quarta-feira, 6 de maio de 2009

Copa do Brasil:Oitavas de Final

ICASA (CE) 1X4 VASCO (RJ)
Léo Lima marca duas vezes, Vasco goleia o Icasa e se classifica na Copa do Brasil



Sem sustos e com certa facilidade, o Vasco venceu o Icasa por 4 a 1 na noite desta quarta-feira, no estádio Romeirão, em Juazeiro do Norte, e se classificou para as quartas-de-final da Copa do Brasil (assista aos gols do confronto no vídeo ao lado) - na partida de ida, em São Januário, as equipes empataram em 1 a 1.

Ouça os gols com a narração de Fernando Bonan, da Rádio Globo

Do alto da colina do Horto, a enorme estátua de Padre Cícero observou a partida e parece não ter escutado os pedidos dos fiéis que aconteciam antes mesmo do início do jogo.

- Vamos fazer história aqui, com a ajuda de Padre Cícero, e eliminar o Vasco - disse animada a professora Joana Miara ao chegar ao estádio com camisas e bandeiras do Icasa.

Mas a esperança durou pouco. Léo Lima, duas vezes de pênalti, Elton e Vilson marcaram os gols vascaínos. Leozinho descontou para o time da casa. Mesmo sem balançar a rede, o lateral-direito Paulo Sérgio teve uma atuação destacada na partida. Ele participou dos dois primeiros gols cruzmaltinos no primeiro tempo.

Agora, o Vasco enfrenta o Vitória, que, nesta quarta-feira, passou pelo Atlético-MG nos pênaltis e assegurou a classificação. Os jogos serão nos dias 13 e 20 de maio, e a ordem dos confrontos será definida após sorteio na sede da CBF, nesta sexta-feira.

Paulo Sérgio decisivo pela direita

O Vasco começou a partida tentando marcar sob pressão. Mas o Icasa apostava na correria dos atacantes Moré e Leozinho, dava trabalho aos zagueiros cruzmaltinos e contava com o apoio da sua torcida da casa, que lotou o estádio Romeirão e tentava empurrar o time.

Passado o entusiasmo inicial dos anfitriões, a equipe carioca foi colocando a bola no chão e dominando a partida. Aos dez minutos, Enrico e Elton fizeram uma boa tabela, mas o zagueiro Tiago conseguiu tocar na bola antes da finalização cruzmaltina. Na cobrança de escanteio, Léo Lima subiu e cabeceou com perigo, por cima do travessão.

O primeiro gol veio aos 17 minutos. Léo Lima deu um passe primoroso para Paulo Sérgio. O lateral entrou na área e foi derrubado por Joãozinho. Pênalti bem marcado pelo árbitro Antônio Hora Filho. Léo Lima cobrou rasteiro no canto direito deslocando o goleiro Ari. Foi o quarto gol do meia na temporada. Vasco 1 a 0.

Com a vantagem, o time carioca diminuiu o ritmo e passou a ser pressionado. Panda chutou de fora da área no canto esquerdo de Tiago, que se esticou todo para espalmar. Na sobra, Marcus Vinícius perdeu uma chance incrível ao chutar na rede pelo lado de fora. Pouco depois, Leozinho teve uma ótima chance numa falta na entrada da área. Mas cobrou para fora.

O Vasco só voltou a chegar com perigo aos 35 minutos. Rodrigo Pimpão arriscou de fora da área, e a bola foi no meio do gol, mas Ari quase aceitou ao fazer a defesa em dois tempos. No minuto seguinte, o goleiro do Icasa se redimiu. Pimpão arrancou pela direita, entrou na área e chutou rasteiro. Ari espalmou para escanteio.

Aos 42 minutos, o Vasco deu o golpe fatal. Paulo Sérgio fez ótima jogada pela direita, entrou na área e deu um passe açucarado para Elton. O atacante só desviou do goleiro Ari para marcar o segundo gol, o seu nono na temporada. O entusiasmo na comemoração dos vascaínos era fácil de entender. Naquele momento, o time só perderia a vaga se levasse três gols.

O primeiro tempo terminou com os cruzmaltinos cantando na arquibancada, e a torcida do Icasa desanimada e silenciosa do outro lado do estádio.

- Com essa defesa nem milagre de Padre Cícero resolve - disse um desolado torcedor, que tirou da bolsa um "baião de dois" para comer no intervalo.

A culinária no estádio Romeirão, aliás, era bem curiosa. O que mais fazia sucesso era um sanduíche recheado de carne de sol.

Mais dois gols no segundo tempo

O Icasa voltou para o segundo tempo com duas alterações. Gilberto e Marciano entraram nos lugares de Joãozinho e Moré, respectivamente. Mas o Vasco nem deu tempo para o time da casa tentar se recuperar. Cobrança de escanteio aos quatro minutos, e Vilson marcou de cabeça o terceiro. A cabeçada nem foi forte, mas desviou no zagueiro e confundiu o goleiro adversário.

Após o gol, a torcida do Vasco no estádio Romeirão começou a cantar "olé". E fazer a festa.

- Está muito fácil - disse um cruzmaltino, provocando o amigo que estava ao lado com a camisa do Icasa.

Com a partida decidida, Carlos Alberto saiu do banco e entrou no lugar de Enrico para ganhar ritmo. Aos 21 minutos, o Vasco perdeu Mateus, que fez falta boba em Leozinho na entrada da área e foi expulso.

Com um jogador a mais em campo, o time da casa se animou. Aos 29 minutos, o goleiro Tiago derrubou Marciano na área. Mais um pênalti bem marcado pelo árbitro. Leozinho foi para a cobrança, deu uma paradinha, esperou o goleiro vascaíno cair e só tocou para marcar. Mas Antônio Hora Filho anulou marcando corretamente invasão na área. Leozinho foi novamente para a bola, e a cobrança pareceu um replay. Paradinha, Tiago caiu no canto esquerdo, e um toque sutil no lado direito fez o Icasa diminuir.

Nas não deu tempo para o Icasa se animar. Três minutos depois, Bruno Gallo foi derrubado pelo zagueiro Tiago na área. Mais um pênalti para o Vasco, novo acerto do árbitro Antônio Hora Filho. Léo Lima, assim como no primeiro tempo, deslocou o goleiro Ari e fez o quarto gol. E a vaga estava mais do que garantida.

Ficha Técnica:
ICASA 1 x 4 VASCO
ICASA
Ari, Luiz Carlos, Alan e Tiago; Marcus Vinícius, Panda, Guto, Esquerdinha (Jeferson) e Joãozinho (Gilberto); Moré (Marciano) e Leozinho
Técnico: Flávio Araújo
VASCO
Tiago, Paulo Sérgio, Gian, Vilson e Ramon; Amaral, Mateus, Léo Lima e Enrico (Carlos Alberto); Elton (Bruno Gallo) e Rodrigo Pimpão (Edgar)
Técnico: Dorival Júnior
Gols: Léo Lima, aos 19, e Elton, aos 42 minutos do primeiro tempo; Vilson, aos quatro, Leozinho, aos 31, e Léo Lima, aos 35 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Joãozinho (Icasa); Mateus (Vasco)
Cartão vermelho: Mateus (Vasco)
Público: 10.450 pagantes
Estádio: Romeirão, em Juazeiro do Norte (CE)
Data: 06/05/2009
Árbitro: Antônio Hora Filho (SE)
Auxiliares: Erich Bandeira (SE) e Aílton Farias da Silva (SE)

CORITIBA (PR) 3X0 CSA (AL)
Coritiba vence o CSA fácil novamente e se classifica para as quartas

Nem precisava, mas o Coritiba venceu o CSA por 3 a 0, nesta quarta-feira, e se classificou para as quartas-de-final da Copa do Brasil. O Coxa podia até perder por três gols de diferença, já que venceu a partida de ida por 4 a 0, em Alagoas. Na próxima fase, o adversário da equipe paranaense será a Ponte Preta, que eliminou o Americano-RJ. Os jogos serão disputados nos dias 13 e 20 de maio.

Os gols da partida, dois deles marcados logo no início de cada tempo, foram feitos por Marcelinho Paraíba, Ramon e Ariel.

Marcelinho Paraíba deixa o Coxa na frente



Mesmo com a grande vantagem conquistada no primeiro jogo, em Alagoas, o Coxa entrou em campo com a iniciativa do ataque e foi premiado logo no primeiro minuto. Ramon invadiu a área, foi derrubado, e o árbitro marcou o pênalti. Marcelinho Paraíba cobrou alto, no canto esquerdo do goleiro, e fez o gol: 1 a 0. Tranquilo em campo, o Coritiba não precisou forçar muito para envolver o adversário. Aos 15, Guaru fez boa jogada e levantou na área, mas a zaga fez o corte. No rebote, Marcelinho Paraíba chutou forte e a bola foi por cima do travessão.

Com dificuldades para anular as principais peças do Coxa, o CSA abusou das faltas, muitas delas violentas. A chance mais perigosa criada pelos alagoanos foi aos 28 minutos. Magno cobrou falta com força, a bola desviou na barreira e assustou o goleiro Vanderlei.

Os minutos finais ainda reservaram momentos de emoções aos torcedores que foram ao Couto Pereira. Aos 44, Márcio Gabriel invadiu a área e chutou a bola na rede pelo lado de fora. Muitos torcedores chegaram a gritar "gol". No lance seguinte, após um belo chapéu de Ariel, a bola sobrou para Pedro Ken, que chutou, mas sem direção.

Ramon amplia para o Coritiba

Assim como no início do primeiro tempo, o Coxa conseguiu marcar logo após o apito inicial do árbitro. Logo no primeiro minuto, Guaru tocou para Carlinhos Paraíba, que fez o cruzamento. Ramon se antecipou ao marcador e desviou para o fundo da rede: 2 a 0. Soberano em campo e com a classificação muito próxima, o Coxa diminuiu o ritmo, mas ainda sim era pouco ameaçado. O CSA conseguiu assustar pela primeira vez aos 25, em falta que Anderson bateu bem e Vanderlei fez grande defesa.

