quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Liga BBVA

SPORTING GIJÓN 1X1 ZARAGOZA
Sporting Gijón e Zaragoza empatam pelo Campeonato Espanhol



No fechamento da quarta rodada do Campeonato Espanhol, Gijón e Zaragoza empataram em 1 a 1. O time da casa saiu na frente com gol de Castro aos 29 minutos da etapa inicial. Aguilar deixou tudo igual no placar, aos nove do segundo tempo

Confira a quarta rodada completa:

Terça-feira
Sevilla 2 x 0 Mallorca
Racing Santander 1 x 4 Barcelona

Quarta-feira
Atlético de Madri 2 x 2 Almería
Espanyol 2 x 1 Málaga
Valladolid 1 x 2 Osasuna
Villarreal 0 x 2 Real Madrid
Xerez 0 x 3 La Coruña
Tenerife 1 x 0 Athletic Bilbao
Getafe 3 x 1 Valencia

Serie A

GENOA 2X2 JUVENTUS
Juventus tropeça e perde liderança do Italiano para o Inter de Milão

Desfalcado de Del Piero, Diego e Cannavaro, o Juventus conheceu seu primeiro tropeço no Campeonato Italiano. Jogando fora de casa, o time de Turim empatou por 2 a 2 com o Genoa, pela quinta rodada da competição, e ainda de quebra entregou a liderança para o Inter de Milão, que tem os mesmos 13 pontos da Velha Senhora, mas ganha no critério de desempate.



Juventus começa no ataque

Mesmo jogando fora de casa e sem contar o brasileiro Diego, principal articulador do meio de campo, o Juventus começou no ataque. E com cinco minutos, Iaquinta abriu o placar para a Velha Senhora. Grosso cruzou da canhota, Camoranesi fez um belo corta luz na entrada da área e a bola sobrou para Iaquinta, que bateu rasteiro para o fundo da rede.

O gol animou a equipe alvinegra, que por pouco mexeu novamente no marcador. Aos nove, Amauri recebeu no bico direito da área, pedalou para cima de Moretti e bateu com força no gol do Genoa. Com tranqüilidade, Amelia defendeu e não deu rebote.

Confira a classificação do Campeonato Italiano


Com o domínio em campo, o Juventus chegava com mais frequência ao ataque, mas os donos da casa eram perigosos no contra-ataque. Na primeira boa descida do Genoa, Floccari recebeu cruzamento pelo meio da área e testou pela linha de fundo. A bola saiu à esquerda de Buffon.

O time da casa se animou, e em seguida Milanetto pegou sobra na intermediária e chutou de primeira, assustando o goleiro da Juve. A pressão aumentava, e aos 31 minutos, Sculli desceu pela esquerda e cruzou para a área alvinegra. Mesto subiu mais que a defesa e cabeceou no canto, sem chances para Buffon, empatando o jogo.

Etapa final, jogo igual

Na etapa final, o Juventus começou igual ao primeiro tempo: no ataque. Iaquinta fez grande jogada pela direira, tentou o drible sobre Amelia, mas chutou em cima do goleiro do Genoa.

Pouco acionado no jogo, Felipe Melo, que não foi convocado por Dunga nesta quinta-feira, roubou bola pelo meio e tentou o passe para Amauri. Atento, Amelia sai do gol e praticou a defesa.

Aos 27 minutos, o Juventus teve um gol anulado. Em cobrança de falta da meia esquerda, Grosso mandou no segundo pau e Iaquinta testou para a rede, mas o impedimento do camisa 9 já havia sido marcado pela arbitragem.

Mas o castigo para a Juve veio dois minutos depois. Mesto cruzou da direita e Crespo, de cabeça, acertou o ângulo esquerdo de Buffon para virar o jogo.

O desespero bateu a porta. O Juventus foi ao ataque e conseguiu o empate. Aos 41, Grosso cobrou falta da intermediária, Iaquinta ajeitou de cabeça e Trezeguet completou para o fundo da rede, dando números finais no placar.

Na próxima rodada, a equipe de Turim pega o Bologna. O Genoa enfrenta o Udinese.

Confira a quinta rodada completa:

Quarta-feira
Atalanta 0 x 0 Catania
Bari 0 x 1 Cagliari
Bologna 2 x 0 Livorno
Fiorentina 2 x 0 Sampdoria
Inter de Milão 3 x 1 Napoli
Lazio 1 x 2 Parma
Palermo 3 x 3 Roma
Siena 0 x 0 Chievo
Udinese 1 x 0 Milan

Mundial Sub-20:Grupo A

EGITO 4X1 TRINIDAD E TOBAGO
Egito estreia no Mundial Sub-20 com goleada sobre Trinidad e Tobago

Na estreia do Mundial Sub-20, melhor para os anfitriões. Sem dificuldades, o Egito venceu Trinidad e Tobago, por 4 a 1, no Estádio Borg El Arab, pelo Grupo A. Afroto, em bela arrancada, abriu o placar para a seleção africana. Rochford empatou em outro bela gol ainda na primeira etapa, mas Arafat, duas vezes, e Talaat fecharam o placar.

