sexta-feira, 16 de outubro de 2009

GP do Brasil:Treino Livre 1

Rubinho roda, mas vence o primeiro duelo contra Button; Webber é o mais rápido

Rubens Barrichello rodou na pista, conseguiu uma recuperação nos minutos finais e fez o segundo melhor tempo (1m12s874) do primeiro treino livre no autódromo de Interlagos. De quebra, superou o líder da temporada e seu companheiro na Brawn GP, Jenson Button - o britânico foi apenas o sétimo colocado. Quem roubou a cena durante a manhã chuvosa desta sexta-feira, no entanto, foi o australiano Mark Webber, da RBR, com 1m12s463. O outro piloto da equipe, o alemão Sebastian Vettel - que ainda tem chance de ser campeão -, terminou em terceiro (1m12s932). Veja as melhores fotos!

O segundo treino livre para o GP do Brasil de Fórmula 1 começa às 14h (de Brasília), e o GLOBOESPORTE.COM vai acompanhar em Tempo Real.



Quando os pilotos começaram a ligar os motores, nuvens negras cobriam o céu na região do autódromo. A temperatura atmosférica era de 19 graus, e a da pista, 21. Nos boxes da Ferrari, com fones nos ouvidos, Felipe Massa matava a saudade acompanhando o desempenho de Kimi Raikkonen e Giancarlo Fisichella.

Rubinho chegou a Interlagos sem a camisa do Corinthians, vestimenta que virou seu amuleto na temporada. Mas foi Button quem primeiro entrou em ação, aproveitando a pista seca, já que o desempenho da Brawn costuma ser melhor nessa condição.

O britânico, no entanto, voltou logo para os boxes, e os mecânicos fizeram alterações no bico do carro. Quando o cronômetro marcava 20 minutos, uma chuva fina começou a cair. A esta altura, o mais veloz era Raikkonen (1m14s021), seguido pelo francês Sébastien Buemi, da STR, e por Barrichello.

O espanhol Fernando Alonso foi o primeiro sentir os efeitos da pista molhada. Derrapou e foi parar na grama. Logo depois, o britânico Lewis Hamilton, da McLaren, superou Raikkonen (1m13s187), mas viu Rubinho, aos 32 minutos, em sua 15ª volta, “tirar” dele o melhor tempo: 1m31s21. Após dois minutos, porém, Vettel baixou ainda mais: 1m12s932.

A chuva apertou, e todos os pilotos entraram nos boxes para trocar os pneus. A pista, porém, secou rapidamente, e Heikki Kovalainen foi o primeiro a voltar. Restavam ainda 35 minutos, mas Romain Grosjean fez com que o treino parasse mais uma vez. Ele acertou uma placa de publicidade e espalhou detritos pelo chão. A turma da limpeza teve de entrar em cena, e a pista só foi liberada a 25 minutos do fim.

Hamilton baixou seu melhor tempo (1m13s048), e Webber tomou a ponta, com 1m12s805. Kazuki Nakajima e Kovalainen também superaram Rubinho e fizeram com que o brasileiro caísse da segunda para a sexta colocação. Button amargava a nona.

A pista úmida deu trabalho aos pilotos. Alonso saiu dela três vezes e terminou em 16º. Barrichello chegou a ficar atravessado, depois de tocar na parte interna da zebra.

A cinco minutos do fim, o brasileiro conseguiu fazer uma volta veloz e retornar à segunda posição: 1m12s900. Na última tentativa - 32ª volta - melhorou ainda mais: 1m12s874. Era pouco para superar Webber, que tinha agora 1m12s463 e garantiu a liderança. Button ficou atrás deles, de Vettel, de Kovalainen, de Hamilton e de Nakajima.

Resultados do primeiro treino livre

1. Mark Webber RBR 1m12s463 - 29 voltas
2. Rubens Barrichello Brawn 1m12s874 - 32 voltas
3. Sebastian Vettel RBR 1m12s932 - 27 voltas
4. Heikki Kovalainen McLaren 1m12s989 - 25 voltas
5. Lewis Hamilton McLaren 1m13s048 - 25 voltas
6. Kazuki Nakajima Williams 1m13s067 - 21 voltas
7. Jenson Button Brawn 1m13s141 - 29 voltas
8. Nico Rosberg Williams 1m13s147 - 23 voltas
9. Adrian Sutil Force India 1m13s232 - 23 voltas
10. Kimi Raikkonen Ferrari 1m13s321 - 24 voltas
11. Jarno Trulli Toyota 1m13s326 - 26 voltas
12. Nick Heidfeld BMW 1m13s464 - 28 voltas
13. Sebastien Buemi STR 1m13s503 - 24 voltas
14. Robert Kubica BMW 1m13s563 - 24 voltas
15. Giancarlo Fisichella Ferrari 1m13s619 - 23 voltas
16. Fernando Alonso Renault 1m13s787 - 28 voltas
17. Vitantonio Liuzzi Force India 1m13s829 - 26 voltas
18. Kamui Kobayashi Toyota 1:14.029 1.566 - 27 voltas
19. Jaime Alguersuari STR 1m14s040 - 38 voltas
20. Romain Grosjean Renault 1m14s173 - 23 voltas

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Classificados para a Copa do Mundo

AFC (Ásia)
Vencedor do Grupo A: Austrália
Segundo Colocado do Grupo A: Japão
Vencedor do Grupo B: Coréia do Sul
Segundo Colocado do Grupo B: Coréia do Norte

CAF (África)
País - Sede: África do Sul
Vencedor do Grupo A:
Vencedor do Grupo B:
Vencedor do Grupo C:
Vencedor do Grupo D: Gana
Vencedor do Grupo E: Costa do Marfim

CONCACAF (Américas do Norte,Central e Caribe)

Vencedor da Quarta Fase: Estados Unidos
Segundo Colocado da Quarta Fase: México
Terceiro Colocado da Quarta Fase: Honduras

CONMEBOL (América do Sul)

Vencedor: Brasil
Segundo Colocado: Chile
Terceiro Colocado: Paraguai
Quarto Colocado: Argentina

UEFA (Europa)

Vencedor do Grupo 1: Dinamarca
Vencedor do Grupo 2: Suíça
Vencedor do Grupo 3: Eslováquia
Vencedor do Grupo 4: Alemanha
Vencedor do Grupo 5: Espanha
Vencedor do Grupo 6: Inglaterra
Vencedor do Grupo 7: Sérvia
Vencedor do Grupo 8: Itália
Vencedor do Grupo 9: Holanda

Repescagem
UEFA (Europa)

Sorteio dia 19 de outubro

Seleções:Portugal,Grécia,Eslovênia,Rússia,Bósnia e Herzegovina,Ucrânia,França,Irlanda

CONMEBOL (América do Sul) X CONCACAF (Américas do Norte,Central e Caribe)

Uruguai (Quinto Colocado CONMEBOL) X Costa Rica (Quarta Colocada CONCACAF)

AFC (Ásia) X OFC (Oceania)

Bahrein (Vencedor da Repescagem da AFC) X Nova Zelândia (Vencedor da OFC)
Primeiro Jogo: 0 X 0

Eliminatórias Sulamericanas para a Copa do Mundo

PERU 1X0 BOLÍVIA
Lanterna Peru encerra eliminatórias com vitória magra sobre Bolívia



O jogo em Lima pouco importava para Peru e Bolívia, mas os donos da casa puderam ter uma última impressão melhor do que os rivais. Com gol do atacante Johan Fano, posteriormente expulso, os peruanos venceram por 1 a 0. O resultado, no entanto, manteve a equipe alvirrubra na lanterna das eliminatórias, com 13 pontos. Os bolivianos permaneceram com 15, em nono.

Confira a classificação atualizada das eliminatórias sul-americanas para a Copa

Além de Fano, a partida, apesar do tom amistoso, teve outro cartão vermelho: Rosauro Rivero, da Bolívia. O gol saiu somente na segunda etapa. Aos 9, Fano recebeu pelo lado direito da área e chutou cruzado, sem chances para Arias.

A seleção peruana, derrotada pela Argentina em jogo dramático no último sábado, não somava pontos desde a 15ª rodada, quando bateu o Uruguai.


BRASIL 0X0 VENEZUELA
Na 'escuridão' do Morenão, Brasil empata com a Venezuela na despedida



A seleção brasileira não saiu do zero com a Venzuela na despedida das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Na penumbra do Morenão, em Campo Grande, o time comandado por Dunga teve uma atuação tão apagada quanto a péssima iluminação do estádio. Com um jogador a menos desde os dez minutos do segundo tempo, quando Miranda foi expulso, o time canarinho não conseguiu repetir as melhores atuações que teve na competição.

Veja as imagens do jogo entre Brasil x Venezuela em Campo Grande!


Classificado para a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, o Brasil volta a campo no dia 14 de novembro, contra a Inglaterra, em um amistoso internacional, em Doha, no Qatar. A Venezuela está fora do Mundial. Com 34 pontos, o time canarinho terminou na liderança das eliminatórias. A Venezuela encerrou sua participação com 22 pontos.

Seleção joga melhor na etapa inicial, mas não consegue sair do zero

A partida começou morna. Enquanto os brasileiros tentavam chegar ao ataque, os venezuelanos atuavam recuados, buscando chegar ao gol de Julio César nos contra-ataques. O primeiro lance de perigo aconteceu apenas aos 20. Maldonado cobrou escanteio e quase marcou um gol olímpico.

Até os 23, a partida foi muito fraca. Mesmo assim, o torcedor na arquibancada fazia a festa. Seja com a "ola" ou cantando músicas de incentivo para o time canarinho. Quatro minutos depois, Di Giorgio arriscou da intermediária, e Julio César defendeu com segurança. Aos 31, Nilmar recuperou uma bola no meio-campo e tocou para Kaká, que arrancou em velocidade. Na entrada da área, o meia foi derrubado. Falta assinalada pelo árbitro. Na cobrança, o jogador do Real Madrid rolou para Luis Fabiano, que errou a pontaria por muito pouco.

O time brasileiro seguiu no ataque e aos 33 teve uma outra ótima chance. Maicon cruzou da direita na cabeça de Luis Fabiano. O atacante subiu mais do que os defensores e cabeceou por cima do goleiro Vega, que apenas observou a bola bater na rede pelo lado de fora. Quatro minutos depois, outra bela jogada da seleção. Maicon tabelou com o Fabuloso e tocou para Kaká. O meia foi travado no momento do chute.

Luis Fabiano era um dos melhores em campo e quase aproveitou ótimo lançamento de Kaká. Aos 39, o Fabuloso recebeu dentro da área, tentou driblar o goleiro e caiu na área em lance duvidoso. O árbitro peruano Victor Carrillo mandou o jogo seguir. Cinco minutos depois, Arango aproveitou excelente cruzamento e cabeceou para uma ótima defesa de Julio César.

Kaká quase marca um golaço no fim da partida

O Brasil voltou melhor para o segundo tempo. Logo aos dois minutos, Nilmar aproveitou toque de Kaká, já dentro da área, dominou e chutou de primeira. O goleiro Vega pegou com segurança no meio do gol. Aos oito, o lance mais claro de gol do jogo. Filipe Luís cobrou escanteio na cabeça de Luis Fabiano. O atacante subiu mais do que a zaga e testou com força. A bola pegou no pé da trave. Na sobra, Maicon chutou prensado, e a zaga afastou o perigo.



