Rosberg lidera dobradinha da Williams no último treino livre para o GP da Inglaterra
Conhecido como o "Rei das sextas-feiras", Nico Rosberg se recuperou do desempenho ruim do primeiro dia de treinos livres e marcou o melhor tempo na última sessão antes da classificação para o GP da Inglaterra, que será disputado neste domingo. O alemão liderou a dobradinha da Williams ao superar o tempo do companheiro Kazuki Nakajima por 203 milésimos. Jarno Trulli, da Toyota, ficou na terceira posição.
Sebastian Vettel, melhor nos dois treinos de sexta-feira, marcou o quarto tempo com a RBR. Felipe Massa, da Ferrari, foi o melhor brasileiro do treino, com a quinta posição, uma à frente de Kimi Raikkonen, seu companheiro de equipe. Timo Glock, da Toyota, ficou em sétimo, seguido por Fernando Alonso, da Renault, e Mark Webber, da RBR. Rubens Barrichello completou a lista dos dez primeiros colocados no último treino livre.
Líder do campeonato, Jenson Button continuou com seu discreto desempenho neste fim de semana. O inglês conseguiu apenas a 12ª posição com a Brawn e ficou uma posição atrás do compatriota Lewis Hamilton, atual campeão do mundo, que sofre com a deficiente McLaren nesta temporada.
O treino começou com pista úmida, graças à chuva que caiu em Silverstone no início da manhã. Os pilotos levaram muito tempo para entrar na pista. Apenas com 23 minutos decorridos, Nelsinho Piquet completou a primeira volta da sessão, já com os pneus slicks. O brasileiro da Renault acabou em 13º.
A Rede Globo mostra o treino classificatório para o GP da Inglaterra às 9h (horário de Brasília) de sábado, e a corrida, às 9h de domingo. A narração é de Cléber Machado, os comentários são de Reginaldo Leme e Luciano Burti, e a reportagem é de Mariana Becker. O GLOBOESPORTE.COM acompanha, em Tempo Real, a luta pela pole e as 60 voltas da prova. O SporTV2 exibe o VT completo às 17h30m, com Sérgio Maurício e Lito Cavalcanti.
Confira os melhores tempos do último treino livre na Inglaterra: 1 - Nico Rosberg (ALE/Williams-Toyota) - 1m18s899 (20 voltas) 2 - Kazuki Nakajima (JAP/Williams-Toyota) - 1m19s102 (19) 3 - Jarno Trulli (ITA/Toyota) - 1m19s125 (15) 4 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - 1m19s371 (15) 5 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - 1m19s596 (19) 6 - Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) - 1m19s855 (13) 7 - Timo Glock (ALE/Toyota) - 1m19s868 (19) 8 - Fernando Alonso (ESP/Renault) - 1m19s917 (14) 9 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - 1m19s946 (15) 10 - Rubens Barrichello (BRA/Brawn-Mercedes) - 1m20s028 (14) 11 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - 1m20s048 (16) 12 - Jenson Button (ING/Brawn-Mercedes) - 1m20s157 (17) 13 - Nelsinho Piquet (BRA/Renault) - 1m20s232 (18) 14 - Sebastien Bourdais (FRA/STR-Ferrari) - 1m20s459 (17) 15 - Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - 1m20s548 (15) 16 - Giancarlo Fisichella (ITA/Force India-Mercedes) - 1m20s572 (17) 17 - Heikki Kovalainen (FIN/McLaren-Mercedes) - 1m20s638 (18) 18 - Nick Heidfeld (ALE/BMW Sauber) - 1m20s696 (20) 19 - Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) - 1m21s024 (11) 20 - Robert Kubica (POL/BMW Sauber) - 1m21s039 (13)
VASCO 0X0 DUQUE DE CAXIAS Vasco segue com a seca de gols e empata com o Duque de Caxias em casa
A seca de gols continua. O Vasco abusou de perder chances e só empatou com o Duque de Caxias por 0 a 0, nesta sexta-feira, em São Januário. Com o resultado, a equipe cruzmaltina chega a 12 pontos e vai para a terceira posição da Série B do Campeonato Brasileiro. É a quarta partida seguida que o time da Colina empate por 0 a 0. A equipe da Baixada Fluminense, com o empate, está na quinta posição com 11 pontos.
O atacante Elton, que perdeu pelo menos duas chances clara de marcar, foi hostilizado pela torcida. O estreante Philippe Coutinho arriscou jogadas de efeito e deu esperanças aos torcedores, mas não conseguiu ser efetivo no ataque. Os donos da casa jogaram com um jogador a mais (Oziel foi expulso) desde os 12 minutos do segundo tempo.
Na próxima rodada, sábado, 27 de junho, às 16h10m, o Vasco até Florianópolis enfrentar o Figueirense. O Duque de Caxias, no mesmo horário, recebe o Bahia.
Elton perde chance incrível logo no início
A partida começou em alta velocidade, e o Vasco logo tomou a iniciativa das jogadas. Aos dois minutos, após escanteio, Léo Lima teve chance de abrir o placar, mas pecou na hora de finalizar. Aos oito, a oportunidade que seria a melhor do primeiro tempo. O goleiro Vinicius errou na reposição de bola e tocou para Elton, que avançou livre para o gol. Com o arqueiro do Duque de Caxias batido após escorregar, o atacante vascaíno fez o mais difícil e, de perna esquerda, chutou à direita do gol (confira no vídeo ao lado). O erro foi suficiente para o atleta ouvir muitos xingamentos dos torcedores.
Apesar do maior volume de jogo, os donos da casa tinham dificuldade para penetrar na defesa adversária, principalmente por causa do número elevado de passes errados. Nos contra-ataques, o Duque de Caxias tentava surpreender os vascaínos. Aos 20, uma boa chance para os visitantes. Paulo Sérgio deu bobeira e Edivaldo ficou com a bola. O artilheiro invadiu a área e chutou rasteiro para a defesa de Fernando Prass. No rebote, Tiaguinho quase marcou, mas Gian afastou o perigo.
Os erros de finalização irritaram os torcedores vascaínos. Aos 26, Léo Lima arriscou de longe e mandou por cima do gol de Vinicius. Aos 28, foi a vez de Jeferson errar o alvo em chute de fora da área. A última boa trama do Vasco no primeiro tempo aconteceu aos 42. Philippe Coutinho fez grande jogada e tocou para Léo Lima, que ajeitou na medida para Paulo Sérgio, que chutou cruzado, mas sem direção.
Vascaínos não acertam a pontaria
Na volta do vestiário, o técnico Dorival Júnior apostou na entrada de outro jovem: Willen, de 17 anos, conhecido como "Charuto", que substituiu Nilton. E o Vasco chegou perto de abrir o placar logo no primeiro minuto. Após levantamento pela esquerda, Elton mandou de voleio e a bola passou rente ao travessão. No contra-ataque, o Duque de Caxias não deixou por menos e também assustou. Paulo Rodrigues avançou e chutou forte, Fernando Prass se esticou e fez grande defesa.
Aos 11 minutos, o estreante Phillipe Coutinho quase fez seu primeiro gol como profissional. O jogador, de 17 anos, recebeu na entrada da área, girou e chutou de perna direita. Vinicius fez grande defesa e frustrou os vascaínos. Um minuto depois, Oziel, do Duque de Caxias, levou cartão amarelo por causa de falta dura em Ramon e deixou seu time com um atleta a menos. Aos 25, o Vasco chegou novamente com perigo. Benitez tocou na direita para Paulo Sérgio, que cruzou na medida para Willen. O atacante desviou de cabeça, mas a bola foi por cima do travessão.
Para desespero da torcida vascaína, mais uma grande oportunidade perdida. Aos 30, Elton recebeu dentro da área, se livrou da marcação, mas, na hora de driblar o goleiro, se enrolou e foi desarmado. Ramon pegou o rebote, mas mandou para fora. Vaias para o camisa 9 cruzmaltino.
Nos 15 minutos finais, o Vasco pressionou em busca da vitória, mas seguiu esbarrando na má pontaria dos seus homens de frente. No desespero, os cruzmaltinos insistiram nas jogadas aéreas e acabaram sendo dominados pela defesa do Duque de Caxias. Após o apito final, a insatisfação foi geral nas arquibancadas de São Januário.
Ficha técnica: VASCO 0 x 0 DUQUE DE CAXIAS VASCO Fernando Prass, Paulo Sérgio, Vilson, Gian (Titi) e Ramon; Amaral, Nilton (Willen), Léo Lima e Jeferson (Benitez); Philippe Coutinho e Elton. Técnico: Dorival Júnior. DUQUE DE CAXIAS Vinicius, Oziel, Zé Carlos, Santiago e Léo Oliveira; Paulo Rodrigues, Tiaguinho, Mancuso (Bruno Moreno), Clayton (Juninho); Geovane (Marlon) e Edivaldo . Técnico: Rodney Gonçalves. Cartões amarelos:Mancuso, Oziel (DCA); Gian, Léo Lima (VAS). Cartão vermelho: Oziel (DCA) Estádio: São Januário. Data: 19/05/2008. Árbitro: Wagner dos Santos Rosa (RJ). Auxiliares: Jackson Massara dos Santos e Eduardo de Souza Couto. Público: 6.968 pagantes Renda: R$ 103.182,00
JUVENTUDE 1X0 BRAGANTINO Em ritmo de Zé do Gol, Juventude vence o Bragantino e respira
O Juventude conseguiu uma importante vitória de 1 a 0 sobre o Bragantino, na noite desta sexta-feira, no estádio da Ulbra, em Canoas-RS. Com o resultado, a equipe gaúcha chega a sete pontos e sai provisoriamente da zona do rebaixamento da Série B. O heroi da noite foi o atacante Zé Carlos, o Zé do Gol, que marcou o gol do jogo aos 27 minutos do primeiro tempo.
A vitória quebrou uma série de três derrotas consecutivas do time gaúcho, que sobe para a 15ª colocação. O time paulista continua com 10 pontos, por enquanto, em décimo lugar.
O Juventude pressionou o Bragantino no início da partida. Perdido em campo, o time paulista assistia aos gaúchos buscarem o ataque e acabaram castigados aos 27 minutos. O atacante Zé Carlos, o Zé do gol, aproveitou uma bola quicando na grande área e arriscou o chute a gol. A bola saiu mascada, desviou na defesa do Bragantino e acabou entrando. E a história do primeiro tempo ficou nisso.
No segundo tempo, as duas equipes seguiram devendo um bom futebol. O Bragantino buscou o empate, mas não conseguia criar jogadas de perigo. O Juventude dependia muito das jogadas de Zé Carlos, que foi bem marcado. Os lances que mais chamaram a atenção foram as expulsões de Zezinho, do time gaúcho, ao simular uma falta e, no fim, de Da Silva, do Bragantino, que colocou a mão na bola.
Próximos Jogos
Na oitava rodada, o Juventude volta a atuar em Canoas, para cumprir o segundo jogo de punição por mau comportamento de sua torcida. O jogo será na sexta-feira, contra o Vila Nova. O Bragantino vai receber a Portuguesa, no próximo sábado, às 16h10m.