O resultado deixa os donos da casa na liderança da chave, já que Paraguai e Itália se enfrentam somente nesta quinta-feira, às 11h. O Brasil estreia na competição no domingo, às 11h, contra a Costa Rica, em Port Said, sede do Grupo E. O SporTV transmite ao vivo os jogos da seleção brasileira. O GLOBOESPORTE.COM acompanha em Tempo Real.

Convocação da Seleção

Dunga convoca ex-colorado Alex e Naldo para últimos jogos das eliminatórias



O técnico Dunga convocou nesta quinta-feira 24 jogadores para defender a seleção brasileira nos confrontos com Bolívia e Venezuela, pelas duas últimas rodadas das eliminatórias sul-americanas da Copa do Mundo de 2010. As novidades da lista, que saiu com 45 minutos de atraso, são as voltas do meia Alex, ex-Internacional e atualmente no Spartak de Moscou, e o zagueiro Naldo, do Werder Bremen.

Líder com 33 pontos, o Brasil já está classificado para a África do Sul. Assim, Dunga deverá fazer testes e poupar alguns titulares contra os bolivianos em La Paz em 11 de outubro. Três dias depois, o time fecha a participação na competição contra os venezuelanos, em Campo Grande. A apresentação dos atletas está marcada para 6 de outubro, na Granja Comary, em Teresópolis.

CONFIRA A CLASSIFICAÇÃO COMPLETA DAS ELIMINATÓRIAS SUL-AMERICANAS


Seis jogadores que atuam no futebol brasileiro foram chamados: o goleiro Victor (Grêmio), o zagueiro Miranda (São Paulo), os meias Diego Souza (Palmeiras) e Sandro (Internacional) e os atacantes Adriano (Flamengo) e Diego Tardelli (Atlético-MG).

Até hoje, o treinador usou 61 jogadores diferentes desde que assumiu a seleção em 2006. Robinho, fora da lista atual por estar machucado, é quem mais atuou, com 46 partidas. Gilberto Silva (43), Maicon (39) e Elano (36) aparecem em seguida. Titular do meio-campo, Felipe Melo recebeu cartão vermelho na última rodada contra o Chile e também não foi chamado agora.

Depois de enfrentar Bolívia e Venezuela, o Brasil deverá fazer só mais três amistosos antes da convocação para a Copa. O primeiro já está marcado: contra a Inglaterra, dia 14 de novembro, no Qatar. Depois, há datas para jogos em 18 de novembro e março de 2010, sem adversários definidos ainda.

Em 2009, a seleção atuou 13 vezes, com 12 vitórias e um empate. Dunga vem de 11 vitórias consecutivas, derrotando Peru, Uruguai, Paraguai, Argentina e Chile nas eliminatórias; Egito, Estados Unidos (duas vezes), Itália e África do Sul na Copa das Confederações; e Estônia, em um amistoso.

Recuperado de uma operação no joelho direito, o volante Josué comemorou seu retorno à seleção após ter sido cortado antes das vitórias sobre Argentina e Chile por causa da contusão.

- Desde minha primeira convocação, não fiquei fora de nenhuma lista. Estou muito contente e tranquilo, pois sei que a concorrência é grande, embora seja uma disputa totalmente saudável. O que me deu tranquilidade em todas convocações é a confiança que o técnico Dunga tem no meu futebol. Isso que me fez confiar que seria convocado novamente - disse o jogador do Wolfsburg.

Mais uma vez na lista, o lateral-esquerdo Filipe Luis também comemorou sua terceira chance com a amarelinha:

- Fiquei feliz como se fosse a primeira vez. É sempre uma alegria muito grande que mal consigo colocar em palavras. Novamente vou chegar com muita humildade e trabalhar junto com todo o grupo que é maravilhoso.

Confira todos os jogadores convocados:

Goleiros
Julio César (Inter de Milão)
Victor (Grêmio)

Laterais
Maicon (Inter de Milão)
Daniel Alves (Barcelona)
André Santos (Fenerbahçe)
Filipe Luis (La Coruña)

Zagueiros
Lucio (Inter de Milão)
Luisão (Benfica)
Juan (Roma)
Miranda (São Paulo)
Naldo (Werder Bremen)

Meio-campistas
Gilberto Silva (Panathinaikos)
Josué (Wolfsburg)
Lucas (Liverpool)
Kaká (Real Madrid)
Ramires (Benfica)
Elano (Galatasaray)
Sandro (Internacional)
Alex (Spartak Moscou)
Diego Souza (Palmeiras)

Atacantes
Nilmar (Villarreal)
Adriano (Flamengo)
Luis Fabiano (Sevilla)
Diego Tardelli (Atlético-MG)