Aos dez, o árbitro peruano viu uma cotovelada de Miranda em Maldonado e expulsou o zagueiro brasileiro. Ao deixar o campo, o jogador foi aplaudido pelo torcedores de Campo Grande. Mesmo com um a menos, a seleção seguiu melhor na partida. Aos 14, Ramires recebeu na entrada da área e chutou por cima do gol venezuelano.

Luis Fabiano teve uma ótima oportunidade de balançar a rede aos 19. Maicon cruzou da direita, a bola passou pelos defensores da Venezuela e sobrou para o Fabuloso. O atacante dominou, girou em cima de um zagueiro e chutou para boa defesa de Vega. O camisa 9 teve mais uma chance em um outro cruzamento da direita. Ele tocou por cima do arqueiro rival, e a zaga tirou em cima da linha.

Disposto a encerrar as eliminatórias com chave de ouro, Dunga fez duas substituições seguidas. Ele sacou Filipe Luís e Ramires e apostou nas entradas de Alex e Elano. O time seguiu tentando chegar ao gol, mas pecava nos seguidos erros de passe.

Nos acréscimos, Kaká recebeu um ótimo lançamento pelo lado esquerdo, cortou um zagueiro e colocou fora do alcance do goleiro. A bola caprichosamente bateu no pé da trave de Vega.


Ficha técnica:
BRASIL 0 X 0 VENEZUELA
BRASIL
Julio César, Maicon, Luisão, Miranda e Filipe Luís (Alex); Gilberto Silva, Lucas, Ramires (Elano) e Kaká; Nilmar e Luis Fabiano (Diego Tardelli).
Técnico: Dunga.
VENEZUELA
Vega, Chacon, Vizcarrondo, Rey e Granados; Di Giorgi, Rincón (Seijas), Lucena e Arango (Fedor); Moreno (Rondon) e Maldonado.
Técnico: César Farias.
Cartões amarelos: Luis Fabiano, Luisão (Brasil); Chacon, Vizcarrondo, Di Giorgi, Granados (Venezuela).
Cartão vermelho: Miranda (Brasil).
Estádio: Morenão. Data: 14/10/2009.
Árbitro: Victor Carrillo (PER).
Auxiliares: César Escano (PER) e Luis Abaddie (PER).
Renda: 2.562.925,00. Público: 23.746 pagantes.


URUGUAI 0X1 ARGENTINA
Histórico: Argentina bate Uruguai, vai à Copa e manda rival para repescagem



A quarta-feira, 14 de outubro de 2009, está eternizada: é a data em que Diego Armando Maradona, como técnico, colocou a Argentina em uma Copa do Mundo. Foi sofrido, foi turbulento, foi um processo de muito mais trapalhadas do que méritos, mas o ídolo máximo dos argentinos manteve sua divindade. A classificação foi confirmada em vitória histórica no Centenário, em Montevidéu (assista no vídeo ao lado). O 1 a 0 sobre o Uruguai, com gol de Bolatti, mandou a seleção celeste para a repescagem, já que o Equador, que também estava na briga, perdeu para o Chile por 1 a 0. O adversário será a Costa Rica, quarta colocada no hexagonal da Concacaf.

Esteve longe de ser uma partida bonita, técnica, de grandes virtudes. E pouco importa que tenha sido assim. O duelo desta quarta-feira foi e sempre será marcado por uma dramaticidade única, dada a situação dos rivais - a reunião do desespero de dois gigantes sul-americanos no clássico do Rio da Prata.

Por tudo isso, após o final da partida, ainda no campo, Maradona e os atletas se abraçaram, alguns choraram. E também não se esqueceram de atacar a imprensa.

- Tem que lutar até a morte. Porque eu amo a Argentina e a levo no coração. Não me importa o que digam os jornalistas. A p... que os pariu! - disse Dieguito, abraçado ao diretor técnico Carlos Bilardo.

Com o resultado, a Argentina fechou as eliminatórias com 28 pontos, na quarta colocação, atrás de Brasil, Paraguai e Chile. O Uruguai foi o quinto, com 24. O Equador parou nos 23 e ficou fora da Copa da África do Sul.

Tensão e até um pouco de violência no 1º tempo

Duas torcidas eufóricas, famintas pela classificação, formaram o ambiente de um jogo inesquecível. Durante toda a semana, o futebol foi o centro de cada conversa pelas ruas de Montevidéu. O Centenário lotou. Os argentinos apareceram em bom número, cerca de 3 mil pessoas. A entrada em campo das duas equipes fez o lendário estádio balançar: ele recebia, naquele momento, mais um episódio para sua história, construída jogo a jogo desde 1930.

FOTOS: confira belas imagens do clássico entre Uruguai e Argentina

Durante o hino uruguaio, os argentinos cantaram forte, tentaram atrapalhar o momento cívico do rival. Acabaram silenciados por uma enorme voz em uníssono. O Uruguai estava envolto em uma bolha de apoio incondicional. Assim, como se 11 jogadores representassem uma nação inteira, eles partiram para cima da Argentina.

Tentaram. Insistiram. Martelaram. Mas não fizeram. O primeiro tempo foi quase todo do Uruguai. Faltou o gol. Por pouco, mas faltou (confira no vídeo ao lado os melhores momentos da etapa inicial).

A pressão dos uruguaios teve seu ápice logo no começo da partida. Com três minutos, Diego Forlán, pela direita, acionou o atacante Suárez em profundidade. Virou uma pequena corrida entre ele e o goleiro Romero. Ambos partiram em disparada. O argentino chegou antes e deu um bico na bola, que estourou em Suárez e rumou a caminho do gol. Deve ter durado dois segundos, não mais que isso, o trajeto da bola até a linha de fundo. Foi tempo suficiente para que o mundo parasse para argentinos e uruguaios. E ela saiu.

O Centenário respondeu com um “uuuuuuuh” de incredulidade. E não seria o único. Em cabeceio de Scotti, quase saiu o gol. Em chute cruzado de Álvaro Pereira, também. Até a metade do primeiro tempo, tudo que a equipe de Diego Armando Maradona fez foi correr atrás do adversário.

Argentina acorda

E aí os “hermanos” resolveram acordar. Não que tenham criado grande coisa. Longe disso. Mas ao menos conseguiram trocar passes, buscar triangulações, mostrar o mínimo de organização que se exige de uma equipe de futebol. Messi, novamente desaparecido, nada fez. A Argentina tentou sair com Verón, com Di Maria, mas o máximo que conseguiu foi girar ao redor da área adversária. As jogadas de bola parada representaram alguma esperança. Falsa esperança...



Faltaram chances, sobrou pancada. O jogo teve momentos de violência na etapa inicial. Heinze, da Argentina, quase dividiu Rodríguez ao meio. Depois, o mesmo Heinze levou entrada muito forte Maximiliano Pereira. Ninguém foi expulso.

A divindade no segundo tempo

O período final começou estudado, mais centrado no meio do campo, como se as duas equipes temessem atacar. Houve lances de bate-rebate nas duas áreas. Forlan, em avanço pelo meio, buscou o canto do goleiro argentino. A bola saiu por pouco.

Até a torcida estava mais quieta do que antes. Mas aí saiu a notícia do gol do Chile sobre o Equador. O estádio voltou a pulsar. Bastava um gol para o Uruguai garantir vaga na Copa. Um gol e nada mais. Para a Argentina, em contrapartida, o empate passou a valer ouro. Com ele, a classificação estava garantida.

A equipe de Maradona se retraiu. Fechou um ferrolho defensivo e passou a atacar só na boa, geralmente em contra-ataques. Deixou o tempo passar. Como a zaga funcionou bem, conseguiu controlar o Uruguai sem muitos sustos. Mas a tranquilidade jamais foi absoluta.

Aos 28 minutos, o gol uruguaio não saiu por detalhes. Forlan, em falta perto da área, mandou na cabeça de Lugano. Livre, o capitão celeste até conseguiu desviar a bola, mas para fora. Houve um ruído geral no Centenário, um lamento uniforme, como se aquela fosse a última chance.

Argentina x Uruguai: uma rivalidade mais do que centenária. Relembre e comente

O Uruguai, conforme o tempo passava, errava mais. A Argentina percebeu e manteve os pés no chão para segurar o resultado. E conseguiu mais. Aos 38 minutos, em falta cobrada por Messi, a bola passou por Verón e sobrou para Bolatti, mandado a campo por Maradona, fazer o gol.

Foi o gol da divindade de Maradona. Ele, gênio eterno como jogador, não poderia manter o posto de Deus com um 0 a 0. Na comemoração, Dieguito, extasiado, abraçou jogadores, colegas de comissão técnica, xingou jornalistas e fez a festa pela classificação.

Logo após o apito final da partida, o defensor uruguaio Maxi Pereira acertou um soco em um atleta argentino e foi expulso pelo árbitro Carlos Amarilla.


Ficha técnica:
URUGUAI 0 x 1 ARGENTINA
URUGUAI
Muslera, Scotti, Lugano e Cáceres; Maxi Pereira, Diego Pérez, Walter Gargano (Cristian Rodríguez), Jorge Rodríguez (Cavani) e Álvaro Pereira; Luis Suárez (Loco Abreu) e Diego Forlan.
Técnico: Oscar Tabárez.
ARGENTINA
Romero, Otamendi, Demichelis, Schiavi e Heinze; Gutiérrez, Mascherano, Verón e Di Maria (Monzón); Messi (Tevez) e Higuaín (Bolatti).
Técnico: Diego Maradona.
Gols: Bolatti, aos 39 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Diego Pérez, Scotti, Cáceres, Maxi Pereira (Uruguai); Heinze, Otamendi, Romero (Argentina).
Cartões vermelhos: Cáceres e Maxi Pereira (Uruguai)
Estádio: Centenário-URU. Data: 14/10/2009.
Árbitro: Carlos Amarilla (Paraguai).
Auxiliares: Nicolas Yegros (Paraguai) e Emigdio Ruiz (Paraguai).


CHILE 1X0 EQUADOR
Chile vence, enterra chances do Equador de ir à Copa do Mundo e ajuda o Uruguai

O Equador tinha quase tudo para se classificar à Copa do Mundo de 2010. Dependia apenas dele próprio e jogava contra o Chile, já classificado. Mas parece que os adversários se esqueceram desse último fato. Jogando em casa, os chilenos quase não deram espaço para os equatorianos e conseguiram um resultado magro, 1 a 0, mas o suficiente para enterrar as chances do Equador de ir ao Mundial.



De quebra, o Chile ainda facilitou a vida do Uruguai. Os hermanos se garantiram na Copa com a vitória sobre os adversários em Montevidéu, por 1 a 0. Já a Celeste conseguiu a vaga da repescagem. Com a vitória em Santiago, os chilenos chegaram a 33 pontos e terminam as eliminatórias na segunda colocação, atrás do Brasil (34) e na frente do Paraguai (33) por causa do saldo de gols.