Aos 33, Dirceu fez boa jogada e chutou forte, mas o goleiro Jefferson defendeu em dois tempos. Para completar de vez a festa alviverde, havia tempo para o terceiro gol. Aos 38, Márcio Gabriel cruzou para Ariel, que dominou, girou, e mandou para o fundo do gol: 3 a 0.

Ficha técnica:
CORITIBA 3 x 0 CSA
CORITIBA
Vanderlei; Pereira, Rodrigo Mancha e Leandro; Márcio Gabriel, Pedro Ken (Dirceu), Carlinhos Paraíba, Marcelinho Paraíba (Renatinho), Ramon (Marlos) e Guaru; Ariel.
Técnico: René Simões.
CSA
Jéferson; Juninho Caiçara, Carlos Diogo, Fábio Lima e Jonatas (Augusto); Anderson, Magno, Ricardo Miranda e Camilo (Tiago Potiguar); Fábio Lopes e Junior Amorim (Marco Britto).
Técnico: Gilmar Batista.
Gols: Marcelinho Paraíba, aos dois minutos do primeiro tempo; Ramon, no primeiro minuto, e Ariel, aos 38 da segunda etapa.
Cartões amarelos: Fábio Lopes, Juninho Caiçara, Magno, Carlos Diogo (CSA); Marlos (COR)
Estádio: Couto Pereira. Data: 06/05/2009.
Árbitro: André Luis Martins Dias Lope (MG).
Auxiliares: Helberth Costa Andrade (MG) e Janette Mara Arcanjo (MG).


CORINTHIANS (SP) 2X0 ATLÉTICO (PR)
Estrela de Ronaldo brilha outra vez, e Corinthians elimina o Atlético-PR




O sonho do Corinthians em voltar à Taça Libertadores no ano de seu centenário, e pelo caminho mais curto, continua vivo. Três dias depois de conquistar o Campeonato Paulista, o Timão superou a ressaca usando a genialidade de Ronaldo. Com dois gols do Fenômeno no segundo tempo (assista no vídeo ao lado), o Alvinegro venceu o Atlético-PR por 2 a 0, nesta quarta-feira, no Pacaembu, e avançou às quartas-de-final da Copa do Brasil.

Ouça os gols com a narração de Oscar Ulisses, da Rádio Globo SP

Agora, o clube paulista espera pelo vencedor do duelo entre Fluminense e Goiás - na primeira partida, no Serra Dourada, as equipes empataram em 2 a 2, e a vaga será decidida nesta quinta-feira, no Maracanã. O primeiro confronto pelas quartas-de-final está marcado para a próxima quarta-feira, ainda sem local determinado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que irá sortear os mandos de campo na sexta-feira.

No jogo de ida, na Arena da Baixada, em Curitiba, o Furacão venceu por 3 a 2, resultado que deu à equipe a vantagem de jogar por um empate em São Paulo. No entanto, Ronaldo voltou a ser decisivo. Nas duas jogadas que teve espaço, mostrou o velho oportunismo e garantiu a classificação. O Fenômeno chegou a dez gols em 13 partidas com a camisa do Timão, e o aproveitamento é excelente, uma vez que o atacante não atuou os 90 minutos em todos os jogos.

O Corinthians volta a jogar no próximo domingo, quando estreia no Campeonato Brasileiro, contra o Internacional, às 16h, novamente no Pacaembu. No mesmo dia e horário, o Atlético-PR recebe o Vitória, na Arena da Baixada.

Timão perde chances, e Furacão carimba a trave

Empurrado por um Pacaembu lotado, o Corinthians bem que tentou encurralar o Atlético-PR nos primeiros minutos de jogo. Mas, desta vez, o esquema com três atacantes (Jorge Henrique, Ronaldo e Dentinho) não funcionou como de costume. Recuado, o Furacão se fechou com cinco jogadores na defesa, embolou o meio-campo e prejudicou a chegada da bola até Ronaldo e sua trupe.

Com Douglas oscilando novamente e sem espaço para criar, o Timão só conseguiu chegar ao gol de Galatto em chutes sem perigo de André Santos, aos oito, e Cristian, aos 17. Já o adversário apostou na velocidade de Marcinho e Wallyson, sobretudo pelo lado direito, nas costas de André Santos.

Quando abriram o ferrolho o rubro-negro, os paulistas construíram duas grandes chances. Aos 28, Jorge Henrique recebeu cruzamento de Boquita, ganhou a dividida com Galatto na pequena área, mas, com o gol vazio, chutou para fora. Dois minutos mais tarde, André Santos invadiu a área após passe de Douglas e, cara a cara, chutou em cima do goleiro.

A resposta do Atlético-PR veio aos 35. Alessandro errou passe na saída de bola e a entregou de presente para Márcio Azevedo. De três dedos, o lateral fez ótimo lançamento para Wallyson nas costas da zaga. O atacante invadiu a área e chutou forte. Com um leve toque, Felipe espalmou, a bola tocou na trave direita e a zaga afastou. Marcinho, aos 42, ainda cobrou falta perigosa por cima.

Ronaldo marca duas vezes e classifica o Corinthians

Sob os gritos de “Raça, Timão, você é tradição”, o Corinthians voltou mais veloz para o segundo tempo. Entretanto, a exposição defensiva quase custou caro. Aos nove minutos, Rafael Moura avançou pela esquerda e cruzou rasteiro. Sem marcação, Wallyson apareceu em velocidade na área e chutou por cima, perdendo grande chance.

No lance seguinte, aos dez, Ronaldo mostrou mais uma vez sua genialidade. Na primeira bola em condições que recebeu na área, girou sobre a marcação e, com um chute seco, acertou o canto direito de Galatto. Delírio da Fiel no Pacaembu: 1 a 0!



Aos 23, o Corinthians fez o segundo, novamente com o craque. Ele recebeu passe na área, tentou driblar de letra dois adversários e caiu na área. Pênalti duvidoso marcado pelo árbitro Leandro Pedro Vuaden. Com paradinha, o camisa 9 deslocou Galatto e só rolou a bola no canto esquerdo para ampliar.

A partir daí, o Corinthians começou a administrar o resultado, enquanto o Atlético-PR entrou em desespero. O técnico Geninho ainda tentou a reação com as entradas de Jorge Preá e Júlio César, mas o Furacão não teve forças para descontar. Melhor para a Fiel, que, ainda em ritmo de festa, fez até "ola" para comemorar a vaga nas quartas.

Assista no vídeo acima à análise feita por Caio Ribeiro, da TV Globo


Ficha Técnica:
CORINTHIANS 2 x 0 ATLÉTICO-PR
CORINTHIANS
Felipe, Alessandro, Chicão, Diego e André Santos (Wellington Saci); Cristian, Boquita e Douglas (Douglas); Jorge Henrique, Ronaldo e Dentinho (Morais)
Técnico: Mano Menezes
ATLÉTICO-PR
Gallato, Gustavo (Renan), Rhodolfo e Antônio Carlos; Raul, Chico, Jairo (Júlio César), Marcinho e Márcio Azevedo; Wallyson (Jorge Preá) e Rafael Moura
Técnico: Geninho
Gols: Ronaldo, aos dez e aos 23 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Jorge Henrique, Diego e Cristian (Corinthians); Rhodolfo, Gustavo e Raul (Atlético-PR)
Estádio: Pacaembu Data: 06/05/2009
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS)
Auxiliares: Paulo Ricardo Silva Conceição (RS) e José Antonio Chaves Franco Filho (RS)
Público: 32.252 pagantes Renda: R$ 1.049.854

FORTALEZA (CE) 0X3 FLAMENGO (RJ)
Fla passa pelo Fortaleza, avança na Copa do Brasil e dá as boas-vindas a Adriano



No dia em que acertou o retorno de Adriano, o Flamengo deu outro presente à sua torcida na noite desta quarta-feira. Com o Castelão lotado, o time sofreu no primeiro tempo, mas se recuperou na segunda etapa e venceu fácil o Fortaleza por 3 a 0, garantindo sua vaga nas quartas-de-final da Copa do Brasil (no primeiro jogo, os times empataram por 0 a 0 em Volta Redonda). Agora, o Rubro-Negro pega Internacional, que passou pelo Náutico por 2 a 0 no Beira-Rio.

Antes da partida, muita festa das duas torcidas no estádio e várias homenagens para o zagueiro Ronaldo Angelim, que defendeu o time cearense por cinco anos e é um ídolo local. Ele ganhou placa da diretoria tricolor, e duas faixas, uma de cada lado das arquibancadas.

Ouça os gols do jogo com narração da Rádio Globo AM

Fortaleza começa melhor e domina o primeiro tempo

O jogo começou muito aberto, com os dois times marcando forte e tentando partir em velocidade para o ataque. O primeiro lance de perigo foi aos cinco minutos. Marcelo Nicácio cruzou da direita, Luiz Carlos cabeceou, mas Bruno segurou com facilidade. A posse de bola nos primeiros 15 minutos foi bem equilibrada, mas com o time da casa sendo bem mais perigoso.

Aos 20, Coutinho ganhou disputa de bola no meio-campo e tocou para Marcelo Nicácio, que entrou na área, chutou, mas foi pressionado pela zaga. Na sobra, Coutinho matou a bola, mas não conseguiu fazer o giro para chutar a gol. A essa altura, o Fortaleza dominava o jogo, inclusive tendo bem mais a bola no pé. Pelo lado rubro-negro, nada dava certo, principalmente quando as jogadas eram feitas por Everton, que não acertou nada no primeiro tempo.

Aos 34, Nicácio balançou as redes, mas estava impedido, à frente da linha da bola, após cabeçada de Luiz Carlos. A torcida local, que cantava o tempo todo, vaiou a marcação da arbitragem. Aos 37, Juan fez uma boa jogada pela esquerda, cortou para o meio da área, mas o chute foi fraco, de perna direita, sem perigo para o goleiro tricolor. Aos 44, Eusébio tentou de fora da área, com efeito. Bruno agarrou firme, no último lance importante antes do intervalo.

Na saída para os vestiários, a maioria dos jogadores do Flamengo reclamou do campo pesado, e Ibson disse que estava sentindo o esforço na final do Campeonato Carioca, no último domingo, quando o time conquistou o tri na disputa por pênaltis.

