domingo, 28 de junho de 2009

Copa das Confederações:Final

ESTADOS UNIDOS 2X3 BRASIL
Brasil consegue virada maiúscula sobre os Estados Unidos e é bicampeão



Se o lema dos americanos era “Yes, we can” (“Sim, nós podemos), imortalizado pelo presidente Barack Obama, a seleção de Dunga mostrou que é brasileira e não desiste nunca. Após sair perdendo por 2 a 0 no primeiro tempo, virou na etapa final e conquistou neste domingo a Copa das Confederações pela terceira vez na história (ganhou também em 1997 e 2005) com a vitória de 3 a 2 sobre os Estados Unidos no estádio Ellis Park, em Joanesburgo.





A temperatura na África do Sul marcava 7oC, com sensação térmica de 2oC. Frio, assim como será na Copa do Mundo de 2010. Mas uma final quente, movimentada, e que os sul-africanos esperam ver novamente no ano que vem. No primeiro tempo, dois gols americanos: Dempsey e Donovan. Na etapa final, três gols brasileiros: dois de Luís Fabiano, artilheiro com cinco, e um de Lúcio, que pela primeira vez levantou a taça como capitão do Brasil.

Poderia ter tido mais, caso o bandeirinha Henrik Andren tivesse marcado um de Kaká, também após o intervalo: a bola cruzou a linha antes de o goleiro Howard pegar, mas o auxiliar não viu e o árbitro sueco Martin Hansson mandou o lance seguir.

Com o título, o Brasil passa a ser o maior campeão nas duas competições oficiais da Fifa de futebol profissional: cinco Copas do Mundo e três Copa das Confederações (a França tem duas conquistas).

Em 45 jogos com o técnico Dunga, são 31 vitórias, 10 empates e apenas quatro derrotas. Com os dois gols deste domingo, Luís Fabiano virou o artilheiro da era Dunga, com 16, um a mais que Robinho.


Campeões das Copas das Confederações anteriores
Ano / LocalCampeãoVice3º Lugar
1992 / Arábia SauditaArgentinaArábia SauditaEUA
1995 / Arábia SauditaDinamarcaArgentinaMéxico
1997 / Arábia SauditaBrasilAustráliaRepública Tcheca
1999 / MéxicoMéxicoBrasilEUA
2001 / Japão - Coréia do SulFrançaJapãoAustrália
2003 / FrançaFrançaCamarõesTurquia
2005 / AlemanhaBrasilArgentinaAlemanha



Nos primeiros 45 minutos, o Brasil teve 59% do controle da bola. Mas foram os Estados Unidos que conseguiram tudo que o time de Dunga queria: um gol no início e outro no meio do tempo, apostando nos contra-ataques, para ficar com tranqüilidade na partida.

EUA largam na frente

O time canarinho deu dez chutes a gol. Nenhum entrou. Os americanos deram quatro, dois no fundo das redes de Julio César. A seleção treinada por Bob Bradley abriu o placar aos dez minutos: Spector cruzou da direita, Dempsey pegou meio sem jeito de primeira, o suficiente para enganar o boleiro brasileiro e fazer 1 a 0.

O Brasil teve boa chance para empatar aos 12. Kaká deu belo drible de corpo em DeMerit e achou Robinho sozinho na esquerda, o camisa 11 avançou e bateu forte, mas Howard salvou. Foi a primeira das cinco defesas do goleiro americano na etapa inicial. O americano é o arqueiro que mais defendeu bolas na Copa das Confederações.

Os EUA responderam dois minutos depois, em duas cobranças de escanteios perigosas. Com a vantagem no placar, o time americano se fechava quando o Brasil atacava com 11 jogadores da intermediária para trás. A solução do time de Dunga era fazer cruzamentos, facilmente cortados pela defesa

BLOG MEMÓRIA: Relembre outras viradas heroicas da seleção

Aos 24, Felipe Melo arriscou de longe e Howard voltou a defender. Aos 25, Kaká tocou de calcanhar para Maicon pela direita e o lateral bateu cruzado, forte, mas o goleiro salvou de novo. E foi de Maicon o erro que originou o segundo gol americano. Aos 26, o camisa 2 saiu jogando errado no ataque, os Estados Unidos saíram rapidamente no contra-ataque com Donovan. O camisa 10 tocou na esquerda para Davies, que devolveu para Donovan driblar Ramires e bater sem chances para Julio César.

Gol relâmpago no segundo tempo dá esperança ao Brasil

Perdendo por 2 a 0, o Brasil continuava com maior posse de bola e arriscava de todas as maneira.s Robinho de fora da área, Howard salvou. André Santos dentro da área, Howard salvou. Luís Fabiano de cabeça, para fora.

No segundo tempo, foi a vez do time de Dunga marcar logo. E põe logo nisso. No primeiro minuto, Maicon cruzou da direita, Luís Fabiano dominou, virou em cima de DeMerit e bateu bem, finalmente furando o bloqueio de Howard: 2 a 1 para os EUA. O Fabuloso chegou a quatro gols e virou o artilheiro isolado da Copa das Confederações.

O Brasil passou a pressionar atrás do empate. Aos 12, Lúcio tocou de cabeça e Howard salvou. Dois minutos depois, o lance mais polêmico da partida. Após cruzamento da esquerda, Kaká cabeceou e o goleiro americano tirou quando a bola já havia cruzado a linha. O árbitro sueco Martin Hansson e o bandeirinha Henrik Andren não deram o gol.

Nos contra-ataques, os americanos voltaram a assustar o time de Dunga. Primeiro, Donovan chutou de fora, Julio César pegou. Em seguida, foi a vez de Dempsey bater forte para defesa do goleiro brasileiro.

Daniel Alves volta a entrar na lateral esquerda

Dunga mexeu na seleção e colocou Daniel Alves e Elano em campo, nos lugares de André Santos e Ramires. O Brasil ficou mais veloz. Mas Howard continuava inspirado: aos 25, Elano achou Luís Fabiano entre a zaga, o artilheiro invadiu a área e o goleiro americano chegou junto para evitar o empate.

Aos 29, Kaká caiu para a esquerda e Robinho pela direita. Deu certo. O novo craque do Real cruzou, o camisa 11 ficou sozinho na área e acertou o travessão, no rebote Luís Fabiano marcou e empatou a partida: 2 a 2. O quinto do artilheiro do torneio, alcançado a média desejada de um por jogo.

Lúcio decide a parada

Os americanos acusaram o golpe e o Brasil foi com tudo em busca da virada. Após blitz na área, Robinho recebeu na meia-lua, cortou para a direta e soltou uma bomba que saiu raspando o travessão de Howard.

Aos 39 minutos, o Brasil chegou à virada. Elano bateu escanteio da direita e Lúcio subiu no segundo pau para testar firme, sem chances para Howard. Muita festa dos brasileiros, que esperaram pelo apito final e comemoraram o título em Joanesburgo.

Ficha técnica:
ESTADOS UNIDOS 2 x 3 BRASIL
ESTADOS UNIDOS
Howard, Spector, Onyewu, Demerit e Bocanegra; Clark, Feilhaber (Kljestan), Dempsey e Donovan; Altidore (Bornstein) e Davies.
Técnico: Bob Bradley.
BRASIL
Julio César, Maicon, Lúcio, Luisão e André Santos (Daniel Alves); Gilberto Silva, Felipe Melo, Ramires (Elano) e Kaká; Robinho e Luís Fabiano.
Técnico: Dunga.
Gols: Dempsey, aos 10, e Donovan, aos 27 minutos do primeiro tempo; Luis Fabiano, a 1 minuto e aos 29, e Lúcio, aos 39 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Bocanegra (EUA), André Santos, Lúcio e Felipe Melo (BRA).
Estádio: Ellis Park, Joanesburgo. Data: 28/06/2009.
Árbitro: Martin Hansson (SUE).
Auxiliares: Henrik Andren (SUE) e Fredrik Nilsson (SUE).
Público presente: 52.291 pessoas

Copa das Confederações:Decisão do 3º Lugar

ESPANHA 3X2 ÁFRICA DO SUL
Espanha sofre, mas bate África do Sul na prorrogação e acaba em terceiro lugar



Depois de perder para os Estados Unidos na semifinal, a badalada seleção espanhola por pouco não passou nova vergonha na Copa das Confederações . A primeira colocada no ranking da Fifa precisou ir à prorrogação para vencer a África do Sul por 3 a 2 e assegurar o terceiro lugar do torneio. Güiza (dois), pela Espanha, e Mphela (dois) fizeram os gols no tempo normal. Xabi Alonso marcou o gol da vitória espanhola na prorrogação disputada no estádio Royal Bafokeng, em Rustemburgo.