Chile massacra no início

Quem tinha a obrigação de vencer era o Equador, mas foi o Chile quem tomou a iniciativa do jogo e massacrou nos primeiros minutos. Tanto é que o goleiro chileno, Claudio Bravo, só foi tocar na bola pela primeira vez aos 25. Foram algumas as chegadas perigosas dos donos da casa. O atacante Suazo, artilheiro das eliminatórias, deu trabalho ao goleiro Elizaga. Outro que esteve bem foi o “mago” Valdivia, que conseguiu bons passes e controlou o jogo no meio-campo.



No entanto, foi em torno dos 30 minutos que o Equador começou a equilibrar as ações. O atacante Benítez foi fundamental. Em uma das oportunidades, ele apareceu por detrás dos zagueiros e concluiu, mas Bravo estava atento para fazer a defesa. Méndez também chegou com perigo, mas a bola foi chutada para fora. A reação equatoriana assustou os torcedores, mas o juiz pôs fim aos primeiros 45 minutos.

Equador leva gol e dá adeus à Copa

Mas logo aos sete minutos da segunda etapa, o Chile abriu o placar e aumentou o desespero dos equatorianos. O artilheiro Suazo recebeu cruzamento na entrada da pequena área e finalizou bonito, no alto, levando o Monumental de Santiago à loucura.

Depois do gol, o Chile continuou no ataque, a exemplo do que aconteceu no começo do primeiro tempo. Novamente Valdivia e seus companheiros deram trabalho ao goleiro Elizaga. Os donos da casa ainda pediram um pênalti em cima de Suazo, mas nada foi marcado. Com o controle do jogo, o Chile venceu e tirou o Equador da Copa.


PARAGUAI 0X2 COLÔMBIA
Colômbia bate Paraguai em Assunção e dá título simbólico ao Brasil

Não vale troféu, mas a seleção brasileira terminou as eliminatórias sul-americanas nesta quarta-feira no primeiro lugar. O “título” veio com a derrota do Paraguai por 2 a 0 para a Colômbia, em Assunção, pela última rodada.

Os gols colombianos foram de Ramos e Rodallega, no segundo tempo. Assim, o Brasil fica com 34 pontos, seguido por Chile e Paraguai, que somaram 33. A Argentina é a quarta, com 28. Os quatro estão classificados para a Copa do Mundo.

A Colômbia terminou o torneio classificatório em oitavo lugar, com 20. O quinto colocado foi o Uruguai, que fez 24 e vai disputar a repescagem com o quarto da Concacaf.



A melhor chance do Paraguai foi aos 12 do segundo tempo, quando Osvaldo Martinez acertou a trave. Mas o time de Cabañas levou o golpe cinco minutos depois: após cruzamento da esquerda, Ramos dominou no peito e chutou rasteiro para marcar.

A partida ficou movimentada e com boas jogadas dos dois lados. O segundo gol colombiano saiu em contra-ataque. Aos 36, Rodallega foi lançado entre a zaga e tocou na saída do goleiro Justo Villar: 2 a 0.

Eliminatórias Européias para a Copa do Mundo

GRUPO 1
Mesmo sem Cristiano Ronaldo, Portugal goleia Malta e se garante na repescagem

Depois de passar por momentos complicados durante a disputa do Grupo 1 das eliminatórias europeias para Copa, Portugal deu a volta por cima, superou os prognósticos e segue na luta por um lugar no Mundial da África do Sul. Nesta quarta-feira, mesmo sem Cristiano Ronaldo, machucado, a seleção da Terrinha derrotou Malta por 4 a 0 e garantiu uma vaga na repescagem.



Os portugueses chegaram aos 19 pontos e terminaram a competição em segundo lugar na chave, superando a Suécia que, em outra partida do dia, derrotou a Albânia por 4 a 1. No entanto, os escandinavos pararam nos 18 pontos (3º lugar). Tristeza de Ibrahimovic, considerado um dos maiores jogadores da atualidade, que vai assistir à Copa pela TV.



A Dinamarca, que já havia garantido a vaga direta por ser a primeira colocada da chave, cumpriu tabela nesta quarta e perdeu para a Hungria por 1 a 0.

Os jogos da repescagem serão nos dias 14 e 18 de novembro. O sorteio dos confrontos entre os oito melhores segundos colocados será realizado na próxima segunda-feira, na sede da Fifa, em Zurique. O critério para definir cada duelo será feito de acordo com a edição de outubro do ranking da Fifa, que vai ser divulgado nesta sexta-feira.

Liedson titular

Sem poder contar com Cristiano Ronaldo até mesmo na torcida - o jogador teve que ir para Madri por imposição do Real para se tratar de uma lesão no tornozelo direito -, o técnico Carlos Queiroz escalou praticamente um trio de atacantes: o brasileiro naturalizado português Liedson, Simão Sabrosa e Nani.

Apoiada pela torcida, que lotou o estádio do Vitória de Guimarães - no norte de Portugal -, a seleção lusitana por pouco não abriu o placar logo aos dois minutos. O meia-atacante Nani chutou forte de fora da área e a bola explodiu no peito do goleiro Hogg, de Malta.

Nani faz a festa da torcida em Guimarães

Aos 12, entretanto, a festa nas “bancadas” começou. Nani recebeu na meia lua, girou em cima do marcador e com um chute potente de perna esquerda (que nem é a boa do jogador do Manchester United) colocou a bola no fundo das redes.

Melhor na partida e contando com o pouco talento da seleção de Malta (que só conseguiu empatar um jogo nas eliminatórias), Portugal quase ampliou com Liedson aos 37. De cabeça, o ex-jogador do Flamengo, Corinthians e Coritiba tirou tinta da trave aos 37 minutos.



No fim do primeiro tempo, aos 44, Simão Sabrosa, que defende o Atlético de Madri, acertou uma bomba de pé direito e anotou o segundo de Portugal. O detalhe é que a jogada foi construída por dois brasileiros: Deco tocou para Liedson que, meio sem querer, deu o passe para o companheiro.

No começo do segundo tempo, Miguel Veloso aproveitou rebote do goleiro e aumentou para os “gajos”. Com a vantagem no placar e a vaga na repescagem, Portugal cozinhou o jogo e ainda fez mais um aos 44 minutos da etapa final, com Edinho, do Málaga.


GRUPO 2
Suíça empata e é a 20ª classificada para o Mundial. Grécia vai para repescagem

A Suíça se tornou a 20ª classificada para a Copa do Mundo. Nesta quarta-feira, na Basiléia, a seleção da Terra do Chocolate jogou de acordo com o regulamento e não saiu do zero com Israel, garantindo o primeiro lugar no Grupo 2 das eliminatórias europeias, com 21 pontos.

Confira a classificação atualizada da fase de grupos das eliminatórias europeias

A vaga na repescagem ficou com a Grécia, que derrotou Luxemburgo por 2 a 1, em Atenas, alcançando 20 pontos. O atacante Gekas, autor de quatro gols no triunfo sobre a Letônia, por 5 a 2, sábado, fez mais um. Torosidis anotou o outro (assista no vídeo abaixo).



No outro jogo da chave, a Letônia, que mantinha remotas chances de classificação, venceu a Moldávia, por 3 a 2, em casa.

Os jogos da repescagem serão nos dias 14 e 18 de novembro. O sorteio dos confrontos entre os oito melhores segundos colocados será realizado na próxima segunda-feira, na sede da Fifa, em Zurique. O critério para definir cada duelo será feito de acordo com a edição de outubro do ranking da Fifa, que vai ser divulgado nesta sexta-feira.

Confira os resultados da última rodada do Grupo 2:

Suíça 0 x 0 Israel
Letônia 3 x 2 Moldávia
Grécia 2 x 1 Luxemburgo




GRUPO 4
Alemanha escapa de derrota com gol de Podolski no fim e mantém invencibilidade

A Alemanha, já classificada para a Copa do Mundo de 2010, escapou nesta quarta-feira de uma derrota diante da sua torcida aos 45 minutos do segundo tempo. Um gol de Podolski empatou o jogo contra a Finlândia (1 a 1) e garantiu a invencibilidade do time nas eliminatórias europeias. O confronto foi disputado em Hamburgo, na HSH Nordbank Arena.

Em outro jogo do grupo, Rússia e Azerbaijão empataram por 1 a 1. Arshavin marcou para os russos, e Javadov, para o time da casa (confira no vídeo abaixo).



Mesmo com o resultado negativo, a Alemanha terminou com o primeiro lugar do Grupo 4, com 26 pontos ganhos. A Rússia ficou em segundo, com 22, campanha que lhe assegurou uma vaga na repescagem europeia. A Finlândia terminou na terceira posição, com 18.

A Finlândia saiu na frente logo aos 11 minutos. A Alemanha sentiu o golpe e demorou a acordar. Quase no fim do primeiro tempo, já tinha o domínio completo do jogo e mais posse de bola, mas encontrava dificuldades para finalizar.

No segundo tempo, a Finlândia foi recuando aos poucos. Foi fatal chamar a Alemanha para o seu campo. Os donos da casa pressionaram, mas conseguiram o empate em um golpe de sorte. Depois de uma incrível confusão na área adversária, Podolski aproveitou o rebote e empurrou meio sem jeito para a rede.

Apenas cumprindo tabela, a seleção do País de Gales derrotou Liechtenstein por 2 a 0 fora de casa.


GRUPO 5
Seleção da Espanha encerra sua participação com 100% de aproveitamento

Em jogo que serviu apenas para cumprir tabela no Grupo 5 das eliminatórias europeias, a Espanha goleou a Bósnia por 5 a 2, fora de casa, e encerrou sua participação na competição em grande estilo. Já garantida na Copa há duas rodadas, a Fúria chegou aos 30 pontos e terminou o torneio com 100% de aproveitamento.



Negredo, jogador do Sevilla, foi o destaque da partida com dois gols. Pique, David Silva e Mata completaram o placar para os espanhóis. Dzeko e Misimovic descontaram para os anfitriões que terminaram a chave em segundo lugar, com 19 pontos, assegurando, assim, um lugar na repescagem.

Em outros dois jogos da chave, a Estônia recebeu a Bélgica e venceu por 2 a 0. Já Turquia bateu a Armênia por 2 a 0.

O volante brasileiro Marcos Senna, que é naturalizado espanhol, comemorou o bom desempenho da Fúria nas eliminatórias.

- Foi um jogo bom e conseguimos sair com um resultado importante. São poucas as seleções que conseguem vencer todos os jogos das eliminatórias. É muito legal fazer parte desta história. Também recebi a placa comemorativa pelos meus 26 jogos pela seleção - ressaltou Senna.

Os jogos da repescagem serão nos dias 14 e 18 de novembro. O sorteio dos confrontos entre os oito melhores segundo colocados será realizado na próxima segunda-feira, na sede da Fifa, em Zurique. O critério para definir cada duelo será feito de acordo com a edição de outubro do ranking da Fifa, que vai ser divulgado nesta sexta-feira.


