quarta-feira, 29 de julho de 2009

9 Rodada:Série C

ASA 2X1 CRB
ASA derrota CRB e fica perto da vaga na Série C

O ASA está muito perto da vaga para a segunda fase da Série C do Campeonato Brasileiro. O time de Arapiraca venceu o CRB por 2 a 1, de virada, em casa, nesta quarta-feira à noite, no encerramento da penúltima rodada da competição.

Com este resultado, o ASA chegou aos 16 pontos no Grupo B, e abriu oito gols de diferença no saldo para o terceiro colocado Salgueiro, que tem 13 pontos. Por outro lado, o CRB está a um passo do rebaixamento à Série D, já que é o lanterna, com apenas três pontos.

Agora, o ASA, que folga na última rodada, torce para o Salgueiro não conseguir a proeza de tirar essa diferença de oito gols contra o CRB, em Maceió, no próximo domingo. O Icasa, vice-líder, com 14 pontos, vai receber em Juazeiro do Norte o Confiança, com tem seis pontos e briga para não ser rebaixado.

Confira a nona rodada da Série C:
Sábado
Águia-PA 2 x 2 Sampaio Corrêa-MA

Domingo
Ituiutaba-MG 2 x 1 Gama-DF
Salgueiro-PE 1 x 1 Icasa-CE
Brasil-RS 2 x 1 Marília-SP
Criciúma-SC 0 x 1 Caxias-RS
Luverdense-MT 2 x 0 Rio Branco-AC
Mixto-MT 2 x 0 Guaratinguetá-SP

14 Rodada:Série B

SÃO CAETANO 4X1 CAMPINENSE
São Caetano goleia o Campinense e deixa a zona de rebaixamento na Segundona



Graças à goleada por 4 a 1 sobre o Campinense, nesta terça-feira, no Anacleto Campanella, e ao restante dos resultados da 14ª rodada da Série B, o São Caetano conseguiu sair da zona de rebaixamento. Com o resultado, o Azulão foi a 15 pontos e agora ocupa a 15ª colocação. O time da Paraíba permanece com seis, na lanterna.

O São Caetano volta a campo no próximo sábado, às 16h10m, quando enfrenta o Ipatinga, em Minas Gerais. Já o Campinense recebe o Figueirense, em Campina Grande, sexta-feira, às 21h.

O jogo

O time do ABC paulista começou pressionando e logo abriu o placar. Aos 9 minutos, após bela cobrança de escanteio de Vandinho, Marcelo Batatais cabeceou para o fundo do gol. Aos 16, em outra cobrança de escanteio do camisa 7 do Azulão, o São Caetano ampliou a vantagem. O atacante Anderson Oliveira, do Campinense, cabeceou contra a própria meta. 2 a 0.

O Campinense diminuiu aos 32 minutos. Em rápida saída de contra-ataque, Edmundo recebeu a bola, partiu em velocidade e tocou com categoria na saída do goleiro. No último minuto do primeiro tempo, Artur chutou de longe e o goleiro Fabiano, do Campinense, que vinha bem na partida, levou um frango. 3 a 1 São Caetano.

No segundo tempo, com tranquilidade, o São Caetano matou o jogo. Aos 18 minutos, Vandinho recebeu dentro da área e tocou no canto, dando números finais a partida: 4 a 1.


PARANÁ 1X3 ABC
ABC quebra sequência de sete jogos e vence o Paraná em Curitiba



O ABC quebrou uma sequência de sete jogos sem vitória ao derrotar o Paraná, na noite desta terça-feira, na Vila Capanema, por 3 a 1, pela 14ª rodada da Série B. Ricardinho, Gaúcho e João Paulo marcaram os primeiros gols da equipe do técnico Flavio Lopes como visitantes na competição. Alex Afonso anotou para os donos da casa.

O resultado também acaba com uma série de três vitórias do Tricolor paranaense, que permanece na 13ª colocação, com 17 pontos, ainda longe do G-4 e preocupado com os adversários atrás na tabela. Já o time Alvinegro chegou aos 11 pontos, mas ainda ocupa a vice-lanterna da competição.

Na próxima rodada, o Paraná visita o Duque de Caxias, que ocupa uma das vagas na zona de rebaixamento, sábado, às 16h10m, enquanto o ABC recebe a Portuguesa, uma das candidatas ao acesso, sexta, às 21h.

Contra-ataque faz diferença

O que o Paraná menos esperava era sofrer um gol. Afinal, o ABC não havia marcado fora de casa nos sete jogos que disputou até então. Mas a equipe de Natal precisou apenas de três minutos. Em rápido contra-ataque, Ricardinho apareceu livre no meio para completar para o fundo das redes: 1 a 0.

O Paraná foi para cima em busca do resultado, mas encontrava dificuldades para finalizar. Chegou ao gol, então, graças a uma jogada de bola parada. Aos 33 minutos, da intermediária, Gabriel cobrou falta com muita força, Paulo Musse espalmou para o meio e o atacante Alex Afonso, atento, chegou antes da defesa e empatou. Só que a alegria da torcida da casa durou pouco tempo. Aos 46, no último lance da primeira etapa, Gabriel derrubou Ivan dentro da área. Pênalti que o zagueiro Gaúcho cobrou com categoria e fez.

O Tricolor paranaense voltou para o segundo tempo com todo o gás e teve boa chance logo com Malaquias, aos cinco minutos. Mas Freire, que já tinha o cartão amarelo, chutou a bola em cima de um jogador adversário e foi expulso de campo. Com dez em campo, a reação ficou comprometida e o time da casa viu o ABC ampliar com João Paulo, em novo contra-ataque, aos 40 minutos do segundo tempo.


FIGUEIRENSE 3X1 BRASILIENSE
Figueirense bate o Brasiliense e chega a três vitórias seguidas na Série B



O Figueirense jogou bem mais uma vez e conquistou a terceira vitória consecutiva na Série B: 3 a 1 sobre o Brasiliense. O Jacaré foi surpreendido com dois gols em menos de cinco minutos, com Rafael Coelho e Clodoaldo, e não teve forças para reagir. Vinícius Pacheco, pelo Alvinegro, e Iranildo, pelo Brasiliense, marcaram os outros gols da partida. A derrota pode causar a demissão do treinador do Jacaré, Roberval Davino.

Confira a classificação da Série B

Com o triunfo, o Alvinegro chega aos 26 pontos e se mantém no quarto lugar da competição. Já a equipe da capital federal, com a derrota de hoje, está há seis jogos sem vencer, estacionou nos 19 pontos e permanece na 8ª colocação. Na próxima rodada, o Figueirense encara o Campinense, fora de casa, e o Brasiliense recebe a Ponte Preta, em Brasília.

Blitz alvinegra

O Figueira nem deu tempo para o Brasiliense entrar no jogo. Aos três minutos, no primeiro ataque do Alvinegro, Vinícius Pacheco arrancou pela esquerda, rolou para dentro da área, a zaga bateu cabeça e Rafael Coelho aproveitou: 1 a 0. O Brasiliense sentiu, e logo depois os donos da casa ampliaram. Após bela troca de passes do ataque, Rafael Coelho rolou para Clodoaldo, que tocou com categoria por cima do goleiro Guto: 2 a 0, em cinco minutos de bola rolando.

O Figueira continuou sem dar descanso. Aos 11, Rafael Coelho recebeu na intermediária e arriscou a bomba. A bola passou raspando o travessão esquerdo do gol do Jacaré. Enquanto isso, o jogador mais lúcido do Brasiliense era Iranildo. O meia armava as poucas jogadas de ataque da equipe, e chegou perto de descontar aos 20 minutos, em uma falta cobrada perto da bandeira de escanteio, que quase surpreendeu o goleiro Dalton.

Porém, a defesa amarela continuou sofrendo. Aos 30, Clodoaldo chutou por cima do gol; e, um minuto, depois Rafael Coelho cabeceou, mas Guto mandou para escanteio. Em seguida, Clodoaldo sentiu a perna esquerda e foi substituído por Ricardinho. O atacante saiu de ambulância do Orlando Scarpelli. Aos 40, após pressão do Alvinegro, a zaga do Brasiliense marcou bobeira, Vinícius Pacheco tomou a bola de Ailson e marcou o seu primeiro gol com a camisa da equipe catarinense.

Um minuto depois, Fábio Júnior caiu dentro da área entre três marcadores e o árbitro marcou pênalti. Na cobrança, Iranildo chutou no meio do gol e diminuiu para o time da capital federal.

Segunda etapa morna

O Brasiliense até começou bem o segundo tempo, mas, logo aos seis minutos, Ailson deu um carrinho muito perigoso em Fernandes, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. O Figueira diminuiu o ritmo drasticamente. Continuou criando as melhores oportunidades, mas sem se esforçar muito.

A primeira grande chance veio aos 22 minutos, quando Lucas entrou na área, ficou na cara de Guto, mas chutou à direita do arqueiro. Depois, nenhuma das duas equipes criou grandes chances e os donos da casa, satisfeitos, apenas tocaram a bola para fazer o tempo passar.


PONTE PRETA 3X1 VILA NOVA
Em Campinas, Ponte Preta mostra sua força e bate o Vila Nova com facilidade



A Ponte Preta venceu o Vila Nova na noite desta terça-feira por 3 a 1 e chegou a 25 pontos, situação que a mantém na sétima posição na tabela. Já a equipe de Goiânia segue 15 pontos fechou a rodada na 16ª colocaçã, bem próximo da zona de rebaixamento.

Disposta a se recuperar da derrota em casa para o Figueirense na última rodada, a Ponte Preta recebeu o Vila Nova em Campinas e partiu para o ataque. Logo com 16 segundos de jogo, Evando recebeu dentro da área e obrigou o goleiro Max a fazer uma boa intervenção. E a pressão da inicial da Macaca deu resultado rapidamente.

Aos seis minutos, o técnico Pintado pôde justificar por que tanto comemorou antes do jogo por contar com força máxima. Justamente um jogador que voltava de contusão abriu o placar: Fabiano Gadelha ficou com o gol livre e apenas empurrou para a rede o cruzamento feito já de dentro da área por Evando.

O ímpeto da Ponte Preta diminuiu e o Vila Nova começou a se encontrar em campo. Mas as duas equipes criavam poucas chances claras de gol. Já que o Vila não arriscava, no fim da primeira etapa a Ponte Preta ampliou.

Vicente resolveu tentar da intermediária e soltou um belo chute com a perna esquerda, aos 44, por cima do goleiro Max. O lateral esperou a bola estufar a rede para comemorar - nem ele acreditava na bela conclusão que conseguiu. Em frente ao banco de reservas, Pintado comemorava e dava risada, incrédulo.

Na volta para o segundo tempo, o Vila foi para o ataque e a Ponte Preta apostava nos contra-ataques. E bem quando os visitantes pareciam encontrar o caminho para tentar o gol, com os velozes William e Tiago Cunha, a Ponte Preta teve uma falta a seu favor na intermediária do ataque.

Foi então a vez do outro lateral da Ponte Preta superar Max. Edílson soltou uma bomba que chegou a encostar na mão do goleiro do Vila, mas só foi para no fundo do gol: 3 a 0 para a Macaca, aos 20 do segundo tempo.

