sexta-feira, 30 de maio de 2008

Rodada de Sexta

JUVENTUDE 2X0 MARÍLIA
Ju vence Marília e fica perto do Timão

O Juventude emplacou nesta noite sua terceira vitória consecutiva na Série B do Brasileirão. Jogando no Estádio Alfredo Jaconi, o Alviverde gaúcho derrotou o Marília por 2 a 0. A partida foi disputada sob o frio de 3ºC de Caxias do Sul. Com o resultado, o Ju chega aos nove pontos e ocupa, pelo menos temporariamente, a segunda posição na tabela. Já o time paulista segue com três, agora na zona de rebaixamento.



Inverno já chegou

O clima de frio da Serra Gaúcha parece ter congelado também as duas equipes no primeiro tempo. O Marília atuou na metade inicial da partida posicionado defensivamente, com todos seus jogadores marcando a partir da linha da intermediária defensiva. O bloqueio paulista dificultou a articulação do Juventude, que tentava avançar pelas laterais.


O técnico Zetti abriu Maycon pela ponta-direita, e Ivo na esquerda, apostando no 4-3-3 para vencer o paredão azul-celeste à frente da área. Sem muita criativiadade, o alviverde começou a provocar lances de contato físico com os zagueiros do Marília, cavando faltas laterais.



Depois de algumas cobranças desperdiçadas - e boas intervenções do goleiro Giovanni, Xuxa cobrou com perfeição uma falta do lado direito, aos 44min. E na entrada da pequena área surgiu o centroavante Luís, que de cabeça marcou seu primeiro gol pelo Papo.





Juventude amplia o domínio
Se no primeiro tempo o Juventude encontrou muitas dificuldades para atravessar a intermediária no campo de ataque, na etapa final a articulação ficou mais fácil. O Marília retornou dos vestiários com o atacante Adriano no lugar do lateral-esquerdo Serginho, dando mais espaços para o alviverde.


Já o técnico Zetti optou pelo contrário: retirou o atacante Maycon, e colocou o articulador Leandro Cruz. A maior presença de jogadores no meio-campo proporcionou ao alviverde mais posse de bola.



E assim o Juventude passou a jogar no campo do Marília. O time paulista seguiu cometendo faltas. Aos dez, João Vítor derrubou Leandro Cruz e foi expulso.
Daí em diante, com um jogador a mais, o Juventude jogou com inteligência, trocando passes e criando chances. Em uma delas, Márcio Alemão perdeu na cara do gol. Antes, Michel Alves havia feito uma bela defesa.



Nos acréscimos, Walker - que reestreou pelo Juventude após dois anos - ainda teve tempo de marcar, aos 46. O volante bateu cruzado e fez 2 a 0, fechando o placar para o Juventude.

CRB 1X0 CRICIÚMA
Tigre desperdiça dois pênaltis e perde para o CRB fora de casa

O Criciúma foi derrotado pelo CRB por 1 a 0, no Estádio Rei Pelé, em Alagoas, nesta sexta-feira, pela quarta rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O Tigre conseguiu a proeza de desperdiçar dois pênaltis e, com o resultado, caiu para a oitava posição na tabela. O gol da partida foi marcado pelo zagueiro Plínio aos 44 minutos do primeiro tempo. O time de casa chegou a quatro pontos, dois a menos que o adversário.

As equipes fizeram um primeiro tempo disputado e com boas oportunidades para os dois lados. Aos 34, Patrick driblou a defesa do oponente e sofreu pênalti de Plínio. Porém, Beto cobrou na trave. O mesmo zagueiro que cometeu a penalidade máxima foi ao ataque e marcou de cabeça para o CRB, aos 4.. No segundo tempo, Jael também sofreu pênalti para o Tigre, mas Valdeir cobrou na trave.

Na próxima rodada, o Criciúma recebe o Bahia, e o CRB vai até Bragança Paulista enfrentar o Bragantino.

SÃO CAETANO 1X0 VILA NOVA
São Caetano bate o Vila Nova na reabertura do Anacleto Campanella

Na reabertura do estádio Anacleto Campanella, que ficou interditado e passando por várias reformas por quase seis meses, o São Caetano bateu o Vila Nova por 1 a 0, com um gol de pênalti do atacante Vandinho, aos 45 minutos do segundo tempo, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro da Série B.



A equipe do ABC Paulista, que vinha de uma derrota por 2 a 1 para o Criciúma, no Heriberto Hulse, subiu para a quarta colocação, com sete pontos, enquanto os goianos caíram para sétimo, com seis pontos em quatro jogos.



Primeiro tempo



No primeiro tempo, a noite fria e a pouca técnica das duas equipes resultaram em um jogo fraco e sem grandes chances de gol. Os donos da casa eram os que mais insistiam em buscar o gol, principalmente nas subidas dos alas: Andrezinho pela esquerda e Dede pela direita.



Tuta foi bastante acionado, levou perigo em duas oportunidades, mas não conseguiu transformar as chances na cara de Max em gol. O Vila Nova, que tinha Túlio como referência - quase nula -, mal chegou ao gol de Luis, ao não ser uma boa isolada do lateral-direito Osmar na entrada da pequena área.



Etapa complementar


No segundo tempo, o técnico Pintado abriu mão do esquema de três zagueiros e apostou na entrada de Caiuby no lugar do zagueiro Tobi. Resultado: nenhum. A equipe continuou fraca tecnicamente e insistindo nos lançamentos pelo meio para Tuta.



Em cobrança de escanteio, o zagueiro Lino quase tirou o zero do placar, mas a bola passou rente à trave direita de Max. O volante Daniel foi substituido pelo meia Rosembrick e o Azulão ganhou mais chegada no ataque. Numa das últimas chance de perigo, Caiuby isolou a bola num chute da entrada da área.

Quando tudo caminhava para um empate sem graça e sem gols, aos 45 minutos do segundo tempo, Vandinho entrou invadiu a área pela direita e sofreu pênalti. Ele mesmo converteu no cantinho direito do goleiro e decretou a segunda vitória do Azulão na Série B.

Na próxima rodada o São Caetano vai até a Boca do Jacarél, em Taguatingua, enfrentar o Brasiliense. Coincidentemente, foi justamente contra a equipe do Distrito Federal que o Azulão havia disputado a última partida no Anacleto, no dia 24 de Novembro, quando bateu o adversário por 1 a 0.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Round 2:Corinthians X Botafogo e Vasco X Sport

CORINTHIANS 2(5) X 1 (4) BOTAFOGO
Sofrido, Timão vence Bota e está na final

O técnico Mano Menezes chegou a comentar durante a semana que não queria uma classificação sofrida, mas não teve jeito. Com o Corinthians é sempre assim. Na noite desta quarta-feira, diante de mais de 60 mil torcedores, a equipe paulista venceu o Botafogo nos pênaltis por 5 a 4 e assegurou vaga na final da Copa do Brasil somente na última cobrança, em defesa de Felipe no chute de Zé Carlos.

No tempo normal, a história também foi baseada no sofrimento. Sem Mano Menezes, expulso, no banco de reservas, o Timão abriu o placar aos 6 minutos do segundo tempo com Acosta. O Botafogo revidou aos 9, com gol de Renato Silva. Chicão, de falta, assegurou a vitória por 2 a 1 no tempo normal e levou a decisão para os pênaltis, já que no Rio de Janeiro os cariocas tinham vencido por 2 a 1.

O adversário do Timão na decisão da Copa do Brasil será o Sport, que também nos pênaltis despachou o Vasco. Os jogos acontecerão nos dias 4 e 11 de junho, mas os mandos de campo ainda não estão definidos. A grande final marcará o encontro do Corinthians com o técnico da queda à segunda divisão: Nelsinho Baptista.

A vaga na decisão, aliás, foi comemorada além do normal porque nem o mais otimista dos corintianos esperava estar nessa situação justamente no ano do calvário. Porém, tudo deu certo. Até mesmo quando deram o Timão como morto após a derrota por 3 a 1 para o Goiás – na volta, goleada por 4 a 0 e a ascensão.

O que parece ser um calvário é a situação do Botafogo em momentos decisivos. Desde o ano passado, o clube de General Severiano tem sucumbido quando está próximo de um título ou de uma final. Foi assim ao cair também na semifinal da Copa do Brasil do ano passado para o Figueirense. E nos dois últimos campeonatos cariocas com derrotas para o arqui-rival Flamengo.

Com mais esse tropeço em momento decisivo, o futuro do técnico Cuca não deve ser no Botafogo. Antes mesmo da partida desta noite já se especulava que em caso de eliminação ele seria o novo técnico do Santos – Emerson Leão pediu demissão.


Muito suspense pra nada
Após o mistério durante a semana, Cuca surpreendeu com uma escalação com três atacantes. Já Mano foi previsível levando a campo o esquema com três zagueiros. O jogo no primeiro tempo, porém, foi bem abaixo das expectativas criadas antes do apito inicial. Os goleiros Castillo e Felipe nem sequer fizeram uma defesa.

Mesmo assim o Corinthians, que precisava da vitória, teve três ótimas chances. Mas em nenhuma delas acertou o gol. A primeira, aos cinco minutos, foi com Diogo Rincón de cabeça. Ele aproveitou cruzamento de Wellington Saci. Aos 12, Saci novamente fez boa jogada e Fábio Ferreira cruzou. Herrera mandou rente à trave.

A última boa chance do jogo foi aos 19 minutos, e mais uma vez com o atacante Herrera, que mandou de cabeça para fora. Melhor para o Botafogo, que fez um primeiro tempo forte na marcação e tentando explorar os contra-ataques. Mas nada que assustasse demais Felipe.

Depois disso, só correria, faltas e confusão. Nervosos, os corintianos discutiram com botafoguenses e com o árbitro Evandro Rogério Roman, com quem Mano Menezes foi reclamar no intervalo de uma falta não marcada em Dentinho que segundo ele aconteceu. Herrera até levou amarelo na saída para o tempo de descanso.

Reclamação gera expulsão
Na volta para o intervalo, o técnico Mano Menezes foi surpreendido com sua expulsão. Segundo o quarto árbitro, Cleber Wellington Abade, o treinador havia invadido o campo antes do término da etapa inicial. Inconformado, o comandante alvinegro deixou o gramado bastante contrariado com a decisão de Roman.

- Fomos prejudicados lá (no Rio de Janeiro) e estamos sendo de novo. Tem de cuidar da arbitragem e não do treinador. Qualquer árbitro tira treinador do jogo. E, agora, ele está tirando a vaga do Corinthians na final – esbravejou Mano, que deixou o comando do time com o preparador físico Flávio Trevisan.



Emoção de sobra
Antes de ser expulso, Mano Menezes colocou Acosta no lugar de Fábio Ferreira e disse querer um gol do uruguaio quando questionado sobre a entrada dele. E o seu pedido foi atendido aos 6 minutos. Muito pela raça e vontade de Herrera, que fez ótima jogada pela direita e rolou para o camisa 25 completar.

Mas a alegria dos corintianos durou pouco, muito pouco. Aos 9 minutos, após cobrança de escanteio da direita, o zagueiro André Luis cabeceou, Felipe vacilou, não conseguiu segurar e a bola sobrou açucarada para Renato Silva mandar às redes.

O gol do Botafogo esfriou a torcida do Corinthians, mas em campo o time de General Severiano não conseguiu acalmar a pressão adversária. Tanto que cometeu falta próximo da grande área, aos 19, e viu o zagueiro Chicão bater bem e colocar novamente os paulistas em vantagem.



Como o placar de 2 a 1 levava a decisão para os pênaltis, o Botafogo foi obrigado a ousar um pouco mais e partir para o ataque. E levou perigo, principalmente com as bolas alçadas na área. Felipe saiu de soco em todas e salvou.



E a vaga na final da Copa do Brasil foi mesmo disputada nas penalidades máximas, com vitória do Corinthians por 5 a 4. Chicão, Herrera, Nilton, Alessandro e Acosta fizeram para o Timão. Lucio Flavio, Alexsandro, Andre Luis e Jorge Henrique converteram para o Fogão, mas Zé Carlos errou a última cobrança.



Ficha do jogo




CORINTHIANS 2 (5) x 1 (4) BOTAFOGO
CORINTHIANS
Felipe; Fábio Ferreira (Acosta), William e Chicão; Alessandro, Nilton, Eduardo Ramos, Diogo Rincón (Marcel) e Wellington Saci (Carlão); Dentinho e Herrera.
Técnico: Mano Menezes.
BOTAFOGO
Castillo; Renato Silva, André Luis e Bruno Costa; Leandro Guerreiro, Diguinho, Túlio Souza (Zé Carlos) e Lucio Flavio; Wellington Paulista (Adriano Felício), Jorge Henrique e Fábio (Alexandro).
Técnico: Cuca.
Gols: Acosta, aos 6 minutos, Renato Silva, aos 9, Chicão, aos 19 do segundo tempo
Cartões amarelos: Dentinho, Herrera, William (C); Castillo, Fábio (B)
Público: 61.752 pagantes Renda: R$ 845.089,00
Estádio: Morumbi. Data: 28/05/2008.
Árbitro: Evandro Rogério Roman (PR-Fifa).
Auxiliares: Roberto Braatz (PR-Fifa) e Alessandro Alvaro Rocha de Matos (BA) .

VASCO 2(4) X 0(5) SPORT
Em jogo emocionante, Sport derrota o Vasco nos pênaltis e está na final


Estava tudo pronto para a festa. São Januário estava lotado. Com apoio da torcida, que lotou o estádio e recebeu a equipe com sinalizadores que "escreviam" o nome do clube nas arquibancadas e um foguetório como nos bons tempos da equipe campeã da Libertadores em 1998, o Vasco venceu nos 90 minutos o Sport por 2 a 0. A torcida, alucinada, gritava o nome de Edmundo, autor do gol salvador no último minuto. No entanto, mais uma vez, o ídolo isolou, nos pênaltis, a classificação para as finais, a exemplo do que fez no Mundial de Clubes de 2000, quando também desperdiçou a penalidade na final contra o Corinthians, em pleno Maracanã. O Sport não bobeou. ganhou por 5 a 4 e decidirá com o mesmo Corinthians a Copa do Brasil.



