembley, e assegurou uma vaga na Copa de 2010 com duas rodadas de antecedência. O English Team se manteve 100% nas eliminatórias europeias, chegou aos 24 pontos (oito vitórias em oito jogos) e não pode mais ser alcançado por ninguém no grupo 1.

É a 13ª participação da Inglaterra no Mundial. A última vez que a seleção da Terra da Rainha ficou fora de uma edição do torneio foi em 1994. Além dos britânicos, mais outras sete seleções, além da já garantida anfitriã África do Sul, carimbaram seus passaportes: Holanda, Japão, Brasil, Coreia do Sul, Austrália, Coreia do Norte e Gana.



Início devastador em Wembley

Contando com o apoio da torcida, a Inglaterra começou a partida a mil por hora e, apesar das declarações de véspera, o time parecia, sim, disposto a se vingar dos croatas. Há pouco menos de dois anos, a seleção da antiga Iugoslávia eliminou o English Team da Eurocopa com uma vitória em pleno Wembley.

Logo aos sete minutos, o meia Lennon, do Tottenham, driblou Simunic e acabou sendo derrubado dentro da área. Pênalti. Na cobrança, Lampard abriu o placar.

Dez minutos depois, Lennon foi decisivo mais uma vez. O meia cruzou da direita na medida para Gerrard, de cabeça, escorar com estilo para o fundo das redes. Festa dos mais 70 mil ingleses presentes no estádio que, após o gol cantaram o hino inglês a plenos pulmões.

Assustada, a Croácia pouco passava do meio de campo. O brasileiro Eduardo da Silva, naturalizado croata, ficava isolado na frente e só veio aparecer aos 29 em um chute que passou longe da meta do goleiro Green.

E se o camisa 1 britânico pouco trabalhava, do outro lado, Runje operava verdadeiros milagres e salvava sua seleção de um vexame maior ainda na primeira etapa.

Pé no freio e mais gols de cabeça

No segundo tempo, a Inglaterra diminuiu um pouco o ritmo, mas, mesmo assim, seguiu dominando as ações. Todos os jogadores dividiam as bolas com muita vontade e se entregavam como se a partida fosse uma verdadeira decisão de Copa.

Aos 14, apesar do ritmo mais devagar, os ingleses ampliaram. O lateral Glen Johnson, do Liverpool, fez bela jogada pela direita e colocou a bola na medida na testa de Lampard.

Empolgado, o time do italiano Fabio Capello voltou a pressionar a saída de bola croata. E a tática do “abafa” surtiu efeito aos 21. Após cruzamento de Rooney, Gerrard fez o quarto. Detalhe: usando a cabeça como os dois gols anteriores.

Eduardo da Silva, até então apagado na partida, aproveitou rebote de Green e descontou para os visitantes aos 27 minutos.

Destaque da primeira etapa, o goleiro croata Runje jogou sua atuação no lixo aos 31 minutos. Após receber um recuo, o camisa 12 croata deu uma pixotada e a bola sobrou para Rooney que, sozinho na grande área, só teve o trabalho de empurrar para o fundo do gol e correr em direção às arquibancadas para comemorar.

Ucrânia empata fora de casa

Em outro jogo da chave, a Ucrânia foi a Minsk e não passou de um magro 0 a 0 com a Bielorrússia. Com o resultado, a seleção de Shevchenko e companhia segue na terceira colocação, agora com 15 pontos, e na briga por uma vaga na repescagem com a Croácia.

Fechando a rodada, Andorra, em casa, perdeu de 3 a 1 para o Cazaquistão. As duas seleções já estavam eliminadas.

De acordo com o regulamento das eliminatórias europeias, os primeiros colocados dos nove grupos se garantem na Copa. Os oito melhores segundos colocados disputam uma repescagem em novembro pelas últimas quatro vagas do continente.

Como o grupo 9, da já classificada Holanda, conta apenas com cinco equipes (os outros possuem seis), na hora do cálculo para se determinar os oito melhores segundo colocados serão excluídos os jogos contra o último de cada uma das chaves de 1 a 8.


GRUPO 7
França tem goleiro expulso, mas empata e evita classificação da Sérvia



A Sérvia teve uma chance de ouro para garantir a classificação para a Copa do Mundo nesta quarta-feira, mas tropeçou em uma França com goleiro expulso aos nove minutos do primeiro tempo: 1 a 1, em Belgrado, pelo Grupo 7 das eliminatórias europeias.

Com o resultado, a Sérvia chega a 19 pontos, cinco na frente da França faltando duas rodadas. O primeiro colocado entra diretamente no Mundial, enquanto o segundo irá para um mata-mata.



Em Belgrado, a situação da seleção de Raymond Domenech começou a ficar complicada logo aos nove minutos: o goleiro Lloric fez pênalti em Zigic e foi expulso. O técnico francês colocou Mandanda no lugar do atacante Gignac. Em seguida, Milijas cobrou e abriu o placar no estádio Marakana.

A França conseguiu evitar a derrota ainda antes do intervalo. Aos 31, Anelka bateu de longe, o goleiro Stojkovic deu rebote na pequena área e o capitão Henry marcou: 1 a 1.

Mais cedo, a Áustria empatou com a Romênia e chegou a 11 pontos, em terceiro. Lanterna do grupo, as Ilhas Faroe conseguiram a primeira vitória nas eliminatórias ao fazer 2 a 1 sobre a Lituânia, quarta colocada, em casa.

No dia 10 de outubro, a Sérvia recebe a Romênia, enquanto a França joga em Guingamp contra as Ilhas Faroe. Quatro dias depois, pela última rodada, os franceses recebem a Áustria e a Sérvia visita a Lituânia.

De acordo com o regulamento das eliminatórias europeias, os primeiros colocados dos nove grupos se garantem na Copa. Os oito melhores segundos colocados disputam uma repescagem em novembro pelas últimas quatro vagas do continente.

Como o grupo 9, da já classificada Holanda, conta apenas com cinco equipes (os outros possuem seis), na hora do cálculo para se determinar os oito melhores segundo colocados serão excluídos os jogos contra o último de cada uma das chaves de 1 a 8.


GRUPO 8
'Juventus' garante vitória da seleção italiana sobre a Bulgária em Turim

Com dois gols de jogadores do Juventus, a Itália derrotou a Bulgária por 2 a 0, nesta quarta-feira, no estádio Olímpico de Turim, em duelo válido pelo grupo 8 das eliminatórias europeias à Copa do Mundo de 2010. Com o resultado, a Azzurra chegou aos 20 pontos e deixou bem encaminhada sua classificação abrindo quatro pontos para a vice-líder Irlanda. Bulgária, com 11, segue apenas com chances de brigar por vaga na repescagem.

Recém-contratado pelo Juventus junto ao Lyon, o lateral-esquerdo Fabio Grosso “estreou” na casa do seu novo clube em grande estilo. Após avançar pela ponta, o campeão mundial com a Azzurra em 2006 tocou para Pirlo no meio e correu na área. O meia do Milan, de primeira, colocou a bola nos pés de Grosso que só teve o trabalho de fazer o gol que abriu o placar aos 11 minutos.



Tranquila na partida, a seleção italiana ampliou aos 40 minutos, com um gol de outro atleta da Velha Senhora: Iaquinta, que recebeu uma assistência açucarada de Gilardino.

No segundo tempo, o time do técnico Marcello Lippi administrou o resultado e cozinhou a partida até o apito final.

Em outro jogo da chave, Montenegro e Chipre, que já estavam eliminadas antes do início da rodada, empataram em 1 a 1 em Podgorica.

De acordo com o regulamento das eliminatórias europeias, os primeiros colocados dos nove grupos se garantem na Copa. Os oito melhores segundos colocados disputam uma repescagem em novembro pelas últimas quatro vagas do continente.

Como o grupo 9, da já classificada Holanda, conta apenas com cinco equipes (os outros possuem seis), na hora do cálculo para se determinar os oito melhores segundo colocados serão excluídos os jogos contra o último de cada uma das chaves de 1 a 8.