FIGUEIRENSE 1X0 PARANÁ Figueirense vence o Paraná e acaba com jejum de vitórias na Série B do Brasileirão
Depois de ficar quatro partidas sem vencer na Série B do Campeonato Brasileiro, o Figueirense voltou a triunfar. Nesta sexta-feira, o Alvinegro catarinense derrotou o Paraná por 1 a 0, no estádio Orlando Scarpelli, em confronto válido pela sétima rodada da competição. O atacante Rafael Coelho foi o artilheiro solitário do jogo.
Com o resultado, o Figueira chegou ao 10º ponto na Série B e encostou no G-4, que tem a Ponte Preta em quarto com 11. O Paraná manteve oito pontos, na 14ª posição da competição.
Na próxima rodada, o Figueirense recebe o Vasco, no Orlando Scarpelli, sábado, às 16h10m (horário de Brasília). No mesmo dia, o Paraná enfrenta o Brasiliense, às 21h, no estádio Durival de Britto.
RBR domina segundo treino livre em meio à crise da Fórmula 1 em Silverstone
Após dominar a primeira sessão, Sebastian Vettel foi o mais rápido no segundo treino livre para o GP da Inglaterra, que será disputado neste domingo em Silverstone. O alemão da RBR superou Mark Webber, seu companheiro de equipe, por 141 milésimos. O australiano terminou a sessão na segunda posição, assegurando a dobradinha da equipe austríaca nesta sexta-feira.
Apesar disso, os dirigentes continuaram a chamar a atenção nesta sexta-feira. A todo momento as câmeras da transmissão oficial da Fórmula 1 procuravam os protagonistas do fim de semana, como Bernie Ecclestone, Max Mosley, Flavio Briatore e os outros integrantes da Associação das Equipes (Fota). A entidade anunciou, na noite de quinta-feira, que organizará uma nova categoria em 2010, rompendo com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
Rubens Barrichello foi o melhor brasileiro do segundo treino livre, em sexto. De quebra, ele ainda ficou oito posições à frente de Jenson Button, seu companheiro na Brawn GP. O líder do campeonato ficou na 14ª colocação, mais de um segundo mais lento que Sebastian Vettel, o melhor do dia. A surpresa desta sexta-feira foi o terceiro lugar de Adrian Sutil, da Force India, apenas 685 milésimos pior que o primeiro tempo.
Nelsinho Piquet, da Renault, melhorou em relação ao primeiro treino e ficou na décima posição, cinco postos atrás de Fernando Alonso, seu companheiro. Felipe Massa, da Ferrari, foi o 17º colocado, após um péssimo treino da Ferrari: Kimi Raikkonen marcou apenas o 18º tempo.
O SporTV transmite o terceiro treino livre para o GP da Inglaterra às 6h (horário de Brasília) deste sábado, com narração de Sérgio Maurício e comentários de Lito Cavalcanti. A Rede Globo mostra o treino classificatório, às 9h de sábado, e a corrida, às 9h de domingo. A narração é de Cléber Machado, os comentários são de Reginaldo Leme e Luciano Burti, e a reportagem é de Mariana Becker. O GLOBOESPORTE.COM acompanha, em Tempo Real, a luta pela pole e as 60 voltas da prova. O SporTV2 exibe o VT completo às 17h30m, com Sérgio Maurício e Lito Cavalcanti.
Ofuscado por crise política, Sebastian Vettel é o melhor no primeiro treino livre
Em um dia que as atividades de pista estiveram em segundo plano, Sebastian Vettel foi o mais rápido no primeiro treino livre para o GP da Inglaterra, que será disputado neste domingo em Silverstone. O alemão da RBR superou Mark Webber, seu compaheiro de equipe, por 282 milésimos. O australiano terminou a sessão na segunda posição.
Correndo em casa, Jenson Button, líder do campeonato, foi o terceiro colocado, logo à frente de Rubens Barrichello, seu companheiro na Brawn GP. Com o quarto lugar, ele foi o melhor brasileiro do primeiro treino livre. Felipe Massa, da Ferrari, marcou o sexto tempo, e Nelsinho Piquet, da Renault, ficou apenas em 18º.
No entanto, o grande destaque do início das atividades em Silverstone, infelizmente, foi o lado político, após o anúncio do rompimento da Associação das Equipes (Fota) com a Fórmula 1 organizada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Os personagens mais focalizados pelas câmeras no primeiro treino livre foram os dirigentes da categoria. Bernie Ecclestone, chefe comercial, era o principal deles, e apareceu mais de uma vez cercado pelos jornalistas nos boxes.
O SporTV transmite o terceiro treino livre para o GP da Inglaterra às 6h (horário de Brasília) deste sábado, com narração de Sérgio Maurício e comentários de Lito Cavalcanti. A Rede Globo mostra o treino classificatório, às 9h de sábado, e a corrida, às 9h de domingo. A narração é de Cléber Machado, os comentários são de Reginaldo Leme e Luciano Burti, e a reportagem é de Mariana Becker. O GLOBOESPORTE.COM acompanha, em Tempo Real, a luta pela pole e as 60 voltas da prova. O SporTV2 exibe o VT completo às 17h30m, com Sérgio Maurício e Lito Cavalcanti.
Confira os melhores tempos do primeiro treino livre na Inglaterra: 1 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - 1m19s400 (20 voltas) 2 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - 1m19s682 (19) 3 - Jenson Button (ING/Brawn-Mercedes) - 1m20s227 (20) 4 - Rubens Barrichello (BRA/Brawn-Mercedes) - 1m20s242 (29) 5 - Fernando Alonso (ESP/Renault) - 1m20s458 (26) 6 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - 1m20s471 (23) 7 - Jarno Trulli (ITA/Toyota) - 1m20s585 (32) 8 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - 1m20s650 (26) 9 - Nico Rosberg (ALE/Williams-Toyota) - 1m20s815 (32) 10 - Giancarlo Fisichella (ITA/Force India-Mercedes) - 1m20s838 (25) 11 - Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - 1m20s913 (22) 12 - Heikki Kovalainen (FIN/McLaren-Mercedes) - 1m21s029 (22) 13 - Nick Heidfeld (ALE/BMW Sauber) - 1m21s103 (24) 14 - Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) - 1m21s179 (27) 15 - Sebastien Bourdais (FRA/STR-Ferrari) - 1m21s384 (23) 16 - Timo Glock (ALE/Toyota) - 1m21s386 (32) 17 - Kazuki Nakajima (JAP/Williams-Toyota) - 1m21s489 (26) 18 - Nelsinho Piquet (BRA/Renault) - 1m21s525 (30) 19 - Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) - 1m21s590 (37) 20 - Robert Kubica (POL/BMW Sauber) - 1m21s801 (16)
ESTUDIANTES (ARG) 1X0 DEFENSOR SPORTING (URU) Estudiantes joga o suficiente, vence o Defensor e avança às semifinais
O Estudiantes nem precisou se esforçar para avançar às semifinais da Taça Libertadores. Por terem vencido a partida de ida contra o Defensor, em Montevidéu, por 1 a 0, os argentinos entraram no Estádio Ciudad de La Plata já com boa vantagem, e jogaram apenas o suficiente para repetir o placar, com gol de Benítez.
O Estudiantes terá pela frente outro uruguaio, o Nacional, que eliminou o Palmeiras na última quarta-feira. Dessa vez, no entanto, o jogo de volta será no Estádio Centenário, com data ainda a ser definida pela Conmebol, já que os uruguaios são donos de melhor campanha.
Com cerca de 25 mil pessoas lotando e fazendo um belo espetáculo no Estádio Ciudad de La Plata, os argentinos foram para cima desde o minuto inicial. E contaram com uma ajuda dos rivais para abrirem o placar logo aos 13 minutos. O lateral Pablo Pintos rebateu cruzamento para o meio da área e Benítez, livre, mandou para o fundo das redes.
Com uma das mãos na classificação, o Estudiantes ainda tentou ampliar, mas esbarrou no preciosismo de seus atacantes. O Defensor ameaçou o goleiro Andujar em poucas ocasiões, mas àquela altura precisava de dois gols e viu o sonho de alcançar as semifinais pela primeira vez ir para o ar. A festa, com direito a foguetório antes do apito final, foi mesmo da equipe do experiente Verón, única representante restante da Argentina na Libertadores.
SÃO PAULO (BRA) 0X2 CRUZEIRO (BRA) Cruzeiro segura pressão, cala o Morumbi e elimina o São Paulo com sobras: 2 a 0
A noite ficou mais azul nesta quinta-feira. O Cruzeiro construiu uma muralha para impedir o São Paulo de marcar o gol que precisava, segurou o anfitrião e, em um Morumbi com mais de 50 mil tricolores, ainda balançou a rede duas vezes, ficando com a vaga para as semifinais da Taça Libertadores com a vitória por 2 a 0 (assista aos melhores momentos da partida no vídeo ao lado). O time mineiro, que havia vencido por 2 a 1 no Mineirão, festejou a classificação para a penúltima fase da competição, o que não acontecia desde 1997, quando o clube foi campeão. Do lado tricolor, tristeza e silêncio se revezaram com revolta e muitas vaias.
O Cruzeiro agora enfrenta outro brasileiro, o Grêmio , que se garantiu nas semifinais ao passar pelo Caracas - empatou em 1 a 1 fora de casa, e o placar sem gols no Olímpico ratificou a classificação. A primeira partida será em Belo Horizonte, no dia 24, e o jogo da volta está programado para a semana seguinte, provavelmente no dia 2 de julho, no Olímpico - o Tricolor gaúcho tem a vantagem de sempre decidir em casa por ter feito a melhor campanha entre todas as equipes na primeira fase.
Cruzeiro se fecha, e São Paulo pressiona, mas expulsão prejudica
A torcida do São Paulo comportou-se como em uma verdadeira decisão. Quando o time entrou em campo, muita festa. A presença de Rogério Ceni atrás de um dos gols durante o Hino Nacional foi o suficiente para que o nome do goleiro fosse ouvido por todos os cantos. O técnico Muricy Ramalho também foi ovacionado pelos torcedores, que fecharam as homenagens lembrando de Telê Santana - treinador bicampeão da Libertadores e do Mundial (1992/93). Os cruzeirenses eram minoria, mas tentavam incentivar o time em meio ao barulho feito pelos são-paulinos.
Assim que a bola rolou, o Tricolor foi para cima, já que precisava de uma vitória simples para ficar com a vaga. Sabendo que não poderia levar gols, Muricy optou por Richarlyson fazendo a função de zagueiro, e Hernanes foi para o banco. Fabrício, com lesão muscular, foi o desfalque de última hora da Raposa.
O São Paulo preparou uma blitz logo de início. No abafa, não deixava o Cruzeiro jogar e mantinha Fábio atento o tempo todo. Mas não concluía. Marlos, estreando na Libertadores, mostrava muita vontade, mas parava na marcação. Kléber, fazendo e recebendo faltas, era o alvo da torcida tricolor. O atacante, aliás, era o único mais adiantado, já que o time mineiro estava todo fechado.