O Vila Nova seguiu desesperadamente ao ataque para tentar diminuir e acabou conseguindo um gol com Pachola, que recebeu na entrada da área e chutou com força, aos 27. Mas a reação parou por aí.

Pela próxima rodada da Série B, a Ponte Preta enfrenta, fora de casa, o Brasiliense, no sábado, às 21h. Já o Vila Nova recebe o América-RN, na sexta-feira, às 21h.


PORTUGUESA 4X3 GUARANI
Portuguesa vence o Guarani e consegue voltar ao G-4, em jogo de duas viradas



Após abrir o placar e sofrer três gols do Guarani na etapa inicial, a Portuguesa voltou do vestiário disposta a brigar pela vitória e venceu o Bugre por 4 a 3, na noite desta terça-feira, pela 14ª rodada da Série B. A Lusa abriu o placar, com Héverton. Mas Walter Minhoca, Ricardo Xavier e Maranhão, ainda na primeira etapa, ajudaram o Bugre a tomar a frente. Bruno Rodrigo, Ygor e Marco Antônio viraram a partida, na etapa final.

Ouça os gols da partida na narração de Gustavo Villani, da Rádio Globo

Com 28 pontos, o Guarani perdeu a liderança para o Atlético-GO, que venceu o Duque de Caxias por 3 a 0 nesta terça. A Portuguesa soma 27 pontos e chegou à terceira colocação. A Lusa volta a campo na sexta-feira para enfrentar o ABC, em Natal. No mesmo dia, o Bugre encara o Atlético-GO, em Campinas.

Pimeira etapa: virada do Bugre

A Portuguesa soube aproveitar a falha da defesa visitante no início do jogo. Edno avançou pela direita e fez o cruzamento na área. Os defensores do Bugre só assistiram à bola atravessar a pequena área e acabaram surpreendidos pela chegada de Héverton, que escorou para o fundo das redes.

Aos 11, o empate bugrino. Dentro da área, Walter Minhoca recebe passe de Ricardo Xavier, e, com tranqüilidade, gira e marca. Aos 26, foi a vez de Ricardo Xavier fazer o dele, em bola levantada na área e desviada para dentro da meta de Fábio.

Eficiente nos contra-ataques, a equipe do técnico Vadão ampliou, ainda na etapa inicial, aos 32, quando Maranhão invadiu a área pela direita e chutou rasteiro no canto esquerdo do goleiro da Lusa.

Segundo tempo: Lusa arranca a vitória

Os donos da casa correram atrás do resultado, na etapa final. Aos 12, Marco Antônio acertou um belo chute de primeira da entrada da área, obrigando Douglas a espalmar para escanteio. Pouco depois, aos 14, Bruno Rodrigo aproveitou a cobrança de falta levantada na área e cabeceou para diminuir a diferença.

Aos 23, no entanto, Cristian desperdiçou uma chance inacreditável de deixar tudo igual. Após boa jogada pela direita, o atacante recebeu cruzamento na entrada da pequena área e cabeceou para o gol vazio, mas mandou a bola por cima do travessão.

Mas aos 30, em jogada muito parecida com a do segundo gol da Lusa, Ygor subiu mais que a defesa do Bugre e empatou a partida.

Com uma bomba de fora da área, e com a ajuda dos desvios da zaga, Marco Antônio garantiu os três pontos para o time da casa e ainda pôs a Lusa no G-4.


VASCO 2X1 FORTALEZA
Vasco bate o Fortaleza, mas não consegue retornar ao G-4



O Vasco não teve uma boa atuação, encontrou dificuldades, mas conseguiu derrotar o Fortaleza por 2 a 1 nesta terça-feira, em São Januário. O resultado positivo, no entanto, não põe o time no G-4 da Série B: está na quinta colocação, com 26 pontos - assim como o Figueirense, que tem uma vitória a mais.

Alex Teixeira, mesmo sem uma exibição brilhante, teve grande parte dos méritos pelos três pontos. Ele fez o primeiro gol em bela jogada individual e sofreu o pênalti que originou o segundo, convertido por Adriano. As cobranças de escanteio voltaram a atormentar a equipe: foi dessa maneira que ela sofreu seu primeiro gol em São Januário neste campeonato. Amaral marcou contra. Na derrota para o Bahia, no sábado, o Vasco levou dois gols dessa maneira.

O time carioca volta a entrar em campo no sábado, às 16h10m, para enfrentar o Juventude em Caxias do Sul. O Fortaleza, agora na zona de rebaixamento (em 17º lugar), joga no mesmo horário, em casa, contra o Bahia.

Gol de Alex Teixeira salva atuação burocrática

O Vasco esteve especialmente mal no primeiro tempo. Atuou pouco pelas laterais, explorando quase sempre o meio, o que facilitou a marcação adversária. Contribuiu para isso a saída de Paulo Sérgio logo aos 12 minutos, após sentir uma torção no tornozelo direito, e a má atuação de Ramon pela esquerda. Sem um lateral-direito no banco, já que Fágner ainda se recupera de lesão, Dorival Júnior teve de pôr Mateus em campo.

Ouça a narração dos gols na voz de Edson Mauro

Mesmo com a improvisação, o Vasco deu preferência às jogadas pela direita, com o auxílio de Souza. Na esquerda, Ramon chegava pouco ao ataque, deixando Adriano sozinho. Carlos Alberto, escalado como atacante, atuava como de costume: recebendo passe na intermediária de ataque e conduzindo a bola. Pouco produziu. O melhor que conseguiu antes do intervalo foi deixar dois adversários pendurados - Júlio e Cristian.

Até o gol de Alex Teixeira, o Vasco só conseguiu ameaçar em dois chutes de fora da área, ambos de Souza. Dorival pedia para que Ramon e Mateus atuassem mais abertos, mas não adiantava. Sem movimentação, o time não conseguia tabelas ou jogadas pela linha de fundo. O Fortaleza se fechou bem na defesa, mas não conseguiu encaixar um contra-ataque. Deu dois chutes de fora da área, sem qualquer perigo, e assustou numa falha de marcação de Nilton, que permitiu uma cabeçada para fora.



O gol veio em uma jogada individual, já no finzinho. Carlos Alberto teve seu passe interceptado, e a bola sobrou para Alex Teixeira. Ele deu um bonito drible em Amarildo, que ficou no chão, e aguentou a marcação de outro adversário. A conclusão foi no canto, longe do alcance de Alexandre Fávaro: 1 a 0, aos 45 minutos. Antes do fim do primeiro tempo, Vilson fez jogada individual pela ponta direita e foi derrubado na área por Édson, aos 48 minutos. O árbitro mandou o lance seguir.

- O gol saiu na hora certa e dá tranquilidade para o segundo tempo. O jogo está muito truncado - disse Alex Teixeira, o único que vinha arrancando algumas vaias da torcida, na saída para o intervalo.

Pênalti e duas expulsões

O Vasco voltou para a segunda etapa dando a impressão de que não repetiria os erros dos 45 minutos iniciais, mais ligado e se movimentando. Logo aos oito minutos, Carlos Alberto recebeu passe de Mateus pela direita e cruzou. Adriano desperdiçou a chance.

Aos poucos, no entanto, o Fortaleza foi aumentando a sua posse de bola e chegando com mais jogadores ao ataque. E conseguiu o empate em um escanteio. Amaral desviou cobrança de Cristian e fez contra, aos 15 minutos. Logo em seguida, os visitantes poderiam ter marcado o segundo, mas Nicácio não dominou a bola dentro da área, diante de Fernando Prass.

Não demorou muito para que o Vasco voltasse a ficar em vantagem no placar, e novamente graças a Alex Teixeira. Ele se esforçou e tomou a frente de Jailson, após passe longo de Carlos Alberto, e foi derrubado na área. O jogador do Fortaleza foi expulso, e Adriano fez 2 a 1 na cobrança de pênalti, aos 22.



O Vasco teve a chance de marcar o terceiro, em boas tabelas. Robinho, que entrou no lugar de Adriano, chegou a driblar o goleiro, mas ficou sem ângulo e bateu mal, para fora. Em outro lance, Philipe Coutinho - que substituiu Souza - soltou a bomba, mas em cima de Alexandre Fávaro.

Mateus ainda deixou os times em igualdade no número de jogadores ao ser expulso, aos 30 minutos. Depois disso, o Vasco buscou jogadas principalmente com Philipe Coutinho e Carlos Alberto, sem assustar. E só foi ameaçado no fim, aos 44, quando Luís Carlos desviou de cabeça um chute de Paulo Roberto.


Ficha técnica:
VASCO 2 x 1 FORTALEZA
VASCO
Fernando Prass, Paulo Sérgio (Mateus), Vilson, Titi e Ramon; Amaral, Nilton, Souza (Philipe Coutinho) e Alex Teixeira; Carlos Alberto e Adriano (Robinho).
Técnico: Dorival Júnior.
FORTALEZA
Alexandre Fávaro, Maisena, Amarildo, Edson e Jaílson; Júlio, Kiko (Baismark), Coutinho e Cristian (Paulo Roberto); Luiz Carlos e Marcelo Nicácio (Elvis).
Técnico: Giba.
Gols: Alex Teixeira, aos 45 minutos do primeiro tempo; Amaral (contra), aos 15, e Adriano, aos 22 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Alex Teixeira, Mateus (Vasco); Júlio, Cristian, Jailson, Édson, Elvis, Amarildo (Fortaleza).
Cartão vermelho: Mateus (Vasco) e Jailson (Fortaleza).
Estádio: São Januário, no Rio de Janeiro. Data: 28/07/2009.
Árbitro: Edivaldo Elias da Silva (PR).
Auxiliares: Ivan Carlos Bohn (PR) e José Amilton Pontarolo (PR).
Público e renda: 10.515 e R$ 111.063,50


ATLÉTICO - GO 3X0 DUQUE DE CAXIAS
Atlético-GO vence o Duque de Caxias e é o novo líder da Série B do Brasileiro



Com uma boa atuação, e contando com a colaboração do inseguro time do Duque de Caxias, o Atlético-GO chegou à liderança da Série B do Campeonato Brasileiro. A equipe goiana venceu a rival fluminense por 3 a 0, no Serra Dourada, e se beneficiou da derrota do Guarani para a Portuguesa para assumir a primeira colocação do torneio, com 29 pontos. O Duque de Caxias segue com 14 pontos, em 18º lugar, na zona de rebaixamento.

Na próxima rodada da Segundona, o Atlético-GO defenderá a liderança contra o ex-líder, o Guarani. O jogo será no estádio Brinco de Ouro da Princesa, nesta sexta-feira, às 21h. No dia seguinte, o Duque de Caxias tenta a recuperação contra o Paraná, no Rio de Janeiro. A partida tem início às 16h.

Goianos começam a todo vapor

Empolgado com as duas vitórias seguidas, o Atlético-GO começou a partida a mil por hora. O Duque de Caxias ainda se acostumava com o campo, quando a equipe da casa abriu o placar. Aos 4, Jairo mandou a bola de cabeça para o fundo da rede, após cobrança de escanteio.

O gol mexeu com o time fluminense, que aparentava estar nervosa. Nervosismo esse que ficou explícito na jogada do segundo gol dos goianos. O ataque do Atlético trocou passes dentro dá área até o zagueiro Paulo Rodrigues mandar contra as próprias redes, aos 43.