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Copa Sul Americana:Oitavas de Final

ALIANZA ATLÉTICO (PER) 2X2 FLUMINENSE (BRA)
Fluminense complica jogo fácil, mas arranca empate com o Alianza Atlético



Ainda não foi desta vez. Contra o fraco Alianza Atlético, do Peru, pela Copa Sul-Americana, o Fluminense teve a chance de encerrar a série de dez jogos sem vitória e ganhar fôlego na fuga do rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro, mas tropeçou na falta de tranquilidade. No estádio Miguel Grau, em Piúra, o time complicou um jogo fácil e não passou de um empate por 2 a 2 (assista aos gols no vídeo ao lado). O resultado não é tão ruim em termos de classificação para as quartas de final. Na partida de volta, dia 1º de outubro, em casa, um empate sem gols ou por 1 a 1 assegura a vaga.

O time volta a jogar no próximo fim de semana. Vai enfrentar o Avaí, no Maracanã, domingo. A partida será às 16h, válida pela 26ª rodada do Brasileirão.

Após ótimo começo, Tricolor tem trabalho

O início de jogo do Fluminense foi perfeito. Aos 10 segundos, uma chance clara de gol denunciava que o adversário, penúltimo colocado no fraco Campeonato Peruano, não seria um oponente dos mais complicados. Assim que a bola rolou, Kieza ficou livre na área, bateu rasteiro, mas o goleiro Laura defendeu. No rebote, Marquinho desperdiçou. A grama sintética do estádio Miguel Grau também não parecia problema. Precavidos, alguns jogadores preferiram calçar chuteiras de futebol society, como Luiz Alberto, Conca e Adeílson.

No famoso estilo blitz, os tricolores demonstravam esforço e ambição. O resultado foi instantâneo. Aos cinco, Conca encontrou João Paulo livre. O garoto cruzou rasteiro da esquerda, a bola passou por todo mundo na área e sobrou limpa para Luiz Alberto bater de primeira e abrir o placar. Bem colocado em campo e em vantagem, o Flu até tentou ampliar. Por pouco não conseguiu com Conca, até então o melhor do time, aos 18.

Porém, num apagão súbito, os jogadores recuaram e passaram a fazer faltas desnecessárias e duras. Em determinados momentos, perderam a cabeça em jogadas no meio-campo que não representavam qualquer perigo. O volante Diguinho chegou a abusar da força ao esquecer a bola e acertar o adversário. Cuca fazia cara feia na área técnica. Também, pudera. Seus comandados não aproveitavam a enorme superioridade para construir um placar maior e começavam a dar espaços ao Alianza Atlético. Era como se o seu modesto adversário ganhasse qualidades.

Principal jogador do time da casa, o meia Valverde tentava levar perigo pela ponta direita de ataque. Além dele, o atacante Maraude incomodou. Aos 35, ficou livre na área, teve tempo para dominar, se posicionar para o chute, mas esbarrou na ótima defesa do goleiro Rafael. Naquele momento, o som do apito que decretava o fim do primeiro tempo teve som de alívio para os brasileiros.

Apesar da falta de sorte, Flu tem Conca



Intempestivo, nervoso e com Roni no lugar de Adeílson. Foi assim que o Fluminense voltou para o segundo tempo, apesar da vantagem. Era um mau sinal. Aos três minutos, Aponte entrou sem marcação na área entre dois defensores e bateu de primeira para empatar. Com o placar igual, o comportamento da equipe tricolor lembrou muito aquele que tem sido apresentado na briga contra o rebaixamento no Brasileirão.

O gol serviu também para diminuir o ritmo do Alianza. Bom para o time de Cuca, que teve um pouco de tempo para esfriar a cabeça, tocar a bola e tentar se reorganizar em campo. O treinador sacou Maurício e lançou Ruy para jogar no meio. Apesar de discreta, houve uma melhora. Aos 20, jogada polêmica. Kieza recebeu na área, tentou cruzar, é Farfán cortou a bola com a mão. O árbitro equatoriano Carlos Vera nada marcou, apesar dos reclames do atacante.

A partir dos 25 minutos, a bola parada entrou em cena de forma decisiva. Foi quando Valverde cobrou falta de longe, a bola desviou em Diguinho e tirou as chances de Rafael defender. O golpe pareceu duro, mas não desesperou o Fluminense. Principalmente porque a resposta demorou menos de cinco minutos para ser dada. Aos 29, Conca teve a chance dele em cobrança da entrada da área e não decepcionou: 2 a 2.

O goleiro Rafael ainda levou um susto em chute de Rivas. Da entrada da área, o meio-campo por pouco não deixou o time da casa novamente em vantagem. Naquele momento, o melhor mesmo para o time brasileiro era assegurar o resultado e evitar o pior.