Fla se impõe e vence fácil no segundo tempo

Com um minuto de bola rolando na segunda etapa, o goleiro do Fortaleza fez um milagre ao defender um toque de joelho de Emerson após escanteio cobrado da esquerda. Logo depois, aos dois, Juan passou para Emerson, que tocou de calcanhar para o lateral-esquerdo. Ele viu Kleberson entrando pela direita e tocou com precisão para o meio-campista fazer o gol rubro-negro, seu terceiro em dois jogos, já que fez os dois no tempo normal da final do Estadual.



Aos nove, Emerson foi lançado na direita, partiu em velocidade, chutou forte, mas Douglas pegou. Um minuto depois, Eusébio arriscou de perna esquerda, e a bola passou rente à trave direita de Bruno. Aos 13, Ibson cobrou escanteio da esquerda, Welinton cabeceou bem, mas Douglas foi no canto esquerdo e mandou a bola pela linha de fundo.

Aos 15, Júlio deu uma entrada violenta em Juan e recebeu o cartão vermelho direto, deixando os donos da casa em situação ainda mais complicada. Na cobrança da falta, Ibson jogou por cima do travessão. Aos 22, Juan foi derrubado por Bismark na área. Pênalti, que o lateral cobrou com estilo, fazendo o segundo para os rubro-negros.

E o jogo ficou à mercê do Fla. Aos 26, Ibson quase fez um gol olímpico. Ele cobrou um escanteio da esquerda bem fechado, e Douglas espalmou pela linha de fundo. Na outra cobrança, o time carioca carimbou seu passaporte para as quartas-de-final. Ibson bateu do mesmo jeito, o goleiro falhou, e a bola sobrou limpa para Emerson, que marcou de cabeça. 3 a 0. Até o apito final, o Fla ainda teve chance de golear, mas perdeu algumas boas chances, como o lance em que Zé Roberto chutou por cima do travessão, mesmo de frente para o gol, aos 44. Mas a vaga já estava garantida há alguns minutos.

Equipe da TV Globo comenta vitória do Fla. Assista no vídeo acima

Confira tudo sobre a Copa do Brasil e os confrontos das quartas

FICHA DO JOGO:
FORTALEZA 0 x 3 FLAMENGO
FORTALEZA
Douglas, Maisena (Vanderlei), Gilmak, Edson e Guto; Julio,Coutinho, Eusébio e Bismarck (Álvaro); Marcelo Nicácio (Sidney) e Luiz Carlos.
Técnico: Mirandinha.
FLAMENGO
Bruno, Aírton, Welinton e Ronaldo Angelim; Léo Moura, Willians (Toró), Ibson, Kleberson e Juan; Everton (Zé Roberto) e Emerson (Obina).
Técnico: Cuca.
Gol: Kleberson, aos dois, Juan, aos 23, Emerson aos 27 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Everton (FLA)
Cartão vermelho: Júlio (FOR)
Renda: R$ 918.400,00. Público pagante: 46.358.
Estádio: Castelão. Data: 06/05/2009.
Árbitro: Evandro Rogério Roman (Fifa/PR).
Auxiliares: Gilson Bento Coutinho (PR) e José Carlos Dias Passos (PR).

INTERNACIONAL (RS) 2X0 NÁUTICO (PE)
Inter domina o Náutico e avança com facilidade para as quartas-de-final



E a rotina de vitórias do Internacional continua sem tropeços. Nesta quarta-feira, o Colorado derrotou o Náutico por 2 a 0, sem fazer força, e conquistou a vaga nas quartas-de-final da Copa do Brasil (assista ao vídeo ao lado). Como venceu por 3 a 0 no Recife, se classificou com folgas para a próxima fase.

Nos últimos cinco jogos, foram 22 gols, e um domínio absoluto sobre os rivais. O adversário colorado será o Flamengo, na próxima quarta-feira. O Rubro-Negro deixou o Fortaleza para trás. O mando de campo das duas partidas será definido por sorteio pela CBF.

Antes, porém, Inter e Náutico estreiam no Brasileirão. No domingo, a equipe do técnico Tite visita o Corinthians, às 16h, no Pacaembu. O Alvirrubro vai enfrentar o Goiás, fora de casa, às 18h30m.

Bola rolando é bola na rede

Dois minutos. Foi o tempo necessário para o Internacional abrir o placar contra o Náutico, no Beira-Rio. Taison aproveitou a falha do sistema defensivo alvirrubro, roubou a bola quase no meio-campo, encarou a defesa e abriu o placar no Gigante. O gol levou o garoto para o topo da artilharia da Copa do Brasil, com cinco gols, ao lado de Kemps, do Criciúma, e Gilmar, do Timbu.

O bom toque de bola dos colorados deixava o Náutico completamente perdido. E não demorou muito para sair o segundo gol. D’Alessandro, em grande fase, cobrou falta com perfeição e fez o segundo: 2 a 0, e a vaga mais do que garantida.

A primeira vez que o Alvirrubro conseguiu passar da linha do meio-campo foi aos 11. No entanto, Jhonny foi barrado por Álvaro e não conseguiu avançar. Aos 21, Anderson Lessa chegou com perigo. O jogador tentou bater dentro da área, mas acabou desarmado.

Naquele momento, a vantagem colorada era de cinco gols na soma dos dois jogos. Na partida de ida, o Inter venceu por 3 a 0, nos Aflitos. A notícia ruim para o Colorado na etapa inicial foi uma lesão de Taison. O jogador deixou o campo com uma lesão na região lombar e não voltou para o segundo tempo.

Hora de administrar

Com a vaga na mão, o time do técnico Tite voltou dos vestiários para administrar o jogo. Alecsandro assumiu o lugar de Taison, que saiu com muitas dores. Em campo, poucas chances de gol. Sem forças, o Náutico não conseguia reagir.

Aos oito, D’Alessandro levantou para a área, Alecsandro dominou no peito, tentou uma bicicleta, mas Eduardo defendeu no centro do gol. Aos 20, boa chance para o Náutico. Gilmar recebeu na entrada da área, chutou forte, e a bola tirou tinta da trave de Lauro. Quatro minutos mais tarde, Nilmar serviu Índio na área, o zagueiro tentou se livrar de Eduardo, mas acabou desarmado.

Mas o duelo já estava decidido quando o primeiro jogo terminou nos Aflitos. O Inter, campeão gaúcho, vai encarar o Flamengo, campeão carioca. Vai pegar fogo!


Ficha técnica:
INTERNACIONAL 2 x 0 NÁUTICO
INTERNACIONAL
Lauro; Bolívar, Índio, Álvaro e Kleber; Glaydson, Magrão (Rosinei), Guiñazu (Andrezinho) e D'Alessandro; Taison (Alecsandro) e Nilmar.
Técnico: Tite.
NÁUTICO
Eduardo, Gladstone, Negretti e Vágner; Sidny, Galiardo (Juliano), Johnny, González (Dinda) e Alex (Wellington); Gilmar e Anderson Lessa.
Técnico: W. Lemos.
Gols: Taison, aos dois, e D'Alessandro, aos oito minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Nilmar (Internacional); Negretti e Alex (Náutico).
Estádio: Beira-Rio. Data: 06/05/2009.
Árbitro: Arilson Bisbo da Anunciação (BA).
Auxiliares: Adson Marcio Lopes Leal (BA) e José Carlos Oliveira dos Santos (BA).

Taça Libertadores:Jogos de Ida das Oitavas de Final

UNIVERSIDAD SAN MARTÍN (PER) 1X3 GRÊMIO (BRA)
Em noite para lembrar Jardel, Maxi López deixa Grêmio perto das quartas



É como se Jardel tivesse deixado os cabelos crescerem, tingido cada fio de loiro e aprendido espanhol. Com o mesmo número 16 que foi do lendário centroavante no bi da América, Maxi López comandou o Grêmio na vitória por 3 a 1 sobre o San Martín, na noite desta quarta-feira, em Lima, no primeiro jogo das oitavas-de-final da Libertadores. O argentino marcou dois gols, ambos de cabeça, como fazia o herói dos anos 90. Souza fez o outro.

Só uma tragédia tira o Grêmio das quartas-de-final. O San Martín, para avançar na competição, precisa bater o time gaúcho por três gols de diferença. Outra alternativa para os peruanos é abrir dois gols, desde que marquem pelo menos quatro vezes na Azenha – 4 a 2 ou 5 a 3, por exemplo. Ou seja: praticamente impossível.

Foi a quarta vitória seguida do time gremista como visitante na Libertadores. O clube gaúcho segue invicto na competição. O jogo da volta é na quarta-feira da semana que vem, no Olímpico. Antes, o Grêmio recebe o Santos na estreia no Campeonato Brasileiro. O jogo é domingo, às 18h30m (de Brasília), também em Porto Alegre.

Veja a tabela de jogos da Taça Libertadores

Gol lá, gol cá
Tem coisas que só a Libertadores apronta. O San Martín é um clube universitário recém-saído das fraldas, com torcida quase inexistente, que sequer tem estádio próprio. Mesmo assim, foi o melhor adversário que o Grêmio encontrou na Libertadores até agora. O Tricolor fechou o primeiro tempo com empate por 1 a 1 no estádio Alejandro Villanueva e teve que ir para o vestiário sem o direito de resmungar. Poderia ter vencido, mas também poderia ter perdido.

Foi um jogo muito bom desde o início, com ataques de lado a lado, mesmo que as situações de gol não tenham sido tão freqüentes quanto as investidas das duas equipes. As cerca de 5 mil pessoas presentes no bairro La Victoria (aproximadamente 50 gremistas) não jogaram o tempo fora. Elas viram movimentação, disputa e alternativas táticas. Acima de tudo, viram duas equipes dispostas a ganhar.

A grande arma dos peruanos é o quarteto ofensivo, com os meias Cejas e Díaz e os atacantes García e Arzuaga. Todos apresentam uma qualidade que faltou aos atletas de Boyacá Chicó, Aurora e Universidad de Chile, oponentes do Tricolor na primeira fase. Como conseqüência, o Grêmio passou por apuros que são inevitáveis em uma Libertadores. A equipe de Marcelo Rospide viu o San Martín controlar a bola no meio, mas foi competente ao evitar maiores perigos.