Luizinho Netto, Fábio Gomes, Magrão, Dutra e Carlinhos Bala marcaram os gols de pênalti para o Sport. Leandro Amaral (autor de um gols nos 90 minutos), Tiago, Leandro Bomfim e Wagner Diniz converteram os quatro gols do Vasco, que agora terá de lugar pelo título brasileiro ou por uma das quatro vagas à Libertadores para fazer a torcida esquecer a decepção - pela quinta vez consecutiva o clube vive a sina de ser eliminado nos pênaltis.



Nervosismo e muitos erros



Com o tradicional uniforme preto e determinado a marcar logo no início, o Vasco entrou com o nervosismo junto da obrigação de vencer por dois gols de diferença. Logo nos primeiros minutos, os passes errados e as falhas no posicionamento eram visíveis. Morais e Alex Teixeira, meias ofensivos, pouco se aproximavam de Edmundo e Leandro Amaral. E quando surgia uma boa chance, a jogada saía errada. Aos 13, Edmundo tocou na direita para o avanço de Wagner Diniz, que centrou com muita força por trás do gol.



O Sport, com o desfalque do camisa 10 Romerito, apresentava o esquema 3-5-2, com César formando a zaga com Igor e Durval, e jogava nos erros do Vasco. Com melhor toque de bola, criou as duas primeiras chances de gol. Aos 16, Leandro Machado recebeu na entrada da área e girou, com perigo, para defesa de Tiago. Aos 18, Luciano Henrique fez boa jogada pela esquerda e tocou na área. Leandro Machado dividiu com Luizão, e a bola sobrou para Carlinhos Bala, que sem ângulo bateu à queima-roupa para defesa de Tiago.



Morais, principal homem de criação, errava as jogadas e só apareceu efetivamente aos 26, batendo de fora da área, para fora. A melhor jogada de garçom foi aos 28, quando Alex Teixeira, que sentiu visivelmente a pressão, tocou para Edmundo na área. O camisa 10 custou a bater e desperdiçou a chance. Leandro Amaral, o outro atacante vascaíno, sequer recebeu uma bola em condições de progredir - é bem verdade que pouco se movimentou para ficar livre de marcação.



Se Wagner Diniz e Pablo eram pouco acionados nas laterais e havia buracos na defesa por falha de posicionamento, o Rubro-Negro pernambucano se aproveitava. Só não contava com a lentidão de Leandro Machado para concluir - desperdiçou outra chance, aos 30. Edmundo, pouco inspirado, tentou aos 40, mas bateu torto. Num primeiro tempo em que o nervosismo derrotou a eficiência nos passes e nas poucas conclusões, o placar não poderia ser outro que não o 0 a 0.





Com Jean no ataque, saem os gols



Só restou ao técnico Antônio Lopes mexer na equipe. Tirou o meia Alex Teixeira, que decepcionou, para arriscar com mais um atacante, Jean. O time mostrou mais agressividade. Aos 12, um lance polêmico: o árbitro Alício Pena Júnior marcou impedimento de Pablo, que recebeu pela esquerda. Na seqüência, Leandro Amaral cabeceou para as redes, mas o lance já estava anulado. Dois minutos depois, a melhor jogada do Vasco. Madson, que acabara de entrar no lugar de Morais, centrou para Leandro Amaral, que desequilibrado mandou para o gol - Magrão fez boa defesa.



O time percebeu que pelo alto poderia chegar ao gol. E foi o que aconteceu. Aos 19 minutos, Leandro Bomfim cobrou falta na medida para Leandro Amaral, de mergulho, mandar para as redes: 1 a 0, explosão em São Januário.



Quando o time partia para tentar marcar o segundo gol, o zagueiro Luizão, que já tinha cartão amarelo, cometeu falta em Enilton e foi expulso. Com 10 em campo, o Vasco foi mais na disposição. Aos 32, Leandro Amaral, o melhor do time, quase marcou o segundo - a bola foi para fora.



Nos contra-ataques, o Sport tentava surpreender. Aos 40, Enilton chutou, a bola resvalou na zaga e e tocou na trave. Aos 42, em bola alçada na área, quase o Vasco chegou ao segundo gol. A bola pune. Aos 45, Pablo bateu de fora da área, Magrão soltou e Edmundo marcou o segundo gol e levou a partida para os pênaltis.



- Se não temos ótimo time, precisamos superar com a garra. O estado de espírito para os pênaltis está ótimo, a torcida nos apoiou - diz Edmundo, que logo depois decepcionaria novamente os vascaínos, isolando mais um pênalti. O jeito, agora, é pensar no Campeonato Brasileiro.





Ficha do jogo


VASCO 2 (4) x 0 (5) SPORT
VASCO
Tiago, Wagner Diniz, Jorge Luiz, Luizão e Pablo; Jonílson, Leandro Bomfim, Morais (Madson) (Rodrigo Antônio) e Alex Teixeira (Jean); Leandro Amaral e Edmundo.
Técnico: Antônio Lopes.
SPORT
Magrão, Igor, César e Durval; Luizinho Netto, Daniel Paulista, Sandro Goiano (Everton), Luciano Henrique (Fábio Gomes) e Dutra; Carlinhos Bala e Leandro Machado (Enilton).
Técnico: Nelsinho Baptista.
Gols: Leandro Amaral, aos 19,.e Edmundo, aos 45 do segundo tempo.
Nos pênaltis: Luizinho Netto, Fábio Gomes, Magrão,. Dutra e Carlinhos Bala (Sport). Leandro Amaral, Tiago, Leandro Bomfim e Wagner Diniz (Vasco)
Cartões amarelos: Jonílson, Edmundo, Luizão e Wagner Diniz (Vasco) e Luciano Henrique e Dutra (Sport). Cartão vermelho: Luizão (Vasco).
Público: 24.033 pagantes.
Estádio: São Januário, no Rio de Janeiro. Data: 28/05/2008.
Árbitro: Alício Pena Junior (Fifa MG).
Auxiliares: Altemir Hausmann (Fifa RS) e Gilson Bento Coutinho (PR).

Round 1:Boca Juniors X Fluminense

Riquelme faz dois, mas quem vibra com empate é o Tricolor
A pressão foi grande, Riquelme brilhou, como era de se esperar. Mas, no apito final em Avellaneda, quem teve mais motivos para comemorar foi o Fluminense, que arrancou um empate em 2 a 2 e leva a vantagem de dois empates (0 a 0 e 1 a 1) para o segundo jogo das semifinais da Libertadores. Os dois times voltam a se enfrentar na próxima quarta-feira, dia 4 de junho, no Maracanã, para decidir quem passa para a fase final e encara o vencedor de LDU e América-MEX, que no primeiro duelo ficaram no 1 a 1, no estádio Azteca.

Jogo começa a mil por hora


Desde o primeiro minuto, muita correria, raça e ímpeto ofensivo de ambas as equipes. O Boca, empurrado por sua torcida, tentou pressionar a saída de bola do time tricolor, que saía para o jogo com toques curtos e rápidos. E o Flu mostrou logo que não entrou em campo apenas para se defender. Aos quatro, Thiago Neves partiu com a bola do meio-campo e chutou rente à trave direita de Migliore.

Aos 11, festa do Boca em Avellaneda: Riquelme abriu o placar ao completar um ótimo cruzamento de Palacio da direita. Mas a alegria argentina durou pouco. Aos 15, Thiago Neves cobrou falta da direita na cabeça de Thiago Silva, que subiu com estilo para empatar a partida num lindo lance. Euforia dos quase mil tricolores presentes ao estádio.

E o duelo continuou quente: aos 17, Chavez acertou a trave esquerda de Fernando Henrique após um chute colocado da entrada da área. Aos 34, uma linda triangulação entre Riquelme, Chaves e Datolo, que chutou à esquerda do arqueiro, assustando os tricolores. A pressão do Boca aumentou, mas a estrela de Thiago Silva continuava a brilhar. O jovem zagueiro fez um excelente primeiro tempo, roubando várias bolas e parando quase todas as jogadas aéreas direcionadas ao atacante Palermo.



No último lance do primeiro tempo, Junior Cesar tabelou com Thiago Neves e chegou à linha de fundo com liberdade. Mas, em vez de cruzar para Washington, que entrava livre na pequena área, chutou cruzado, mal, à esquerda do gol de Migliore. Uma chance incrível desperdiçada pelo Flu.



Pressão xeneize aumenta, e Riquelme apronta de novo



O Boca voltou do vestiário com tudo e criou rapidamente duas chances claras de gol. Palermo, aos dois minutos, escorou de cabeça rente à trave direita. Em seguida, Paletta cabeceou com força, no ângulo esquerdo, mas Fernando Henrique fez uma defesa espetacular, impedindo o segundo dos argentinos. Aos oito, Chaves mandou uma bomba de fora da área, raspando o travessão, para a loucura do técnico Renato Gaúcho, que a essa altura reclamava muito da postura de seu time em campo.



E Riquelme aprontou de novo. Aos 19, em cobrança de falta da entrada da área, com ajuda dos desvios de Cícero e Romeu na barreira, o craque marcou o segundo do Boca. Momento dramático para os tricolores. Aos 23, o Flu deu o ar da graça no segundo tempo. Thiago Neves arriscou de fora da área, Migliore deu rebote, mas Washington chutou fraco, nas mãos do arqueiro. Em seguida, Dodô substituiu o Coração Valente.



Frango e festa tricolor



Mesmo tímido em campo, o Flu conseguiu chegar ao empate mais uma vez. Aos 31, Thiago Neves chutou de fora da área, e Migliore aceitou, numa falha incrível, um verdadeiro frangaço. 2 a 2 no placar. Mesmo assim, o Boca não desistiu de buscar a vitória. Aos 35, Palacio mandou uma bomba de dentro da área, para outra ótima defesa de Fernando Henrique. No rebote, Thiago Silva mandou a escanteio.



Com o fim da partida próximo, Renato Gaúcho optou por colocar o zagueiro Roger na vaga de Thiago Neves para segurar as últimas tentativas do Boca. E a tática do treinador deu certo. Apito final do uruguaio Roberto Silveira e um grande motivo de comemoração tricolor, que agora decide a vaga diante de sua apaixonada torcida no Maraca.






FICHA DO JOGO:
BOCA JUNIORS 2 x 2 FLUMINENSE
BOCA JUNIORS
Migliore, Maidana , Cáceres, Paletta e Morel Rodríguez; Chavez , Battaglia , Datolo e Riquelme; Palacio e Palermo.
Técnico: Carlos Ischia.
FLUMINENSE
Fernando Henrique, Gabriel, Thiago Silva, Luiz Alberto e Junior Cesar; Maurício (Romeu), Cícero, Arouca, Conca e Thiago Neves ; Washington .
Técnico: Renato Gaúcho.
Gols: Riquelme, aos 11min; Thiago Silva, aos 15min do primeiro tempo. Riquelme, aos 19, Thiago Neves, aos 31 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Cháves, Riquelme (Boca); Junior Cesar, Romeu (FLU).
Estádio: Juan Domingo Perón, Buenos Aires. Data: 28/05/2008.
Árbitro: Roberto Silvera (URU).
Auxiliares: Mauricio Espinosa (URU) e Robert Muniz (URU).

terça-feira, 27 de maio de 2008

Round 1:América-MEX X LDU

América-MEX e LDU empatam no primeiro round da semifinal

No primeiro round da briga para chegar à final da Libertadores, vantagem para a LDU. O empate de 1 a 1 com o América do México, num lotado estádio Azteca, na Cidade do México, foi de bom tamanho para a equipe equatoriana. Com o resultado, basta um empate de 0 a 0 em Quito, na próxima terça-feira, para assegurar a vaga na final da Libertadores, contra o vencedor do confronto entre Boca Juniors e Fluminense, que começam nesta quarta-feira, em Buenos Aires, a decidir a vaga.



Caso a segunda partida termine em empate de 1 a 1, o jogo será decidido nos pênaltis. Empate a partir de dois gols ou qualquer vitória do América dá a vaga ao time mexicano. Os dois clubes jamais conquistaram a Libertadores. Na atual edição, enquanto o América foi o carrasco dos brasileiros Flamengo e Santos, a LDU derrubou os argentinos Estudiantes e San Lorenzo.



A partida desta terça-feira foi bastante disputada (no vídeo abaixo, assista aos melhores momentos). No primeiro tempo e em parte do segundo, a LDU esteve melhor. A partir da metade do segundo tempo, o América equilibrou as ações. Os gols foram de cabeça, e saíram na segunda etapa. Bolaños abriu o placar para os equatorianos, em falha do bom goleiro Ochoa, enquanto Esqueda empatou para o América - num dia pouco inspirado do atacante Cabañas, algoz do Rubro-Negro e do Peixe.





LDU começa melhor



Em casa, cabia ao América buscar o ataque. Mas a forte marcação da LDU, principalmente na saída de bola dos mexicanos, dificultou as ações. Fora que os contra-ataques vinham em velocidade, com Manso, pelo meio, ou Guerrón, pela direita. Com isso, os equatorianos passaram a dominar a partida e a criar os principais lances de perigo. No primeiro, Manso bateu cruzado, para fora. Argüelos respondeu para o América - Cevallos foi no canto e pegou. Depois, Bolaños, aos 20, fez a melhor jogada de gol da LDU, quando bateu de fora da área e obrigou Ochoa a fazer uma grande defesa, tocando para escanteio,



Os mais de 100 mil torcedores do América começaram a vaiar o time. Cabañas, também impaciente, recuava mais para buscar o jogo, já que a bola chegava com dificuldade ao ataque - o carrasco de Flamengo e Santos só tinha dado um chute a gol, mas sem perigo. Aos 28, tentou bater de longe, a bola desviou para a entrada da área. Argüello arriscou, a bola resvalou na zaga equatoriana e foi para escanteio, com perigo.



A partir daí, o time do América recuperou o apoio da torcida. Mas a LDU continuava rezando bem a sua cartilha. Num contra-ataque, aos 33, só faltou pontaria a Bieller - o atacante bateu pelo alto. A disputa pela bola começou a ter mais cara de Libertadores. Aos 34, Villa e Manso se estranharam numa dividida. Manso fez a falta, mas levou um chute de Villa - que já tinha cartão amarelo - e, estranhamente, também foi advertido com o cartão. Na seqüência, a bola acabou alçada na cabeça de Cabañas, que no entanto jogou nas mãos de Cevallos.