A partida foi cheia de emoção. O primeiro gol do jogo foi sul-africano, já aos 28 do segundo tempo. A Espanha virou com gols seguidos, aos 43 e 44. Mas a África do Sul voltou a empatar aos 48. Na prorrogação, as duas seleções tiveram chances, mas uma falta de Xabi Alonso selou o destino do jogo, o que não impediu que o time de Joel Santana saísse de campo de cabeça erguida.

O primeiro tempo foi burocrático por parte da Espanha. A Fúria pouco criou e ainda foi ameaçada pelos sul-africanos. O zagueirão Booth por duas vezes teve a chance de fazer 1 a 0. Primeiro, o camisa 14 completou um cruzamento e errou o alvo. Depois, Booth pegou rebote de chute de Tshabalala e voltou a mandar para fora.

Na segunda etapa, o técnico Vicente del Bosque trocou os atacantes Fernando Torres e David Villa por Dani Güiza e David Silva, aos 12 minutos. A nova força ofensiva fez a Fúria melhorar levemente. Os dois deram trabalho ao goleiro Khune, que fez boas defesas para manter o placar sem gols.

Joel Santana resolveu então ousar um pouco mais e lançou o atacante Mphela na vaga do meia Pienaar. Assim, a África do Sul chegou a seu gol aos 28 minutos. Após jogada bem tramada pela esquerda, Tshabalala foi ao fundo e cruzou rasteiro para Mphela conferir na pequena área.

No desespero, o técnico espanhol sacou o volante Sergio Busquets e lançou o atacante Llorente. A blitz da Espanha deu certo e o time virou o placar com dois gols no finzinho, aos 43 e aos 44, ambos com Dani Güiza. No primeiro, o atacante do Fenerbahçe recebeu na área, matou na barriga e soltou a bomba. No segundo, enganou a todos ao bater por cobertura, do bico direito da grande área, e acertar o ângulo de Khune.

Quando tudo levava a crer que os Bafana Bafana estavam mortos, o jogo teve mais um episódio inesperado. Aos 48 minutos, Mphela bateu falta da intermediária e acertou na gaveta, à direita de Casillas. Um golaço que levou a partida para a prorrogação.

No tempo-extra, a Espanha começou melhor, sufocando a África do Sul. Capdevila, em cruzamento da esquerda, acabou acertando o travessão de Khune. A resposta sul-africana aconteceu aos 8 minutos, com Mphela. O atacante recebeu passe em profundidade e entrou livre na área. O camisa 9 bateu rasteiro e Casillas fez grande defesa com o pé direito.

Ainda antes da virada de campo, a África do Sul teve nova chance de desempatar a partida, em chute cruzado de Parker, mas Casillas voou e fez novamente uma grande defesa.

Logo no início do segundo tempo da prorrogação, a Espanha conseguiu chegar ao gol da vitória. Xabi Alonso bateu falta da esquerda, procurando a cabeçada de Llorente. Ninguém tocou na bola, que acabou por entrar direto no canto esquerdo do goleiro Khune.

A África do Sul acusou o golpe e não conseguiu buscar novamente o empate. Os comandados de Joel chegaram a fazer uso de algumas jogadas ríspidas que não vinham sendo comuns no restante do jogo. No fim, a Espanha respirou aliviada e ficou com o terceiro lugar da Copa das Confederações.

Ficha técnica:
ESPANHA 3 x 2 ÁFRICA DO SUL
ESPANHA
Casillas, Arbeloa, Albiol, Piqué e Capdevila; Xabi Alonso, Sergio Busquets (Llorente), Cazorla e Riera; David Villa (David Silva) e Fernando Torres (Güiza) .
Técnico: Vicente del Bosque.
ÁFRICA DO SUL
Khune, Gaxa, Booth, Mokoena e Masilela; Dikgacoi, Sibaya, Pienaar (Mphela) e Modise (Van Heerden); Tshabalala (Mhlongo) e Parker.
Técnico: Joel Santana.
Gols: Mphela, aos 28, Güiza, aos 43 e aos 44, e Mphela, aos 48 minutos do segundo tempo; Xabi Alonso, aos 2 minutos do segundo tempo da prorrogação.
Cartões amarelos: Sergio Busquets, Piqué, Albiol, Llorente (ESP), Mphela, Masilela e Pienaar (AFS).
Estádio: Royal Bakofeng, Rustemburgo. Data: 28/06/2009.
Árbitro: Matthew Breeze (AUS).
Auxiliares: Matthew Cream (AUS) e Ben Wilson (AUS).

sábado, 27 de junho de 2009

8 Rodada:Série B

BRAGANTINO 1X2 PORTUGUESA
Fora de casa, Lusa vence o Bragantino e se aproxima do G-4 da Série B

Em Bragança Paulista, a Portuguesa venceu o Bragantino neste sábado, por 2 a 1, e voltou a se aproximar dos primeiros colocados na classificação da Série B. O clube da capital paulista soma agora 14 pontos e fechou a rodada na quinta colocação, com o mesmo número de pontos da Ponte Preta, última equipe do G-4. Já o Bragantino segue com 10 pontos e já poder cair para a zona de degola na próxima rodada, na qual encara o Vasco, no Rio de Janeiro. O Juventude, o mais bem colocado entre os quatro últimos, tem oito pontos.

Mesmo fora de casa, a Lusa se impôs, disposta a se recuperar da derrota na rodada anterior, quando perdeu no Canindé para o Brasiliense. O Bragantino, que vinha de derrota para o Juventude, buscou o gol de maneira desordenada e acabou derrotado.

As duas equipes começaram a partida partindo ao ataque. Mas nenhuma chance clara de gol foi criada antes de a Portuguesa abrir o placar, aos 14 minutos de jogo.

Em uma falha de Thiago Almeida na entrada da área, Anderson Paim roubou a bola dos pés do zagueiro do Bragantino e usou o bico da chuteira do pé esquerdo para finalizar na saída do goleiro Gilvan. Foi o terceiro gol do ala-esquerdo da Lusa, que voltou ao time após se recuperar de entorse no tornozelo esquerdo. Paim se isolou como artilheiro da equipe nesta Série B, com três gols.

O Bragantino tratou de responder rapidamente. Primeiro, Paulinho arriscou de longe e a bola passou perto do gol de Fábio. Um minuto depois, em falta da entrada da área, Diego Macedo mandou a bola no travessão. Pela direita, Léo Jaime arriscou de longe, aos 33, e a bola passou perto do gol.

Os donos da casa tinham dificuldade para entrar na área da Lusa e o chute de longa distância era a única arma do ataque do time da casa. Já a Portuguesa passou a se preocupar mais em se defender e explorar os contra-ataques. O time visitante criou ainda uma boa chance no fim do primeiro tempo, mas o chute de Héverton saiu pela linha de fundo e o primeiro tempo acabou 1 a 0 para a Lusa.

Na segunda etapa, o Bragantino seguiu buscando o ataque sem eficiência e parou diante da defesa da Portuguesa, que não deixava os donos da casa entrarem na área e os obrigava a chutar de longe. A receita do Bragantino continuou ineficiente mesmo com o campo molhado em razão da chuva, que chegou no meio do segundo tempo. Nas poucas vezes em que a bola foi ao gol, Fábio defendeu com tranquilidade.

E para comprovar que tinha os jogos nas mãos, em um contra-ataque, a Portuguesa tratou de ampliar o marcador, após Kempes dar bom passe para Fabrício, que havia entrado na vaga de Fellype Gabriel. O reserva teve calma, driblou o goleiro e marcou seu primeiro gol com a camisa da Lusa.

Apenas quando conseguiu entrar na área rival o Bragantino chegou ao gol. Aos 45, Diego Macedo fez boa jogada pela direita e cruzou para Éverton desviar e marcar. O Bragantino teve quatro minutos para buscar o empate, mas acabou mesmo derrotado por 2 a 1.

Para a próxima rodada, o Bragantino encara o Vasco, no Rio, já na terça-feira. A equipe do técnico Marcelo Veiga deposita suas esperanças na volta de Bill, artilheiro da equipe na Série B, que voltará de lesão.

Já a Lusa receberá no Canindé o Paraná, na sexta-feira. E Paulo Bonamigo poderá com importantes retornos. Os atacantes Edno e Christian estão recuperados, voltaram a treinar na última sexta-feira e devem estar à disposição, assim como o lateral César Prates, que cumpriu suspensão neste sábado.