GRUPO 9
Holanda elimina Escócia e mantém 100%

Já classificada para a Copa do Mundo, a Holanda contou com o banco de reservas para manter 100% de aproveitamento no Grupo 9 das eliminatórias europeias. O atacante Eljero Elia substituiu o ponta Robben, do Bayern de Munique, e marcou o gol que eliminou a Escócia, no Estádio Hampden Park, em Glasgow, aos 37 minutos da etapa final.

O resultado deixa a Laranja com oito vitórias em oito jogos, enquanto a equipe da Terra do Uísque foi ultrapassada pela Noruega no saldo de gols (2 a -5). Em casa, os escandinavos venceram a República da Macedônia por 2 a 1, com gol do lateral-esquerdo Riise, do Roma. A classificação para o Mundial, no entanto, só será definida no dia 14 de outubro, última data para partidas das eliminatórias.

De acordo com o regulamento das eliminatórias europeias, os primeiros colocados dos nove grupos se garantem na Copa. Os oito melhores segundos colocados disputam uma repescagem em novembro pelas últimas quatro vagas do continente.

Como o grupo 9 conta apenas com cinco equipes (os outros possuem seis), serão excluídos os jogos contra o último de cada uma das chaves de 1 a 8 para determinar os oito melhores segundo colocados.

Confira os resultados da última rodada do Grupo 9:

Noruega 2 x 1 República da Macedônia
Escócia 0 x 1 Holanda

terça-feira, 8 de setembro de 2009

23 Rodada:Série B

BRAGANTINO 0X1 GUARANI
Em palco de queda, Guarani bate o Bragantino e assume a ponta da Série B



No dia 5 de abril, o Guarani deixou o estádio Nabi Abi Chedid triste com o rebaixamento para a Série A-2 do Paulistão. Quase cinco meses depois, o Bugre saiu de Bragança Paulista com um sentimento completamente diferente. O time de Campinas derrotou o Bragantino por 1 a 0 e, pelo menos provisoriamente, voltou à primeira posição da Série B.

Com o resultado positivo, o Guarani chegou a 43 pontos, mesma pontuação do agora vice-líder Vasco, que tem uma vitória a menos. Para se manter na ponta, a torcida bugrina precisa torcer para o Paraná contra a equipe cruzmaltina, e para a Ponte Preta, que enfrenta o terceiro colocado Atlético-GO. As duas partidas serão na sexta-feira. O Bragantino segue em oitavo, com 33 pontos.

- Vamos torcer agora contra o Vasco e contra o Atlético-GO. A gente vai dormir líder e espero que eles tenham algum tropeço para a gente permanecer líder e ficar assim até o fim do campeonato – afirmou o atacante Nei Paraíba.

O primeiro tempo foi muito equilibrado e com poucas chances para os dois lados. Maranhão, porém, desequilibrou. Ele invadiu a área e passou por Carlinhos, que colocou a mão no peito do lateral do Guarani. O árbitro Guilherme Cereta de Lima marcou pênalti. Na cobrança, Walter Minhoca mandou no canto direito de Gilvan, que pulou para o outro lado, e abriu o placar.

- O lance foi duvidoso. A gente acha que não foi pênalti, até porque o juiz demorou a apitar – reclamou o atacante Lúcio, do Bragantino.

Na segunda etapa, o time da casa partiu para cima e pressionou muito o Guarani, que se limitou a defender. A melhor chance do Braga aconteceu aos 27 minutos, quando Carlinhos cabeceou no travessão depois de cobrança de escanteio.

Aos 48, o goleiro Gilvan subiu para o ataque em um escanteio e quase virou o salvador dos mandantes. Ele cabeceou com perigo, mas Douglas fez boa defesa e o Bugre conseguiu segurar o resultado, comemorando uma vitória fora do Brinco de Ouro após quase três meses.


JUVENTUDE 2X0 BRASILIENSE
Juventude vence o Brasiliense e respira na tabela da Série B



O Juventude venceu o Brasiliense por 2 a 0, na noite desta terça-feira, em Caxias do Sul, e conseguiu respirar um pouco na tabela de classificação da Série B do Campeonato Brasileiro (veja os gols no vídeo ao lado). Com o resultado, a equipe se iguala ao time do Distrito Federal com 27 pontos. O primeiro na zona do rebaixamento é o Duque de Caxias com 24. O gols da partida foram marcados pelos atacantes Mendes e Marcos .

Confira a classificação da Série B do Campeonato Brasileiro.

O próximo jogo do Juventude será contra o Paraná, na próxima terça-feira, às 19h30m, em Curitiba. Já a equipe do Brasiliense recebe o América-RN, às 21h50m, do mesmo dia.

O primeiro gol do jogo foi marcado aos quatro minutos do segundo tempo, de pênalti. O goleiro Guto foi imprudente ao tentar conter Zé Carlos e acabou derrubando o experiente atacante alviverde. Mendes bateu com o habitual pé esquerdo, fez paradinha e converteu.

Zezinho, a revelação de 17 anos do Juventude, iniciou a partida no banco de reservas e entrou na metade da etapa final, justamente no lugar do goleador Mendes. Aos 37 minutos, o jovem invadiu a área em alta velocidade e foi derrubado pelo goleiro, que foi expulso. Como o Brasiliense já havia feito todas as substituições, o atacante Gustavo foi para o gol. Marcos Denner cobrou o pênalti e deu números finais ao jogo: 2 a 0.

domingo, 6 de setembro de 2009

23 Rodada:Série A

CRUZEIRO 1X2 SÃO PAULO
Reservas decidem, São Paulo bate o Cruzeiro de virada e sobe para 3º lugar



Quando o técnico são-paulino, Ricardo Gomes, fez a primeira substituição, aos 16 minutos do segundo tempo, o Cruzeiro vencia por 1 a 0 e mandava no jogo. Mas, como numa jogada de craque, o treinador tricolor mudou a história da partida do Mineirão com duas trocas. Marlos, que entrou no lugar de Hugo aos 16, empatou aos 19; Borges, que ficou com a vaga de Washington aos 35, virou aos 36. Novamente, para quem achou que o Jason estava morto, ele renasceu e fez mais uma vítima.

Com a vitória por 2 a 1, o São Paulo foi a 40 pontos e subiu uma posição na tabela – agora é o terceiro colocado no Campeonato Brasileiro. A Raposa, com 29, segue em 13º lugar.

A ausência de Kléber, que nem foi relacionado por causa de dores no púbis, e a perda de Wellington Paulista, também machucado, ainda no começo da partida, poderiam indicar que o poder ofensivo do Cruzeiro tinha acabado ali. Puro engano. O duelo do primeiro tempo foi um típico jogo de ataque (azul) contra defesa (tricolor).

Aos 12 minutos, o goleiro paulista Rogério Ceni já tinha feito dois milagres. Primeiro, ao defender uma bomba em cobrança de falta de Gilberto. Pouco depois, o camisa 1 pegou um chute cruzado de Jonathan que tinha endereço certo. O São Paulo só foi reagir aos 18, mas timidamente num chute sem direção de Richarlyson.

Com mais toque de bola, os mineiros foram envolvendo o adversário e continuaram mais perto do gol. Gilberto tentou, Soares arriscou, Fabrício teve chance... E a pressão continuava. Acuado, o São Paulo tentava escapar da forte – e muitas vezes desleal – marcação cruzeirense para não entregar os pontos.

De tanto insistir, o gol saiu. E com uma colaboração do rival. Richarlyson errou uma saída de contra-ataque e Diego Renan roubou a bola. O ala rolou para Gilberto, que devolveu para o mesmo Diego completar para o gol. Impedido, Thiago Ribeiro saiu da jogada para não prejudicar os companheiros.

O primeiro tempo acabou com 1 a 0 para o Cruzeiro, mas com 3 a 1 no placar de chances reais de gol. Na volta do intervalo, porém, o São Paulo reagiu. É verdade que a reação demorou alguns minutos e por pouco os mineiros não ampliaram. Mas bastou o técnico Ricardo Gomes trocar Hugo por Marlos para a partida mudar.