Ficha técnica:
ALIANZA ATLÉTICO 2 x 2 FLUMINENSE
ALIANZA ATLÉTICO
Carlos Laura, Rafael Farfán, Espinoza, Ismael Márquez e Kerwin Peixoto; José Rivas, Israel Tordoya, Marcio Valverde e Saulo Aponte; Juan Alberto Maraude (Colan) e Vilca (Rodríguez).
Técnico: Teddy Cardama.
FLUMINENSE
Rafael, Mariano, Gum, Luiz Alberto e João Paulo (Alan); Diguinho, Maurício (Ruy), Conca e Marquinho; Kieza e Adeílson (Roni).
Técnico: Cuca.
Gols: Luiz Alberto, ao cinco do primeiro tempo. Aponte, aos três, e Valverde, aos 25, e Conca, aos 29 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Tordoya, Farfán, Aponte, Vilca e Valverde (Alianza Atlético); Luiz Alberto, Diguinho e Kieza (Fluminense).
Estádio: Miguel Grau, Piúra (PER). Data: 23/09/2009.
Árbitro: Carlos Vera (EQU).
Auxiliares: Juan Cedeño e Luis Alvarado (ambos do EQU).


VÉLEZ SARSFIELD (ARG) 3X2 UNION ESPAÑOLA
Vélez Sarsfield sofre, mas derrota o Unión Española com dois gols no fim da partida



Eliminar o Boca Juniors na fase nacional da Copa Sul-Americana pode ter credenciado o Vélez Sarsfield como franco favorito diante do Union Española, pelas oitavas de final da competição continental. Mas a equipe sofreu para derrotar o time chileno por 3 a 2, em partida de duas viradas, na noite desta quarta-feira, no estádio José Amalfitani, em Buenos Aires.

Com o resultado, os argentinos jogam por empate na próxima quinta-feira, 1º de outubro, às 21h45m (de Brasília), no estádio Santa Laura, em Santiago, para avançar à próxima fase. Os donos da casa, por sua vez, garantem a classificação com uma vitória simples ou por 2 a 1, graças à vantagem de dois gols marcados na casa do adversário. Repetição do placar levará a decisão para os pênaltis.

Rodrigo López abriu o placar para o Vélez aos 23 minutos do primeiro tempo, mas o Union chegou ao empate dez minutos depois, com Ramírez. Na etapa final, os visitantes ficaram à frente no placar aos 16, com um gol de 'Pipa' Estevez, atacante que vestiu a camisa do Botafogo em 2004. Mas a equipe argentina escapou da derrota no fim da partida. Otamendi igualou o placar aos 45, e nos acréscimos, aos 48, Roly Zárate garantiu o triunfo em casa.

O vencedor do confronto entre Vélez Sarsfield e Union Española encara a LDU, do Equador, ou o Lanús, da Argentina. As duas equipes começam a decidir uma vaga nesta quinta-feira, às 18h, em Quito. O jogo da volta será no dia 1º, em Lanús.


BOTAFOGO (BRA) 2X0 EMELEC (EQU)
Sem muito esforço, Botafogo vence o Emelec e fica em boa situação

Não foi desta vez que o Botafogo encantou. Mas pelo menos conquistou um bom resultado no jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana. Com os 2 a 0 sobre o Emelec, no Engenhão, nesta quarta-feira, o Alvinegro acendeu esperança de reação nos poucos torcedores que compareceram ao estádio.

Com o placar construído em casa, o Botafogo vai a Guaiaquil, na próxima quarta-feira, podendo perder por 1 a 0 e, ainda assim, se classificar para as quartas de final. Caso o time equatoriano devolva o placar do jogo de ida, a decisão será nos pênaltis. Antes do compromisso internacional, o Alvinegro receberá o Vitória, no Engenhão, neste domingo, pelo Campeonato Brasileiro.

Como tem sido comum nas últimas partidas, o Botafogo começou disperso, principalmente seu sistema defensivo. Logo a um minuto, Wellington e Emerson fizeram uma sequência de lambanças, mas Rojas não conseguiu aproveitar a oportunidade, frente a frente com Jefferson.

Os dois times, que pouco se conheciam, mostravam-se cautelosos. O Botafogo tomava a iniciativa do ataque, mas esbarrava nas suas limitações e, muitas vezes, na falta de objetividade, com toques para os lados. Além disso, os laterais Thiaguinho e Gabriel sequer conseguiam dar sequência às jogadas.

Aos poucos, o Emelec foi se acomodando na partida, e, com pouca qualidade para chegar ao ataque, tentava garantir o empate. Não demorou muito para que o goleiro Elizaga demorasse a repor a bola. Foi advertido, mas não punido com cartão pelo árbitro paraguaio Carlos Galeano.

As raras e melhores chances do Botafogo eram de Renato, que, apesar de ser um meia de origem, aparecia com frequência no ataque, assim como explicara o técnico Estevam Soares ao justificar a opção pelo jogador. André Lima atuava mais como um pivô e exagerava nas quedas dentro da área, reclamando de pênalti.

