sábado, 14 de junho de 2008

Olímpiadas de Helsinque:1952

Os Jogos Olímpicos de 1952 ou Jogos da XV Olimpíada foram realizados em Helsinque, na Finlândia, pátria de alguns dos maiores atletas olímpicos de antes da II Guerra Mundial e de todos os tempos; e foram os maiores deles, Hannes Kolehmainen e Paavo Nurmi, os responsáveis pelo momento mais emocionante da abertura do evento, quando, já homens quase idosos, entraram no estádio conduzindo a tocha olímpica e acendendo a pira sagrada.

Helsinque conquistou o direito de sediar os Jogos no congresso do COI de 1947, derrotando como cidade-candidata as pretensões de Amsterdã, Atenas, Lausanne, Estocolmo e cinco cidades norte-americanas; antes, ela já havia sido escolhida para sediar os Jogos de 1940, cancelados por causa da II Guerra.

Participaram destes Jogos um total de 4.955 atletas, sendo 519 deles mulheres, representando 69 nações, um recorde até então.

Fatos, destaques e curiosidades

* No país dos maiores fundistas da história olímpica, nada mais apropriado que o mais sensacional feito dos Jogos viesse também de um corredor de longas distâncias. O tcheco Emil Zatopek conseguiu uma façanha jamais igualada, ao vencer as provas dos 5.000m, 10.000m e a Maratona numa mesma Olimpíada, somando um total de quatro medalhas de ouro no atletismo com a conquistada em Londres nos Jogos anteriores.

* Helsinque registrou a presença em Jogos Olímpicos, pela primeira vez, da União Soviética, que, por reflexo da Guerra Fria então existente, instalou-se numa vila olímpica separada. A primeira medalha de ouro soviética em Jogos foi ganha por Nina Romashkova, no lançamento de disco e a equipe feminina de ginástica encantou o mundo conquistando facilmente a sua primeira medalha de ouro por equipes na modalidade, façanha que repetiria por oito Olimpíadas consecutivas.

* O carpinteiro sueco Lars Hall sagrou-se o XD primeiro campeão olímpico não-militar do Pentatlo Moderno do XD.

* O poster oficial dos Jogos traz a imagem do maior atleta olímpico finlandês de todos os tempos, Paavo Nurmi, correndo, esculpida em bronze.

* A fabulosa seleção húngara de futebol liderada por Ferenc Puskas conquistou o título olímpico e continuaria maravilhando o mundo até perder a final da Copa do Mundo para a RFA dois anos depois, na Suíça. A Hungria, um país com apenas dez milhões de habitantes, conseguiu a extraordinária façanha de ganhar 45 medalhas nestes Jogos, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da URSS.

* Sete anos após o término da II Guerra Mundial, a Alemanha pôde novamente participar dos Jogos, mas apenas alemães da parte ocidental competiram.

* Josy Barthel, do pequenino Luxemburgo, provocou a maior surpresa dos Jogos ao vencer a prova dos 1500m no atletismo e conquistar a que até hoje é a única medalha de ouro do seu país.

* Trinta e dois anos após a estréia do Brasil nas Olimpíadas de 1920 na Bélgica e da conquista de até então sua única medalha de ouro olímpica, o saltador paulista Adhemar Ferreira da Silva conquista seu primeiro ouro no salto triplo e o segundo do país, quebrando o recorde olímpico e mundial três vezes no processo. Uma curiosidade histórica sobre Adhemar é pouco conhecida pela posteridade, apesar de ter se tornado um costume universal no esporte. Extasiados com a performance daquele gigante negro desconhecido de um país longínquo, os torcedores finlandeses aplaudiam e gritavam entusiasticamente seu nome por todo o estádio, instando-o a estar com eles. Vagarosamente então Adhemar começou a andar pela pista sorrindo e agradecendo os frenéticos aplausos. Cada vez mais incentivado a seguir em frente pela massa que o chamava e queria vê-o de perto, Adhemar começou a trotar ao mesmo tempo em que acenava para a multidão e assim foi trotando em volta de todo o estádio olímpico. Inconscientemente, o campeão brasileiro criava ali a chamada volta olímpica, que nos anos seguintes e até nossos dias passaria a ser usada comumente pelos campeões de todos os esportes para saudar o público após suas vitórias.

O italiano Carlo Pedersoli foi um dos competidores de natação destes jogos. Anos mais tarde ficaria famoso como ator, adotando nome artistico de Bud Spencer.

Modalidades disputadas
Atletismo
Basquetebol
Boxe
Canoagem
Ciclismo
Esgrima
Futebol
Ginástica
Halterofilismo
Hipismo
Hóquei sobre a grama
Natação
Pentatlo moderno
Pólo aquático
Remo
Saltos ornamentais
Tiro
Vela
Wrestling


Quadro de medalhas
Quadro de Medalhas / Helsinque 1952
1 Estados Unidos
2 União Soviética
3 Hungria
4 Suécia
5 Itália
6 Checoslováquia
7 França
8 Finlândia
9 Austrália
10 Noruega
11 Suíça
12 África do Sul
13 Jamaica
14 Bélgica
15 Dinamarca
16 Turquia
17 Japão
18 Grã-Bretanha
19 Argentina
20 Polónia
21 Canadá
Jugoslávia (Iugoslávia)
23 Roménia
24 Brasil
Nova Zelândia
26 Índia
27 Luxemburgo
28 Alemanha
29 Países Baixos
30 Irão (Irã)
31 Chile
32 Áustria
Líbano
34 Espanha
Irlanda
México
37 Coréia do Sul
Trinidad e Tobago
Uruguai
40 Bulgária
Egipto (Egito)
Portugal
Venezuela

Semana q vem teremos as Olímpiadas de 1956.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Rodada de Sexta

BARUERI 1X5 SANTO ANDRÉ
Fora de casa, Santo André atropela o Barueri e sai da zona de rebaixamento



Mesmo jogando fora de casa, o Santo André não tomou conhecimento do Barueri e aplicou-lhe uma impiedosa goleada por 5 a 1. O time do ABC paulista deixou a zona de rebaixamento e pulou para a nona colocação, com oito pontos ganhos. Já o time da casa, perdeu a chance de alcançar a vice-liderança do Campeonato Brasileiro da Série B e permanece com sete pontos, na sétima colocação. Maicon, Élton, Mexirica e Pará (duas vezes), marcaram para o Ramalhão, e Flávio descontou.



O primeiro tempo deu uma falsa impressão de que o jogo seria parelho, tendendo até para uma vitória do Barueri. Aos 17 minutos, o time da casa chegou a marcar primeiro, mas o bandeira anulou. Logo em seguida, o Ramalhão abriu o placar. Pará cruzou pela direita e Maicon só escorou. Porém, o empate viria ainda na primera etapa. Aos 38, Flávio empatou após bonita cobrança de falta.



Na volta do intervalo, o Ramalhão voltou impiedoso, jogando principalmente nos contra-ataques. E foi assim que conseguiu mais quatro gols. Aos oito, Maicon devolveu a gentileza a Pará, que pôs o Santo André na frente. Aos 19, Mexirica recebeu lançamento pelo meio e tocou com categoria na saída de Renê. Ao Barueri, restava assistir ao passeio dos adversários. Mas o time do ABC queria mais. Aos 32 minutos, Pará aproveitou boa boa jogada de Cicinho e só empurrou para as redes. Faltando três para o fim, veio o golpe de misericórdia. Após cobrança de escanteio, Élton fechou a conta.


CEARÁ 2X0 AMÉRICA-RN
Ceará derrota o América-RN e pula para a terceira colocação da Segundona

O Ceará recebeu o América-RN no Castelão, nesta sexta-feira, e com um gol em cada tempo venceu por 2 a 0, gols de Vavá e Luiz Carlos. O resultado leva o time de Fortaleza a dez pontos na Série B, agora na terceira colocação, já que o Vila Nova, com nove, perdeu para o Avaí também nesta sexta. O Dragão é o vice-lanterna, com três.

Contando com o apoio do seu torcedor, o Alvinegro dominou o jogo desde o início. Mas o primeiro gol mesmo só veio aos 27 minutos. Após cruzamento da direita, Vavá esticou o pé e de primeira colocou no cantinho direito. Seis minutos depois, Luiz Carlos deu um lindo drible no marcador, mas parou no goleiro adversário.

O América, que pouco ameaçava, por pouco não empatou em lance que seus dois zagueiros tiveram oportunidades de marcar, aos 39. Primeiro Júlio Sérgio cabeceou no travessão. No rebote, Anderson Bill, na pequena área, mandou por cima do gol.

A segunda etapa continuou com o mesmo panorama. Com três minutos, Vavá, da meia-lua, finalizou à direita, mantendo a pressão cearense. Mas 1 a 0 era pouco e não dava tranqüilidade ao time. Então, coube a Luiz Carlos ampliar e fechar o caixão. Aos 35, ele recebeu na área, deu um corte no zagueiro e chutou. Houve um desvio na marcação e o goleiro acabou sendo encoberto. Na comemoração o atacante colocou uma máscara e foi para a galera.



Nos acréscimos, o lateral-direito Maizena, do América, foi expulso por ter dado uma entrada por trás em Cleisson.

AVAÍ 4X1 VILA NOVA
Túlio Maravilha marca, mas o Vila Nova é goleado pelo Avaí, fora de casa

O Avaí venceu a primeira partida na Série B em casa, nesta sexta-feira. E em grande estilo: goleou o Vila Nova por 4 a 1, com gols de Marquinhos, Vandinho, Émerson e Heleno (contra). Com a derrota, o Vila perdeu grande chance de se aproximar do líder Corinthians. O atacante Túlio Maravilha voltou a marcar, mas não foi suficiente para acordar seu time.

A equipe da casa foi superior desde a etapa inicial. Porém, seu primeiro gol só saiu aos 30 minutos, após um lindo chute de fora da área de Marquinhos. Com um a mais em campo, o Avaí voltou do intervalo ainda mais animado, e o artilheiro Vandinho deixou o seu aos 4 minutos. Dois minutos depois, o zagueiro Émerson marcou de cabeça.

Túlio Maravilha, sempre ele, fez o seu aos 11, em seu primeiro chute ao gol na partida. Porém, o Vila seguiu sonolento, e o tento de nada adiantou. Aos 27, o zagueiro Heleno marcou contra e fechou a goleada.

2 Rodada da Eurocopa:Grupo C


ROMÊNIA 1X1 ITÁLIA
Itália empata com a Romênia e fica em situação complicada na Eurocopa

A Itália empatou com a Romênia nesta sexta-feira, por 1 a 1, em Zurique, e ficou em situação delicada no Grupo C da Eurocopa. A Azurra não depende mais do próprio resultado (próximo jogo contra a França) para chegar às quartas-de-final. Ela precisará vencer e torcer pela vitória da Holanda, garantida no primeiro lugar, sobre a Romênia (estará classificada com um triunfo). O mesmo acontecerá em caso de vitória francesa.



Os gols da partida foram marcados por Mutu e Panucci. O atacante da Romênia chegou a desperdiçar um pênalti no fim do segundo tempo.



O técnico Roberto Donadoni ficou decepcionado com a atuação da Itália na derrota para a Holanda por 3 a 0 e decidiu fazer quatro alterações na equipe. Del Piero, uma delas, deu mais força ofensiva à equipe, principalmente por causa da sua movimentação pelos lados do campo.

Os primeiros minutos foram tensos e estudados. Depois, a Itália, até pela derrota na estréia, saiu um pouco mais para o ataque. Luca Toni, enfiado entre os zagueiros romenos, tinha papel importante. Em determinados momentos, ele fazia o pivô, escorando as bolas para as chegadas do meio. Em outros, era a referência na área.

Aos 20, depois que a Romênia acertou a trave em cabeçada de Niculae, um lance assustador. Na disputa de uma bola aérea, Radoi se chocou violentamente com o companheiro Rat e caiu no gramado. O golpe na cabeça deixou o rosto do meia muito inchado e ele precisou deixar o campo na maca (Dica entrou em seu lugar).
A Itália continuou melhor após o lance. A pressão foi grande. Luca Toni teve algumas boas chances para abrir o placar. Na melhor delas, já aos 47 minutos, chegou a balançar as redes após cabecear cruzamento de Camoranesi, mas o árbitro marcou impedimento erradamente, mantendo o 0 a 0 no placar.





Etapa complementar


O segundo tempo começou diferente. Com gols. Aos 9, o lateral Zambrotta falhou ao tentar recuar a bola para o goleiro, e Mutu, livre, chutou no alto, sem defesa para Buffon. E dois minutos depois, a Itália chegou ao empate em lance de escanteio. Chiellini desviou para a pequena área e Panucci escorou para empatar e colocar fogo na partida.



Donadoni mexeu na Itália e pôs o atacante Cassano no lugar do meia Perrotta. A Itália ficou ainda mais ofensiva. Só que a Romênia, com um contra-ataque veloz, também ameaçava. As chances surgiram. A principal delas foi da Romênia, em pênalti de Panucci sobre Nicolita. Mutu cobrou no meio do gol, e Buffon, primeiro com a mão, depois com o pé direito, salvou em linda defesa.



No final, o empate foi pior para a Itália, que fica com apenas um ponto em dois jogos e precisando de uma combinação de resultados para avançar às quartas-de-final.



Ficha técnica:
ITÁLIA 1 x 1 ROMÊNIA
ITÁLIA
Buffon; Zambrotta, Panucci, Chiellini e Grosso; Camoranesi (Ambrosini), De Rossi, Pirlo, Perrota (Cassano) e Del Piero (Quagliarela); Luca Toni Bogdan
Técnico: R. Donadoni.
ROMÊNIA
Lobont; Cosmin Contra, Goian, Gabriel Tamas e Rat; Chivu, Codrea, Radoi (Dica) e Petre (B.Nicolita); Mutu (Cocis) e D. Niculae.
Técnico: V.Piturca.
Gols: Mutu, aos 9, e Panucci, aos 11 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Pirlo e De Rossi (Itália); Mutu, Goian e Chivu (Romênia).
Estádio: Letzigrund de Zurique. Data: 13/06/2008.
Árbitro: Tom Henning Övrebö (NOR).
Auxiliares: Geir Åge Holen e Jan Petter Randen, ambos da Noruega


HOLANDA 4X1 FRANÇA
Avassaladora, Holanda goleia França e se garante em primeiro no grupo da morte


Depois de impor 3 a 0 à Itália, na primeira rodada, a Holanda voltou a impressionar por seu bom futebol nesta sexta-feira. Desta vez, a vítima foi a França, que perdeu pelo placar de 4 a 1, em jogo válido pelo Grupo B da Eurocopa , em Berna. Kuyt, Van Persie, Robben e Sneijder marcaram para os holandeses, com Henry descontando.