Num dos seus primeiros lances, aos 19 (três minutos após a sua entrada), o camisa 16 driblou o marcador e encheu o pé. O goleiro Fábio até conseguiu alcançar e tocar na bola, mas não evitou o gol: 1 a 1.

Melhor em campo a essa altura e percebendo a oportunidade de virada, o Tricolor foi para cima. Como o Cruzeiro também não tinha desistido da vitória, o jogo ficou aberto, com os dois times buscando o gol a cada instante.

Com Guerrón em campo, depois de pedidos da torcida, a Raposa quase fez o segundo. Aos 25 minutos, o equatoriano teve duas chances, mas parou na ótima defesa de Rogério Ceni e na eficiência da cobertura da zaga são-paulina.

Mas foi do outro lado que a rede balançou. Dagoberto alcançou um longo lançamento de Richarlyson e cruzou para Borges, que tinha acabado de entrar, desempatar.

Na próxima rodada, o São Paulo receberá o Avaí, sábado no Morumbi. Já o Cruzeiro irá a Porto Alegre enfrentar o Internacional no domingo.


FICHA TÉCNICA:
CRUZEIRO 1 x 2 SÃO PAULO
CRUZEIRO
Fabio; Jonathan, Fabinho, Gil e Diego Renan; Fabrício, Henrique, Eli Carlos e Gilberto (Bernardo); Thiago Ribeiro e Wellington Paulista (Soares) (Guerrón).
Técnico: Adilson Batista
SÃO PAULO
Rogério Ceni; Renato Silva, André Dias e Rodrigo; Jean, Arouca, Richarlyson, Hugo (Marlos) e Junior Cesar; Dagoberto (Wellington) e Washington (Borges).
Técnico: Ricardo Gomes
Gols: Diego Renan, aos 43 minutos do primeiro tempo; Marlos, aos 19, e Borges, aos 36, minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Eli Carlos e Guerrón (C); André Dias, Richarlyson e Arouca (SP)
Estádio: Mineirão, em Belo Horizonte (MG). Data: 6/9/2009.
Árbitro: Luís Antônio Silva dos Santos (RJ).
Auxiliares: Dilbert Pedrosa Moisés (Fifa/RJ) e Marco Aurélio Pessanha (RJ).


GOIÁS 2X2 CORITIBA
Com golaço de bicicleta, Coxa empata com o Goiás no Serra Dourada



O Coritiba segue pedalando para escapar do tão temido rebaixamento. Literalmente, já que foi com um golaço de bicicleta de Ariel que a equipe arrancou o empate por 2 a 2 com o Goiás, no Serra Dourada. O argentino, que já havia aberto o placar, marcou aos 40 minutos e conquistou um pontinho importante para o Coxa, que segue fora do Z-4 do Brasileirão - por ora, o time está em 15º com 26 pontos.

O Esmeraldino, obviamente, não teve o que comemorar. Com o tropeço, ficou com 39 pontos e caiu para a quarta posição, sendo ultrapassado pelo São Paulo e ficando a cinco pontos do líder Palmeiras . Felipe e Léo Lima marcaram para os anfitriões, no primeiro tempo.

Na próxima rodada, os goianos vão enfrentar o Barueri, no próximo domingo, em São Paulo. O Coritiba encara o Corinthians, no dia 16, no Couto Pereira.

Coxa abre o placar, mas Goiás vira com Felipe e Léo Lima

O Coritiba não se intimidou com o fato de atuar fora dos seus domínios e foi o primeiro a assustar. Logo aos sete minutos, Ariel recebeu excelente passe de Leandro Euzébio, invadiu a área e bateu rasteiro para excelente defesa de Harlei. Na sobra, o argentino chutou por cima do gol. Aos 12, o Goiás respondeu. Vitor arriscou da intermediária e Edson Bastos pegou com segurança.

Em sua terceira oportunidade, Ariel não desperdiçou. Rodrigo Heffner avançou pelo lado direito e cruzou para dentro da área. O argentino dominou de costas para o gol, fez o giro sobre o zagueiro e chutou para abrir o marcador. A desvantagem no placar acendeu a torcida do Goiás, que passou a incentivar o time.

E o apoio surtiu efeito. A igualdade no marcador aconteceu cinco minutos após o gol do Coxa. Felipe cobrou falta da entrada da área com perfeição e empatou a partida. O goleiro Edson Bastos nem se mexeu. O Goiás teve a chance de virar o marcador com Léo Lima, aos 35. O meia recebeu ótimo passe de Ramalho dentro da área e chutou de primeira. A bola passou à direita da trave.

Um minuto depois, Iarley quase virou para o Goiás. O atacante recebeu na meia-lua, driblou um zagueiro e chutou para mais uma defesa de Edson Bastos. Aos 44 minutos não teve jeito. Léo Lima aproveitou falha da zaga, fintou um defensor dentro da área e chutou para marcar um belo gol: 2 a 1.

Com golaço de bicicleta, Coxa consegue empate na etapa final

O Goiás voltou ligado para a etapa final. Aos quatro, quase ampliou com Felipe. O atacante cobrou falta da entrada da área, e o goleiro Edson Bastos espalmou para escanteio. No minuto seguinte, o Coxa respondeu. Marcos Aurélio fez ótima jogada pela direita e cruzou para Rodrigo Heffner. O jogador chutou e Harlei salvou a equipe esmeraldina com os pés.

O jogo, porém, caiu de qualidade. Erros de passe e chutes de longa distância sem direção irritaram os mais de cinco mil torcedores que compareceram ao Serra Dourada. O Goiás só voltou a aparecer aos 23. Júlio César recebeu pelo lado esquerdo da área e chutou para grande defesa de Edson Bastos.

O mesmo Júlio César teve uma outra grande oportunidade de balançar a rede em uma cobrança de falta na entrada da área. Aos 27 minutos, Felipe rolou para o lateral-esquerdo, que soltou a bomba. Edson Bastos salvou ao espalmar para escanteio.

Melhor na partida, o Goiás foi castigado aos 40 minutos da etapa final. Após cruzamento na área e bobeada de Amaral, o goleiro Harlei falhou bisonhamente ao tentar cortar de soco. Leandro Donizete tocou para Ariel, que pedalou no ar e fez uma obra-prima. O argentino dominou no peito e acerto uma bela bicicleta. Depois, houve tempo apenas para a expulsão de Fernando, do Goiás, por reclamação.


Ficha técnica:
GOIÁS 2 X 2 CORITIBA
GOIÁS
Harlei, Ernando, Valmir Lucas e Leandro Euzébio; Vítor (Douglas), Ramalho (Everton), Amaral, Léo Lima (Fernando) e Júlio César; Iarley e Felipe.
Técnico: Hélio dos Anjos.
CORITIBA
Edson Bastos, Demerson (Márcio Gabriel), Dirceu e Jeci e Rodrigo Heffner; Jaílton (Bruno Fressato), Renatinho, Leandro Donizete e Thiago Gentil; Marcos Aurélio (Leozinho) e Ariel.
Técnico: Ney Franco.
Gols: Ariel, aos 17 minutos, Felipe, aos 22 minutos, Léo Lima, aos 44 minutos do primeiro tempo; Ariel, aos 40 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Iarley, Ramalho, Ernando e Amaral (Goiás); Demerson, Jeci, Jaílton (Coritiba).
Cartão vermelho: Fernando (Goiás)
Estádio: Serra Dourada. Data: 06/09/2009.
Árbitro: Paulo Henrique G. Bezerra (SC).
Auxiliares: Alcides Zawaski Pazetto (SC) e Kleber Lúcio Gil (SC).
Público: 5.212 pagantes. Renda: R$ 80.060,00


ATLÉTICO - PR 0X0 FLAMENGO
Em jogo fraco tecnicamente, Fla e Furacão não saem do zero

O tabu continua. Em um jogo com poucas chances de gol, Flamengo e Atlético-PR empataram por 0 a 0 na tarde deste domingo, na Arena da Baixada, pela 23ª rodada do Brasileirão 2009. O time carioca continua sem conseguir vencer o Furacão dentro do moderno estádio paranaense. Além da fraca atuação das duas equipes, a partida foi marcada pelas expulsões do técnico atleticano Antônio Lopes no intervalo do jogo, e do volante flamenguista Williams, que recebeu cartão vermelho no segundo tempo.