Apesar de jogar atrás, o Cruzeiro conseguiu concluir duas vezes com Wellington Paulista, ainda que sem muito perigo para Denis. O São Paulo seguia apertando, mas errava passes e já deixava o adversário tentar algo. Aos 26, Kléber arriscou um chute rasteiro de fora da área, obrigando Denis a fazer boa defesa.
Aos 29, o melhor momento do Tricolor até então. Marlos desceu pela direita, driblou dois defensores após receber um lançamento de Denis e cruzou para a área. A zaga tirou de cabeça, e a bola sobrou para Junior Cesar, que chutou para cima. Não acertou o gol, mas levantou os torcedores.
Aos 32 minutos, impaciente por não ver o gol sair, a torcida pediu Dagoberto. Eduardo Costa tomou cartão amarelo, e o time mineiro aproveitou uma calmaria tricolor para atacar. Mas também não acertou a pontaria. O ímpeto dos anfitriões era menor do que no início, mas ainda existia. Junior Cesar chutou rasteiro para a área, e Borges ainda tocou na bola, que saiu pela linha de fundo.
Marlos e Zé Luis eram os principais responsáveis pela criação. Washington também saiu um pouco da área, tentando buscar a jogada. Mas quando o time parecia melhor levou um balde de água fria: Eduardo Costa fez falta dura em Jonathan e tomou o segundo amarelo, sendo expulso. O Tricolor terminou o primeiro tempo com um homem a menos e sem o gol da classificação. E o Cruzeiro foi para o vestiário com parte da missão de não sofrer gol cumprida.
- Estamos com um a menos e vamos ter de correr mais. Agora é abafa e coração - resumiu Borges, na saída do gramado.
Dagoberto entra, mas Cruzeiro é quem marca duas vezes
Assim que o São Paulo surgiu no túnel, Dagoberto entrou correndo como titular e chamando a torcida, que logo respondeu, gritando o nome do atacante. Washington foi sacado. Hernanes também entrou, na vaga de Junior Cesar. O ânimo da equipe foi renovado, mas do outro lado a muralha do Cruzeiro permanecia erguida.
Apesar de pressionar, o anfitrião não conseguia chegar ao gol da Raposa. As tentativas eram quase todas em passes longos. Marlos era o que mais tentava penetrar conduzindo a bola. Dagoberto, com fôlego de sobra, corria de um lado para outro.
Aos 18, Marlos recebeu em ótima condição pela esquerda, mas demorou para ajeitar para a perna boa e perdeu o ângulo. No cruzamento, tentou achar Borges, mas não conseguiu. O Cruzeiro aproveitava os erros de passe do adversário, tentando achar um gol.
E conseguiu calar o Morumbi aos 21 minutos. Henrique, pela direita, soltou uma bomba certeira no gol de Denis. A torcida cruzeirense conseguiu ser ouvida pela primeira vez no estádio. Logo depois do lance, os são-paulinos ainda ensaiaram um gesto de apoio, mas tímido. Tentaram novamente alguns minutos depois.
Adilson tirou Wagner, que vinha de lesão, e colocou Jancarlos. Jonathan passou para o meio, mas logo depois sentiu dores e saiu. Thiago Heleno reforçou a defesa. Animado, o Cruzeiro passou até a arriscar mais. Aos 30, Kléber recebeu na entrada da área pela direita, bateu cruzado, e a bola passou perto da trave de Denis.
Como última cartada, Muricy colocou mais um atacante em campo. André Lima entrou no lugar de Zé Luis. Mas o Cruzeiro, tranquilo, administrava o jogo tentando manter a posse de bola. As chances do São Paulo eram cada vez mais escassas.
A situação ficou pior para os são-paulinos: aos 35, Bernardo chutou em direção ao gol, e André Dias tocou a bola com a mão. Já tinha amarelo, foi expulso, e o árbitro marcou pênalti a favor do Cruzeiro. Kléber bateu no alto, sem chances para Denis. Com o 2 a 0 estava sacramentada a classificação. Enquanto os torcedores lamentavam, Ceni e Washington deixaram o Morumbi - o Coração Valente ficou no seu carro até o fim do jogo, voltando em seguida para se juntar aos companheiros.
Renato Silva ainda fez uma falta violenta em Kléber, aos 39, mas escapou de ser advertido. Wellington Paulista não gostou do lance. O clima esquentou, mas logo foi desfeito pela arbitragem. A torcida do São Paulo, que apoiou por quase todo o jogo, passou a gritar "time sem vergonha", poupando Muricy, que recebeu apoio no fim. Mas a festa, com o apito do árbitro, foi cruzeirense.
SÃO PAULO 0 x 2 CRUZEIRO SÃO PAULO Denis, André Dias, Renato Silva e Richarlyson; Zé Luis (André Lima), Eduardo Costa, Jean, Marlos e Junior Cesar (Hernanes); Borges e Washington (Dagoberto) Técnico: Muricy Ramalho CRUZEIRO Fábio, Jonathan (Thiago Heleno), Leonardo Silva, Léo Fortunato e Gérson Magrão; Elicarlos (Bernardo), Henrique, Marquinhos Paraná e Wagner (Jancarlos); Kléber e Wellington Paulista Técnico: Adilson Batista Gols: Henrique, aos 21, e Kléber, aos 36 minutos do segundo tempo Cartões amarelos: Eduardo Costa, André Dias e Borges (São Paulo); Fábio, Wagner, Kléber, Jonathan e Gérson Magrão (Cruzeiro) Cartão vermelho: Eduardo Costa e André Dias (São Paulo) Estádio: Morumbi. Data: 18/06/2009 Árbitro: Sergio Pezzota (ARG) Auxiliares: Roberto Reta e Diego Romero (ARG) Público: 52.809 pagantes Renda: R$ 1.731.580
ESTADOS UNIDOS 0X3 BRASIL Com time modificado, Brasil passeia em vitória fácil sobre os Estados Unidos
Sem o sufoco da estreia e dominando a partida desde o início, a seleção brasileira venceu os Estados Unidos por 3 a 0, nesta quinta-feira, no estádio Lofus Versfeld, em Pretória, na África do Sul, e praticamente garantiu a classificação para a semifinal da Copa das Confederações. Maicon, Ramires, Miranda e André Santos entraram bem na equipe, deixando Dunga com aquele tipo de dúvida que é boa para qualquer técnico. O lateral chegou a balançar as redes, e o meia teve atuação de destaque, participando decisivamente de dois dos três gols. Robinho e Felipe Melo completaram o placar.
Com seis pontos, o Brasil lidera o Grupo B. O Egito, que derrotou a Itália por 1 a 0 em Joanesburgo, e a própria equipe europeia dividem a segunda colocação com três pontos.
Na rodada final do grupo, domingo, Brasil e Itália se enfrentam em Pretória, enquanto EUA e Egito jogam em Joanesburgo (os dois jogos serão realizados às 15h30, horário de Brasília). A seleção brasileira pode até perder por um gol que ainda assim se classifica, independentemente do resultado de EUA x Egito. Para ficar fora, o time de Dunga, que hoje tem saldo uma saldo positivo de quatro gols, teria de perder por dois de diferença para Itália (que tem saldo de um gol pró) e, ainda, os egípcios (saldo zero) precisariam vencer os americanos por, ao menos, três tentos de diferença.
No próximo domingo, a seleção brasileira enfrenta a Itália, às 15h30 (de Brasília), novamente no estádio Lufus Versfeld para decidir o primeiro lugar no Grupo B. Se garantir a liderança, o Brasil encara o segundo lugar do Grupo A, que atualmente é a África do Sul, comandada por Joel Santana.
Com o resultado, a seleção igualou a maior vitória em cima dos americanos. Em 1992, a seleção também havia vencido os Estados Unidos por 3 a 0, em um amistoso disputado em Fortaleza.
Dunga resolveu poupar quatro titulares por causa do desgaste físico. O zagueiro Juan, os laterais Daniel Alves e Kleber e o meia Elano ficaram no banco. Miranda, Maicon, André Santos e Ramires entraram no time. E a vitória brasileira foi construída com a participação decisiva dos 'reservas', o que mostra que o grupo é forte. Maicon fez um gol e deu o passe para o outro. E Ramires participou da jogada do terceiro gol e deu o passe para Robinho marcar o segundo.
Desde o início, a seleção pressionou. Principalmente pelo lado direito com as subidas de Maicon. Na bola parada, que vem sendo a grande arma brasileira nas últimas partidas, a equipe chegou logo ao primeiro gol. Aos sete minutos, Maicon bateu falta pela direita e Felipe Melo apareceu bem na segunda trave para cabecear para o gol, sem chance para o goleiro Tim Howard, que ficou no meio do caminho. Brasil 1 a 0. Foi o segundo gol do volante em sete jogos. Na comemoração, Dunga e Jorginho se abraçaram e vibraram muito no banco de reserva.
A festa nas dependências do estádio ganhou em animação. Pouco menos de 40 mil torcedores (39.617) compareceram ao Loftus Versfeld, a maioria deles apoiando a seleção brasileira, que permaneceu no ataque mesmo com a vantagem. Robinho errou um chute dentro da área e perdeu a chance do segundo. Kaká fez boa jogada pela esquerda e na hora de cruzar para Luís Fabiano, um americano chegou para travar o lance.
Mas o segundo gol saiu aos 20 minutos em um rápido contra-ataque. Kaká viu muito bem a arrancada de Ramires pelo meio e tocou. O meia avançou por mais de 30 metros e quando chegou na entrada da área, ele rolou para Robinho. Na cara do goleiro americano, o atacante chutou firme para balançar a rede. Na comemoração, o atacante voltou a colocar o dedo na boca fazendo o gesto da chupeta em homenagem ao filho Robson Júnior. Foi o 15º gol do atacante após a Copa de 2006 pela seleção. Ele é o artilheiro da "Era Dunga".
O Brasil tinha muitos espaços para contra-atacar. Kaká quase fez o terceiro. Ele arrancou do meio-campo, passou por um marcador, entrou na área e chutou. Mas a bola bateu na rede pelo lado de fora. Algumas pessoas no estádio chegaram até a achar que foi gol. Aos 27 minutos, Luís Fabiano roubou a bola na intermediária, avançou e chutou para fora.
O Fabuloso, que queria marcar para homenagear a filha Giovanna, tentou novamente aos 36 minutos. O atacante recebeu bom passe pela direita, entrou na área e chutou cruzado. Mas o goleiro Tim Howard defendeu firme. A seleção dominava a partida. Gilberto Silva tocou para Maicon na direita e correu para a área. Veio o cruzamento e o volante cabeceou por cima do travessão. E o primeiro tempo terminou 2 a 0. Com a seleção brasileira finalizando 11 vezes e os americanos apenas duas.