Com o resultado, a Holanda, além de garantir classificação às quartas-de-final, assegurou também o primeiro lugar do grupo, com seis pontos. Em segundo lugar aparece a Romênia, que mais cedo empatou com a Itália (1 a 1) e soma dois pontos. França e Itália, que se enfrentam na rodada final, na próxima terça, somam um ponto. O vencedor deste clássico ainda precisa torcer para a Romênia não vencer a Holanda, no mesmo dia. Os romenos são os únicos a dependerem de seus próprios esforços para avançar às quartas.





Holanda começa o jogo em cima da França



A Holanda começou o jogo melhor. A França procurou escalar um time ofensivo, com dois meias que já atuaram com atacantes (Govou e Malouda), além de Ribéry e Henry na frente. No entanto, a Laranja levou vantagem justamente no meio, setor no qualo joga com cinco homens, e dominou a primeira metade do primeiro tempo.

Logo aos nove minutos, Kuyt abriu o placar para os holandeses, escorando de cabeça um escanteio cobrado da direita. O meia-atacante do Liverpool levou vantagem sobre Malouda, que o marcava, e testou firme dentro da pequena área.


Os franceses demoraram a assimilar o gol e só passaram a apresentar um bom futebol a partir dos 25 minutos, quando adiantaram sua marcação e pressionaram a saída de bola da Holanda. A Laranja teve muito mais a posse de bola no início do jogo, mas criou poucas oportunidades claras de gol.

Com jogadas de passes rápidos e valendo-se da habilidade de seus homens de frente, a França, depois de acertar seu posicionamento, esteve perto de empatar antes do intervalo. Na melhor das chances, após linda troca de passes, Govou bateu da entrada da área e Van der Sar agarrou firme. Henry e Ribéry também tiveram suas chances, mas não foram felizes nas conclusões.





Franceses reclamam de pênalti não-marcado



No segundo tempo, a Holanda voltou com o meia-atacante Robben na vaga do volante Engelaar. Van der Vaart foi recuado para o setor de marcação. A França, no entanto, foi quem voltou melhor para o jogo.

Logo no início, os franceses reclamaram de um pênalti. Após blitz na área holandesa, Henry soltou a bomba e a bola, que tinha a direção do gol, bateu no braço direito do zagueiro Ooijer. A arbitragem interpretou o lance como casual e marcou apenas escanteio.



A França reclamou muito da não-marcação do pênalti, mas não baixou a guarda e seguiu em busca do empate. Henry teve nova chance aos oito minutos, depois de receber livre um passe de bicicleta de Malouda. O atacante tentou encobrir o goleiro Van der Sar, mas jogou por cima do gol.

O técnico Marco van Basten percebeu que a Holanda corria riscos e tratou de trocar o meia-atacante Kuyt, que joga aberto pela direta, por Van Persie. Com isso, os dois pontas holandeses estavam descansados (Robben entrara no intervalo), prontos para puxar os mortais contragolpes, tônica dos 3 a 0 contra a Itália na rodada de abertura.

Foi numa jogada justamente de Robben e Van Persie que a Holanda ampliou, aos 13 minutos. Depois de lindo passe de calcanhar de Van Nistelrooy, rente à linha lateral, Robben recolheu livre pelo lado esquerdo, avançou e cruzou para a área. Van Persie, que vinha na corrida, escorou. Coupet ainda acertou a mão na bola, que foi mansamente parar dentro do gol.

A França ainda tentou se mandar em busca do empate com a entrada do atacante Gomis na vaga de Malouda. Na base da vontade, Les Bleus diminuíram a desvantagem aos 25, quando Sagnol avançou pela direita e cruzou rasteiro para Henry desviar com classe e pôr a bola longe do alcance de Van der Sar.

O problema é que, na saída de bola, a Holanda, em mais uma linda jogada, fez o terceiro e deu um banho de água fria na reação francesa. Após inteligente troca de passes, Robben recebeu no lado esquerdo da área. O camisa 11, marcado por dois franceses, cortou para fora e, com pouco ângulo, soltou a bomba. O goleiro Coupet nem viu por onde a bola entrou.

No fim, Sneijder ainda fechou o show holandês com um golaço. O meia recebeu na entrada da área, girou e bateu firme, na gaveta, para transformar o resultado em goleada.



Ficha técnica:
HOLANDA 4 x 1 FRANÇA
HOLANDA
Van der Sar, Boulahrouz, Ooijer, Mathijsen e Van Bronckhorst; De Jong, Engelaar (Robben), Kuyt (Van Persie), Van der Vaart (Bouma) e Sneijder; Van Nistelrooy.
Técnico: Marco van Basten.
FRANÇA
Coupet, Sagnol, Thuram, Gallas e Evra; Makelele, Toulalan, Govou (Anelka) e Malouda (Gomis); Ribéry e Henry.
Técnico: Raymond Domenech.
Gols: Kuyt, aos 9 minutos do primeiro tempo; Van Persie, aos 13; Henry, aos 25, Robben, aos 26, e Sneijder, aos 47 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Ooijer (HOL); Makelele e Toulalan(FRA). Cartão vermelho: -.
Estádio: Stade de Suisse, em Berna (SUI) Data: 13/06/2008.
Árbitro: Herbert Fandel (ALE).
Auxiliares: Carsten Kadach (ALE) e Volker Wezel (ALE).

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Rodada de Quinta


FLUMINENSE 1X1 SANTOS
Gol no fim dá o empate ao Santos contra o Flu, que segue na lanterninha

Em uma partida marcada pelo equilíbrio, Fluminense e Santos empataram por 1 a 1 e seguem na parte de baixo da tabela do Campeonato Brasileiro. O Peixe chega ao quinto ponto, enquanto que o Flu, que estreou uniforme novo, tem apenas dois, e segue na lanterninha do campeonato. O gols santista aconteceu aos 46 minutos do segundo tempo, com Tiago Luís.



Na próxima rodada, domingo, 22 de junho, o Tricolor terá pela frente o Coritiba, no Couto Pereira. O Peixe, por sua vez, recebe o Goiás na Vila Belmiro.



Flu marca logo no início



Como precisavam da vitória para respirar mais tranqüilos, os dois times começaram a partida buscando o ataque. Mais organizado na frente, o Flu não demorou a criar uma boa chance e, logo na primeira, abriu o placar. Aos seis minutos, Ygor deu um grande passe para Dodô dentro da área, o camisa 11 chutou de perna esquerda e Fábio Costa fez a defesa. No rebote, a bola sobrou para Washington, que não deu chance para o goleiro e fez 1 a 0. Em desvantagem, o Peixe se abriu mais em busca do empate. Aos 15, Kléber Pereira, o jogador que mais incomodava a defesa tricolor, arrancou pela esquerda e chutou. Gabriel, em cima da jogada, travou e impediu que a bola chegasse ao gol do Flu.

A resposta tricolor veio nos pés do argentino Conca, que, com a ausência de Thiago Neves, era o principal articulador das jogadas de ataque. Aos 15, ele driblou o zagueiro Betão duas vezes dentro da área a chutou, mas a bola não saiu muito forte e Fábio Costa defendeu. Aproveitando que o Flu diminuiu o ritmo, o Santos foi para cima novamente e cresceu na partida. Aos 32, a melhor chance do time paulista no primeiro tempo: Kléber Pereira recebeu grande lançamento pela esquerda, invadiu a área e chutou cruzado. Fernando Henrique se esticou e fez uma boa defesa.

Aos 41, o Peixe obrigou o camisa 1 do Fluminense a trabalhar novamente. Robinho arriscou de longe, a bola desviou na defesa, e o goleiro do Flu voou para afastar o perigo.



Santos volta melhor, e marca nos acréscimos



Na volta do vestiário, o técnico Cuca fez duas mudanças e deixou a equipe do Santos mais ofensiva. Molina entrou no lugar de Carlinhos e Rodrigo Tabata no de Marcinho Guerreiro, e o time melhorou. A primeira boa oportunidade para o Peixe aconteceu aos 11 minutos, com Kléber Pereira. O centroavante recebeu na área, mas, na dividida com Cícero, acabou perdendo a chance de finalizar. A resposta tricolor foi rápida e assustou muito o goleiro Fábio Costa. Aos 13 minutos, Junior Cesar recebeu lançamento na esquerda, e, no domínio, já deixou o marcador para trás. O lateral-esquerdo cruzou para o meio da área, mas, mesmo contra apenas um defensor, Washington e Dodô não conseguiram marcar.

Satisfeito com o 1 a 0, o Tricolor adotou uma postura mais defensiva, saindo apenas nos contra-ataques. Aos 21, Lima fez boa jogada individual dentro da área, mas chutou fraco, nas mãos do goleiro Fernando Henrique. Aos 29, o atacante do Peixe teve outra grande oportunidade, mas falhou novamente. Após cruzamento da esquerda, o camisa 11 santista resvalou de cabeça de frente para o gol e errou o alvo, para desespero do técnico Cuca.


A recompensa para o esforço santista veio aos 46 minutos. Rodrigo Souto fez grande lançamento para Tiago Luís, que havia entrado há pouco na partida, e o atacante encobriu Fernando Henrique e decretou o placar final: 1 a 1.



Ficha técnica:
FLUMINENSE 1 x 1 SANTOS
FLUMINENSE
Fernando Henrique, Gabriel, Luiz Alberto, Roger e Junior Cesar; Ygor, Arouca, Cícero e Conca (Marinho); Dodô (Tartá) e Washington.
Técnico: Renato Gaúcho.
SANTOS
Fábio Costa, Fabão, Betão e Marcelo; Adriano, Marcinho Guerreiro (Rodrigo Tabata), Rodrigo Souto, Robinho e Carlinhos (Molina); Lima (Tiago Luís) e Kléber Pereira.
Técnico: Cuca.
Gols: Washington, aos seis minutos do primeiro tempo, e Tiago Luís, aos 46 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Marcinho Guerreiro, Fabão, Adriano, Betão (SAN).
Público: 6.539 pagantes. Renda: R$ 63.849,00.
Estádio: Maracanã. Data: 12/06/2008.
Árbitro: Carlos Eugênio Simon.
Auxiliares: Márcio Eustáquio Santiago (MG) e Roberto Braatz (PR).


PALMEIRAS 5X2 CRUZEIRO
Valdivia comanda a vitória, de virada, do Palmeiras diante do vice-líder Cruzeiro

Valdivia comandou a brilhante vitória, de virada, do Palmeiras por 5 a 2 diante do vice-líder Cruzeiro, nesta quinta-feira, no Palestra Itália, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. E a torcida, que estava chateada com o time por causa da irregularidade, reatou o namoro com o Verdão em pleno Dia dos namorados. Graças ao futebol do chileno, que deitou e rolou em campo após a equipe mineira abrir o placar com Guilherme, cobrando pênalti.



O camisa 10 do Verdão sofreu a penalidade, que resultou na expulsão do zagueiro Thiago Martinelle e no gol de empate, de Alex Mineiro. Depois, Valdivia fez um golaço (assista ao vídeo) e ainda deu o passe que Diego Souza balançou a rede. Charles descontou, em frango de Marcos, enquanto Henrique, de cabeça, e Alex Mineiro, fizeram o quarto e quinto gols alviverdes, respectivamente.



Com o resultado, o Palmeiras chegou aos 10 pontos e ocupa provisoriamente a quinta colocação. Já o Cruzeiro, pelo menos por enquanto, permanece na vice-liderança, com 13 pontos.



Na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, a sétima, o Palmeiras enfrenta o Vasco, no dia 22 de junho, domingo, às 16h, em São Januário. Já o Cruzeiro terá pela frente o Figueirense, dia 21, sábado, às 18h10m, no Mineirão.



Pênaltis no primeiro tempo

O jogo começou equilibrado. Com muita marcação no meio-campo, poucas jogadas pelas laterais do campo e com os zagueiros levando a melhor em cima dos atacantes, as duas equipes priorizaram os chutes de fora da área. Foi assim que Ramires e Martinez exigiram boas defesas de Marcos e Fábio, respectivamente.





O Cruzeiro abriu o placar em um lance interpretativo do árbitro Heber Roberto Lopes, que estava acompanhando a jogada em cima. O atacante Guilherme rolou a bola para Marcinho, que, da entrada da área, encheu o pé na bola, que explodiu no braço direito do zagueiro Henrique. O lance pareceu involuntário, pela rapidez da jogada e a força do chute. Mas o juiz entendeu que o palmeirense teve a intenção de desviar a trajetória da bola e marcou o pênalti.



Com categoria, Guilherme cobrou a penalidade, aos 16 minutos, e abriu o placar para o Cruzeiro (assista ao vídeo acima). O gol deixou os jogadores do Palmeiras nervosos. A equipe passou a errar passes e o Cruzeiro quase ampliou aos 23, quando Marcinho fez um passe preciso para Ramires, que encheu o pé e exigiu grande defesa de Marcos.





O empate do Palmeiras surgiu em bela jogada individual de Valdivia. Ele invadiu a área e no momento do chute foi derrubado pelo zagueiro Thiago Martinelli, que foi expulso. Pênalti, que Alex Mineiro, com paradinha, cobrou com maestria e deixou tudo igual (assista ao vídeo ao lado).



Com um a menos, o técnico Adilson Batista sacou Marcinho, que era o melhor jogador do Cruzeiro, e colocou em campo o zagueiro Leo Fortunato, aos 32. Em seguida, Luxemburgo respondeu trocando o volante Leo Lima e promoveu a entrada do meia Diego Souza, que, de cabeça, quase virou o placar, aos 42. Mas, no geral, a marcação forte predominou até o final do primeiro tempo.



Segundo tempo



O jogo caiu de produção na etapa final. Com um jogador a menos, o Cruzeiro voltou com o velocista Henrique na vaga do artilheiro Guilherme, enquanto Wagner tentou armar e se aproximar no ataque. Porém, o time mineiro ficou muito recuado, marcou forte e praticamente não incomodou o goleiro Marcos.



Já o Palmeiras, na base do tudo ou nada, partiu para o ataque e encurralou o Cruzeiro na defesa. De tanto pressionar o Verdão virou o placar. E foi um golaço, em uma jogada bem trabalhada. Leandro cruzou na medida, Diego Souza ajeitou a bola de cabeça, e Valdivia, de fora da área, acertou uma pancada na bola, de pé direito, que estufou a rede do goleiro Fábio, aos 12 minutos: 2 a 1.



Melhor em campo e com Valdivia deitando e rolando, o Palmeiras não demorou para ampliar o placar. Aos 22, Martinez lançou Valdivia, que, mesmo desequilibrado, deu um passe preciso para Diego Souza marcar o terceiro gol (assista ao vídeo acima).



Atordoado em campo, o Cruzeiro virou uma presa fácil. Principalmente por causa dos erros do técnico Adilson Batista, que conseguiu a proeza de tirar de campo os três melhores jogadores do time (Marcinho, Guilherme e Wagner). Aos 32, em um chute despretensioso de Charles, de fora da área, Marcos engoliu um peru e a Raposa descontou. Mas, aos 34, Henrique, de cabeça, fez 4 a 2.