Na saída para o intervalo, ao ser informado que a Portuguesa vencia o Guarani e que o time estaria assumindo a liderança, Elias mostrou confiança, mas pediu atenção ao time.

- A gente não conseguiu nada. Foi só o primeiro tempo e temos que fazer a nossa parte primeiro, para depois ver o resultado lá – disse Elias ao canal PFC.

Facilidade e goleada na segunda etapa

A preocupação de Elias começou a diminuir aos 14m, quando Mancuso reclamou com o juiz e foi expulso. Com a vantagem no placar e com um homem a mais em campo, o Atlético passou a dominar todas as ações do jogo. Aos 22, Rafael mandou uma bomba que estourou no travessão.

Nesse momento, o Duque de Caxias era um time completamente dominado, que não conseguia organizar um bom ataque, esbarrando sempre em erros de passe. Coube então mais uma vez ao Atlético chegar ao gol. Aos 33, Lindomar fez uma linda jogada e tocou para Brasão dominar e empurrar para o fundo da rede.

Até o fim da partida, as melhores chances continuaram sendo do Atlético, mas a equipe não conseguiu chegar ao quarto gol. Não precisava. Os 3 a 0 já eram suficientes para o time chegar à liderança.


CEARÁ 2X0 IPATINGA
Ceará vence e fica mais perto do G-4



No Castelão, o Ceará bateu o Ipatinga por 2 a 0, alcançou a marca de nove jogos de invencibilidade e chegou ao sexto lugar da Série B. Geraldo, de pênalti, e Wellington Amorim marcaram os gols da partida, que foi totalmente dominada pelos donos da casa.

Com a derrota, os mineiros permanecem com 19 pontos, na 11ª colocação. Já o Vozão chega aos 25 pontos. Na próxima rodada, o Ceará encara o Bragantino, fora de casa. E o Ipatinga recebe o São Caetano, em Minas.

O jogo

O Ceará foi melhor durante toda a primeira etapa. Quem roubou a cena foi o goleiro do Ipatinga, Fred. O time mineiro só teve uma oportunidade nos primeiros 45 minutos, quando Marcos Leandro entrou livre na área e mandou na trave de Lopes. Pelos donos da casa, Boiadeiro desperdiçou a melhor chance após boa troca de passes do ataque. O jogador entrou sozinho na defesa adversária, mas Fred fez a defesa.

No segundo tempo, logo no início, Geraldo abriu o placar de pênalti. O Ipatinga chegou a assustar o goleiro Lopes algumas vezes, mas a sorte estava do lado do arqueiro. O Ceará deu o golpe de misericórdia aos 29 minutos, quando Wellington Amorim aproveitou falha da zaga, driblou dois zagueiros e marcou um belo gol: 2 a 0 Vozão. A partida continuou comandada pelos donos da casa, mas sem alteração no placar.


BAHIA 2X2 JUVENTUDE
Bahia abre vantagem de dois gols, mas permite empate do Juventude em Pituaçu



Tradicional clube do futebol brasileiro, o Bahia seguia em plena evolução na Série B até os 38 minutos do segundo tempo contra o Juventude. O Tricolor, que vinha de duas vitórias consecutivas, fez dois gols com facilidade no primeiro tempo, mas permitiu o empate do Alviverde, por 2 a 2, na noite desta terça-feira, no Estádio de Pituaçu. Ananias e Beto marcaram para os baianos, enquanto Xavier e Mendes anotaram para os gaúchos.

Apesar do tropeço, o Bahia subiu para a nona colocação, com 20 pontos, a seis do Figueirense, último colocado do G-4. Já o Juventude foi a 16, e aumentou a distância para a zona do rebaixamento para dois pontos.

Na próxima rodada, a equipe do técnico Paulo Comelli visita o Fortaleza, sábado, às 16h10m, no Castelão. Os gaúchos recebem o Vasco na mesma data e horário.

Dois gols com tranquilidade

Com a bola no chão e passes rápidos, o Bahia não teve dificuldades para abrir vantagem no primeiro tempo. Logo aos 12 minutos, no momento de maior pressão do Tricolor baiano, Beto chutou, Juninho rebateu, e a bola sobrou para Ananias, que, quase da entrada da área, colocou no ângulo com a perna direita.

A vantagem só facilitou a vida do time do técnico Paulo Comelli, que passou a ameaçar também em contra-ataques. Aos 30 minutos, Alex Maranhão avançou livre e chutou com força, novamente obrigando Juninho a espalmar. No rebote, Beto tocou por cima do goleiro do Juventude: 2 a 0.

Empate e pressão

A equipe do técnico Ivo Wortmann voltou renovada para o segundo tempo, e logo diminuiu o placar. Aos 8 minutos, em falta cobrada por Tiago Renz para a grande área, Xavier subiu mais do que a zaga e, em condição legal, cabeceou para o fundo das redes.

A partir do gol, o Juventude cresceu e, apesar de encontrar dificuldades no último passe, chegou ao gol de empate aos 38 minutos. Marcos Denner recebeu livre na direita e cruzou para Mendes, que marcou de peixinho. Foi o 15º gol do atacante na temporada, o quinto nesta Série B.


AMÉRICA - RN 1X4 BRAGANTINO
Bragantino goleia graças a dois gols contra do América, em Natal



O Bragantino saiu de casa para encarar o América-RN. Os mandantes estavam a apenas um ponto do clube paulista, mas o Massa Bruta confirmou em campo a fase superior que vive e aplicou uma goleada: 4 a 1.

A partida foi equilibrada na primeira etapa, mas na volta do intervalo o Bragantino ganhou dois gols rapidamente e abriu caminho para a vitória. Logo no primeiro minuto, Jackson jogou a bola para seu próprio gol após tentar afastar um escanteio. Aos seis, foi a vez de Ramirez repetir a trapalhada, também após tiro de canto.

O América-RN se lançou ao ataque em busca da reação, mas criava poucas chances. Aos 27, Fábio Neves encontrou espaço e recebeu dentro da área para diminuir. A reação dos donos da casa parecia certa. Mas, três minutos mais tarde, Léo Jaime acabou com a animação dos potiguares: ampliou com um bonito chute por cobertura. Da Silva ainda encontrou tempo para marcar mais um e, de cabeça, definir o marcador: 4 a 1 para o Braga.

O Bragantino está agora invicto há seis partidas. Na próxima rodada recebe, em casa, o Ceará, sábado, às 16h10min. O América-RN, que só perde há quatro rodadas, segue estacionado com os mesmos 18 pontos. O clube potiguar tenta evitar a quinta derrota seguida e a aproximação dos clubes que estão na zona do rebaixamento na sexta-feira, diante do Vila Nova, em Goiânia, às 21h.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Convocação da Seleção

Diego Tardelli é a surpresa entre os convocados para amistoso contra Estônia



O técnico Dunga divulgou nesta terça-feira a lista de convocados da seleção brasileira para o amistoso contra a Estônia, dia 12 de agosto, em Tallin. Para tristeza dos organizadores da partida, Ronaldinho Gaúcho não faz parte dos 22 jogadores chamados pelo tetracampeão. A surpresa ficou por conta da presença do atacante Diego Tardelli, destaque do Atlético-MG, líder do Brasileirão.

O craque do Milan estampa o cartaz promocional do amistoso, que é chamado de o “Jogo do Século” pela Federação de Futebol da antiga URSS, mas não atua com a amarelinha desde o dia 1º de abril, contra o Peru.

- É cedo, há apenas 15 dias que os times estão trabalhando na Europa. Temos que dar sequência ao trabalho, esperar começar o Campeonato Italiano, as copas europeias para termos uma observação mais detalhada - explicou o treinador sobre a ausência do ex-gremista.

Dos jogadores que participaram do grupo que conquistou a Copa das Confederações na África do Sul, ficaram fora da lista apenas o atacante Alexandre Pato (que perdeu a vaga para Tardelli), o lateral-esquerdo Kléber (Marcelo, do Real Madrid, foi chamado) e o goleiro Vítor, do Grêmio, já que no torneio da Fifa era permitido ter três arqueiros.

A apresentação dos atletas relacionados por Dunga acontece nos dias 9 e 10 de agosto, no Rio de Janeiro. A partida contra a Estônia é o último compromisso da seleção brasileira antes do clássico diante da Argentina, no dia 5 de setembro, em Rosário, pelas eliminatórias sul-americanas para Copa do Mundo de 2010.

Confira a lista de convocados:

GOLEIROS

Julio César - Inter de Milão

Gomes - Tottenham Hotspur

LATERAIS

Daniel Alves - Barcelona

André Santos - Fenerbahçe

Maicon - Inter de Milão

Marcelo - Real Madrid

ZAGUEIROS

Lúcio - Inter de Milão

Juan - Roma

Luisão - Benfica

Miranda - São Paulo

MEIAS

Felipe Melo - Juventus

Elano - Manchester City

GIlberto Silva - Panathinaikos

Josué - Wolfsburg

Julio Baptista - Roma

Kaká - Real Madrid

Kleberson - Flamengo

Ramires - Benfica

ATACANTES

Robinho - Manchester City

Diego Tardelli - Atlético-MG

Luis Fabiano - Sevilla

Nilmar - Villarreal

domingo, 26 de julho de 2009

4 Rodada:Série D

CHAPECOENSE 3X0 NAVIARÍENSE
Chapecoense garante vaga em jogo encerrado antes do tempo normal

O Chapeconse queria a vitória sobre o Naviraíense-MS para se garantir na próxima vaga da Série D, mas não esperava que seria de forma tão inusitada. O time catarinense vencia por 3 a 0, neste domingo, mas o jogo terminou aos 39 minutos do segundo tempo por número insuficientes de jogadores do adversário.

A equipe do Mato Grosso já tinha quatro jogadores expulsos, mas um quinto caiu no gramado no fim do segundo tempo forçando o encerramento antecipado da partida. Com o resultado, o Chapecoense foi a dez pontos e não pode mais ser alcançado pelo terceiro colocado Londrina, com três, mesma pontuação do lanterna Naviraíense.

O Campeonato Brasileiro da Série D conheceu também outros dois classificados à próxima fase. Pela quarta rodada, Macaé-RJ e Alecrim-RN venceram seus jogos em casa e também carimbaram o passaporte.

No Rio de Janeiro, o Macaé venceu o Atlético-BA por 2 a 0, chegando aos 12 pontos no Grupo 5. A equipe carioca já não pode ser mais ser alcançada pelo terceiro colocado, Fluminense-BA, que empatou com o Rio Branco-ES, por 2 a 2, e agora soma quatro pontos. O Atlético-BA é o lanterna com três pontos.

Já o Alecrim-RN venceu o Treze-PB por 2 a 0 e também garantiu a vaga no Grupo 3 com dez pontos. O Treze é o vice-líder, com cinco pontos. No outro jogo da chave, Flamengo-PI e Ferroviário-CE empataram por 1 a 1 e estão em situação complicada. O time cearense tem quatro pontos, enquanto o rubro-negro é o último com dois.

A rodada não foi das melhores para os paulistas. No Grupo 6, o Paulista empatou com o Madureira por 1 a 1, em Jundiaí, e se manteve na vice-liderança com sete pontos. Os cariocas estão em terceiro, com cinco. Já o mineiro Tupi foi a dez pontos ampliou a liderança ao derrotar, por 1 a 0, o Friburguense, que ainda não marcou pontos.