O Grêmio saiu na frente. Aos nove minutos, o ataque pressionou a zaga peruana e conseguiu roubar a bola. O lance passou por Maxi López antes de chegar em Souza. Fora da área, o meia olhou para a frente e mandou a bomba antes que a zaga chegasse. O goleiro Butrón se espichou todo, mas o esforço foi inútil. A bola morreu no barbante peruano: 1 a 0 para o Grêmio.

Poderia ser um feito daqueles que dão a um time a tranqüilidade para administrar o resto do jogo. Mas não foi o que aconteceu. O San Martín aumentou a intensidade das escapulidas ao ataque. As jogadas invariavelmente caíam em Arzuaga, atacante gordinho e extremamente hábil do time de Lima. Na base de dribles curtos e envolventes, ele tentou vancer a zaga gremista repetidas vezes. Levou a pior em quase todas. Quase.

Porque, em uma delas, não teve jeito. O jogador recebeu lançamento profundidade. Quando a bola chegou nele, o peruano transformou o domínio em drible. Fábio Santos passou reto. Arzuaga, de frente para Victor, mandou chute cruzado, no cantinho. O jogo estava empatado.


Uma camisa 16, dois gols
É uma cena que traz boas lembranças aos gremistas: jogo complicado, uma bola dominada pelo meio, um lançamento na direção da área, um centroavante com a camisa 16 subindo mais alto do que a zaga para, de cabeça, fazer o gol. Poderia ser Jardel em 1995, mas é Maxi López em 2009. No cruzamento de Souza, o argentino desviou para colocar o Grêmio outra vez na frente.

Ter centroavante é bom. Ter centroavante e goleiro é melhor ainda. Aos oito minutos, García mandou chute esquisito, meio torto, mas a bola resolveu visitar o ângulo de Victor. Ela mal sabia que daria com o nariz na porta. O goleirão gremista voou bonito para manter a rotina de defesaças.

Como o time de Lima não empatou, restou ao Grêmio ampliar. E novamente com Maxi López, novamente de cabeça. Jonas apareceu bem na direita e mandou na testa do centroavante, que concluiu com força e precisão: 3 a 1.

Não havia mais o que fazer. Com tamanha vantagem, o negócio foi administrar. Até o recém-contratado Túlio estreou aos 30 minutos. Ainda assim, Tcheco quase fez o quarto ao entrar driblando na área. A bola passou pertinho da trave. Mas o gol que o capitão poderia ter marcado não fez falta. O Grêmio está quase lá. Ir para as quartas-de-final virou mera formalidade. O título está mais próximo. E é aquele mesmo título de 95...

Ficha técnica:
SAN MARTÍN 1 x 3 GRÊMIO
SAN MARTÍN
Butrón, Salas, Ramos, Ballón e Guizasola (Réver); Hinostroza, Fernández, Cejas (Silva) e Díaz (Carrillo); García e Arzuaga.
Técnico: Victor Rivera.
GRÊMIO
Victor, Léo, Réver e Rafael Marques; Ruy, Adílson, Tcheco (Douglas Costa), Souza e Fábio Santos; Jonas (Túlio) e Maxi López (Herrera).
Técnico: Marcelo Rospide.
Gols: Souza, aos nove, e Arzuaga, aos 33 minutos do primeiro tempo; e Maxi López, a um e aos 16 minutos do segundo.
Cartões amarelos: Salas e Arzuaga (San Martín); Réver, Fábio Santos e Ruy (Grêmio)
Estádio: Alejandro Villanueva, em Lima (Peru). Data: 06/05/2009.
Horário: 21h50m (de Brasília).
Árbitro: Carlos Vera (Equador).
Auxiliares: Juan Cedeño (Equador) e Carlos Herrera (Equador).

Liga dos Campeões:Jogo de Volta da Semifinal

CHELSEA (ING) 1X1 BARCELONA (ESP)
Com um a menos, Barça arranca empate nos acréscimos e vai à final da Liga

Em semifinal para lá de emocionante e só resolvida nos acréscimos, o Barcelona, que jogou com um homem a menos a partir da metade do segundo tempo, eliminou o Chelsea e avançou à final da Liga dos Campeões nesta quarta. Iniesta fez o gol do empate por 1 a 1 com uma bomba no ângulo de Cech. Antes disso, Essien, também em belo gol, havia aberto o placar.



Como havia empatado o jogo de ida por 0 a 0, na Catalunha, o Barça se classificou por conta do gol marcado fora de casa. A final será no dia 27 de maio, em Roma, contra o Manchester United.

Daniel Alves fora da final

Daniel Alves foi o brasileiro titular na equipe do Barça. O brasileiro está fora da decisão, suspenso por conta do acúmulo de cartões amarelos (levou um no jogo desta quarta). Sylvinho entrou no fim do jogo para gastar o tempo. No lado do Chelsea, Alex foi titular e Belletti entrou ao longo da segunda etapa.

O Barcelona começou a partida tentando pressionar o time do Chelsea, mas levou uma ducha de água fria logo no início, aos 9 minutos. Lampard avançou pela esquerda e tentou passar para Drogba na área. A zaga do Barça afastou e Essien pegou a sobra. O ganês emendou de primeira uma bomba de fora da área, que ainda bateu no travessão antes de entrar. Um golaço!

Em vantagem no marcador, o Chelsea se fechou e passou apenas a explorar os contra-ataques. Com Messi pouco inspirado e sem Henry, machucado (Iniesta jogou pelo lado esquerdo do ataque), o Barcelona teve dificuldades para criar chances, apesar de ter mais a bola nos pés.

O Chelsea, em jogadas de bola parada, assustou mais o goleiro Valdés do que Cech foi incomodado pelo poderio ofensivo do Barça no primeiro tempo. O time rondou muito a área inglesa, mas não conseguiu chances cristalinas.

Abidal é expulso em lance polêmico

No segundo tempo, o Barcelona, que precisava do gol de empate para ir à final, voltou se lançando ainda mais ao ataque e deu espaços para os contragolpes. No melhor deles, Drogba recebeu livre, limpou a marcação e chutou exatamente em cima de Valdés.

O Barcelona seguiu atacando na base da garra, mas sem incomodar de fato a Cech. Aos 24, um lance foi capital para o andamento do jogo. Anelka foi lançado pelo lado direito e, aparentemente sem ser tocado por Abidal, foi ao chão. Além de marcar falta, a arbitragem expulsou o francês, que nem cartão amarelo tinha.

Apesar de ter um homem a mais, o Chelsea não mudou sua postura de esperar o Barcelona. Com o passar do tempo, o time catalão passou a buscar cada vez mais o ataque e a deixar buracos no setor defensivo. O técnico Guardiola lançou o atacante Bojan na vaga de seu único verdadeiro volante, Busquests.

Quando Drogba se machucou, Guus Hiddink lançou Belletti na partida e avançou Anelka para o comando de ataque (o francês jogara deslocado pelo lado direito), numa mostra de que estava satisfeito com a postura de sua equipe.

Iniesta vira herói

Valente, o Barça em momento algum desistiu de tentar. Aos 48, veio o presente. Essien afastou mal uma bola no lado esquerdo da área, a bola foi rolada por Messi para Iniesta no outro lado e o camisa 8 soltou a bomba, no ângulo, sem chances para Cech. Outro golaço!

O Chelsea ainda teve tempo de ir ao ataque e reclamar muito de um pênalti. Ballack chutou e a bola pegou no braço de Eto'o dentro da área. A arbitragem nada marcou. Ballack perseguiu o juiz norueguês Tom Henning Ovrebo para reclamar e quase bateu no árbitro, que havia ignorado, ainda com o placar em 1 a 0, um toque de mão de Piqué dentro da área. Mas de nada adiantou, e o Barça fez a festa em Stamford Bridge.

Ficha técnica:
CHELSEA 1 x 1 BARCELONA
CHELSEA
Cech, Bosingwa, Alex, Terry e Ashley Cole; Essien, Ballack, Anelka, Lampard e Essien; Drogba (Belletti).
Técnico: Guus Hiddink.
BARCELONA
Valdés, Daniel Alves, Piqué, Touré e Abidal; Busquets (Bojan), Xavi e Keita; Messi, Eto'o (Sylvinho) e Iniesta (Gudjohnsen).
Técnico: Josep Guardiola.
Gols: Essien, aos 9 minutos do primeiro tempo e Iniesta, aos 48 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Essien, Alex, Ballack (CHE), Daniel Alves, Iniesta e Eto'o (BAR). Cartão vermelho: Abidal (BAR).
Estádio: Stamford Bridge, Londres (ING). Data: 06/05/2009.
Árbitro: Tom Henning Ovrebo (NOR).
Auxiliares: Geir Age Holen (NOR) e Dag-Roger Nebben (NOR).

terça-feira, 5 de maio de 2009

Copa do Brasil:Oitavas de Final

PONTE PRETA (SP) 2X1 AMERICANO (RJ)
Ponte vence o Americano e avança às quartas-de-final da Copa do Brasil



A Ponte Preta venceu o segundo duelo contra o Americano e está nas quarta-de-final da Copa do Brasil. A equipe de Campinas jogou em seu estádio, superou o time de Campos por 2 a 1 nesta terça-feira e garantiu a vaga na próxima fase. Agora, espera o vencedor do confronto entre Coritiba e CSA-AL para saber quem será seu adversário.

Jogando em casa, a Ponte foi para cima do Americano desde o início da partida. Logo aos 18 minutos, Savóia abriu o placar para a Macaca. Apesar de se lançar ao ataque em busca do empate, o Americano esbarrou na boa marcação do adversário e foi para o intervalo em desvantagem no placar.

No segundo tempo, o time de Campos voltou melhor e conseguiu o empate, aos dois minutos. Danilo Neco, aos 18, porém, pôs a Macaca novamente à frente no placar e com a vaga nas mãos.

Para piorar a situação do Americano, um lance inusitado no fim da partida. Ernani levou o cartão amarelo, e, em uma confusão do árbitro Elmo Alves Resende Cunha, foi expulso, mesmo sem ter sido advertido anteriormente. Quem havia sido advertido fora Pirão. O lance gerou protesto da equipe de Campos, mas o técnico Toninho Andrade assumiu que a eliminação não foi causada pelo erro do juiz. Melhor para a Ponte, que avança no torneio nacional.