Tocando a bola, fazendo a torcida gritar olé, e percebendo que o Cruzeiro estava entregue em campo, o Verdão chegou ao quinto gol. Aos 42, Pierre cruzou e Alex Mineiro, de carrinho, fez 5 a 2. Alex Mineiro ainda reclamou de uma penalidade, após disputa de bola com o goleiro Fábio, aos 45.



Ficha técnica:
PALMEIRAS 5 x 2 CRUZEIRO
PALMEIRAS
Marcos; Elder Granja (Fabinho Capixaba), Gustavo, Henrique e Leandro; Pierre, Martinez (Wendel), Leo Lima (Diego Souza) e Valdivia; Alex Mineiro e Kléber.
Técnico: V. Luxemburgo.
CRUZEIRO
Fábio; Marquinhos Paraná, Thiago Martinelli, Thiago Heleno e Jadílson; Fabrício, Charles, Ramires e Wagner (Weldon); Guilherme (Henrique) e Marcinho (Leo Fortunato).
Técnico: A. Batista.
Gols: Guilherme, cobrando pênalti, aos 16, e Alex Mineiro, cobrando pênalti, aos 29 minutos do primeiro tempo. Valdivia, aos 12, Diego Souza, aos 22, Charles, aos 32, Henrique, aos 34, e Alex Mineiro, aos 42 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Martinez, Gustavo e Diego Souza (Palmeiras); Weldon, Ramires e Thiago Heleno (Cruzeiro).
Cartão vermelho: Thiago Martinelli (Cruzeiro).
Público: 6.272 pagantes. Renda: R$ 161.195,00.
Estádio: Palestra Itália (SP). Data: 12/06/2008.
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa/PR).
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés (Fifa/RJ) e Wagner de Almeida Santos (RJ).


ATLÉTICO-MG 4X2 IPATINGA
Em jogo de seis gols, Atlético vence confronto de mineiros

O Atlético-MG conseguiu reagir bem à goleada sofrida para o São Paulo. Nesta quinta-feira, o Alvinegro descontou no Ipatinga e venceu por 4 a 2, em Belo Horizonte. Leandro Almeida, Coelho, Beto e Petkovic marcaram para o time da capital, enquanto Gerson Magrão e Adeílson fizeram para a equipe do interior.

O resultado fez o Galo pular seis posições na tabela, agora aparecendo na sexta colocação. O Tigre permaneceu na 15ª colocação. Na próxima rodada, o Atlético joga fora de casa contra o Náutico. O Ipatinga recebe o Flamengo.



O jogo


Quem foi ao Mineirão prestigiar o confronto entre os mineiros viu um primeiro tempo de muitas emoções. Logo no segundo minuto, o Galo saiu na frente. Coelho bateu escanteio da direita, Leandro Almeida ganhou no alto e cabeceou no canto direito de Fred.

A todo vapor, o Atlético teve chances para ampliar. Com cinco de jogo, Renan tentou cruzar da esquerda e a bola quase entrou direto. Sete minutos depois, Márcio Araújo carimbou o travessão de Fred.

Mas aos poucos o Ipatinga foi gostando do jogo. Adeílson obrigou Juninho a praticar boa defesa, aos 14. Na seqüência, cobrança de escanteio e bola na mão de Welton Felipe. Pênalti assinalado pelo árbitro Luiz Flávio de Oliveira. Gérson Magrão bateu e empatou.

O gol sofrido deixou o Galo um pouco perdido. O Tigre aproveitou em parte: passou a pressionar, mas não converteu as chances que teve. Como em um contra-ataque de Adeílson em que o atacante demorou a se decidir - poderia chutar ou tocar para o meio -, e Welton Felipe cortou na hora certa.

Quando parecia que os visitantes marcariam o segundo, veio o segundo gol do time da casa. Eduardo deu uma de lateral, foi à linha de fundo pela esquerda e cruzou. Coelho deu uma de atacante, apareceu na pequena área e cabeceou para a rede: 2 a 1.

E quando parecia que o Atlético ficaria bem na partida, Welton Felipe cometeu falta em Gerson Magrão nos acréscimos, recebeu o segundo amarelo e foi expulso.



Contra-ataques decidem o jogo


No entanto, o time de Alexandre Gallo voltou fechadinho para o segundo tempo, com Nen no lugar de Coelho, e aproveitou dois contra-ataques para assegurar a vitória. Com oito minutos, Petkovic roubou bola na linha divisória, carregou até a entrada da área e rolou para Beto tocar no canto direito. Três minutos depois foi a vez de Serginho roubar bola e desta vez ser derrubado na área. Pet cobrou no canto esquerdo e fez o quarto.

Com um a mais em campo, o Ipatinga ainda tentou reagir. Aos 23 minutos, Nen cometeu pênalti em Tiago. Gerson Magrão desta vez não foi bem e mandou à esquerda de Juninho. Mas aos 31 não teve jeito. Willian fez jogada pela esquerda, Luciano Mandí tentou de letra e a bola sobrou para Adeílson empurrar para a rede.

No fim, Pet quase fez um golaço. Fez jogada pela esquerda, tocou por cima do goleiro, mas Rodriguinho tirou em cima da linha.



Ficha técnica:
ATLÉTICO-MG 4 x 2 IPANTINGA
ATLÉTICO-MG
Juninho, Leandro Almeida, Vinícius e Welton Felipe; Coelho (Nen), Rafael Miranda (Serginho), Márcio Araújo, Petkovic e Renan; Eduardo e Beto (Almir).
Técnico: Alexandre Gallo.
IPATINGA
Fred, Mariano, Renato (Willian), Gian e Edimar (Tiago); Augusto Recife (Baroni), Leandro Salino, Rodriguinho e Gerson Magrão; Adeílson e Luciano Mandi.
Técnico: Giba.
Gols: Leandro Almeida, aos dois minutos, Gerson Magrão, de pênalti, aos 16, Coelho, aos 34 minutos do primeiro tempo; Beto, aos oito, Petkovic, de pênalti, aos 11 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Welton Felipe (Atlético-MG); Renato, Augusto Recife, Gian, Mariano, Baroni (Ipatinga).
Cartão vermelho: Welton Felipe (Atlético-MG)
Estádio: Mineirão, em Belo Horizonte (MG). Data: 12/06/2008.
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP).
Auxiliares: Guilherme Dias Camilo (MG) e Wendersson Mozzer (MG).

PARADA ROCK

10-Nirvana-Lithium



9-Iron Maiden-The Reincarnation of Benjamin Breeg



8-Guns n' Roses-Paradise City



7-Red Hot Chili Peppers-Dani California



6-The Clash-London Calling



5-Rolling Stones-Like a Rolling Stone



4-Green Day-Jesus of Surburbia



3-Avenged Sevenfold-Afterlife



2-Led Zeppelin-Kashmir



1-Metallica-One

2 Rodada da Eurocopa:Grupo B

CROÁCIA 2X1 ALEMANHA
Croácia vence a Alemanha e garante vaga nas quartas-de-final

Em um jogo emocionante, a Croácia surpreendeu a Alemanha no estádio Worthersee, em Klagenfurt (Áustria), e assegurou vaga nas quartas-de-final da Eurocopa. A vitória por 2 a 1 foi obtida com os gols de Srna e Olic. Podolski descontou.



A Croácia chegou aos seis pontos, ficando praticamente com o primeiro lugar garantido do Grupo B. Polônia e Áustria, ambas com um ponto - empataram em 1 a 1 também nesta quinta-feira -, brigam com a Alemanha - que soma três pontos - pela outra vaga.



A Croácia abusou da eficiência nos primeiros 45 minutos. Fechada em sua defesa e usando os contra-ataques rápidos, ela não só segurou as jogadas alemãs como conseguiu ameaçar o gol do goleiro Lehmann.


Diferentemente do que aconteceu na estréia, quando pressionou e bateu a Polônia, a Alemanha encontrou dificuldades para até mesmo trocar passes. Por causa da forte marcação croata, Ballack e companhia ficaram restritos aos chutes de fora da área e às bolas longas.

A missão alemã ficou ainda mais complicada aos 23 minutos, quando a Croácia abriu o placar. Pranjic cruzou para a área, e Srna se antecipou à marcação de Jansen para vencer Lehmann. Com a vantagem no marcador, a Croácia recuou ainda mais, e os espaços para os ataques da Alemanha ficaram menores. Até o fim do primeiro tempo, o domínio foi todo dos alemães, mas o goleiro Pletikosa e seus companheiros seguraram o resultado.

Na volta do intervalo, Joachim Löw fez uma mudança tática em sua equipe, na tentativa de deixar a Alemanha mais forte ofensivamente. Sacou o lateral-esquerdo Jansen, mal na partida, e pôs o meia-atacante Odonkor.



O time cresceu, mas não por causa da alteração. Cresceu porque a Croácia adotou a mesma estratégia do primeiro jogo (contra a Áustria). Com a vantagem, voltou do intervalo apenas para se defender, abdicando completamente do ataque. Mas ela deu sorte. Aos 17, em um raro contra-ataque, Rakitic cruzou, a bola desviou em Lahn e bateu na trave. No rebote, Olic empurrou para o gol vazio, fazendo 2 a 0 para a Croácia.



A Alemanha sentiu o golpe. mas se lançou desesperadamente ao ataque. Aos 33, a pressão surtiu efeito, quando Podolski aproveitou confusão para reduzir em chute forte. O jogo ficou emocionante. E violento. Schweinsteiger agrediu Leko e foi expulso. Os alemães pressionaram, mas a Croácia, valente, segurou o resultado.



Ficha técnica:
CROÁCIA 2 x 1 ALEMANHA
CROÁCIA
Pletikosa, Corluka, Robert Kovac, Simunic e Pranjic; Srna (Leko), Niko Kovac, Modric, Kranjcar (Knezevic) e Rakitic; Olic (Petric).
Técnico: Slaven Bilic.
ALEMANHA
Lehmann, Lahm, Mertesacker, Metzelder e Jansen (Odonkor); Fritz (Kuranyi), Frings, Ballack e Podolski; Klose e Mario Gómez (Schweinsteiger)
Técnico: Joachim Löw.
Gols: Srna, aos 23 minutos do primeiro tempo; Olic, aos 17, e Podolski, aos 33 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Srna, Modric, Leko e Simunic (Croácia); Ballack e Lehmann (Alemanha).
Cartão vemelho: Schweinsteiger
Estádio: Worthersee (Klagenfurt) Data: 12/06/2008.
Árbitro: Frank De Bleeckere (BEL).
Auxiliares: Peter Hermans e Alex Verstraeten.

ÁUSTRIA 1X1 POLÔNIA
Áustria e Polônia empatam e respiram por aparelhos no Grupo B

Um gol nos acréscimos do segundo tempo garantiu à Áustria, uma das anfitriãs da Eurocopa , seu primeiro ponto no Grupo B da competição. O resultado de 1 a 1 diante da Polônia não foi bom para ambas as seleções, que ficaram em situação muito difícil na chave.

Com o resultado, a Croácia, primeira colocada com seis pontos, já está classificada. A Alemanha, em segundo, com três, passa às quartas se pelo menos empatar com a Áustria (mesmo com vitória da Polônia no outro jogo terminaria em segundo, por levar a melhor no confronto direto). Os austríacos (um ponto) precisam bater a Alemanha e torcer para a Polônia no máximo vencer a Croácia pela mesma diferença de gols. A pior situação é justamente a dos poloneses (também com um ponto). Além de terem de vencer a Croácia e torcer por derrota da Alemanha, ainda precisam fazer saldo para superar os austríacos nos critérios de desempate (atualmente, -2 contra -1). A rodada final é na próxima segunda-feira.

Recém-naturalizado polonês (está há duas temporadas no Legia Varsóvia), Roger Guerreiro, ex-Flamengo, fez o gol único de sua seleção aos 30 do primeiro tempo. O gol do brasileiro foi também o primeiro da história da Polônia em Euros (o país disputa a fase final do torneio pela primeira vez). O empate austríaco aconteceu num pênalti cobrado por Vastic.





O jogo



A Áustria começou a partida muito melhor do que a Polônia. Na primeira metade da etapa inicial, a seleção da casa teve pelo menos quatro grandes chances de gol, mas não aproveitou.



Harnik e Leitgeb saíram na cara do goleiro Boruc e obrigaram o polonês a fazer duas grandes defesas. Harnik, em outra oportunidade, bateu livre da entrada da pequena área, mas Boruc defendeu com os pés.

Ainda houve uma boa jogada do atacante Linz, aos 21 minutos, na qual invadiu a área pelo lado direito e bateu cruzado. Mais uma boa defesa de Boruc, que joga no Celtic Glasgow e está na mira do Milan para a próxima temporada.

Sem melhorar muito seu desempenho em campo, a Polônia, que dificilmente assustava a defesa austríaca, abriu o placar em sua primeira grande chance de gol. Smolarek lançou bola na área e Saganowski dominou no segundo pau. O atacante cortou para o meio e bateu cruzado. O goleiro Macho defendeu, e a bola sobrou limpa para Roger Guerreiro, impedido, escorar para o gol.

No segundo tempo, a Áustria não voltou com o mesmo ímpeto do início do jogo e, além de atacar mesmo, ficou exposta a contragolpes. A Polônia por pouco não ampliou aos cinco minutos, quando Roger fez belo lançamento para Smolarek, que entrou na área e obrigou Macho a fazer grande defesa.

O panorama não mudou, apesar de a Áustria ter feito três mudanças na equipe para tentar deixar o time mais ofensivo. Ao longo de toda a segunda etapa, a Polônia teve mais a bola e criou quase todas as (poucas) chances.

Na base do abafa, a Áustria buscou o gol de empate e conseguiu nos acréscimos do segundo tempo. Após cruzamento na área, a arbitragem marcou pênalti após um agarra-agarra na área. Vastic soltou a bomba e decretou o empate em Viena.







Ficha técnica:
ÁUSTRIA 1 x 1 POLÔNIA
ÁUSTRIA
Macho, Garics, Prödl, Stranzl e Pogatetz; Aufhauser (Saumel), Leitgeb, Ivanschitz (Vastic) e Korkmaz; Harnik e Linz (Kienast).
Técnico: Josef Hickersberger.
POLÔNIA
Boruc, Wasilewski, Jop (Golanski), Bak e Zewlakow; Dudka, Lewandowski, Krzynowek e Roger Guerreiro (Murawski); Saganowski (Lobodzinski) e Smolarek.
Técnico: Leo Beenhakker.
Gols: Roger Guerreiro, aos 30 minutos do primeiro tempo, e Vastic, aos 48 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Korkmaz e Prödl (AUT); Wasilewski e Krzynowek (POL).
Estádio: Ernst-Happel, em Viena (AUT) Data: 12/06/2008. Árbitro: Howard Webb (ING). Auxiliares: Darren Cann (ING) e Michael Mullarkey (ING).