Dunga não mudou o time para o segundo tempo. E os Estados Unidos começaram assustando com uma boa jogada de Altidore, que entrou na área, mas chutou por cima do gol de Júlio César. Mas a defesa estava sólida, com Miranda fazendo um bom papel ao lado de Lúcio e André Santos jogando como um terceiro zagueiro e apoiando muito pouco.
A seleção logo respondeu com Robinho. O atacante tentou um chute colocado no ângulo esquerdo foi bem defendido pelo goleiro Tim Howard. Logo depois, Kaká dominou na entrada da área, limpou o lance e chutou. Howard espalmou e evitou o terceiro gol.
Aos 12 minutos, Sacha Kljestan fez falta dura em Ramires. Após muita reclamação de Dunga e da comissão técnica, o americano acabou expulso. O jogo, então, ficou mais tranquilo para a seleção brasileira. O terceiro gol saiu aos 17 minutos. Maicon tocou para Ramires, que rolou para Kaká, que devolveu de primeira para Maicon. O lateral deu, então, um toque sutil na saída do goleiro e ampliou. Um golaço.
Com a partida decidida, Dunga resolveu tirar Kaká aos 24 minutos para poupá-lo e colocou Júlio Baptista. O camisa 10 foi ovacionado, principalmente com o barulho das vuvuzelas. Outro que saiu foi o atacante Luís Fabiano para a entrada de Nilmar. Pouco depois foi a vez do capitão Lúcio sair para a entrada de Luisão. Gilberto Silva passou a ser o capitão da seleção. Nos minutos finais, a equipe de Dunga tocou a bola para o lado e administrou o resultado, esperando o apito final.
Ficha técnica: BRASIL 3 x 0 ESTADOS UNIDOS BRASIL Julio César, Maicon, Lúcio (Luisão), Miranda e André Santos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Ramires, Kaká (Julio Baptista), Robinho; Luís Fabiano (Nilmar). Técnico: Dunga ESTADOS UNIDOS Howard; Spector, Onyewu, DeMerit e Bornstein; Dempsey, Bradley, Kljestan, Beasley (Casey) e Landon Donovan; Altidore (Feilhaber) Técnico: Bob Bradley Gols: Felipe Melo, aos sete, e Robinho, aos 20 minutos do primeiro tempo; Maicon, aos 17 minutos do segundo tempo Cartões amarelos: Onyewu (Estados Unidos) Cartão vermelho: Kljestan (Estados Unidos) Estádio: Loftus Versfeld, em Pretória, África do Sul Data:18/06/2009. Árbitro: Massimo Busacca (SUI). Auxiliares: Mathias Arnett (SUI) e Francesco Buragina (SUI).
EGITO 1X0 ITÁLIA Egito derrota a favorita Itália e adia a classificação do Brasil
Itália e Egito fizeram um daqueles jogos impossíveis de se contar apenas com números. Os campeões mundiais chutaram mais a gol, tiveram mais posse de bola, obrigaram o goleiro El Hadary a fazer grandes defesas e, mesmo assim, saíram do estádio Ellis Park, em Joanesburgo, com a primeira derrota na Copa das Confederações . O Egito, mais eficiente, fez 1 a 0, gol de Homos, e levou a decisão dos classificados do Grupo B para a última rodada. O triunfo impediu que o Brasil se garantisse nas semifinais por antecipação.
Com o resultado, Itália e Egito somam três pontos, contra seis do Brasil e zero dos Estados Unidos. Na rodada final do grupo, domingo, Brasil e Itália se enfrentam em Pretória, enquanto EUA e Egito jogam em Joanesburgo. A seleção brasileira pode até perder por um gol que ainda assim se classifica, independentemente do resultado de EUA x Egito. Para ficar fora, o time de Dunga, que hoje tem saldo de gols 4, teria de perder por dois gols de diferença da Itália (hoje saldo 1) e, ainda, os egípcios (saldo zero) precisariam vencer os americanos por ao menos três gols de diferença.
Itália falha nas finalizações
Com mais posse de bola, a Itália dominava o primeiro tempo, mas errava muito nas finalizações. Foram nove chutes a gol, mas apenas dois obrigaram o goleiro El Hadary a trabalhar. Primeiro aos 23 minutos, em bomba de Iaquinta de fora da área que o goleiro defendeu em dois tempos com dificuldade. E aos 25, o egípcio precisou voar para espalmar para fora o belo chute de Rossi. Mesmo com três atacantes, a Itália praticamente só ameaçava com chutes de longe.
Já o Egito tentava incomodar principalmente com as jogadas pela direita de Fathi. Mas fosse pelo alto ou por baixo, Cannavaro, de volta após lesão, mostrava a segurança habitual de quem já tem mais de 100 jogos pela seleção no currículo. Só aos 38, os campeões africanos conseguiram realmente levar perigo. Após boa jogada de Zidan e Aboutrika, Rabbou recebeu já dentro da área, mas demorou a concluir e permitiu o corte da zaga.
Gol egípcio surge em escanteio
Um minuto depois, Rabbou foi mais rápido e acertou grande chute, obrigando Buffon a mandar para escanteio. Na cobrança, a bola passou por De Rossi e encontrou a testa de Homos, que mandou com estilo no canto direito de Buffon. Egito 1 a 0.
A Itália manteve seus três atacantes para o segundo tempo e aos oito minutos quase veio o empate. Quagliarella fez grande lançamento para Iaquinta, que conseguiu dominar livre, na marca do pênalti, mas na hora da conclusão foi abafado por El Hadary. Aos 17, Pirlo cobrou falta com muito perigo, a um palmo da trave esquerda de El Hadary.
O técnico Marcello Lippi colocou Montolivo, Pepe e Luca Toni e a patida ficou ainda mais aberta. O Egito saia rápido nos contra-ataques, aproveitando o campo aberto, mas não conseguia finalizar. E a Itália seguia perdendo chances. Aos 23, Pepe cruzou da direita e a bola atravessou toda a área, sem que Luca Toni e Iaquinta a alcançassem. Cinco minutos depois, Montolivo perdeu uma das chances mais claras do jogo. De cara para o gol, mandou em cima de El Hadary.
Aos 31, Cannavaro perdeu a bola na intermediária e Aboutrika mandou um canudo sobre o gol de Buffon. No minuto seguinte, foi a vez da Itália assustar. Pirlo cruzou e Iaquinta pegou de primeira, na entrada da pequena área, para defesa espetacular de El Hadary em cima da linha.
Até Buffon vai para a área tentar o empate
E aos 40, Iaquinta tentou cruzar e ia fazendo um golaço. Ia, não fosse a sorte ter escolhido o Egito na noite desta quinta-feira. E a bola do italiano, caprichosamente, acertou a trave. Pirlo, de falta, ainda tentou o empate pouco antes do fim, mas o tirou saiu por cima do gol. O último suspiro italiano foi nos acréscimos, em cobrança de escanteio. Até o goleiro Buffon foi para a área egípcia tentar o empate, mas os africanos se seguraram e conseguiram uma vitória histórica.
Ficha técnica: EGITO 1 x 0 ITÁLIA EGITO El Hadary, Hani Said, Ahmed Said, Gomaa e Moawad (Faraq); Fathi (Ahmed Hassan), Abd Rabbou, Shawky e Homos; Zidan (Eid) e Aboutrika. Técnico: Hassan Shehata. ITÁLIA Buffon, Zambrotta, Chiellini, Cannavaro e Grosso; Gattuso (Montolivo), De Rossi, Pirlo e Giuseppe Rossi (Luca Toni); Quagliarella (Pepe) e Iaquinta. Técnico: Marcello Lippi. Gol: Homos, aos 40 minutos do primeiro tempo. Cartões amarelos: Eid, El Hadary e Gomaa (EGI). Estádio: Ellis Park, Joanesburgo. Data: 18/06/2009. Árbitro: Martin Hansson (SUE). Auxiliares: Henrik Andren (SUE) e Fredrik Nilsson (SUE).
CORINTHIANS (SP) 2X0 INTERNACIONAL (RS) Eficiente e com Ronaldo matador, Timão vence o Inter e dá enorme passo para o tri
O oportunismo de Jorge Henrique, o poder de decisão de Ronaldo e a ótima fase de Felipe - aliados ao contagiante apoio dos mais de 35 mil fiéis que estiveram no Pacaembu na noite desta quarta-feira - ajudaram o Corinthians a dar importante passo rumo ao tricampeonato da Copa do Brasil. Eficiente e vibrante, o Timão fez 2 a 0 no Internacional, na primeira final, e agora joga no dia 1º de julho, no Beira-Rio, em Porto Alegre, com boa vantagem.
Para ficar com o título e assegurar vaga na Taça Libertadores de 2010, ano do seu centenário, o Timão pode perder por um gol de diferença no Sul ou até mesmo por dois gols com qualquer placar que não o 2 a 0. A missão do Internacional é vencer por 2 a 0 para levar a decisão aos pênaltis ou então por três gols de diferença para ser campeão.
No próximo domingo, ainda em clima de Copa do Brasil, Corinthians e Internacional entram em campo pelo Campeonato Brasileiro. O Timão tem pela frente um clássico contra o São Paulo, às 18h30m, no Pacaembu. Já o Colorado atua fora de casa, no mesmo horário, diante do Flamengo, no Rio de Janeiro.
Vibração faz a diferença
O primeiro lance da partida já mostrou que a marcação sobre Ronaldo seria dura. Aos 25 segundos, o zagueiro Álvaro chegou forte no atacante e cometeu falta. Com um minuto, a primeira chance dos anfitriões. Após cruzamento de Douglas da esquerda, Chicão cabeceou por cima do goleiro Lauro, mas o lateral Marcelo Cordeiro salvou.
A postura corintiana de pressionar a saída de bola atrapalhou bastante a equipe gaúcha. Mesmo assim, aos três minutos, Alecsandro apareceu bem pela direita da grande área e foi desarmado com carrinho de William. Os jogadores do Internacional reclamaram de pênalti, mas o árbitro Heber Roberto Lopes mandou a partida seguir.
Passada a pressão inicial do Corinthians, o jogo ficou mais equilibrado. Se os donos da casa chegaram com perigo aos quatro, quando Alessandro tabelou com Dentinho e tentou cruzamento para Ronaldo, os visitantes responderam aos cinco com Marcelo Cordeiro. O lateral-esquerdo apareceu em velocidade e cruzou para o meio. William afastou.
Depois de intensa disputa pela bola no meio-de-campo, com chutões, erros de passe e algumas faltas, as boas jogadas voltaram aos 12 minutos. Elias desarmou Guiñazu e tocou para Cristian, que avançou até perto da grande área e arriscou. A bola foi por cima do gol. Aos 18, foi a vez do Inter. Danilo Silva ganhou de William na corrida pela direita e cruzou para Alecsandro, mas o goleiro Felipe chegou antes do atacante.
Em apenas dois minutos, Corinthians e Internacional criaram suas melhores jogadas até então na partida. O Timão aos 22, quando Jorge Henrique lançou Dentinho na direita. Ele cruzou para Ronaldo chutar, da pequena área, em cima de Lauro. Aos 23, o Colorado chegou com Marcelo Cordeiro, que recebeu de Andrezinho na cara de Felipe. O goleiro saiu para abafar, e o lateral tocou para o meio. William, de novo, salvou.