GRUPO 6
Ucrânia se garante na repescagem. Croácia de Eduardo da Silva está fora

Mesmo jogando fora de casa, a Ucrânia massacrou Andorra por 6 a 0 e garantiu o segundo lugar com 21 pontos no Grupo 6 das eliminatórias europeias para o Mundial da África do Sul . Com o resultado, a seleção da antiga URSS chegou aos 21 pontos e está na repescagem que será disputada em novembro. O adversário será conhecido em um sorteio que será realizado na próxima sexta-feira de acordo com a posição dos classificados no ranking da Fifa.

O primeiro gol do triunfo ucraniano foi anotado pelo veterano atacante Shevchenko, aos 22 minutos do primeiro tempo. Gusev, Lima (contra), Rakitskyy, Yarmolenko e Seleznov ampliaram o marcador na segunda etapa.

Por outro lado, a Croácia, que desde 1998 vinha marcando presença em Copas, está fora da edição de 2010. A seleção do leste europeu, que teve o desfalque do brasileiro naturalizado croata Eduardo da Silva (está lesionado), venceu o Cazaquistão por 2 a 1 na casa do adversário e terminou a competição com 20 pontos, na terceira colocação da chave. Os gols da partida foram anotados por Khizhnichenko, para os anfitriões, com Vukojevic e Kranjcar para os visitantes.

Crouch faz dois em vitória da Inglaterra

Apenas cumprindo tabela, a seleção inglesa, primeira colocada do grupo e já garantida na Copa há várias rodadas, goleou a Bielorrússia em Wembley por 3 a 0. Peter Crouch, duas vezes, e Wright-Philips marcaram para o English Team.


GRUPO 7
No Grupo 7 das eliminatórias europeias, França vence a Áustria

A França fechou sua participação no Grupo 7 das eliminatórias europeias para Copa com uma tranquila vitória em casa de 3 a 1 sobre a Áustria. Com o resultado, os Bleus terminaram a competição com 21 pontos (segundo lugar) e agora vão disputar a repescagem por uma vaga no Mundial de 2010.

A Sérvia, que também nesta quarta-feira perdeu de 2 a 1 para a Lituânia, ficou com a primeira colocação (22 pontos) e, desse modo, garantiu seu passaporte para África do Sul.



Os jogos da repescagem serão nos dias 14 e 18 de novembro. O sorteio dos confrontos entre os oito melhores segundos colocados será realizado na próxima segunda-feira, na sede da Fifa, em Zurique. O critério para definir cada duelo será feito de acordo com a edição de outubro do ranking da Fifa, que vai ser divulgado nesta sexta-feira.

BRASIL MUNDIAL: torcedor francês paga mico no Stade de France. Assista!


Jogando no Stade de France, em Paris, a França abriu o placar aos 18 minutos do primeiro tempo com Benzema. Henry, de pênalti, fez o segundo aos 26. Na etapa final, aos três, Janko descontou para os visitantes. Mas Gignac, aos 21, ampliou para o time do técnico Raymond Domenech.

Além das vitórias de França e Lituânia, a Romênia também triunfou em outro jogo do Grupo 7. Já eliminada, a seleção do atacante Mutu, da Fiorentina, bateu as Ilhas Faroe por 3 a 1.


GRUPO 8
Já classificada, Itália sofre, mas derrota o Chipre com três de Gilardino

Já garantida na Copa do Mundo de 2010, a Itália sofreu, mas conseguiu evitar um despedida melancólica das eliminatórias europeias. Jogando em casa, na cidade de Florença, a Azzurra estava perdendo por 2 a 0 para o modesto Chipre até os 33 minutos do segundo tempo. Mas o artilheiro Gilardino, com três gols, assegurou a vitória de virada de 3 a 2 em jogo válido pelo Grupo 8.



Com o resultado, a atual campeã mundial terminou a chave com 24 pontos. A Irlanda, que já havia assegurado o segundo lugar na rodada anterior e, consequentemente, uma vaga na repescagem, empatou em 0 a 0 com Montenegro e acabou com 18 pontos.

Os gols cipriotas foram anotados por Okkas, aos 12 minutos do primeiro tempo, e Michael, aos três da segunda etapa. Em outra partida da chave, que serviu apenas para cumprir tabela, a Bulgária goleou a Geórgia por 6 a 2.

Os jogos da repescagem serão nos dias 14 e 18 de novembro. O sorteio dos confrontos entre os oito melhores segundo colocados será realizado na próxima segunda-feira, na sede da Fifa, em Zurique. O critério para definir cada duelo será feito de acordo com a edição de outubro do ranking da Fifa, que vai ser divulgado nesta sexta-feira.

Confira os países classificados para a repescagem
Cabeças de chave Pote 2
Rússia Ucrânia
França Irlanda
Grécia Bósnia
Portugal Eslovênia

* De acordo com o ranking da Fifa de setembro, a Ucrânia teria que tirar uma improvável diferença de 51 pontos de Portugal para se tornar cabeça de chave. Os cabeças de chave só podem enfrentar os países do pote 2 e vice-versa.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

30 Rodada:Série B

VASCO 4X1 VILA NOVA
Vasco transforma vaias em aplausos e goleia o Vila Nova na Colina: 4 a 1



Depois de um primeiro tempo ruim, em que foi vaiado pela torcida que foi a São Januário, o Vasco se encontrou em campo na segunda etapa e construiu a goleada por 4 a 1 sobre o Vila Nova, na noite desta terça-feira (assista aos principais lances no vídeo ao lado). A vitória garante ao time da Colina a manutenção da liderança da Série B do Campeonato Brasileiro com 60 pontos, um à frente do Guarani, que derrotou o Duque de Caxias por 2 a 1, em Campinas. A equipe goiana segue com 36 pontos.

No último jogo do Vasco em São Januário, na derrota para o Figueirense, os torcedores vaiaram muito a equipe. Mas, desta vez, Nilton, Amaral, Titi e Élton balançaram a rede e transformaram os apupos em aplausos. Nena descontou para o Vila.

Na próxima terça-feira, dia 20, às 21h, o Vasco enfrenta o ABC em Natal. No mesmo dia, o Vila Nova encara o Figueirense em Goiânia.

Nilton faz um golaço

Embalado pelo grito da torcida, o Vasco tomou a iniciativa da partida desde o apito do árbitro. O ímpeto cruzmaltino foi recompensado com um gol logo aos sete minutos. Paulo Sérgio cobrou escanteio da direita, e Nilton acertou um belo voleio. Um golaço: 1 a 0. O lance fora iniciado em um passe errado do ex-vascaíno Alex Dias no meio de campo. No minuto seguinte, o Vila assustou com o atacante Nena. Após cruzamento da direita, o jogador do time goiano subiu mais do que a zaga e desviou de cabeça. Fernando Prass defendeu com segurança.

Com um esquema muito defensivo, o Vila Nova tinha dificuldades para armar jogadas no campo de ataque. O Vasco tinha mais posse bola, mas não encontrava facilidade de penetrar na defesa adversária. Em uma cochilada da zaga cruzmaltina aos 26 minutos, no entanto, os goianos chegaram ao gol de empate. Após cobrança de lateral na direita, Otacílio se livrou de Nilton com facilidade e cruzou rasteiro para Nena, que, atrás do zagueiro Titi, chutou da entrada da pequena área e venceu Fernando Prass.

Aos 33 minutos, Nilton quase marcou seu segundo gol na partida. O volante recebeu bom lançamento de Fumagalli na direita, levou a marcação para o meio e chutou de perna esquerda. O goleiro Juninho se esticou e defendeu. O time vascaíno saiu de campo no intervalo entre vaias e gritos de incentivo da torcida.

Dorival mexe no time, que embala

Assim como no início na primeira etapa, o Vasco tentou encurralar o Vila no campo de defesa na volta do vestiário. Aos três minutos, Aloísio avançou na ponta esquerda e mandou para dentro da área. A bola desviou na marcação e ficou boa para a finalização de Paulo Sérgio. Mas o chute subiu demais. Aos 11 minutos, outra chance desperdiçada. E desta vez de cara para o gol. Após cruzamento de Adriano da esquerda, Élton, sozinho, mandou de cabeça na segunda trave, e o goleiro fez boa defesa. O atacante ainda tentou aproveitar o rebote, mas, desequilibrado, chutou para fora.

O técnico Dorival Júnior tentou dar outra cara ao time com três substituições antes da metade do segundo tempo: Adriano entrou no lugar de Fumagalli, Magno, no de Aloísio, e Ernani, na vaga de Pará. As alterações surtiram efeito. Aos 20 minutos, Amaral acertou um belo chute colocado do bico da grande área, no ângulo esquerdo do goleiro Juninho: 2 a 1. O volante, que já havia sido vaiado por parte da torcida, comemorou com raiva.

O Vasco aproveitou o embalo e deixou mais uma bola no fundo da rede do Vila. Aos 24, Titi recebeu bom passe de Ernani dentro da área e chutou fraco, mas o suficiente para vencer o arqueiro do time goiano. Alegria nas arquibancadas de São Januário com 3 a 1 e a vitória mais perto de ser consolidada. Mas a festa ficou ainda maior aos 33 minutos. Adriano invadiu a área e chutou rasteiro. O goleiro espalmou, e Élton aproveitou o rebote, fazendo seu 14º gol na Série B.

Aos 44, Adriano ainda teve outra boa chance de marcar, mas parou novamente em Juninho. Nada, porém, que abafasse os aplausos na Colina.


VASCO 4 x 1 VILA NOVA
VASCO
Fernando Prass, Paulo Sérgio, Fernando, Titi e Pará (Ernani); Amaral, Nilton, Alan e Fumagalli (Adriano); Élton e Aloísio (Magno)
Técnico: Dorival Júnior
VILA NOVA
Juninho, Flávio, Leonardo e Edson Borges; Dida, Alisson, Claudinho Baiano, Otacílio (Ricardinho) e Zé Rodolpho; Alex Dias (Ray) e Nena (Soares)
Técnico: Zé Roberto
Gols: Nilton, aos sete, e Zé Rodolpho, aos 26 minutos do primeiro tempo; Amaral, aos 20, e Titi, aos 24, e Élton, aos 33 minutos da segunda etapa
Cartões amarelos: Zé Rodolpho, Dida, Otacílio e Nena (Vila Nova); Amaral e Fernando (Vasco)
Público: 7.592 pagantes.Renda: R$ 70.275,50.
Estádio: São Januário Data: 13/10/2009
Árbitro: Alício Pena (MG)
Auxiliares: Marcio Eustaquio Santiago (MG) e Celso Luiz da Silva (MG)


GUARANI 2X1 DUQUE DE CAXIAS
Guarani bate o Duque de Caxias e segue na cola do líder Vasco

O Guarani segue na briga pela ponta da Série B. Em jogo que teve até queda de luz no Brinco de Ouro, o Bugre derrotou o Duque de Caxias por 2 a 1 e foi a 59 pontos, na segunda posição. Com isso, segue na cola do líder Vasco, que tem apenas um ponto de vantagem sobre o time de Campinas.

O Duque de Caxias, por outro lado, teve interrompida sua sequência de três jogos de invencibilidade, e não conseguiu aumentar sua distância para a zona de rebaixamento. O time é o 12º, com 37 pontos, e pode perder até duas posições nesta rodada.