FIGUEIRENSE 1X1 VASCO
Vasco quebra jejum de gols, mas fica no empate com o Figueirense em Floripa



O Vasco segue o seu calvário de não conseguir vencer nas últimas partidas da temporada 2009 e completou o seu sétimo compromisso sem um triunfo sequer. Neste sábado, o time carioca empatou em 1 a 1 com o Figueirense, no Orlando Scarpelli, em Florianópolis, pela oitava rodada da Série B. Carlos Alberto, aos 29 minutos da etapa inicial, acabou com o jejum de mais de sete horas sem balançar a rede, mas não adiantou. Clodoaldo, em um chute errado, deixou o placar igual no segundo tempo.

Com o resultado, o Vasco permaneceu na sexta colocação e fora do G-4, com 13 pontos. O Figueirense está em 10º, com 11 pontos. Na próxima rodada, o time carioca vai pegar o Bragantino, na terça-feira, em São Januário. Os catarinenses vão encarar o Bahia, no sábado, em Salvador.

VEJA A TABELA DE CLASSIFICAÇÃO DA SÉRIE B

Vasco domina etapa inicial e consegue vantagem

Mesmo como visitante, o Vasco não temeu o mando de campo do Figueirense e partiu para o ataque na etapa inicial. Logo com um minuto de jogo, após uma cobrança de escanteio, Carlos Alberto foi puxado na área pelo zagueiro Toninho. Pênalti não marcado pelo árbitro Leandro Pedro Vuaden. Aos 7, Robinho recebeu belo passe de Alex Teixeira, mas foi travado no momento do chute.



O Figueirense só foi assustar aos dez minutos. Schwenk recebeu na entrada da área e chutou por cima do travessão de Fernando Prass. A partir daí, só deu Vasco. Aos 15, Alex Teixeira tocou para Carlos Alberto dentro da área. Pressionado por um zagueiro, o meia conseguiu chutar para Wilson defender com o ombro (clique no vídeo ao lado e assista aos comentários de Luis Carlos Junior e Alex Escobar).

Dez minutos depois, Léo Lima deu um ótimo passe para Robinho. O atacante entrou na área e chutou de primeira. A bola explodiu no travessão de Wilson. Dois minutos depois, Alex Teixeira foi quem recebeu dentro da área e chutou para outra boa intervenção do camisa 1 do Figueira.

Os catarinenses tiveram uma ótima oportunidade aos 28. Lucas cruzou da direita na cabeça de Rafael Coelho. Completamente sozinho, o atacante cabeceou com força e Fernando Prass evitou o pior para os cariocas. Um minuto depois, o Vasco abriu o placar. Carlos Alberto dominou na entrada da área e arriscou de canhota. A bola entrou à esquerda de Wilson: 1 a 0 Vasco, que não marcava há sete horas e 47 minutos.

Após o gol, o Vasco passou a jogar nos contra-ataques. O Figueira teve mais uma chance de marcar em uma cobrança de falta rápida. Aos 40, Roger rolou para Pedrinho, que chutou. Fernando Prass defendeu com tranquilidade.

Figueira melhora e consegue o empate



O Figueirense voltou completamente diferente para a etapa final. Apenas no bate-papo, o técnico Roberto Fernandes conseguiu acertar a sua equipe. Enquanto os cariocas recuaram, buscando os contra-ataques. Os catarinenses partiram para frente em busca da igualdade no marcador.

Logo com um minuto da etapa final, após cobrança de escanteio, Régis desviou no primeiro pau e a bola quicou na entrada da pequena área. Atento, Titi afastou o perigo com um chutão. Aos 15, Pedrinho aproveitou uma virada de bola pelo lado esquerdo e finalizou para o gol vascaíno. Fernando Prass fez uma bela defesa, evitando o empate do Figueira.

Aos 24 minutos não teve jeito. Rafael Coelho recebeu na entrada da área e chutou para bela defesa de Fernando Prass. Na sobra, Clodoaldo, que acabara de entrar, chutou errado e igualou o marcador. Seis minutos depois, Alex Teixeira quase recolocou os cariocas em vantagem. O jogador fez uma bela jogada pela direita e tentou cruzar. A bola pegou um efeito e quase enganou o goleiro Wilson, que tocou para escanteio.

Após o gol de empate, a partida ficou truncada. Mas duas oportunidades quase coloraram Vasco ou Figueirense em vantagem. Os catarinesnes por pouco não foram premiados aos 40 minutos. Após cobraça de escanteio, Regis acertou um belo chute de canhota e a bola explodiu no travessão do Vasco. Um minuto depois, o gol mais perdido do jogo. Carlos Alberto lançou Alex Teixeira dentro da área. Completamente livre, o meia-atacante chutou em cima do goleiro Wilson.

Ficha técnica:
FIGUEIRENSE 1 x 1 VASCO
FIGUEIRENSE
Wilson, João Filipe, Régis e Toninho; Lucas, Roger, Pedrinho (Jairo), Fernandes (Ale) e Egídio; Schwenck (Cloadoaldo) e Rafael Coelho.
Técnico: Roberto Fernandes.
VASCO
Fernando Prass, Paulo Sérgio, Vílson, Titi e Ramon; Amaral, Nilton (Souza), Léo Lima (Ernani) e Alex Teixeira; Carlos Alberto e Robinho (Alan Kardec).
Técnico: Dorival Júnior.
Gols: Carlos Alberto, aos 29 minutos do primeiro tempo; Cloadoaldo, aos 24 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Schwenck, Fernandes, João Filipe, Regis (Figueirense); Nilton, Carlos Alberto (Vasco).
Estádio: Orlando Scarpelli. Data: 27/06/2009.
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS).
Auxiliares: Marcelo Bertanha Barison (RS) e Paulo Ricardo Silva Conceição (RS).


DUQUE DE CAXIAS 0X0 BAHIA
Bahia e Duque de Caxias empatam sem gols e têm 12 pontos na competição

O Bahia continuou sem vencer fora de casa na Série B. O time comandado por Gallo empatou nesta tarde com o Duque de Caxias, por 0 a 0, em Mesquita. Foi o segundo ponto conquistado em 12 disputados pelos baianos longe da sua torcida. O tricolor não vence há 14 partidas fora de casa. A última vitória foi em agosto do ano passado contra o CRB, por 2 a 1.

Com o empate, as duas equipes permanecem com a mesma campanha na Série B: três vitórias, três empates e duas derrotas.O técnico Gallo, do Bahia, se reunirá neste domingo com a diretoria. Ele pode perder o cargo por causa da campanha irregular da equipe.

A torcida do time baiano compareceu ao estádio Giulite Coutinho, que teve 409 pagantes. O juiz Edivaldo Elias da Silva deu seis cartões amarelos: Joãozinho, Leandro, Nem e Rubens Cardoso, do Bahia; Zé Carlos e Santiago, do Duque de Caxias.

O Bahia enfrenta o Figueirense, em casa, no próximo sábado. Já o Duque de Caxias enfrenta o Brasiliense, fora do Rio, na terça-feira.


ATLÉTICO - GO 2X0 ABC
Atlético-GO bate o ABC e soma a terceira vitória consecutiva na Segunda Divisão

Foi preciso uma bronca do capitão Robston, após o fim do primeiro tempo, para o Atlético-GO acordar e bater o ABC por 2 a 0, neste sábado, no Serra Dourada, pelo fechamento da oitava rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Robston e Elias, ambos no segundo tempo, garantiram a terceira vitória consecutiva do Dragão e a manutenção no G-4, ocupando a terceira posição na classificação. Com o revés, a equipe potiguar cai para 18º, na zona do rebaixamento.

Na próxima rodada, o Atlético-GO encara o São Caetano, sábado, no Anacleto Campanella, enquanto na sexta-feira, o ABC recebe o Ipatinga, no Frasqueirão. As partidas estão marcadas para às 21h (horário de Brasília) respectivamente.


O Atlético-GO iniciou a partida mostrando quem manda no Serra Dourada. No entanto, não conseguiu traduzir a superioridade em gol. O ABC, percebendo que poderia atacar, chegou a ameaçar, mas também não conseguiu colocar a bola na rede.

Quando o árbitro encerrou a primeira etapa, o capitão Robston, do Atlético-GO, desceu para o vestiário reclamando da postura do time. Na volta para o segundo tempo, o técnico Mauro Fernandes trocou a dupla de ataque. Saíram Marcão e Juninho para as entradas de André Leonel e Brazão respectivamente.

Na equipe potiguar, o treinador Arturzinho colocou o centroavante estreante Nonato. No entanto, quem finalmente abriu o placar foi a equipe anfitriã. Brazão desceu pela direita e cruzou rasteiro. A bola sobrou para Robston, que fuzilou para o fundo da rede. Aos 14, Rafael Cruz cruzou para a área e Elias, impedido, ampliou para o Dragão, de cabeça.