Taça Libertadores:Jogos de Ida das Oitavas de Final

PALMEIRAS (BRA) 1X0 SPORT (BRA)
Em casa, Ortigoza põe Palmeiras na frente do Sport nas oitavas da Taça Libertadores



No primeiro duelo pelas oitavas-de-final da Taça Libertadores, o Palmeiras contou com o fator campo e a força da sua torcida, que encheu o Palestra Itália, para derrotar o Sport e sair em vantagem para o jogo de volta, na próxima terça-feira, às 20h15m, na Ilha do Retiro. Mas apesar da pressão imposta desde o primeiro minuto, o Verdão desperdiçou várias oportunidades e venceu por apenas 1 a 0, gol de Ortigoza.

Ouça o gol com a narração de Oscar Ulisses, da Rádio Globo São Paulo

O resultado deixa a equipe paulista precisando de um empate para avançar às quartas-de-final da principal competição sul-americana, mas a vaga pode ser conquistada até mesmo com derrota por um gol de diferença, desde que o Alviverde balance as redes no Recife. Já o time pernambucano precisa vencer por pelo menos dois gols de diferença para conseguir a classificação. Placar de 1 a 0 para o Rubro-Negro levará a decisão para os pênaltis.

Apesar do placar magro, com o Palmeiras jogando melhor e com um a mais em campo desde os 29 minutos do segundo tempo (Hamilton foi expulso), os torcedores alviverdes não pararam de apoiar o time, e o incentivo começou antes mesmo de a partida começar, como pediu o técnico Vanderlei Luxemburgo, gerando um clima parecido com o que a torcida do Sport cria na Ilha do Retiro.

Confira o Raio-X das oitavas-de-final da Taça Libertadores

Jogo quente, chances perdidas e bola na trave

Com um esquema diferente das últimas partidas, o Palmeiras começou sufocando o adversário. Usando uma armação mais ofensiva, com Willians, Marquinhos e Keirrison, o time assustou os pernambucanos logo aos cinco minutos, quando Diego Souza cruzou e Keirrison acertou o travessão de Magrão.

A equipe comandada por Nelsinho Baptista demorou a se encaixar no jogo. Com Paulo Baier bem marcado por Pierre, que se recuperou de uma lesão no tornozelo esquerdo e atuou desde o início, o Sport passou a explorar principalmente o lado esquerdo, onde Dutra encontrava liberdade nas costas de Wendel, e buscou também aproveitar a velocidade de Wilson.

Enquanto o Rubro-negro tentava encontrar brechas, o ataque palmeirense esbarrava na forte zaga formada por Igor, Durval e César. Aos 24 minutos, no entanto, novo susto para o Sport. Keirrison deu belo drible de corpo em César e concluiu a gol, mas a bola passou rente à trave.

Logo em seguida, Wilson arrancou da intermediária e arriscou contra a meta de Marcos, que precisou se esticar todo para evitar o gol. E para o Sport foi só. O ritmo do jogo era frenético, e a torcida do Palmeiras não parava de fazer barulho nas arquibancadas do Palestra Itália. Munidos de apitos, os alviverdes fizeram a sua parte e tentaram atrapalhar os jogadores adversários quando estes iam ao ataque. E apesar da presença no campo de ataque, o time paulista não conseguiu superar a zaga adversária, que fez com que a primeira etapa terminasse sem gols.

'Coalhada' deixa o banco para decidir... E teve mais bola na trave

Como na primeira etapa, o Palmeiras começou pressionando e quase abriu o placar no início. Aos sete minutos, depois de boa jogada de Keirrison, Marquinhos chutou cruzado, mas César salvou quase em cima da linha. Oito minutos depois foi a vez de Cleiton Xavier cobrar falta perigosa, mas nenhum companheiro conseguiu completar o lance na pequena área.

Apesar de ter mais posse de bola, o gol palmeirense teimava em não sair. Enquanto isso, o Sport aproveitava para fazer o tempo passar quando tinha o domínio da situação. Em duas oportunidades, ambas em cobranças de faltas de Paulo Baier, os visitantes tiveram chances de sair na frente, mas não chegaram a assustar o goleiro Marcos.

Para mexer com o time, Luxemburgo sacou Willians e Marquinhos para as entradas de Mozart e Ortigoza, respectivamente. Assistindo ao ímpeto ofensivo do Palmeiras, o técnico do Sport, Nelsinho Baptista, aproveitou para adiantar a sua equipe: Vandinho deu lugar a Ciro. Mas o que pareceria ponto positivo para o time pernambucano, aproveitar o desespero alviverde, virou aposta certa dos paulistas.

Em jogada individual, Ortigoza sofreu falta pelo lado direito do ataque. No lance, Hamilton foi expulso. Cleiton Xavier cobrou, e o atacante paraguaio deu um leve toque de cabeça para fazer 1 a 0 e incendiar os torcedores palmeirenses, aos 31 minutos do segundo tempo.

Diego Souza ainda poderia ter ampliado aos 45 minutos, ao cabecear de maneira consciente no canto esquerdo de Magrão. Mas a bola caprichosamente bateu na trave, com Keirrison chegando atrasado na tentativa de completar. Sorte dos pernambucanos, que não tiveram de voltar para Recife com uma missão mais difícil: vencer por um mínimo de três gols de diferença.

Ficha Técnica:
PALMEIRAS 1 x 0 SPORT
PALMEIRAS
Marcos, Wendel, Mauricio Ramos, Danilo e Armero (Jeferson); Pierre, Cleiton Xavier, Diego Souza e Marquinhos (Ortigoza); Willians (Mozart) e Keirrison
Técnico: Vanderlei Luxemburgo
SPORT
Magrão, Igor, César e Durval; Moacir, Hamilton, Daniel Paulista (Luciano Henrique) e Paulo Baier e Dutra; Vandinho (Ciro) e Wilson (Andrade)
Técnico: Nelsinho Baptista
Gol: Ortigoza, aos 31 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Wilson e Paulo Baier (Sport); Pierre e Danilo (Palmeiras)
Cartão vermelho: Hamilton (Sport)
Estádio: Palestra Itália Data: 05/05/2009
Renda: R$ 1.246.726 Público: 23.991 pagantes
Árbitro: Sergio Pezzota (ARG)
Auxiliares: Francisco Rocchio e Horacio Herreroi

Liga dos Campeões:Jogo de Volta da Semifinal

ARSENAL (ING) 1X3 MANCHESTER UNITED (ING)
Manchester passa fácil pelo Arsenal e vai à final da Liga dos Campeões

O Manchester United não deu qualquer chance ao Arsenal nesta terça-feira e, com um impressionante triunfo por 3 a 1, garantiu vaga na final da Liga dos Campeões . Mesmo jogando fora de casa, no Emirates Stadium, em Londres, os Diabos Vermelhos só precisaram de 11 minutos para fazer dois gols (Park e Cristiano Ronaldo) e resolver a parada. Na segunda etapa, Cristiano Ronaldo fez o terceiro dos visitantes. Van Persie, de pênalti, ainda descontou, mas era tarde para uma reação dos Gunners.

A vitória apenas confirmou a superioridade do Manchester no confronto. O atual campeão, que já havia vencido o jogo de ida por 1 a 0 (colecionou chances perdidas naquela partida), vai encarar na final, dia 27 de maio, o vencedor do duelo entre Chelsea e Barcelona, também em Londres, nesta quarta-feira. O jogo de ida terminou empatado por 0 a 0.

Veja a galeria de fotos da partida

O Arsenal entrou em campo com a escrita de não perder em casa pela Liga dos Campeões desde 2004. Mas o tabu que valeu foi o do Manchester, que completou 25 jogos sem derrota na competição (não perde desde as semifinais da edição 2006-2007).

Anderson tem boa atuação

Jogando em casa e precisando do triunfo, o Arsenal começou marcando a saída de bola do Manchester. Mas duas falhas fizeram todo o esquema montado por Arsene Wenger ruir. Aos 8 minutos, após cruzamento despretensioso vindo do lado esquerdo, o lateral Gibbs escorregou na área e não conseguiu cortar. Park recolheu e tocou na saída de Almunia para fazer 1 a 0.

O gol deixou o Arsenal atordoado. Aos 11 minutos, o time sofreu outro duro golpe. Cristiano Ronaldo bateu falta de longe. A bola não foi no ângulo, tampouco com muita força, mas o goleiro Almunia, herói do jogo de ida, aceitou.

A partida então caiu de ritmo. Anderson, único brasileiro titular na partida (Rafael entrou no segundo tempo), foi um dos melhores dos Diabos enquanto esteve em campo.

Contragolpe fulminante fecha o caixão do Arsenal

No segundo tempo, o Arsenal voltou tímido, aos poucos tentou ir ao ataque para buscar um golzinho, mas levou uma ducha de água fria aos 16 minutos. Em contragolpe muito rápido, o Manchester fez o terceiro. Cristiano Ronaldo deu passe de calcanhar para Park, ainda antes do meio do campo. O coreano serviu Rooney, que avançou até a área e rolou para Cristiano Ronaldo. O gajo escorou para a rede e correu para o abraço.

Alex Ferguson aproveitou para tirar de campo seus jogadores pendurados (Rooney e Evra). O treinador, entretanto, não esperava que Fletcher fosse levar cartão vermelho ao cometer pênalti em Fábregas. Van Persie bateu e fez o gol de honra do Arsenal, mas foi só.

Ficha técnica:
ARSENAL 1 x 3 MANCHESTER UNITED
ARSENAL
Almunia, Sagna, Touré, Djourou e Gibbs (Eboué); Song, Fábregas e Nasri; Walcott (Bendtner), Adebayor e Van Persie (Vela).
Técnico: Arsene Wenger.
MANCHESTER UNITED
Van der Sar, O'Shea, Ferdinand, Vidic e Evra (Rafael); Carrick, Fletcher e Anderson (Giggs); Cristiano Ronaldo, Rooney (Berbatov) e Park.
Técnico: Alex Ferguson.
Gols: Park, aos 8, e Cristiano Ronaldo, aos 11 minutos do primeiro tempo. Cristiano Ronaldo, aos 16, e Van Persie, aos 31 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Narsi, Eboué e Adebayor (ARS).
Cartão vermelho: Fletcher (MAN).
Estádio: Emirates, Londres (ING). Data: 05/05/2009.
Árbitro: Roberto Rosetti (ITA).
Auxiliares: Paolo Calcagno (ITA) e Stefano Ayroldi (ITA).