Ituano e Mirassol também não tiveram bons resultados. O Ituano empatou por 1 a 1 com o Uberlândia, em casa, e está em terceiro no grupo 7, ainda sem vencer. Pela mesma chave, o Uberaba derrotou o Mirassol, por 2 a 0, e se isolou na liderança. Já o Mirassol amarga a lanterna, com dois pontos.

14 Rodada:Série A

ATLÉTICO - MG 0X1 GOIÁS
Goiás arma retranca e vence o Atlético-MG com um gol no fim



O Goiás jogou todo fechadinho, dificultou as ações do Atlético-MG e com paciência conseguiu um gol no fim para vencer o líder do Campeonato Brasileiro por 1 a 0, neste domingo, no Mineirão. Iarley marcou aos 36 do segundo tempo, decretando a primeira derrota em casa para o Galo.

A vitória deixa o Esmeraldino no G-5, com 23 pontos, na quinta colocação. O Galo permanece líder, mas agora tem o Palmeiras com o mesmo número de pontos - o time mineiro vence no saldo de gols. Na próxima rodada, a equipe alviverde vai receber o Atlético-PR, no dia 29. Já o Atlético vai visitar o Flamengo no dia seguinte.

O jogo

Uma barreira de seis jogadores com características de marcação dificultou bastante as ações do Atlético no primeiro tempo. Entre volantes e zagueiros, Gomes, Ernando, Valmir Lucas, Amaral, Leandro Euzébio e Fernando congestionaram a entrada da área do Goiás, e o Galo pouco ameaçou.

Até que o início alvinegro foi bom. No primeiro minuto, Serginho deu um lindo drible em Fernando pela meia direita e chutou de fora da área. A bola saiu por cima, com perigo.

Aos cinco, o mesmo Serginho roubou bola na entrada da área e rolou para Éder Luís bater prensado. Desta vez a finalização saiu à direita de Harlei.

Com o tempo, os protetores do goleiro alviverde foram se acertando, e o Galo não chegou ao gol por um bom tempo. O Goiás, por sua vez, deixava Iarley isolado no ataque. Com Felipe machucado, Felipe Menezes e Léo Lima tinham a missão de ajudar o atacante. Mas não obtiveram sucesso nos 45 minutos iniciais. O goleiro Aranha só apareceu antes do intervalo para bater tiro de meta ou em bolas recuadas.



Depois dos dois ataques iniciais, o Atlético só voltou a ameaçar aos 27, com Werley aproveitando cobrança de escanteio para cabecear por cima do gol. No minuto seguinte, Diego Tardelli recebeu na intermediária, deixou Valmir para trás e arriscou para o gol. A bola desviou na zaga e quase encobriu Harlei, saindo por cima do gol.

A melhor chance do Galo na primeira parte do jogo veio aos 33 minutos. Júnior rolou para Éder Luís na área, pelo lado esquerdo. Ele deu um corte para o meio e chutou para fora.

Com 39 de jogo, um lance curioso. Em falta próxima ao bico direito da grande área, Diego Tardelli e Júnior se posicionaram para cobrar. O atacante fez a cobrança quando Harlei ainda se posicionava no gol. A bola quase entrou no ângulo esquerdo, mas foi pela linha de fundo.

Iarley decide

O primeiro bom lance do Goiás só veio aos oito minutos do segundo tempo. Felipe Menezes lançou Iarley na área. Cara a cara com Aranha, o atacante chutou em cima do goleiro, que ficou com a bola.

A retranca esmeraldina voltou a funcionar com eficiência na etapa final. O Galo rondava o campo de defesa esmeraldino, mas sem conseguir finalizar com perigo. Somente aos 24 o Alvinegro ameaçou de novo. Serginho aproveitou confusão na área, ficou em boas condições para chutar, mas carimbou o adversário.

Aos 26, Thiago Feltri cruzou da esquerda, Harlei furou e acabou pegando Diego Tardelli de surpresa. A bola bateu no atacante, e a zaga fez o corte.

Mostrando eficiência, o Goiás foi pela segunda vez com perigo ao ataque e conseguiu o gol da vitória. Júlio César cruzou da esquerda, Iarley dividiu com Welton Felipe e jogou no canto direito de Aranha. Foi aos 36 minutos, sem dar chance de reação aos donos da casa.


Ficha técnica:
ATLÉTICO-MG 0 x 1 GOIÁS
ATLÉTICO-MG
Aranha, Márcio Araújo, Werley, Welton Felipe e Thiago Feltri; Jonílson, Renan, Serginho (Kléber) e Júnior (Evandro); Éder Luís (Alessandro) e Diego Tardelli.
Técnico: Celso Roth.
GOIÁS
Harlei, Gomes (João Paulo), Ernando e Valmir Lucas; Amaral, Leandro Euzébio, Fernando, Léo Lima (Zé Carlos), Felipe Menezes (Bruno Meneghel) e Júlio César; Iarley.
Técnico: Hélio dos Anjos.
Gols: Iarley, aos 36 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Welton Felipe (Atlético-MG); Léo Lima, Fernando (Goiás).
Estádio: Mineirão. Data: 26/07/2009.
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ).
Auxiliares: Jackson Lourenço Massarra dos Santos (BA) e Carlos Berkenbrock (SC).


SPORT 3X3 NÁUTICO
No centenário do Clássico dos Clássicos, Sport e Náutico empatam por 3 a 3

Nem Sport nem Náutico tinham muito o que comemorar. Apesar de o Clássico dos Clássicos chegar ao seu centenário, os dois times pernambucanos com bonitas histórias vivem momentos difíceis no Campeonato Brasileiro. O Timbu entrou em campo neste domingo para fugir da lanterna, enquanto o anfitrião Leão sonhava sair da zona de rebaixamento. Mas o torcedor que foi à Ilha do Retiro nem pode reclamar. viu os dois times lutarem em campo pela vitória e, sobretudo, gols. A notícia ruim é que nada mudou: com o empate de 3 a 3, os clubes continuam a perigar na tabela do Brasileirão.

E no clássico centenário em que o Timbu saiu na frente, deixou o Leão virar e depois conseguiu o empate, o destaque ficou por conta de Carlinhos Bala, ídolo do Sport, agora no Náutico, mostrou que conhece o confronto como poucos: marcou dois gols e sofreu o pênalti converfido por Gilmar. Pelo Sport, marcaram na partida Fabiano, Durval e Guto.

MEMÓRIA E.C.: qual o seu clássico inesquecível? Comente no blog


Enquanto o Náutico segue na lanterna, com 11 pontos ganhos, empatado com o Fluminense (perde no saldo de gols), o Sport continua em 17º lugar, com 13 pontos. Daí as vaias da torcida no fim da partida. Na 15ª rodada, na próxima quarta-feira, o Rubro-Negro vai ao Mineirão encarar o Cruzeiro. O Alvirrubro receberá o Santos, no mesmo dia.

Uma coisa é certa: os times precisam melhorar, e muito. Os alvirrubros não vencem há 11 rodadas, acumulando sete derrotas e quatro empates. Os rubro-negros tentam melhorar o retrospecto na Bombonilha. Em oito jogos, tiveram número igual de vitórias e derrotas (três) e dois empates.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro.

Força nos laterais

Com tanto tempo de conhecimento - afinal, comemora-se o centenário do clássico -, os times entraram sem essa de estudar um o outro. Como os dois precisavam da vitória, resolveram partir para cima, o que deixou o primeiro tempo com várias alternativas e lances de emoção, ainda que faltasse técnica nos dois lados. O Rubro-Negro, em casa, quis tomar conta do espaço e perdeu uma boa chance logo com um minuto de jogo. Após cobrança de falta de Élder Granja na área, Durval desviou, mas Guto, so\zinho, perdeu o tempo da bola e errou o giro.

Pouco depois, aos três minutos, o Náutico deu o troco. Carlinhos Bala tomou bola no meio e lançou para Anderson Santana, pela esquerda. O lateral centrou para a área, mas a zaga do Sport abafou.

Por um bom tempo da primeira etapa, os dois laterais do Leão e do Timbu foram os principais articuladores, e por aquela faixa de campo travaram um bom duelo. Se a maior virtude do lateral-direito Élder Granja eram os centros ora de bola parada, ora de jogadas pela ponta, o lateral-esquerdo do Timbu, Anderson Santana, explorava a sua velocidade no apoio ao ataque, Só que, por ali, nem um nem outro conseguia encontrar o caminho do gol.

Os gols

As jogadas começaram a ficar manjadas. Era melhor alternar. Pela esquerda, o Sport chegou perto do gol. Dutra bateu o escanteio, Igor cabeceou e Fabiano, livre, furou na pequena área, perdendo gol feito, aos 24. E também no Clássico dos Clássicos, gol desperdiçado pode dar em punição dos "deuses" do futebol. E quem conhecia como poucos parte da história daquele confronto acabou abrindo o placar. No contra-ataque, Carlinhos Bala, por tantos anos ídolo do Sport, não perdoou o ex-clube: o camisa 10 do Timbu arrancou em velocidade ao receber lançamento de Johnny, protegeu a bola do combate de Igor e bateu rasteiro,de perna direita, à esquerda de Magrão: 1 a 0 Náutico, aos 25 minutos.

Na pressão da Bombonilha, o gol deixou o time do Sport tenso, e o do Náutico soltinho. Johnny, Ailton, Gilmar e Carlinhos Bala tocavam melhor a bola para arrancar do meio para o ataque. Do lado do Sport, Vandinho não conseguia evoluir e Guto, então, vivia seu inferno-astral com a torcida - era vaiado constantemente.

A esperança para empatar era na bola aérea. E foi num escanteio cobrado por Dutra que o Leão marcou o seu gol, aos 39. Fabiano veio de trás, subiu mais alto que a zaga do Timbu e testou firme, para o chão, no canto esquerdo de Gledson.

O gol premiou quem crescia na partida. Fabiano começava a dominar as ações no meio-campo. Tanto que, aos 45, deixou Guto na cara do gol para desempatar a partida. Mas o atacante bateu fraco de canhota, para a defesa de Gledson, irritando ainda mais a torcida do Leão.

Muitos gols

Se no primeiro tempo o Sport deu um susto no Náutico logo no início, o Timbu deu o troco, com juros e correção. E novamente pelos pés de quem conhece o clássico como poucos. Com 35 segundos, Carlinhos Bala dominou pela esquerda, chamou César para o drible e foi derrubado dentro da área. Pênalti indiscutível, que Gilmar só cobrou aos 2 minutos, sem defesa para Magrão: 2 a 1,

A pressão voltou toda para o Leão. Aos 3, um lance que gerou discussão. Em bola alçada pela direita, Durval disputou no alto com Dudu Araxá, que tocou a bola com a mão dentro da área. O árbitro Wagner Tardelli não interpretou o lance como intencional, e mandou o jogo seguir, Pouco depois, aos oito, Durval conseguiu o que queria: após falta cobrada por Dutra da meia-direita, o zagueiro pulou, dessa vez livre, e testou no canto esquerdo de Gledson: 2 a 2

O jogo continuou a ficar parelho. Típico Clássico dos Clássicos. E, por ironia do destino, o jogador mais perseguido e vaiado em campo desempatou a partida; Após falta cobrada por Sandro Goiano, Fabiano desviou de cabeça, e Guto, livre, também cabeceou para as redes, aos 22.