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Round 2:Sport X Corinthians

Sport vence o Corinthians por 2 a 0 no Recife e é campeão da Copa do Brasil


O Sport fez aquilo que precisava. Venceu o Corinthians por 2 a 0, no Recife, e conquistou o seu primeiro título da Copa do Brasil. Com os gols de Carlinhos Bala e Luciano Henrique, ainda no primeiro tempo, o Leão devolveu a diferença do Timão na primeira partida (3 a 1 no Morumbi), mas, por ter feito um gol fora de casa, ficou com a taça. Empurrado por uma Ilha do Retiro lotada e enlouquecida, o Rubro-Negro é o primeiro brasileiro garantido na Taça Libertadores da América de 2009. Os paulistas reclamaram de um pênalti de Magrão em Acosta nos acréscimos, mas não teve jeito.



O dia da decisão foi tenso desde as primeiras horas. Pela manhã, a delegação do Corinthians, que viajou para Pernambuco na segunda-feira à tarde, mas estava longe da capital – em Cabo de Santo Agostinho – para evitar tumulto, finalmente chegou ao Recife. Enquanto isso, centenas de corintianos sem ingressos desembarcavam na cidade. Nos bastidores, as duas diretorias travavam uma batalha por bilhetes. O Timão exigia os 10% que o Estatuto do Torcedor determina; o Sport, dizendo que não foi bem tratado no primeiro jogo, em São Paulo, cedeu apenas 950. Horas depois, com intervenção até do governo do estado, a liberação de mais 500. Indignados, os alvinegros protestaram, fecharam ruas, mas muitos tiveram de ficar fora da Ilha do Retiro.




A CAMINHADA ATÉ O TÍTULO
Fase Data Jogo
1ª fase 27/2 Imperatriz-MA 2 x 2 Sport
5/3 Sport 4 x 1 Imperatriz-MA
2ª fase 2/4 Brasiliense 1 x 2 Sport
9/4 Sport 4 x 1 Brasiliense
Oitavas 24/4 Palmeiras 0 x 0 Sport
30/4 Sport 4 x 1 Palmeiras
Quartas 7/5 Internacional 1 x 0 Sport
14/5 Sport 3 x 1 Internacional
Semi 21/5 Sport 2 x 0 Vasco
28/5 Vasco (4) 2 x 0 (5) Sport
Final 4/6 Corinthians 3 x 1 Sport
11/6 Sport 2 x 0 Corinthians




Poucos minutos antes do jogo, os técnicos confirmaram as escalações, e as maiores surpresas estavam do lado rubro-negro. Mano Menezes só manteve Alessandro no lugar de Lulinha; já Nelsinho Baptista optou por Diogo na vaga de Luisinho Netto e entrou com Kassio quando todos imaginavam que seria com Enílton.

A bola rolou, e Nelsinho precisou de 25 minutos para perceber que tinha errado. O Sport pouco ameaçava e o treinador, então, voltou atrás para mandar Enílton, o “herói” do primeiro jogo, no lugar de Kassio. O tempo passava, os tais 15 minutos iniciais, que todo visitante que não pode perder teme, já tinham ficado para trás. O Corinthians até parecia controlar bem o andamento da partida, mas o Leão tinha mais volume e insistia nas bolas alçadas, principalmente nas cobranças de escanteio.

Empurrado pela torcida, que lotou o caldeirão da Ilha, o Sport também tentava se infiltrar pelo meio da área. E, aos 34 minutos, conseguiu abrir o placar. Luciano Henrique achou Carlinhos Bala livre, que dominou no peito e chutou cruzado. Felipe ainda tentou defender, chegou a tocar na bola, mas não conseguiu desviar a trajetória.




A GALERIA DOS CAMPEÕES
Clubes Títulos
Grêmio e Cruzeiro 4
Flamengo e Corinthians 2
Sport, Fluminense, Palmeiras, Criciúma, Internacional, Juventude, Paulista e Santo André 1




O placar de 1 a 0 ainda daria o título para o Corinthians. O Sport precisava de mais. E ninguém imaginava que o segundo gol sairia tão rápido. Dois minutos depois, a zaga do Timão rebateu escanteio (outro!) e, de fora da área, Luciano Henrique pegou de primeira. A bola passou por cima de vários jogadores, quicou e enganou Felipe, passando por baixo das pernas do goleiro. Com 36 minutos, os pernambucanos já tinham feito o que era preciso para inverter a vantagem do rival e ficar com a mão na taça. Seria preciso segurar assim até o fim do jogo.

No intervalo, Mano Menezes tentou corrigir os erros, acertar o posicionamento e dar uma injeção de ânimo no apático Corinthians. Além disso, tirou o baleado Diogo Rincón, que vai operar nos próximos dias um problema antigo no joelho, e o sumido Carlos Alberto. Para tentar o gol, pôs Lulinha e Acosta.



Enganou-se, porém, quem imaginou que o Sport ia armar uma retranca. Na volta para o segundo tempo, Nelsinho trocou o cansado Leandro Machado por Roger, e o Leão continuou pressionando. O Timão, pela necessidade, passou a buscar mais o jogo e se arriscar. Logo, se expor mais aos contra-ataques. Mas só o gol poderia dar o título para os paulistas. Aos 27, Mano deu a última cartada: saiu Dentinho e entrou Wellington Saci. Mas Saci ficou apenas um minuto em campo. Ao pisar em Carlinhos Bala após troca de chutes no chão, recebeu cartão vermelho do árbitro Alicio Pena Júnior.

Parecia ser o fim do Corinthians. O tempo passava, o Sport não deixava mais o Timão chegar perto da sua área e até ameaçava marcar o terceiro gol. O uruguaio Acosta ainda teve a bola do jogo nos minutos finais, mas num lance polêmico, em que caiu na área ao se chocar com o goleiro Magrão, viu o título ir embora. William, outro expulso, nem viu... Com o apito final, a Ilha do Retiro foi abaixo com o título mais importante da história do rubro-negro pernambucano. Ao Alvinegro, resta continuar a sua caminhada na Série B.




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Ficha técnica
SPORT 2 x 0 CORINTHIANS
SPORT
Magrão, Diogo, Durval, Igor e Dutra; Daniel Paulista, Sandro Goiano, Kassio (Enílton) e Luciano Henrique (Éverton); Carlinhos Bala e Leandro Machado (Roger).
Técnico: Nelsinho Baptista
CORINTHIANS
Felipe, Carlos Alberto (Lulinha), Chicão, William e André Santos; Fabinho, Eduardo Ramos, Alessandro e Diogo Rincón (Acosta); Dentinho (Wellignton Saci) e Herrera.
Técnico: Mano Menezes
Gols: Carlinhos Bala, aos 34, e Luciano Henrique, aos 36 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Durval (S); Herrera (C). Cartões vermelhos: Wellington Saci e William (C).
Estádio: Ilha do Retiro. Data: 11/06/2008. Árbitro: Alício Pena Júnior (Fifa-MG). Auxiliares: Alessandro Matos (BA) e Milton dos Santos (RN).

PARADA ROCK

10-Slipknot-Vermilion pt.2



9-Metallica-The Unforgiven



8-Pearl Jam-Black



7-Dragonforce-Operation Ground And Pound



6-White Stripes-Seven Nation Army



5-Megadeth-A Tout le Monde



4-Avenged Sevenfold-Seize the Day



3-Led Zeppelin-Black Dog



2-AC/DC-It's A Long Way To The Top If Ya Wanna Rock And Roll




1-Guns n' Roses-November Rain

2 Rodada da Eurocopa:Grupo A


REPÚBLICA TCHECA 1X3 PORTUGAL
Com gols de Cristiano Ronaldo e Deco, Portugal vence a República Tcheca

Em partida disputada até o último minuto, Portugal venceu a República Tcheca por 3 a 1, nesta quarta-feira, no Stade de Genebra, na Suíça, e se isolou na liderança do Grupo A da competição. Os gols da partida foram marcados por Deco, Cristiano Ronaldo e Quaresma, com Sionko descontando.



Com o resultado em Genebra e contando também com a derrota da Suíça para Turquia, Portugal, com seis pontos ganhos, garantiu vaga nas quartas-de-final com uma rodada de antecipação.



O gol de Portugal com apenas sete minutos levantou a suspeita de que o time de Luiz Felipe Scolari conseguiria uma vitória tranqüila. Deco aproveitou um lance confuso na área tcheca e, quase em cima da linha, chutou para fazer 1 a 0. No entanto, a República Tcheca não se deixou abater e, aos poucos, foi dando sinais de que venderia caro qualquer resultado.

O empate veio depois da equipe perder duas boas oportunidades. Aos 16, Plasil cobrou escanteio na cabeça de Sionko. O meia, de peixinho, venceu Ricardo, fazendo a festa da galera tcheca.

Cristiano Ronaldo alternou bons e maus momentos nos primeiros 45 minutos. Em alguns lances, foi brilhante, com arrancadas e chutes perigosos. Foi dele a criação das principais jogadas portuguesas. Em outros, decepcionou profundamente com tentativas precipitadas e dribles desnecessários.





Segundo tempo



Portugal voltou diferente no segundo. Jogando mais pelos lados do campo, a equipe pressionou nos primeiros minutos da etapa complementar. Aos 10 e 14, Simão Sabrosa foi acionado pela direita de ataque, mas se enrolou com a bola e permitiu o desarme do adversário.

No entanto, aos 16 não teve jeito. Cristiano Ronaldo iniciou a jogada e lançou Deco. O brasileiro dominou na entrada da área, driblou Jankulovski e rolou na medida para Cristiano Ronaldo. O meia, de primeira, bateu forte e rasteiro, sem defesa para o goleiro Petr Cech.



A desvantagem empurrou a República Tcheca para o ataque. Com o grandalhão Koller no ataque (ele entrou no lugar de Galasek), cada cruzamento era um perigo. Mas quem marcou foi Portugal, em um rápido contra-ataque puxado por Cristiano Ronaldo. O meia rolou para Quaresma, que chutou com o gol vazio.



Ficha técnica:
REPÚBLICA TCHECA 1 x 3 PORTUGAL
REPÚBLICA TCHECA
Petr Cech, Zdenek Grygera, Ujfalusi, David Rozehnal e Marek Jankulovski; Galasek (Koller), Polak, Jarolim, Sionko e Majetovsky (Vlcek); Baros.
Técnico: Karel Brückner.
PORTUGAL
Ricardo, Bosingwa, Pepe, Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira; João Moutinho (Fernando Meira), Petit, Deco, Cristiano Ronaldo e Simão (Quaresma); Nuno Gomes (Hugo Almeida).
Técnico: Luiz Felipe. Scolari.
Gols: Deco, aos 7, e Sionko, aos 16 minutos do primeiro tempo. Cristiano Ronaldo, aos 16, e Quaresma, aos 45 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Polak (Rep. Tcheca) e Bosingwa (Portugal)
Estádio: Stade de Genebra, em Genebra (Suíça). Data: 11/06/2008.
Árbitro: Kyros Vassaras (GRE).
Auxiliares: Dimitris Bozatzidis e Dimitris Saraidaris, ambos da Grécia.´

SUÍÇA 1X2 TURQUIA
De virada, Turquia elimina Suíça e classifica Portugal às quartas-de-final


Em um jogo de baixo nível técnico e com muita água na maior parte do tempo, a Turquia derrotou a Suíça, de virada, por 2 a 1, nesta quarta-feira, no estádio St. Jakob Park, na Basiléia. O duelo foi válido pela segunda rodada do grupo A da Eurocopa 2008 .



Com o resultado, a Suíça não tem mais chances de se garantir às quartas-de-final do torneio. Portugal, com seis pontos, já está garantido na próxima fase.


O jogo

Apesar de ambas as seleções precisarem da vitória, Suíça e Turquia começaram a partida de forma sonolenta e sem criar muitas chances. Para piorar a situação, aos 15 minutos a chuva marcou presença na Basiléia, encharcando o gramado de St. Jakob Park.

O primeiro lance de perigo – e primeiro chute – da partida aconteceu aos 24 minutos. Barnetta cobrou uma falta com violência, obrigando o goleiro Volkan Demirel a se esticar todo para espalmar a bomba para escanteio.


A resposta turca veio três minutos depois. Após cruzamento, Benaglio desviou na cabeça de Karadeniz, que, sem querer, acertou a trave suíça.

Mas os anfitriões da Euro, contando com o apoio da torcida, acabaram abrindo o placar. Após cruzamento rasteiro do lado direito, Hakan Yakin, sozinho na área, só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes. O detalhe é que, por pouco, o lance não parou em uma poça d´água.

Fim de chuva, gol da Turquia
Precisando do empate, o técnico Fatih Terim fez duas substituições para colocar o time mais à frente. E acabou conseguindo o que queria. Semih Senturk, que entrou no lugar de Karadeniz, aproveitou passe primoroso do atacante Nihat e igualou o placar aos 12 minutos da segunda etapa, quando a chuva já tinha dado uma trégua.

Aos 39, o goleiro Volkan Demirel fez duas defesas milagrosas no mesmo lance, em chutes de Hakan Yakin e Behrami.



Se atrás a Turquia se garantia com as boas defesas do goleiro do Fenerbahçe, na frente o time contou com a sorte para virar o placar aos 47 minutos do segundo tempo. O meia Arda Turan arriscou da entrada da área, a bola desviou em Müller e enganou o goleiro Benaglio. Festa turca na Suíça.



Vingança turca



Além de seguirem na briga por uma vaga na próxima fase da Eurocopa, os turcos tiveram mais um motivo para comemorar o triunfo sobre os suíços.Com o resultado, o time conseguiu se vingar da derrota na repescagem para a Copa do Mundo de 2006. Naquela ocasião, a Suíça venceu em Berna por 2 a 0, no jogo de ida. Na volta, a Turquia fez 4 a 2, e os suíços avançaram por causa dos gols marcados fora de casa. Depois do jogo, houve briga generalizada entre jogadores, seguranças e policiais. A delegação suíça precisou ficar duas horas no vestiário, esperando a poeira baixar, para deixar o estádio.



Ficha técnica:
SUÍÇA 1 x 2 TURQUIA
SUÍÇA
Benaglio, Lichtsteiner, Müller, Senderos e Magnin; Tranqüillo Barnetta, Inler, Gelson Fernandes e Behrami; Derdiyok e Hakan Yakin.
Técnico: Jakob Khun
TURQUIA
Demirel, Balta, Servet Cetin, Emre Asik e Hamit Altintop; Tumer Metin (Mehmet Topal), Arda Turan, Mehmet Aurelio; Karadeniz (Semih Senturk), Nihat (Kazim Kazim) e Tuncay.
Técnico: Fatih Terim
Gols: Hakan Yakin, aos 31 minutos do primeiro tempo. Semih Senturk, aos 12 minutos, e Arda Turan, aos 47 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Derdiyok (Sui), Tuncay, Balta e Mehmet Aurelio (Tur) Cartão vermelho:
Estádio: St. Jakob Park Data: 11/06/2008.
Árbitro: Lubos Michel (Eslováquia)

terça-feira, 10 de junho de 2008

Rodada de Terça

JUVENTUDE 1X1 FORTALEZA
Juventude empata e perde a chance de encostar no Corinthians

O Juventude perdeu boa oportunidade de encostar no Corinthians, líder da Série B. Nesta terça-feira, o Alviverde ficou à frente do placar, mas sofreu o empate do Fortaleza e o placar foi mesmo o de 1 a 1, em Caxias do Sul. Xuxa marcou para os donos da casa, enquanto Rômulo fez para os visitantes.