O resultado, ruim para as duas equipes, faz o time carioca continuar na 11ª posição, agora com 31 pontos, a oito do G-4 e sete da zona de rebaixamento. Os paranaenses também estão estacionados na classificação: com 28, na 14ª colocação, a apenas quatro do Z-4.

As duas equipes voltam ao gramado na semana que vem, pela 24ª rodada. Enquanto o Flamengo recebe o Sport, às 18h30m (de Brasília), de sábado, no Maracanã, o Atlético visita o seu xará mineiro, domingo, também às 18h30m, no Mineirão.

Veja a classificação do Brasileirão

Escorregões e poucos lances de perigo



O Furacão começou o jogo com velocidade, dando trabalho à defesa do Flamengo. Nos seis primeiros minutos, o time paranaense sofreu três faltas perto da área, levando perigo ao adversário na primeira delas. Alex Mineiro desviou de cabeça por cima do travessão de Bruno. Aos oito, Valencia arriscou bom chute de longe, mas o goleiro rubro-negro defendeu com facilidade. Aos 15, Marcinho se aproveitou de uma trombada no zagueiro Álvaro tocou para Alex Mineiro, livre, chutar forte. Bruno fez ótima defesa, evitando o gol do Furacão (assista ao vídeo).

A partir daí, a partida diminuiu de ritmo. O estado irregular do gramado da Arena fez com que os jogadores escorregassem e errassem muitos passes. O lateral Everton, do Fla, chegou a trocar as chuteiras por um par de travas maiores. Só aos 30 minutos, o time carioca criou sua primeira boa oportunidade. Aírton fez jogada individual pela esquerda, entrou na área de cara para o goleiro Galatto, mas foi travado por Rhodolfo na hora do arremate final.

Aos 37, ao sair em uma bola lançada na área, o goleiro Bruno sentiu dores na coxa direita, e o jogo teve que ser interrompido para que ele fosse atendido. O Flamengo voltou a fazer uma boa jogada aos 40, com Denis Marques indo à ponta direita e cruzando para Zé Roberto, que acabou errando o passe. Mas o primeiro e único chute dos cariocas que realmente passou perto do gol só aconteceu aos 45, com Denis Marques. E mais uma vez a bola desviou em Rhodolfo, passando rente à trave direita de Galatto.

Lopes e Williams expulsos



A volta do intervalo foi tensa para a equipe da casa. O assistente Altemir Hausmann relatou ao árbitro Leandro Vuaden que foi intimidado pelo técnico Antônio Lopes nos minutos finais da primeira etapa. Por isso, o treinador do Atlético foi expulso no retorno dos times ao gramado. Indignado, Lopes reclamou bastante e, antes de sair de campo acompanhado de força policial, chamou o bandeira de "indigno". O técnico alegou ter sido agredido e prometeu registrar queixa (assista ao vídeo).

Dentro do campo, no entanto, o Furacão comandado pelo filho e auxiliar do treinador, Lopes Júnior, dominou os primeiros minutos do segundo tempo. Aos dez minutos, Márcio Azevedo fez boa jogada e chutou cruzado à esquerda do gol do Fla. Aos 18, o lateral-esquerdo do Furacão lançou com perigo para Paulo Baier, que além de impedido, ainda tentou escorar com a mão.

Depois do treinador do Furacão, foi a vez de o volante Wiiliams perder a cabeça. Após sofrer uma falta de Márcio Azevedo, o jogador do Flamengo deixou o braço no rosto do adversário. Como já tinha amarelo, acabou expulso de campo. Irritado, Williams, que já tinha sido alertado por Léo Moura do risco que corria de levar um vermelho, tomou uma bronca do camisa 2 antes de deixar o campo.

Mesmo com um a mais, o Atlético encontrou dificuldades para acertar uma jogada de ataque, errando muitos passes. Do outro lado, o Flamengo até conseguiu acertar a defesa, mas não conseguia encaixar um contra-ataque.


Ficha técnica:
ATLÉTICO - PR 0 x 0 FLAMENGO
ATLÉTICO - PR
Galatto, Nei, Manoel e Rhodolfo; Wesley, Rafael Miranda (Raul), Valencia, Paulo Baier, Marcinho (Wallyson) e Márcio Azevedo; Alex Mineiro.
Técnico: Antônio Lopes.
FLAMENGO
Bruno, Léo Moura, Álvaro, Ronaldo Angelim e Everton; Aírton, Williams, Maldonado e Petkovic (Lenon); Zé Roberto (Bruno Mezenga) e Denis Marques (David).
Técnico: Andrade.
Cartões amarelos: Williams, Aírton e Everton(Flamengo). Cartão vermelho: Williams (Flamengo).
Público total: 18.116. Renda: R$: 349.540,00
Estádio: Arena da Baixada, em Curitiba (PR). Data: 06/09/2009.
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa RS).
Auxiliares: Altemir Hausmann (Fifa RS) e Emerson Augusto de Carvalho (Fifa SP).


FLUMINENSE 1X1 NÁUTICO
Flu repete filme antigo e empata em casa com o Náutico, que sai do Z-4

O cenário era tido como perfeito para a arrancada: estreia de técnico, diretoria renovada e festa nas arquibancadas com direito à “benção de João de Deus”. Dentro de campo, no entanto, tudo como antes. O Fluminense tropeçou mais uma vez no Maracanã. O 1 a 1 com o Náutico deu continuidade à sua aparentemente inevitável via-crúcis rumo à Série B do Brasileirão. Do outro lado, alívio: o empate no Maracanã combinado com a derrota do Santo André por 2 a 1 para o Atlético-MG tirou o Timbu do Z-4. Com 25 pontos, está um acima da zona de degola, deixando o posto com o time do ABC Paulista.

Desorganizado e ansioso, apesar da disposição sob o comando de Cuca, o Tricolor chegou à oitava partida sem vitória e permanece na última posição no campeonato, com 17 pontos. Após apoiar o time durante a partida, parte da torcida se revoltou e gritou "time sem-vergonha" depois do apito final.

Na próxima rodada, o Fluminense encara mais um adversário direto na luta contra a degola: o Botafogo, no Engenhão, domingo, às 18h30m (de Brasília). No mesmo dia e horário, o Náutico recebe o Grêmio, no estádio dos Aflitos, no Recife.

Flu se impõe e abre o placar



Bem disposto e a mil por hora, o Fluminense sufocou o Náutico no início. Na correria, a equipe carioca pressionava a saída de bola e mostrava evidente apetite ofensivo. Porém, o campo molhado e a forte marcação pernambucana se aliaram à baixa qualidade dos jogadores. O resultado era um festival de passes errados e jogadas inúteis.

Sem espaços para criar, o Tricolor começou a apelar para os chutes de longa distância. Aos oito, a primeira finalização saiu dos pés de Diguinho, que isolou. O lance se repetiu aos 17 e aos 23, com Kieza e Conca. Na ânsia de vencer, porém, o Flu passou a dar espaços na defesa. E o Timbu começou a colocar suas mangas de fora.

Mas quando o Náutico pensou que ia equilibrar a partida, o Fluminense finalmente acertou o pé. Aos 27, Marquinho desarmou Acosta no meio-campo e tentou servir Kieza. A bola desviou na zaga e sobrou para Mariano. Com muita consciência, ele rolou na medida para Conca. De perna direita, o argentino emendou de primeira, acertou o cantinho esquerdo de Gledson para abrir o placar (assista ao vídeo).

A vantagem renovou o gás tricolor, que voltou a marcar forte no meio-campo e sequer dava brecha para sustos. Em contra-ataques velozes e jogadas de bola parada, a equipe tentou ampliar o placar. Nada, porém, que tirasse o "uh" da garganta do torcedor. Na saída do intervalo, o capitão Paulo César elogiou a postura agressiva e a união dos jogadores.