Mas a torcida do Leão nem teve muito tempo para comemorar. Os alvirrubros presentes à Ilha do Retiro vibraram mais uma vez com Carlinhos Bala. O nome do jogo aproveitou nova falha da defesa do Sport e empatou de cabeça, aos 28 minutos. Anderson Santana cruzou da esquerda, o goleiro Magrão saiu socando para a frente, e a bola encontrou o camisa 10 do Timbu, que testou firme,.

Os técnicos Leão e Geninho bem que tentaram tirar coelho da cartola. Fumagalli, que substituiu Guto, perdeu uma chance aos 40, e Acosta, que entrou no lugar de Galiardo, desperdiçou aos 43. Aos 45, novo gol perdido, de Fumagalli, após rebatida da defesa do Timbu. Se faltou talento, sobrou emoção.


Ficha técnica:
SPORT 3 x 3 NÁUTICO
SPORT
Magrão, Igor, César e Durval (Bruno Telles); Élder Granja, Hamilton, Sandro Goiano, Fabiano e Dutra; Guto (Fumagalli) e Vandinho.
Técnico: Emerson Leão.
NÁUTICO
Gledson, Galiardo (Acosta), Vágner, Nilson e Anderson Santana; Dudu Araxá (Douglas Maia), Johnny, Derley e Ailton (Juliano); Carlinhos Bala e Gilmar
Técnico: Geninho.
Gols: Carlinhos Bala, aos 25 minutos, e Fabiano, aos 39. No segundo tempo, Gilmar, de pênalti, aos 2 minutos, Durval, aos 8, Guto, aos 22, e Carlinhos Bala, aos 28.
Cartões amarelos: César (Sport).
Estádio: Ilha do Retiro, no Recife. Data: 26/07/2009.
Árbitro: Wagner Tardelli.
Auxiliares: Erich Bandeira (PE) e Jossemar José Diniz Moutinho (PE).


CORINTHIANS 0X3 PALMEIRAS
Obina ataca de Fenômeno, faz três contra o Timão e coloca Verdão na cola do Galo



Obina teve uma tarde fenomenal neste domingo. Inspirado, o atacante do Palmeiras anotou os três gols da vitória por 3 a 0 sobre o arquirrival Corinthians, em jogo válido pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, no estádio Eduardo José Farah, em Presidente Prudente. Já Ronaldo, o Fenômeno original, que completaria sete partidas consecutivas, deixou o gramado mais cedo, ainda no primeiro tempo, com suspeita de fratura na mão esquerda.

Com esse triunfo, o interino Jorginho entrega o comando ao recém-contratado Muricy Ramalho em ótima situação (a torcida recebeu bem o novo treinador, gritando sei nome antes do clássico). Com 28 pontos conquistados, o Verdão está empatado com o líder Atlético-MG, derrotado por 1 a 0 pelo Goiás neste domingo. O time alviverde só não assumiu a ponta do Brasileirão porque perde no saldo de gols.

O Corinthians, por sua vez, corre o risco de deixar o grupo dos quatro primeiros colocados, local que chegou na rodada passada pela primeira vez, depois de vencer o Vitória por 2 a 1, no estádio do Pacaembu. O Timão segue com 23 pontos somados, em quarto lugar, e agora precisa torcer contra o time baiano e o Barueri. As duas equipes jogam às 18h30m contra Coritiba e São Paulo, respectivamente.

Na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, o Corinthians vai a São José do Rio Preto encarar o Santo André, quarta-feira, às 21h50m. Para ganhar mais dinheiro com a renda, a equipe do ABC vai mandar a partida no interior paulista. No mesmo dia e horário, o Palmeiras recebe o Fluminense, no Palestra Itália, em São Paulo. O jogo marcará a estreia do técnico Muricy Ramalho no comando da equipe alviverde.

Ronaldo sai mais cedo



Apesar do frio e da chuva em Presidente Prudente na tarde deste domingo, os torcedores de Corinthians e Palmeiras compareceram em bom número ao clássico. E logo aos sete minutos já tiveram emoção. Mais para os palmeirenses. Obina sofreu falta perto da grande área e, na cobrança, Cleiton Xavier acertou o travessão.

O lance animou o Verdão, que partiu para cima do rival e criou outra boa chance aos dez. Após escanteio da direita, cobrado por Cleiton Xavier, o ataque alviverde desviou, e a bola sobrou para Obina, impedido, completar para o gol. O árbitro Leonardo Gaciba da Silva seguiu um dos seus auxiliares e invalidou o lance.

Embora estivesse com um sistema teoricamente mais defensivo que o Corinthians, o Palmeiras, com três volantes e um meia, dominou o meio-de-campo. Melhor ainda: conseguia criar também pelas pontas, como aos 12 minutos. Armero avançou, ganhou de Chicão na corrida e cruzou para o meio da área. Só que o ataque alviverde furou.

O Corinthians foi chegar com perigo ao gol do rival apenas aos 15 minutos. Jorge Henrique recebeu passe de Elias e chutou cruzado, mas Marcos defendeu. Quatro minutos depois, uma nota triste. Após sofrer falta de Souza, Ronaldo caiu em cima da mão esquerda e deixou o gramado com suspeita de fratura. Moradei entrou em seu lugar.

Neste domingo, caso encerrasse a partida, o Fenômeno igualaria marca de sete jogos seguidos de 2006, contando dois amistosos e os cinco jogos do Brasil na Copa do Mundo da Alemanha. Sem o camisa 9, o Timão, que já não tinha muita criatividade, deu mais espaço para o Palmeiras. E o clube alviverde soube aproveitar bem.

Aos 31 minutos, após cruzamento de Pierre da direita, a zaga do Corinthians parou e Obina, oportunista, cabeceou para o fundo do gol. Três minutos depois foi a vez de Edmílson tentar em chute de primeira, mas Felipe fez grande defesa. A equipe alvinegra só conseguiu alguma reação depois dos 40 minutos.

Aos 41, Jucilei fez boa jogada pelo meio-campo e tocou para Elias. O camisa 7 rolou para Jorge Henrique chutar. Marcos defendeu. Aos 45, o Corinthians até chegou ao empate, mas não valeu. Dentinho cabeceou, mas Diogo, em posição irregular, completou. O árbitro, então, assinalou impedimento.

Obina é o cara!



O Corinthians voltou para o segundo tempo com Alessandro no lugar de Diogo. O jogador é o titular da lateral direita, mas Mano Menezes optou por começar com ele no banco por estar voltando agora de um reforço muscular na coxa direita. A ideia o treinador alvinegro era explorar mais o lado esquerdo do Palmeiras.

Só que o primeiro lance de perigo da etapa final foi do Verdão. Diego Souza deu bom passe para Obina, que, da entrada da área, chutou cruzado. A bola passou bem perto da trave direita de Felipe. No minuto seguinte, a resposta do Timão. Douglas recebeu toque de Jorge Henrique e chutou de fora da área, assustando Marcos.

Aos 13, porém, o Palmeiras voltou ao ataque com força, e Chicão só conseguiu parar Cleiton Xavier com falta na grande área: pênalti. Na primeira cobrança, aos 14, Obina converteu, mas o árbitro assinalou invasão dos palmeirenses e mandou voltar. Na segunda chance, o atacante fez de novo e carimbou 2 a 0 no placar.

A tarde era realmente de Obina. Aos 20 minutos, sem dar chance de reação ao Corinthians, o atacante apareceu para balançar as redes pela terceira vez neste domingo. Moradei vacilou, Cleiton Xavier ficou com a bola, avançou para área, esperou a saída de Felipe e rolou para o matador alviverde completar.

O Corinthians até tentou fazer pressão em busca do primeiro gol, mas a situação alvinegra se complicou ainda mais aos 28 minutos. Alessandro, por entrada violenta em Pierre no meio-campo, levou o cartão vermelho e deixou o Timão com um a menos. O volante palmeirense foi atendido fora do gramado e voltou em seguida.

A torcida do Palmeiras, então, aumentou a festa no Prudentão. Além de comemorar os 3 a 0 no placar, começaram a gritar olé a cada toque dos jogadores na bola. E mais: o empate em pontos com o líder Atlético-MG.


Ficha técnica:
CORINTHIANS 0 x 3 PALMEIRAS
CORINTHIANS
Felipe; Diogo (Alessandro), Chicão, William e Diego (Marcinho); Jucilei, Elias e Douglas; Jorge Henrique, Dentinho e Ronaldo (Moradei).
Técnico: Mano Menezes.
PALMEIRAS
Marcos; Wendel, Maurício Ramos, Danilo e Armero; Pierre, Edmílson (Sandro Silva), Souza (Marcão) e Cleiton Xavier (Deyvid Sacconi); Diego Souza e Obina.
Técnico: Jorginho.
Gols: Obina, aos 31 minutos do primeiro tempo, aos 15 e aos 20 do segundo tempo.
Público: 29.777 pagantes. Renda: R$ 867.035,00
Cartões amarelos: Edmílson, Armero, Maurício Ramos, Sandro Silva, Obina (P); Diego, Alessandro, Elias (C).
Cartão vermelho: Alessandro (C).
Estádio: Eduardo José Farah, em Presidente Prudente (SP). Data: 26/07/2009.
Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (Fifa/RS).
Auxiliares: Ednilson Corona (Fifa/SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (SP).


SANTOS 1X2 FLAMENGO
No milésimo jogo pelo Brasileirão, Fla vence o Santos pela primeira vez na Vila



Mil jogos na conta e um tabu a menos para quebrar. No dia em que se tornou o primeiro clube a completar a milésima partida pelo Campeonato Brasileiro, o Flamengo despachou o Santos por 2 a 1 fora de casa e conquistou a primeira vitória sobre o Peixe na Vila Belmiro na história da competição. Até então o único triunfo tinha acontecido em 1976, pelo mesmo placar, em amistoso. Adriano e Pará, contra, garantiram a virada, após Róbson abrir o placar.

A vitória põe fim também ao jejum de vitórias que já durava quatro rodadas pelo lado rubro-negro e ameniza o clima conturbado que afligiu o clube nos últimos dias e culminou com a demissão do técnico Cuca e a troca da cúpula do futebol, com as saídas de Kleber Leite e companhia.

Com o triunfo, o time carioca chegou aos 20 pontos, na nona posição. Já os santistas, com 17, caíram para a 11ª colocação. Na próxima rodada, o Santos vai até o Recife encarar o Náutico, no estádio dos Aflitos, quarta-feira, às 19h30m (de Brasília), enquanto o Flamengo recebe o líder Atlético-MG, quinta-feira, às 21h, no Maracanã.

Primeiro tempo nivelado... por baixo



Colados na tabela, cariocas e santistas comprovaram no primeiro tempo o equilíbrio evidenciado na classificação. Se logo aos 27 segundos Neymar fez boa jogada pela esquerda e rolou para um bom chute de Paulo Henrique defendido por Bruno, o cronômetro não marcava nem dois minutos quando Emerson arrancou em velocidade pelo meio atormentando a zaga rival até o desarme de Rodrigo Souto na entrada da área.