A torcida do Timão se agitava nas arquibancadas. A equipe respondeu e não demorou a conseguir o gol. Aos 26, Marcelo Oliveira apareceu bem na esquerda, se livrou de um marcador e cruzou para Jorge Henrique completar: 1 a 0 (assista ao gol no vídeo acima).
Em desvantagem, o Colorado tentou incomodar mais. A equipe gaúcha teve duas boas oportunidades de empatar ainda na etapa inicial. Primeiro com Andrezinho, aos 35 minutos. Ele chegou chutando após cruzamento de Cordeiro. Felipe defendeu. Depois, aos 37, Andrezinho cobrou falta para área e Magrão cabeceou para fora.
Fim do jejum fenomenal
Na etapa final, quem tomou a iniciativa de ir para o ataque primeiro foi o Internacional. Logo a um minuto, Taison recebeu na entrada da área e arriscou o chute. Só que a bola passou longe demais do gol.
O Colorado ameaçou uma pressão, mas a equipe alvinegra logo recuperou o domínio do meio-campo. Fora da grande área, Ronaldo começou a ajudar na armação das jogadas. Serviu Dentinho, Jorge Henrique... Mas pouco depois voltou a se posicionar como atacante. E dessa maneira ele é decisivo.
Aos 8 minutos, o Fenômeno recebeu ótimo passe de Elias, que cobrou falta rapidamente com a bola rolando, na direita. Dominou e arrancou ao seu melhor estilo. Já na área, deu corte no zagueiro Índio e chutou rasteiro de perna esquerda para marcar o segundo do Timão na partida. O gol acabou com um jejum de 40 dias (cinco jogos) sem balançar as redes (assista no vídeo acima).
O Internacional não desistiu de tentar encontrar o seu gol fora de casa, que na Copa do Brasil é critério de desempate. A equipe gaúcha chegou perto aos 16 minutos. Andrezinho cobrou falta colocada e viu o goleiro Felipe se esticar todo para fazer linda defesa e espalmar para escanteio.
Os gaúchos subiam ao ataque ora com Andrezinho, ora com Taison que, aos 22, recebeu bom passe na frente, mas foi travado por Chicão na hora do chute. Aos 24, Andrezinho arriscou de fora e assustou Felipe.
O camisa 1 do Corinthians, por sinal, comprovou a excelente fase e fez, mais uma vez, a diferença. Outra importante defesa aconteceu aos 28 minutos. Lançado em velocidade nas costas da zaga alvinegra, Taison apareceu bem posicionado na cara do gol. O chute, porém, parou em Felipe, que saiu bem e diminuiu o espaço do adversário.
A muralha corintiana voltou a aparecer aos 31 minutos, em chute forte de Guiñazu. Três minutos depois, o colorado Leandrão levou cartão vermelho por uma entrada dura e,m Boquita. Aos 37, o Corinthians teve ótima chance de ampliar. Elias chutou de longe, Lauro deu rebote, e Jorge Henrique concluiu em cima do goleiro. Mas o árbitro já assinalava impedimento.
Nos minutos finais, o Timão segurou o Internacional, que tentou reagir de todas as maneiras. A decisão no Sul promete ainda mais emoção.
Ficha técnica: CORINTHIANS 2x0 INTERNACIONAL CORINTHIANS Felipe; Alessandro, Chicão, William e Marcelo Oliveira (Diego); Cristian, Elias e Douglas; Jorge Henrique (Souza), Dentinho (Boquita) e Ronaldo. Técnico: Mano Menezes. INTERNACIONAL Lauro; Danilo Silva, Índio, Álvaro e Marcelo Cordeiro; Sandro (Giuliano), Magrão, Guiñazu e Andrezinho (Glaydson); Taison e Alecsandro (Leandrão). Técnico: Tite. Gols: Jorge Henrique, aos 26 minutos do primeiro tempo; Ronaldo, aos 8 minutos do segundo tempo Cartões amarelos: Alessandro, Douglas, Boquita, Souza (C); Magrão, Sandro, Leandrão (I). Cartão vermelho: Leandrão (I). Público: 36.614 pagantes. Renda: R$ 1.825.748,00 Estádio: Pacaembu, em São Paulo (SP). Data: 17/06/2009. Árbitro: Heber Roberto Lopes (PR). Auxiliares: Roberto Braatz (PR) e Alessandro Álvaro Rocha de Matos (BA).
NACIONAL (URU) 0X0 PALMEIRAS (BRA) Palmeiras não supera o Nacional e está eliminado da Taça Libertadores
Fim do sonho do bicampeonato. Apesar de muita luta, o Palmeiras ficou no 0 a 0 com o Nacional nesta quarta-feira, em Montevidéu, e está eliminado da Libertadores. Como empatou por 1 a 1 no jogo de ida, no Palestra Itália, a equipe brasileira precisava ao menos repetir este resultado para levar a partida para os pênaltis. Os uruguaios, desta forma, se classificam para a semifinal da competição por causa do gol marcado fora de casa. Aos palmeirenses ficou ainda a sensação de que a história poderia ter sido diferente se o árbitro não tivesse ignorado um pênalti ainda no primeiro tempo.
Na próxima fase, o Nacional terá pela frente o vencedor do confronto entre Estudiantes-ARG e Defensor-URU, que se enfrentam nesta quinta. No jogo de ida, os argentinos venceram por 1 a 0 fora de casa e estão com a vantagem.
Bola no travessão e pênalti não marcado
Apesar da pressão da torcida local, que lotou o Centenário para empurrar o Nacional, os jogadores palmeirenses não se acuaram no campo de defesa. Nos primeiros minutos da partida, as duas equipes erraram muitos passes e o jogo ficou preso no meio de campo. A primeira boa oportunidade foi dos brasileiros, aos oito minutos: Cleiton Xavier bateu escanteio da esquerda e quase fez gol olímpico. O goleiro Muñoz chegou a desviar a bola, que bateu no travessão e ficou bobeando dentro da área, mas nenhum palmeirense conseguiu aproveitar o rebote.
Com dificuldades para penetrar na defesa adversária, o Nacional passou a apostar nos chutes de longa distância para abrir o placar. O mais perigoso aconteceu aos 16 minutos: Dominguez mandou uma bomba em cobrança de falta e Marcos, no centro do gol, espalmou para o lado. Aos 24 minutos, foi a vez de Romero subir ao ataque e, com um chute forte, assustar os palmeirenses. A bola, no entanto, subiu demais.
Mais efetivo com os avanços pelas laterais, o Palmeiras chegou perto do gol aos 30 minutos. Diego Souza recebeu bom passe dentro da área e finalizou, Keirrison desviou a bola, que foi por cima do gol com o goleiro Muñoz já batido. Dois minutos depois, os uruguaios reclamaram que a bola bateu na mão de um defensor alviverde após um bate-rebate na área, mas o árbitro não viu irregularidade e mandou o lance seguir.
Aos 43, foi a vez de os brasileiros reclamarem, e pelo mesmo motivo. Armero desceu pela esquerda e fez o cruzamento, cortado com a mão por Coates, do Nacional. O árbitro assinalou somente o escanteio. Revolta geral na equipe alviverde.
Obina perde grande chance perto do fim
O Palmeiras voltou do vestiário com a pressão ainda maior para tentar chegar ao primeiro gol, mas encontrou um jogo amarrado, cheio de faltas e poucas oportunidades. O tempo corria e os brasileiros só conseguiam entrar na área adversária com bolas aéreas, o que facilitava a vida dos defensores do time uruguaio. Vendo a dificuldade da sua equipe, Luxemburgo aumentou o poder ofensivo com as entradas de Ortigoza e Obina nos lugares de Willians e Marcão.
O primeiro lance de real perigo do Palmeiras aconteceu somente aos 25 minutos, justamente com os jogadores que entraram no segundo tempo. Ortigoza tocou boa bola para Obina dentro da área, o atacante girou e bateu, mas o chute saiu torto, à esquerda do gol de Muñoz.
Jogando sem se expor muito, o Nacional quase não fez o goleiro Marcos trabalhar. Em raro lance de ataque bem trabalhado, aos 30 minutos, Lodeiro recebeu um cruzamento da direita e, da entrada da área, mandou uma bomba. A bola, no entanto, subiu demais. O lance de mais perigo do Palmeiras aconteceu aos 39. Ortigoza desceu pela esquerda e cruzou na medida para Obina, que desviou de cabeça na pequena área e a bola passou rente à trave do Nacional.
No minuto seguinte, os uruguaios se aproveitaram bem do desespero alviverde e puxaram um rápido contra-ataque. Garcia ficou de frente para Marcos e tocou na saída do goleiro, mas a bola saiu mansamente à esquerda do gol. Ainda havia tempo para mais emoção. Aos 45, Cleiton Xavier tentou encobrir o goleiro, que havia saído errado. O arqueiro do Nacional, no entanto, se recuperou e fez a defesa. Aos 46, após cruzamento para a área, o goleiro Marcos foi tentar o gol e quase se torna o herói da classificação após tentativa de cabeça.
Ficha técnica: NACIONAL 0 x 0 PALMEIRAS NACIONAL Muñoz, Romero, Victorino, Coates e Dominguez; Matias Rodriguez, Arismendi, Oscar Morales e Lodeiro; Medina (Angel Morales) e Biscayzacú (Garcia). Técnico: Gerardo Pelusso. PALMEIRAS Marcos, Maurício Ramos, Danilo e Marcão (Obina); Wendel, Pierre, Cleiton Xavier, Diego Souza e Armero; Willians (Ortigoza) e Keirrison. Técnico: Vanderlei Luxemburgo. Cartões amarelos: Medina, Lodeiro (NAC); Diego Souza, Mauricio Ramos (PAL). Estádio: Centenário, Montevidéu. Data: 17/06/2009. Árbitro: Carlos Vera (Equador). Auxiliares: Juan Cedeño e Luis Alvarado (ambos equatorianos).
GRÊMIO (BRA) 0X0 CARACAS (VEN) Grêmio fica no 0 a 0 com o Caracas e vai às semifinais da Libertadores
Pouco importa que ainda falte aquela atuação de encher os olhos, que persistam algumas desconfianças e que empatar por 0 a 0 em casa contra um time da Venezuela não seja exatamente animador. Tudo isso fica para depois. O que vale mesmo é que o 0 a 0 com o Caracas na noite desta quarta-feira, no Olímpico, colocou o Grêmio nas semifinais da Taça Libertadores da América. Faltam quatro jogos para, se tudo der certo para os tricolores, o time gaúcho ser tricampeão do principal torneio do continente.