- Entramos com o propósito de se ajudar em campo. Corremos bastante.

Timbu empata com gol relâmpago



Antes de voltar para o campo, o elenco do Fluminense até reforçou o espírito de coletividade. Fez corrente no vestiário, gritou e vibrou. Mas bastou a partida recomeçar para chegar a ducha de água fria. Mesmo com a posse de bola no recomeço da partida, o Tricolor permitiu o ataque do Náutico e, aos 36 segundos, Patrick chutou forte, Rafael deu rebote, e Carlinhos Bala empatou de cabeça (assista ao vídeo).

O gol deu energia ao Náutico, que assustou aos dois, com Aílton, em bom chute de longe. A partir dos cinco, no entanto, o Flu retomou o domínio da partida e por pouco não fez o segundo. Kieza fez boa jogada e tocou para Diogo. O volante rolou com açúcar, mas Roni furou no bico da pequena área. Foi o último lance do atacante. Muito vaiado, ele deu lugar a Alan.

Sete minutos depois, Conca cobrou falta na área e o zagueiro Márcio salvou o Timbu. Dono do meio-campo, o Fluminense seguiu pressionando, e, aos 15, Mariano serviu Kieza, que chutou com perigo. Em seguida, falta perigosa na entrada da área. Paulo César bateu rasteirinho e Gledson fez a defesa.

Na mesma moeda, o Timbu quase virou aos 24. De muito longe, Michel soltou uma bomba e obrigou Rafael e se esticar todo para impedir o gol. A proximidade do fim da partida fez com que Cuca arriscasse e mandasse Maicon para campo, colocando a equipe no 4-3-3.

O desespero aumentava conforme o tempo se esgotava. Aos 48, falta na intermediária para o Flu e até o goleiro Rafael foi para a área. Mas a zaga cortou e, para alívio da torcida, o juiz encerrou a partida quando o Náutico partia para o contra-ataque.


Ficha técnica:
FLUMINENSE 1 x 1 NÁUTICO
FLUMINENSE
Rafael, Mariano (Maicon), Gum, Dalton e Paulo César; Diguinho, Diogo, Conca e Marquinho (João Paulo); Roni (Alan) e Kieza.
Técnico: Cuca.
NÁUTICO
Gledson; Patrick, Cláudio Luiz, Márcio e Michel; Fernando (Asprilla), Nilson, Juliano (David) e Acosta (Ferreira); Carlinhos Bala e Ailton.
Técnico: Geninho.
Gols: Conca, aos 27 minutos do primeiro tempo, e Carlinhos Bala, aos 36 segundos do segundo.
Cartões amarelos: Kieza, Marquinho e Diguinho (Fluminense); Patrick, Carlinhos Bala, Ferreira e Asprilla (Náutico).
Público: 20.877 pagantes.
Estádio: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). Data: 06/09/2009.
Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF).
Auxiliares: Enio Ferreira de Carvalho (DF) e Cesar Augusto de Oliveira Vaz (DF).


SANTO ANDRÉ 1X2 ATLÉTICO - MG
Diego Tardelli dá vitória ao Galo de virada e põe Santo André no Z-4

O Atlético-MG, que chegou a ser líder do Brasileirão mas não ganhava há um mês, sonhava fazer as pazes com a vitória. O jejum era de sete partidas, seis pelo nacional e uma pela Sul-Americana, e o time queria voltar à briga pelas primeiras posições. O Santo André desejava vencer apenas para se distanciar da zona de rebaixamento. Esteve perto de conseguir. Mas prevaleceu a estrela de Diego Tardelli. De olho na vaga aberta na seleção brasileira com o corte de Robinho por contusão, ele saiu do jogo como herói. Além de bonitas jogadas, marcou aos 46 minutos do segundo tempo o gol do triunfo de virada por 2 a 1 que deixou o Galo na quinta posição, com 37 pontos, e jogou o Ramalhão no fatídico Z-4, em 17º lugar, ultrapassado pelo Náutico, que empatou por 1 a 1 com o Fluminense.

Se a estrela de Diego Tardelli brilhou, não se pode dizer o mesmo do veterano e baixinho Marcelinho Carioca, que teve três chances de cabeça de decidir a partida, mas não conseguiu aproveitar as falhas da zaga do Galo. O mesmo não se pode dizer do atleticano Éder Luís. Pedido pela torcida do Galo desde o início do segundo tempo, entrou e marcou o outro gol da reação atleticana aos 42 minutos - Wanderley abriu o placar para o Santo André, que na próxima rodada já começa de forma mais desesperada a lutar contra o rebaixamento. Vai enfrentar o Santos domingo na Vila Belmiro - o Galo recebe o Atlético-PR no Mineirão...

Campo vira vilão

A forte chuva que caiu na cidade de Santo André prejudicou as condições do gramado do Bruno José Daniel, retardou o início da partida e transformou o campo no grande vilão. No fim do primeiro tempo, os jogadores das duas equipes reclamaram que não foi possível fazer a bola rolar melhor. Precisando da vitória, tanto o Santo André quanto o Atlético-MG tinham motivos de sobra para buscar o gol e garantir a vitória. Tiveram até chances para isso, mas o empate nos primeiros 45 minutos acabou justo pelo que produziram em campo.

O torcedor que encarou frio e chuva merecia ter visto um belo gol. E por pouco isso aconteceu, logo aos três minutos. De forma mais organizada e com mais talento, o Galo criou a primeira chance. Com a cabeça na seleção brasileira, sonhando com a vaga de Robinho, cortado por contusão para o jogo contra o Chile, na quarta-feira, Diego Tardelli quis mostrar que também é bom garçom. Recuado, lançou Renan Oliveira na esquerda. O camisa 10 cruzou na medida para Rentería, que matou no peito e bateu na trave, à esquerda de Júlio César.

O Ramalhão procurava responder, mas esbarrava na desarrumação tática do time e nos passes errados. O time da casa só deu o troco ao adversário aos 17 minutos, com boa jogada de Júnior Dutra, que tabelou com Marcelinho Carioca e bateu de fora da área para fora, à esquerda de Bruno.

Tardelli e Rentería ligados

Pelo lado atleticano, o time já estava sonolento, mas a dupla de ataque queria agitar a partida e jogava bonito. Aos 28, foi a vez de Rentería ser o garçom de Diego Tardelli. Caiu pela direita, roubou uma bola perdida e centrou para o artilheiro do Galo, que, com uns passos para trás, ficou na posição certa para bater de primeira, num sem-pulo. A bola passou rente à meta de Júlio César. Se entrasse, seria golaço para Dunga ver.

O gol perdido mais feito, no entanto, foi do Ramalhão, aos 33 minutos, quando Júnior Dutra lançou Nunes, que sem marcação chegou a driblar o goleiro, mas, desequilibrado, bateu para fora. Dois minutos depois, o time tentou aproveitar novamente as falhas da defesa atleticana. Gustavo Nery, jogando de zagueiro, resolveu subir ao ataque e roubou bola da zaga adversária. Perto da entrada da área, tocou para trás. Júnior Dutra bateu para Bruno defender. No rebote, Nunes obrigou o goleiro a salvar novamente, agora com o pé. A bola subiu, e Marcelinho Carioca tentou marcar de voleio, mas isolou. Não era mesmo para o placar eletrônico funcionar na primeira etapa.

Marcelinho só com a cabeça

- O time foi razoável. O campo está pesado, fica difícil jogar - resumiu o técnico do Galo, Celso Roth.

Os dois treinadores mexeram nos times. Enquanto Roth lançou Evandro no lugar de Renan Oliveira, o interino Sandro Gaúcho, ex-jogador, interino como técnico após a demissão de Alexandre Gallo na última quinta-feira, trocou Nunes por Cicinho. Sonhando pôr fim ao jejum de vitórias, o Galo buscava o ataque, mas falhava seguidamente na defesa. A ponto de por três vezes deixar o baixinho Marcelinho Carioca quase marcar de cabeça. A primeira foi aos seis. Após centro de Rômulo, o veterano conseguiu subir mais que os marcadores e mandar na trave. A segunda ocorreu, aos 19. Livre de marcação, mandou de peixinho, para fora. Na terceira, em novo centro de Rômulo, ele se colocou por trás da marcação do Galo. Testou no cantinho, rente à trave.