Com maior posse de bola, o Peixe comandava as ações, mas assustava pouco, apesar do elétrico trio formado por Mádson, Paulo Henrique e Neymar. Se era eficiente na marcação, o Rubro-Negro pecava na armação de jogadas. Mais uma vez apagado, Kleberson não fazia a ligação entre o meio e o ataque, obrigando a equipe a tentar ligações diretas e causando reclamações de Adriano.

O primeiro chute do Flamengo no alvo foi de Everton, aos 13. O ala-esquerdo limpou a jogada para o meio e chutou de direita. Felipe ficou com a bola sem dificuldade. O troco do Santos aconteceu no minuto seguinte com Mádson. O baixinho fez boa jogada pela direita e cruzou na medida para Neymar. O jovem já preparava a cabeçada na pequena área quando Toró fez o corte providencial.



Aos 15, Adriano recebeu de Emerson em contra-ataque veloz, deixou Domingos para trás, invadiu a área e foi atrapalhado por Léo Moura. Os três minutos agitados deram a impressão de que a primeira etapa seria movimentada. Puro engano. Restrito ao meio-campo, a partida voltou a ficar monótona e lances de perigo aconteceram somente em bola parada.

Mádson levantou na área, aos 22 minutos, Welinton falhou feio e furou ao tentar fazer o corte. A bola sobrou limpa para Neymar, que chutou torto e desperdiçou a oportunidade. Aos 38, o Flamengo deu o troco na mesma moeda: de muito longe, Adriano cobrou falta com violência e obrigou Felipe a fazer uma difícil defesa.

Lances isolados de um primeiro tempo que ao menos terminou com uma boa e improvável jogada individual. Domingos abandonou a zaga para atacar de ponta-direita, driblou Willians e cruzou rasteiro. Neymar emendou de primeira, e Bruno salvou o Fla.

Gol contra decreta o fim do tabu



Na segunda etapa, o panorama da partida seguiu o mesmo: muita correria e pouca objetividade. Melhor em campo, mesmo fora de casa, o Flamengo tropeçava nos próprios erros e não conseguia assustar. Diante da falta de qualidade, Adriano tentava chamar o jogo para si e foi responsável pelas melhores oportunidades.

Aos três minutos, Léo Moura cobrou escanteio, Angelim escorou de cabeça, e o Imperador arriscou uma bicicleta desajeitada. O lance deu gás ao time carioca, que se mantinha no campo de ataque, girava a bola de um lado para o outro, mas não levava perigo ao gol de Felipe.

Quando o fez, aos 15, o goleiro santista deu conta do recado. Ronaldo Angelim mais uma vez desviou cobrança de escanteio e encontrou Adriano no bico da pequena área. O atacante emendou e parou nos pés de Felipe. Até então, o Peixe praticamente não tinha passado do meio-campo. Ao atacar, no entanto, foi eficiente. Aos 24, Léo roubou a bola de Léo Moura, Paulo Henrique serviu Róbson e o atacante acertou um chute seco no canto esquerdo de Bruno: 1 a 0.



O gol não alterou o panorama da partida. O Flamengo seguia com a bola, mas sem saber o que fazer. Cansado de esperar por passes no ataque, Adriano recuou para o meio e igualou o placar para os rubro-negros. Ao melhor estilo Imperador, ele pegou a bola na intermediária, aos 32, e soltou um tiro de canhota para decretar o empate.

Os cariocas pareciam satisfeitos com o resultado e passaram a segurar a bola no meio-campo, até que Bruno Paulo escapuliu pela direita e recebeu passe de Léo Moura. O jovem cruzou rasteiro, a bola passou por toda a área, e Pará impediu a conclusão de Adriano tocando contra o próprio patrimônio. Festa rubro-negra no palco do Rei do Futebol pela primeira vez na história celebrada aos gritos de "É, o Zico é melhor que Pelé!".


Ficha técnica:
SANTOS 1 x 2 FLAMENGO
SANTOS
Felipe, Pará, Fabão, Domingos (Astorga) e Léo; Roberto Brum (Róbson), Rodrigo Souto, Germano e Madson; Paulo Henrique e Neymar (Tiago Luís).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
FLAMENGO
Bruno, Léo Moura, Welinton, Ronaldo Angelim e Everton; Aírton, Willians, Toró (Bruno Paulo) e Kleberson; Emerson (Fierro) e Adriano.
Técnico: Andrade.
Gols: Róbson, aos 24, Adriano, aos 31, e Pará (contra) aos 43 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Germano e Roberto Brum (Santos) Toró e Willians (Flamengo).
Estádio: Vila Belmiro, em Santos (SP). Data: 26/07/2009.
Árbitro: Heber Roberto Lopes (PR).
Auxiliares: Altemir Hausmann (RS) e Ivan Carlos Bohn (PR).


VITÓRIA 1X0 CORITIBA
Com gol de Leandro Domingues, Vitória bate o Coritiba e assume o terceiro lugar



Durou apenas uma rodada – ou três dias – o afastamento do Vitória do G-4 do Campeonato Brasileiro. Mesmo sem atuar bem, o Rubro-Negro baiano bateu o Coritiba, por 1 a 0, no Barradão, na noite deste domingo, pela 14ª rodada. De quebra, o gol decisivo de Leandro Domingues colocou o Leão na terceira posição, com 24 pontos, a quatro dos líderes Atlético-MG e Palmeiras. O Coxa quebra uma série de três jogos sem derrota e permanece com 15 pontos, agora em 14º, a dois do Sport, o primeiro da zona de rebaixamento.

Na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, o Vitória vai até Florianópolis encarar o embalado Avaí, quinta-feira, às 21h (de Brasília). O Coritiba, no entanto, recebe o Botafogo, quarta-feira, às 19h30m, no Couto Pereira.

Monotonia e gols perdidos

Com muitos erros de passe de ambos os times, a primeira chance de perigo do jogo saiu aos sete minutos. E graças a Apodi, melhor em campo na primeira etapa, sempre atacando pela ponta-direita. O lateral escapou em velocidade e cruzou na medida para Roger, que cabeceou sem muita força. Vanderlei espalmou para escanteio.

Aproveitando-se das falhas da zaga do Vitória, o Coritiba quase abriu o placar aos 14. Anderson Martins cochilou, Bruno Batata roubou a bola e chutou, mas a bola saiu mascada. Gléguer, que substituiu o goleiro Viafara, contundido na coxa, defendeu sem dar rebote. Aos 18, Marcelinho Paraíba voltou a assustar ao chutar de fora da área. A bola saiu à direita do goleiro rubro-negro, com perigo.

Preocupado, o técnico Paulo César Carpegiani mexeu no time. Aos 27, o volante Vanderson entrou no lugar do zagueiro Anderson Martins. A substituição melhorou o Vitória, que passou a criar chances com maior frequência, principalmente com Roger. A melhor delas veio após boa jogada de Magal pela direita, que rolou para a conclusão de Leandro Domingues. Vanderlei fez grande defesa. Era pouco para a torcida, que se mostrava impaciente com os gols perdidos. Sentimento que também refletia entre os jogadores. Na saída para o intervalo, Leandro reclamou do nervosismo e pediu calma.

Leandro Domingues decide

Não satisfeito com a apresentação do Vitória, Carpegiani promoveu sua segunda mudança no intervalo: o volante Bida substituiu Willian. E já teve grande chance logo aos três minutos, ao fazer o corta-luz em contra-ataque e concluir com muito perigo na sequência da jogada. A bola saiu à esquerda de Vanderlei.

O Coritiba respondeu em seguida. Aos sete, Marcelinho Paraíba prendeu a bola no lado esquerdo da área e, mesmo bem marcado, conseguiu cruzar para Bruno Batata. O atacante cabeceou com força, mas viu a bola sair a poucos centímetros da trave direita de Gléguer. Era lá e cá. Aos 13, Roger recebeu na grande área e chutou cruzado. Na sequência do lance, Vanderson arriscou de fora da área e obrigou Vanderlei a defender em dois tempos.

De tanto ameaçar, o Vitória chegou ao gol. Aos 18, Bida fez lançamento preciso para Leandro Domingues, que matou no peito e tocou por cima na saída de Vanderlei. Foi o quarto gol do meio-campista no Campeonato Brasileiro. E só dava Leão. Aos 22, Leandro Domingues puxou rápido contra-ataque e deixou Bida em ótimas condições, mas o volante preferiu tocar ao invés de tentar a finalização, e errou o passe.

Preocupado, René Simões, que já havia colocado o veloz Renatinho em campo, também pôs Rodrigo Crasso no lugar de Douglas Silva. O lateral-esquerdo apareceu bem em sua primeira chance, aos 26, com um forte chute da entrada da área. Gléguer espalmou com dificuldade. O Coxa mudou de postura e foi para cima. Aos 32, Hugo fez o pivô e rolou para Marcelinho Paraíba, que não conseguiu chutar com muita força. Cinco minutos depois foi a vez de Renatinho levar perigo com chute rasteiro. E foi só, para a alegria da torcida presente no Barradão.


Ficha técnica:
VITÓRIA 1 x 0 CORITIBA
VITÓRIA
Gléguer, Wallace, Anderson Martins (Vanderson) e Victor Ramos; Apodi, Uelliton, Magal, Willian (Bida), Leandro Domingues (Carlos Alberto) e Leandro; Roger.
Técnico: Paulo César Carpegiani.
CORITIBA
Vanderlei, Rodrigo Heffner, Demerson e Jeci; Douglas Silva (Rodrigo Crasso), Jaílton, Leandro Donizete e Pedro Ken; Marcelinho Paraíba, Marcos Aurélio (Renatinho) e Bruno Batata (Hugo).
Técnico: René Simões.
Gols: Leandro Domingues, aos 18 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Uelliton, Wallace, Victor Ramos e Gléguer (Vitória), Leandro Donizete, Marcelinho Paraíba, Jeci e Renatinho (Coritiba).
Estádio: Barradão. Data: 26/07/2009.
Árbitro: Francisco de Assis Almeida Filho.
Auxiliares: Manuel Márcio Bezerra Torres e Francisco Carlos Feitosa da Silva.


BARUERI 1X2 SÃO PAULO
Mesmo dominado e com dez em campo, São Paulo derrota o Barueri por 2 a 1

No duelo do time sensação do Campeonato Brasileiro com o mais vezes campeão na história, venceu a tradição. Em boa partida na Arena Barueri, neste domingo, pela 14ª rodada da competição, o São Paulo, mesmo dominado e com dez em campo em boa parte do segundo tempo - Washington foi expulso aos 16 minutos -, derrotou o Barueri por 2 a 1. Com isso, obteve sua primeira vitória fora de casa, quarta no campeonato, e pulou para o 11º lugar, com 18 pontos ganhos. Washington e André Dias marcaram os gols do Tricolor Paulista, e Rafl fez o do Barueri.