Numa das poucas vezes em que apostou na velocidade, o Botafogo abriu o placar, aos 46 minutos, exatamente com Renato, que já havia desperdiçado duas boas chances. Lucio Flavio roubou a bola no meio-campo, avançou e tocou para Gabriel no lado direito. O lateral acertou o cruzamento certeiro na cabeça de Renato, que entrou em velocidade e foi preciso na conclusão.

No segundo tempo, André Lima faz gol da tranquilidade alvinegra

Na volta para o segundo tempo, o Botafogo manteve a rotina da dispersão, e o Emelec tentou se aproveitar disso para buscar o ataque, principalmente usando o seu lado direito. Mais por suas falhas do que por mérito do adversário, o Alvinegro chegou a levar sufoco, mas em um lance a equipe garantiu sua vitória.

Após cruzamento pela direita, a bola passou por toda a área do Emelec e caiu nos pés de Juninho, que cruzou com perfeição para André Lima. O atacante subiu dividindo com um marcador e cabeceou no canto esquerdo de Elizaga, aos 18 minutos. Assim, o camisa 9 acabava com jejum de um mês (seis partidas) sem balançar a rede.

Com o placar favorável, o técnico Estevam Soares optou por poupar alguns jogadores, já pensando no próximo compromisso pelo Campeonato Brasileiro. Jônatas acusou dor muscular e deixou o campo para a entrada de Fahel. O meia deixou o campo aplaudido, e o treinador foi chamado de burro por uma parte dos torcedores.

A implicância se justificou por pouco tempo. Em seu primeiro lance, Fahel tentou um cruzamento pela direita e chutou bisonhamente. A partir de então, foi vaiado. Sua situação piorou depois que arriscou uma conclusão para o gol - a bola passou longe.

A última vibração do torcedor foi aos 41 minutos, quando Lucio Flavio deu belo passe para Ricardinho, que acertou a trave direita de Elizaga. O Botafogo ainda insistiu, mas não conseguiu ampliar a vantagem.


Ficha técnica:
BOTAFOGO 2 x 0 EMELEC
BOTAFOGO
Jefferson, Emerson, Juninho e Wellington; Thiaguinho, Leandro Guerreiro, Jônatas (Fahel), Lucio Flavio, Renato (Ricardinho) e Gabriel (Alessandro); André Lima.
Técnico: Estevam Soares.
EMELEC
Elizaga, Achillier, Fleitas, Mina e Aguirre; Bran (Rivera), Quiroz, Pérez (Estacio) e Raponi; Peirone (Mendoza) e Rojas.
Técnico: Gabriel Perrone.
Gols: Renato, aos 46 minutos do primeiro tempo; André Lima, aos 18 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: André Lima (Botafogo); Bran, Aguirre (Emelec).
Público: 4.500 pagantes (5.285 presentes). Renda: R$ 50.731,00.
Estádio: Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ). Data: 23/09/2009.
Árbitro: Carlos Galeano (PAR).
Auxiliares: Rodney Aquino (PAR) e Milciades Saldivar (PAR).


INTERNACIONAL (BRA) 1X1 UNIVERSIDAD DE CHILE (CHI)
Internacional estreia na Sul-Americana com empate melancólico no Beira-Rio



Pouco mais de seis mil colorados passaram frio na noite desta quarta-feira para ver o Internacional jogar mal novamente e apenas empatar em 1 a 1 com o Universidad de Chile no Beira-Rio (assista aos gols da partida). A estreia vermelha na Copa Sul-Americana, diretamente nas oitavas de final, vantagem por ser o atual campeão do torneio continental, foi um repeteco das fracas atuações recentes. O esquema 3-5-2 não funcionou, o time errou muito, desperdiçou gols e complicou a classificação para a próxima etapa. A melancolia para os colorados ainda aumentou com a vitória do Palmeiras sobre o Cruzeiro pelo Campeonato Brasileiro.

Foi o pior público do ano no Beira-Rio. Nem no Gauchão houve tão pouca gente na casa dos colorados. A pouca presença da torcida foi um reflexo do momento do time. Em campo, o Inter voltou a apresentar falhas, saiu perdendo e buscou o empate na etapa final, com um gol de Kleber. O resultado obriga a equipe de Tite a vencer os chilenos na casa deles ou arrancar empate a partir do 2 a 2. Novo 1 a 1 leva a decisão da vaga para os pênaltis. Empate sem gols classifica a equipe de Santiago.

O jogo contra La U fica para trás. O Inter precisa voltar a pensar no Brasileirão. No domingo, volta a campo contra o Flamengo, às 16h, no Beira-Rio. E precisa vencer, pois a distância para o líder Palmeiras subiu para quatro pontos.