Virada atleticana

Aos 26, o técnico do Galo, Celso Roth, atendeu aos pedidos da torcida, que gritava "Éder Luís". O atacante entrou no lugar do já cansado Rentería. No primeiro lance, o atacante, lançado, partiu em velocidade e sofreu falta feia do goleiro Júlio César, que era o útimo homem da defesa e poderia ter sido expulso, mas ganhou apenas o cartão amarelo do árbitro Pericles Bassols.

Mas as falhas da defesa atleticana se repetiam nos centros para a área, A história não podia acabar melhor mesmo. Aos 30 minutos, em novo centro de Rômulo pela direita, o goleiro Bruno saiu mal e largou a bola, que sobrou para Wanderley mandar para as redes: 1 a 0 Santo André.

A festa começou a virar drama quando Cesinha foi expulso logo depois, após segurar e derrubar Evandro. Com dez em campo, o Santo André não conseguiu parar o Galo. Aos 42, Éder Luís empatou a partida. Quatro minutos depois, em centro na medida de Carlos Alberto, Diego Tardelli, de cabeça, não perdoou. Marcou seu décimo gol no campeonato e mandou seu recado para Dunga.

- Estou na expectativa.


Ficha técnica:
SANTO ANDRÉ 1 x 2 ATLÉTICO - MG
SANTO ANDRÉ
Júlio César, Rômulo, Cesinha, Gustavo Nery e Arthur; Fernando, Sidney, Marcelinho Carioca e Júnior Dutra; Nunes (Cicinho) e Wanderley (Rogério).
Técnico: Sandro Gaúcho.
ATLÉTICO - MG
Bruno, Carlos Alberto, Alex Bruno (Pedro Oldoni), Jorge Luiz e Werley; Renan, Correa, Thiago Felttri e Renan Oliveira (Evandro); Diego Tardelli e Rentería (Éder Luís).
Técnico: Celso Roth.
Gols: Wanderley, aos 30 minutos do segundo tempo, Éder Luís, aos 42, e Diego Tardelli, aos 46.
Cartões amarelos: Alex Bruno e Evandro (Atlético-MG), Cesinha, Nunes, Júlio César, Gustavo Nery e Wanderley (Santo André).
Cartão vermelho: Cesinha (Santo André)
Estádio: Bruno José Daniel. Data: 06/09/2009.
Árbitro: Pericles Bassols Pegado Cortez.
Auxiliares: Ricardo Mauricio Ferreira de Almeida (RJ) e Hilton Moutinho Rodrigues (RJ).


AVAÍ 0X2 INTERNACIONAL
Bafo na nuca do Palmeiras: Inter vence Avaí e segue na cola do líder

O Inter segue fungando no cangote do Palmeiras, colocando bafo quente na nuca do líder do Campeonato Brasileiro. Neste domingo, o time colorado voltou a jogar muito e venceu o Avaí por 2 a 0 na Ressacada. O time catarinense defendia retrospecto de cinco vitórias seguidas em casa. O Colorado alcançou o terceiro triunfo seguido, com nove gols marcados e nenhum sofrido, e subiu para 43 pontos, ainda na vice-liderança, só um ponto atrás do Alviverde paulista.

Os gols da vitória vermelha foram marcados por Fabiano Eller, ainda no primeiro tempo, e Magrão, na etapa final. O time de Tite mostrou maturidade para segurar o oponente mesmo com um jogador a menos durante todo o segundo tempo. Índio foi expulso aos 43 do período inicial.

A derrota fez os catarinenses caírem para a sétima colocação, com 34 pontos. O Colorado volta a campo no domingo, em casa, contra o Cruzeiro. O Avaí joga um dia antes, no Morumbi, diante do São Paulo.

Domínio e gol para o Inter no primeiro tempo

Avaí e Inter mostraram, no primeiro tempo, que é possível fazer um bom jogo de futebol mesmo sem grandes lances de gol. Pela movimentação, pela marcação, pela disputa técnica entre atacantes e defensores, as duas equipes fizeram uma partida boa de se ver na etapa inicial.

O controle do jogo, do início ao fim do período, foi do Colorado, que esbanjou toque de bola, mas foi carente em infiltração ao ataque. O Avaí, pelo contrário, passou a maior parte do tempo correndo atrás do Inter. Quando atacou, chegou com força, mas faltou a conclusão final. Marquinhos, aos 13 minutos, aproveitou escorregão de Magrão para dominar e mandar o chute, que saiu torto, para fora.

O Inter não fez muita questão de aquecer o goleiro Eduardo Martini. A bola ficou passeando de um lado para o outro do campo, girando pelos pés de jogadores como Kleber, Magrão, Guiñazu, D’Alessandro e Giuliano, mas sempre longe do gol adversário. Não houve uma oportunidade clara, exceto a do gol vermelho, nascido em jogada de bola parada.



Foi aos 34 minutos. D’Alessandro cobrou escanteio pelo lado direito de ataque. Alecsandro, no meio da área, desviou para Fabiano Eller, na segunda trave, concluir para a rede. Eduardo Martini tocou na bola, mas não conseguiu evitar que ela entrasse. Foi o primeiro gol de Eller em seu retorno ao clube gaúcho.

Antes de terminar o primeiro tempo, a empolgação do Inter foi freada pela expulsão de Índio. Tudo começou com falha de D’Alessandro, que tentou se livrar de um adversário com o drible “la boba”, mas foi desarmado. O Avaí puxou contra-ataque até a bola chegar em Roberto, que recebeu forte entrada de Índio. O zagueiro foi para a rua direto, sem receber cartão amarelo, em uma decisão acertada do árbitro, que antes também poderia ter expulsado Marquinhos, do Avaí, por ter deixado a perna em D’Alessandro.

Inter segura pressão do Avaí e faz mais um

A expulsão de Índio exigiu medidas do técnico Tite. Para tapar o buraco na zaga, o treinador tirou Alecsandro, colocou Danilo Silva na direita e passou Bolívar para o miolo da defesa, ao lado de Eller. Objetivo: segurar a inevitável pressão catarinense.

Silas também mexeu no time. Colocou Caio para auxiliar o setor ofensivo. O jogador entrou bem, com velocidade, mas não rendeu o suficiente para encurralar o Colorado em seu campo de defesa. Mesmo em desvantagem numérica, o Inter teve mais chances do que o time da casa na etapa final. O Avaí ameaçou com Muriqui, em chute por cima aos dez minutos. O Colorado esteve perto de fazer repetidas vezes.

A tática do Inter foi evidente: fechar todas as portas na defesa e partir ao ataque na base da correria. Taison, o jogador mais veloz do time gaúcho, virou figura fundamental. Magrão chegou bem ao ataque, assim como Giuliano. O Colorado só não goleou porque Eduardo Martini não deixou.



Aos 21 minutos, a equipe de Tite tramou linda jogada no ataque. Kleber, pela direita, rolou para D’Alessandro, que logo acionou Magrão dentro da área. O goleiro se agigantou na frente do volante colorado, tapou todos os espaços para a conclusão e evitou o gol. Na sequência da jogada, Taison bateu forte, e o goleiro defendeu de novo.

O gol estava maduro. E saiu aos 35 minutos. Após boa troca de passes, Magrão recebeu em profundidade, dentro da área, e desviou de Eduardo Martini. Os três pontos estavam garantidos para o time gaúcho, que nem sofreu muito com mais uma expulsão – Bolívar, pelo segundo cartão amarelo, aos 38. Firme e forte, o Colorado mandou um aviso para o Palmeiras, para o São Paulo e para quem mais quiser disputar o título nacional. É candidato muito forte.