O Barueri, que não perdia há dez rodadas e sofreu sua primeira derrota em casa, fica fora do G-4. Agora é sétimo colocado, com 22 pontos ganhos. Na 15ª rodada, vai ao Beira-Rio enfrentar o Internacional, na próxima quarta-feira. O São Paulo, que saiu de campo comemorando também a grande atuação do meia Hernanes e do goleiro Dênis, que falhara no lance do gol do Barueri mas salvou o time na segunda etapa, receberá no Morumbi, na quinta-feira, o Grêmio,

Barueri falha na defesa

Com o objetivo de voltar ao G-4 no fm da 14ª rodada, o Barueri entrou em campo procurando impor o seu jogo. Para isso, marcava fortemente a saída de bola do São Paulo. O problema é que com o time bastante adiantado, deixou espaços na defesa. O Tricolor Paulista acabou aproveitando na primeira boa chance que criou, aos 13 minutos. Marlos lançou Washington pela direita, que avançou e, livre, tocou sem defesa para Renê: 1 a 0.

O Barueri pareceu sentir o golpe, e continuou falhando na marcação. A sorte da equipe é que Dagoberto perdeu uma chance de ouro de dar uma vantagem considerável ao São Paulo. Pela direita, o atacante bateu cruzado, mas Renê, com o pé direito, salvou para escanteio.

O jogo ficou intenso e de bom nível técnico. A partir daí, o Barueri procurou se acalmar. Botou mais a bola no chão, mas com velocidade. Não deu outra: aos 20 minutos, em tabela rápida, Ralf recebeu na frente e arriscou, de fora da área. A bola quicou e encobriu o goleiro Dênis, que falhou no lance: 1 a 1, aos 20 minutos.

A história acabou se repetindo logo depois. Dessa vez, o Barueri é que teve a chance de virar a partida. O artilheiro Val Baiano, na primeira boa aparição, mandou um balaço que Dênis salvou, com grande defesa. Mas apesar de melhor do meio-campo para frente, a defesa continuava falhando na marcação e em lances individuais. Aos 23, Renê saiu mal do gol após cruzamento na área, e a bola só não entrou porque Xandão mandou para escanteio. No minuto seguinte, não teve jeito: Dagoberto centrou pela direita, Leandro Castán deu furada espetacular e a bola sobrou para André Dias, que bateu à direita de Renê e desempatou para o Tricolor Paulista.

André Dias sai machucado

O gol nem abateu o Barueri, que havia melhorado no jogo. Val Baiano e Thiago Humberto tiveram a chance de empatar. No chute do meia, aos 30, o goleiro Dênis se redimiu e espalmou para escanteio. Mas o São Paulo tinha Dagoberto, Marlos e Hernanes, que, mais inspirado, como nos bons tempos, deu mais emoção ao bater cruzado rente à trave, aos 33, e ao obrigar o goleiro Renê a outra boa defesa, aos 35.

Mesmo com o revés que sofreu com a contusão de André Dias, com problema no pé direito - Zé Luís entrou em seu lugar, deslocado na posição -, o São Paulo mostrou mais organização tática. E o time conseguiu suportar até o fim da primeira etapa o sufoco do Barueri. Com bom toque de bola, principalmente pela esquerda, com as investidas de Márcio Careca em tabelinhas com Thiago Humberto, a equipe da casa quase empatou. Numa das chances, aos 42, Dênis saiu mal do gol e Leandro Castán, que falhara no gol de André Dias, tentou se redimir, mas cabeceou para fora.

Expulsão de Washington

Mal começou o segundo tempo, ficou definido o que seria o script: o Barueri de Estevam Soares partindo para cima, o São Paulo de Ricardo Gomes se defendendo. Aos cinco minutos, Thiago Humberto teve duas chances. Uma de cabeça, que Dênis salvou, e outra num tiro de fora da área, com perigo. E era pela esquerda que o time fazia as melhores jogadas. Aos nove, Otacílio Neto arrancou e bateu cruzado, para fora. No minuto seguinte, o lateral Márcio Careca, destaque do time ao lado de Thiago Humberto, centrou na medida para Vai Baiano, totalmente livre, desperdiçar para fora um gol feito.

Ricardo Gomes recuou mais ainda o São Paulo ao trocar o bom Marlos por Arouca,. Aos 16 minutos, Washington levou um cartão amarelo após reclamar de falta marcada sobre Leandro Castán. Continuou reclamando com os costumeiros gestos, apontando para o árbitro Rodrigo Cintra. Não deu outra: o atacante levou o vermelho. Em seguida, o técnico do Barueri, Estevam Soares, trocou Xandão por João Victor e Franciscatti por Flavinho. O time da casa quase empatou aos 22, em violenta cabeçada de Leandro Castán para fora.

Pressão do Barueri

A pressão do Barueri aumentava quando Ricardo Gomes pôs Borges no lugar de Dagoberto, cansado, no ataque. Estevam Soares deu o troco com ousadia. Tirou o zagueiro Leandro Castán para pôr o veterano atacante Basílio, que no primeiro lance cabeceou bola na trave - mas o árbitro marcou impedimento.

Daí em diante, foi uma sucessão de boas chances desperdiçadas por parte do time da casa. Thiago Humberto e Otacílio Neto arriscavam. E Denis acabou brilhando, principalmente, em boas saídas do gol, como aos 43, no chute de Thiago Humberto, e aos 45, ao sair na cabeça de Val Baiano para afastar o perigo. O São Paulo também teve uma chance perdida por Borges em belo passe de Hernanes, aos 41,. Mas nem precisou lamentar. Afinal, recuperou o gosto da vitória,.


Ficha técnica:
BARUERI 1 x 2 SÃO PAULO
BARUERI
Renê, Xandão (João Victor), Leandro Castán (Basílio) e André Luís; Franciscatti (Flavinho), Ralf, Everton, Thiago Humberto e Márcio Careca; Otacílio Neto e Val Baiano
Técnico: Estevam Soares.
SÃO PAULO
Denis, Renato Silva, André Dias (Zé Luís) e Miranda; Jean, Eduardo Costa, Hernanes, Marlos (Arouca) e Jorge Wagner; Dagoberto (Borges) e Washington
Técnico: Ricardo Gomes
Gols: Washington, aos 13, Ralf, aos 20, e André Dias, aos 24 minutos
Cartões amarelos: Miranda, Washington e Hernanes (São Paulo), Ralf (Barueri).
Cartão vermelho: Washington (São Paulo)
Estádio: Arena Barueri. Data: 26/07/2009.
Árbitro: Rodrigo Martins Cintra.
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e João Bourgalber Chaves (SP)


FLUMINENSE 1X1 CRUZEIRO
Fluminense e Cruzeiro empatam e permanecem na parte inferior da tabela



A pouca presença de público no Maracanã traduzia o momento desfavorável vivido por Fluminense e Cruzeiro no Campeonato Brasileiro. E o resultado de 1 a 1 na partida deste domingo, pela 14ª rodada, manteve as duas equipes em situação ruim, ainda ocupando a parte inferior da tabela. Os gols foram marcados por Henrique, para os mineiros, e Kieza, para os cariocas, que tiveram um homem a mais em campo desde os 16 minutos do segundo tempo.

O Fluminense chegou a 11 pontos, mas está na penúltima posição e ainda vive momento complicado na competição, permanecendo com um jejum de vitórias que dura nove partidas. O Cruzeiro, que tem uma partida a menos do que os demais adversários, agora soma 14 pontos e ocupa o 16º lugar.

Mesmo com apenas um jogador no ataque, o Fluminense logo mostrou estar disposto a abrir o placar nos primeiros minutos. A equipe apostou na velocidade e dominou a partida, mas a falta de pontaria impediu que o objetivo fosse concretizado. Aos seis e nove minutos, o Tricolor perdeu gols incríveis, com Conca e Kieza, ambos frente a frente com o goleiro Fábio, que defendeu.

O camisa 9 tricolor, aliás, lutava sozinho contra os defensores do Cruzeiro, mas dava trabalho. No entanto, o técnico Renato Gaúcho se desesperava à beira do campo a cada vez que Kieza se deixava levar pela linha de impedimento do adversário e aparecia em condição ilegal.

Como o Fluminense não decidia, o Cruzeiro passou, aos poucos, a equilibrar a partida. A equipe mineira dominou o meio-campo e chegou com mais facilidade ao ataque, sempre explorando as laterais. E foi dessa forma que o time mineiro abriu o placar, aos 28 minutos. Após tabela com Thiago Ribeiro, Jonathan recebeu nas costas de Wellington Monteiro, pelo lado direito, e cruzou rasteiro. Henrique apareceu livre no meio da área e tocou para fazer 1 a 0.

Foi o que precisava para que a torcida do Fluminense perdesse a paciência com a equipe. Mas mesmo debaixo de vaias, o time continuava a buscar o empate, e quase conseguiu aos 41 minutos, quando Conca deu um belo passe para Kieza. O atacante entrou na grande área e chutou forte, mas Fábio, bem colocado, espalmou.

Fluminense reage e empata no início do segundo tempo

Enquanto o Cruzeiro apostou em Diego Renan no lugar de Bernardo, o Fluminense voltou para o segundo tempo com uma formação mais ofensiva. Maicon passou a fazer companhia a Kieza no ataque, e Dieguinho entrou na lateral esquerda, substituindo Fabinho e João Paulo, respectivamente.

O resultado não demorou muito a aparecer. O Fluminense impôs velocidade e chegou ao empate aos dois minutos, em um lance que teve a participação das duas novidades tricolores. Dieguinho cruzou pela esquerda e Maicon fez o corta-luz dentro da área. Thiago Heleno rebateu nos pés de Kieza, que chutou, fazendo 1 a 1.

A partir de então, o jogo ficou completamente aberto. Numa sucessão de contra-ataques, Cruzeiro e Fluminense criavam muitas situações de gol, e, no segundo tempo, foi o time mineiro a desperdiçar algumas boas oportunidades. Já o Tricolor se beneficiou dos espaços dados pelo adversário para ganhar uma importante vantagem. Aos 16 minutos, Kieza recebeu lançamento, ficou frente a frente com Fábio e recebeu falta de Leonardo Silva. O árbitro não teve dúvidas em expulsar o zagueiro cruzeirense.

Mas depois de um choque inicial, o Cruzeiro aos poucos se recompôs e, mesmo com um jogador a menos, conseguiu chegar com perigo ao gol do Fluminense. Numa das oportunidades, Thiago Ribeiro escorou de cabeça um cruzamento de Jonathan e obrigou Fernando Henrique a fazer grande defesa no canto esquerdo. Alguns minutos depois, Jonathan chutou cruzado e acertou o travessão.

Nos minutos finais, o Cruzeiro ainda teve grande chance de vencer, depois que Thiago Ribeiro recebeu e ficou cara a cara com Fernando Henrique. O goleiro tricolor saiu bem e fez outra boa defesa. O sofrimento tricolor chegou ao auge aos 49 minutos, depois que Maicon fez boa jogada e cruzou para Kieza. O atacante finalizou para o gol, mas um defensor adversário desviou, e a bola passou raspando a trave de Fábio.