Esquema colorado não funciona, e chilenos saem na frente

Nem Guiñazu jogou bem, e quando nem Guiñazu joga bem o problema não é pequeno. O Inter foi um time atrapalhado e colecionou erros no primeiro tempo. Sobraram falhas individuais, inexistiu articulação, o ataque não encaixou, e a defesa esteve afoita. Resumindo, não foram nada bons os 45 minutos iniciais contra o Universidad de Chile.

Tite testou o 3-5-2 desde o início da partida para tentar tapar os buracos da defesa. Não deu certo. O time deu espaços para o adversário no meio-campo, chegou mal ao ataque e ainda levou um gol. Aos 23 minutos, Guiñazu perdeu a bola na intermediária. Montillo, no contra-ataque, avançou com liberdade e mandou uma pancada impressionante. Lauro mal viu a bola. Belo gol dos chilenos.

O Inter até teve oportunidades de gol, mas não conseguiu marcar. Alecsandro poderia ter deixado o Colorado em vantagem aos 20 minutos. Edu encontrou uma brecha na defesa chilena e colocou o atacante na cara do gol, mas ele desperdiçou chance clara ao mandar para fora.

O técnico da equipe gaúcha não esperou o fim do primeiro tempo para mexer. Com D’Alessandro girando o tempo todo para lugar nenhum, Tite se viu obrigado a reforçar a saída para o ataque. A opção foi mudar o esquema. Saiu Danilo Silva, entrou Andrezinho. O sistema passou para o 4-4-2, com Bolívar na lateral direita.

Houve um crescimento tímido. Bicicleta de Edu e conclusão fraca de Andrezinho foram as chances para acalmar uma torcida visivelmente insatisfeita. Mas não teve jeito. Com muito mais erros do que acertos, o time colorado foi para o vestiário derrotado. Só restava buscar uma reviravolta no segundo tempo.

Virada não vem, mas o Inter empata

A reviravolta foi parcial. O Inter não virou, mas pelo menos buscou um empate. O ataque mudou. Tite resolveu tirar Alecsandro e colocar Taison. Assim, formou a dupla de frente com um jogador que é muito mais meia do que atacante (Edu) e um que não é de área (Taison). E o time seguiu muito mal em campo.

O Universidad, não poderia ser diferente, criou um ferrolho defensivo. Os donos da cada podiam avançar até a intermediária de ataque. A partir dali, davam de cara com um paredão azul. Chances foram criadas e desperdiçadas. Chutes parecidos de Edu e Andrezinho, ambos pela direita, cruzados, acabaram defendidos pelo goleiro Miguel Pinto. Guiñazu, aos 22 minutos, perdeu gol incrível. No lugar onde deveria haver um centroavante, ele concluiu mal, a poucos centímetros da meta, para fora.

O Colorado manteve o abafa. A torcida teve de segurar o grito de gol na ponta da língua quando Sandro cabeceou na rede de Pinto, mas pelo lado de fora. Aos 31 minutos, o berro dos vermelhos foi liberado. Kleber apareceu bem pela esquerda e mandou o chute: 1 a 1.

E a virada quase saiu. Índio, de cabeça, ainda mandou a bola na trave. Mas a partida ficou mesmo no empate. E as interrogações que pairavam sobre o Beira-Rio no Brasileirão agora também abraçaram a Sul-Americana.


INTERNACIONAL 1 x 1 UNIVERSIDAD DE CHILE
INTERNACIONAL
Lauro, Bolívar, Índio e Fabiano Eller; Danilo Silva (Andrezinho), Sandro, Guiñazu, D'Alessandro (Marquinhos) e Kleber; Edu e Alecsandro (Taison)
Técnico: Tite
UNIVERSIDAD DE CHILE
Pinto, González, Victorino, Olarra e Arias; Contreras, Seymour (Díaz), Rojas, Montillo (Pinto) e Iturra; Gómez (Villalobos)
Técnico: José Badualdo
Gols: Montillo, aos 24 minutos do primeiro tempo; Kleber, aos 31 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Alecsandro, Edu (Internacional); Arias, Olarra (Universidade de Chile).
Estádio: Beira-Rio, em Porto Alegre Data: 23/09/2009
Árbitro: Sergio Pezzotta (ARG)
Auxiliares: Roberto Reta (ARG) e Norberto Moyano (ARG)

25 Rodada:Série A

CRUZEIRO 1X2 PALMEIRAS
Palmeiras volta a vencer fora de casa, bate o Cruzeiro e abre vantagem na ponta



Na véspera da partida contra o Cruzeiro, o atacante Vagner Love disse que o jogo no Mineirão seria chave para as pretensões do Palmeiras no Campeonato Brasileiro e o time mostraria por que é o melhor da competição. E foi exatamente o que aconteceu.