No desespero, Arturzinho fez mais duas alterações ofensivas no ABC, enquanto Mauro Fernandes mudou para segurar a vitória. Aos 34, Rafael arriscou de longe e quase diminuiu para a equipe de Natal. A situação se complicou de vez para o ABC, aos 42, quando João Paulo foi expulso.


PARANÁ 0X2 BRASILIENSE
Fora de casa, Brasiliense vence o Paraná e mantém vice-liderança da Série B

O Brasiliense manteve o segundo lugar da Série B do Campeonato Brasileiro. Neste sábado, o Jacaré foi a Curitiba e venceu o Paraná por 2 a 0, no estádio Durival de Britto, em confronto válido pela oitava rodada da competição. O zagueiro Cláudio Luiz e o lateral-esquerdo Edinho foram os artilheiros da partida.

Com o resultado, o time do Distrito Federal chegou ao 18º ponto na Série B, quatro atrás do líder Guarani, que nesta rodada venceu o São Caetano por 1 a 0, em Campinas. O Paraná seguiu com oito e, agora, está na 17ª posição da competição.

Na próxima rodada, o Brasiliense recebe o Duque de Caxias terça-feira, às 21h (horário de Brasília), na Boca do Jacaré. O Paraná vai a São Paulo enfrentar a Portuguesa sexta-feira, às 21h, no Canindé.

Frio de Curitiba não assusta o Jacaré

Jogando em casa, o Paraná começou o jogo no ataque e logo, aos 10 minutos, criou a primeira chance real de gol. João Paulo arriscou chute, de fora da área, e a bola passou perto da trave esquerda do goleiro Guto. Davi recebeu uma bola na cara do camisa 1 do Jacaré, mas perdeu o domínio e a chance de abrir o placar.

O primeiro lance de perigo do Brasiliense aconteceu aos 13. Chimba recebeu passe na área, driblou o goleiro Ney e cruzou para o atacante Fábio Júnior, que não conseguiu pegar bem na bola e chutou para fora.

O frio de Curitiba não assustou o time do Distrito Federal, que com mais posse de bola procurou ameaçar o Tricolor paranaense. Insatisfeitos com o desempenho do Paraná, os torcedores vaiaram o time ainda no primeiro tempo. O técnico da equipe da casa, Zetti, procurou apenas orientar os seus jogadores.

Em uma jogada de bola parada o Jacaré abriu o placar. Aos 39 minutos, Iranildo cobrou falta na entrada da área do Paraná, o zagueiro Cláudio Luiz se antecipou ao goleiro Ney e, de cabeça, fez o primeiro gol do Brasiliense.

O meia João Paulo ainda tentou levar o Paraná para o vestiário com o empate, mas não conseguiu sucesso. O jogador tricolor arriscou um chute, de fora da área, e o goleiro Guto defendeu com firmeza.

Tricolor perde duas chances no início do segundo tempo

O Paraná voltou para o segundo tempo no ataque e, com apenas um minuto, teve duas grandes chances. Malaquias e Freire tiveram, de cabeça, chances de empatar o jogo para o Tricolor. Empolgados, o torcedores passaram a cantar nas arquibancadas do estádio Durival de Britto.

Com mais posse de bola, o Tricolor continuou ameaçando o Brasiliense. Aos 11 minutos, o jovem meia Elvis arriscou chute de fora da área e a bola passou perto do poste esquerdo do goleiro Guto.

A situação do Paraná começou a piorar na segunda etapa aos 15 minutos. O lateral-direito Marcelo Toscano, que já tinha um cartão amarelo, fez falta dura em Edinho e foi expulso pelo árbitro Luiz Carlos da Silva.

Com mais um jogador em campo, o Brasilense equilibrou o jogo, segurou o ímpeto do Paraná e passou a ameaçar. Aos 28 minutos, Júlio César arriscou chute da entrada da área e assustou o goleiro Ney. Pouco depois, Iranildo tentou encobrir o camisa 1 da equipe paranaense, que fez bela defesa.

Aos 38 minutos, o lateral-esquerdo Edinho deu números finais ao jogo. O jogador do Jacaré aproveitou rebote da defesa do Paraná e, na entrada da área, deu um belo drible em Freire e chutou forte sem chance para o goleiro Ney, que buscou a bola mais uma vez a bola no fundo do gol.

O Paraná ainda buscou igualar a partida nos minutos finais, mas deixou o gramado do Durival de Britto com vaias da sua torcida.


CEARÁ 2X0 CAMPINENSE
Ceará enterra o lanterna Campinense e sai da zona de degola na Segundona

Em jogo de "cinco minutos", o Ceará bateu o Campinenese por 2 a 0, pela oitava rodada da Série B do Brasileirão. Apesar das muitas chances criadas, ambas as equipes não tiveram competência na hora de concluir a gol no primeiro tempo. Lanterna da competição, com três pontos em 24 disputados, os visitantes jogaram na base do contra-ataque e conseguiram segurar o ímpeto dos anfitriões nos 45 minutos iniciais.

Entretanto, na etapa complementar, o Alvinegro liquidou a fatura em apenas cinco minutos. Como sonhara o torcedor que foi ao Castelão, o time do técnico Paulo Cesar Gusmão chegou à sua segunda vitória na competição e saiu da zona de rebaixamento.

Cinco minutos de lucidez

O primeiro gol do Ceará saiu aos 38 minutos da etapa final. Após cobrança de escanetio de Boiadeiro, o zagueiro Fabrício subiu mais alto que a zaga do Campinense e desviou de cabeça para as redes. Os donos da casa ampliaram o placar aos 43 minutos. O atacante Reinaldo arrancou em velocidade e bateu, de perna esquerda, no cantinho esquerdo de Fabiano.

Na próxima rodada, o Campinense recebe o América-RN. Enquanto o Ceará joga o clássico Rei contra o Fortaleza.

Etapa inicial foi dos goleiros

Se no primeiro tempo os times esbarram nas defesas salvadoras dos goleiros Lopes (Ceará) e Fabiano (Campinense), na etapa final a partida ganhou em emoção. Aos 17 minutos, Preto deu belo lançamento para Beto Amorim, que tocou na saída de Fabiano. O goleiro do Campinense defendeu chute à queima-roupa.

Cinco minutos depois, Fernandes arriscou do meio da rua. E quase surpreendeu o goleiro Lopes, que se esticou todo para defender bola no cantinho esquerdo. O arqueiro da equipe alvinegra ainda defendeu depois uma cabeçada perigosa em batida de escanteio.

Aos 30 minutos, Boiadeiro foi à linha de fundo e cruzou na pequena área. Fabiano fez ótima defesa na conclusão de Reinaldo.

5 Rodada:Série C

Invicto, América-MG vence o Mixto e continua líder na Série C

O América-MG continua invicto na Série C do Campeonato Brasileiro. Mesmo fora de casa, a equipe mineira derrotou o Mixto por 1 a 0, neste sábado, em Cuiabá, e deu um passo importante na busca pela classificação para as quartas de final.

O resultado deixou o América-MG isolado na primeira colocação do Grupo C, com 10 pontos e três vitórias em quatro jogos. Já o Mixto permanece na lanterna da chave, com apenas três pontos. Apenas os dois primeiros colocados de cada grupo se classificam para a próxima fase, enquanto o última é rebaixado para a Série D.

Em melhor situação na tabela, o América-MG não teve dificuldade para dominar a partida. O gol da vitória do clube mineiro ocorreu aos 43 minutos do primeiro tempo, quando Wellington Paulo aproveitou rebote do goleiro Mauro e mandou para as redes.

Quem também faz boa campanha no Grupo C é o Guaratinguetá. Em confronto direto pela segunda colocação da chave, o time paulista aproveitou o mando de quadra, goleou o Gama por 5 a 2, no interior de São Paulo, e assumiu a vice-liderança, com seis pontos. Já a equipe do Distrito Federal permanece em quarto, com quatro pontos.

O Guaratinguetá teve um início de jogo arrasador. Logo aos 2 minutos de jogo, Rocha aproveitou cobrança de escanteio e cabeceou para as redes. Três minutos depois, Diego Dedoné fez o segundo após cruzamento de Nenê.

Apesar do domínio paulista, o Gama buscou o empate na etapa inicial. Goeber, em um chute forte, descontou para os visitantes aos 23 minutos. O gol empolgou o time do Distrito Federal, que conseguiu a igualdade aos 27 minutos, em cobrança de pênalti de Fábio Oliveira.

Mas a tarde era da equipe paulista. Em mais uma jogada aérea, Laércio subiu sem marcação e ampliou o placar aos 35 minutos. O domínio dos donos da casa continuou no segundo tempo e o Guaratinguetá chegou ao quarto gol aos 32 minutos, em pênalti convertido por Nenê. Laércio, mais uma vez de cabeça, fechou o placar aos 47.