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Campeonato Inglês

ASTON VILLA 1X0 HULL CITY
Aston Villa vence e entra na zona de classificação à Copa da Uefa

Se o Campeonato Inglês terminasse nesta segunda-feira, o Aston Villa seria o único clube do país classificado para a Copa da Uefa. Isso porque o time da cidade de Birminghan bateu o Hull City, em casa, por 1 a 0, em jogo válido pela 35ª rodada.

Agora com 58 pontos, o Aston é o quinto colocado. O clube assumiu a posição que era do Everton, vencedor do confronto contra o Sunderland, no domingo.

Apesar de magro, o resultado, foi doloroso para o Hull, que não conseguiu se distanciar da zona do rebaixamento. Os Tigres se mantiveram na 17ª colocação, com 34 pontos – três a mais que Newcastle e Middlesbrough, ambos com 31.

O gol dos donos da casa foi marcado pelo norueguês John Carew, aos 32 minutos do primeiro tempo.

Confira os resultados da 35ª rodada do Campeonato Inglês:

Sábado
Middlesbrough 0 x 2 Manchester United
Chelsea 3 x 1 Fulham
Man City 3 x 1 Blackburn
Portsmouth 0 x 3 Arsenal
Stoke 0 x 1 West Ham
Tottenham 1 x 0 West Brom
Wigan 0 x 0 Bolton

Domingo
Liverpool 3 x 0 Newcastle
Sunderland 0 x 2 Everton

Campeonato Português

TROFENSE 2X1 BELENENSES
No duelo dos desesperados, Trofense passa a lanterna para o Belenenses

No duelo dos desesperados do Campeonato Português, o Trofense bateu o Belenenses por 2 a 1 e deixou a lanterna nas mãos do próprio adversário. Com o resultado, a equipe da cidade de Trofa chegou aos 22 pontos, um a mais que o time de Lisboa. A partida encerrou a 27ª rodada. Faltam apenas três para o fim do torneio.

Todos os gols saíram no primeiro tempo. Jogando em casa, o Trofense abriu o placar logo aos 12 minutos. Valdomiro chutou, o ex-botafoguense Júlio César defendeu, e Varela, no rebote, mandou para o gol. Aos 23, Hugo Leal ampliou, de pênalti. Três minutos mais tarde o Belenenses diminuiu com Wender, após passe de Roncatto.

Agora, as duas equipes vivem uma situação dramática, já que o primeiro time fora da zona de rebaixamento é o Rio Ave, com 24 pontos, que na sexta-feira empatou com o Braga em 0 a 0.

Confira os resultados da 27ª rodada do Campeonato Português:
Sexta-feira
Rio Ave 0 x 0 Braga

Sábado
Académica 0 x 0 Sporting
Nacional 3 x 1 Benfica

Domingo
Estrela da Amadora 2 x 1 Leixões
Vitória de Guimarães 1 x 0 Naval
Vitória de Setúbal 2 x 1 Paços de Ferreira
Marítimo 0 x 3 Porto

domingo, 3 de maio de 2009

Campeonato Baiano:Finalíssima

VITÓRIA 2X2 BAHIA
Vitória empata com o Bahia e conquista o tricampeonato baiano no Barradão

Pode comemorar torcedor rubro-negro! Mesmo empatando por 2 a 2 com o rival Bahia, o Vitória conquistou o tricampeonato baiano, neste domingo, diante de um gramado do Barradão castigado pela chuva, que não deu trégua na capital Salvador. O artilheiro Neto Baiano, e o xodó Ramon marcaram para o Leão da Barra, enquanto Reinaldo Alagoano e Ávine balançaram as redes para o Esquadrão de Aço, que mais uma vez ficou com o vice-campeonato.

O Bahia não conquista o Baianão desde 2001, mas continua sendo o maior vencedor do Estado, com 43 títulos. O empate ou resultados iguais favoreciam ao Vitória pela melhor campanha na primeira fase.

Assim que o árbitro encerrou o jogo, uma confusão generalizada começou. Os jogadores do Bahia, inconformados, trocaram sopapos com os jogadores do Vitória. A Polícia Militar rapidamente contornou a situação. O zagueiro Wallace, do Vitória, chegou a ser agredido pelo goleiro Marcelo, do Bahia.

Confira a classificação final do Campeonato Baiano

Tricolor surpreende na casa do rival

A rivalidade entre as equipes é tão acirrada, que ultrapassa o limite das quatro linhas. Minutos antes de a bola rolar, o placar do Estádio Manuel Barradas anunciava: Vitória x Visitante, ignorando o nome do Bahia. Contudo, por ordem dos dirigentes da equipe rubro-negra, o nome do Bahia foi devidamente chamado no marcador eletrônico.

Quando o árbitro Leandro Pedro Vuaden autorizou o início de partida, os nervos afloraram. Aos seis minutos, Ávine tentou atrasar para o goleiro Marcelo, mas escorou fraquinho. Apodi, que vinha na corrida, antecipou, tirou o arqueiro tricolor da jogada e bateu na trave, perdendo uma chance incrível de abrir o placar para o Vitória.

Quatro minutos mais tarde, o Bahia respondeu com eficiência. Vanderson escorregou - o gramado encharcado traiu o volante rubro-negro - , e Paulo Roberto ficou com a bola. O jovem meio-campo deixou para Reinaldo Alagoano, na área, que bateu forte, sem chance para Viafara, marcando para o Esquadrão de Aço.

Desde então, o Bahia recuou, e o Vitória passou a comandar as ações ofensivas, a maioria delas nas faltas cobradas por Ramon, e os cruzamentos de Apodi. Entretanto, nos descontos da primeira etapa, após uma rápida troca de passes do ataque tricolor, Rogério deixou para Ávine. O lateral recebeu na área e escorou na saída do goleiro, ampliando para o Bahia.

Neto Baiano e Ramon garantem o tri para o Leão da Barra

Na volta do intervalo, os técnicos Paulo César Carpegiani e Alexandre Gallo não fizeram qualquer alteração. Apenas correções de posicionamento. Depois de 10 minutos, Adriano substituiu Luciano Almeida, no Vitória. Em seguida, Reinaldo Alagoano recebeu na área, limpou a marcação e soltou a bomba. Viafara evitou o terceiro gol do Bahia.

O Esquadrão de Aço levava o jogo em banho-maria, gastando o tempo. Welington entrou no vaga de Carlos Alberto, apagado no Rubro-Negro. Aos 19, Apodi desceu pela direita e cruzou para a área. Neto Baiano dividiu no alto com Nen, a bola sobrou na frente, e o artilheiro do Campeonato Baiano fuzilou a meta de Marcelo, diminuindo para o Leão da Barra.

Na sequência, Cadu - que entrou no lugar de Reinaldo Alagoano - , foi expulso em seu primeiro lance, prejudicando ainda mais o Bahia. O jogador saiu chorando para o vestiário. Sob o temporal, o Vitória passou a ser o administrador da partida.

Precisando de mais um gol, Alexandre Gallo tirou Marconi e colocou Beto, para dar mais velocidade e poder ofensivo ao Tricolor. Mais tarde, Élton foi sacado, e Ananias reforçou a meia-cancha do Bahia.

Aos 35, o zagueiro Evaldo e o meio-campo Ramon discutiram asperamente. Nos últimos minutos, Bida recebeu na área, em um rápido contra-ataque, e foi derrubado por Marcelo. Ramon cobrou o pênalti, empatou a partida e decretou o tricampeonato baiano para o Vitória.

Ficha técnica:
VITÓRIA 2 x 2 BAHIA
VITÓRIA
Viafara; Apodi, Wallace, Victor Ramos e Luciano Almeida (Adriano); Vanderson, Carlos Alberto (Welington), Bida, Jackson e Ramon; Neto Baiano.
Técnico: Paulo César Carpegiani.
BAHIA
Marcelo; Marconi (Beto), Evaldo, Nen e Ávine; Rogério, Leandro, Élton (Ananias) e Léo Medeiros; Paulo Roberto e Reinaldo Alagoano (Cadu).
Técnico: Alexandre Gallo.
Gols: Reinaldo Alagoano, aos 10 minutos do primeiro tempo, e Ávine, aos 46; Neto Baiano, aos 19 minutos do segundo tempo, e Ramon, aos 44.
Cartões amarelos: Ramon, Wallace, Neto Baiano e Victor Ramos (Vitória); Paulo Roberto, Nen, Marcone, Leandro, Élton e Marcelo (Bahia).
Cartão vermelho: Cadu (Bahia).
Estádio: Manoel Barradas (Barradão). Data: 03/05/2009.
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden.
Auxiliares: Alessandro Álvaro Rocha de Matos e Raimundo Carneiro de Oliveira.
Renda e Público: R$ 712.820,00 / 26.942 (pagantes)

Campeonato Português

MARÍTIMO 0X3 PORTO
Porto bate o Marítimo fora de casa e fica muito próximo do tetracampeonato

Mesmo jogando fora de casa, na Ilha da Madeira, o Porto não tomou conhecimento do Marítimo e derrotou o adversário por 3 a 0, neste domingo, em jogo válido pela 27ª rodada do Campeonato Português . Com o resultado, os Dragões chegaram aos 63 pontos e abriram seis de vantagem para o vice-líder Sporting.

No próximo final de semana, o time do goleiro brasileiro Helton pode garantir o tetracampeonato nacional com duas rodadas de antecipação. Para isso, basta vencer o Nacional em casa e torcer por uma derrota do Sporting diante do Vitória de Setúbal.

Os gols do triunfo do Porto neste domingo foram anotados por Rolando, Raul Meirelles e Tomás Costa.