A área da LDU estava tão congestionada que a melhor solução para o América foi bater de longe, novamente com Argüello, aos 38. A bola foi para fora. O último lance do primeiro tempo foi o fiel espelho da partida até então. Aos 45, Bolaños cortou da esquerda para o meio e bateu na trave. Susto para Ochoa, para o América, para os mais de 100 mil presentes ao Azteca.




Gols e equilíbrio



O América resolveu mexer para o segundo tempo. Mas, estranhamente, o técnico Juan Antonio Luna tirou justamente o que mais chutou a gol: trocou Argüello por Higuain. O time ficou mais ofensivo. No início, deu certo. O meia cortou para o meio e bateu firme. Cevallos defendeu, mas a bola sobrou para Esqueda, que perdeu naquele momento, aos 4 minutos, o gol mais feito da partida.



Com isso, a equipe mexicana acordou. Calle fez falta infantil na entrada da área. Houve confusão na barreira. Depois da distribuição de cartões, Cabañas cobrou no canto direito aos 8, mas Cevallos salvou para escanteio. A torcida americana voltou a apoiar o time. O jogo mudou. Mas por pouco tempo.



A LDU não estava morta. Num rápido contra-ataque, Vera lançou Guerrón pela direita. O ala-direito invadiu e bateu. Ochoa, dessa vez, salvou com o pé. Mas o futebol é às vezes cruel, e nele ninguém é infalível, nem um goleiro do nível do mexicano. Aos 17, Guerrón, já àquela altura o nome da partida, desceu pela direita e tentou encobrir Ochoa. O goleiro foi mal e não conseguiu segurar a bola, que escapou. Nas suas costas, Bolaños só mergulhou de peixinho para cabecear e fazer o gol: 1 a 0 LDU.



Luna mexeu mais uma vez, trocando o volante Iñigo por mais um atacante, Lopez. Com quatro na frente, partiu para o tudo-ou-nada. Do lado da LDU, Guerrón passeava pela direita, pedalando sempre que podia. Numa bola na área do América, aos 26, Campos, de cabeça, desperdiçou chance daquelas que não podem ser perdidas para definir a partida.



O futebol foi cruel mais uma vez. Dois minutos depois, em escanteio cobrado por Higuain, Esqueda subiu mais que toda a defesa da LDU para testar firme, à esquerda de Cevallos, empatar a partida e levar à loucura a torcida no Azteca.



Pegou fogo novamente a partida. Sebastian Dominguez, o Sebá, ex-Corinthians, entrou duro, por trás, em Bolaños, que encarou o zagueiro. Resumo da ópera: os dois foram expulsos. Com 10 em campo dos dois lados, Ochoa deu susto no fim, mas não houve mais gols. O duelo está longe de ser definido. Em Quito, na próxima terça-feira, a emoção promete tomar conta.



Ficha do jogo


AMÉRICA DO MÉXICO 1 x 1 LDU
AMÉRICA DO MÉXICO
Ochoa; Castro, Sánchez e Sebastian Domínguez; Iñigo (Lopez), Rojas, Villa, Argüello (Higuain) e Silva; Cabañas e Esqueda (Nuñez).
Técnico: Juan Antonio Luna.
LDU
Cevallos, Campos, Araujo e Calle; Guerrón (Camacho), Vera, Urrutia, Ambrossi e Manso (William Araujo); Bolaños e Bieler (Delgado).
Técnico: Edgardo Bauza.
Gols: Bolaños, aos 17, e Esqueda, aos 28 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Villa e Iñigo (América-MEX), Calle, Manso e Bieler (LDU).
Cartão vermelho: Sebastian Dominguez e Bolaños.
Público: 105 mil pagantes.
Estádio: Azteca, Cidade do México (México). Data: 27/05/2008.
Árbitro: Martín Vázquez (Uruguai).
Auxiliares: Mauricio Espinosa (Uruguai) e Miguel Nievas (Uruguai).

Rodada de Terça

PARANÁ 1X1 BRAGANTINO
Tricolor e Bragantino empatam na Vila


Tanto Paraná, quanto Bragantino, seguem andando com passos curtos naSérie B do Brasileirão. Na abertura da quarta rodada, na noite desta terça-feira, os dois empataram por 2 a 2, no estádio Durival Britto, em Curitiba, em um resultado ruim para ambos. Os paranistas seguem na zona de rebaixamento, em 17º lugar, com apenas dois pontos, e sem vencer na Segunda Divisão. O time paulista soma quatro pontos, ocupando apenas a 14ª posição na classificação. O Corinthians segue como líder isolado, com nove pontos.



O Bragantino volta a jogar na próxima terça-feira, dia 3 de junho, contra o CRB, em Santa Bárbara d'Oeste. Enquanto isso, o Paraná só joga no dia 7, contra o Ceará, de novo em casa.



O jogo

Buscando a primeira vitória, o time paranista até que começou com boas chances, obrigando o goleiro Gilvan a fazer defesas importantes em um chute de Everton e uma falta de Ângelo. Mas quem abriu o placar, aos 26 minutos, em contra-ataque, foi o Bragantino. Pará recebeu bom passe pela esquerda, avançou e tocou na saída de Gabriel.



Mas o Tricolor reagiu e empatou dois minutos depois. Thyago fez lindo corte na marcação e tabelou duas vezes com Giuliano, que de costas para o gol, deu um voleio e balançou as redes do Braga. Nos minutos finais da primeira etapa, o veterano Sérgio Manoel quase desempatou em cobrança de falta, mas Gabriel fez boa defesa. Porém, nos acréscimos, Pará fez um passe de meia-bicicleta para Cesar Gaúcho ajeitar de cabeça, e Cris, sozinho, tocar e fazer Bragantino 2 a 1.



Logo no início da metade complementar, Clênio foi derrubado quando entrava na área do time paulista, e o árbitro gaúcho Márcio Chagas da Silva apitou pênalti e ainda expulsou Vanderlei, deixando os visitantes com dez em campo. Joelson bateu com paradinha, empatando o jogo na Vila Capanema.



O time anfitrião não aproveitou a vantagem numérica, que durou vinte minutos, já que Davi foi expulso. Poré, continuou levando perigo mesmo com dez contra dez. Clênio perdeu cara a cara aos 31, e Everton parou na grande defesa do goleiro Gilvan logo depois. Nos minutos finais, a torcida paranista voltou a protestar, para tristeza do técnico Paulo Bonamigo, com gritos de "queremos jogador" e "time sem-vergonha".


AVAÍ 2X2 SANTO ANDRÉ
Na noite do gol 500 do Pé-de-anjo, Ramalhão arranca empate diante do Avaí

A noite era de festa para Marcelinho Carioca, do Santo André, que alcançou a respeitável marca de 500 gols na carreira. Porém, o Avaí, convidado da ocasião, mas anfitrião da partida, não quis saber das comemorações do Pé-de-Anjo. Depois de sair atrás no primeiro tempo, o time comandado por Silas conseguiu o empate na segunda etapa, 1 a 1. Com o resultado, o time catarinense conquistou seu sexto ponto na Série B, ficando na zona intermediária. Já o Ramalhão está com quatro pontos e próximo aos últimos colocados.



O Jogo



Jogando com o apoio da torcida no Estádio da Ressacada, o Avaí começou querendo atropelar o adversário. Até os 10 minutos da primeira etapa só dava o time catarinense, que por pouco não abriu o placar após cobrança de escanteio, logo aos dois minutos. O goleiro Neneca, do Santo André, também ajudou a manter o placar em branco com defesas seguras. Já o seu companheiro de posição, Eduardo Martini, fez a sua primeira intervenção apenas aos 14 minutos, saindo bem após cruzamento pela direita. Porém, a pressão avaiana continuou.

O primeiro chute do time paulista saiu apenas aos 21, quando Márcio Mixirica pegou de primeira um cruzamento da esquerda, levando perigo à meta do goleiro do Avaí. Logo em seguida, o Leão catarinense quase abre o marcador. Depois de confusão na área do time do ABC, Válber recebe com o gol aberto mas chuta rente à trave. Faltando dez minutos do fim do primeiro tempo, a equipe da casa continuava em ritmo eletrizante, mas o placar permanecia. Porém, a velha máxima do quem não faz, leva, voltou a aparecer. Marcelinho Carioca recebeu cruzamento da direita e cabeceou com precisão para o gol. Na comemoração, o Pé-de-anjo exibiu uma camisa comemorativa de seus 500 gols.



Na segunda etapa, o Avaí não demorou para conseguir o empate. Logo aos 5 minutos, Odair, que acabara de entrar, arriscou de longe e Neneca aceitou. Era tudo que o time de Silas precisava para intensificar ainda mais a pressão e buscar a virada. O Santo André, atordoado, tentava acertar os contra-ataques, mas sentia o baque do gol tão no início. Apesar de dominar a partida, o time de Santa Catarina tinha dificuldades para chegar ao segundo gol, e o ímpeto ofensivo começava, aos poucos a diminuir. O goleiro do time do ABC, que falhara no gol de empate, garantia a permanência da igualdade no placar.



No fim da partida, o time avaino teve boas chances de virar a partida, mas esbarrava na incapacidade de seus atacantes. Didi perdeu um gol cara-a-cara com o goleiro, chutando por cima do gol. O resultado era interessante para o Santo André, que se limitava a trocar passes e gastar o tempo. E assim terminou a partida.

CEARÁ 3X0 BRASILIENSE
Ceará goleia o Brasiliense e pula para o quarto lugar na Série B

O Ceará goleou o Brasiliense por 3 a 0, em casa, nesta terça-feira, e deu um salto na tabela de classificação da Série B do Campeonato Brasileiro. Chegou à quarta posição, com seis pontos, um a menos que o visitante. Os gols foram de Luiz Carlos (dois) e Cleison. Com a derrota, o Jacaré perdeu a chance de chegar à liderança isolada da competição.



O jogo

O Ceará partiu para cima do Brasiliense desde o primeiro minuto. Com isso, se expôs e acabou levando alguns contra-ataques. Os dois times criaram boas jogadas, mas os cearenses foram mais ousados e levaram a melhor.


Luiz Carlos marcou o primeiro gol do Ceará aos 24 minutos do primeiro tempo, após bela jogada de Ciel pela direita. Na segunda etapa, Cleison fez um golaço de fora da área. No finzinho da partida, aos 40, Luiz Carlos recebeu cruzamento do zagueiro Dezinho e marcou seu segundo gol.

domingo, 25 de maio de 2008

3 Rodada:Série A

CRUZEIRO 4X0 SANTOS
No embalo de seus garotos, Cruzeiro atropela o Santos no Mineirão


No embalo dos garotos Ramires, 21 anos, Guilherme, 19, e Jajá, 21, além de Wagner, 23, o Cruzeiro passou por cima do Santos, goleando por 4 a 0, neste domingo à tarde, no Mineirão. Com a bela vitória, o time mineiro mantém 100% de aproveitamento e assume a liderança isolada do Brasileirão, com nove pontos em três jogos. Já o Peixe, que vinha de goleada contra o Ipatinga, na Vila Belmiro, estaciona nos três pontos e perde os líderes de vista.

Com o bom futebol apresentado, a Raposa mostra que superou a eliminação da Taça Libertadores. O time mineiro caiu nas oitavas-de-final, contra o Boca Juniors-ARG. Já o Peixe não superou o baque de perder nas quartas para o América-MEX.

O Cruzeiro começou o jogo um pouco sonolento, dando campo para o time santista trabalhar a bola e correndo risco. Aos sete minutos, o Santos, aproveitando-se desse momento de instabilidade da Raposa, quase abriu o placar. Thiago Heleno se atrapalhou e perdeu a bola para Lima, que avançou até a entrada da área e chutou forte de direita. Fábio espalmou.

Cruzeiro desperta

O lance fez o time mineiro acordar. O meia Ramires, com movimentação constante, começava a abrir espaços na zaga santista. Bom para Guilherme, que aparecia bem às costas de Fabão e Marcelo. Em um desses lances, aos oito, Guilherme recebeu lançamento, matou com o braço (a arbitragem não viu) e chutou colocado. Fábio Costa salvou.

O Peixe achava algumas brechas para contra-atacar com perigo. Aos 17, Kléber Pereira passou para Lima, que doinou e rolou para Molina bater rasteiro. Charles chega na hora H e trava. Mas o contra-ataque dos mineiros se mostrou mortal. No lance seguinte, Guilherme, sempre bem posicionado, recebeu bom lançamento de Jajá e chutou de bico, sem chance para Fábio Costa.

O gol assustou o time santista, que quase entregou o segundo de graça, aos 19. Fábio Costa saiu jogando errado e deu a bola de presente para Ramires, que achou Wagner livre na área. O meia empurrou de esquerda e errou o alvo por muito pouco. Wagner ainda acertaria uma bola no travessão aos 31, em lance bem semelhante.

Mas o Peixe não estava morto. Porém, falhou demais nas finalizações. Aos 26, Lima recebeu belo passe de Molina, livre de marcação, mas mandou por cima, de esquerda. Aos 33, Lima retribuiu e lançou Molina, que perdeu a principal chance santista no primeiro tempo: ele entrou sozinho na área e deu um leve toque para encobrir o goleiro Fábio. Porém, acabou mandando a bola para fora.

O Santos voltou a ameaçar aos 42, em jogada individual de Kléber Pereira, que arriscou um chute cruzado de esquerda e obrigou Fábio a fazer outra boa defesa. A resposta do Cruzeiro foi imediata. Jajá recebeu pela direita e chutou rasteiro, obrigando Fábio Costa a espalmar.

Peixe se entrega, e Raposa goleira

O jogo no segundo tempo começou do mesmo jeito: com o Santos tentando ameaçar, mas o Cruzeiro levando mais perigo. Por pouco a Raposa não marca o seu segundo gol logo aos sete minutos. A exemplo do que ocorreu durante todo o primeiro tempo, os zagueiros Marcelo e Fabão insistiam em ficar observando a bola e largando Guilherme livre. O atacante recebeu às costas da zaga alvinegra e chutou. Fábio Costa salvou.

Apesar de o técnico Emerson Leão ter escalado três volantes à frente da zaga (Adriano, Marcinho e Rodrigo Souto), era fácil para o Cruzeiro entrar pelo meio da defesa alvinegra. Guilherme, mais uma vez, recebeu lançamento no meio dos zagueiros, aos 19, e, dessa vez, não perdoou. Deu um toque de pé esquerdo e ampliou. Fábio Costa nada pôde fazer.