O Verdão foi guerreiro, valente e, mesmo com um homem a menos, conseguiu suportar a pressão do rival. Com gols de Diego Souza e Vagner Love, saiu de campo com uma importantíssima vitória de 2 a 1. De quebra, voltou a vencer longe do Palestra Itália após quatro rodadas. (Reveja ao lado o gol marcado pelo camisa 7 alviverde)

O resultado, além de fazer a equipe do Palestra Itália se isolar na liderança do Brasileirão, com 47 pontos, deixou o time três pontos à frente do São Paulo e quatro do Internacional. O Cruzeiro, que sofreu a 11ª derrota na competição, permaneceu na 13ª colocação, com 32 pontos.

CONFIRA A CLASSIFICAÇÃO DO CAMPEONATO BRASILEIRO

Os dois times voltarão a campo no próximo fim de semana. No sábado, o Verdão receberá a visita do Atlético-PR, às 18h30m, no Palestra Itália. A Raposa, no mesmo dia, encara o Barueri em São Paulo.

Início em alta velocidade

O Palmeiras entrou em campo com uma baixa de última hora. Edmílson, que voltou a sentir dores na coxa esquerda e acabou vetado pelo departamento médico. Isso frustrou os planos do técnico Muricy Ramalho, que havia planejado sua equipe com esquemas táticos mutantes, ou seja, variando entre o 3-5-2 e o 4-4-2. Com Jumar no meio-campo, o time foi definido com duas linhas de quatro.



A partida começou em ritmo acelerado. Coube ao Cruzeiro tomar a iniciativa. Logo aos 4, Kléber foi derrubado na área por Wendel, e o juiz Evandro Rogério Roman não marcou o pênalti. Três minutos depois, os mineiros abriram o marcador. Thiago Ribeiro recebeu de Henrique em posição legal, avançou sozinho e, cara a cara com Marcos, tocou com categoria, no canto esquerdo do goleiro. Foi o quinto gol do atacante no Campeonato Brasileiro. (Reveja o gol)

Mas a galera cruzeirense nem teve tempo para comemorar, já que a resposta alviverde foi imediata. Dois minutos após o gol mineiro, o Verdão deixou tudo igual no marcador. E foi um golaço. Diego Souza, que voltava ao time após ter cumprido suspensão automática contra o Vitória, cobrou falta da intermediária com muito efeito, enganando o goleiro Fábio - a bola foi quase no meio do gol.

Aos 16, novo lance polêmico na partida. Gilberto fez bela jogada pela esquerda, invadiu a área e tocou para Fabrício, que, na hora do chute, foi acertado por Jumar, que cometeu pênalti, não marcado por Evandro Rogério Roman.

A igualdade no marcador fez com que as duas equipes seguissem buscando o gol. O Cruzeiro era mais incisivo, e o Verdão apostava nos contra-ataques, principalmente pelo lado esquerdo, nas costas do volante Elicarlos, que, improvisado na lateral-direita, deixava uma avenida nas costas. Aos 31, Armero fez bela jogada pelo setor, invadiu a área e bateu cruzado. Fábio fez bela defesa e, na sobra, a zaga cruzeirense afastou o perigo.



Nos últimos dez minutos, o time da casa voltou a levar perigo para o gol palmeirense. Foram três lances e, curiosamente, todos com Diego Renan. Aos 39, Fabrício desceu pela direita e cruzou na medida para o camisa 6, que chutou por cima do gol. Dois minutos depois, o mesmo lateral recebeu passe açucarado de Kléber, cortou a marcação e só não marcou um golaço porque Marcos fez grande defesa. E, já nos descontos, recebeu de Fabrício e, sozinho, avançou para o gol. Porém, adiantou no último toque, o que facilitou o corte do camisa 12 do Verdão. (Reveja a defesa do goleiro palmeirense aos 41 do primeiro tempo)

Etapa complementar

Preocupado com os vacilos defensivos da equipe, o técnico Muricy Ramalho resolveu modificar o esquema tático do Palmeiras. Ele reorganizou o time no 3-5-2, com a entrada do zagueiro Maurício na vaga do atacante Robert. Com isso, Diego Souza foi adiantado para fazer dupla com Vagner Love. O Cruzeiro voltou com a mesma escalação.



Quando a bola rolou, o Palmeiras manteve sua filosofia de deixar o rival tomar a iniciativa e tentar encaixar um contra-ataque para marcar o segundo gol. E foi exatamente isso o que aconteceu aos 5. Diego Renan errou um passe no ataque, e Cleiton Xavier fez uma ótima assistência para Vagner Love, que, com tranquilidade, avançou, driblou Fábio e bateu para o gol vazio. (Reveja o gol)

O que daria uma certa tranquilidade ao Palmeiras logo transformou-se em pressão. Isso porque o lateral-esquerdo Armero, que já tinha cartão amarelo, fez uma falta em Jonathan na entrada da área e acabou expulso. Muricy, então, voltou a reorganizar o time em duas linhas de quatro. Do lado cruzeirense, Adílson Batista partiu para o tudo ou nada e colocou o atacante Guerrón na vaga de Elicarlos.