A equipe gaúcha permanece na segunda colocação, agora com 11 pontos, quatro a menos do que o líder. Cinco clubes têm condições de ultrapassá-la na seqüência da rodada. O Leão pulou para nove pontos e para a terceira posição.



O jogo


O time nordestino não se intimidou com o frio que castigava Caxias do Sul e deixou o jogo quente para o time da casa. O Leão equilibrou as ações, dificultando o ataque do Juventude. Tanto que aos 43 do primeiro tempo o número de finalizações na partida era de apenas cinco.

Simão, do Fortaleza, foi o responsável pelos dois chutes que mais chamaram atenção na etapa inicial. Aos 22, quase acertou o ângulo em finalização de fora da área. E 15 minutos depois, deu uma bolada em seu companheiro de meio-campo Erandir. O volante ficou caído, foi atendido dois minutos em campo e outros dois do lado de fora antes de retornar ao jogo.



Gols na etapa final


No segundo tempo, a dificuldade continuou grande para o Ju. Diego Padilha perdeu grande oportunidade. Após cobrança de falta da esquerda, o jogador apareceu livre na segunda trave e, sem goleiro à sua frente, cabeceou à esquerda do gol, aos 20.

Mas o meia Xuxa, que era quem mais dava trabalho à defesa do Leão, não decepcionou as crianças que estavam no Alfredo Jaconi para torcer pelo Ju. Com 23 minutos, ele passou arriscou chute próximo à meia-lua, a bola quicou no gramado molhado (pelos donos da casa) e enganou o goleiro Tiago Cardoso.

Aos 32, Thiago ampliou. No entanto, a arbitragem marcou impedimento. O atacante tinha posição legal.

O castigo veio quatro minutos depois. Rômulo recebeu na área e chutou sem dar chances a Michel Alves. Nos acréscimos, Murilo Ceará, do Juventude, foi expulso, mas nada que alterasse o resultado do jogo.

MARÍLIA 3X1 PONTE PRETA
Em jogo com dois árbitros, Marília bate a Ponte Preta e deixa zona de rebaixamento

Em situação complicada na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro da Série B, Marília e Ponte Preta se enfrentaram na noite desta terça-feira no Estádio Bento de Abreu, em partida válida pela sexta rodada da competição. O MAC venceu por 3 a 1 com gols de Sammuel, Thiago Rodrigues e Ricardinho (Eduardo Arroz descontou), deixando a zona de rebaixamento com sete pontos. Já a Macaca, que segue sem técnico, permanece com seis pontos.

O jogo começou em ritmo lento. Mesmo precisando do resultado, os times preferiram manter a cautela. Aos 12 minutos, um lance inusitado chamou a atenção de todos. O árbitro Eduardo César Coronado se enrolou com a bola e torceu o tornozelo. Ele precisou interromper a partida e pedir assistência médica. Mesmo mancando, deu seguimento ao jogo. Aos 17, a Ponte quase abriu o marcador. Luis Ricardo recebeu live, mas chutou para a defesa de Giovanni.



Jogando em casa, o Marília tratou de reagir. Aos 27 minutos, Altair bateu falta de longe e acertou o travessão de Dênis. A resposta da Macaca veio em seguida. Luis Ricardo, de novo, recebeu sozinho na entrada da área, driblou o goleiro e perdeu o gol.



Aos 35 minutos, o lance mais polêmico. Betinho avançou em direção da área do time campineiro e foi derrubado por Jean, último homem da defesa. O árbitro aplicou apenas o amarelo. Os jogadores do MAC reclamaram bastante e, na confusão, o capitão Fernando foi expulso, junto com Renato, da Ponte. Na cobrança da infração, saiu o gol do time da casa. Chiquinho pegou a sobra da falta e chutou rasteiro, mas foi Sammuel quem completou para o gol. E o placar se manteve até o intervalo.



Na etapa final, o jogo durou apenas 12 minutos, pelo menos para o árbitro. Sentindo muitas dores no tornozelo, ele deixou a partida, sendo substituído por Paulo Roberto Ferreira. E logo um sua primeira intervenção, ele marcou pênalti para o Marília. César vacilou dentro da área, Chiquinho roubou a bola e foi derrubado pelo goleiro Dênis. Na batida, Thiago Rodrigues fez o segundo.



A partida parecia decidida em favor do time da casa, mas a Macaca surpreendeu aos 30 minutos. Eduardo Arroz recebeu na marca do pênalti e deu apenas um toque na bola para diminuir. Porém, o Marília acabaria de vez com a reação da Ponte. Aos 35, Ricadinho dominou na área, tirou um zagueiro e bateu no canto de Dênis, dando números finais à partida.


GAMA 1X0 CRB
Gama vence o CRB e respira na Série B

O Gama venceu o CRB por 1 a 0, nesta terça-feira, no Mané Garrincha, e pulou da penúltima para a 15ª posição da Série B, agora com seis pontos. Com a derrota, o CRB segue com quatro e cai para a zona de rebaixamento. O gol foi do camisa 11 Bebeto.



O jogo


A equipe da casa entrou em campo disposta a afastar o fantasma da Série C e partiu para cima do adversário. O Gama apresentou melhor toque de bola e mais disposição ao longo do primeiro tempo. Aos 19 minutos, Bebeto recebeu livre e marcou o único gol da partida.

A primeira chance do visitante só apareceu aos 24. Ainda na etapa inicial, o juiz marcou pênalti para o CRB. Júnior Amorim converteu no rebote do goleiro, mas o árbitro pediu para voltar a cobrança. Apesar da reclamação pelo lance polêmico, Amorim cobrou novamente, mas perdeu desta vez.

No segundo tempo, o Gama caiu de produção, mas seguiu superior em campo. Com dois atletas expulsos (Fabiano e Jones), o CRB se segurou como pôde, e o goleiro Jonatas acabou sendo o nome da etapa final.

PARADA ROCK

10-Dragonforce-Through the fire and Flames



9-Metallica-The Unforgiven



8-AC/DC-Highway to Hell



7-Nirvana-Smells Like Teens Spirit



6-Pearl Jam-Black



5-Avenged Sevnfold-Afterlife



4-White Stripes-Dead Leaves and the Dirty Ground



3-Iron Maiden-Fear of the Dark



2-Guns n' Roses-Sweet Child O' Mine



1-Led Zeppelin-Stairway to Heaven

Aviso

Hj teremos uma novidade.Alguams pessoas sabem q eu gosto de rock e então vou criar a...a...PARADA ROCK.

E vcs vão ver mas não vou falar + nada pq meu tempo acabou.

1 Rodada da Eurocopa:Grupo D


ESPANHA 4X1 RÚSSIA
Espanha joga bem na estréia e vence a Rússia com show de David Villa


A Espanha começou com pé direito a sua participação no Grupo D da Eurocopa ao vencer a Rússia por 4 a 1, nesta quarta-feira, no estádio Tivoli Neu, em Innsbruck, na Áustria. O destaque foi o atacante David Villa, autor de três gols no triunfo espanhol (Fábregas, em condição irregular, completou para os vencedores). Pavlyuchenko descontou.



Com o desempenho, Villa assume a artilharia da competição, tomando o lugar que antes era ocupado por Podolski, da Alemanha, autor de dois gols na vitória sobre a Polônia.



Depois de dez minutos de um jogo estudado, a Espanha conseguiu se impor e passou a dominar as ações. Com mais posse de bola e contando com o talento dos seus jogadores de meio-campo, a Fúria ameaçou o goleiro Akinfeev algumas vezes até abrir o placar aos 20. Fernando Torres pressionou o zagueiro Shirokov e acabou tomando a bola. O atacante entrou na área e não foi fominha, rolando para Villa fazer 1 a 0 com o gol vazio.

O gol animou a Espanha. Mas a Rússia não sentiu o golpe. Pelo contrário, foi para cima, utilizando as tabelas rápidas para entrar no sistema defensivo adversário. Um minuto depois do gol, o time de Guus Hiddink desperdiçou a chance de empatar. Shirokov foi ao fundo e rolou para a área. Pavlyuchenko, bem colocado, pegou de primeira, mas a bola explodiu na trave, para a felicidade espanhola.

O campo sem buracos e o gramado molhado pela chuva facilitaram o toque de bola, e a partida ganhou em velocidade. As chances foram se alternando, mas a Espanha levava mais perigo. Fernando Torres, impossível de parar, levava a defesa russa à loucura. Mas o segundo gol da Fúria não foi dele. Villa, novamente, recebeu passe em profundidade de Iniesta e tocou na saída do goleiro.



A Rússia não voltou a mesma para o segundo tempo. A eficiência do seu toque de bola ficou no vestiário. A Espanha, satisfeita com a vantagem, se fechou e passou a explorar os contra-ataques. Em um deles, aos 30, o perigoso David Villa recebeu de Cazorla, driblou Kolodin e chutou sem defesa.



O gol não diminuiu o ímpeto russo, que seguiu em busca do gol de honra. E ele veio aos 40, com Pavlyuchenko, após cobrança de escanteio. Mas antes do fim do jogo, em mais um contra-ataque, Fábregas, impedido, aproveitou o rebote do goleiro Akinfeev em chute de Xavi para fechar o placar.



Ficha técnica:
ESPANHA 4 x 1 RÚSSIA
ESPANHA
Casillas; Sergio Ramos, Puyol, Marchena e Capdevila; David Silva (Xabi Alonso), Marcos Senna, Xavi e Iniesta (Cazorla); David Villa e F.Torres (Fábregas).
Técnico: Luis Aragonés.
RÚSSIA
Igor Akinfeev; Alexander Anyukov, Shirokov, Kolodin. Zhirkov; Sychev (Bystrov) (Adamov), Zyrianov, Semak, Semshov (Torbinsky) e Bilyaletdinov; Roman Pavlyuchenko
Técnico: Guus Hiddink.
Gols: Villa, aos 20 e aos 43 minutos do primeiro tempo; David Villa, aos 30, e Pavlyuchenko, aos 40 minutos, e Fábregas, aos 46 do segundo tempo.
Estádio: Tivoli Neu, em Innsbruck (Áustria). Data: 10/06/2008.
Árbitro: Konrad Plautz, da Áustria.
Auxiliares: Egon Bereuter e Markus Mayr.


GRÉCIA 0X2 SUÉCIA
Suecos desbancam a campeã Grécia

Num jogo pouco empolgante e de qualidade técnica pobre, a Suécia derrotou nesta terça-feira a atual campeã européia, a Grécia, por 2 a 0. A partida, válida pelo Grupo D da Eurocopa , foi disputada em Salzburgo, na Áustria. Ibrahimovic e Hansson fizeram os gols do jogo.



Com o resultado, a Suécia termina a primeira rodada com três pontos e em segundo lugar no Grupo D, atrás da Espanha no saldo de gols (3 contra 2). A Fúria goleou a Rússia por 4 a 1 , mais cedo. Com isso, russos e gregos seguem sem pontos. Estas seleções se enfrentam no próximo sábado, dia em que Espanha e Suécia também duelam, mas pela ponta do grupo.



O jogo teve um gostinho especial para o craque Ibrahimovic. Artilheiro do Inter de Milão, o camisa 10 não marcava pela seleção sueca desde 2005 (13 jogos). O gol da quebra do jejum, por sinal, foi muito bonito (uma bomba de fora da área que entrou no ângulo).





Grécia arma ferrolho e se dá mal



Em campo, o primeiro tempo foi muito ruim. Os gregos entraram com uma linha de cinco defensores e um meio-de-campo com dois volantes de marcação. A Suécia tinha dois homens de frente (Ibra e o veterano Larsson), mas pouco conseguiu criar antes do intervalo diante do ferrolho do rival.

Charisteas, autor do gol do título grego em 2004, foi o único a demonstrar lucidez em seu time. No lado sueco, apesar do domínio territorial, o poder de penetração não foi grande a maior parte do jogo.



No segundo tempo, quando a partida já dava a impressão de caminhar para o empate, Ibrahimovic resolveu tirar um coelho da cartola, aos 22. O craque acertou uma bomba de fora da área, que entrou na gaveta de Nikopolidis. Golaço.



A Grécia tentou então sacar um de seus três zagueiros de área (Dellas) para lançar o atacante Amanatidis. A mudança não deu certo e quem chegou ao gol foram os suecos. Aos 27, em lance muito confuso dentro da área, o zagueiro Hansson, quase embaixo da trave, trombou com Kyrgiakos, estourou com Seitaridis e viu a bola entrar pelo meio das pernas do goleiro Nikopolidis. Foi a pá de cal para os gregos.



Ficha técnica:
GRÉCIA 0 x 2 SUÉCIA
GRÉCIA
Nikopolidis, Seitaridis, Kyrgiakos, Antzas, Dellas (Amanatidis) e Torosidis; Basinas, Katsouranis, Karagounis e Charisteas; Gekas (Samaras).
Técnico: Otto Rehhagel.
SUÉCIA
Isaksson, Alexandersson (Stoor), Mellberg, Hansson e Nilsson; Svensson, Wilhelmsson (Rosenberg), Ljungberg, e Andersson; Henrik Larsson e Ibrahimovic (Elmander).
Técnico: Lars Lagerbäck.
Gols: Ibrahimovic, aos 22, e Hansson, aos 27 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Charisteas, Seitaridis e Torosidis (GRE). Cartão vermelho: -.
Estádio: Wals-Siezenheim, em Salzburgo, Áustria. Data: 10/06/2008.
Árbitro: Massimo Busacca (SUI).
Auxiliares: Matthias Arnet (SUI) e Stéphane Cuhat (SUI).

segunda-feira, 9 de junho de 2008

1 Rodada da Eurocopa:Grupo C


FRANÇA 0X0 ROMÊNIA
Com Henry no banco, França decepciona e fica no empate sem gols com a Romênia

França e Romênia abriram o Grupo da Morte da Eurocopa com um decepcionante empate por 0 a 0, no estádio Letzigrund, em Zurique, na Suíça. Foi a pior partida até o momento na competição. Detalhe para a ausência de Henry, que teria discutido com o técnico Raymond Domenech antes do jogo. Ele ficou no banco de reservas e não entrou durante a partida, mesmo com o seu time sofrendo para criar chances.



A França também atuou sem o volante Vieira, ainda lutando para se recuperar de uma lesão muscular na coxa esquerda. O jogador do Inter de Milão segue no grupo, apesar de não ter recebido previsão de retorno.