O segundo gol da Raposa matou o Peixe. Aos 25, mais uma vez, um jogador do Cruzeiro entrou pelo meio da zaga santista. A falta foi batida no meio-de-campo e Wagner recebeu livre e apenas empurrou na saída de Fábio Costa.

As coisas estavam fáceis para o Cruzeiro e se tornaram ainda mais cômodas quando o zagueiro Fabão, do Santos, sentiu um lesão. Como Leão já havia feito as três substituições, Fabão teve de permanecer em campo, mas sem condições. Assim, a Raposa não precisou fazer muita força para ampliar. Maicossuel, que entrou no lugar de Jajá, deixou a sua marca aos 35. Ele entrou pela direita, sem sequer ser incomodado pela marcação, e chutou firme de direita, marcando o quarto gol.

Ao final da partida, a pequena, mas barulhenta torcida santista que compareceu ao Mineirão, não perdoou a goleada e voltou a pedir a demissão de Leão, a exemplo do que acontecia nas primeiras rodadas do Paulistão.

Ficha do Jogo
CRUZEIRO 4X0 SANTOS
Cruzeiro
esquema 4-4-2
GOL Fábio
MEI Marquinhos Paraná
ZAG Espinoza
ZAG Thiago Heleno
LAT Jadílson
(LAT Jonathan)
MEI Fabrício
MEI Charles
MEI Ramires
MEI Wagner
ATA Guilherme
(MEI Bruno)
ATA Jajá
(MEI Maicosuel)
Técnico:Adilson Batista
Santos
esquema 4-4-2
GOL Fábio Costa
ZAG Betão
ZAG Marcelo
ZAG Fabão
LAT Kleber
MEI Marcinho Guerreiro
MEI Adriano
(MEI Rodrigo Tabata)
MEI Rodrigo Souto
MEI Molina
(ATA Wesley)
ATA Lima
(MEI Trípodi)
ATA Kléber Pereira
Técnico:Emerson Leão

Brasileirão 2008
3ª Rodada Dom, 25/05/2008, 16h00
Gols 1ª Tempo
18' - Guilherme (CRU)

2ª Tempo
34' - Maicosuel (CRU)
24' - Wagner (CRU)
18' - Guilherme (CRU)

Cartão Amarelo:Betão (SAN),Marcinho Guerreiro (SAN),Charles (CRU)

Arbitragem
Sérgio da Silva Carvalho
Renato Miguel Vieira (DF)
Nilson Alves Carrijo (DF)

SÃO PAULO 1X1 CORITIBA
Após eliminação traumática, Tricolor tropeça em casa

No primeiro jogo após a eliminação da Libertadores, o São Paulo bem que tentou a vitória, mas apenas empatou em casa por 1 a 1 com o Coritiba, na tarde deste domingo, no Morumbi, pela terceira rodada do Brasileiro. Sem Adriano, liberado para descansar, o São Paulo também não contou com grande apoio dos torcedores. Pouco mais de cinco mil pessoas estiveram no estádio para acompanhar a partida e vaiaram o anfitrião ao fim do jogo.

Com o resultado, o Tricolor soma apenas o seu segundo ponto na competição, temporariamente na zona de rebaixamento. O Coxa tem quatro pontos.

Ritmo ditado pelas laterais do campo

Como era de se esperar, o visitante se postou bem atrás e esperou por uma brecha na defesa são-paulina para arriscar e buscar o gol. A estratégia logo deu certo. Aos 14 minutos, Michael conseguiu armar o contra-ataque em velocidade pela direita, ganhando de Richarlyson. E tocou para Rubens Cardoso que, na frente de Rogério Ceni, sozinho, empurrou para a rede.

Depois do gol sofrido, o anfitrião tentou se reencontrar em campo. E conseguiu. Com marcação firme, passou a encontrar espaços na defesa do Coxa. Aos 26, Jorge Wagner cruzou pela esquerda, o goleiro Edson Bastos defendeu para o meio da área, a bola bateu em Aloísio, e Borges não perdoou: pegou o rebote e colocou para dentro do gol.

Aos 32, Zé Luis também aproveitou uma bobeira do Coritiba no campo ofensivo e desceu no contra-ataque, pela direita, até cruzar para a cabeçada de Aloísio. Mas Edson Bastos defendeu. Pouco depois, Aloísio teve mais uma chance, mas chutou em cima da defesa adversária.

Mais ousadas, as duas equipes passaram a fazer um jogo baseado nas jogadas pelas laterais, com boas chances dos dois lados. Michael desperdiçou uma boa descida pela esquerda ao errar o passe. Mas, aos 38, o camisa 10 caiu pela direita e novamente fintou Richarlyson, para tentar o chute, que bateu no volante são-paulino e passou por cima do gol de Ceni.

Aos 40, foi a vez de Joilson descer pela direita e cruzar para Aloísio, que novamente finalizou em cima de Edson Bastos. O lateral também carimbou a trave do Coritiba dois minutos depois. No último minuto do primeiro tempo, Jorge Wagner cobrou uma falta e exigiu a defesa do goleiro do Coxa.

Mudanças nos times, mas não no placar

No segundo tempo, o São Paulo voltou disposto a resolver o resultado em casa. Jorge Wagner assustou Edson Bastos com um chute forte aos quatro minutos. O Coxa se fechou mais e passou a sair somente quando tinha facilidade. A saída de Michael fez o time visitante perder força nos contra-ataques.

Mas o São Paulo se atrapalhava nas jogadas de ataque. Os erros de passe fizeram com que o time da casa perdesse boas oportunidades. A melhor chance foi em um chute rasteiro de Borges, aos 25, para fora.

Os poucos torcedores do São Paulo que foram ao Morumbi acompanhar o time após a eliminação na Libertadores começaram a mostrar a insatisfação pelo empate em casa. Muricy Ramalho chamou então Hugo e Dagoberto para dar mais gás e criatividade ao time. Enquanto a dupla se preparava para entrar, Aloísio soltou uma bomba e assustou Edson Bastos.

Os dois jogadores que entraram no São Paulo realmente deram mais movimentação ao time. Mas, aos 37 minutos, Hugo perdeu ótima chance para desempatar. A bola passou por Borges na pequena área, bateu no meia e saiu à esquerda do gol de Edson Bastos.

Aos 40, Alex Silva ainda salvou o São Paulo de levar o segundo gol. Por baixo, o zagueiro tirou a bola dos pés de Rubens Cardoso na área. A torcida visitante pediu pênalti, mas o árbitro entendeu que não houve a penalidade. Pouco depois, foi a vez de Hugo, do Coxa, chutar em cima da defesa são-paulina.

Ficha do Jogo
SÃO PAULO 1X1 CORITIBA
São Paulo
esquema 4-4-2
GOL Rogério Ceni
MEI Joilson
(ATA Dagoberto)
ZAG Alex Silva
ZAG Miranda
MEI Richarlyson
MEI Zé Luís
MEI Fábio Santos
MEI Hernanes
(MEI Hugo)
MEI Jorge Wagner
ATA Aloísio
ATA Borges
Técnico:Muricy Ramalho
Coritiba
esquema 3-5-2
GOL Edson Bastos
ZAG Nenê
ZAG Maurício
LAT Douglas Silva
MEI Pedro Ken
MEI Alê
(ZAG Felipe)
LAT Rubens Cardoso
LAT Ricardinho
MEI Michael
(LAT Guaru)
ATA Hugo
ATA Henrique Dias
(MEI Marlos)
Técnico:Dorival Júnior

Brasileirão 2008
3ª Rodada Dom, 25/05/2008, 16h00
Gols 1ª Tempo
14', 14' - Rubens Cardoso (CTB)
26' - Borges (SPO)

Público 5.027 pagantes
Renda R$ 9.363.000,00

Arbitragem
Wagner Tardelli Azevedo
Claudemir Maffessoni (SC)
Carlos Berkenbrock (SC)

SPORT 2X1 FLUMINENSE
Dodô perde pênalti no final, e o Sport vence o Fluminense na Ilha do Retiro


Em um jogo que teve um final eletrizante, o Sport venceu neste domingo o Fluminense por 2 a 1, na Ilha do Retiro, em Recife, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. Júnior Maranhão e Leandro Machado, impedido, marcaram os gols do time pernambucano. Dodô descontou para o Tricolor. E o atacante teve a chance de empatar a partida nos acréscimos do segundo tempo. Mas perdeu um pênalti, chutando fraco para a defesa do goleiro Magrão.

O Sport conseguiu a primeira vitória no Brasileirão e chegou a quatro pontos. O Fluminense segue mal e está com apenas um ponto na penúltima colocação, somente à frente do Ipatinga.

Na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, o Sport terá uma missão difícil fora de casa contra o Internacional. O jogo no sábado, às 18h10m, no Beira-Rio, terá um gosto de vingança para os gaúchos, que foram eliminados há duas semanas da Copa do Brasil pelo time pernambucano. O Fluminense terá um clássico pela frente contra o Flamengo, no domingo, às 18h10m, no Maracanã. Mas antes disso, Sport e Flu têm partidas decisivas na Copa do Brasil e na Taça Libertadores, respectivamente.

Sport sai na frente

Os clubes entraram em campo com equipes mistas. O Sport, com apenas quatro titulares - Magrão, Luisinho Netto, Daniel Paulista e Carlinhos Bala -, pensava no duelo contra o Vasco pela semifinal da Copa do Brasil. Já o Fluminense, que escalou três titulares - Fernando Henrique, Arouca e Dodô -, vai enfrentar na próxima quarta-feira o Boca Juniors, em Buenos Aires, pela semifinal da Taça Libertadores.

Com o campo em péssimas condições e escorregadio por causa de uma chuva que caiu em Recife momentos antes da partida, o Fluminense começou melhor. Arouca conseguia fazer bem a ligação com o ataque, e Dodô dava trabalho aos marcadores.

Aos 15 minutos, David cruzou para a área, a defesa do Sport parou pedindo impedimento, e Romeu cabeceou para a grande defesa de Magrão, que espalmou para escanteio. Pouco depois, Dodô recebeu na área e foi desarmado ao tentar o drible. O atacante poderia ter chutado.

Luciano Henrique tentou levou o Sport para o ataque com dois chutes. O primeiro foi para fora e o segundo parou nas mãos de Fernando Henrique. Mas a principal arma do time pernambucano era explorar os cruzamentos para a área com Luisinho Netto. E em um lance de bola parada, o Sport abriu o placar. Roger sofreu falta na entrada da área. Júnior Maranhão soltou a bomba no canto em que estava Fernando Henrique, que se esticou, mas não conseguiu tocar na bola: 1 a 0!

O empate tricolor quase veio em seguida em um chute de longe de Romeu. A bola bateu no travessão. A última chance do primeiro tempo foi do Sport. Junior Maranhão avançou pelo meio e tocou para Roger, que estava livre na área tricolor. O atacante chutou rasteiro, e Fernando Henrique defendeu com o pé, evitando o segundo gol pernambucano.

Dodô perde pênalti e a chance do empate

Para o segundo tempo, Nelsinho Baptista resolveu poupar mais um titular e tirou Luisinho Netto para a entrada de Diogo. O Sport recuou e passou a tentar explorar o contra-ataque. Mas não tinha sucesso. O Fluminense sentia falta de um armador. O lateral Carlinhos até buscava algumas jogadas, mas era parado com faltas. E os primeiros 15 minutos foram sem emoção.

A primeira chance de gol só surgiu quando Luciano Henrique passou entre dois marcadores e chutou da entrada da área. A bola subiu muito e passou por cima do travessão.

O auxiliar Vinícius Eutrópio, que comandou o time no lugar de Renato Gaúcho, resolveu mudar o Fluminense. Marinho e Alan entraram na equipe. O time melhorou e passou a pressionar o Sport. Marinho, de 17 anos, mostrava habilidade e criava boas jogadas. Ele tocou para Alan, que chutou rasteiro para fora. Aos 31 minutos, Dodô arriscou de fora da área, e Magrão espalmou para escanteio. O atacante ainda tentou mais uma vez, de cabeça, mas Fábio Gomes salvou em cima da linha após a bola passar pelo goleiro Magrão.

Mas quando o Fluminense estava melhor, o Sport ampliou. Carlinhos Bala encontrou Leandro Machado livre na área. O atacante, em posição de impedimento, chutou com força no canto direito de Fernando Henrique. O goleiro nada pôde fazer.

Aos 41 minutos, Alan ainda completou para o gol após uma confusão na área. Mas o árbitro Leandro Vuaden marcou de forma correta o impedimento e anulou o lance tricolor.

Quando o jogo parecia resolvido, o Fluminense reagiu. Aos 44 minutos, Dodô cobrou falta com perfeição no ângulo esquerdo de Magrão: 2 a 1. Mas no minuto seguinte, o atacante parou de sorrir. Leo sofreu pênalti de César. Dodô pegou a bola e poderia ser o herói do empate tricolor. Mas o atacante bateu fraco, no canto esquerdo de Magrão. O goleiro do Sport defendeu. E garantiu a vitória do Leão!

Ficha do Jogo
SPORT 2X1 FLUMINENSE
Sport
esquema 4-4-2
GOL Magrão
LAT Luisinho Netto
(MEI Diogo)
ZAG Gabriel Santos
ZAG César
MEI Fábio Gomes
MEI Daniel Paulista
MEI Everton
MEI Junior Maranhão
(MEI Peter)
MEI Luciano Henrique
ATA Carlinhos Bala
ATA Roger
(ATA Leandro Machado)
Técnico:Nelsinho Baptista
Fluminense
esquema 4-5-1
GOL Fernando Henrique
LAT Carlinhos
ZAG Anderson
LAT Roger
LAT Dieguinho
MEI Fabinho
MEI Maurício
MEI Romeu
(ATA Leo)
MEI David
(ATA Allan)
MEI Arouca
(ATA Marinho)
ATA Dodô
Técnico:Renato Gaúcho

Brasileirão 2008
3ª Rodada Dom, 25/05/2008, 16h00
Gols 1ª Tempo
23' - Junior Maranhão (SPT)

2ª Tempo
36' - Leandro Machado (SPT)
43' - Dodô (FLU)

Cartão Amarelo:César (SPT),Fábio Gomes (SPT),Roger (SPT), Everton (SPT),Romeu (FLU),Anderson (FLU),Carlinhos (FLU)

Cartão Vermelho:Gabriel Santos (SPT)
Público 16.933 pagantes

Arbitragem
Leandro Pedro Vuaden
Julio Cesar Rodrigues Santos (RS)
Altemir Hausmann (RS)

GOIÁS 1X1 IPATINGA
Com menos dois em campo, Goiás consegue o empate com Ipatinga

Tudo bem que o jogo foi de baixo nível técnico. Mas o empate acabou com sabor de vitória para o Goiás, neste domingo, no Serra Dourada. O time teve desvantagem númerica a partir dos 24 minutos do segundo tempo e terminou o jogo com nove em campo, mas suportou a pressão do Ipatinga e o jogo ficou 1 a 1.