ASA goleia e lidera o Grupo B

O ASA fez o dever de casa e goleou o Confiança-SE por 5 a 2, em Arapiraca, e assumiu a liderança do Grupo B. A equipe alagoana chegou aos 10 pontos, empatado com o Icasa, que venceu de virada o CRB por 2 a 1, em Alagoas.

Outros jogos: Luverdense 3 x 2 Paysandu; Rio Branco-AC 3 x 1 Sampaio Corrêa-MA; Brasil-RS 2 x 1 Marcílio Dias; e Marília 2 x 0 Caxias.

8 Rodada:Série A

ATLÉTICO - PR 1X0 CORINTHIANS
Atlético-PR deixa a lanterna com vitória suada sobre os reservas do Corinthians



Com a cabeça na finalíssima da Copa do Brasil, o Corinthians conheceu neste sábado a terceira derrota no Campeonato Brasileiro. Com 11 reservas em campo, o Timão lutou, mas não conseguiu impedir a derrota por 1 a 0 para o até então lanterna Atlético-PR, neste sábado, na Arena da Baixada, pela oitava rodada. Paulo Baier, cobrando falta aos 35 minutos do primeiro tempo, marcou único gol da partida.

O primeiro triunfo em casa ameniza o ambiente pesado vivido pelo Rubro-Negro de Curitiba nas últimas semanas. Agora, o time dirigido por Waldemar Lemos deixa a última colocação e sobe para 14°, com oito pontos, torcendo por tropeços de rivais diretos para não despencar na tabela. Já o Corinthians cai da quinta para a sexta posição, com 11.

No próximo domingo, o Atlético-PR encara o Grêmio, às 16h, no Olímpico. O Corinthians decide o título da Copa do Brasil contra o Internacional, quarta-feira, às 21h50m, no Beira-Rio. Pelo Brasileirão, o Alvinegro pega o Fluminense, dia 8 de julho (quarta-feira), às 21h50m, no Pacaembu.

Paulo Baier coloca Furacão na frente



Apesar de jogar com apenas Jucilei na marcação, o Corinthians conseguiu controlar com facilidade o ímpeto ofensivo do Atlético-PR nos primeiros minutos. Bem posicionado, o Timão tentou explorar principalmente os contra-ataques pelo lado direito. E foi por lá que quase marcou, aos sete minutos. Marcelinho avançou pelo setor e bateu cruzado. Souza, atrasado, não alcançou.

O Furacão sofreu um pouco para se acertar. Paulo Baier, o cérebro da equipe, ficou sobrecarregado na armação, enquanto Wesley, com a missão de cavar espaços na defesa rival, teve atuação discreta. Os sustos vieram somente em lances parados. Aos nove, Baier bateu falta com perigo no canto esquerdo, mas errou o alvo. Já aos 13, o armador levantou para a área, Chico se antecipou a Julio Cesar e quase marcou.

A melhora atleticana abriu espaços na defesa, porém, o Corinthians não soube aproveitar. Marcinho, estreando como titular, foi tímido jogando aberto pelo lado esquerdo. Marcelinho e Morais também pouco produziram, dificultando ainda mais o trabalho do centroavante Souza, preso na marcação do trio de zagueiros do adversário.

Se tocando a bola estava difícil, o Atlético-PR conseguiu abrir o placar em uma nova jogada de bola parada. Em lance perto da área, Paulo Baier bateu com perfeição por cima da barreira. Julio Cesar voou em vão. Era impossível pegar. Foi o primeiro gol dele pelo Furacão.


Timão melhora, mas Furacão garante vitória



No segundo tempo, Mano Menezes tentou deixar o Corinthians mais ofensivo pela entrada do atacante Otacílio Neto no lugar de Marcinho. Entretanto, quem assustou foi o Atlético-PR. Aos nove minutos, Paulo Baier bateu escanteio, Rafael Santos desviou de cabeça e a bola saiu à direita, arrancando um "uuuuh" da torcida rubro-negra.

O Corinthians ganhou mais força na frente com a entrada do lateral-esquerdo Wellington Saci na vaga de Diego. .O Timão passou a tocar a bola com mais calma e fez o Atlético-PR recua, de olho nos contra-ataques. Apesar do domínio, os paulistas não criaram grandes chances pelo ferrolho armado na entrada da área.

Paulo Baier teve a chance de garantir a vitória e se consagrar, aos 35 minutos. Ele avançou livre em velocidade pela direita em contra-ataque e, na entrada da área, e chutou torto, para desespero de Eduardo, que surgia do outro lado sem marcação.

Nos minutos finais, Waldemar Lemos trancou ainda mais o Furacão com a entrada do volante Rafael Miranda em lugar de Paulo Baier. O Corinthians ainda tentou chegar ao empate. Apenas tentou. Os jogadores do Timão ainda reclamaram de um toque de mão dentro da área, mas o árbitro nada marcou.

Ficha técnica:
ATLÉTICO-PR 1 x 0 CORINTHIANS
ATLÉTICO-PR
Vinícius, Rhodolfo, Rafael Santos e Antônio Carlos; Zé Antônio (Raul), Valencia, Chico, Paulo Baier (Rafael Miranda) e Márcio Azevedo; Wesley e Rafael Moura (Eduardo).
Técnico: Waldemar Lemos.
CORINTHIANS
Julio Cesar, Diogo, Renato, Jean e Diego (Wellington Saci); Jucilei, Boquita, Marcinho (Otacílio Neto) e Morais (Lulinha); Marcelinho e Souza.
Técnico: Mano Menezes.
Gols: Paulo Baier, aos 35 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Rafael Santos, Valencia (Atlético-PR); Marcinho, Lulinha (Corinthians)
Estádio: Arena da Baixada. Data: 04/05/2008.
Árbitro: Claudio Luciano Mercante Junior (PE).
Auxiliares: Erich Bandeira (PE) e Carlos Berkenbrock (SC).
Público: 17.119 pagantes. Renda: R$ 377.130,00.


SÃO PAULO 2X0 NÁUTICO
Na estreia de Ricardo Gomes, São Paulo vence Náutico no Morumbi

O técnico Ricardo Gomes pode adicionar mais uma vitória ao seu histórico de estreias. O São Paulo venceu o Náutico por 2 a 0, na tarde chuvosa deste sábado, no Morumbi, pelo Brasileiro. Washington não conseguiu aproveitar as chances criadas e foi substituído com algumas vaias. No Timbu, Márcio Bittencourt foi expulso pela arbitragem por reclamação no dia em que voltava ao banco de reservas.

Com o resultado, o São Paulo chega a dez pontos e alcança a nona posição provisoriamente. O Náutico tem os mesmos oito pontos e a 13ª colocaão por enquanto. Na próxima rodada, o Tricolor encara o Coritiba no Couto Pereira, no dia 5 de julho, e o Timbu recebe o Internacional no mesmo dia.

Washington tenta, não marca, e torcida não gosta

Como era esperado, o São Paulo, jogando no 4-4-2, começou a partida em casa pressionando o Náutico, que perdeu Sidny logo no início, por causa de uma fisgada na coxa. Juliano entrou. Durante a semana, Washington reclamou mais uma vez que a bola não chegava para o ataque, o que dificultava a marcação dos gols, e que se tivesse três chances claras, mas não marcasse, pedia para sair. Desta vez, a ligação do meio com os homens de frente foi melhor, com Marlos sendo o principal condutor. No entanto, as oportunidades não foram bem aproveitadas, principalmente pelo Coração Valente.

Aos oito minutos, em cobrança de falta da intermediária, Washington chutou por cima do gol de Eduardo. Dois minutos depois, o camisa 9 arriscou um chute rasteiro, mas sem muita mira. Aos 17, mais uma tentativa do atacante para fora. E, aos 23, ele chegou pela direita e concluiu forte, acertando a rede, mas pelo lado de fora. Alguns torcedores, de forma isolada, reclamaram de Washington.

O Náutico, vendo que o São Paulo não acertava o pé e errava muitos passes, começou a se arriscar mais. Aos 19, Aílton assustou Denis com um chute por cima do travessão. Aos 26, foi a vez de Asprilla mandar a bola perto do gol tricolor. O visitante aproveitava cada vez mais os espaços e já igualava forças com o anfitrião.

Aos 32, o São Paulo conseguiu acertar o pé da trave direita de Eduardo. Enquanto Washington tentava sair da marcação, Borges pegou a sobra e chutou forte, carimbando o poste. No rebote, Junior Cesar ainda tentou o gol, mas chutou para fora. O lance levantou a torcida. A resposta do Náutico veio aos 39, quando Gilmar cruzou e Asprilla cabeceou para fora, para a sorte de Denis. O primeiro tempo terminou sem gols.