Não foi apenas pela ausência de Henry que a França fez um primeiro tempo ruim. Os meias Ribery e Malouda não funcionaram como deveriam, municiando pouco os homens de frente. Ribery até que se movimentou mais, buscando o jogo pelos dois lados do campo. Malouda, no entanto, foi mal demais. Aliás, quase todo time francês. Benzema e Anelka, isolados, tiveram poucas chances de gol.



A França teve mais posse de bola, mas decepcionou na criação das jogadas. A Romênia conseguiu segurar os favoritos com uma estratégia conhecida: contra-ataques. Assim, fez o tempo passar, levando o 0 a 0 para o intervalo.



O marasmo continuou no segundo tempo. Basicamente, a Romênia continuou fechadinha, preocupada muito mais em desarmar do que em construir jogadas. E a França, apesar de ter mais a bola, não conseguia trocar três passes em seqüência.



O técnico Raymond Domenech também colaborou. Ele deixou para substituir Anelka, mal no jogo, aos 26. No entanto, lançou Gomis, mantendo Henry no banco de reservas. Nos minutos finais, a França ainda tentou o gol salvador em uma jogada de Ribery, mas o goleiro Lobont segurou, mantendo o empate sem graça no placar.



Ficha técnica:
ROMÊNIA 0 x 0 FRANÇA
ROMÊNIA
Lobont; Cosmin Contra, Gabriel Tamas, Goian e Rat; Cocis (Paul Codrea), Radoi (Dica) e Chivu; Nicolita, Mutu (M. Niculae) e D. Niculae.
Técnico: Victor Piturca.
FRANÇA
Coupet; Sagnol, Lilian Thuram, Gallas e Abidal; Claude Makelele, Toulalan, Ribery e Malouda; Benzema (Nasri) e Nicolas Anelka (Gomis).
Técnico: R. Domenech.
Cartões amarelos: Contra, Goian e Niculae (Romênia); Sagnol (França). Cartão vermelho:
Estádio: Letzigrund, em Zurique (Suíça). Data: 09/06/2008. Árbitro: Manuel González. Auxiliares: Juan Carlos Jiménez e Jesús Calvo Guadamuro.

HOLANDA 3X0 ITÁLIA
Holanda atropela a campeã mundial Itália e lidera o grupo da morte


A campeã mundial Itália provou de seu próprio veneno nesta terça-feira. A Azzurra foi goleada pela Holanda por 3 a 0, no Stade de Suisse, em Berna, sofrendo dois gols em contra-ataques, habitualmente a principal arma do futebol italiano (Sneijder e Van Bronckhorst marcaram). Van Nistelrooy abriu o marcador com um gol irregular (estava impedido).



Com o resultado, a Holanda lidera isolada o Grupo C da Eurocopa , com três pontos, contra um de França e Romênia, que mais cedo empataram por 0 a 0. A Itália, que não perdia por 3 a 0 há 25 anos, termina a primeira rodada sem pontos. Na sexta-feira, as quatro seleções do considerado grupo da morte voltam a campo: italianos enfrentam romenos e holandeses encaram franceses.



A partida desta terça foi o maior clássico até aqui na Eurocopa. A Holanda foi superior no primeiro tempo, quando construiu vantagem de 2 a 0. No segundo, embora tendo menos a bola, os holandeses souberam se segurar e matar a peleja quando precisaram.





Gol irregular alavanca goleada



O jogo começou equilibrado mas, aos poucos, a Holanda passou ser mais perigosa. Sneijder, por duas vezes de fora da área, teve boas oportunidades, mas errou o alvo. Ainda antes dos 20 minutos, Van Nistelrooy saiu cara a cara com Buffon, mas se enrolou ao tentar driblar o goleiro e desperdiçou ótima oportunidade.

Aos 26, no entanto, o artilheiro do Real Madrid não perdoou. Após cobrança de falta pelo lado direito, a bola foi até o segundo pau e o goleiro Buffon afastou mal, para o meio da área. Van Bronckhorst pegou a sobra e emendou um chute cruzado. Van Nistelrooy, na entrada da pequena área e em posição de impedimento, escorou para a rede. A arbitragem confirmou o gol irregular.

O lance fez o jogo esquentar e a Itália partiu em busca do empate. Por pouco a Azzurra não conseguiu seu gol aos 30, após escanteio da esquerda que desviou no holandês Ooijer e obrigou Van Bronckhorst a salvar em cima da linha.



O próprio Van Bronckhorst, na seqüência, recebeu bola de Van der Vaart e armou o contragolpe mortal que resultou no segundo gol holandês. Depois de avançar pelo lado esquerdo, o lateral lançou Kuyt no lado direito da área. O atacante escorou para o meio e Sneijder, com um toque por cima de Buffon, ampliou a vantagem da Holanda.

Mesmo com 2 a 0 contra, a Itália não baixou a guarda. Em chute rasteiro, Di Natale obrigou Van der Sar a fazer grande defesa para evitar o primeiro da Azzurra. Daí até o intervalo, o jogo ficou um pouco violento, com trocas de pequenas agressões entre os jogadores e com poucas chances de gol. A melhor antes do fim da primeira etapa ainda foi da Holanda. Van Nistelrooy ficou uma vez mais de cara com Buffon, mas bateu em cima do goleiro e perdeu gol feito.





Donadoni mexe no time da Itália, mas de nada adianta



No segundo tempo, a Itália voltou mais animada e, como a Holanda se apresentou retraída, foi a Azzurra quem dominou as ações. Logo aos cinco minutos, Zambrotta fez grande jogada e por pouco não diminuiu.



O técnico Roberto Donadoni lançou Grosso na vaga de Materazzi. O lateral entrou como de costume no lado esquerdo. Sendo assim, Zambrotta passou para a direita e Panucci foi deslocado para a zaga central.



A tentativa de tornar a Itália mais ofensiva até que surtiu efeito, mais por conta da postura defensiva adotada pela Holanda do que pela inicativa de Grosso no ataque. Aos 18, Del Piero entrou na vaga de Di Natale e deu movimentação mais interessante ao setor ofensivo italiano. Com cinco minutos em campo, o veterano deu dois chutes perigosos.



Bem postada na defesa, a Holanda procurou cozinhar o jogo até o fim. Na base da raça, a Itália, que ainda trocou o meia Camoranesi por Cassano, teve duas grandes chances de gol: na primeira, Luca Toni isolou, depois, Grosso chutou em cima do goleiro Van der Sar.



Aos 34, aconteceu o lance que decidiu a partida. Pirlo por pouco não fez para a Itália, de falta, e no contra-ataque, a Holanda fez o terceiro. Kuyt recebeu livre na área e bateu para grande defesa de Buffon. O meia-atacante do Liverpool pegou o rebote e cruzou para Van Bronckhorst, livre, testar para a rede e sacramentar o passeio laranja em Berna.



Ficha técnica:
HOLANDA 3 x 0 ITÁLIA
HOLANDA
Van der Sar, Ooijer, Boulahrouz (Heitinga), Mathijsen e Van Bronckhorst; De Jong, Engelaar, Kuyt (Afellay), Van der Vaart e Sneijder; Van Nistelrooy (Van Persie).
Técnico: Marco van Basten.
ITÁLIA
Buffon, Panucci, Barzagli, Materazzi (Grosso) e Zambrotta; Pirlo, Ambrosini, Gattuso, Camoranesi (Cassano) e Di Natale (Del Piero); Luca Toni.
Técnico: Roberto Donadoni.
Gols: Van Nistelrooy, aos 26 e Sneijder, aos 31 minutos do primeiro tempo; Van Bronckhorst, aos 34 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: De Jong (HOL); Luca Toni, Zambrotta e Gattuso (ITA).
Estádio: Stade de Suisse, em Berna (SUI). Data: 09/06/2008.
Árbitro: Peter Fröjdfeldt (SUE).
Auxiliares: Stefan Wittberg (SUE) e Henrik Andrén (SUE).

domingo, 8 de junho de 2008

5 Rodada:Série A


SPORT 2X0 PALMEIRAS
Reservas do Sport desbancam o Palmeiras na Ilha do Retiro

Após ser eliminado na Ilha do Retiro, pela Copa do Brasil, o Palmeiras voltou ao estádio para perder novamente para o Sport, desta vez com time reserva, na tarde deste domingo, pelo Brasileiro. O anfitrião tomou conta do jogo, fez 2 a 0 e não deu chances para o time paulista.

Com o resultado, o Leão soma agora oito pontos e está entre os dez primeiros colocados. Já o Verdão tem sete pontos, também na mesma faixa de classificação do adversário. Na próxima rodada, o Palmeiras recebe o Cruzeiro, na quinta-feira, e o Sport encara o Figueirense fora de casa, no sábado.

Com reservas, Sport domina

O Palmeiras entrou em campo com a idéia de se vingar da eliminação na Copa do Brasil. E, teoricamente, teria facilidade. Afinal, o Sport foi escalado com um time quase todo formado por reservas pelo técnico Nelsinho Baptista. Mas não sentiu o desentrosamento. Empolgado com sua torcida e por estar na final Copa do Brasil, cujo segundo jogo será na próxima quarta-feira diante do Corinthians, o Leão do Norte não se intimidou na Ilha do Retiro.

Aos oito minutos, Roger perdeu uma chance incrível de abrir o placar. O atacante se livrou da marcação na entrada da área mas demorou para finalizar. No minuto seguinte, Marcos fez bela defesa em chute de Diogo. Aos 24, ele cobrou falta perto da grande área com categoria e acertou o travessão.

Com o campo em péssimo estado, o Palmeiras não conseguia se encontrar. Os criativos jogadores do meio-campo pareciam sem inspiração. O grande número de faltas também incomodava a equipe de Vanderlei Luxemburgo.

O Sport dominou todo o primeiro tempo, mas falhou nas finalizações. Não fosse por isso, o Leão teria ido para o intervalo em vantagem. Os próprios jogadores deixaram o campo dizendo que esperavam mais resistência por parte do time alviverde.

O Palmeiras falhou na marcação, principalmente na saída de bola, e facilitou demais o trabalho para a equipe pernambucana. Com maior volume de jogo, o Leão deu muito trabalho ao adversário durante todo o primeiro tempo. O Verdão, por outro lado, se mostrou covarde. E não levou perigo em nenhum momento ao goleiro Cléber.

Gols para consolidar melhor atuação

Luxemburgo sacou Denílson e escalou Jumar para distribuir melhor a marcação. Mas o Sport seguiu com marcação forte e boas chances de ataque. Aos quatro minutos, um chute forte de Luciano Henrique passou à esquerda do gol de Marcos.

De tanto insistir, o Sport conseguiu o gol. Aos 13, Luciano Henrique tabelou com Roger e chutou. Marcos espalmou, mas o jogador pegou o rebote e arriscou novamente. A bola ainda tocou na cabeça de Maurício antes de atingir a rede.

Nem o gol sofrido mudou a postura do Palmeiras. O visitante seguia preso pela marcação do Sport, sem conseguir criar chances. Luxa colocou Lenny no time para tentar mais jogadas ousadas. Mas não parecia animado, preferindo acompanhar o jogo do banco de reservas. No último jogo, contra o Atlético-PR, ele gritou bastante com a equipe, o que não aconteceu desta vez.

Com o gol, o Sport ainda arriscava em busca do segundo, mas jogava com mais tranqüilidade, trabalhando a posse de bola. O Palmeiras só passou a pressionar mesmo nos minutos finais, para tentar pelo menos o empate. Mas foi o Sport que ampliou, aos 42, após cruzamento pela esquerda de Alex. E a torcida terminou o jogo gritando: "um, dois, três, o Luxa é freguês".

Ficha do Jogo
SPORT 2X0 PALMEIRAS
Sport
esquema 4-4-2
GOL Cléber
MEI Diogo
ZAG Igor
(ZAG Durval)
ZAG César
MEI Fábio Gomes
MEI Bia
MEI Everton
MEI Junior Maranhão
MEI Juninho
(MEI Alex)
ATA Roger
MEI Luciano Henrique
Técnico:Nelsinho Baptista
Palmeiras
esquema 4-4-2
GOL Marcos
LAT Élder Granja
ZAG Gustavo
ZAG Maurício
LAT Leandro
MEI Pierre
(MEI Sandro Silva)
MEI Leo Lima
(ATA Lenny)
MEI Diego Souza
MEI Valdivia
MEI Denílson
(MEI Jumar)
ATA Alex Mineiro
Técnico:Vanderlei Luxemburgo

Brasileirão 2008
5ª Rodada Dom, 08/06/2008, 16h00
Gols
2ª Tempo
13' - Luciano Henrique (SPT)
41' - Roger (SPT)

Cartão Amarelo:Leo Lima (PAL),Denílson (PAL),Maurício (PAL),Junior Maranhão (SPT),Roger (SPT),Diogo (SPT),Juninho (SPT)


Arbitragem
Jailson Macedo Freitas
Griselildo de Souza Dantas (PB)
Altemir Hausmann (RS)

PORTUGUESA 3X1 INTERNACIONAL
Lusa passa pelo Inter e vence a primeira no Brasileirão


A Portuguesa conseguiu a sua primeira vitória no Brasileirão 2008 em cima de um dos times apontados como favoritos à conquista do título: o Internacional, em seu primeiro jogo sem o técnico Abel Braga. Com boa participação do ex-gremista Patrício, com duas assistências, e do atacante Washington, que entrou no segundo tempo e fez um dos gols, a Lusa derrotou o Colorado por 3 a 1, de virada, no Canindé, pela quinta rodada. Bruno Patrício e Diogo também marcaram para o time paulista, e Nilmar fez o dos gaúchos.

O Inter, que foi comandado pelo interino Guto Ferreira, segue com quatro pontos na classificação, enquanto a Portuguesa sobe para cinco. As duas equipes voltam a entrar em campo no próximo sábado, dia 14. A Portuguesa joga mais uma vez em casa, contra o Atlético-PR. O Inter volta para o Beira-Rio e recebe o Botafogo, possivelmente com um novo treinador.

Gol logo no início
O primeiro bom chute a gol foi do Inter, aos cinco minutos, com Alex pela direita, mas o goleiro André Luís fez boa defesa. A Lusa respondeu em seguida, com Edinho acertando a rede pelo lado de fora após passe de Patrício. Mas, aos oito, em cobrança de falta de Alex pela esquerda, Nilmar subiu mais alto que todos e cabeceou sem chances para o goleiro, abrindo o placar. O atacante colorado estava um pouco à frente no momento da cobrança de falta.

Não eram nem dez minutos, quando a torcida anfitriã começou a dar sinais de impaciência nas arquibancadas do Canindé. E o atacante Diogo parece ter sentido a pressão, já que deu um chute em Marcão sem bola, fora do lance, longe da vista do árbitro Wagner Tardelli. Mas Christian respondeu aos anseios da torcida e, aos 24, quase empatou de falta mandando a bola na trave esquerda de Renan. O restante da etapa inicial foi uma sucessão de passes errados e de faltas desnecessárias por parte das duas equipes.