Na estreia do 4-4-2 na Libertadores, o time de Paulo Autuori controlou o jogo e criou repetidas chances de gol, mas desperdiçou todas, especialmente com Maxi López. Na defesa, alguns sustos – um deles, no fim do jogo, de apavorar. O adversário do Grêmio nas semifinais será o São Paulo ou o Cruzeiro. As duas equipes jogam nesta quinta-feira no Morumbi. O time gaúcho visitará quem passar já na semana que vem, ou em Belo Horizonte, ou na capital paulista. Antes, tem Campeonato Brasileiro. No sábado, o Tricolor recebe o Goiás pela sétima rodada.
Faltou o gol
Com um pouco mais de precisão nas conclusões, o Grêmio teria balançado a rede venezuelana no primeiro tempo. Não faltaram chances. Maxi López tentou de tudo que é jeito: em chute cruzado, em cabeceio, até por cobertura. E nada de a bola entrar. Os 45 minutos iniciais foram de dominação tricolor, mas de pouca inspiração. E o time de Paulo Autuori ainda levou alguns sustos.
A superioridade tricolor foi uma questão inclusive matemática. Só nos primeiros 12 minutos, o Grêmio criou quatro oportunidades vivas de gol. Souza, em bonito voleio, quase abriu o placar logo com dois minutos. Na sequência, Maxi apareceu três vezes. O problema é que ele não encontrou o gol. O cabeceio morreu no goleiro, o chute cruzado acertou a rede por fora e o toque por cobertura, após bobeada da zaga em recuo curto, passou por cima.
Aí o Caracas resolveu passear pelo campo de ataque. Lucena viraria herói nacional se o goleiro Marcelo Grohe não voasse bonito para tirar a bola do ângulo com a ponta dos dedos. Quase. Gómez também arriscou de longe, e o goleiro novamente trabalhou. O chute ficou nos braços do gremista, bem posicionado no meio do gol.
Com o 0 a 0 garantindo a classificação, o Grêmio não viu necessidade de colocar a língua de fora. Atacou com calma, na manha, cozinhando o oponente, que marcava forte no campo de ataque, mas deixava espaços atrás. Tcheco, dentro da área, desperdiçou a melhor chance da etapa inicial. Ele bateu de primeira, com a perna canhota, por cima do gol. Maxi, de novo, mandou chute cruzado aos 28. Vega espalmou.
Como vem acontecendo sistematicamente na Libertadores, o Grêmio jogou o suficiente para controlar o adversário no primeiro tempo, mas não teve aquela atuação capaz de convencer os torcedores de que o título está encaminhado. O time ainda errou muito nos cruzamentos, especialmente com Fábio Santos, e se mostrou lento na transição ao ataque.
Sem gol no Olímpico, a torcida do Grêmio teve como alento vibrar com a desgraça do rival. Quando Jorge Henrique colocou o Corinthians na frente do Inter no Pacaembu, pela final da Copa do Brasil, o Olímpico teve o momento de maior vibração no primeiro tempo.
Torcida delira com gol de... Ronaldo
O segundo tempo começou no mesmo tom da etapa inicial. O Grêmio seguiu dominando. O Caracas, temeroso de ceder espaços fatais ao time brasileiro, só atacou com prudência.
Tcheco, com 40 segundos de período complementar, mandou chute perigoso e quase fez o gol. A bola viajou no céu do Olímpico e caiu repentinamente. Quase entrou. A partir daí, o Grêmio fez uma ronda na área venezuelana, mas não conseguiu criar chances até Herrera ir a campo no lugar de um apagado Alex Mineiro, aos 15 minutos. O argentino aprontou correria na direita e mandou na cabeça do compatriota Maxi López, que cabeceou rente à trave direita de Vega. Faltou pouco. De novo.
E aconteceria mais uma vez, novamente com Herrera, novamente em cruzamento da direita, mas desta vez com Souza. O meia apareceu feito centroavante para desviar do goleiro, que rezou para todos os santos e foi atendido. A bola saiu.
Com o passar do tempo, o Caracas tentou avançar em campo para se aproximar do gol. Não deu certo. Acabou criando buracos defensivos que o Grêmio só não aproveitou porque realmente não era a noite de Maxi. Aos 33 minutos, Souza deu passe precioso para Herrera, que deixou La Barbie de frente para o gol. E ele errou de novo.
Aos 39 minutos, o time de Paulo Autuori por pouco não perdeu a vaga. Castellín, quase dentro do gol, cabeceou para fora. Um dos maiores sustos que o Olímpico já viveu. A bola não entrou por milagre.
A torcida do Grêmio não conseguiu comemorar um gol de seu time. Mas ficou feliz da vida ao vibrar com mais um do Corinthians contra o Inter. Se Maxi não fez no Olímpico, Ronaldo marcou no Pacaembu. E os gremistas foram para casa duplamente felizes.
Ficha técnica: GRÊMIO 0 x 0 CARACAS GRÊMIO Marcelo Grohe, Ruy, Léo, Réver e Fábio Santos; Túlio, Adilson, Souza e Tcheco; Alex Mineiro (Herrera) e Maxi López. Técnico: Paulo Autuori. CARACAS Vega, Romero, Barone, Rey e Alejandro Cichero; Vera, Darío Figueroa (Guerra), Lucena e Jesús Gomez (Prieto); Rentería (Valoyes) e Castellín. Técnico: Noel Sanvicente. Cartões amarelos: Rentería, Figueroa, Gómez, Castellín (Caracas); Souza (Grêmio). Público: 40.127 pagantes. Renda: R$ 821.862,00 Estádio: Olímpico. Data: 17/06/2009. Árbitro: Carlos Torres (PAR). Auxiliares: Rodney Aquino (PAR) e César Franco (PAR).
ESPANHA 1X0 IRAQUE Espanha não dá show, mas derrota Iraque e se garante nas semifinais
Depois do show diante da Nova Zelândia na estreia, a Espanha diminuiu o ritmo e, apesar de não ter levado sustos, derrotou o Iraque apenas por 1 a 0, nesta quarta-feira, na abertura da segunda rodada da Copa das Confederações. O atacante David Villa foi o autor do gol da vitória (assista no vídeo ao lado).
Com o resultado, a Fúria chegou aos seis pontos no grupo A e já garantiu uma das vagas nas semifinais. De quebra, a seleção do técnico Vicente Del Bosque mantém uma incrível invencibilidade de 34 jogos (não perde desde novembro de 2006). Ao todo, nas últimas 52 partidas que disputou, a Espanha foi derrotada apenas duas vezes.
Espanha com quatro mudanças
Com duas mudanças na zaga (Marchena e Piqué nos lugares de Puyol e Albiol) e duas no meio-de-campo (Cazorla e Mata nas vagas de Fábregas e Silva) em relação ao time que goleou a Nova Zelândia na estreia, a Espanha começou a partida em ritmo mais lento do que o imposto contra a equipe da Oceania.
O primeiro lance de perigo só aconteceu aos 16 minutos, quando após um belo passe de Xavi, Torres ficou cara a cara com o goleiro iraquiano Mohammed Kassid. No entanto, o artilheiro do torneio com três gols desperdiçou a oportunidade.
Aos 24, a torcida no Free State chegou a gritar gol após belo arremate de David Villa acertar a rede. O problema é que a bola foi pelo lado de fora. O Iraque, por sua vez, ficava na retranca e não dava muitas chances aos espanhóis.
Villa martela e marca
Depois do primeiro tempo abaixo da média, a Fúria voltou mais disposta na segunda etapa e, aos seis minutos, Villa, sozinho, testou em cima do arqueiro do Iraque.
Três minutos depois, após belo cruzamento de Capdevilla, o atacante do Valencia não desperdiçou e abriu o marcador de cabeça.
Com a vantagem no placar, a Espanha seguiu com maior posse de bola, mas não conseguiu ampliar o resultado, que deixou os iraquianos, atuais campeões asiáticos, na terceira colocação com um ponto. Mais tarde, em outro jogo do grupo A, a anfitriã África do Sul recebe a lanterna Nova Zelândia no complemento da segunda rodada.
Ficha técnica: ESPANHA 1 x 0 IRAQUE ESPANHA Casillas; Sergio Ramos, Marchena, Piqué e Capdevila; Xabi Alonso, Xavi (Busquets), Cazorla (Silva) e Mata; Fernando Torres e David Villa (Guiza). Técnico: Vicente Del Bosque. IRAQUE Mohammed Kassid; Hawar (Karrar), Mohammed Ali, Fareed, Ali Hussein e Basem; Nashat, Alaa A. (Younus) e Samer (Mahid); Muayad e Salam. Técnico: Bora Milutinovic. Gols: David Villa, aos nove minutos do segundo tempo. Cartões amarelos: Marchena e Xabi Alonso (Espanha); Basem (Iraque). Estádio: Free State, em Bloemfontein, África do Sul. Data: 17/06/2009. Árbitro: Matthew Breeze (Austrália). Auxiliares: Matthew Cream e Ben Wilson (Ambos da Austrália).
ÁFRICA DO SUL 2X0 NOVA ZELÂNDIA África do Sul vence a Nova Zelândia e alivia a pressão sobre Joel Santana
Três dias após tirar um gol do próprio time em cima da linha, o atacante Parker foi o grande herói da vitória da África do Sul sobre a Nova Zelândia por 2 a 0, em Rustemburgo. Um resultado que levou o time da casa ao segundo lugar e diminuiu a pressão sobre o técnico Joel Santana. Na próxima partida, contra a poderosa Espanha, um empate garante a África do Sul na segunda fase da Copa das Confederações.
Mas foi uma vitória sofrida para Joel. Não pelo placar, mas pelos erros dos sul-africanos. Eram apenas dois minutos de jogo e o atacante Fanteni já tinha dado uma furada constrangedora dentro da área. Modise tentou no minuto seguinte, mas o chute saiu fraquinho. Fanteni até acertou o gol, aos nove minutos, só que o árbitro acertadamente marcou impedimento. Aos 16, Piennar teve espaço, ajeitou a bola como quis na entrada da área, mas mandou no meio do gol. E diante do show de incompetência, Joel bem que deve ter pensado por que ele é tão criticado se seus atacantes simplesmente não sabem fazer gol.
Até que aos 20 minutos, Masilela fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Parker. O atacante nem pegou tão bem na bola, mas o desvio no zagueiro Boyens matou o goleiro da Nova Zelândia. África do Sul 1 a 0.
Fanteni quase fez o segundo, aos 33. Ele arrancou do meio-campo com liberdade, deu belo drible em Mullingan, encheu o pé, mas a bola foi no centro do gol e Moss conseguiu desviar. Assim como na estréia, contra o Iraque, a África do Sul dominava a partida, criava chances, mas tinha enorme dificuldade para concluir. Joel nem precisava falar nada no intervalo, bastava entregar uma forma para o pé de cada jogador. Como não dava para fazer isso, o técnico continuou sofrendo do banco com a falta de pontaria de seu time no segundo tempo. Com cinco minutos, já tinham saído duas belas triangulações, que terminaram no pé de Modise e de lá para as nuvens.
Mas aos sete minutos finalmente veio o segundo gol, de novo em jogada pela esquerda de Masilela para Parker. E o atacante, meio de coxa, meio de barriga, desviou para fazer 2 a 0.