A partida começou movimentada, com o Guarani tomando a iniciativa. Mas aos 21 minutos, um problema nos refletores do estádio interrompeu o jogo. Vinte e cinco minutos depois, a iluminação foi restabelecida e o confronto, reiniciado. No entanto, as equipes não conseguiram retomar o ritmo e pouco criaram.

No segundo tempo, o Bugre começou partindo para cima. Aos 26 minutos, Fabinho recebeu lançamento na esquerda, invadiu a área, driblou Oziel e soltou a bomba para abrir o placar. Quatro minutos depois, Fabinho fez mais uma boa jogada e rolou para Léo Mineiro, livre dentro da área, bater com tranquilidade: 2 a 0.

O Duque de Caxias ainda conseguiu diminuir aos 44. Leandro Chaves chutou de longe, a bola bateu no travessão, nas costas do goleiro Léo e entrou. Mas já era tarde.

Mundial Sub-20:Semifinal

GANA 3X2 HUNGRIA
Gana derrota Hungria e vai à final



Em uma partida bastante movimentada, principalmente no segundo tempo, Gana impôs seu maior talento e garantiu uma vaga na decisão do Mundial Sub-20 , ao bater a Hungria por 3 a 2. Na próxima sexta-feira, a seleção africana enfrentará o Brasil.

Esta é a terceira vez que Gana chega à final do torneio. E se o Brasil quiser impedir o primeiro título dos africanos, pode começar a prestar atenção em dois jogadores: Ayew e Adiyiah.

Brasil e Gana decidem o Mundial na sexta-feira, às 15h (de Brasília), com transmissão ao vivo do SporTV e do GLOBOESPORTE.COM, que também acompanhará a partida em Tempo Real

Ayew, número dez, meia e capitão do time, filho do ídolo Abedi Pelé, é o principal organizador das jogadas. Dos pés dele, normalmente a bola chega no outro grande nome do time, Adiyiah, centroavante, camisa 20, artilheiro do Mundial e autor dos dois gols da semifinal.

Os dois, aliás, foram responsáveis pelo primeiro gol de Gana, aos 9 minutos, com a ajuda preciosa do zagueiro húngaro Presinger. Depois de uma confusão na área, ele foi tentar recuar para o goleiro e fez lambança. A bola saiu curta demais, Ayew, esperto, roubou-a já driblando o goleiro e tocou para o gol vazio. Quase em cima da linha, Adiyiah completou: Gana 1 a 0.



O segundo gol saiu aos 30, quase tão fácil quanto o primeiro. O lateral Inkoom cruzou da direita, na cabeça de Adiyiah. Da risca da pequena área, à frente da marcação, ele só teve o trabalho de escorar no canto direito de Gulacsi. Gana 2 a 0 e o oitavo gol de Adiyiah, artilheiro do torneio.

Hungria irreconhecível

A Hungria nem de longe lembrava o time vibrante que bateu a Itália nas quartas de final. Com erros grosseiros de passe e domínio de bola, os europeus chegavam ao gol de Gana apenas com chutes de longe, sem muito perigo.

Com 62% de posse de bola, Gana dominava o primeiro tempo. Enquanto a Hungria deu apenas três chutes ao gol, Gana finalizou 14 vezes. Na última delas, aos 40 minutos, Adiyiah quase fez o terceiro dele no jogo. Mais uma vez, cruzamento da direita, Osei tentou dominar na entrada da área, mas acabou ajeitando para Adiyiah. De primeira, ele mandou para o gol e a bola passou à esquerda.

Em dois minutos no segundo tempo, a Hungria conseguiu fazer mais do que nos primeiros 45 de jogo. Gosztonyi recebeu lançamento longo na direita, entrou na área, bateu cruzado e a bola passou perto da trave direita de Gana.



O mesmo Gosztonyi cobrou falta da esquerda, aos seis, e Simon, no segundo pau, bateu de primeira, para boa defesa de Agyei.

Mas Gana esfriou o jogo e parecia convicta de que não precisava mais jogar. Mas aos 28, a Hungria mostrou que ainda estava no jogo.

Simon dominou na esquerda, quase na risca da área, e achou um espaço entre dois adversários para fazer o cruzamento. A bola veio rasteira, no pé de Futacs, e o atacante húngaro bateu no canto esquerdo do goleiro.

Aos 30, Simon, de novo pela esquerda, deixou o zagueiro sentado antes de rolar para Varga soltar um canudo da entrada da área. A bola foi tão forte que nem deu tempo do goleiro Agyei se mexer, mas, pra sorte dele, ela foi pra fora.

Dois minutos depois, Szabo teve mais uma chance para empatar, mas cabeceou com perigo pra fora. Mas aos 35, Gana praticamente matou o jogo. Quansah recebeu de Agyemang na área, ajeitou e mandou uma bomba, quase no ângulo direito do goleiro. A bola ainda bateu no travessão antes de entrar.

Três minutos depois, no entanto, Balajti deu sobrevida a Hungria ao receber lançamento na área e dominar já tirando o zagueiro da jogada. No movimento seguinte, tocou com categoria no canto do goleiro.

Embora pressionassem, os europeus não conseguiram furar a defesa africana e ainda viram, aos 45, o ganês Badu quase ampliar, com uma bomba de fora da área que acertou o travessão. No apito final, festa de Gana na capital egípcia.


BRASIL 1X0 COSTA RICA
Gol de Alan Kardec coloca o Brasil na final do Mundial Sub-20 contra Gana



Mesmo sem ser brilhante e criando pouco, o Brasil conseguiu passar pela Costa Rica por 1 a 0 nesta terça-feira, na semifinal do Mundial Sub-20, e se garantiu pela sétima vez na decisão do torneio. O rival será Gana, sexta-feira, às 15h (de Brasília).

O gol do alívio saiu do pé direito de Alan Kardec, aos 21 minutos do segundo tempo, e deixou a seleção a um passo do pentacampeonato mundial. Para isso, terá que vencer na final novamente Gana, que mais cedo bateu a Hungria por 3 a 2. Em 1993, o Brasil foi campeão sobre os africanos: 2 a 1.

É verdade que a Costa Rica, que perdeu no jogo de estreia para o Brasil por 5 a 0, entrou em campo com o intuito de se defender. Mas a seleção também não mostrava qualidade para ultrapassar a barreira de zagueiros. Faltava velocidade tanto na troca de passes quanto no deslocamento em campo. As três maiores fontes de talento do time - Alex Teixeira, Giuliano e Paulo Henrique Ganso - eram facilmente anuladas pelos adversários. Alex jogava muito afastado da área e ao se aproximar não acertava o passe.

Giuliano corria, mas pouco produzia. E Ganso, sumido, só criou um lance de perigo aos 42 minutos. Depois de belo drible em Madrigal, ele tocou para Giuliano na entrada da área. O meia ajeitou de primeira e Souza chutou com perigo à direita do gol.

A rigor, esta foi a melhor chance do Brasil no primeiro tempo. Já a Costa Rica, mesmo com menos posse de bola e chegando só em contra-ataques, quase marcou por duas vezes. Na primeira, aos 15 minutos, Guzman soltou uma bomba em cobrança de falta e Rafael fez uma defesa espetacular, voando no ângulo esquerdo para mandar para escanteio. Na segunda, aos 44, Urena e Martinez foram tabelando em velocidade e, da entrada da área, Urena bateu forte, no canto esquerdo, para outra boa defesa de Rafael.

E fora algumas bolas levantadas na área, nenhuma levando perigo ao gol da Costa Rica, a seleção não fez mais nada. Um 0 a 0 insosso no primeiro tempo, bem do jeito que a Costa Rica queria.


Mundial Sub-20: uma história de muitas promessas que viraram craques e de outras não vingaram. Relembre e comente

No segundo tempo, o Brasil permaneceu com dificuldades na criação, mas mesmo assim conseguiu levar mais perigo. Aos 3 minutos, Ganso tabelou com Giuliano no bico da área e chutou forte, mas Alvarado, bem colocado, fez a defesa.

A Costa Rica respondeu aos 7, quando Varela mandou uma bomba que passou bem perto da trave direita de Rafael. No minuto seguinte, a primeira grande chance brasileira. Giuliano brigou, quase caiu, mas conseguiu passar pelo marcador. Avançou pela linha de fundo e cruzou rasteiro para o meio da área. Souza dominou já cortando o zagueiro e bateu cara a cara com Alvarado, mas o goleiro salvou o gol com a mão esquerda.

Aos 18, Giuliano fez ótima invertida de bola para Ganso. O meia carregou e serviu Alan Kardec, que na hora do chute, na meia-lua, foi travado pelo zagueiro.
Finalmente aos 22, saiu o gol brasileiro. Bertucci cruzou da esquerda, a bola raspou na cabeça de Alex Teixeira, quase na pequena área, e encontrou o pé direito de Alan Kardec. No segundo pau, mesmo com pouco ângulo, ele mandou uma bomba de primeira para tirar o Brasil do sufoco: 1 a 0.

O Brasil diminuiu o ritmo e criou poucas chances. A melhor delas, uma falta de longe cobrada por Souza, aos 38, que passou perto do travessão de Alvarado. A Costa Rica, mesmo perdendo, parecia conformada, satisfeita até, pela derrota por apenas um gol e pouco se abriu. Ainda assim, chegou a alguns centímetros do empate em falta cobrada por Guzman que passou rente à trave esquerda do gol brasileiro.

A atuação bem abaixo do que o Brasil pode produzir foi o suficiente para a vitória contra a Costa Rica. E tomara que o bom futebol tenha ficado guardado para sexta-feira, na decisão contra Gana.


Ficha técnica:
BRASIL 1 x 0 COSTA RICA
BRASIL
Rafael, Wellington Júnior, Dalton, Rafael Tolói, Diogo (Bruno Bertucci), Maylson (Renan), Souza, Paulo Henrique Ganso, Giuliano, Alex Teixeira (Boquita) e Alan Kardec.
Técnico: Rogério Lourenço.
COSTA RICA
Esteban Alvarado, José Mena, Roy Smith, Pedro Leal, Ricardo Blanco, Diego Madrigal, David Guzman, Daniel Varela, Diego Estrada (Allen Guevara), Josué Martinez e Marcos Urena.
Técnico: Ronald Gonzalez.
Gol: Alan Kardec, aos 21 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Diogo, Maylson, Bruno Bertucci, Souza, Giuliano (BRA); José Mena, Pedro Leal, David Guzman, Daniel Varela, Roy Smith (COS).
Estádio: Cairo International Stadium, no Cairo (EGI). Data: 13/10/2009.
Árbitro: Alberto Undiano (ESP).

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

29 Rodada:Série A

SANTOS 0X0 VITÓRIA
Santos e Vitória não saem do zero e frustram Pacaembu lotado

Santos e Vitória entraram em campo, nesta segunda-feira, no Pacaembu, sonhando com uma vaga na Taça Libertadores. Mas o 0 a 0 acabou sendo ruim para os dois times. Pior até para o Peixe. Os 30 mil santistas que pagaram ingressos para ver a equipe neste feriado, deixaram o estádio frustrados com a 13º posição, com 40 pontos. O G-4 está sete pontos à frente. Já o Leão, com o pontinho conquistado, está em 10º, com 41.