Gols saem no segundo tempo. Hernanes garante vitória

Os times voltaram sem modificações nas escalações, mas o jogo mudou logo no primeiro minuto. Hernanes cobrou falta pela direita e encontrou Jean Rolt pelo alto, na frente do gol. O zagueiro cabeceou com precisão e abriu o placar para o São Paulo: 1 a 0. Animados com o gol, os são-paulinos passaram a pressionar novamente, o que já não acontecia no fim da primeira etapa. E o Timbu apelou para as faltas. Juliano e Asprilla foram premiados com cartões amarelos.

O visitante até tentava o gol de empate, mas não conseguia assustar o gol de Denis. A melhor chance foi de Washington, aos 22. Ele recebeu na área, tentou se livrar da marcação, não conseguiu e arriscou de calcanhar. A bola passou na frente do gol de Eduardo. A torcida ficava cada vez mais irritada.

O técnico Márcio Bittencourt não aprendeu a lição. Depois de ser suspenso por 60 quando ainda era técnico do Santa Cruz e voltar a trabalhar no banco de reservas justamente nesta partida, foi novamente expulso pelo árbitro por reclamar demais. Do outro lado, Ricardo Gomes tentou mudar a forma de jogar da equipe e tirou Washington, que ouviu algumas vaias. O jovem meia Oscar foi o escolhido para tentar alcançar Borges.

Hugo também entrou na vaga de Marlos e o time ganhou velocidade e fôlego. Aos 40, depois de duas tentativas pela esquerda, o anfitrião conseguiu o segundo gol. Hernanes cobrou falta na direção da área, e a bola desviou em Johnny, enganando o goleiro Eduardo e balançando a rede. Festa da torcida tricolor.


Ficha técnica:
SÃO PAULO 2 x 0 NÁUTICO
SÃO PAULO
Dênis; Zé Luís, Renato Silva, Jean Roth e Junior Cesar; Eduardo Costa, Richarlyson(Jorge Wagner), Hernanes e Marlos(Hugo), Borges e Washington(Oscar)
Técnico: Ricardo Gomes.
NÁUTICO
Eduardo; Galiardo, Gladstone, Asprilla e Sidny(Juliano); Anderson Santana, Derley, Johnny e Aílton(Edson Miolo); Gilmar e Márcio Barros(Anderson Lessa).
Técnico: M. Bittencourt
Gols: Jean Roth com um minuto e Hernanes aos 41 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Renata Silva, Eduardo Costa e Richarlyson (São Paulo). Asprilla e Juliano (Náutico)
Público: 7.977 pagantes
Renda: R$ 180.060
Estádio: Morumbi. Data: 28/06/2009.
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO).
Auxiliares: Jesmar Benedito Miranda de Paulo (GO) e Cristhian Passos Sorence (GO).


BARUERI 4X2 ATLÉTICO - MG
Terror dos mineiros, Barueri acaba com invencibilidade do líder Atlético-MG



O Barueri acabou com a pose do líder Atlético-MG no Campeonato Brasileiro. Debaixo de muita chuva, a equipe comandada pelo técnico Estevam Soares não tomou conhecimento do rival e venceu por 4 a 2, em partida realizada na tarde deste sábado, na Arena Barueri. Foi a primeira derrota do time mineiro na competição. (Veja ao lado o gol marcado por Thiago Humberto).

Com o resultado, o time paulista mostrou ser o terror das equipes mineiras, já que na última rodada, não tomou conhecimento do Cruzeiro e aplicou uma goleada de 4 a 2 em pleno estádio do Mineirão.

Com a vitória, a terceira na competição, o Barueri, um dos caçulas da Série A, alcançou uma surpreendente quarta posição na tabela, com 13 pontos. Já o Atlético-MG segue na liderança, mas pode ser alcançado em número de pontos pelo Internacional que, neste domingo, recebe o Coritiba no Beira-Rio.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

As duas equipes voltarão a campo no próximo final de semana. No próximo sábado, o Barueri vai ao ABC encarar o Santo André. No dia seguinte, o Atlético-MG receberá a visita do Botafogo, no estádio do Mineirão.

Começo arrasador

O Barueri não se importou com a forte chuva que caía e, assim que a partida começou, tomou a iniciativa da partida e encurralou o Atlético-MG. Jogando com velocidade, principalmente pelo lado esquerdo com a dupla Thiago Humberto e Fernandinho, o time da casa só não abriu o marcador logo aos 2min porque Pedrão falhou na hora de dominar a bola quando ficaria cara a cara com Aranha.

Mas, aos 9min, não teve jeito. Fernandinho, endiabrado, fez bela jogada pela esquerda e cruzou rasteiro para a área. Éder, sozinho, furou. A bola sobrou para Thiago Humberto, que bateu no canto direito de Aranha, que ainda tocou na bola. Aos 17min, o goleiro do Atlético-MG trabalhou bem e evitou gol de Thiago Humberto, que ao cruzar a bola para a área, quase encobriu o goleiro atleticano.

O Galo seguia irreconhecível em campo. Suas principais peças não funcionavam. Como o meio-campo praticamente não criava nada, Diego Tardelli era obrigado a voltar para buscar a bola, o que deixava Éder Luís preso entre os zagueiros. O Barueri forçava na marcação e, quando tinha a bola dominada, buscava rapidamente o contra-ataque.



Aos 31min, quando a partida já havia perdido um pouco de velocidade, o Barueri foi para a rede novamente. E foi uma verdadeira lambança do goleiro Aranha. Ele recebeu passe recuado do lateral Júnior e, ao tentar afastar a bola da área, chutou em cima do zagueiro Pedrão. A bola caminhou em direção ao gol e Thiago Humberto, que ganhou na corrida de Alex Bruno, só teve o trabalho de empurrar para as redes. (Reveja o gol)

Mesmo em desvantagem de 2 a 0, o Atlético-MG não esboçava a menor reação. Para complicar ainda mais para o técnico Celso Roth, o Galo perdeu Éder Luís, machucado. Kléber entrou no seu lugar.

Segundo tempo

Na etapa complementar, a equipe mineira voltou com mais vontade e equilibrou a partida no início. O Barueri, satisfeito com o resultado, diminuiu o ritmo. O goleiro Renê, que não trabalhou nos primeiros 45 minutos, começou a aparecer. Aos 7min, ele fez grande defesa em lance de Márcio Araújo, que havia feito bela jogada pelo meio. Logo depois, o técnico Celso Roth queimou suas duas últimas alterações, colocando Thiago Feltri e Alessandro nas vagas de Júnior e Renan.

No Barueri, o técnico Estevam Soares resolveu mexer na lateral-direita. Éder, que já tinha cartão amarelo e mostrava deficiência na marcação, deu lugar a Marcos Pimentel, que entrou aplaudido pela torcida.

Se Renê havia brilhado no começo do segundo tempo, o goleiro Aranha também resolveu aparecer aos 19min. Após cruzamento da esquerda, Xandão cabeceou no ângulo esquerdo do goleiro do Atlético-MG, que voou e fez uma grande defesa.



Aos 26min, o Galo renasceu na partida. O zagueiro Xandão foi tentar cortar a bola na área, errou e colocou a mão na área. Pênalti bem marcado pela arbitragem. Na cobrança, Diego Tardelli mostrou categoria, batendo no canto direito de Renê, que pulou para o lado esquerdo. Foi o quinto gol do atacante do Galo no Brasileirão, que assumiu a vice-artilharia da competição. (Reveja o gol ao lado)

O jogo ganhou em emoção. Isso porque o Galo, logo depois, chegou ao empate. Alessandro fez jogada pela esquerda, invadiu a área e foi derrubado. Novo pênalti para Diego Tardelli, que não desperdiçou a chance.

Com a igualdade no marcador, o Barueri resolveu fazer o que não havia feito durante todo o segundo tempo e voltou a atacar. Bastou repetir a atitude do primeiro tempo que o time voltou a ficar em vantagem. Primeiro, o Atlético-MG ficou com dez homens ao perder Werley, expulso.

Depois, aos 39min, Thiago Humberto, em cobrança de falta da entrada da área, botou no canto direito de Aranha. Ainda havia tempo para mais um gol. E ele veio aos 40min, com Marcos Pimentel, que aproveitou cruzamento de Fernandinho e empurrou para o gol vazio.

Depois, foi esperar o tempo passar e comemorar. O Atlético-MG, perdido, ainda terminou a partida com nove homens, já que Evandro também foi expulso.