Ficha técnica:
AVAÍ 0 x 2 INTERNACIONAL
AVAÍ
Eduardo Martini, Augusto (Caio), Rafael e Emerson; Fabinho Capixaba, Marcus Winícius (Leonardo), Ferdinando, Marquinhos Muriqui e Eltinho; Roberto (Cristian).
Técnico: Silas.
INTERNACIONAL
Lauro, Bolívar, Índio, Fabiano Eller e Kleber; Magrão, Guiñazu, Giuliano e D’Alessandro (Danny Morais); Taison (Edu) e Alecsandro (Danilo Silva).
Técnico: Tite.
Gols: Fabiano Eller, aos 34 minutos do primeiro tempo; Magrão, aos 35 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Bolívar (Internacional).
Cartão vermelho: Índio e Bolívar (Internacional).
Estádio: Ressacada. Data: 06/09/2009.
Árbitro: Wallace Nascimento Valente (ES)
Auxiliares: José Ricardo Maciel Linhares (ES) e Fabiano da Silva Ramires (ES).

Eliminatórias Sulamericanas para a Copa do Mundo

COLÔMBIA 2X0 EQUADOR
Pressão da Colômbia na primeira etapa

Com o estádio Atanasio Girardot completamente lotado, a Colômbia se lançou ao ataque, já que somente uma vitória interessava a seleção da casa que alcançaria os 20 pontos e se mantinha com chances por uma das vagas para a Copa do Mundo.

O time colombiano tinha a maior posse de bola em campo, mas errava muito no último passe. O Equador tentava sair de seu campo. Com toques curtos e sem pressa em avançar ao ataque, a equipe chega pouco na meta do arqueiro Agustín Julio. Aos 18 minutos, numa boa de passes, Cristian Benitez deixou Edison Mendez na cara do gol. O meia equatoriano recebeu a pelota, ajeitou para perna direita e bate para fora, perdendo o gol.

Confira a classificação das eliminatórias da Copa

No começo da etapa final, o Equador ficou com um jogador a menos em campo. Palacios tentou cavar um pênalti e recebeu cartão vermelho do árbitro argentino Sergio Pezzota, e é expulso aos três minutos.

Superior em campo, os colombianos começaram a ensaiar uma pressão. Aos nove minutos, Benitez foi derrubado na entrada da área. Na cobrança, Mendez cruzou, e Castillo mando de cabeça pela linha de fundo. O time da casa continuava melhor, mas encontrava dificuldade em se aproximar da área adversária. O Equador respondeu com Castillo, que recebeu na meia lua, mas chutou sem força, nas mãos de Agustín.

Aos 36 minutos, Martínez recebeu na entrada da área, tocou na saída do goleiro Cevallos para abrir o placar. Gutierrez fechou o placar aos 49.


PERU 1X0 URUGUAI
Em Lima, gol nos minutos finais

Lanterna das eliminatórias, o Peru só conseguiu vencer o Uruguai com gol de Rengifo aos 41 minutos do segundo tempo. O jogador recebeu na área, após chute de fora da área, e bateu na saída do botafoguense Castillo.

A partida não teve muitas emoções para os torcedores. No primeiro tempo, Abreu teve chance de abrir o placar para a Celeste aos 14, mas ele cabeceou na mão do goleiro. Um minuto depois, Rengifo chutou rente à trave esquerda, na resposta dos donos da casa.

A melhor chance uruguaia foi de Suares, aos 38 da primeira etapa. Ele recebeu de Abreu na área, driblou o goleiro e bateu, mas o zagueiro peruano cortou em cima da linha e Butrón jogou para escanteio.


PARAGUAI 1X0 BOLÍVIA
De pênalti, Cabañas garante vitória do Paraguai sobre a Bolívia

Com um gol de pênalti de Salvador Cabañas, o Paraguai venceu a Bolívia por 1 a 0 neste sábado, no Defensores del Chaco, e empatou com o Chile na vice-liderança das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo.

Em 15 rodadas, a seleção paraguaia soma 27 pontos, assim como os chilenos, que empataram em 2 a 2 com a Venezuela e tem melhor saldo de gols (9 a 8).

O gol do Paraguai foi marcado aos 45 minutos do primeiro tempo. Após Carlos Bonet ser derrubado por Marvin Bejarano na área, Cabañas cobrou o pênalti no canto direito de Hugo Suarez, que foi para o outro lado. Foi o quinto gol do carrasco dos brasileiros nas eliminatórias.

Os quatro primeiros colocados da América do Sul se classificam para a Copa. O quinto fará repescagem com o quarto lugar da Concacaf.


ARGENTINA 1X3 BRASIL
Brasil derruba Argentina de Maradona e carimba passaporte para a Copa

Primeira chamada. Destino: África do Sul. Os argentinos rezaram, pediram ajuda divina antes da partida. Nada adiantou. Os deuses do futebol são brasileiros. Com direito a aplausos dos torcedores hermanos e gritos de "olé" dos brasucas, o Brasil carimbou o passaporte para a Copa do Mundo de 2010 neste sábado, em Rosário, com uma atuação de gala, que misturou talento e frieza. Sem cair na provocação e no clima de guerra da torcida, a seleção venceu a Argentina por 3 a 1 e garantiu uma das quatro vagas sul-americanas para o Mundial com três rodadas de antecedência devido à derrota do Equador por 2 a 0 para a Colômbia e a do Uruguai por 1 a 0 para o Peru. Luís Fabiano, autor de dois gols, assumiu a artilharia das eliminatórias com nove, superando o boliviano Botero, que tem oito. O zagueiro Luisão fez o outro gol brasileiro. Dátolo descontou. Com o resultado, a Argentina ficou em uma situação delicada. Em quarto lugar com 22 pontos, ainda vai enfrentar Paraguai e Uruguai fora de casa nos três jogos que restam na competição.



Dunga conquistou a terceira vitória sobre os argentinos desde que assumiu a seleção brasileira, em 2006. E o Brasil confirmou a superioridade nesta década. Foram dez duelos, com seis vitórias brasileiras, dois empates e duas derrotas. Além disso, acabou com duas enormes invencibilidades dos nossos hermanos. Eles não perdiam uma partida em casa há 41 jogos. E foi a segunda derrota da Argentina como mandante na história das eliminatórias em exatas 50 partidas. A outra havia sido para a Colômbia, em 1993, por 5 a 0.

Na próxima quarta-feira, o Brasil encara o Chile, em Salvador, em um jogo festivo, que vai servir para comemorar a classificação. A Argentina vai até Assunção para enfrentar o Paraguai.

Confira a galeria de fotos da vitória brasileira



A vaga para a Copa do Mundo premiou um momento abençoado da seleção brasileira. A equipe comandada por Dunga está invicta há quase 15 meses. Desde então, foram 18 jogos, com 14 vitórias e quatro empates. O Brasil vem de dez vitórias consecutivas: Peru, Uruguai, Paraguai e Argentina nas eliminatórias; Egito, Estados Unidos (duas vezes), Itália e África do Sul pela Copa das Confederações; e o amistoso contra a Estônia.

Diego Maradona, que foi um velho freguês dos brasileiros como jogador, manteve a tradição também como técnico. Com a camisa argentina, ele enfrentou seis vezes o Brasil e só conquistou uma vitória. Foram três triunfos brasileiros e dois empates. Após assumir a seleção em outubro do ano passado, substituindo Alfio Basile, Maradona tem três derrotas e seis vitórias em nove partidas.

Com os três gols contra os argentinos, a seleção chegou aos 100 na era Dunga. São ainda 33 vitórias, dez empates e quatro derrotas. Luis Fabiano é o artilheiro neste período, com 19 gols.

Baile brasileiro no primeiro tempo

O clima hostil no Gigante de Arroyito foi notado antes da partida. Uma bomba foi atirada no goleiro Julio César quando ele fazia o aquecimento perto da torcida argentina. O susto foi grande, mas ainda bem que não passou disso. Pouco depois, quando os jogadores reservas do Brasil se dirigiam para o banco, uma garrafa de água foi jogada em direção a eles pelos torcedores. Não acertou ninguém. Dunga pegou o objeto com tranquilidade do chão e o entregou a um representante da Conmebol, que levou a garrafa até o quarto árbitro.