Ao fim da partida, em meio a muitas chances perdidas pelo Peixe, os torcedores vaiaram muito a diretoria. Houve até quem gritasse por Marta e Cristiane, estrelas do time feminino, que estão em grande fase na Taça Libertadores.

Peixe aperta, mas passa em branco

O Santos começou o jogo empolgado e quase marcou logo aos nove segundos de jogo, quando Felipe Azevedo desceu pela direita e cruzou rasteiro para Neymar, livre na entrada da pequena área, completar. O gol não saiu porque o atacante pegou mal na bola e mandou por cima. À medida que o jogo foi se desenrolando, porém, o que era rapidez virou pressa e Peixe começou a perder demais a bola.

Neymar, jogador mais inspirado do Peixe, tentava trocar passes com seus companheiros, mas apenas Felipe Azevedo correspondia. Os dois laterais alvinegros, Luizinho e Triguinho, tinham dificuldades até para dominar a bola. Sobretudo Luizinho, que levou os santistas à loucura, errando muitos passes.

Já o Vitória tinha uma proposta de jogo bem definida: esperar o Peixe em seu campo para explorar contra-ataques, sempre puxados por Neto Berola, que entrou no lugar de Roger, machucado, aos 25 minutos. Com essa estratégia, o Leão conseguiu criar algumas chances. Aos 29, após trapalhada de Luizinho, a equipe baiana roubou a bola. Ramon recebeu dentro da área, driblou dois santistas, mas na hora de fazer o gol, foi travado por André Astorga. Outra boa oportunidade para os visitantes aconteceu aos 37, quando Ramon cobrou escanteio na cabeça de Wallace. O zagueiro só não fez o gol porque Pará apareceu quase em cima da linha para salvar o Santos.

O domínio da posse de bola era do Santos, mas faltava acerto nos passes. Quando houve o mínimo de capricho, o Alvinegro chegou. Isso aconteceu aos 20: Pará rolou para Neymar, que dominou e abriu para Kléber Pereira. O atacante, que entrava pela esquerda, encheu o pé e Gléguer fez grande defesa. Kléber perderia outra boa chance aos 32, quando Neymar fez jogada individual pela esquerda e cruzou para o camisa 9 cabecear fraco.

Vaias para Kléber Pereira e a diretoria

O Santos encurralou o Vitória desde o início do segundo tempo. Com a entrada de Madson no lugar de Luizinho, o Peixe ganhou mais presença no ataque e passou a criar chances desde o início. Madson tentou aos 2, num chute de fora: Gléguer espalmou. Aos 12, o baixinho recebeu de Neymar e, na cara do gol, errou o chute.

O Vitória não passava do meio de campo. Estava todo acuado, tentando um contra-ataque que não vinha. E o Alvinegro seguia desperdiçando chances. Aos 22, foi a vez de Kléber Pereira mandar na trave mais uma oportunidade: ele completou, de primeira, bom lançamento de Madson e mandou a bola no poste direito.

A paciência da torcida santista com o artilheiro do time, que estava no limite, se esgotou após esse lance. Ele foi substituído aos 26 minutos e a torcida vibrou como num gol. André entrou em seu lugar. O substituto começou mal, mas aos 41 largou Neymar na cara do gol. O garoto avançou, cortou a marcação e tentou colocar, mas errou o alvo.

Com mais uma chance perdida, a frustração dos mais de 30 mil torcedores que compareceram ao Pacaembu explodiu. O alvo dos descontentes: o presidente Marcelo Teixeira. Ele e sua diretoria foram xingados pelos torcedores.


Ficha técnica:
SANTOS 0 x 0 VITÓRIA
SANTOS
Felipe, Luizinho (Madson), André Astorga, Eli Sabiá e Triguinho, Pará, Rodrigo Souto, Germano e Felipe Azevedo (Róbson); Neymar e Kléber Pereira (André).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
VITÓRIA
Gleguer, Apodi, Wallace, Fábio Ferreira e Leandro; Vanderson, Magal, Willian (Gil) e Ramón; Roger (Neto Berola/Elkeson) e Glaucio.
Técnico: Vagner Mancini.
Cartões amarelos: Triguinho, Rodrigo Souto, Germano, Neymar (Santos), Apodi, Willian (Vitória).
Estádio: Pacaembu, em São Paulo. Data: 12/10/2009.
Árbitro: Wagner Reway (MT).
Auxiliares: Hilton Moutinho Rodrigues (RJ) e Lincoln Ribeiro Taques (MT).
Renda e público: R$ 263.305,00/23.673 pagantes


GOIÁS 1X1 SPORT
Sport arranca empate com o Goiás e deixa a lanterna do Brasileirão

O Goiás não soube aproveitar o tropeço dos concorrentes e desperdiçou a chance de voltar ao G-4 do Campeonato Brasileiro, ao ceder o empate por 1 a 1 para o Sport, nesta segunda-feira, no Serra Dourada, pela 29ª rodada da competição. Melhor para o Leão, que, apesar de ainda viver situação bastante complicada, não é mais o lanterna. Com pleno domínio do jogo, os donos da casa abriram o placar na segunda etapa, com Léo Lima, mas acabaram surpreendidos por Luciano Henrique, nos minutos finais. Ao fim da partida, a torcida esmeraldina parece ter escolhido o técnico Hélio dos Anjos como vilão e passou a hostilizar o comandante da equipe goiana.

O Esmeraldino chegou a 46 pontos, e segue na quinta colocação. Com 25, o time rubro-negro ultrapassou o Fluminense na tabela, e passou para a 19ª posição.



O Goiás volta a campo no sábado, quando enfrenta o Avaí, na Ressacada. O Sport recebe o Corinthians na Ilha do Retiro, no domingo.

Primeiro tempo sem gols

Apesar da postura defensiva, o Sport tentou surpreender no início do jogo. Aos seis, Wilson roubou a bola na intermediária, avançou pelo meio e chutou da entrada da área pela linha de fundo. O atacante rubro-negro teve nova oportunidade aos 16, após fazer jogada pela direita e cortar o zagueiro João Paulo, mas Harlei desviou o chute para escanteio. Na sequência, o goleiro esmeraldino voltou a aparecer bem, no cabeceio de Durval.

Aos 28, o esmeraldino João Paulo subiu mais que a zaga rubro-negra e, de cabeça, deu um susto nos recifenses, mas a bola saiu por cima do travessão. Aos 34, foi a vez de Ramalho, que passou entre os zagueiros, invadiu a área, mas chutou fraco, para a defesa de Magrão.

Os donos da casa aumentaram a pressão. Aos 35, em troca de passes na entrada da área, Iarley recebeu na meia-lua e chutou rasteiro, mas Magrão mandou para escanteio. Aos 39, o camisa 10 alviverde invadiu a área e, após driblar dois marcadores, caiu pedindo a marcação de um pênalti, mas o árbitro mandou a partida seguir.

A melhor chance da primeira etapa aconteceu aos 42. Amaral recebeu livre na área e, na saída de Magrão, concluiu muito mal e desperdiçou.

Antes do intervalo, um susto para o Leão. O volante Hamilton, que havia sofrido um choque de cabeça em uma disputa pelo alto com Amaral, foi ao chão e precisou ser atendido fora de campo, mas foi liberado e seguiu na partida.

Esmeraldino marca, mas cede empate

De volta do vestiário, os goianos mantiveram o ritmo. Aos cinco, Iarley quase marcou, após bola cruzada na área, mas Magrão conseguiu evitar o gol e mandou para fora. Na cobrança do escanteio, Felipe levantou na área, e Léo Lima, de cabeça, desviou para o fundo das redes.

O meia quase marcou um golaço aos 11, quando tentou encobrir o adiantado Magrão, mas a bola subiu demais e saiu pela linha de fundo.

Aos 20, Léo Lima avançou pelo meio e foi derrubado na meia-lua. Apesar das reclamações dos esmeraldinos, que pediam que fosse assinalada penalidade máxima, a arbitragem apontou, corretamente, a falta fora da área. Na cobrança, Felipe mandou uma bomba na trave esquerda de Magrão.

Fechado na defesa, o Leão investia nos contra-ataques, mas tinha dificuldades em finalizar as jogadas. Aos 27, o Esmeraldino quase ampliou, com Léo Lima, que arriscou de longe, mas a bola saiu à direita do gol.

Aos 28, a equipe rubro-negra teve boa chance, na cobrança de falta de Andrade da entrada da área, mas a bola saiu por cima das traves de Harlei.

Apesar da vitória parcial, o técnico Hélio dos Anjos acabou sendo alvo de protestos da torcida quando tirou Léo Lima, até então o melhor em campo, para a entrada de Romerito. Para piorar a situação do treinador, os visitantes chegaram ao empate aos 37, com Luciano Henrique, que aproveitou cruzamento da esquerda e, de cabeça, deixou tudo igual.

Com Fernandão em campo, os goianos quase voltaram a ficar à frente no placar. De cabeça, Romerito desviou a bola levantada na área e por pouco não marcou o segundo, aos 42. Com o apito final, os gritos de "burro", dirigidos ao técnico Hélio dos Anjos, tomaram conta do estádio.


Ficha técnica:
GOIÁS 1 x 1 SPORT
GOIÁS
Harlei, João Paulo, Henrique e Ernando; Vitor, Amaral, Ramalho (Fernandão), Léo Lima (Romerito) e Júlio César; Iarley e Felipe.
Técnico: Hélio dos Anjos.
SPORT
Magrão, Élder Granja, Durval, César Lucena e Dutra; Hamilton, Andrade (Freire), Fininho (Fabiano) e Luciano Henrique; Vandinho (Guto) e Wilson.
Técnico: P. Chamusca.
Gols: Léo Lima, aos cinco, e Luciano Henrique, aos 37 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: João Paulo, Ramalho, Felipe, Léo Lima, Júlio, César, Amaral e Romerito (Goiás); Fininho, Élder Granja (Sport).
Estádio: Serra Dourada. Data: 12/10/2009.
Árbitro: Jailson Macedo Freitas.
Auxiliares: Belmiro da Silva (BA) e Luiz Carlos Silva Teixeira (BA).


BOTAFOGO 2X2 AVAÍ
Com o Engenhão lotado, Botafogo empata com o Avaí em tarde de Victor Simões



Polêmica, sufoco e diversão no dia das crianças de torcedores de Botafogo e Avaí. Em jogo com casa cheia no Engenhão, as duas equipes empataram por 2 a 2, nesta segunda-feira, em confronto válido pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. Emerson e William colocaram os avaianos em vantagem, mas Victor Simões, duas vezes, garantiu a igualdade ao Glorioso na segunda etapa.