Ficha técnica:
BARUERI 4 x 2 ATLÉTICO-MG
BARUERI
Renê; André Luís, Xandão e Leandro Castan (João Vitor); Éder (Marcos Pimentel), Ralf, Everton, Thiago Humberto e Márcio Careca; Pedrão (Basílio) e Fernandinho.
Técnico: Estevam Soares.
ATLÉTICO-MG
Aranha; Carlos Alberto, Alex Bruno, Werley e Júnior (Thiago Feltri); Renan (Alessandro), Jonílson, Márcio Araújo e Evandro; Éder Luis (Kléber) e Diego Tardelli.
Técnico: Celso Roth.
Gols: Thiago Humberto, aos 9min e Fernandinho, aos 31min do 1º tempo. Diego Tardelli, aos 26min e 30min, Thiago Humberto, aos 39min e Marcos Pimentel, aos 40min do 2º tempo
Cartões amarelos: André Luís, Marcos Pimentel, Thiago Humberto e Éder (Barueri); Werley, Leandro Castan, Alex Bruno, Carlos Alberto e Jonílson (Atlético-MG).
Cartões vermelhos: Werley e Evandro (Atlético-MG)
Estádio: Arena Barueri. Data: 27/06/2009.
Árbitro: Pericles Bassols Pegado Cortez.
Auxiliares: Jackson Lourenço Massarra dos Santos (BA) e Rodrigo Pereira Joia (RJ) . Renda e Público: R$ 39.055,00 / 3.613 pagantes


CRUZEIRO 1X0 AVAÍ
Garotada do Cruzeiro mostra personalidade e derrota o Avaí

Depois de ficar quatro rodadas sem vencer no Brasileirão, o Cruzeiro derrotou o Avaí, neste sábado, no Mineirão, pela oitava rodada. O atacante Zé Carlos, de pênalti, fez o único gol da partida. Com o resultado, a Raposa assume provisoriamente o nono lugar, com dez pontos. O time subiu oito posições na tabela. Os avaianos continuam na zona de rebaixamento, em 18º, com sete.

Na nona rodada, os dois times jogam no domingo. O Cruzeiro vai enfrentar o Goiás, em Goiânia, enquanto o Avaí recebe o Palmeiras, na Ressacada. Os mineiros, porém, voltam a campo na próxima quinta-feira, pelo segundo jogo da semifinal da Libertadores. A equipe encara o Grêmio, no estádio Olímpico, em Porto Alegre. Na primeira partida, vitória celeste por 3 a 1.


Apesar do equilíbrio, Cruzeiro sai na frente



Quem esteve no Mineirão na última quarta-feira e voltou neste sábado deve ter pensado que se tratava de outro estádio. O público que saiu de casa e encarou uma noite fria para assistir ao duelo entre Cruzeiro e Avaí não chegou a 3.500 pagantes. Bem diferente dos quase 52 mil que viram a Raposa bater o Grêmio pela competição continental.

Os times começaram a partida sem pressa, com muitos erros de passe e pouca criatividade. Como a Libertadores é prioridade, Adilson Batista escalou dez reservas. A exceção foi o volante Henrique. O técnico teve de usar garotos da base, já que tem dez jogadores no departamento médico.

Jancarlos, Zé Carlos e Dudu foram os mais ativos do lado mineiro. Muriqui, Marquinhos e Ferdinando tentavam responder. A primeira chance clara de gol só foi criada aos 15 minutos. O garoto Dudu, de 1,65m, invadiu a área pela direita e bateu cruzado. A bola passou perto da trave de Eduardo Martini. Quando a ansiedade da garotada começou a passar, os donos da casa melhoraram. O volante Mateus avançou até a intermediária, tabelou bonito com o atacante Zé Carlos e recebeu na frente. O chute rasteiro passou muito perto do gol, aos 25. A primeira boa chance dos visitantes só apareceu cinco minutos depois. Léo Gago fez belo lançamento para Lima na entrada da área, o atacante ficou na dúvida sobre um possível impedimento e dominou muito mal.

O técnico Silas precisou tirar Uendel, machucado, e lançou Eltinho na lateral esquerda. Parecia que o placar ficaria em branco, mas o mistão do Cruzeiro não decepcionou. Aos 39, Ferdinando deslocou o baixinho Dudu na área, e o árbitro marcou pênalti. Na cobrança, Zé Carlos não deu chance para o Eduardo Martini: 1 a 0 (assista ao vídeo acima).

Equipe avaiana pressiona, e garotos resistem

O Cruzeiro voltou mais ligado no jogo, com velocidade e o domínio das ações. Aos quatro, Dudu cruzou da ponta esquerda para a área, o zagueiro Anderson apareceu para cabecear na segunda trave, mas Eduardo Martini fez uma linda defesa. A partir daí, o jogo passou por dez minutos de monotonia, muito concentrado no meio-campo. Tanto que o Avaí só chegou com perigo, aos 14. Muriqui avançou pela direita, cruzou rasteiro, e Luís Ricardo perdeu sozinho na área. O avanço pelas laterais passou a ser a principal arma alviceleste.

Adilson Batista e Silas promoveram mudanças do meio para frente, com intuito de mudar o desenho do jogo. As alterações do Cruzeiro funcionaram melhor. Com Diego Renan no lugar de Bernardo, que saiu machucado, e Wanderley na vaga de Zé Carlos, o time ficou mais veloz. No entanto, quem chegou mais perto do gol foi o Avaí. O atacante Luís Ricardo ficou com a sobra sozinho na área, bateu rasteiro, e Andrey fez boa defesa. O técnico celeste sentiu que estava perdendo força no meio-campo e resolver contar com a experiência de Wagner. Aos 33, ele entrou na vaga de Dudu, que saiu muito aplaudido pela torcida.

- Graças a Deus joguei bem, e a torcida reconheu - disse.

O time de Silas também buscou a igualdade na bola aéra. Aos 37, o zagueiro Émerson recebeu cruzamento na área, mas a cabeçada saiu torta pela linha de fundo. Mas a chance mais clara estava por vir. Aos 41, o atacante William ficou na cara do gol, sem marcação, e chutou para fora. Já no desespero, Muriqui teve a última chance, aos 47. Ele bateu forte, e Andrey, destaque do jogo, salvou. Era mesmo uma noite para a garotada celeste brilhar.

Ficha técnica:
CRUZEIRO 1 x 0 AVAÍ
CRUZEIRO
Andrey; Jancarlos, Anderson, Luisão e Vinícius; Henrique, Mateus, Aderson Uchôa e Bernardo (Diego Renan); Zé Carlos (Wanderley) e Dudu (Wagner).
Técnico: Adilson Batista.
AVAÍ
Eduardo Martini; Ferdinando, Émerson, Anderson e Uendel (Eltinho); Léo Gago, Xaves (Michel), Marquinhos e Muriqui; Luís Ricardo e Lima (William).
Técnico: Silas.
Gols: Zé Carlos, aos 41 do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Andrey (Cruzeiro); Xaves e Léo Gago (Avaí).
Estádio: Mineirão, Belo Horizonte. Data: 27/06/2009.
Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA).
Auxiliares: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (BA) e Luiz Carlos Silva Teixeira (BA).
Público pagante: 3.435
Renda: R$ 59.776,72


BOTAFOGO 1X4 GOIÁS
Goiás coloca Botafogo na roda e goleia no Engenhão por 4 a 1



Entre o aplauso e repúdio a jogadores do passado, a torcida do Botafogo encontrou a ira destinada ao elenco que disputa o Campeonato Brasileiro. Na noite deste sábado, o Goiás passeou no Engenhão, goleou por 4 a 1 e deflagrou uma crise de relacionamento entre torcedores e jogadores alvinegros.

O segundo tempo do duelo, válido pela oitava rodada, praticamente foi dominado pelos gritos de protestos vindos das arquibancadas. Os xingamentos se multiplicaram – Lucio Flavio foi o principal alvo - e a sessão nostalgia ganhou voz:
- Que saudade enorme, que eu sinto de 89.

Momentos antes do jogo, diversos jogadores que participaram do título do Campeonato Carioca de 1989 foram ao gramado e receberam os aplausos da torcida. O mesmo tratamento não teve Zé Roberto. O jogador está cotado para voltar ao clube, mas antes mesmo de a negociação avançar foi xingado e “homenageado” com uma faixa contra a sua contratação.

Em situação delicada no comando do Botafogo, Ney Franco foi “dispensado” pela torcida: “Fora, Ney Franco”, cantaram os botafoguenses.

O time está na 19º colocação, com seis pontos, e pode terminar a rodada na lanterna se o Sport pelo menos empatar com o Grêmio, domingo, na Ilha do Retiro.

A segunda vitória fora de casa – a outra foi contra o Coritiba – faz o Goiás pular para os 11 pontos e terminar o sábado na sétima colocação. A goleada fora de casa foi construída graças à velocidade dos contragolpes. Felipe Menezes, Felipe, Rafael Toloi e Iarley fizeram os gols.