Confira os resultados da 27ª rodada do Campeonato Português
Sexta-feira
Rio Ave 0 x 0 Braga

Sábado
Académica 0 x 0 Sporting
Nacional 3 x 1 Benfica

Domingo
Estrela da Amadora 2 x 1 Leixões
Vitória de Guimarães 1 x 0 Naval
Vitória de Setúbal 2 x 1 Paços de Ferreira

Campeonato Catarinense:Finalíssima

AVAÍ 3{3}X1{0} CHAPECOENSE
Comandado por Marquinhos, Avaí vence o Chapecoense e conquista o Catarinense

Como diz o hino alviceleste, o Avaí é o time da raça e desta forma conquistou o título Catarinense, na Ressacada. Comandado pelo meia Marquinhos, o Leão venceu o Chapecoense por 3 a 1, no tempo normal, e 3 a 0, na prorrogação, e quebrou um jejum de 12 anos sem conquistar o troféu do Estadual. Evando, Marquinhos, duas vezes, Ferdinando, Léo Gago e Lima fizeram os gols da equipe de Florianópolis. Rômulo foi o artilheiro solitário do Verdão.

O primeiro confronto da final aconteceu no último domingo e o Chapecoense venceu por 3 a 1, no Índio Condá. Desta forma, o time do interior entrou em campo neste domingo com a vantagem do empate.

Com o troféu deste domingo, o Avaí chegou ao 14º título do Campeonato Catarinense. O Leão é o segundo time com mais conquistas, em Santa Catarina. O Figueirense, com 15, é maior vencedor do Estado.

O jogo

Precisando da vitória para levar o jogo para prorrogação e seguir sonhando com o título, o Avaí começou pressionando o Chapecoense. Aos cinco minutos, a primeira grande chance do Leão. William entrou na área e chutou para defesa de Nivaldo. No rebote, Evando, de cabeça, mandou a bola para o gol e o zagueiro William Amaral tirou o perigo.

Apesar do time de Florianópolis ter mais posse de bola, o Chapecoense abriu o placar. Aos nove minutos, Bruno Cazarine puxou o contra-ataque e passou para Rômulo, sozinho, na área. O atacante, com tranqüilidade, tocou para o fundo da rede de Eduardo Martini.

O Avaí não sentiu o gol e seguiu dominando o jogo. Marquinhos chutou, de fora da área, e a bola passou perto do gol de Nivaldo. Marcus Winícius também resolveu testar o camisa 1 do Verdão e quase abriu o placar.

Os torcedores do Leão pediram pênalti em duas ocasiões. Primeiro com o meia Marquinhos, que caiu na área após tabela com Ferdinando. Logo depois, Uendel fez boa jogada pela esquerda, foi derrubado e o árbitro Luiz Orlando de Souza mandou seguir o jogo.

De tanto tentar, o Avaí conseguiu o empate. Aos 31 minutos, Evando, aquele mesmo que fez o gol que classificou o time para série A do Campeonato Brasileiro, recebeu passe de Marquinhos, na área, e chutou cruzado para igualar a decisão.

O clima esquentou entre os dois times e o volante Marcus Winícius foi expulso, após falta em Neném. Houve um princípio de confusão entre os jogadores, mas o árbitro conseguiu contornar a situação.

Léo Gago vira o placar no início do segundo tempo

Assim como na primeira etapa, o Avaí começou o segundo tempo no ataque e, aos cinco minutos, conseguiu a virada. Léo Gago cobrou falta, na entrada da área, com muita força, a bola desviou na barreira e entrou sem chance para o goleiro Nivaldo.

O clima da partida voltou a esquentar e as duas equipes passaram a fazer muitas faltas. Aos 28 minutos, William Amaral derrubou Evando , recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. O jogador não reclamou da marcação do árbitro e foi para o vestiário sem dar uma palavra.

Mesmo satisfeito com o placar, o Avaí continuou no ataque e ampliou. Aos 34, Marquinhos recebeu passe de Evando, na área, e colocou a bola no ângulo de Nivaldo. Golaço do Leão para delírio da torcida que lotou o estádio da Ressacada.

Desorganizado, o Chapecoense tentou atacar, mas não conseguiu criar chances de gol. A equipe de Florianópolis administrou os últimos minutos da segunda etapa e o jogo foi para prorrogação.

Chuva de gols na prorrogação

De acordo com o regulamento do Campeonato Catarinense, o placar da prorrogação foi zerado. Dono da melhor campanha do campeonato, o Avaí entrou com a vantagem do empate na prorrogação. Porém, isso não foi suficiente para diminuir o ímpeto do Leão.

Com muita vontade e empurrado pelos torcedores, o time alviceleste foi ao ataque voltou a balançar as redes neste domingo. Primeiro com Marquinhos, de cabeça, e depois com Lima e Ferdinando, com chutes de fora da área. 3 x 0 ainda no primeiro tempo da prorrogação.

No último lance de gol do segundo tempo da prorrogação, o goleiro Eduardo Martini bateu um pênalti sofrido por Lima e isolou a bola como em uma cobrança de tiro de meta




Ficha técnica:
AVAÍ 3 x 1 CHAPECOENSE
AVAÍ
Eduardo Martini; Ferdinando, André Turrato, Emerson e Uendel; Marcus Winícius, Léo Gago, Marquinhos (Odair) e Caio; William (Bruno) e Evando (Lima).
Técnico: Silas.
CHAPECOENSE
Nivaldo; William Amaral, Rafael Morisco e Anderson Lima; Thoni, Badé, Cadu (Emerson Cris), Everton Cézar e Neném (Fabinho); Bruno Cazarine e Rômulo.
Técnico: Mauro Ovelha.
Gols: Rômulo, aos 9, Evando, aos 31 do primeiro tempo. Léo Gago, aos 5, Marquinhos, aos 34, do segundo tempo. Marquinhos, aos 8, Lima, aos 12, Ferdinando, aos 14, do primeiro tempo da prorrogação.
Cartões amarelos: William Amaral, Rafael Morisco, Bruno Cazarine, Cadu, Anderson Lima,Badé e Nivaldo (Chapecoense); Ferdinando, Caio, Marquinhos (Avaí).
Cartão vermelho: Marcus Winícius (Avaí) e William Amaral (Chapecoense).
Estádio: Ressacada. Data: 03/05/2009.
Árbitro:Luiz Orlando de Souza.
Auxiliares: Ângelo Rudimar Bechi e Rosnei Hoffmann Scherer.

Campeonato Espanhol

LA CORUÑA 1X0 VALLADOLID
La Coruña derrota Valladolid e mantém chances de disputar torneio europeu

Com um gol do tunisiano Lassad, o La Coruña derrotou o Valladolid, por 1 a 0, neste domingo, no estádio Riazor, em jogo válido pela 34ª rodada do Campeonato Espanhol.

Com o resultado, o time da Galícia, que possui vários simpatizantes no Brasil pelo fato de vários jogadores tupiniquins como Bebeto, Rivaldo, Mauro Silva e Djalminha terem atuado por lá no passado, pulou para o sexto lugar no torneio, com 53 pontos, posição que lhe garante uma vaga na Copa da Uefa da próxima temporada.

ESPANYOL 3X0 VALENCIA
Espanyol bate o Valencia

Dando sequência à sua sensacional recuperação no Campeonato Espanhol, o Espanyol derrotou o Valencia por 3 a 0 neste domingo no Estádio Olímpico de Montjuic, em Barcelona.

O brasileiro Nenê, ex-Santos e Palmeiras, fechou o placar aos converter penalidade máxima aos 50 minutos do segundo tempo. Os outros gols também foram marcados na etapa final, por Roman Martinez, aos 21, e Nico Pareja, aos 37 minutos.

Com o resultado, o clube catalão, que há pouco mais de um mês amargava a lanterna do campeonato, já está na 14ª colocação com 38 pontos ganhos, quatro acima do Sporting Gijón, que abre a zona do rebaixamento.

Confira os resultados da 34ª rodada do Campeonato Espanhol

Sábado
Real Madrid 2 x 6 Barcelona
Numancia 2 x 0 Málaga
Villarreal 0 x 2 Sevilla

Domingo

Mallorca 2 x 1 Getafe
Osasuna 1 x 2 Recreativo
Racing 0 x 2 Almería
Sporting 1 x 1 Athletic Bilbao
Bétis 0 x 2 Atlético de Madri

Campeonato Carioca:Finalíssima

FLAMENGO 2(4)X2(2) BOTAFOGO
Bruno brilha novamente nos pênaltis, e o Flamengo é tricampeão carioca



Parecia um replay de 2007, onde a história do tricampeonato começou. E antes mesmo de a bola rolar, a torcida rubro-negra já anunciava o que iria acontecer na tarde deste domingo: "Vamos ser campeões, vamos Flamengo", cantava confiante. Só não espera sofrer tanto. O título teve, novamente, o mesmo herói: o goleiro Bruno, que defendeu três pênaltis (um de Victor Simões no tempo normal e outros dois, de Juninho e Leandro Guerreiro, na decisão por pênaltis). O Flamengo chegou a abrir 2 a 0 no primeiro tempo com gols de Kleberson, mas permitiu a reação do Botafogo no segundo tempo. Assim como no primeiro duelo, a partida terminou empatada por 2 a 2. Mas aí o camisa 1 rubro-negro fez a diferença na disputa por pênalti, pegou duas cobranças e o Flamengo garantiu o quinto tricampeonato de sua história ao vencer por 4 a 2 (assista ao vídeo ao lado).

Ouça os gols com a transmissão da Rádio Globo



Curiosamente, em 2007, o título em cima do Botafogo também veio nas penalidades após dois empates por 2 a 2. E a decisão por pênaltis também terminou 4 a 2, após o goleiro Bruno defender as cobranças de Juninho - que voltou a falhar neste domingo - e Lucio Flavio. Com o título, o Flamengo assumiu a hegemonia do futebol carioca. Com 31 conquistas, o Rubro-Negro passou o Fluminense, que segue com 30, pela primeira vez na história. E se em 1999-2000-2001, a vítima foi o Vasco, desta vez será o Botafogo quem vai ficar com a sina de ter perdido as três finais seguidas.