Kaká deu o primeiro toque na bola. Mas foi a Argentina quem começou a mil por hora. A seleção arriscava ao deixar Messi com uma certa liberdade no meio-campo. Mas o entusiasmo dos nossos hermanos não refletia em boas jogadas. O Brasil, assustado, também não criava e procurava esfriar a partida.



O primeiro lance de perigo aconteceu aos 12 minutos. Messi recebeu livre na entrada da área e chutou no ângulo direito de Julio César. O goleiro só observou a bola sair muito perto da trave. Kaká passou, então, a pedir com gestos para a seleção brasileira marcar mais à frente. Mas o problema era que Messi continuava livre. Aos 17, ele deu uma arrancada, passou por quatro brasileiros e foi travado na hora do chute por Maicon. Foi por pouco. O Brasil estava acuado em campo. Em um mesmo lance, Lúcio e Kaká receberam cartão amarelo. Os dois, com isso, estão fora da partida contra o Chile, na próxima quarta-feira, em Salvador. Assim como Luis Fabiano, que pouco depois também foi advertido pelo árbitro.

Mas a seleção brasileira tem estrela. Luis Fabiano sofreu uma falta na intermediária. Elano cobrou para a área e Luisão, livre de marcação, cabeceou no canto esquerdo de Mariano Andujar. Brasil 1 a 0, aos 24 minutos. Foi o segundo gol do zagueiro em cima dos argentinos. Em 2004, na final da Copa América, o brasileiro também havia feito um de cabeça. E o gol saiu justamente na jogada mais ensaiada por Dunga nos treinos.



O jogo esquentou. Após uma falta em Kaká, Mascherano foi para cima de Robinho. O árbitro Oscar Ruiz chamou os dois. E deu uma bronca no brasileiro, que pouco antes havia pedalado em uma jogada na lateral. O atacante não ficou nada feliz com o questionamento. Alegou que estava tentando o drible.

Mas a seleção respondia na bola. Kaká foi até a linha de fundo e tocou para Maicon. O lateral chutou rasteiro. Mariano Andujar espalmou para o meio da área e Luis Fabiano, com toda tranquilidade, só tocou para o fundo da rede. Brasil 2 a 0, aos 30 minutos. Na comemoração, os jogadores brasileiros chutaram a bola para o meio da torcida argentina, que ficou calada. Foi o oitavo gol do Fabuloso.

Com a vantagem, os barulhentos torcedores brasileiros começaram a fazer a festa. Logo veio o grito de "ei, ei, ei, Maradona é nosso rei" em ironia ao ídolo e técnico local. Em seguida, o tradicional "mais um, mais um". Julio César fez o primeiro milagre aos 37 minutos. Tevez cruzou para a área, e Maxi Rodriguez chegou tocando rasteiro. Com os pés, o camisa 1 evitou o gol. A resposta veio em uma outra cobrança de falta. Elano cobrou, Luisão e Luis Fabiano fecharam pelo meio e o goleiro Andújar se esticou assustado para evitar o terceiro gol. E o primeiro tempo terminou com o Brasil soberano em campo e os torcedores argentinos em total silêncio. Maradona caminhou para o vestiário preocupado e coçando a cabeça.

Golaço de Luis Fabiano fecha o placar

Veio o segundo tempo e as provocações dos torcedores brasileiros continuavam. O grito agora para os argentinos era de "eliminados". Maradona fez uma substituição no time. Saiu Maxi Rodriguez e entrou Aguero, genro do treinador. Nada adiantou. A Argentina continuava com a maior posse de bola, mas não tinha criatividade para chegar ao gol brasileiro. O chute de Véron na arquibancada (a bola passou por cima da proteção que existe atrás do gol) retratava bem como estava a partida.



Mas aos 19 minutos, Datolo acertou uma bomba de fora da área. Um chute de muito longe, cruzado, que entrou no ângulo esquerdo de Julio César. O goleiro brasileiro, que ainda tocou na bola, nada poderia fazer. A Argentina diminuía e incendiava, novamente, a partida: 2 a 1. Maradona, que não parava de roer as unhas, beijou um crucifixo que levava no pescoço. Tinha fé na virada. Tudo em vão.

A resposta veio em grande estilo, três minutos depois. Kaká arrancou no contra-ataque e deu um passe perfeito para Luis Fabiano. O Fabuloso, com toda categoria, tocou por cima do goleiro Andujar. Brasil 3 a 1. Foi o nono gol do atacante, que assumiu a artilharia das eliminatórias. Na comemoração dos jogadores reservas, os argentinos jogaram uma pedra para o campo, que acertou Juan. Ele caiu no chão e foi carregado pelos companheiros para o banco. A comissão técnica da seleção ficou revoltada. Américo Faria pegou a pedra e levou até o quarto árbitro.

O jogo seguiu. Mas a Argentina se entregou. Maicon chutou cruzado e Ramires, de carrinho, quase marcou o quarto. O meia, que havia entrado na partida, chegou atrasado no lance. Dunga, então, chamou Adriano para entrar no lugar de Luis Fabiano. A torcida brasileira foi à loucura e começou a gritar "o Imperador voltou". Conhecido como carrasco dos argentinos, o atacante entrou em campo. Mas a sua entrada serviu apenas para deixar os argentinos ainda mais assustados. O Brasil estava mais uma vez garantido na Copa do Mundo.


Ficha técnica:
ARGENTINA 1 x 3 BRASIL
BRASIL
Julio César, Maicon, Lucio, Luisão, André Santos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano (Daniel Alves), Kaká; Robinho (Ramires) e Luis Fabiano (Adriano).
Técnico: Dunga.
ARGENTINA
Andújar, Zanetti, Sebá Dominguez, Otamendi, Heinze; Mascherano, Véron, Maxi Rodriguez (Sergio Agüero), Dátolo; Messi e Tevez (Diego Milito).
Técnico: Diego Maradona.
Gols: Luisão, aos 24 minutos, e Luis Fabiano, aos 30 do primeiro tempo; no segundo tempo, Dátolo, aos 20 minutos, e Luis Fabiano, aos 21.
Cartões amarelos: Lucio, Kaká, Luisão, Luis Fabiano, Ramires (BRA); Mascherano, Verón (ARG)
Estádio: Gigante de Arroyito, em Rosário, Argentina. Data: 05/09/2009.
Árbitro: Oscar Ruiz (COL).
Auxiliares: Abraham Gonzalez (COL) e Wilmar Roldan (COL).


CHILE 2X2 VENEZUELA
Chile empata em casa com a Venezuela, mas se mantém em segundo

O Chile recebeu a Venezuela neste sábado, pelas elimininatórias da Copa do Mundo de 2010, e não conseguiu superar o adversário em jogo em que as duas equipes chegaram a ficar à frente no placar. O 2 a 2 acabou sendo o resultado final, o que deixou os chilenos na segunda colocação agora ao lado do Paraguai, que venceu o a Bolívia por 1 a 0.

As duas equipes somam 27 pontos - três a menos do que o Brasil -, mas o Chile tem um gol a mais de saldo. A Venezuela, com 18, permanece em oitavo. Na próxima rodada, os chilenos vão encarar a seleção brasileira, em Salvador, na próxima quarta-feira. No mesmo dia, os venezuelanos recebem o Peru.

O primeiro gol do jogo saiu logo aos dez minutos. Matías Fernández bateu escanteio da direita, Arturo Vidal ganhou no alto e cabeceou para a rede. Aos 33, porém, empate dos visitantes. Arango deixou Maldonado em boas condições, e o atacante não perdoou: 1 a 1.

A Venezuela ainda conseguiu marcar mais uma vez antes do intervalo. Manuel Rey bateu falta da entrada da área e acertou um belo chute no ângulo direito para virar. O Chile voltou para o segundo tempo disposto a não deixar o resultado como estava. E voltou a empatar aos sete minutos, também em jogada de bola parada. Milar aproveitou rebote e colocou 2 a 2 no placar.