Na próxima rodada, o time goiano recebe o Cruzeiro no Serra Dourada. Por sua vez, o Botafogo visita o Atlético-MG. As duas partidas acontecem no domingo.

Felipes dão vantagem ao Goiás
O clima de nostalgia que antecedeu a partida foi quebrado com o choque de realidade do momento atual. Antes dos 15 minutos, a torcida do Botafogo ensaiou algumas vaias aos jogadores. O grito de “Queremos raça” veio pouco depois. Os chutes a gol dos mandantes, porém sumiram.

E se não fosse Renan, aos 19 minutos, Felipe teria feito o primeiro do Goiás. O atacante chutou de dentro da grande área e o goleiro alvinegro espalmou. Mas aos 24 não houve jeito. Juninho cortou mal um cruzamento , e a bola sobrou para Felipe Menezes acertar o canto direito e abrir o placar.

A vantagem fez mal aos goianos. Entre uma tentativa ou outra de cozinhar a partida, o time visitante falhou e Victor Simões aproveitou para fazer um golaço, aos 35. De dentro da pequena área, o atacante deu um voleio forte, sem chance de defesa para Harlei.

Quando a torcida botafoguense se animou, Léo Silva empurrou Iarley dentro da área. Na cobrança do pênalti, aos 42, Felipe fez uso da paradinha para enganar Renan e fazer 2 a 1.

Mais gols dos visitantes, e fúria dos alvinegros
No intervalo, o técnico Ney Franco colocou Tony na vaga de Léo Silva e deixou o Botafogo com três atacantes. Mas o que era ruim para os alvinegros piorou aos 12 minutos. Após bate rebate na área, Rafael Tolói chutou forte e fez o terceiro dos goianos. Dois minutos depois, já sob a ira da torcida botafoguense, Iarley bateu cruzado da entrada da área e fez o quarto do time esmeraldino.

O Botafogo partiu para o desespero e até criou chances. Victor Simões, Fahel e Leandro Guerreiro obrigaram Harlei a fazer defesas arrojadas. Nas arquibancadas, os protestos se multiplicaram e atingiram diretoria, jogadores e o técnico Ney Franco.



Ficha técnica:
BOTAFOGO 1 x 4 GOIÁS
BOTAFOGO
Renan; Alessandro, Emerson, Juninho (Fahel) e Eduardo; Leandro Guerreiro, Batista, Léo Silva (Tony) e Lucio Flavio (Rodrigo Dantas); Victor Simões e Laio.
Técnico: Ney Franco.
GOIÁS
Harlei; Leandro Euzébio, Rafael Toloi e Ernando; Vitor, Amaral, Ramalho, Felipe Menezes (Gomes) e Julio Cesar; Iarley e Felipe (Zé Carlos).
Técnico: Hélio dos Anjos.
Gols: Felipe Menezes, aos 24, Victor Simões, aos 35, Felipe, aos 42 minutos do primeiro tempo; Rafael Tolói, aos 12 minutos e Iarley, aos 14 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Léo Silva, Laio (Botafogo) e Iarley e Vitor (Goiás)
Estádio: do Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ). Data: 27/06/2009.
Árbitro: Paulo Cesar Oliveira (Fifa-SP)
Auxiliares: Vicente Romano Neto (SP) e Anderson José de Moraes (SP)
Renda: R$ 76.524,00

sexta-feira, 26 de junho de 2009

8 Rodada:Série B

JUVENTUDE 1X1 VILA NOVA
Juventude e Vila Nova fazem jogo sem emoções e empatam em Canoas



Juventude e Vila Nova não conseguiram esquentar a noite fria desta sexta-feira em Canoas e, em um jogo sem emoções, empataram por 1 a 1.Com o resultado, o time gaúcho permanece no 16º lugar, com oito pontos. Os goianos, com 11 pontos, sobem para a 11ª posição.

Na próxima rodada, a equipe alviverde enfrenta a Ponte Preta em Campinas. A partida será no sábado, às 16h10m. O Vila Nova volta a jogar na próxima sexta-feira, às 21h. O time recebe o líder Guarani em Goiânia.

Bom início de jogo

A partida começou animada, especialmente do lado do Juventude. Antes dos dez minutos, o goleiro Juninho já tinha feito boas defesas em chutes de fora da área dos volantes Lauro e Walker.

Apesar do bom início o time gaúcho pareceu contagiado pelo frio de Canoas e, apesar de ter a posse de bola, não conseguiu criar jogadas de perigo. Aos 33 minutos, porém, o Ju foi presenteado com um gol em uma bola parada. O zagueiro Allyson cobrou falta com muita categoria, acertou o ângulo de Juninho e abriu o placar.

Castigo pelo recuo alviverde

O Vila Nova voltou mais solto para o segundo tempo e assustou a equipe alviverde. Primeiro, Marcel cobrou falta e Jaílson saltou para fazer grande defesa, aos dez minutos. No lance seguinte, Gil completou cruzamento e acertou a trave do Juventude.

Muito recuado e sem criar jogadas ofensivas, o Alviverde pagou o preço pela falta de ousadia. Quando o jogo parecia decidido, Luciano Ratinho salvou o Vila Nova, novamente graças a uma cobrança de falta. Aos 44 minutos, o meia acertou o ângulo de Jaílton e empatou o confronto.


GUARANI 1X0 SÃO CAETANO
Guarani bate o São Caetano e agora tem o melhor início da história da Série B



No reencontro do técnico Oswaldo Alvarez com a equipe da qual foi demitido no início da temporada, o Guarani bateu o São Caetano por 1 a 0, no Brinco de Ouro da Princesa, nesta sexta-feira, e a diferença para o segundo colocado Brasiliense pode ser ampliada para sete pontos. Para isso, basta a equipe do Distrito Federal não vencer o Paraná, neste sábado, em Curitiba.

Com sete vitórias e um empate, o Bugre superou o Corinthians, que no ano passado tinha 20 pontos na oitava rodada, e é o novo detentor do melhor início da história da Segunda Divisão.

Ricardo Xavier, aos 41 minutos do primeiro tempo, garantiu o triunfo da equipe de Campinas (assista ao vídeo) - que tem 91% de aproveitamento na Série B -, mas depois foi expulso na segunda etapa. O Azulão permanece em penúltimo na classificação com apenas quatro pontos e o pior ataque, com apenas três gols marcados.

Confira a classificação da Série B do Campeonato Brasileiro

Na próxima rodada, o Guarani enfrenta o Vila Nova, no Serra Dourada, sexta-feira, enquanto o São Caetano recebe o Atlético-GO, sábado, no Anacleto Campanella. As partidas estão marcadas para as 21h (de Brasília) respectivamente.

Ricardo Xavier cala a torcida do Bugre

Líder invicto da Série B do Campeonato Brasileiro, o Guarani não deixou o São Caetano jogar no primeiro tempo. Logo aos dois minutos, o volante Xavier arriscou de fora da área e quase surpreendeu o goleiro Luiz. A bola saiu rente à trave, pela linha de fundo. O Azulão teve uma única chance, aos cinco, mas o goleiro Douglas segurou o chute do estreante Washington, da entrada da área.

De tanto pressionar, o Bugre abriu o placar, aos 40. Andrezinho cobrou falta na área. O zagueiro Anderson Marques atrapalhou o arqueiro Luiz, e a bola sobrou para Ricardo Xavier, que finalizou para o fundo da rede. Antes de sair o gol, a torcida do Guarani já começava a ensaiar um coro pedindo a entrada do centroavante Nei Paraíba em seu lugar.

Autor do gol é expulso, mas Douglas garante a vitória
Na volta do intervalo, o técnico Antônio Carlos tirou Anderson Marques, que se machucou, e colocou Mateus, apostando no esquema com três atacantes para tentar o empate, até mesmo virar o jogo para o São Caetano. O Guarani retornou sem qualquer mudança. O Azulão melhorou, obrigando o Bugre a recuar e sair nos contra-ataques.

Aos 16, após cobrança de falta, a bola sobrou na área para Vandinho, que desperdiçou o empate. Em Seguida, Caíque respondeu para o Bugre, em um chute perigoso. A quantidade de passes errados era absurda: 68 erros até os 30 minutos da etapa complementar. Aos 32, Ricardo Xavier, autor do único gol da partida, foi expulso após um carrinho violento em Adriano.

Mesmo com um jogador a menos, o treinador Oswaldo Alvarez não abriu mão do ataque e colocou Nei Paraíba na vaga de Walter Minhoca, apagado no jogo. O São Caetano pressionou até o fim, mas o goleiro Douglas, com duas belas defesas nos últimos minutos, garantiu mais uma vitória para o Guarani.