Júlio César e Paulo Henrique (num lance discutível) foram os jogadores expulsos do Goiás. Paulo Baier, de falta, no primeiro tempo, e Neto Baiano, no segundo, fizeram os gols das equipes goiana e mineira, que continuam sem vencer no Campeonato Brasileiro

A equipe goiana está agora com dois pontos ganhos, enquanto a mineira marcou seu primeiro ponto na Série A. Os dois clubes jamais haviam se enfrentado na Série A.

Gol no início

Com o uniforme reserva, todo de branco, apesar do mando de campo, o Goiás entrou com uma mudança no ataque. Alex Terra começou no lugar de Anderson Aquino para dar mais velocidade. E a equipe conseguiu em cinco minutos acabar com um jejum de gols desde 6 de abril. Quase aconteceu no primeiro minuto, mas Paulo Baier escorregou na área na hora de bater. O camisa 10, no entanto, não desperdiçou uma falta na entrada da área. Marcou um golaço. Bateu com categoria, sem defesa, no ângulo direito de Fred: 1 a 0 Goiás. O grito de gol engasgado, finalmente, saiu.

Na verdade, essa foi a única boa jogada do Goiás no primeiro tempo. O time recuou após o gol e estava lento no contra-ataque. Os laterais não avançavam e o meio-campo pouco criava. Parecia que se aproveitava do forte calor em Goiânia como pretexto para cadenciar o jogo. Alex Terra bem que se movimentava na frente, mas pouco adiantava.

Do lado do Ipatinga, a primeira boa jogada só surgiu também num lance de bola parada. Marcelo Costa bateu, a bola desviou na barreira e acertou o travessão aos 15 minutos. Aos 20, Edimar arrancou pela esquerda, tabelou com Neto Baiano e, pelo meio, bateu da entrada da área, para fora, assustando Harlei.

O time mineiro só passou a incomodar por volta dos 30, quando Willian fez boa tabela pela esquerda, mas se chocou com o goleiro Harlei. Na sobra, Gerson Magrão tocou pelo alto, para fora.

Perigo de gol mesmo do Ipatinga surgiu aos 37, novamente em cobrança de falta. Neto Baiano mandou uma bomba de longa distância que fez o goleiro Harlei voar para espalmar a escanteio. Quatro minutos depois, o mesmo Neto Baiano teve a oportunidade de empatar a partida, mas bateu fraco. Harlei não teve muito trabalho para defender. Depois que o ábitro apitou o fim do primeiro tempo, o técnico Giba lamentou que o Ipatinga tenha dominado mas saído com a derrota parcial.

- O time está dominando o jogo. Só que a bola do adversário entra e a da minha equipe bate na trave - disse Giba.

Apesar da vitória parcial na partida, a torcida do Goiás vaiou a equipe e fez cantos ofensivos ao volante Ramalho, que durante a semana elogiou a torcida do clube rival, o Vila Nova.

Reação mineira

Em busca do primeiro gol na Série A, o Ipatinga mexeu no ataque para o segundo tempo. Saiu Willian, entrou Ricardinho. Mas foi o Goiás que começou no ataque. Paulo Baier cobrou falta na direita, e Alex Terra cabeceou para fora. Aos 10, o lateral Vítor, que no primeiro tempo estava apagado, arrancou pela direita e bateu de fora da área com perigo. Fred fez sua primeira defesa importante na partida.

O árbitro Jaílson Macedo de Freitas poderia ter punido rigorosamente dois jogadores que deram tapa. Primeiro foi Fernando, do Goiás, em Renato, do Ipatinga. Depois, foi Ricardinho, do time mineiro, em Schwenck, da equipe goiana.

Aos 16, Paulo Baier, melhor no jogo, lançou na direita para Schwenck. O goleiro Fred saiu mal e o atacante não soube aproveitar, batendo para fora. Três minutos depois, Gerson Magrão desperdiçou a primeira chance do Ipatinga, ao bater para fora, em vez de centrar na área para Ricardinho, sem marcação.

O técnico Giba sacou Edimar, que vinha bem no jogo, para pôr Rodriguinho. No Goiás, Felipe entrou no lugar de Schwenck, que não marca há sete partidas. Aos 25, Júlio César, que tinha cartão amarelo, cometeu outra falta e ganhou o vermelho. Com isso, o técnico Vadão tirou Paulo Baier e colocou Alex Ferreira, para compor o setor. A torcida chamou o técnico de "burro!". Logo depois, o treinador do Alviverde goiano pôs o volante Amaral no lugar de Evandro, para assegurar a vitória. Na equipe mineira, Giba trocou Jackson por Adeílson em busca do empate.

Aos 32, Adeílson sofreu falta de Paulo Henrique, que também ganhou cartão vermelho numa atitiude rigorosa do árbitro. O Goiás ficava com nove em campo. Dois minutos depois, o gol de empate do Ipatinga. Marcelo Costa cruzou na cabeça de Neto Baiano, que cabeceou firme, para baixo, sem chance de defesa para Harlei: 1 a 1. O time tentou, sem organização, chegar à vitória, mas esbarrou nas limitações.

Ficha do Jogo
GOIÁS 1X1 IPATINGA
Goiás
esquema 4-4-2
GOL Harlei
LAT Vitor
ZAG Henrique
ZAG Paulo Henrique
LAT Júlio César
MEI Fernando
MEI Ramalho
MEI Evandro
(MEI Amaral)
MEI Paulo Baier
(LAT Alex)
ATA Alex Terra
ATA Schwenck
(MEI Felipe)
Técnico:Vadão
Ipatinga
esquema 4-4-2
GOL Fred
LAT Mariano
ZAG Renato
ZAG Gian
MEI Edimar
(MEI Rodriginho)
MEI Augusto Recife
MEI Marcelo Costa
MEI Jackson
(ATA Adeílson)
MEI Gerson Magrão
ATA Willian
(ATA Ricardinho)
ATA Neto Baiano
Técnico:Giba

Brasileirão 2008
3ª Rodada Dom, 25/05/2008, 16h00
Gols 1ª Tempo
5' - Paulo Baier (GOI)

2ª Tempo
34' - Neto Baiano (Ipatinga)

Cartão Amarelo:Fernando (GOI),Alex Terra (GOI),Neto Baiano (Ipatinga),Renato (Ipatinga)

Cartão Vermelho:Júlio César (GOI),Paulo Henrique (GOI)


Público 1.773 pagantes

Arbitragem
Jailson Macedo Freitas
Kleber Moradillo da Silva (BA)
Alessandro Alvaro Rocha de Matos (BA)


ATLÉTICO-PR 1X1 ATLÉTICO-MG
Na estréia dos treinadores, Atléticos empatam em partida feia


Os mais otimistas entre os torcedores dos Atléticos que viram o jogo na Arena da Baixada devem estar pensando que os dois técnicos ainda vão imprimir seus estilos às equipes. Porque a estréia de Roberto Fernandes no Atlético-PR e de Alexandre Gallo no Atlético-MG, no empate em 1 a 1, foi pouco animadora. Sobrou marcação e faltou criatividade na partida, que teve poucos lances de perigo.

O Furacão, que pegará o Palmeiras fora de casa na quarta rodada, chegou à quinta colocação, com cinco pontos, no Campeonato Brasileiro. O Galo, que receberá a Portuguesa, passou a somar três pontos, em 15º lugar.

Preocupação de ambos em se defender

Jogadores animados e querendo mostrar serviço para o novo treinador? O primeiro tempo não teve nada disso. Os dois times começaram a partida mais preocupados em defender e destruir jogadas do que em chegar ao gol adversário.

O Atlético-PR tentava algo em cruzamentos da intermediária, sobretudo com Nei e Netinho, ou em chutes de longe. O Atlético-MG, restrito a contra-ataques que quase nunca funcionavam, só teve uma chance de gol. Mas foi a melhor dos 45 minutos iniciais. Coelho cruzou, e a bola atravessou a área. Calisto dominou e deu ótimo passe para Eduardo, que, cara a cara com Vinícius, pegou mal na bola e isolou.

Com o time mineiro armando uma forte retranca, o Furacão teve dificuldades de chegar à área tocando a bola. Conseguiu isso em um raro contra-ataque, sua especialidade, mas deu o azar de a bola ficar com Alan Bahia na hora de decidir a jogada. Ele esperou demais e chutou em cima do adversário.

No intervalo, o técnico Gallo reclamou do posicionamento do seu time.

- Estamos muito atrás, precisamos jogar mais.

Atacantes entram em campo

Gallo não ficou só no discurso e pôs Marques no lugar do zagueiro Marcos. Do outro lado, Roberto Fernandes também resolveu escalar um companheiro no ataque para Marcelo Ramos, que até então mal tinha tocado na bola, trocando Piauí por Walison.

O Atlético-MG abriu o placar aos dez minutos com a participação de dois jogadores que vinham sendo peças nulas em campo: Almir e Petkovic. O primeiro tentou uma jogada individual e sofreu falta. O segundo aproveitou a desatenção da defesa e cobrou rápido, cruzando para Eduardo se redimir do erro no primeiro tempo e marcar.

O empate não demorou a sair. Aos 16, Wallyson foi à ponta e cruzou. Marcelo Ramos se antecipou a Leandro Almeida e cabeceou para a rede. Gallo se preparava para pôr mais um atacante em campo quando Eduardo recebeu o cartão vermelho por atingir Chicão de forma estabanada.

Com um a mais em campo, o Atlético-PR foi ao ataque, apostando principalmente nos cruzamentos de Nei pela direita. Porém, esbarrou na zaga alvinegra e no goleiro Juninho, recebendo vaias da torcida ao final da partida.

Ficha do Jogo
ATLÉTICO-PR 1X1 ATLÉTICO-MG
Atlético-PR
esquema 4-4-2
GOL Vinícius
LAT Nei
ZAG Danilo
ZAG Alex Fraga
LAT Piauí
(ATA Wallyson)
MEI Chicão
(MEI Irênio)
MEI Valencia
MEI Alan Bahia
MEI Netinho
ATA Marcelo Ramos
ATA Rogerinho
(ATA Choco)
Técnico:Roberto Fernandes
Atlético-MG
esquema 4-4-2
GOL Juninho
ZAG Marcos
(ATA Marques)
ZAG Leandro Almeida
ZAG Vinícius
LAT Coelho
MEI Renan
MEI Márcio Araújo
(MEI Rafael Miranda)
MEI Petkovic
MEI Calisto
ATA Almir
ATA Eduardo
Técnico:Gallo

Brasileirão 2008
3ª Rodada Dom, 25/05/2008, 18h10
Gols
2ª Tempo
16' - Marcelo Ramos (APR)
10' - Eduardo (CAM)

Cartão Amarelo:Renan (CAM),Petkovic (CAM),Calisto (CAM),Almir (CAM),Alex Fraga (APR),Alan Bahia (APR),Netinho (APR),Choco (APR)

Cartão Vermelho:Eduardo (CAM)

Público 14.741 pagantes
Renda R$ 228.390,00
Arbitragem

Emerson Luiz Sobral
Fernando Lopes (SC)
Luciano José Coelho Cruz (PE)

BOTAFOGO 1X1 VASCO
Com muitos reservas, Botafogo e Vasco empatam clássico apimentado


Com times repletos de reservas e com o pensamento mais nas semifinais da Copa do Brasil, Botafogo e Vasco empataram por 1 a 1 neste domingo, no Engenhão, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. Apesar da ausência de muitos titulares, o jogo foi animado, com várias chances de gol, bola na trave, expulsão e um pênalti polêmico nos minutos finais.

Com o resultado, as duas equipes chegaram a quatro pontos na competição. No sábado, o Vasco encara o Grêmio, em São Januário. O Botafogo, por sua vez, encara o Náutico, nos Aflitos, em Recife. Antes, decidem vaga na final do Copa do Brasil. Na quarta-feira, o Vasco enfrenta o Sport em São Januário. E o Botafogo enfrenta o Corinthians no Morumbi.

Vasco abre placar com menos de um minuto

Com maioria de torcedores no estádio administrado pelo adversário, o Vasco não deu tempo nem para o Botafogo se aquecer. Com 50 segundos, Alex Teixeira cobrou escanteio, a zaga alvinegra falhou, e Eduardo Luiz aproveitou para abrir o marcador. Com a superioridade no placar e na arquibancada, o time visitante passou a atuar nos contra-ataques, aproveitando a velocidade de Jean e Alex Teixeira.

Após o gol, o Botafogo passou a tomar conta do jogo, principalmente com lances criados por Carlos Alberto. Marcado de perto, ora por Eduardo Luiz, ora por Luizão, o meia tentava sair de seus perseguidores na base da velocidade. No entanto, o Alvinegro não tinha poder para superar o bloqueio na entrada da área e assustava o Vasco em lances de bola parada.

Com apenas Alan Kardec no ataque, o Vasco pouco assustava. O atacante teve uma boa chance aos 28, após falha de Bruno Costa. O zagueiro alvinegro perdeu a bola para Alex Teixeira, que serviu o camisa 19. O atacante vascaíno perdeu a passada e chutou errado, desperdiçando uma ótima chance de ampliar. O Vasco teve as melhores oportunidades do primeiro tempo. Aos 38, Alan Kardec, novamente, cobrou falta da entrada da área e a bola explodiu na trave esquerda.