Os minutos iniciais da partida foram marcados por momentos de tensão do lado de fora do estádio. Apesar de uma carga extra de ingressos ter sido disponibilizada pela diretoria do Botafogo perto da hora do jogo, muitos torcedores não conseguiram entrar. Torcedores com bilhetes comprados e outros que não conseguiram adquirí-los tentaram invadir o local e protestaram. Para evitar uma confusão maior, durante o primeiro tempo foi liberada a entrada para o setor Oeste superior, que estava fechado para obras. Mas muitos alvinegros, com bilhetes nas mãos, somente conseguiram entrar no intervalo.

Com o resultado, o time carioca permanece em 16º, mas conseguiu aumentar de dois para três pontos a sua distância para o Z-4. O Alvinegro tem 32, contra 29 do Santo André, que estaria rebaixado hoje. Já o Avaí segue em sua caminhada tranquila pela permanência na elite, em 12º, com 40.

Na próxima rodada, o Botafogo vai até Belo Horizonte encarar o Cruzeiro, domingo, às 18h30m, no Mineirão. Já o Avaí recebe o Goiás, sábado, no mesmo horário, na Ressacada, em Florianópolis.

Confira a tabela atualizada do Brasileirão!

Bota sufoca, não abre o placar e vacila na defesa



De moral elevado pelas convincentes vitórias sobre Goiás e Atlético-MG e empurrado pela torcida, o Botafogo fez uma verdadeira blitz no campo de ataque nos minutos iniciais. Com o quarteto formado por Jobson, Lucio Flavio, Reinaldo e André Lima, o Glorioso comandava as ações, mas criava pouco.

Aos 12 minutos, a primeira boa jogada veio acompanhada de polêmica. Após passe de Lucio Flavio, Reinaldo invadiu a área e recebeu o tranco de Rafael. A torcida pediu pênalti, mas o árbitro nada marcou. Se faltavam espaços, a solução era arriscar de longe. E foi assim que André Lima assustou Eduardo Martini em chute forte, aos 18.

Sete minutos depois, a individualidade de Jobson entrou em ação. O atacante fez fila e foi derrubado na entrada da área. A torcida pediu, e Juninho assumiu a cobrança. O zagueiro soltou uma pancada, mas o goleiro do Avaí impediu o gol. Jobson seguia infernal. Aos 28, ele enganou dois adversários com um drible de corpo e concluiu colocado. A bola tirou tinta do travessão.



Dono do jogo, o Botafogo não conseguia transformar a superioridade em gol e dava espaços na defesa. Em um contra-ataque, Assis disputou a bola com Leandro Guerreiro e recebeu um chute no rosto dentro da área. Pênalti que o árbitro André Luiz Castro transformou em falta. Foi suficiente. Caio levantou a bola no segundo pau, e Emerson testou firme no canto esquerdo de Jéferson: Avaí 1 x 0.

Revoltado com a marcação da falta, Estevam Soares reclamou muito com o auxiliar Altemir Hausmann e foi expulso. Sem o comandante e atrás no marcador, o Glorioso se desequilibrou. Os passes errados se tornaram uma constante, e o castigo veio aos 44.

Wellington interceptou chute mascado de Caio, mas não teve firmeza na dividida com William na sequência do lance. O atacante do Avaí ficou com a bola e girou rápido para marcar o segundo. Chute forte e inapelável para Jéferson. Vaias para a equipe.

- Sentimos o primeiro gol. É um pecado. O Avaí chegou duas vezes e fez dois gols – justificou Leandro Guerreiro.

Victor Simões salva o dia das crianças alvinegro



O que se anunciava como festa, começou a a virar preocupação no Engenhão. Fora de campo, a diretoria reforçou a segurança. Dentro dele, Estevam Soares lançou Victor Simões na vaga de Léo Silva e deixou o Botafogo com quatro atacantes. Seguro, o Avaí, no entanto, seguiu tranqüilo em campo.

Sem pressa, o time catarinense apostava no toque de bola e assustou com Caio e Assis, em chutes de longe, aos dez e aos 11. Com o meio-campo perdido, o técnico do Bota desfez o esquema e trocou Reinaldo por Rodrigo Dantas. A mudança surtiu efeito.

Aos 15, Jobson deixou Victor Simões em boa posição, mas o atacante errou a cabeçada. Três minutos depois, não teve perdão. Lucio Flavio levantou na área, Juninho disputou no alto, e a bola sobrou limpa para o Pantera encher o pé e descontar.

O gol incendiou o torcedor. Aos 20, Rodrigo Dantas serviu André Lima, que chutou mal de longe e desperdiçou boa chance. Dois minutos depois, um lance inusitado. Após disputa de Jobson e Eduardo Martini, a bola sobrou limpa para Augusto, que fechou o olho e acertou o próprio goleiro. Emerson, em cima da linha, impediu o gol contra.



A pressão alvinegra se tornou cada vez maior. Acuado, o Avaí só torceu após um lindo chute de Lucio Flavio, aos 27, passar muito perto do ângulo esquerdo de Eduardo Martini. O empate, porém, era questão de tempo e chegou aos 33.

Após mais uma bola alçada na área, o goleiro do Avaí socou para trás. André Lima disputou no alto com Emerson, a bola tocou na mão do zagueiro e sobre limpa para Victor Simões, novamente sozinho, só escorar para colocar o 2 a 2 no placar. O lance revoltou os catarinenses, que pediram falta de André Lima. William, o mais exaltado, foi expulso.

Com um jogador a mais, o Botafogo se mandou de vez em busca da virada. Aos 41, Lucio Flavio surpreendeu em cobrança de falta e acertou a rede pelo lado de fora. A pressão deixou a defesa exposta, causou a expulsão de Juninho, após duas duras faltas ao impedir contra-ataques, mas satisfez o torcedor, que aplaudiu muito a equipe, mesmo com o tropeço em casa.


Ficha técnica:
BOTAFOGO 2 x 2 AVAÍ
BOTAFOGO
Jefferson, Alessandro, Juninho, Wellington e Diego (Renato); Leandro Guerreiro, Léo Silva (Victor Simões), Lucio Flavio e Reinaldo (Reinaldo); Jobson e André Lima.
Técnico: Estevam Soares.
AVAÍ
Eduardo Martini, Augusto, Rafael e Emerson; Luís Ricardo, Ferdinando, Léo Gago, Caio (Marcus Vinícius), Assis (Fabinho Capixaba) e Uendel; William.
Técnico: Silas.
Gols: Emerson, aos 37, e William, aos 44 minutos do primeiro tempo. Victor Simões aos 18 e aos 33 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Caio e Ferdinando (Avaí) Leandro Guerreiro e Juninho (Botafogo). Cartão vermelho: William (Avaí) Juninho (Botafogo)
Público: 33.641 pagantes. Renda: R$ 320.470,00.
Estádio: Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ). Data: 12/10/2009.
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO).
Auxiliares: Altemir Hausmann (Fifa/RS) e Cristhian Passos Sorence (GO).


ATLÉTICO - MG 0X1 CRUZEIRO
Em dia de Mineirão lotado, Cruzeiro vence o clássico contra o Atlético-MG



O Cruzeiro conquistou um importante resultado na tarde desta segunda-feira, pelo Campeonato Brasileiro. Com um Mineirão lotado, a Raposa venceu o eterno rival Atlético-MG por 1 a 0 e ganhou mais confiança na competição. O gol da partida foi marcado por Wellington Paulista aos 11 minutos do primeiro tempo. Com o resultado, o time chegou aos 42 pontos na classificação e ainda sonha com uma vaga na Libertadores. Ainda no G-4, o Galo se manteve com e foi beneficiado com o empate em 1 a 1 entre Goiás e Sport.

O próximo jogo do Atlético-MG será contra o São Paulo, no próximo sábado, às 18h30m, no Morumbi. Já o Cruzeiro, recebe o Botafogo, um dia depois, no mesmo horário.

Raposa começa melhor o clássico

A polêmica sobre a inversão dos vestiários que marcou a semana do clássico também deu o tom da entrada dos dois times em campo. Pela primeira vez em um jogo contra o rival, os jogadores do Atlético subiram pelo túnel à direita do central, bem debaixo da torcida cruzeirense. Sonora vaia dos celestes. Já os jogadores do Cruzeiro, que deveriam subir ao campo pela esquerda, estrategicamente usaram o túnel central, evitando a torcida atleticana.

Caprichos à parte, o Galo entrou em campo com Éder Luís. O atacante era dúvida, por conta de um corte no tornozelo esquerdo. Pelo lado do Cruzeiro, o meia Gilberto, recuperado de uma tendinite, também foi para o jogo.



Um desentendimento logo nos primeiros minutos, entre o volante Henrique e o atacante Renteria, fez o árbitro Sávio Spinola impor autoridade. Além de quente, o clássico começou movimentado, com o Cruzeiro mostrando mais iniciativa.

E logo aos 12 minutos o time celeste abriu o placar, após boa jogada de Thiago Ribeiro pela direita. Ele cruzou no segundo poste para Wellington Paulista, livre de marcação, cabecear no canto direito do goleiro Carini.

O Atlético tentou impor seu ritmo, mas a ligação do meio com o ataque não funcionava. Os rápidos Renteria e Éder Luís não recebiam a bola em condições adequadas e eram facilmente controlados pela zaga do Cruzeiro.

Um lance de efeito de Fabrício pela direita do ataque, e outro de Marquinhos Paraná, pelo meio do campo, fizeram a torcida azul gritar olé. Apenas firula.

Aos 36 minutos, o autor do gol, Wellington Paulista, deixou o campo, contundido, para a entrada do equatoriano Guerrón, que assustou a torcida atleticana logo no primeiro lance. Carini afastou o perigo.

O último lance de perigo do primeiro tempo foi do Galo. Aos 46, num lance de pressão, Carlos Alberto disparou um forte chute e Fábio fez grande defesa, evitando o empate.

Galo é melhor na etapa final

O Cruzeiro voltou sem Gilberto, que voltou a sentir a tendinite no pé direito. O volante Elicarlos foi o substituto. Sem o seu organizador de jogadas e diante de um Atlético determinado a buscar o empate, o time celeste aceitou a pressão e recuou.

Com os reflexos e a sorte em dia, o goleiro Fábio começou a se destacar no jogo. Entre as boas chances de gol do Galo, o camisa 1 apareceu bem aos oito minutos, defendendo forte chute de Thiago Feltri, e também aos 26, quando mandou a escanteio uma bela cobrança de falta de Correa.

A essa altura, o Cruzeiro já tinha Guerrón em campo, na terceira alteração de Adilson Batista. E o Galo já contava com Alessandro e Pedro Oldoni, nas vagas de Evandro e Pedro Oldoni. Por fim, aos 30, Ricardinho substituiu Márcio Araújo.

O domínio do jogo era todo do Atlético. Correa, Ricardinho e Éder Luís comandavam as investidas. Acuado e sem conseguir manter a posse de bola, o Cruzeiro se defendia do jeito que dava.

O Atlético, porém, não conseguiu traduzir em gol o volume superior de jogo no segundo tempo. Após os 40 minutos, o Cruzeiro conseguiu controlar o ritmo da partida, e sua torcida foi gradativamente “explodindo”, com gritos de provocação ao rival: “Ah, o freguês voltou, o freguês voltou”.

Aos 47, Sávio Spinola apitou o fim do jogo. Festa azul no Mineirão.