Reação da Lusa
A Lusa, que já vinha melhorando no fim do primeiro tempo, voltou ainda melhor do intervalo. O atacante Washington entrou no lugar de Christiam e empatou o jogo logo em sua primeira participação. O ex-Palmeiras cabeceou no cantinho após cobrança de escanteio de Patrício. Em seguida, Diogo quase virou o jogo chutando no canto, assustando o goleiro Renan.

O Colorado trocou Andrezinho por Adriano, mas continuou com dificuldades chegar à área. Aos dez minutos, Diogo sofreu falta na entrada da área. E mais uma vez, Patrício cruzou com perfeição, desta vez na cabeça de Bruno Rodrigo, que meteu a bola nas redes, virando o jogo para a Lusa.

Aos 20 minutos, Washington, que entrou mudando o rumo do jogo, entrou na área botando a bola entre as pernas de Guiñazu. Mas logo depois, caiu após entrada de Ricardo Lopes, em lance duvidoso. Wagner Tardelli não titubeou e apitou pênalti. Diogo bateu com perfeição e marcou o terceiro para a Portuguesa.

Assustado, o goleiro Renan quase entregou mais um gol em um lance bizarro aos 23. Ao tentar driblar Edno, o camisa 1 foi obrigado a chutar em direção à sua meta para evitar um desastre maior. Adriano teve uma chance de diminuir aos 26, mas acertou a rede pelo lado de fora. Mas, a Lusa soube segurar o resultado e garantir os primeiros três pontos, dando um tempo na crise que ameaçava o técnico Vágner Benazzi. No fim, Alex foi expulso de campo ao reclamar de uma falta não marcada e receber o segundo amarelo.

Ficha do Jogo
PORTUGUESA 3X1 INTERNACIONAL
Portuguesa
esquema 4-4-2
GOL André Luis
LAT Patrício
ZAG Bruno Rodrigo
ZAG Halisson
LAT Bruno Recife
MEI Dias
MEI Erick
(LAT Wilton Goiano)
MEI Preto
(MEI Carlos Alberto)
MEI Edno
ATA Diogo
ATA Christian
(ATA Washington)
Técnico:Vágner Benazzi
Internacional
esquema 4-4-2
GOL Renan
LAT Ricardo Lopes
(LAT Ramon)
ZAG Índio
ZAG Orozco
ZAG Marcão
MEI Edinho
MEI Magrão
(ATA Taison)
MEI Guiñazu
MEI Andrezinho
(ATA Adriano)
ATA Nilmar
MEI Alex
Técnico:Guto Ferreira

Brasileirão 2008
5ª Rodada Dom, 08/06/2008, 16h00
Gols 1ª Tempo
8' - Nilmar (INT)

2ª Tempo
10' - Bruno Rodrigo (Portuguesa)
1' - Washington - não usar (Portuguesa)
20' - Diogo (Portuguesa)

Cartão Amarelo:Ramon (INT),Guiñazu (INT),Ricardo Lopes (INT),Bruno Recife (Portuguesa)
Cartão Vermelho:Alex (INT)

Arbitragem
Wagner Tardelli Azevedo
Fabricio Vilarinho da Silva (GO)
Jesmar Benedito Miranda de Paula (GO)


GRÊMIO 2X1 FLUMINENSE
Grêmio passa pelo Fluminense no Olímpico em tarde de Perea: 2 a 1

O Grêmio derrotou o Fluminense por 2 a 1 na tarde deste domingo, no Estádio Olímpico, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro, e chegou ao dez pontos ganhos, ao lado do Náutico, três a menos que o líder Flamengo. Já o Flu, cujas atenções estão voltadas para a decisão da Libertadores, amargou sua quarta derrota em cinco jogos e permanece na última colocação, com apenas um ponto conquistado. Perea fez os dois gols do Grêmio, e Dodô marcou para o Fluminense.

Primeiro tempo

O jogo começou com o Fluminense partindo para o ataque. Logo no primeiro minuto, Dodô, que entrou no time principal no lugar de Arouca, fez belo passe para Washington, mas a arbitragem, acertadamente, marcou impedimento do atacante tricolor, que estava poucos centímetros à frente da linha de zaga gremista. Os gaúchos deram o troco dois minutos depois. Após um passe errado de Conca, Reinaldo encheu o pé, mas Fernando Henrique defendeu com segurança, no meio do gol.

A partir daí, o jogo ficou muito amarrado no meio, com as defesas se sobressaindo sobre os ataques. O árbitro Evandro Roman irritou os jogadores do Fluminense em algumas jogadas, por causa dos critérios distintos na marcação das faltas. Nas bolas divididas, o juiz normalmente apontava falta a favor dos gremistas.

Aos 21 minutos, Thiago Neves fez bela assistência para Washington, mas o atacante do Flu escorregou quando poderia ter avançado ou mesmo tocar para Dodô, que estava completamente livre de marcação. No minuto seguinte, Roger, do Grêmio, cavou falta quase em cima da linha da grande área, pela esquerda. Na cobrança, o meia cobrou no meio do gol e Fernando Henrique mandou a escanteio.

Perea abre abre o placar

Na reposição, saiu o gol do Grêmio. Roger cobrou o escanteio pela esquerda e Pereira cabeceou para o chão. Fernando Henrique ainda fez uma difícil defesa, mas no rebote, Perea, livre, não teve dificuldade de mandar a bola para o fundo da rede do Fluminense.

O gol não mudou a característica do jogo, que continuou concentrado no meio. Aos 34, um lance curioso: Carlinhos, que começou a partida no lugar de Gabriel, poupado, cruzou pela direita. Desacostumado a receber cruzamentos com bola rolando por ali, já que não é uma característica de Gabriel, Washington se assustou e errou a conclusão, cabeceando para fora, sem perigo para Victor.

No último minuto do primeiro tempo, o Fluminense criou sua melhor chance. Roger fez falta por trás em Thiago Neves e, na cobrança, de longe, o camisa 10 do Fluminense por pouco não acertou o ângulo direito de Victor, que passou a primeira etapa sendo um espectador privilegiado do jogo.

Segundo tempo

No início da segunda etapa foi o Grêmio que partiu com tudo para cima do Fluminense. No primeiro minuto, Roger fez boa jogada pela esquerda, entrou na área tricolor e chutou com perigo, para boa defesa de Fernando Henrique. Três minutos depois, o camisa 10 do Grêmio bateu falta pela direita e o goleiro tricolor afastou, de soco.

Aos nove minutos, o Grêmio chegou ao segundo gol, novamente com Perea, que recebeu pelo lado esquerdo, deu um belo drible em Thiago Silva e chutou no canto direito de Fernando Henrique, que nada pôde fazer.

Para complicar ainda mais a situação do Fluminense, aos 12 minutos, Thiago Neves abriu os braços para proteger a bola e acertou o rosto de Felipe. Evandro Roman entendeu que o jogador do Fluminense agrediu propositalmente o adversário e mostrou o cartão vermelho para o meia.

Com a vantagem no placar e em campo, o Grêmio quase marcou o terceiro gol aos 16. Em mais uma falta na entrada da área, Roger acertou a barreira montada por Fernando Henrique, mas no rebote acertou o canto esquerdo e obrigou o goleiro tricolor a fazer grande defesa.

Flu diminui com Dodô

Aos 26, o Fluminense tentou diminuir a diferença. O argentino Conca, mais uma vez o melhor do time carioca, chutou com perigo, mas Victor mandou para escanteio. Na cobrança, foi a vez de Roger obrigar o goleiro gremista a se esticar todo para evitar o primeiro gol carioca, que só saiu seis minutos depois. Em cobrança de escanteio, Evandro Roman entendeu que Reinaldo segurou Dodô pela camisa e marcou pênalti. Na cobrança, o próprio Dodô cobrou com precisão, no canto direito de Victor e marcou seu segundo gol na competição.

O gol animou o Fluminense, que apesar de ter um homem a menos, passou a pressionar com as entradas de Arouca, Maurício e Tartá. Mas, bem postado na defesa, sobretudo após as entradas de Makelele e Amaral, o Grêmio conseguiu segurar o resultado e conquistar sua quarta vitória no campeonato.

Ficha do Jogo
GRÊMIO 2X1 FLUMINENSE
Grêmio
esquema 3-5-2
GOL Victor
ZAG Leo
ZAG Pereira
ZAG Rever
LAT Felipe
MEI Eduardo Costa
(MEI Amaral)
MEI Rafael Carioca
MEI Roger
LAT Helder
ATA Reinaldo
(MEI Makelele)
ATA Perea
Técnico:Celso Roth
Fluminense
esquema 4-4-2
GOL Fernando Henrique
LAT Carlinhos
ZAG Thiago Silva
ZAG Luiz Alberto
LAT Roger
MEI Ygor
(MEI Arouca)
MEI Cícero
(MEI Maurício)
MEI Darío Conca
MEI Thiago Neves
ATA Washington
(MEI Tartá)
ATA Dodô
Técnico:Renato Gaúcho

Brasileirão 2008
5ª Rodada Dom, 08/06/2008, 16h00
Gols 1ª Tempo
23' - Perea (GRE)

2ª Tempo
9' - Perea (GRE)
33' - Dodô (FLU)

Cartão Amarelo:Felipe (GRE),Perea (GRE),Pereira (GRE),Eduardo Costa (GRE),Reinaldo (GRE),Roger (GRE),Darío Conca (FLU),Luiz Alberto (FLU),Ygor (FLU)
Cartão Vermelho:Thiago Neves (FLU)

Arbitragem
Evandro Rogerio Roman
José Carlos Dias Passos (PR)
José Amilton Pontarolo (PR)

ATLÉTICO-PR 5X0 GOIÁS
Furacão goleia o Esmeraldino por 5 a 0 na Arena da Baixada


Não poderia ser melhor. A torcida do Furacão está em festa. O Atlético-PR, com boa atuação principalmente no segundo tempo, contou com a competência e a sorte para golear o Goiás por 5 a 0, neste domingo, na Arena da Baixada, pela quinta rodada do Brasileirão. Alan Bahia (2), Antônio Carlos, Marcelo Ramos (pênalti) e Pedro Oldoni marcaram os gols que deram ao Rubro-Negro paranaense a primeira vitória em casa neste campeonato.

Com o resultado, o time paranaense chega aos oito pontos ganhos na tabela de classificação. A equipe goiana, que apesar da desvantagem no primeiro tempo de 2 a 0 não se apresentava mal - o time se perdeu na segunda etapa -, continua com três pontos ganhos e ocupa a zona de rebaixamento, no penúltimo lugar.

Furacão aproveita chances

Dava para se perceber, na escalação das equipes, a proposta inicial dos treinadores. Se o Goiás optava por três volantes - Amaral, Pituca e Ramalho - para acertar a marcação e dominar o meio-campo, o Atlético Paranaense arriscava o esquema ofensivo com três atacantes - Wallysson, Marcelo Ramos e William.

A equipe goiana conseguiu ter mais a posse de bola na partida, mas não traduziu em gols o domínio do primeiro tempo - o time perdeu inúmeras oportunidades. E o Furacão, com o trio de atacantes, chegou aos 2 a 0 nos primeiros 45 minutos, curiosamente, com dois gols marcados por jogadores de defesa - o zagueiro Antônio Carlos e o volante Alan Bahia - em momentos nos quais era dominado pelo adversário.

Zagueiro Antônio Carlos, de cabeça, abriu o placar para o Furacão Mas com dois minutos de jogo, o trio ofensivo do Furacão assustou a defesa goiana. Wallysoon, Marcelo Ramos e William trocaram passes, e o último chegou atrasado no lance. Depois, o meio-campo do Esmeraldino passou a roubar as bolas, e o time arriscava o ataque, principalmente pelo lado do lateral Vítor, quando foi surpreendido. Aos 11 minutos, em cobrança de escanteio pela direita de Netinho, o zagueiro Antônio Carlos subiu mais que a defesa alviverde e testou firme, sem defesa para Harlei: Furacão 1 a 0.

Se Netinho incomodava a defesa goiana, o Esmeraldino tinha mais posse de bola e em Vítor, pelo lado direito, a melhor opção para tentar o empate. Aos 19, ele encontrou Alex Terra desmarcado pelo meio, que bateu, de longe, assustando Vinícius. Quem também começava a aparecer era Paulo Baier, Aos 22, deu lindo passe de calcanhar para Ramalho, que deixou Alex Terra na cara do gol, mas o jogador chegou atrasado no lance.

Com tantas chances desperdiçadas, o Goiás acabou levando um susto aos 29 minutos. Numa roubada de bola no meio-campo, o Furacão puxou um bom contra-ataque que quase deu no segundo gol. Netinho, sempre ele, pela direita, lançou Wallysson, que surgiu em velocidade e bateu com violência na trave. O troco do Alviverde foi aos 32. Fabinho fez boa jogada pela esquerda para Alex Terra, que mandou na trave.

Nada dava certo para o Esmeraldino. Melhor para o Furacão, que aos 35 ampliou o placar. Alan Bahia dominou perto da meia-lua e tocou para Marcelo Ramos, que matou mal a bola. Ela voltou justamente para Alan Bahia, que de cara para o goleiro não desperdiçou, batendo firme: 2 a 0. Ao fim do primeiro tempo, o atacante rubro-negro Marcelo Ramos resumiu bem o que foi a superioridade no placar.

- Soubemos aproveitar bem as oportunidades, mas estamos perdendo bolas no meio-campo e falhando na marcação

Do lado goiano, o goleiro Harlei lamentou.

- Estávamos bem no jogo, mas acabamos tomando um gol de bola parada que não podíamos. Tínhamos sido alertados disso.

Corredor polonês e mais três gols

O desenho das equipes mudou no segundo tempo. Roberto Fernandes tirou um atacante, Wallysson, para pôr o meia Irênio, retornando ao 4-4-2. Do lado goiano, Oswaldo Alvarez, o Vadão, esperou mais um pouco para abrir a equipe. Aos 11 minutos, sacou um volante, Pituca, para pôr o atacante Rinaldo. O time ficou mais aberto, e isso foi fatal para a goleada sofrida (assista ao lado aos melhores momentos).

Antes disso, o camisa 10, Paulo Baier, atingido por um copo de plástico pela torcida do Furacão, deu inicio a uma cena inusitada. Ao fazer a reclamação e levar o objeto para o árbitro Paulo Cesar Oliveira, despertou preocupação na torcida do Atlético. Temerosos de que o clube seja punido com a perda do mando de campo, os torcedores trataram de identificar o agressor para que fosse retirado do estádio. Só que começaram a agredi-lo. Mesmo escoltado por policiais, o causador do tumulto foi obrigado a passar por um corredor polonês, recebendo socos e tapas.

Em campo, o Furacão dominava o meio-campo. Não demorou a chegar ao terceiro gol. E de bola parada. Deslocado pela esquerda, o lateral Nei centrou para Alan Bahia, que, livre, cabeceou sem defesa para Harlei, aos 19 minutos.