Pênalti no fim garante empate para o Botafogo

Para o segundo tempo, o técnico Cuca apostou na entrada do 'titular' Jorge Henrique na vaga de Abedi. Já no Vasco, o chileno Villanueva substituiu Jean, que deixou o jogo com a perna direita sangrando devido a uma entrada grosseira de Bruno Costa. E logo com um minuto, Antônio Lopes ficou sem o lateral-esquerdo estreante Valmir, com uma entorse no tornozelo esquerdo. Bruno Gallo entrou em campo.

O Botafogo seguia dependente dos lances de Carlos Alberto, que não repetiu a boa atuação da etapa inicial. Mas o time de General Severiano tomou a iniciativa, enquanto o Vasco seguia tentando segurar o resultado.

Após 15 minutos praticamente sem atacar, o Vasco foi à frente. Alex Teixeira dominou pelo lado direito e chutou na rede pelo lado de fora, enganando muitos vascaínos, que chegaram a comemorar. Aos 23, o Botafogo perdeu ótima chance. Carlos Alberto dominou dentro da área e chutou cruzado, Renato Silva escorou livre na pequena área, mas colocou por cima.

A situação do Vasco piorou com a expulsão do volante Pablo, aos 28, por falta em Jorge Henrique. O Botafogo aumentou a pressão e conseguiu o empate aos 41 minutos. Fábio disputou a bola com Vítor e caiu na área após um agarra-agarra. Apesar das reclamações dos vascaínos, o juiz apontou a marca de pênalti. Lucio Flavio, outro titular absoluto que entrou na segunda etapa, cobrou bem e empatou. O Alvinegro seguiu pressionando nos minutos finais, mas não conseguiu desempatar.

Ficha do Jogo
BOTAFOGO 1X1 VASCO
Botafogo
esquema 4-4-2
GOL Renan
LAT Alessandro
ZAG Renato Silva
ZAG Bruno Costa
MEI Zé Carlos
(ATA Alexsandro)
MEI Túlio
(MEI Lucio Flavio)
MEI Thiaguinho
MEI Abedi
(ATA Jorge Henrique)
MEI Diguinho
MEI Carlos Alberto
ATA Fábio
Técnico:Cuca
Vasco
esquema 3-5-2
GOL Roberto
ZAG Eduardo Luiz
ZAG Vilson
ZAG Luizão
LAT Edu
MEI Pablo
MEI Souza
LAT Valmir
(MEI Bruno Gallo)
ATA Alex Teixeira
(MEI Vítor)
ATA Jean
(ATA Villanueva)
ATA Alan Kardec
Técnico:Antônio Lopes

Brasileirão 2008
3ª Rodada Dom, 25/05/2008, 18h10
Gols 1ª Tempo
1' - Eduardo Luiz (VAS)

2ª Tempo
40' - Lucio Flavio (BOT)

Cartão Amarelo:Luizão (VAS),Vilson (VAS),Roberto (VAS),Souza (VAS),Carlos Alberto (BOT),Bruno Costa (BOT)

Cartão Vermelho:Pablo (VAS)
Público 14.677 pagantes
Renda R$ 19.694.000,00
Arbitragem
Luiz Antonio Silva Santos
Marco Aurelio dos Santos Pessanha (RJ)
Wagner de Almeida Santos (RJ)

PORTUGUESA 1X1 PALMEIRAS
Alex Mineiro perde pênalti, e Palmeiras empata com a Portuguesa

A organização da Portuguesa parou a técnica do Palmeiras. Sem grande brilho e por vezes até sonolento, o campeão paulista não passou de um empate por 1 a 1 com a Lusa no início da noite deste domingo. Os gols foram marcados por David e Diogo, um em cada tempo. O jogo, com mando de campo do clube do Canindé, foi realizado no Pacaembu graças a um acordo entre as duas equipes. O mesmo acontecerá no segundo turno.

Com o resultado, o time de Vanderlei Luxemburgo perdeu a chance de migrar para o bloco de cima da tabela após as três primeiras rodadas do Brasileirão. A equipe de Vágner Benazzi, sem tanta verba para investir, vive situação contraditória: tem o direito de comemorar o placar, mas vê com preocupação a tabela do Nacional.

O Palmeiras chegou a quatro pontos, em um discreto 10º lugar. A Portuguesa, ainda sem vencer na competição, tem apenas dois, em 18º, na zona de rebaixamento. Na próxima rodada, o Verdão recebe o Atlético-PR no domingo. No mesmo dia, a Lusa visita o Atlético-MG.

Caiu na área, é pênalti. Ou não

Nem Valdivia, nem Denílson. Nem Diogo, nem Christian. O grande protagonista do primeiro tempo no Pacaembu foi o árbitro Sálvio Spinola Fagundes Filho. Foram quatro lances de pênalti, dois para cada lado. Nenhum deles foi escandaloso, daqueles de fazer o torcedor ranger os dentes de raiva, mas houve irregularidades em todos. Três foram ignorados - Élder Granja puxou Edno com cinco minutos, Halisson deu joelhada nas costas de Valdivia aos oito e Pierre deslocou Diogo aos nove. O único assinalado foi o de Bruno Rodrigo em Denílson, bem depois, aos 32 minutos. Alex Mineiro cobrou e acertou a trave direita.

Mas o Palmeiras abrira o placar antes. Amplamente superior na metade inicial do primeiro período, o time de Vanderlei Luxemburgo chegou ao gol com seu principal veneno, a habilidade de Valdivia. O chileno tramou jogada pela esquerda, deixou dois para trás e rolou para o zagueiro David mandar um chute cruzado, rasteiro. O goleiro Gottardi até tocou na bola, mas foi insuficiente. Ela entrou mansinha na lateral da rede: 1 a 0 para o Verdão.

Eram 20 minutos de jogo. Antes, Alex Mineiro havia perdido boa chance em cruzamento de Granja. O centroavante concluiu para fora, rente à trave esquerda. Depois do gol, o Palmeiras parou. Vanderlei Luxemburgo quase invadiu o gramado para dar umas boas palmadas em seus jogadores, que resolveram enfeitar. Valdivia, Henrique e Martinez ensaiaram algumas gracinhas e quase levaram a pior. A sorte para os palmeirenses é que a Portuguesa esteve longe de ser um time eficaz.

Com três zagueiros, Benazzi mandou o time a campo para segurar a visível superioridade técnica do adversário. Mas o time desencaixou. Nasceram espaços enormes entre os setores. A criação, a cargo apenas de Preto, foi insuficiente. Resultado: Diogo e Christian tiveram que recuar para buscar o jogo e acabaram fragilizando o ataque. A única boa chance da Lusa foi aos 25 minutos, em cobrança de falta do ala Edno. A bola passou sobre o gol.

Portuguesa melhora no etapa final e empata

O esquema 3-5-2 da Portuguesa foi pelos ares no intervalo. Necessitado de maior poder ofensivo, Benazzi tirou o zagueiro Marco Aurélio e colocou o atacante Ralph. Deu certo. A Lusa voltou mais encorpada e aproveitou a sonolência do Palmeiras para empatar o jogo. Aos 13 minutos, Diogo, melhor jogador da equipe do Canindé, recebeu em profundidade de Claudecir, pela direita, e chutou cruzado, forte, longe do alcance de Marcos: 1 a 1. Minutos antes, o mesmo Diogo havia obrigado o goleiro palmeirense a praticar bela defesa.

O gol provocou duas reações naturais: avanço do Palmeiras, recuo da Portuguesa. Os alviverdes partiram para a pressão, circularam nas redondezas da área adversária e arriscaram chutes de média distância, mas sem sucesso. O jogo terminou mesmo 1 a 1.

Ficha do Jogo
PORTUGUESA 1X1 PALMEIRAS
Portuguesa
esquema 3-5-2
GOL Gottardi
ZAG Bruno Rodrigo
ZAG Marco Aurélio
(ATA Ralph)
ZAG Halisson
LAT Wilton Goiano
MEI Dias
MEI Claudecir
MEI Edno
MEI Preto
(MEI Sidnei)
ATA Diogo
ATA Christian
(MEI Rogério)
Técnico:Vágner Benazzi
Palmeiras
esquema 4-4-2
GOL Marcos
LAT Élder Granja
(MEI Fabinho Cabixaba)
ZAG David
ZAG Henrique
LAT Leandro
MEI Pierre
MEI Leo Lima
MEI Martinez
(ATA Kléber)
MEI Valdivia
ATA Alex Mineiro
(ATA Lenny)
MEI Denílson
Técnico:Vanderlei Luxemburgo

Brasileirão 2008
3ª Rodada Dom, 25/05/2008, 18h10
Gols 1ª Tempo
21' - David (PAL)

2ª Tempo
14' - Diogo (Portuguesa)

Cartão Amarelo:Pierre (PAL),Valdivia (PAL),Martinez (PAL),Dias (Portuguesa),Bruno Rodrigo (Portuguesa),Rogério (Portuguesa)

Público 6.428 pagantes

Arbitragem
Sálvio Spinola Fagundes Filho
Márcio Luiz Augusto (SP)
Ednilson Corona (SP)

GP de Mônaco

Hamilton escapa de incidentes e vence corrida maluca em Mônaco



Em uma corrida maluca, Lewis Hamilton, da McLaren, venceu o GP de Mônaco neste domingo. A prova teve muitos imprevistos e começou com pista molhada no Principado. Robert Kubica, da BMW Sauber, foi o segundo e Felipe Massa, da Ferrari, ficou com a terceira posição.

A Ferrari, aliás, foi grande responsável pelo triunfo de Hamilton. Felipe Massa recuperou a liderança antes da primeira rodada de pit stops e a equipe apostou em um carro mais pesado e pneus intermediários. Com isso, o brasileiro teve de andar em um ritmo lento enquanto a pista secava. E, na segunda parada, o time italiano ainda se atrasou nos boxes, o que fez Massa cair para a terceira posição.

Mark Webber, da RBR, fez uma excelente corrida e chegou na quarta posição, seguido pelo alemão Sebastian Vettel, da STR, que marcou os primeiros pontos do ano. Rubens Barrichello, da Honda, não errou durante toda a prova e foi premiado com um sexto lugar que encerrou uma seqüência de 22 corridas sem pontuar na Fórmula 1 (desde o GP do Brasil de 2006).

Kazuki Nakajima, da Williams, chegou em sétimo no dia em que Frank Williams comemorava seu 600º GP na Fórmula 1. Heikki Kovalainen, da McLaren, que teve problemas na largada, andou muito rápido e fechou a zona de pontuação.



Kimi Raikkonen acaba com excelente corrida de Adrian Sutil
Líder do campeonato, Kimi Raikkonen teve o último erro da prova. O finlandês perdeu o carro na freada para a chicane do Porto, logo após o túnel, e acertou a traseira de Adrian Sutil, da Force India, que estava em quarto após uma excelente corrida. O alemão foi forçado a abandonar e o piloto da Ferrari teve apenas de trocar o bico, mas saiu da zona de pontuação.

A corrida, aliás, foi cheia de incidentes. A chuva que caiu antes da largada deixou a pista molhada e os pilotos foram obrigados a largar com os pneus intermediários. Menos Kimi Raikkonen, que trocou os pneus a menos de três minutos para a saída para a volta de apresentação - o que é proibido pelo regulamento. Ele recebeu uma punição e teve de fazer um drive-through mais tarde.

Heikki Kovalainen foi outro que teve problemas na largada. Sua McLaren ficou parada antes da volta de apresentação e ele teve de largar dos boxes, após todo o grid passar por ele. Hamilton, enquanto isso, ultrapassava Raikkonen e assumia a segunda posição. As condições do tempo pioravam e Felipe Massa abria uma boa vantagem.

As primeiras voltas foram recheadas de pequenos incidentes. Jenson Button perdeu a asa dianteira ao tentar passar a BMW Sauber de Nick Heidfeld. Nico Rosberg precisou de um novo bico após acertar a traseira de Fernando Alonso. Já Timo Glok, da Toyota, rodou três vezes na quarta volta e acertou o muro com o aerofólio na curva Anthony Noghes.

O próximo a errar seria Hamilton, quando acertou o guard rail na curva da Tabacaria com o pneu traseiro direito. Ele teve de fazer um pit stop extra para trocá-lo. O inglês da McLaren conseguiu voltar em quinto, carregado de combustível. Ele ainda foi ajudado, duas voltas mais tarde, quando o safety car entrou na pista por causa das batidas de David Coulthard e Sebastien Bourdais na curva do Cassino.

Alonso também saiu com o pneu traseiro avariado nesta volta e aproveitou para mudar para pneus de chuva forte na ocasião. Ele começou a andar muito rápido, mas acabou colidindo com Nick Heidfeld na Loews, quebrando a asa dianteira de seu carro e furando o pneu do alemão da BMW Sauber.

Os incidentes deixaram Kubica em segundo, antes da escapada de Felipe Massa na 15ª volta. Ele errou na Saint Devote e perdeu o primeiro lugar para o polonês. Mas o brasileiro recuperou a posição pois ficou seis voltas a mais que o rival na pista antes do primeiro pit stop. Hamilton, no entanto, já liderava com uma boa vantagem.

O inglês estava rápido e, com o erro de estratégia da Ferrari, conseguiu abrir uma diferença de mais de 40 segundos antes de seu segundo pit stop, na 53ª volta. Ele voltou ainda em primeiro. Massa e Kubica pararam de novo para trocar os pneus para os de pista seca e o polonês superou o brasileiro no retorno à pista.

Na 61ª volta, Nico Rosberg bateu muito forte na entrada do S da Piscina e provocou a segunda entrada do safety car. Os carros ficaram juntos mais uma vez, mas a ordem dos três primeiros foi mantida até o fim da corrida.