Só que o desespero de Joel continuava. Aos 16, ele até fez cara de choro quando Gaxa, sozinho, caiu sentado ao furar um cruzamento. Aos 18, resolveu tirar o atrapalhado Fanteni para lançar Mashego. E o atacante do Orlando Pirates mostrou por que consegue ser reserva de Fanteni, ao perder três grandes chances aos 35, 37 e 44 minutos - a última livre na entrada da pequena área.
Ficha técnica: ÁFRICA DO SUL 2 x 0 NOVA ZELÂNDIA ÁFRICA DO SUL Khune; Gaxa, Mokoena, Booth e Masilela; Dikgacoi, Sibaya, Modise, Parker (Tshabalala) e Pienaar; Fanteni (Mashego). Técnico: Joel Santana. NOVA ZELÂNDIA Moss; Mulligan, Vicelich, Boyens e Lochhead; Bertos (James), Brown (Oughton), Christie e Elliot; Smeltz e Killen (Wood). Técnico: Ricki Herbert. Gols: Parker, aos 21 minutos do primeiro tempo; Parker, aos 7 minutos do segundo tempo. Cartões amarelos: Pienaar (África do Sul); Christie, Vicelich, Smeltz e Boyens (Nova Zelândia) Estádio: Royal Bakofeng, em Rustemburgo. Data: 17/06/2009. Árbitro: Benito Archundia (México). Auxiliares: Marvin Torrentera e Hector Vergara (Canadá).
CEARÁ 2X1 SÃO CAETANO Ceará vence o São Caetano e deixa a lanterna da Série B
Após um início muito ruim na Série B, a torcida do Ceará, enfim, tem motivos para comemorar. O time conseguiu, na noite desta terça-feira, sua primeira vitória na competição nacional ao derrotar o São Caetano por 2 a 1, no estádio Castelão, em Fortaleza. Os gols do Vozão foram marcados pelos zagueiros Erivélton e Fabrício. O atacante Vandinho descontou para o Azulão. A partida foi válida pela abertura da sétima rodada da segunda divisão nacional.Confira os gols da partida no vídeo ao lado.
Com o resultado diante dos paulistas, o Ceará chega a seis pontos e sai provisoriamente da lanterna e também da zona de rebaixamento. O time agora está na 16ª colocação. Já o Azulão não teve a mesma sorte. Após a derrota, a equipe do ABC Paulista segue com quatro pontos e cai para a penúltima posição, à frente apenas do Campinense-PB (que tem três pontos e um jogo a menos).
Os dois times buscaram imprimir velocidade no início da partida, mas pecavam nas finalizações. O Ceará criava boas jogadas através de seus meias Geraldo e Esley, enquanto o São Caetano apostou na força dos laterais Roger e Everton Ribeiro. Os donos da casa acabaram levando a melhor na primeira etapa.
Depois da cobrança de escanteio, aos 22 minutos, o zagueiro Erivélton se antecipou a Tobi e, de pé direito, mandou a bola para a rede. Com isso, os cearenses foram para o intervalo com o placar de 1 a 0 a favor.
No segundo tempo, o São Caetano se abriu em busca do empate e acabou sendo premiado em um lance ocasional. Aos 17 minutos, Vandinho cobrou escanteio com efeito e marcou um gol olímpico, após indecisão entre Boiadeiro e o goleiro Adilson. O Ceará sentiu o gol de empate e começou a errar passes e finalizações.
Contudo, a noite era dos zagueiros da casa. Aos 40 minutos, após levantamento na área, Erivélton tocou de cabeça, e Fabrício, o outro zagueiro do time, dominou a bola para estufar a rede de Luiz e garantir a vitória suada para os nordestinos.
Próximos jogos
O Ceará joga novamente em casa, desta vez contra o Campinense-PB, no dia 27, às 21h. Já o São Caetano atuará de novo fora de casa, diante do Guarani, no dia 26, também às 21h, em Campinas.
PORTUGUESA 0X1 BRASILIENSE Brasiliense vence Portuguesa e mantém vice-liderança da Série B do Brasileirão
O Brasiliense manteve a vice-liderança da Série B do Campeonato Brasileiro. Nesta terça-feira, o time do Distrito Federal derrotou a Portuguesa por 1 a 0. A partida válida pela sétima rodada da competição nacional foi disputada no estádio do Canindé e teve o lateral Cláudio Luiz como artilheiro solitário. Confira o gol da partida no vídeo ao lado.
Com o resultado desta terça, o Brasiliense chegou ao 15º ponto na competição, um a menos que o líder Guarani, que nesta rodada enfrenta sábado a Ponte Preta. A Lusa está em quinto com 11.
Na próxima rodada, o time do Distrito Federal enfrenta o Paraná, no estádio Durival Britto. A Portuguesa vai a Bragança Paulista enfrentar o Bragantino, no estádio Nabi Abi Chedid.
O jogo
Apesar de jogar fora de casa, a Portuguesa não conseguiu impor o seu ritmo. Visivelmente nervosa, a equipe paulista errou muitos passes no início da partida. A dupla de ataque da Lusa formada por Dinei e Kempes, apesar do entrosamento, não conseguiu êxito.
Ciente disso, o Brasiliense aproveitou os erros do adversário para pressionar e abrir o placar. Após uma cobrança de falta, aos 25 minutos, o zagueiro Cláudio Luiz, de cabeça, colocou os visitantes em vantagem.
A Portuguesa ainda buscou o empate na primeira etapa, mas desorganizada não conseguiu criar grandes chances.
Lusa volta melhor para segunda etapa
Diferentemente do segundo tempo, o time paulista voltou melhor. Logo aos quatro minutos, Kempes chutou cruzado, de perna esquerda, e quase empatou. O goleiro Guto fez uma grande defesa. Porém, a melhor oportunidade foi com Marco Antônio. O jogador arriscou, de fora da área, e o camisa 1 do Jacaré mais uma vez brilhou.
Com a Lusa no ataque, o Brasiliense teve espaço para atacar e, aos 21, Iranildo quase ampliou o placar. O meia do Jacaré chutou, de longe, mas o goleiro Fábio fez grande defesa de mão trocada.
No último grande lance da partida, aos 33, Kempes perdeu a oportunidade de empatar para Lusa. O atacante recebeu passe de Fabrício na área e bateu de primeira. Guto defendeu parcialmente, mas Cris evitou o gol na linha e garantiu os três pontos para o time visitante
BRASIL 4X3 EGITO Gol de pênalti de Kaká salva o Brasil em dia de estreia sofrida na África do Sul
O prefeito de Bloemfontein prometeu apoio total da cidade à seleção brasileira. A presença dos craques brasucas levou esperança de vida melhor a crianças pobres. Mas dentro de campo, o Brasil sofreu para transformar esperança em alegria e demorou a convencer a torcida local nesta segunda-feira, em sua estreia na Copa das Confederações. Um gol de Kaká, aos 45 minutos do segundo tempo, em um lance polêmico por causa da marcação de um pênalti, decretou a sofrida vitória sobre o Egito por 4 a 3.
Além de Kaká (2), Luís Fabiano e Juan marcaram para o Brasil, atual campeão do torneio e da Copa América. Zidan (duas vezes) e Shawky fizeram para os egípcios, campeões da África. Também pelo Grupo B, Itália e Estados Unidos se enfrentam ainda nesta segunda, em Pretória, às 15h30m (de Brasília). A seleção brasileira volta a campo na quinta, contra os EUA, em Pretória, às 11h (de Brasília).
O número de torcedores no Free State, que tem capacidade para 48 mil pessoas, decepcionou (pouco mais de 27 mil pagantes). O presidente da Fifa, Joseph Blatter, antes do jogo já havia demonstrado preocupação com a situação e pediu para o Comitê Organizador da Copa das Confederações passar a distribuir ingressos de graça para as próximas rodadas.
VÍDEO: Veja os melhores momentos
O futebol do Brasil também decepcionou os sul-africanos, que chegaram ao estádio demonstrando que torceriam para o time de Dunga. Após um bom primeiro tempo, os brasileiros sentiram os gols no início do segundo e tiveram dificuldades para chegar à vitória. As bolas cruzadas por Elano eram a principal arma do time e originaram dois gols de cabeça (Luis Fabiano e Juan).
Esta foi o quinto confronto entre Brasil e Egito na história e a quinta vitória. Até então, a seleção só havia levado um gol do rival, em 1960.
A seleção precisou de apenas cinco minutos para abrir o placar. Daniel Alves tocou pelo alto, Kaká ganhou a dividida com Hani Said, com direito a “chapéu”, driblou também Gmaa na área e tocou com tranqüilidade, sem defesa para El Hadary.
Mas o Egito também não demorou para empatar. Aos sete, Aboutrika cruzou, Zidan subiu melhor que Daniel Alves e marcou de cabeça. A torcida africana, dividida, comemorou os dois gols igualmente. Por enquanto, festa para Brasil e Egito.
O time de Dunga usou Elano para virar. O ex-santista cobrou falta da intermediária na cabeça de Luis Fabiano, que, no início da área, tocou bem e fez o segundo brasileiro, aos 11.
O Egito passou a tocar a bola e tentar furar a defesa brasileira, sem sucesso. Tanto que teve mais posse do que o rival no primeiro tempo, 52% a 48%. Nas arquibancadas, só festa. Um grupo de brasileiros tentou puxar uma ola, aos 20, sem sucesso. Depois de mais três tentativas, o estádio inteiro foi junto. Em seguida, palmas coordenadas.
O Brasil cresceu junto com a torcida. Assim como os brasileiros nas arquibancadas, Elano não desistia de tentar. Aos 23, cruzou para Juan, que cabeceou para fora. Aos 24, cobrou falta na entrada da área, mas o goleiro El Hadary pegou. Até que aos 37, o jogador do Manchester City acertou mais uma: escanteio da direita, Elano achou Juan e o zagueiro subiu para marcar o terceiro do time de Dunga, de cabeça.
Na etapa final, os sul-africanos nas arquibancadas resolveram declarar apoio total aos egípcios, africanos como eles. Cada roubada de bola do Egito era comemorada como gol. Cada gol, uma festa. E saíram dois deles rapidamente.
Aos nove, Ahmed Eid, que entrara no lugar do capitão Ahmed Hassan, tocou para Aboutrika na esquerda, que rolou para Mohamed Shawky bater no canto de Julio César: 3 a 2 para o Brasil.
Em um cochilo de um minuto do time de Dunga, o empate. Aboutrika arrancou logo após a saída de bola do Brasil, tocou para Zidan, que ganhou na velocidade de Daniel Alves e chutou para empatar. Os egípcios beijavam o chão no gramado. Parecia até gol da África do Sul, tamanha a comemoração no Free State. As cornetas eram tocadas sem parar.
Logo em seguida, Dunga tirou Robinho e Elano para as entradas de Alexandre Pato e Ramires. O Egito assustava com contra-ataques rápidos, mas sem levar mais perigo ao gol de Julio César, apesar dos lamentos dos torcedores.