O Esmeraldino se perdia em campo. Para piorar, o volante Amaral cometeu uma falha clamorosa ao pegar com a mão a bola dentro da área, achando que o árbitro havia marcado falta na jogada anterior. Estava enganado. Acabou fazendo pênalti, que Marcelo Ramos não desperdiçou: 4 a 0, aos 30 minutos.

Tudo dava certo para o Furacão. Mal Pedro Oldoni entrou, no lugar de William, recebeu um presente do goleiro Harlei, que saiu mal do gol, para tocar de cabeça e ampliar para 5 a 0, aos 35 minutos. A festa estava completa.


Ficha do Jogo
ALTÉTICO-PR 5X0 GOIÁS
Atlético-PR
esquema 4-3-3
GOL Vinícius
LAT Nei
ZAG Danilo
ZAG Antônio Carlos
LAT Piauí
MEI Alan Bahia
MEI Valencia
MEI Netinho
(MEI Gabriel Pimba)
ATA Willian
(ATA Pedro Oldoni)
ATA Marcelo Ramos
ATA Wallyson
(MEI Irênio)
Técnico:Roberto Fernandes
Goiás
esquema 4-4-2
GOL Harlei
LAT Vitor
ZAG Ernando
ZAG Henrique
MEI Fabinho
MEI Amaral
MEI Pituca
(ATA Rinaldo)
MEI Paulo Baier
(MEI Fábio Bahia)
MEI Ramalho
MEI Felipe
(MEI Juliano)
ATA Alex Terra
Técnico:Vadão

Brasileirão 2008
5ª Rodada Dom, 08/06/2008, 16h00
Gols 1ª Tempo
11' - Antônio Carlos (APR)
35' - Alan Bahia (APR)

2ª Tempo
31' - Marcelo Ramos (APR)
36' - Pedro Oldoni (APR)
19' - Alan Bahia (APR)

Cartão Amarelo:Piauí (APR)

Arbitragem
Paulo Cesar Oliveira
Márcio Luiz Augusto (SP)
Marcelino Tomaz de Brito Neto (SP)

CRUZEIRO 1X0 VASCO
Com gol polêmico, Cruzeiro vence o Vasco e encosta no Flamengo


Foi suado, mas o Cruzeiro venceu o Vasco por 1 a 0, neste domingo, no Mineirão, e voltou a encostar no Flamengo na liderança do Brasileirão. A raposa está em segundo com 13 pontos, igual ao Fla, mas com saldo de gols menor. O Cruzmaltino, do goleiro Tiago, principal destaque do jogo, permanece com sete pontos.



Na próxima rodada, quinta-feira, o Cruzeiro vai até o Palestra Itália encarar o Palmeiras. O Vasco, no sábado, enfrenta o Náutico no Recife.



Cruzeiro ataca, e o Vasco se defende


Desde o apito inicial, a Raposa adotou um estilo mais ofensivo, enquanto os vascaínos se fecharam na defesa para sair nos contra-ataques. A primeiro susto no goleiro Tiago aconteceu logo aos cinco minutos. Jadilson recebeu na intermediária e, de perna esquerda, mandou uma bomba e a bola passou rente à trave esquerda. Sem criatividade na frente, o Vasco tinha dificuldade para criar oportunidades. Em uma das raras jogadas tramadas, aos 14 minutos, Edmundo, após cruzamento da direita, chegou em condições para finalizar de cabeça, mas não alcançou a bola.

A partir da metade do primeiro tempo, o que se viu foi um massacre azul. Aos 25, Charles arriscou do bico da grande área e Tiago defendeu. A bola passou na frente de Ramires, que não conseguiu alcançar e empurrar para dentro. Aos 35, outra boa oportunidade perdida. Guilherme desviou forte de cabeça um cruzamento, mas mandou no centro do gol e facilitou a vida do goleiro Tiago.

A blitz mineira na área vascaína não dava trégua. Aos 39, Fabrício fez boa jogada pela esquerda e deixou Jadilson na boa. O lateral-esquerdo invadiu a área e chutou forte, mas a bola pegou no zagueiro Luizão e subiu demais.



Gol da Raposa sai em jogada polêmica



O Vasco voltou para o segundo tempo com a marcação mais avançada, e melhorou no jogo. A primeira chance, no entanto, foi novamente da Raposa. Aos 11 minutos, Jadilson fez jogada em velocidade pela esquerda e cruzou para Wagner, que se esticou mas não conseguiu desviar a bola para o gol. Aos 18 minutos, a grande oportunidade para o Cruzeiro abrir o placar aconteceu. Jonílson derrubou Ramires dentro da área e o árbitro assinalou o pênalti. Na cobrança, Guilherme bate no cantou direito de Tiago, que foi bem na bola e defendeu. O camisa 11 da Raposa ainda tentou no rebote, mas o camisa 1 cruzmaltino defendeu novamente.

O esforço cruzeirense foi recompensado aos 26 minutos. Em um lance confuso, o árbitro entendeu que Tiago retardou a reposição de bola e marcou um tiro livre indireto dentro da área vascaína. Na batida, a bola foi rolada para Charles, que chutou rasteiro e mandou para o fundo da rede: 1 a 0. Com a vantagem no placar, os donos da casa puxaram o frei de mão. O Vasco ainda tentou buscar o gol de empate, mas esbarrou na falta de criatividade e na má pontaria dos homens de frente.





Ficha técnica:


CRUZEIRO 1 x 0 VASCO
CRUZEIRO
Fábio, Marquinhos Paraná, Espinoza, Thiago Heleno e Jadílson (Jonathan); Fabrício, Charles, Ramires e Wagner; Guilherme e Jajá (Fabinho).
Técnico: Adilson Batista.
VASCO
Tiago, Wagner Diniz, Luizão (Anderson Luiz), Eduardo Luiz e Pablo; Jonílson, Rodrigo Antônio, Leandro Bomfim (Souza) e Morais (Jean); Edmundo e Leandro Amaral.
Técnico: Antônio Lopes.
Gol: Charles, aos 26 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Morais, Jonílson, Edmundo (VAS); Fabinho (CRU)
Estádio: Mineirão. Data: 08/06/2008.
Árbitro: Wilson Souza de Mendonça.
Auxiliares: Roberto Braatz e Gilson Bento Coutinho.

BOTAFOGO 2X1 CORITIBA
Botafogo sofre, mas vence Coritiba com gol de pênalti na estréia de Geninho


Nas arquibancadas, a falta de confiança da torcida foi estampada pelos assentos vazios. Os que foram ao Engenhão até ajudaram bastante na estréia do técnico Geninho e saíram recompensados com a sofrida vitória por 2 a 1 sobre o Coritiba. A partida foi válida pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro.

O gol salvador aconteceu aos 40 minutos do segundo tempo, em pênalti cobrado por Lucio Flavio. O triunfo dentro de casa coloca o Alvinegro na oitava posição, com sete pontos.



Apesar da vitoria, o esquema com apenas um atacante de Geninho não deu certo e deixou Wellington Paulista praticamente abandonado. Somente quando Fábio entrou, o time passou a levar mais perigo ao gol adversário.


O próximo desafio do Alvinegro será é difícil: enfrentar o Internacional, em crise, no Beira-Rio. O duelo acontece sábado.

Se no domingo o Coritiba recebeu a notícia de que não poderá mais contar com Pedro Ken até o fim do Brasileirão por causa de uma lesão no joelho, o técnico Dorival Júnior viu que terá problemas com os desfalques - outro xodó, Keirrisson também está fora de combate.

A equipe alviverde tem cinco pontos e termina a jornada em 12º lugar. Na sexta rodada, o duelo será contra o Vitória, no Couto Pereira. A partida acontece no sábado.



Carlos Alberto faz o primeiro dele no Bota

Apesar de em pouco número, os torcedores presentes no Engenhão apoiaram a equipe desde o início. E no ritmo do "olê olê", o lateral Luciano Almeida, que retornou aos campos após quase oito meses, quase abriu o placar aos nove minutos. Lucio Flavio cobrou escanteio, Wellington Paulista ajeitou e Luciano, de direita, chutou para fora.



Ninguém calou a torcida do Botafogo. E, dentro de campo, o Coritiba também teve dificuldades para segurar o adversário. Aos 16 minutos, Carlos Alberto chutou da entrada da área e Vanderlei espalmou. Logo depois, Diguinho de frente para o gol chutou para fora.



Bem na partida, Carlos Alberto marcou seu primeiro gol dele com a camisa alvinegra aos 19. Da entrada da área, ele acertou o canto esquerdo de Vanderlei e correu em direção à torcida para festejar.



O Coritiba foi ao ataque apenas aos 31 minutos. Carlinhos Paraíba cobrou falta com força, mas no meio do gol. Renan espalmou errado, mas se redimiu no chute de Maurício.



O time paranaense passou a provocar Carlos Alberto. Em duas ocasiões houve trocas de agressões físicas entre o jogador do botafogo e adversários.



Alívio em forma de pênalti

O segundo tempo começou em ritmo lento. Sem muita inspiração ofensiva, o Coritiba tentou duas vezes com Alex Silva e Hugo, mas não obteve sucesso. Zé Carlos chutou de longe aos 13 minutos e quase ampliou para os anfitriões.



Aos 17, Carlinhos Paraíba, o mais perigoso do Coritiba, arriscou e Renan espalmou para o alto, sem muita convicção. Aos 21, Hugo driblou Edson e foi derrubado dentro da área. O próprio atacante bateu e empatou a partida.



Logo na saída de bola, Carlos Alberto recebeu na entrada da área, girou e obrigou Vanderlei a se esticar e fazer a defesa.



A torcida relembrou os fantasmas das derrotas na final do Estadual e na semifinal da Copa do Brasil. Túlio saiu vaiado e o árbitro Alício Pena Júnior foi xingado, como se tivesse culpa do resultado. Os torcedores atrás de Geninho não o pouparam. Mas aos 36, Wellington Paulista desviou de cabeça e por pouco não transformou a fúria em euforia.



Aos 40, porém, o árbitro marcou pênalti em cima de Fábio. Na cobrança, Lucio Flavio acertou o canto direito e garantiu a vitória. No fim, Carlos Alberto foi expulso.



Ficha técnica:
BOTAFOGO 2 x 1 CORITIBA
BOTAFOGO
Renan; Alessandro, Renato Silva (Thiaguinho), Edson e Luciano Almeida (Zé Carlos); Leandro Guerreiro, Túlio (Fábio), Diguinho e Lucio Flavio e Carlos Alberto; Wellington Paulista
Técnico: Geninho
CORITIBA
Vanderlei; Alex Silva, Felipe, Maurício e Ricardinho (Guaru); Douglas Silva (Marlos), Alê, Rubens Cardoso e Carlinhos Paraíba; Michael (Henrique Dias) e Hugo
Técnico: Dorival Júnior.
Gols: Carlos Alberto, aos 19 minutos do primeiro tempo; Hugo, aos 21 minutos, Lucio Flavio, aos 40 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Carlos Alberto, Túlio e Fábio (Botafogo) Rubens Cardoso (Coritiba)
Cartão vermelho: Carlos Alberto (Botafogo)
Estádio: Engenhão. Data: 08/06/2008. Árbitro: Alicio Pena Júnior (MG). Auxiliares: Marcio Eustáquio e Helberth Costa Andrade (ambos de MG)

VITÓRIA 1X0 SANTOS
Vitoria vence Santos na estréia de Cuca


A estréia de Cuca no comando do Santos não foi do jeito que ele esperava. O Vitória venceu a partida por 1 a 0, no Barradão, na noite deste domingo, e o visitante ainda perdeu um jogador expulso no segundo tempo. O anfitrião marcou bem e se impôs em seu território.



Com o resultado, o dono da casa tem sete pontos, na oitava posição, e o Peixe registra apenas quatro pontos, na zona de rebaixamento, em 18º lugar. Na próxima rodada, o Santos encara o Fluminense fora de casa na quinta-feira, e o Vitória visita o Coritiba no sábado.





Eficiência que resulta em gol



O Vitória começou melhor a partida, com mais determinação para atacar. O Santos sentia dificuldades de sair da marcação e não chegou ao gol de Viafara na primeira metade do segundo tempo. As duas boas chances foram do anfitrião: aos seis minutos, Wallace cabeceou a bola por cima do travessão; aos 14, Anderson Martins cabeceia e obriga Fábio Costa a fazer uma defesa mais elaborada.



O ímpeto do Vitória deu frutos aos 22 minutos. Em cobrança de falta, Marco Antônio colocou a bola na área e Dinei cabeceou para baixo, enganando o goleiro Fábio Costa.



Após o gol do anfitrião, o técnico Cuca chamou alguns jogadores e tentou passar instruções. Aos 32, resolveu tirar um jogador do meio-campo, Rodrigo Tabata, e colocar Lima para tentar o gol de empate. Mas não conseguiu o efeito desejado no primeiro tempo. O Santos só fez Viafara trabalhar uma vez, aos 42 minutos, em um chute de Rodrigo Souto.





Menos um no Peixe



O Cuca bem que tentou armar o Santos para voltar diferente no segundo tempo e buscar o empate, mas o time paulista perdeu Wesley logo no início. O jogador foi expulso aos sete minutos por ter agredido Marcelo Cordeiro em uma disputa de bola, segundo entendeu o juiz. Com um a menos, o Peixe tinha ainda mais dificuldade de chegar à área do time baiano.



Na segunda metade da etapa final, o Santos arriscou tudo em busca do empate e passou a se lançar mais para o ataque. Quiñones chutou por cima do gol de Viafara aos 29, no lance mais perigoso do Peixe. O Vitória ainda criava oportunidades, aproveitando os espaços deixados pelo desfalcado adversário. Aso 36, Viafara defendeu o que poderia ser o gol do Peixe, em jogada de Lima. Ele tirou a conclusão do atacante com a perna.



Aos 46, Kléber Pereira cabeceou para fora a última chance do Santos e deixou Cuca desesperado. O visitante não conseguiu o gol desejado e Cuca amargou a primeira derrota logo na estréia.





Ficha técnica:
VITÓRIA 1 x 0 SANTOS
VITÓRIA
Viafara, Marco Aurélio, Wallace, Anderson Martins e Marcelo Cordeiro; Renan, Marco Antônio, Willians (Muriqui), Ricardinho (Ramon); Dinei (Rodrigão) e Marquinhos.
Técnico: Vágner Mancini.
SANTOS
Fábio Costa, Domingos, Betão, Marcelo e Kléber; Adriano (Thiago Luis), Rodrigo Souto, Rodrigo Tabata (Lima) e Molina (Quiñones); Wesley e Kléber Pereira.
Técnico: Cuca.
Gols: Dinei, aos 22 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Willians, Marcelo Cordeiro (Vitória); Adriano, Domingos (Santos). Cartão vermelho: Wesley (Santos).
Estádio: Barradão. Data: 08/06/2008. Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa/RJ). Auxiliares: Pedro Jorge Santos de Araújo (AL) e Carlos Jorge Titara da Rocha (AL).