Resultado Final:
melhor volta: Kimi Raikkonen (Ferrari) - 1m16s684
Piloto
Equipe
Tempo

1 L. Hamilton (ING) McLaren 76 voltas em 2h00m42s742
2 R. Kubica (POL) BMW Sauber a 3s064
3 F. Massa (BRA) Ferrari a 4s811
4 M. Webber (AUS) RBR a 19s295
5 S. Vettel (ALE) STR a 24s657
6 R. Barrichello (BRA) Honda a 28s408
7 K. Nakajima (JAP) Williams a 30s180
8 H. Kovalainen (FIN) McLaren a 33s191
9 K. Raikkonen (FIN) Ferrari a 33s792
10 F. Alonso (ESP) Renault a 1 volta
11 J. Button (ING) Honda a 1 volta
12 T. Glock (ALE) Toyota a 1 volta
13 J. Trulli (ITA) Toyota a 1 volta
14 N. Heidfeld (ALE) BMW Sauber a 4 voltas
15 A. Sutil (ALE) Force India a 9 voltas/acidente
16 N. Rosberg (ALE) Williams a 17 voltas/acidente
17 N. Piquet (BRA) Renault a 29 voltas/acidente
18 G. Fisichella (ITA) Force India a 40 voltas/câmbio
19 D. Coulthard (ESC) RBR a 69 voltas/acidente
20 S. Bourdais (FRA) STR a 69 voltas/acidente

SPORTS HISTORY BRASIL:Santos

O Santos Futebol Clube é um clube brasileiro de futebol, fundado em 1912, com sede em Santos, São Paulo.

O clube é conhecido no mundo inteiro por ter revelado o "Atleta do Século" (nomeado em 1999 pelo COI), Pelé, que começou sua carreira no Santos em 1956, com apenas 16 anos de idade. Na década de 1960, ele foi a principal estrela do maior esquadrão de todos os tempos, que obteve várias glórias ao redor do globo, entre elas os Mundiais Interclubes de 1962 e 1963.

Em 20 de janeiro de 1998, o Santos tornou-se a primeira equipe na história do futebol a alcançar a marca de 10 mil gols. Em 26 de agosto de 2005, atingiu a marca de 11 mil.

História
Foi no início do século XX que a Cidade de Santos começou a realmente ser de grande importância para o Brasil. O porto despontava como um dos maiores do mundo. Por ele, passava a maior parte do café, produto forte na época, exportado pelo país. A vida social do município crescia rápido movida ao dinheiro dos barões do café e de seus negócios milionários com o porto. Em 1912, Santos já era a principal cidade exportadora de café do mundo. Os negócios iam bem e a cidade atraía cada vez mais o dinheiro dos fazendeiros do Interior.

No entanto, na parte esportiva só se praticavam esportes aquáticos, remo principalmente. Pouco se falava em futebol. Os raros praticantes eram pertencentes a famílias inglesas, que começavam a difundir a idéia do desporto no País.

Foi nessa mesma época que três brasileiros legítimos se apaixonaram pelo esporte bretão. Mário Ferraz, Argemiro de Souza e Raymundo Marques decidiram, no mesmo ano, que a cidade já estava precisando ter um clube de futebol realmente seu, com características que fugissem do estilo inglês e mostrassem a cara do Brasil.

Primeiros anos
Havia menos de 20 anos que o jovem Charles Miller, precursor do futebol no Brasil, havia aportado em Santos com as duas primeiras bolas de futebol utilizadas no País, quando três esportistas santistas resolveram fundar um clube de tal esporte, até então pouco praticado na cidade. A fundação do Santos Futebol Clube deu-se a 14 de abril de 1912, domingo, por iniciativa de Raymundo Marques, Mário Ferraz de Campos e Argemiro de Souza Júnior, três esportistas da cidade, que convocaram uma assembléia, por volta das 14 horas, na sede do Clube Concórdia (localizado na Rua do Rosário — atual Avenida João Pessoa), para a criação de um time de futebol. Durante a reunião, foi discutido o nome para a agremiação, dentre as sugestões estavam: Concórdia, Euterpe e Brasil Atlético. Mas os participantes da reunião, por unanimidade, aceitaram a proposta de Edmundo Jorge Araújo: a denominação Santos Foot-ball Clube. O primeiro presidente do clube, eleito na reunião, foi Sizino Patusca.

Na mesma reunião foram decididas as cores do clube. O uniforme oficial escolhido era constituído por uma camisa com listras verticais azuis e brancas, separadas por um fio dourado, em homenagem ao Clube Concórdia, local daquela reunião.

Na noite daquela data distante, enquanto nascia o clube, o Titanic afundava nas águas geladas do Oceano Atlântico Norte. Um grande titã mundial substituía o outro. E não haveria data melhor para nascer o clube que dominaria o futebol mundial por muitos anos. Isso porque, em 14 de abril de 1895, portanto 17 anos antes, aconteceu a primeira partida de futebol no Brasil, organizada por Charles Miller.

O primeiro jogo-treino[6] foi realizado no dia 23 de junho, contra um combinado chamado Thereza Team. O Alvinegro, até então tricolor, venceu por 2 a 1, com gols marcados por Anacleto Ferramenta da Silva e Geraule Moreira Ribeiro. O primeiro jogo oficial[7] ocorreu apenas em 15 de setembro daquele ano. O Santos venceu na estréia o Santos Athletic Club por 3 a 2. O primeiro gol oficial da história do clube foi marcado por Arnaldo Silveira.

Ary Patuska, filho do primeiro presidente do clube, Sizino Patuska, foi o primeiro brasileiro a jogar em um clube estrangeiro[8]. Como era costume naquele tempo, Ary Patuska havia sido mandado por seu pai para estudar na Suíça. Lá, entrou para o Brühl St. Gallen e foi campeão suíço de futebol, chegando até a jogar na seleção helvética. Depois de quatro anos na Europa, retornou ao Santos. Foi o artilheiro do time em 1915, com 19 gols.

O ataque dos 100 gols
De 1921 a 1926, o Santos fez campanhas fracas no Campeonato Paulista, mas foi o período necessário para o surgimento da primeira geração do que se tornaria uma tradição no Alvinegro: descoberta e criação de jovens talentos.

A equipe de jovens garotos que formaria o ataque dos 100 gols, consagrando o Santos no cenário nacional, começou a ser gerada em 1923 com a chegada do jovem Araken Patusca, então com 16 anos. Na mesma época entraram para a equipe outros atletas de baixa idade.

Quatro anos após a chegada desses jovens, e com a inclusão de alguns nomes como o do extraordinário artilheiro Feitiço, o Santos estreava no Campeonato Paulista aplicando uma goleada, o que se repetiria por diversas vezes na competição. A vítima foi a equipe do Ypiranga, o jogo ficou em 12 a 1, com 7 gols de Araken Patusca. Foi o recorde de gols em uma única partida, só sendo superado 37 anos depois por Pelé.

Durante toda a disputa estadual o clube venceu por placares elásticos, o que resultou em 100 gols pró, média de 6.25 gols por partida. Mas a excelente campanha não foi coroada. No último jogo, quando o Peixe precisava de apenas um empate, foi derrotado pelo Palestra Itália, por 3 a 2, em partida muito conturbada. O Santos seria ainda vice-campeão em 1928 e 1929, sempre fazendo muitos gols. Em 1931 foi novamente vice-campeão, mas Araken Patusca não estava mais no clube (retornaria em 1935).

O ataque que entrou para a História como a famosa "linha dos 100 gols" era formado por Siriri, Camarão, Feitiço, Araken Patusca e Evangelista. Essa escalação foi ouvida por décadas, repetidas como um verso popular pelos torcedores de futebol de várias partes do país.

O marco histórico do ataque dos 100 gols foi resultado de um trabalho de características que, mais tarde, valeriam um trecho do hino oficial do clube: "Técnica e Disciplina".

Os lendários substantivos surgiram após dois confrontos amistosos contra a equipe do Vasco da Gama, onde o Peixe venceu os dois jogos, e foi chamado por jornalistas de o "Campeão da Técnica e da Disciplina".

Campeão Paulista de 1935
Desde os primeiros anos de existência, o quadro de futebol do Santos obteve êxitos memoráveis, tanto em jogos locais como internacionais mas demoraria para conquistar o primeiro título importante, pois bastava superar a estrutura de seus rivais estaduais da Capital, que contavam com grande torcida, força política e financeira.

O inédito título de campeão estadual, o mais importante que disputava — já que as competições nacionais ainda eram incipientes —, aconteceu em 1935, após um declínio dois anos antes, em razão do início do profissionalismo no futebol brasileiro.

A final daquele campeonato aconteceu em 17 de novembro, no Parque São Jorge, casa do rival. O resultado foi 2 a 0 contra o Corinthians, com gols marcados por Raul Cabral Guedes e Araken Patusca. Assim, o Santos FC conquistava seu primeiro título paulista.

Era Pelé
O prenúncio da grande fase do Santos FC começou em 1955, quando voltou a ser campeão paulista, com um time em que se destacavam, entre outros, Zito, Ramiro, Formiga e Vasconcelos.

Em 1956, chegaria à Vila Belmiro, trazido pelas mãos de Valdemar de Brito, o menino Pelé, de 15 anos, que deu de novo impulso à história do Santos, levando-o a conquistas que enalteceram o futebol brasileiro no planeta. O time do Santos vinha de grandes campanhas, sendo bicampeão paulista em 1955-1956, apresentando os craques Pepe e Zito, dentro outros. Com Pelé, o time se tornaria um dos maiores da História.

Pelé marcou seu primeiro gol com a camisa do Santos num amistoso com o Corinthians de Santo André, jogo em que o time da Vila Belmiro venceu por 7 a 1. Em 1958 ganhou seu primeiro Campeonato Paulista, estabelecendo como artilheiro o recorde de 58 gols que permanece até hoje.

O Santos com Pelé continuou nos anos seguintes a ganhar todas as principais competições que disputava. Em 1959, a conquista do primeiro Torneio Rio-São Paulo e o vice-campeonato da Taça Brasil. Em 1960, mais um paulista. De 1961 até 1965 a hegemonia do futebol brasileiro com cinco Taças Brasil. Em 1962 e 1963, o bi-campeonato sul-americano da Copa Libertadores da América e o bi-campeonato Mundial. Só não ganhou todos os Campeonatos Paulistas de 1958 até 1969 pois o Palmeiras, time conhecido na época por "Academia", conseguiu interromper a sequência de tempos em tempos.

Em 1966, o domínio do futebol nacional foi perdido para o Cruzeiro de Tostão. No âmbito estadual, o título foi do Palmeiras.

Em 1967 o Santos ganharia novamente o Campeonato Paulista e daria início ao seu segundo tri-campeonato da competição. Em 1968 o time com grandes revelações como Clodoaldo, Edu, Abel e Toninho Guerreiro voltaria a conquistar outra série de títulos nacionais e internacionais, como a Recopa Mundial de Clubes Campeões de 1968[9].

No ano de 1969, as conquistas e a fama do Santos eram tão grandes que, em uma excursão pela África, a guerra no Congo Belga, atual República Democrática do Congo, entre forças de Kinshasa e de Brazaville, foram suspensas para que as cidades pudessem assistir aos jogos do time. Logo após as partidas e as homenagens, o conflito recomeçou[10]. Este evento serviu claramente de inspiração para o "Amistoso da Paz", realizado entre as seleções de Brasil e Haiti, em 18 de agosto de 2004[11]. Mas a partir de 1970 a fase hegemônica e dos títulos seguidos acabaria.

Com dívidas devido a investimentos que não deram certo, como o do Parque Balneário, o clube ia vendo seus craques saindo. Compromissos com a CBD para a eleição de João Havelange para presidente da FIFA obrigaram o time a sucessivas excursões por todo o globo, desde a África até a Arábia, o que refletiu no fraco desempenho do time nos campeonatos internos. Em 1973, o Santos ganhou o último Campeonato Paulista com Pelé. Competição que teve uma final muito conturbada, acabando na disputa por pênaltis contra o time da Portuguesa. O erro histórico do árbitro Armando Marques, que encerrou as cobranças quando o Santos vencia por 2 a 0, mas ainda com possibilidade de empate por que restavam ainda duas cobranças da Portuguesa, atrapalhou a conquista certa (Pelé ainda não havia feito sua cobrança), fazendo com que o título daquele ano fosse dividido entre os dois clubes.

Pós-Pelé
Após a Era Pelé, o Santos continuou seu caminho de glórias. Em 1978, o técnico e ex-atleta do Santos Formiga formou um time campeão. Os "Meninos da Vila", apelido dado pela juventude dos atletas da equipe, conquistaram o Campeonato Paulista de 1978. Destacaram-se na época Juary, Nílton Batata, Pita, Aílton Lira, entre outros.

Após isso o time continuou conquistando títulos, como o Campeonato Paulista de 1984, o Torneio Rio-São Paulo de 1997 e a Copa Conmebol (precursora da atual Copa Sul-Americana) de 1998, vencendo ao Rosario Central da Argentina na final. Mas, em 2002, ano em que o clube completou 90 anos, o Santos conquistou, pela primeira vez, o principal torneio nacional, o Campeonato Brasileiro. O time que conseguiu a conquista foi, basicamente, formado na Vila Belmiro. Os novos "Meninos da Vila" viraram febre no Brasil inteiro e a dupla Diego e Robinho se tornou símbolo de um futebol vistoso e alegre, junto de Renato, Elano, Alex e Léo. No ano seguinte, com a base mantida, o Peixe chegou aos vice-campeonatos da Libertadores e do Campeonato Brasileiro.

Em 2004, o time mostrou toda a sua força entre os oito melhores times do continente, perdendo nas quartas-de-finais da Libertadores para o campeão Once Caldas, da Colômbia. No Campeonato Paulista, foi até as semifinais. Porém, o ano foi fechado com chave de ouro com a conquista do segundo título brasileiro[12]. Com uma equipe liderada pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, a base de 2002 e reforços como Ricardinho e Deivid, o time encerrou o torneio de pontos corridos disputando até a última rodada o título com o Atlético-PR e conquistou mais uma vez o Campeonato Brasileiro.

Campanhas recentes
Após 3 anos consecutivos de vitórias, com conquista de dois Campeonatos Brasileiros e chegada a final da Copa Libertadores da América de 2003, o Santos FC começou o ano de 2005 tentando manter o ritmo.

O maior jogador após a Era Pelé, Robinho, permaneceu no clube durante o primeiro semestre. Mas após a sua saída para o Real Madrid, o Santos ficou prejudicado em seu desempenho. Para completar Deivid e Léo também saíram, o que deixou a equipe completamente desfigurada e enfraquecida.

Para restaurar a equipe, o Peixe contratou o craque e ídolo Giovanni, mas que viria apresentar desempenho instável; e dois atacantes repatriados: Luizão, que se mostrou fora de forma; e Cláudio Pitbull, que marcou apenas dois gols.