Com Pato e Kaká mais próximos de Luis Fabiano, o Brasil tentava explorar a habilidade dos três, já que Robinho teve atuação discreta. Aos 31, o novo craque do Real Madrid arriscou de primeira, rente ao travessão.
O Egito tomou conta do jogo nos minutos finais e teve boas oportunidades. Mas o futebol muitas vezes não perdoa vacilos. Aos 44, em uma cobrança de falta, Lúcio testou, e Al Muhamad, em cima da linha, impediu o gol com o braço. Em um primeiro instante, o árbitro Howard Webb ignorou o lance e marcou escanteio. Mas depois expulsou o infrator, e os torcedores vaiaram. Kaká não tinha nada com isso e com precisão acertou o canto esquerdo de Hadary. Doze anos depois, a seleção brasileira comemorava na África do Sul. E a festa tomou conta do Free State Stadium.
Ficha técnica: BRASIL 4 x 3 EGITO BRASIL Julio César, Daniel Alves, Lúcio, Juan e Kleber (André Santos); Gilberto Silva e Felipe Melo; Elano (Ramires), Kaká e Robinho (Alexandre Pato); Luis Fabiano. Técnico: Dunga EGITO El Hadary; Hani Said, Wael Gomaa, Ahmed Said; Sayed Moawad, Hamed Hassan (A.Eid), Mohamed Shawky, Hosni Abd Rabbou (Al Muhamad), Ahmed Fathi; Mohamed Aboutrika e Mohamed Zidan Técnico: Hassan Shehata Gols: Kaká, aos 5, Zidan, aos 7, Luis Fabiano, aos 11, e Juan, aos 37 minutos do primeiro tempo; Shawky, aos 9, e Zidan, aos 10 minutos, e Kaká aos 45 do segundo tempo. Cartões amarelo: Moawad (Egito). Cartão vermelho: Elmohamadi (Egito). Estádio: Free State Stadium. Data: 15/06/2009. Árbitro: Howard Webb (Inglaterra). Auxiliares: Michael Mullarkey e Peter Kirkup (ambos da Inglaterra).
ESTADOS UNIDOS 1X3 ITÁLIA Nascido nos EUA, Rossi sai do banco para dar a vitória de virada para a Itália
Com dois gols do ítalo-americano Rossi e outro do xará dele, De Rossi, a Itália conseguiu virar o jogo e vencer os Estados Unidos por 3 a 1 na estréia na Copa das Confederações, em Pretória. Com o resultado, a Azzurra chegou à liderança do Grupo B, ao lado do Brasil.
Agora, os italianos voltam a campo na próxima quarta-feira, contra o Egito. Os norte-americanos, por sua vez, encaram o Brasil no outro confronto do grupo.
Com um a menos, EUA terminam primeiro tempo na frente
Melhores tecnicamente, os tetracampeões mundiais dominaram o início do primeiro tempo. Com mais posse de bola, aproveitavam-se dos lançamentos de Pirlo e De Rossi para levar perigo ao gol americano. Aos 12 minutos, De Rossi jogou na entrada da área, Iaquinta, desequilibrado, ajeitou de cabeça e Gilardino bateu para defesa de Howard. Depois, foi a vez de Pirlo cobrar falta e Legrottaglie, na entrada da pequena área, mandar de peixinho rente à trave.
Fechados na defesa, os Estados Unidos apostavam nas arrancadas de Donavan, companheiro de Beckham no Los Angeles Galaxy. Numa delas, aos 25, ele serviu Bradley, que invadiu a área mas errou o chute, facilitando a defesa de Buffon. Quatro minutos depois, em outro lance de Dovanan, Altidore recebeu na área, bateu desequilibrado, mas a bola passou por Buffon e parou no pé salvador de Legrottaglie.
Só que aos 33 minutos, Clark fez falta dura em Gattuso e foi expulso. O jogo parecia ter ficado de vez na mão da Itália. De Rossi fez grande lançamento para Camoranesi, Bornstein tentou cortar e marcou contra, mas o árbitro anulou o gol acertadamente, assinalando impedimento.
Mesmo com um jogador a menos, os americanos continuaram levando perigo e marcaram aos 40. Após grande arrancada, Altidore deu um drible desconcertante em Chiellini e sofreu pênalti. Donavan bateu com categoria no canto esquerdo de Buffon: Estados Unidos, 1 a 0.
Rossi sai do banco para ser o herói da partida
No segundo tempo, com um homem a menos, os EUA vieram dispostos a se defender. Sem muita criatividade, a Itália buscava o empate, mas não levava perigo. Aos 11 minutos, o técnico Marcello Lippi resolveu mexer na equipe: Rossi e Montolivo entraram nos lugares de Gattuso e Camoranesi, respectivamente.
E logo no primeiro lance, Rossi robou bola no meio-campo e soltou uma bomba da intermediária, sem chance para Howard. Um golaço do filho de italianos nascido em Teanek, nos Estados Unidos.
Cinco minutos depois, ele tentou fazer mais um golaço. Após ajeitada de Grosso, bateu de primeira, mas a bola passou muito longe do gol. Aos 21, Iaquinta fez a jogada pela esquerda, Gilardino bateu cruzado e a bola passou na frente de Rossi.
Logo depois, Pirlo chutou forte, o goleiro rebateu, Iaquinta pegou o rebote mas mandou por cima. Aos 27, veio a virada. De Rossi bateu de longe, o zagueiro Onyewu encobriu a visão do goleiro e a bola morreu no canto esquerdo do gol: Itália 2 a 1.
A partir daí, a Itália tentou administrar a partida, mas chegou a levar alguns sustos, como no chute de Sacha Kljestan, aos 42. Já nos acréscimos, Pirlo fez jogada excelente pela esquerda e cruzou para a área. Rossi apareceu mais uma vez para marcar e garantir a vitória italiana.
Ficha técnica: EUA 1 x 3 ITÁLIA EUA Howard; Spector, Onyewu, Demerit, Bornstein (Sacha Klejestan); , Clark, Dempsey, Feilhaber (Beasley) e Michael Bradley; Altidore (Charlie Davis) e Donovan. Técnico: Bob Bradley. ITÁLIA Buffon; Zambrotta, Legrottaglie, Chiellini e Grosso; Gattuso (Rossi), Pirlo, De Rossi e Camoranesi (Montolino); Gilardino (Luca Toni) e Iaquinta. Técnico: Marcello Lippi. Gols: Donovan, aos 40 minutos do primeiro tempo; Rossi, aos 13 e 48, e De Rossi, aos 26 minutos do segundo tempo. Cartões amarelos: Bornstein (EUA); Grosso, Legrottaglie (Itália). Cartão vermelho: Clark (EUA) Estádio: Loftus Versfeld, Pretória (África do Sul). Data: 15/06/2009. Horário: 15h30m. Árbitro: Pablo Pozo (CHI). Auxiliares: Patricio Basualto e Francisco Mondria (CHI).
BRASIL DE PELOTAS 1X0 CRICIÚMA Brasil de Pelotas bate Criciúma e conquista primeira vitória na Terceirona
Depois de estrear com empate fora de casa, contra o Marília, o Brasil de Pelotas conquistou neste domingo a primeira vitória na Série C do Brasileirão. No Bento Freitas, o Xavante venceu o Criciúma por 1 a 0, com gol de Gilmar Baiano.
O único gol da partida foi marcado aos 38 minutos do segundo tempo. Gilmar Baiano, que havia entrado no lugar de João Rodrigo, bateu forte da meia-direita, e bola desviou na zaga e enganou o goleiro Zé Carlos.
O resultado deixou o Xavante em terceiro lugar do Grupo D, com quatro pontos. Já o Criciúma é penúltimo, com apenas um ponto. O líder é o Caxias, com seis pontos, que folgou nesta rodada
No outro jogo do grupo, o Marília derrotou o Marcílio Dias por 3 a 1, no estádio Hercílio Luz em Itajaí. Os gols do MAC foram marcados por Cris, aos quatro, e Ricardinho aos 24 minutos do primeiro tempo. Na etapa final, a equipe paulista aumentou o placar com João Paulo, aos 11. O gol do Marcílio foi anotado pelo atacante Charles, aos 37.
Com o resultado, o MAC chegou aos cinco pontos e está na vice-liderança. O Marinheiro continua na lanterna do grupo sem somar nenhum ponto na campetição.
AMÉRICA - MG 2X0 GUARATINGUETÁ América-MG vence o Guaratinguetá e assume liderança do grupo
O América-MG conquistou mais um grande resultado ao vencer o Guaratinguetá, no Independência, por 2 a 0, na tarde deste domingo, pela terceira rodada da Série C do Brasileirão. Os gols foram marcados por Wellington Paulista e Euller, de pênalti. Com a vitória, o América chegou aos seis pontos e assumiu a liderança do Grupo C.
No outro jogo da chave, o Mixto derrotou o Ituiutaba por 2 a 0, com dois gols nos minutos finais. Tiziu e Buiu marcaram para o Mixto, no estádio Geraldão, em Cáceres (MT). A equipe do Centro-Oeste está na terceira colocação, com três pontos. Os mineiros, que perderam a primeira posição, caíram para o segundo lugar, com quatro.
Na próxima rodada, o Ituiutaba encara o América, no domingo, na Fazendinha, no Pontal do Triângulo. O Mixto, por sua vez, enfrenta o Gama, em Brasília.
LUVERDENSE 0X2 ÁGUIA Águia vence a terceira partida seguida
O Águia é o primeiro time a acumular três vitórias seguidas na Série C do Brasileirão. Na noite deste domingo, o time de Marabá derrotou o Luverdense por 2 a 0, no Estádio Passos da Ema, em Lucas do Rio Verde (MT). Os gols foram marcados por Bruno Rangel e Soares, que deixam o time paraense em primeiro lugar no Grupo A, com nove pontos. O time mato-grossense segue na lanterna, com zero.
No outro jogo da chave, o Paysandu venceu o Rio Branco-AC, de virada, por 3 a 1, no Mangueirão, em Belém. Zé Carlos (duas vezes) e Zeziel marcaram para os paraenses, enquanto Testinha abriu o placar para os acreanos, que ocupam o terceiro lugar, com três pontos. O Papão, que também tem 100% de aproveitamento, com com apenas dois jogos disputados, está em segundo lugar, com seis pontos.
No Grupo B, o ASA conseguiu a segunda vitória em dois jogos ao derrotar o Salgueiro por 3 a 0, no Estádio Coaracy Fonseca, em Arapiraca. Fábio Lopes, Nena e Henrique marcaram para os alagoanos, que somam seis pontos, mas têm saldo menor que o Icasa, que folgou na rodada e também tem 100% de aproveitamento.
Na outra partida, o Confiança conquistou sua primeira vitória na competição, ao superar o CRB por 2 a 1, no Lourival Batista, em Aracaju, com gols de Baggio e Hugo Henrique. Marciano descontou para o time alagoano, lanterna, sem nenhum ponto marcado.