Ficha técnica:
FLUMINENSE 1 x 1 CRUZEIRO
FLUMINENSE
Fernando Henrique, Edcarlos, Luiz Alberto e Dalton (Mariano); Ruy, Fabinho (Maicon), Wellington Monteiro, Marquinho, Conca e João Paulo (Dieguinho); Kieza.
Técnico: Renato Gaúcho.
CRUZEIRO
Fábio, Jonathan, Leonardo Silva, Thiago Heleno (Vinícius) e Gerson Magrão (Fabinho); Henrique, Elicarlos, Marquinhos Paraná e Bernardo (Diego Renan); Thiago Ribeiro e Kleber.
Técnico: Adilson Batista.
Gols: Henrique, aos 28 minutos do primeiro tempo; Kieza, aos dois minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Ruy, Marquinho, Dieguinho, Edcarlos (Fluminense); Henrique, Thiago Heleno, Thiago Ribeiro (Cruzeiro).
Cartão vermelho: Leonardo Silva (Cruzeiro).
Público: 13.560 pagantes. Renda: R$ 193.815,00.
Estádio: Maracanã, no Rio de Janeiro. Data: 26/07/2009.
Árbitro: Arilson Bispo da Anunciação (BA).
Auxiliares: Alessandro Rocha Matos (Fifa/BA) e Adson Lopes Leal (BA).

9 Rodada:Série C

BRASIL DE PELOTAS 2X1 MARÍLIA
Brasil de Pelotas está nas quartas

O Brasil de Pelotas fez o dever de casa neste domingo no Estádio Bento Freitas e derrotou o Marília-SP por 2 a 1, na tarde deste domingo. Com o resultado, o time xavante está na liderança do Grupo D e garantiu antecipadamente a vaga nas quartas-de-final da Série C do Brasileirão. Além do time rubro-negro, o América-MG também está garantindo na próxima fase como campeão do Grupo C.

Veja a classificação da Série C do Brasileirão

O jogo foi difícil, e o Brasil saiu perdendo com um gol de Renato Santos para o Marília. Ainda no primeiro tempo, Marcelo Régis empatou para o time gaúcho. Na segunda etapa, Cris marcou contra e garantiu a virada que coloca o Xavante na disputa por uma vaga na Segunda Divisão.

Além do Marília, que está na briga pela outra vaga, o sonho do acesso à Série B do Brasileiro segue vivo para o Caxias, que venceu o Criciúma por 1 a 0, no Estádio Heriberto Hülse, A equipe grená ficou próxima da classificação à segunda fase. Basta vencer o lanterna Marcílio Dias no próximo domingo, no Centenário.

A vitória foi construída no primeiro tempo. Logo aos cinco minutos, o Caxias teve um pênalti claro não marcado. Lançado por Rafinha num contra-ataque, Miro Bahia invadiu a área e foi derrubado pelo goleiro Pedro Paulo. O árbitro Gutemberg de Paula Fonseca não marcou e ainda deu cartão amarelo para o jogador grená por simulação.

O Caxias abriu o placar aos 17 minutos. Bruno roubou a bola na saída do Criciúma, tocou para Maiquel, recebeu de volta no lado direito da grande área e mandou uma bomba, no ângulo de Pedro Paulo. Um golaço.

A única chance do time da casa na etapa foi aos 23. Glaydon cobrou falta na entrada da área e a trave salvou o Caxias. Na etapa final, o Criciúma foi todo para cima e obrigou o goleiro Muriel a trabalhar. O goleiro grená defendeu dois chutes perigosos de Welington Silva de fora da área e fez um milagre aos 27, em cabeçada de cima para baixo de Zulu.

Confira os resultados da rodada
Primeira fase - nona rodada
Sábado, 25/07
Águia 2 x 2 Sampaio Corrêa
Domingo, 26/07
Ituiutaba 2 x 1 Gama
Salgueiro 1 x 1 Icasa
Brasil de Pelotas 2 x 1 Marília
Criciúma 0 x 1 Caxias-RS
Mixto-MT 2 x 0 Guaratinguetá
Luverdense 2 x 0 Rio Branco-AC

GP da Hungria

Lewis Hamilton vence na Hungria e encerra jejum de dez corridas na F-1

Com um ritmo consistente, Lewis Hamilton venceu sua primeira corrida na temporada 2009 da Fórmula 1 neste domingo, no GP da Hungria. O inglês da McLaren assumiu a ponta após o problema de Fernando Alonso, da Renault, logo após o primeiro pit stop, quando a roda dianteira direita do espanhol voou em plena pista por causa de uma porca mal-fixada. Ele não chegava em primeiro desde o GP da China, o penúltimo de 2008, e encerrou um jejum de dez corridas.

Kimi Raikkonen, da Ferrari, chegou em segundo, após ganhar a posição de Mark Webber, da RBR, também na primeira parada. O australiano chegou em terceiro e assumiu a vice-liderança do Mundial de Pilotos. Líder, Jenson Button foi apenas o sétimo com a Brawn GP e teve sua vantagem reduzida para 18,5 pontos. Nico Rosberg, da Williams, chegou em quarto, seguido pelo finlandês Heikki Kovalainen, da McLaren.

Timo Glock, da Toyota, apostou em paradas mais tardias e conseguiu a sexta posição em Hungaroring. Jarno Trulli, seu companheiro de equipe, também ganhou boas posições e fechou a zona de pontuação. Rubens Barrichello, da Brawn GP, que largou em 13º, chegou apenas em décimo e não pontuou. Nelsinho Piquet, da Renault, também não conseguiu um bom desempenho e foi o 12º colocado.

A corrida teve apenas 19 carros, por causa da ausência de Felipe Massa, da Ferrari. O brasileiro bateu forte no treino classificatório, após ser atingido no capacete por uma mola que saiu do carro de Rubens Barrichello. Ele está internado no Hospital Militar de Budapeste, em observação e em coma induzido. O piloto teve uma concussão cerebral, um corte no rosto, além de precisar passar por uma cirurgia para a retirada de fragmentos ósseos do local da pancada, que foi bem-sucedida.

A próxima corrida da Fórmula 1 será o GP da Europa, no circuito de rua montado em Valência, no dia 23 de agosto. A categoria terá três semanas de férias de verão, em que as equipes são proibidas de mexer em seus carros.

Hamilton assume ponta após problema de Fernando Alonso

Na largada, Fernando Alonso, mais leve que seus rivais, conseguiu manter a liderança. Logo atrás, uma confusão: Lewis Hamilton e Kimi Raikkonen, que têm o Kers, saltaram rapidamente, enquanto Sebastian Vettel demorou a reagir. O finlandês da Ferrari espremeu duas vezes o alemão da RBR, que chegou a ter um leve dano em sua asa dianteira e caiu para a sétima posição. Kimi subiu para quinto e Hamilton ficou em terceiro, logo atrás de Mark Webber.

Mais atrás, Nelsinho Piquet subia para a 11ª posição, enquanto as duas Brawns caíam bastante. Jenson Button caiu para nono, mas recuperou o posto ainda na primeira volta, ao ultrapassar Kazuki Nakajima. Já Rubens Barrichello, que saía em 12º, caiu para 18º. Com o tanque cheio e o carro mais pesado da pista, o brasileiro teve toda sua estratégia de corrida já comprometida na largada.

Na segunda volta, o primeiro abandono: Adrian Sutil, da Force India, retornou aos boxes e teve seu carro recolhido pelos mecânicos. Alonso, com pista livre, continuava a andar rápido e abrir vantagem para Webber, o segundo colocado. Na quinta volta, Hamilton se aproveitou novamente do Kers e ultrapassou o australiano da RBR para assegurar a segunda posição.

Após passar por Webber, Hamilton começou a reduzir a vantagem de Alonso, que sofria com o desgaste excessivo de seus pneus traseiros. Mais leve, o espanhol da Renault foi o primeiro a fazer seu pit stop, na 12ª volta. Mas um erro do mecânico responsável pela roda dianteira direita não afixou bem a porca e o piloto teve problemas na volta à pista. Primeiro, sua calota voou. Depois, foi a vez da própria roda, que ficou quicando na grama durante alguns segundos. Ele se arrastou para os boxes, onde trocou os pneus, mas abandonou a prova na volta seguinte.

A primeira rodada de pit stops teve um momento interessante na briga pela segunda posição. Mark Webber e Kimi Raikkonen entraram nos boxes simultaneamente, mas a RBR demorou muito com o australiano e o liberou em cima do finlandês da Ferrari. Webber teve de recolher para evitar um acidente e perdeu a posição para o rival nos boxes. Na pista, o piloto da RBR começou a perder rendimento e terreno para Heikki Kovalainen, da McLaren. O finlandês, mais rápido, começou a reduzir a desvantagem.

Na 27ª volta, pelo rádio, Sebastian Vettel começou a reclamar de seu carro. O alemão disse que não conseguia mais controlá-lo e começou a perder posições na pista. Ele entrou nos boxes e a RBR trocou seu bico, além de fazer uma checagem de segurança nos braços das suspensões dianteiras do carro. Autorizado a voltar à pista, ele deu mais três voltas, retornou ao pit e abandonou a corrida.

Rubens Barrichello foi o último a parar na primeira rodada, na 34ª volta. Com os pit stops dos ponteiros, ele chegou a estar em sexto, mas após a entrada nos boxes, ele voltou a ser o 13º colocado. Nelsinho Piquet lucrou após as paradas e subiu para a nona posição, bem próximo de Jenson Button, da Brawn, que estava em oitavo.

Heikki Kovalainen foi o primeiro a parar na segunda rodada de pit stops, na 44ª volta. Duas depois, foi a vez do líder Lewis Hamilton entrar nos boxes. Ele voltou à pista na primeira posição, com muita folga para o segundo colocado, Mark Webber, que ainda não tinha feito sua segunda parada. Apesar da demora em seu pit stop, Kimi Raikkonen conseguiu recuperar a segunda posição após o pit stop do australiano. Ele voltou em terceiro, logo à frente de Nico Rosberg, da Williams.

Hamilton manteve a boa vantagem de mais de 11 segundos para Raikkonen nas últimas voltas e pediu para a McLaren até diminuir os giros de seu motor, para poupá-lo para as próximas corridas. Mais atrás, Jarno Trulli, Kazuki Nakajima e Rubens Barrichello disputavam a oitava posição, mas a pista estreita atrapalhou os planos do japonês e do brasileiro. O italiano conseguiu manter a última posição da zona de pontuação.

resultado do GP da Hungria 2009

melhor volta: Mark Webber (RBR) - 1m21s931

Piloto


Equipe


Tempo


1 L. Hamilton (ING) McLaren 70 voltas em 1h38m23s876
2 K. Raikkonen (FIN) Ferrari a 11s529
3 M. Webber (AUS) RBR a 16s886
4 N. Rosberg (ALE) Williams a 26s967
5 H. Kovalainen (FIN) McLaren a 34s392
6 T. Glock (ALE) Toyota a 35s237
7 J. Button (ING) Brawn a 55s088
8 J. Trulli (ITA) Toyota a 1m08s172
9 K. Nakajima (JAP) Williams a 1m08s774
10 R. Barrichello (BRA) Brawn a 1m09s256
11 N. Heidfeld (ALE) BMW Sauber a 1m10s612
12 N. Piquet (BRA) Renault a 1m11s512
13 R. Kubica (POL) BMW Sauber a 1m14s046
14 G. Fisichella (ITA) Force India a 1 volta
15 J. Alguersuari (ESP) STR a 1 volta
16 S. Buemi (SUI) STR a 1 volta
17 S. Vettel (ALE) RBR a 41 voltas/suspensão
18 F. Alonso (ESP) Renault a 55 voltas/roda
19 A. Sutil (ALE) Force India a 69 voltas/mecânico
20 F. Massa (BRA) Ferrari não largou