O ano também foi tumultuado com relação aos técnicos, começando com Oswaldo de Oliveira para a substituição de Vanderlei Luxemburgo, devido a saída do treinador para o Real Madrid. Passaram ainda como treinadores Gallo e Nelsinho Baptista, terminando com Serginho Chulapa, que levou o Santos interinamente. Após fraca atuação na Espanha, Luxemburgo retorna em 2006 como treinador da equipe santista, sinalizando grandes investimentos para o ano da Copa do Mundo.

Em 2006, a equipe foi inteiramente renovada. Várias contratações foram feitas com os campeonatos em andamento, o que prejudicou o conjunto da equipe. Mesmo com esse fator desfavorável, Luxemburgo conseguiu manter a equipe em alto nível de competição durante o Campeonato Paulista e, se aproveitando de que seus principais adversários estavam com as atenções divididas devido a participação na Taça Libertadores da América, o Santos conquistou o Campeonato Paulista de 2006. Foi o fim de um período de 21 anos sem levar a taça da FPF. O time entraria ainda para a história dos recordes como a única equipe que venceu todas as partidas jogadas em seu estádio (10 partidas no total); e que marcou gols em todas as partidas do campeonato (19 partidas no total, marcando 33 gols). O time histórico que consagrou esse título com vitória de 2 a 0 contra a Portuguesa de Desportos, sob a modalidade de pontos corridos, foi composto por Fábio Costa; Luiz Alberto, Julio Manzur e Ronaldo Guiaro; Kléber, Fabinho, Maldonado, Cléber Santana e Rodrigo Tabata; Reinaldo e Geílson. Já pelo Campeonato Brasileiro, conquista direito à disputa da Taça Libertadores da América de 2003 com o 4ª lugar na competição nacional.

Em 2007, com uma campanha impecável na primeira fase do Campeonato Paulista de 2007, o Santos conquista o direito de jogar com vantagem nas fases semifinais e finais do campeonato. Aproveitando-se desta vantagem, o Santos elimina o Bragantino nas semifinais ( 0 X 0 no primeiro e segundo jogos) e o São Caetano na finais (derrota por 2 X 0 no primeiro jogo e vitória por 2 X 0 no segundo jogo), conquistando o bicampeonato paulista (2006 e 2007). O time que conquistou o bi, foi a campo com: Fábio Costa, Maldonado, Adailton, Ávalos e Kléber; Rodrigo Souto, Pedrinho, Cléber Santana e Zé Roberto; Marcos Aurélio e Jonas. Entraram ainda Carlinhos, Rodrigo Tabata e Moraes, que fez o gol do título. Já no Campeonato Brasileiro da Série A de 2007, o Santos ficou com o vice-campeonato e conquistando um das vagas para a Copa Libertadores da América de 2008.

Santos nas Copas
O Santos sempre foi ao longo dos tempos uma equipe que cedeu vários atletas para a Seleção Brasileira. Só de campeões mundiais, o Peixe cedeu 11 atletas. Na história das Copas, o Alvinegro teve 15 de seus jogadores convocados para defender a Seleção, sendo o atacante Araken Patusca o primeiro santista a disputar um Mundial, em 1930, no Uruguai.

Na época havia uma briga entre a Associação Paulista de Esportes Atléticos (Apea) e a Confederação Brasileira de Desportos (CBD), pois nenhum paulista estava na comissão técnica. Por este motivo, a Apea alegou não haver tempo hábil para que chefes de família deixassem tudo organizado e partissem para ficar tanto tempo afastados de casa. Isto fez com que o Brasil embarcasse apenas com jogadores que atuavam no Rio de Janeiro, com exceção de Araken Patusca, único paulista, que estava brigado com o a direção do time santista.

Mas as participações dos jogadores do Santos sempre se notabilizaram pelo número de atletas que foram campeões do Mundo. Em 1958, na Suécia, o Alvinegro cedeu o ponta-esquerda Pepe, além do volante Zito e do Rei do Futebol, Pelé. Estes dois atletas foram importantíssimos na arrancada brasileira rumo ao primeiro título de campeão mundial. Pois Pelé e Zito só estrearam na vitória brasileira sobre a União Soviética, por 2 a 0, na última partida da primeira fase.

A consagração de Pelé começaria ali mesmo em gramados suecos, com o Atleta do Século sendo o artilheiro do Brasil, com seis gols, sendo que dois deles foram marcados na final contra os donos da casa.

Em 1962, no Chile, o time da Vila Belmiro cedeu sete jogadores para que a seleção disputasse essa Copa do Mundo. Gilmar (goleiro), Mauro (zagueiro), Zito (volante), Mengálvio (meia), Coutinho (atacante), Pelé (atacante) e Pepe (atacante), foram os santistas que brilharam na conquista do bi-campeonato. Pelé jogou apenas duas partidas, marcando um gol sobre o México, por 2 a 0, na estréia brasileira. Mas o Rei não pode continuar ajudando a Seleção, pois uma lesão muscular o impediu de atuar no restante da Copa.

Porém a Seleção continuou vencendo sem Pelé. Na final, Zito teve uma participação decisiva na vitória sobre a Tchecoslováquia por 3 a 1, já que o capitão santista fez o segundo gol brasileiro na final. O Peixe também teve uma grande participação com o zagueiro Mauro, que além de ter feito uma bela participação no Mundial disputado em terras chilenas, foi o capitão do time e teve a honra de erguer a Taça Jules Rimet, com o Brasil sendo coroado bi-campeão do Mundo.

Após a Copa de 1966 na Inglaterra, em que o Brasil foi muito mal, a seleção recorreu mais uma vez a força dos jogadores do Santos para trazer o troféu de campeão, no mundial seguinte. Em 1970, Carlos Alberto Torres (lateral-direito), Joel Camargo (zagueiro), Clodoaldo (volante), Pelé (atacante) e Edu (atacante), ajudaram o Brasil a ganhar a terceira estrela.

Considerada por muitos como a melhor seleção que o Mundo viu jogar, o time liderado por Carlos Alberto Torres, que era o capitão desta seleção e Pelé, no auge de sua maturidade futebolística foram os responsáveis por comandar a equipe que encantou o Mundo e trouxe a Taça Jules Rimet de forma definitiva para o Brasil, com a conquista inédita na época de tri-campeão mundial.

O últimos jogadores santistas que foram para uma Copa do Mundo com a Seleção Brasileira foram o zagueiro Marinho Peres e o atacante Edu, ambos defenderam o Brasil na Copa do Mundo de 1974, na Alemanha.

Mesmo nas Copas de 1994 (Estados Unidos) e 2002 (Coréia do Sul e Japão), o Santos se fez presente na Seleção Brasileira que conquistou os dois títulos. Em 1994, o zagueiro Ricardo Rocha e o volante Dunga, já tinham atuado com o manto alvinegro. O Dunga atuou no Peixe em 1986, enquanto que Ricardo Rocha por pouco não foi convocado pelo time da Vila Belmiro, onde atuou até o fim de 1993, quando terminou o contrato dele com o clube e o zagueiro resolveu ir para o Vasco da Gama.

Em 2002, os santistas cederam para o time pentacampeão mundial o preparador de goleiros, Carlos Pracidelli, e o fisioterapeuta, Luis Rosan, que foi muito importante para a recuperação do atacante Ronaldo, que foi o artilheiro desta última Copa do Mundo.

Outras seleções
O primeiro jogador estrangeiro do Santos a participar de uma Copa do Mundo foi o goleiro Rodolfo Rodriguez. O arqueiro foi convocado para defender a Seleção Uruguaia, que disputou o Mundial de 1986, no México. O arqueiro santista ficou durante toda a participação uruguaia no banco de reservas, sem ter a chance de jogar uma partida, pois se contundiu em um dos treinamentos durante a Copa. Os uruguaios foram eliminados pela Argentina, nas oitavas-de-final, pelo placar de 1 a 0.

Em 2006, o Peixe foi representado pelo zagueiro Júlio Manzur, da Seleção Paraguaia. O jogador santista disputou a sua primeira Copa do Mundo, já tendo ajudado a seleção de seu país a conquistar a medalha de prata, nos Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas, na Grécia. O zagueiro também foi muito importante na campanha que levou o Alvinegro Praiano ao título de Campeão Paulista de 2006, defendendo as cores do Santos.

Títulos


Mundiais
Mundial Interclubes: 2 vezes (1962 e 1963).
Recopa Mundial: 1968.
* A Confederação Sulamericana de Futebol - CONMEBOL - Reconhece o Título da Recopa Mundial como um torneio intercontinental.

Continentais
Copa Libertadores da América: 2 vezes (1962 e 1963).
Copa Conmebol: 1998.

Nacionais
Campeonato Brasileiro: 2 vezes (2002 e 2004).
Taça Brasil: 5 vezes (1961, 1962, 1963, 1964 e 1965).
Torneio Roberto Gomes Pedrosa: 1968.

Regionais
Torneio Rio-São Paulo: 5 vezes (1959, 1963, 1964, 1966 e 1997).
Copa dos Campeões Estaduais Rio-São Paulo: 1957.

Estaduais
Campeonato Paulista: 17 vezes (1935, 1955, 1956, 1958, 1960, 1961, 1962, 1964, 1965, 1967, 1968, 1969, 1973, 1978, 1984, 2006, 2007).
Copa FPF: 2004 (Santos B)




Equipes que conquistaram os títulos nacionais
1961 - Taça Brasil
Final: 5 a 1 contra EC Bahia. Time: Laércio (Silas); Lima, Mauro (Olavo) e Dalmo; Zito e Calvet; Dorval, Tite, Coutinho, Pelé e Pepe.

1962 - Taça Brasil
Final: 4 a 3; 1 a 3; e 5 a 0 contra Botafogo. Time: Gilmar; Lima, Mauro e Dalmo; Zito e Calvet; Dorval, Mengálvio, Coutinho (Tite), Pelé e Pepe.

1963 - Taça Brasil
Final: 2 a 0 contra EC Bahia. Time: Gilmar; Ismael, Mauro e Geraldino; Haroldo (Joel) e Lima; Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

1964 - Taça Brasil
Final: 0 a 0 contra Flamengo. Time: Gilmar; Ismael, Modesto e Geraldino; Zito e Haroldo; Toninho Guerreiro (Lima), Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

1965 - Taça Brasil
Final: 1 a 0 contra Vasco. Time: Gilmar; Carlos Alberto Torres, Mauro, Geraldino e Lima; Orlando, Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

1968 - Torneio Roberto Gomes Pedrosa
Final: 2 a 1 contra Vasco. Time: Cláudio; Carlos Alberto Torres, Ramos Delgado, Marçal e Rildo; Clodoaldo e Lima; Edu, Toninho Guerreiro (Douglas), Pelé e Abel (Adílson)

2002 - Campeonato Brasileiro
Final: 2 a 0; e 3 a 2 contra Corinthians. Time: Fábio Costa; Maurinho (Michel), Alex, André Luiz e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano, Diego (Robert); Robinho e Alberto (Willian)

2004 - Campeonato Brasileiro
Campeonato por pontos corridos, sem mata-mata. Último jogo: 2 a 1 contra Vasco. Time base: Mauro; Paulo César, Ávalos, Leonardo e Léo; Fabinho, Preto Casagrande, Ricardinho e Elano; Robinho e Deivid.

Elenco Atual
Goleiros
Fábio Costa
Douglas
Felipe
Defensores
Zagueiros
Adaílton
Anderson Salles
Betão
Domingos
Evaldo
Fabão
Marcelo
Laterais-direitos
Denis
Filipi
Laterais-esquerdos
Carlinhos
Kléber
Thiago Carleto
Meio-campistas
Volantes
Adoniran
Adriano
Dionísio
Húdson
Marcinho Guerreiro
Rodrigo Souto
Meias
Mauricio Molina
Michael Jackson Quiñónez
Patrik
Paulo Henrique
Rodrigo Tabata
Vitor Júnior
Atacantes
Alemão
Fabiano
Kléber Pereira
Lima
Mariano Trípodi
Renatinho
Tiago Luís
Wesley
Treinador
Emerson Leão


Uniforme
As primeiras cores do clube[15] eram azul, branca e dourada, mas, como era difícil naquela época a confecção de um uniforme nessas cores, logo elas foram mudadas para o "branco da paz e o preto da nobreza". Sendo assim, ficou determinado que os uniformes seriam:

1º: Camisas, calções e meias brancas
2º: Camisa branca com listras verticais pretas, calções brancos e meias brancas
3º: Camisas, calções e meias azul-marinho [16]
Com o tempo a camisa branca foi adotada como oficial (pois o preto podia desbotar) e foram adicionados os calções e meias pretas ao uniforme reserva.

O uniforme nº2 oficial utiliza calções e meias brancas. Devido a determinações da FIFA a qual os clubes não podem utilizar o mesma cor nas peças do uniforme e sendo o branco uma cor muito utilizada por clubes em seus uniformes nº1, o Santos FC passou a utilizar como muita freqüencia, calções e meias pretas em seus jogos como visitante.

Nota: Por superstição, o Santos FC não utiliza a combinação de camisa branca com calções pretos (combinação de cores muito ligada ao um dos seus grandes rivais, o Corinthians). Em meados dos anos 90 o clube chegou a atuar com calções quadriculados e estrelados, mas que não cairam no gosto da torcida.

Artilharia
Pos.
Jogador
Período
Nº de gols

01º
Pelé
1956-1974
1091

02º
Pepe
1954-1969
405

03º
Coutinho
1958-1970
370

04º
Toninho Guerreiro
1963-1969
283

05º
Feitiço
1927-1936
216

06º
Dorval
1956-1967
198

07º
Edu
1966-1976
183

08º
Araken Patuska
1923-1929
177

09º
Pagão
1955-1963
159

10º
Tite
1951-1963
151

11º
Camarão
1923-1934
150

12º
Antoninho
1941-1954
145

13º
Odair
1943-1952
134

14º
Raul Cabral Guedes
1933-1942
120

15º
Vasconcelos
1953-1960
111

16º
Álvaro
1953-1961
106

17º
Del Vecchio
1953-1966
105

18º
João Paulo
1977/84 e 92
104

-
Serginho Chulapa
1983/84(86)(90)
104

20ºAry Patuska 915-1922
103


Semana q vem teremos o Flamengo.