O técnico Cuca se livrou do estigma de nunca ter conquistado um título importante na carreira. Em 2007 e 2008, o treinador foi vice-campeão com o Botafogo e após a conquista da Taça Guanabara escutou a antiga torcida gritar "Vice é o Cuca". Por outro lado, Ney Franco permanece com o incômodo tabu de jamais ter vencido o Flamengo em dez jogos disputados.

A partida deste domingo também pode ter sido a última da carreira do capitão rubro-negro Fábio Luciano. O zagueiro, que completou 34 anos na última quarta-feira e levantou a taça, prometeu encerrar a carreira após a decisão do Campeonato Carioca. Nos últimos dias, porém, ele assumiu que pode repensar a decisão.

Kleberson, o senhor do primeiro tempo

Parecendo não acreditar no time, a torcida alvinegra, mais uma vez, decepcionou. O setor amarelo da arquibancada estava completamente vazio. Por isso, a festa era rubro-negra, que gritava o nome de Adriano antes da partida. O Imperador acertou a volta ao clube esta semana.

Moeda para o alto e Juninho ganhou a disputa com Fábio Luciano. Parecia ser um bom sinal. O capitão alvinegro escolheu o campo do lado direito das cabines de rádio. E a partida começou com 12 minutos de atraso.

No Flamengo, Cuca surpreendeu ao barrar Zé Roberto e escalar o jovem Erick Flores no ataque, ao lado de Emerson. Sem Maicosuel e Reinaldo, machucados, Ney Franco precisou mudar bastante o esquema do Botafogo. O treinador apostou no 3-6-1, com Victor Simões isolado no ataque. No início, a tática até deu certo. E nos primeiro 15 minutos, o Alvinegro chegava com mais perigo ao ataque. Leandro Guerreiro recebeu bom passe pela direita, entrou na área e chutou cruzado. Para a sorte rubro-negra, a bola explodiu em Fábio Luciano e foi para fora.

O Botafogo também arriscava com a chegada surpresa do zagueiro Juninho ao ataque. Nos primeiro minutos, o capitão alvinegro deu dois chutes contra o gol de Bruno da intermediária, mas sem direção. Nas cadeiras especiais, Reinaldo sofria.

- É muito ruim ficar fora do jogo. Mas tenho que passar força aos meus companheiros - disse o atacante alvinegro.

E o desespero aumentou quando Emerson errou uma cabeçada e permitiu um escanteio para o Flamengo. Justamente o zagueiro, que nos últimos dois jogos participou decisivamente de dois gols para o adversário. Na cobrança, Juan cruzou para a área e Renan saiu mal do gol. Leandro Guerreiro tocou de cabeça para o alto. A bola sobrou para Kleberson, que cabeceou encobrindo o goleiro. Ronaldo Angelim ainda deu um carrinho para completar para o fundo da rede, mas o árbitro deu o gol para o meia rubro-negro. Flamengo 1 a 0.

Na comemoração, os jogadores correram para abraçar Kleberson. O juiz Péricles Bassols também apontou para o quatro árbitro creditar o gol para o meia. Mas o verdadeiro autor foi o zagueiro, que tocou na bola antes de ela entrar. E Angelim voltou para a defesa correndo sozinho, de braços abertos, em uma comemoração particular. Até o placar eletrônico anunciava o gol para Kleberson.

Após o gol, o Botafogo tentou buscar mais o ataque. Mas, desorganizado, não levava muito perigo. Aos 31 minutos, Tulio Souza cobrou uma falta de muito longe. Mas Bruno estava adiantado, pensando que a bola seria cruzada para a área, e foi surpreendido. A bola encobriu o camisa 1 e bateu no travessão.

Mas o Alvinegro insistia cometer um erro fatal: fazer muitas faltas na entrada da área. Em uma delas, cobrada por Juan, Emerson quase desviou e o goleiro Renan espalmou no susto. Na segunda, não teve jeito. Em jogada ensaiada, Ibson rolou, Juan abriu as pernas para a bola passar e Kleberson apareceu soltando a bomba. A bola desviou em Alessandro, que saiu da barreira, e encobriu o goleiro Renan. Flamengo 2 a 0.

O clima esquentou. Nas cadeiras inferiores, policiais batiam covardemente em torcedores alvinegros. E o primeiro tempo terminou com o Flamengo com a taça na mão.

Victor Simões perde pênalti, mas o Botafogo reage

Para o segundo tempo, o técnico Ney Franco arriscou tudo. Tirou o zagueiro Emerson e colocou o meia-atacante Jean Carioca. E a sorte parecia mudar. Logo no primeiro minuto, Victor Simões chutou e Juan colocou a mão na bola dentro da área. O árbitro Péricles Bassols corretamente marcou pênalti.

O atacante pegou a bola para bater. Mas o chute foi fraco, no canto esquerdo. Bruno foi bem e defendeu. Os jogadores do Flamengo correram para abraçar o goleiro, que em 2007 brilhou na decisão de pênaltis contra o Botafogo. Na arquibancada, a torcida homenageava e gritava "Bruno é o melhor goleiro do Brasil".

O Botafogo não desanimou e partiu para o desespero. Victor Simões perdeu outra oportunidade dentro da área. Chute por cima do travessão. Aos 11 minutos, Cuca tirou Erick Flores e colocou Obina. Mas o Flamengo não melhorou.

E o que parecia improvável aconteceu. O Botafogo empatou em três minutos. Aos 16 minutos, falta na entrada da área do Flamengo. Juninho foi perfeito. Em vez da força, a categoria. Cobrança no ângulo direito de Bruno, que se esticou todo e não conseguiu tocar na bola. Um lindo gol. Aos 19, Leandro Guerreiro afastou um bola da defesa, Alessandro desviou e Túlio Souza surgiu livre na frente de Bruno. O meia tocou por cima do goleiro e empatou a partida: 2 a 2.

A pequena torcida alvinegra explodiu de alegria. Ney Franco pulou como um louco na área técnica. Já do outro lado, Cuca passava a mão na cabeça, reclamava, parecia não acreditar no que acontecia.

Após o gol, o Flamengo acordou. E usava a bola parada para pressionar. Toda falta perto da área era um desespero para a defesa alvinegra. Ibson chutou forte e Renan fez uma difícil defesa espalmando para fora.

O Botafogo passou, então, a segurar mais a bola e deixar o tempo passar. A pressão rubro-negra aumentou nos últimos cinco minutos. Ibson quase marcou em um chute da entrada da área. Depois, Josiel partiu livre pela esquerda e cruzou para Obina. Juninho cortou antes da conclusão. Aos 46, Juan cobrou falta. Dezessete jogadores na área. Renan espalmou para escanteio.

Aos 48 minutos, o zagueiro Fábio Luciano tentou concluir para o gol com a mão. Acabou expulso. E o jogo terminou. A decisão iria para os pênaltis.

Bruno brilha e defende dois pênaltis

Com o fim da partida, o zagueiro Fábio Luciano voltou para o gramado e passou a dar força aos companheiros. A arbitragem errou feio ao permitir ao zagueiro, que foi expulso, ficar em campo. O capitão ficava ao lado de Cuca para escolher os cobradores. E participava ativamente da conversa com os jogadores. Sem ser incomodado por ninguém.

Os cinco cobradores do Flamengo foram escolhidos por Cuca: Kleberson, Juan, Aírton, Léo Moura e Ibson. Já Ney Franco optou por Léo Silva, Juninho, Gabriel, Leandro Guerreiro e Victor Simões


A DISPUTA DE PÊNALTIS
FLAMENGOGOLSBOTAFOGO
KlebersonX XLéo Silva
JuanX Juninho
AírtonX XGabriel
Léo MouraX Leandro Guerreiro
Ibson-- --Victor Simões


O Flamengo começou a série. Kleberson chutou forte no canto direito de Renan, que ainda tocou na bola. Mas não defendeu: 1 a 0. Léo Silva veio em seguida e deslocou Bruno. Bola na esquerda, goleiro na direita: 1 a 1.



Juan foi o segundo rubro-negro. Boa cobrança no canto esquerdo: 2 a 1 Flamengo. Chegou a vez, então, do capitão Juninho. E o zagueiro, assim como na decisão por pênalti do Carioca de 2007, decepcionou. Uma bomba no meio, que o goleiro Bruno defendeu. O Rubro-negro ficava em vantagem.

Aírton aumentou o placar ao cobrar bem o terceiro pênalti. O garoto Gabriel diminuiu: 3 a 2. O Botafogo dependia de um erro do Flamengo para seguir vivo na disputa. Mas Léo Moura bateu bem, no ângulo: 4 a 2. Se Leandro Guerreiro perdesse a quarta cobrança, o título era do Flamengo. E o volante não suportou a pressão. Bateu mal, no canto direito, e Bruno defendeu. O Flamengo era tricampeão!!! Todos os jogadores correram para abraçar o camisa 1. E a torcida rubro-negra não perdoou: "Vice de novo!" gritou para os alvinegros, que saíam tristes do Maracanã. E anunciava orgulhosa com uma faixa na arquibancada: a hegemonia é nossa!

Ficha técnica:
FLAMENGO 2 (4) x 2 (2) BOTAFOGO
FLAMENGO
Bruno; Aírton, Fábio Luciano e Ronaldo Angelim; Léo Moura, Willians, Ibson, Kleberson e Juan; Erick Flores (Obina) e Emerson (Josiel).
Técnico: Cuca.
BOTAFOGO
Renan; Leandro Guerreiro, Juninho e Emerson (Jean Carioca); Alessandro, Fahel, Léo Silva, Túlio Souza (Rodrigo Dantas), Eduardo e Thiaguinho (Gabriel); Victor Simões.
Técnico: Ney Franco.
Gols: Kleberson aos 20 e aos 38 minutos do primeiro tempo; Juninho aos 16 e Túlio Souza aos 19 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Emerson, Leandro Guerreiro, Túlio Souza (Botafogo); Willians, Ibson, Aírton, Fabio Luciano (Flamengo)
Cartão vermelho: Fábio Luciano (Flamengo).
Público presente: 84.027 pessoas
Estádio: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). Data: 03/05/2009.
Árbitro: Péricles Bassols.
Auxiliares: Vagner Santos e Vinícius Almeida.