Ficha técnica:
ATLÉTICO - MG 0 x 1 CRUZEIRO
ATLÉTICO - MG
Carini, Carlos Alberto, Werley, Benítez e Thiago Feltri; Jonílson, Márcio Araújo(Ricardinho), Correa e Evandro (Alessandro); Eder Luis e Rentería(Pedro Oldoni)
Técnico: Celso Roth.
CRUZEIRO
Fábio, Jonathan, Gil, Leonardo Silva e Diego Renan; Fabrício, Marquinhos Paraná, Henrique e Gilberto(Elicarlos); Thiago Ribeiro(Leandro Lima) e Wellington Paulista (Guerrón)
Técnico: Adilson Batista.
Gols: Wellingtanon Paulistas, aos 11 do primeiro tempo
Cartões amarelos: Renteria e Jonílson (Atlético-MG) Gilberto, Gil e Fábio (Cruzeiro)
Público: 45.959.Renda: R$ 822.435.
Estádio: Mineirão. Data: 12/10/2009.
Árbitro: Sálvio Spinola Fagundes Filho.
Auxiliares: Roberto Braatz (RJ) e Vicente Romano Neto (ES)


NÁUTICO 3X0 PALMEIRAS
Palmeiras ouve gritos de campeão, mas é goleado pelo Náutico no Recife



O Náutico, na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, não tomou conhecimento do Palmeiras, líder da competição e que entrou no gramado dos Aflitos sob gritos de “é campeão!”. O placar de 3 a 0, construído até com certa facilidade pelos donos da casa, nesta segunda-feira no Recife, mantém o Timbu entre os últimos, deixa o Verdão na primeira colocação, mas dá ainda mais emoção à reta final do torneio.

Como nenhuma equipe do G-4, o grupo dos times que se classificam para a Taça Libertadores da América, venceu nesta 29ª rodada, o Palmeiras não viu a sua liderança ser ameaçada pelos rivais. Porém, o Alviverde desperdiçou a chance de disparar na ponta – a diferença para o São Paulo segue em cinco pontos (54 a 49). Já na parte de baixo da tabela, o Timbu foi a 29 pontos, mas continua em 18º lugar, na turma dos rebaixáveis. No próximo domingo, o Palmeiras recebe o Flamengo em São Paulo e o Náutico vai a Salvador encarar o Vitória.



O placar foi aberto logo no início do jogo. O grandalhão zagueiro Cláudio Luiz aproveitou rebote errado do goleiro Marcos, dominou, girou e estufou a rede palmeirense. Empurrado por quase 20 mil pessoas, o Timbu não parava de pressionar. Aos 11 minutos, Marcos fez grande defesa e salvou o que seria o segundo gol alvirrubro.

O time de Muricy Ramalho tentava se reconstruir em campo, mas não conseguia sequer manter a posse de bola. Aos 24, Bruno Mineiro quase ampliou em cobrança de falta. Aos 42, no entanto, ele deixou a sua marca. Após arrancada de Carlinhos Bala pela direita, Bruno surgiu no meio da zaga palmeirense para completar para o gol.

Com 2 a 0 no placar, os técnicos foram para o intervalo com missões bastante diferentes: Geninho queria manter o resultado e segurar o ímpeto do adversário; já Muricy precisava a qualquer custo fazer seu time superar a barreira pernambucana e buscar, ao menos, a igualdade.



E foi a tática de Geninho que deu certo. Aliás, foi melhor que a encomenda. Além de não permitir a reação do Palmeiras, o Náutico ainda fez mais um gol. Aos 16, novamente Bruno Mineiro, dessa vez impedido, finalizou de cabeça no canto de Marcos, que ficou praticamente sem reação. Sem reação também ficou o seu time. Sem mais ameaçar, o Verdão tratou de evitar uma goleada ainda maior. Nos minutos finais, Marcos salvou o que seria o quarto gol do Timbu, ao sair nos pés de Mariano Torres.

Quando o juiz apitou, os gritos de “é campeão” dos torcedores palmeirenses foram abafados por “quer dançar, quer dançar, o Timbu vai te ensinar”.

O Verdão, de fato, dançou no Aflitos...


FICHA TÉCNICA
NÁUTICO 3 x 0 PALMEIRAS
NÁUTICO
Gledson; Vágner Silva (Márcio), Asprilla e Cláudio Luiz; Patrick, Derley, Ailton (Rudney), Irênio (Mariano Torres) e Michel; Carlinhos Bala e Bruno Mineiro.
Técnico: Geninho
PALMEIRAS
Marcos; Maurício, Danilo e Marcão; Figueroa (Wendel), Souza (Sandro Silva), Jumar, Cleiton Xavier e Willians; Ortigoza e Robert.
Técnico: Muricy Ramalho
Gols: Cláudio Luiz, aos 6, e Bruno Mineiro, aos 42 minutos do primeiro tempo; Bruno Mineiro, aos 16 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Irênio, Cláudio Luiz e Bruno Mineiro (N); Marcão, Figueroa, Souza e Maurício (P)
Público: 17.027 pagantes / Renda: R$ 115.110,00
Estádio: Aflitos, no Recife (PE). Data: 12/10/2009.
Árbitro: Wagner Tardelli Azevedo (SC).
Auxiliares: Márcia Lopes Caetano (RO) e Kleber Lucio Gil (SC).

domingo, 11 de outubro de 2009

Eliminatórias Sulamericanas para a Copa do Mundo

BOLÍVIA 2X1 BRASIL
Seleção perde para Bolívia e vê cair por terra uma invencibilidade de 16 meses



A velha dificuldade da seleção brasileira em vencer jogos na altitude (3.600 metros) de La Paz mostrou a cara novamente neste domingo. O time de Dunga, com algumas nomes novos, foi derrotado pela Bolívia por 2 a 1. Olivares e Marcelo Moreno marcaram para a Bolívia, com Nilmar descontando. Foi a primeira derrota da seleção brasileira desde junho de 2008 (19 jogos), quando perdeu por 2 a 0 para o Paraguai, em Assunção.

A última vez que o Brasil venceu a Bolívia em La Paz foi em 1997, na final da Copa América (3 a 1). De lá para cá, foram duas derrotas e um empate em jogos válidos pelas eliminatórias.

Apesar da derrota, a já classificada seleção brasileira manteve a liderança na tabela das eliminatórias sul-americanas. O time de Dunga soma os mesmos 33 pontos do Paraguai, mas leva a melhor no saldo de gols, primeiro critério de desempate. Já eliminados, os bolivianos asseguram com a vitória o penúltimo lugar, com 15 pontos.

Com Luis Fabiano, Kaká e Gilberto Silva poupados e Robinho machucado, alguns jogadores ganharam chance de mostrar serviço na seleção. Diego Souza, Nilmar e Adriano começaram jogando, enquanto Alex e Diego Tardelli entraram no segundo tempo. Destes, apenas Nilmar teve destaque. Além do gol, o atacante foi o principal responsável pelas jogadas ofensivas.



A seleção brasileira começou o jogo em ritmo lento, enquanto a Bolívia partiu para cima. Logo aos 3 minutos, o atacante Arce, ex-Corinthians e hoje no Sport Recife, recebeu cara a cara com Julio César e obrigou o goleiro a fazer grande defesa.

Na sequência, Olivares teve sua primeira chance de cabeça, mas a bola saiu raspando a trave direita. O mesmo Olivares, entretanto, não perdeu sua segunda oportunidade, aos nove minutos. Após escanteio da esquerda, Julio César tentou sair do gol e ficou no meio do caminho. Olivares, livre no meio da área, testou para a rede.

Após o susto inicial, a seleção aos poucos se estruturou e criou chances para empatar. Nilmar, com muita movimentação, serviu como garçom nos melhores lances do Brasil. No primeiro, o camisa 11 deixou Diego Souza na cara do gol, mas o palmeirense bateu para fora.

Aos 23 minutos, Nilmar tabelou com Adriano, foi ao fundo pelo lado esquerdo e cruzou. Adriano entrou de peixinho, mas não conseguiu alcançar a bola.

Quando estava dominando as ações, a seleção brasileira sofreu o segundo gol. Aos 30, Marcelo Moreno bateu falta com muita categoria e correu para o abraço. Julio César nem sequer pulou para tentar a defesa.

A seleção brasileira não baixou a guarda e assustou novamente com Daniel Alves. O jogador do Barcelona soltou uma bomba de fora da área e carimbou a trave direita do goleiro Árias. No rebote, Adriano, da meia-lua, pegou mal na bola e perdeu a chance de diminuir a desvantagem brasileira.

O Imperador, por sinal, caiu em cima do tornozelo esquerdo após uma disputa de bola pelo alto e saiu de campo de maca, sentindo muitas dores. Adriano, que sofreu um corte no local, ainda retornou e, mancando, aguentou até o fim do primeiro tempo.

Após o intervalo, além de lançar Diego Tardelli na vaga do Imperador, o técnico Dunga mandou a campo Alex no lugar de Diego Souza, que teve atuação apagada.

O segundo tempo começou morno. Nilmar, num chute de fora da área, aos 8 minutos, foi o responsável pelo primeiro lance de algum perigo. A bola, entretanto, foi para fora.

A partida seguiu em banho-maria por algum tempo, mas o Brasil não abdicou de buscar o ataque. O esforço foi premiado aos 25 minutos, quando Maicon fez boa jogada pela direita e cruzou na medida para Nilmar testar para a rede.

O gol animou a seleção, que aumentou um pouco o ritmo em busca do empate. Mas a Bolívia soube se segurar bem e não permitiu que os brasileiros criassem grandes oportunidades para empatar. No fim das contas, os donos da casa podem se orgulhar de terem sido

Nesta quarta-feira, o Brasil encerra sua participação nas eliminatórias contra a Venezuela, às 19h (de Brasília), em Campo Grande. Depois disso, o Brasil faz amistoso em 14 de novembro contra a Inglaterra. Haverá dois outros amistosos da seleção até o início da Copa do Mundo de 2010, ainda sem adversário definido.


Ficha técnica:
BOLÍVIA 2 x 1 BRASIL
BOLÍVIA
Árias, Zabala, Rivero, Raldes e Ignacio Garcia; Leonel Reyes, Olivares, Ronald Gutiérrez e Abdón Reyes (Vaca); Marcelo Moreno (Pedriel) e Arce (Pachi).
Técnico: Erwin Sánchez.
BRASIL
Julio César, Maicon, Luisão, Miranda e André Santos (Elano); Josué, Daniel Alves, Ramires e Diego Souza (Alex); Nilmar e Adriano (Diego Tardelli).
Técnico: Dunga.
Gols: Olivares, aos 9, e Marcelo Moreno, aos 30 minutos do primeiro tempo; Nilmar, aos 25 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Zabala, Ronald Gutiérrez, Rivero (BOL), Ramires, Josué, Daniel Alves e André Santos (BRA).
Estádio: Hernando Siles, em La Paz. Data: 11/10/2009.
Árbitro: Pablo Pozo (CHI).
Auxiliares: Patricio Bazualto (CHI) e Francisco Mondria (CHI).