Para aumentar a dramaticidade palmeirense, Wendel, com um corte na boca, precisou ser substituído. E o treinador palmeirense, então, promoveu a estreia do chileno Figueroa na lateral direita.

A pressão cruzeirense era incrível. O Palmeiras, como não podia deixar de ser, recuou sua marcação e se defendia como podia. Vagner Love, Cleiton Xavier e Diego Souza, em vários lances, viraram volantes ou laterais. E as chances de gol do Cruzeiro apareciam em sequência.

Aos 25, Kléber ficou cara a cara com Marcos e chutou de pé direito. O goleiro alviverde desviou, e a bola, caprichosamente, bateu na trave. No lance seguinte, Guerrón desceu pela direita e fez cruzamento açucarado para Leonardo Silva, que cabeceou no canto de Marcos. Desta vez, ele só olhou. A bola raspou a trave e saiu.

Chuva aparece e Cruzeiro segue em cima

Aos 29, já com muita chuva no Mineirão, Muricy Ramalho resolveu mexer no ataque, para tentar segurar a bola no campo ofensivo. Ele sacou Vagner Love e colocou Willians. Do lado cruzeirense, Adílson Batista trocou o apagadíssimo Kléber por Wellington Paulista. Principal personagem da partida, por ter ido numa festa da principal torcida organizada do Verdão, o atacante foi muito vaiado pela torcida cruzeirense e aplaudido pela minoria alviverde presente no Mineirão.

Nos últimos minutos, o Cruzeiro tentou de tudo. O zagueiro Leonardo Silva virou atacante, o time subia com até seis, sete jogadores, mas o Verdão, na base do coração, montou uma barreira intransponível. E no fim, comemorou a vitória, que, se não foi justa, mostrou que o time está mais vivo do que nunca na briga pelo título do Campeonato Brasileiro.


Ficha Técnica:
CRUZEIRO 1 x 2 PALMEIRAS
CRUZEIRO
Fábio, Elicarlos (Guerrón), Leonardo Silva, Gil e Diego Renan; Fabrício (Jonathan), Henrique, Marquinhos Paraná e Gilberto; Kléber (Wellington Paulista) e Thiago Ribeiro.
Técnico: Adílson Batista.
PALMEIRAS
Marcos, Wendel (Figueroa), Maurício Ramos, Marcão e Armero; Souza, Jumar, Cleiton Xavier e Diego Souza; Vagner Love (Willians) e Robert (Maurício).
Técnico: Muricy Ramalho.
Gols: Thiago Ribeiro, aos 7min, e Diego Souza, aos 9min do 1º tempo. Vagner Love, aos 4min do 2º tempo
Cartões amarelos: Henrique e Gilberto (Cruzeiro); Marcos, Cleiton Xavier e Jumar (Palmeiras).
Cartão vermelho: Armero (Palmeiras)
Estádio: Mineirão. Data: 23/09/2009.
Árbitro: Evandro Rogério Roman (PR).
Auxiliares: Roberto Braatz (PR) e Carlos Berkembrock (SC).

Liga BBVA

VILLARREAL 0X2 REAL MADRID
Com gols de Cristiano Ronaldo e Kaká, Real vence e segue invicto na temporada

Com mais uma bela atuação da dupla Kaká e Cristiano Ronaldo, o Real Madrid venceu o Villarreal por 2 a 0, fora de casa, e se igualou ao Barcelona, com 12 pontos, na liderança do Campeonato Espanhol. Com um gol do brasileiro, que fez o seu primeiro em partidas oficiais pelos merengues, e outro do português, o time se manteve invicto na competição nacional.

O português Cristiano Ronaldo é um capítulo à parte na partida desta quarta-feira. Com o gol, marcado logo aos dois minutos da etapa inicial, o atacante chegou ao seu sétimo em cinco jogos oficiais pelo Real Madrid. Ele balançou a rede em cinco oportunidades pelo Espanhol e duas pela Liga dos Campeões.

Pelo lado do Villarreal, o brasileiro Nilmar teve uma atuação discreta. O jogador se destacou apenas por uma arrancada na etapa final, interceptada pelo zagueiro Sérgio Ramos. Bem marcado, ele não teve chance de balançar a rede do Real Madrid.

Arrancada de Cristiano Ronaldo "mata" esquema do Villarreal

O Real Madrid não deixou o Villarreal nem respirar. Logo aos dois minutos, Cristiano Ronaldo partiu da linha divisória, passou por um adversário e chutou da entrada da área para marcar. Lopez se esticou todo, mas não conseguiu evitar o gol. Na comemoração, o português abraçou o espanhol Raúl, que iniciou a partida no banco de reservas.



O Real seguiu pressionando com ótima atuação de Cristiano Ronaldo. Aos 15, o português quase marcou novamente em outro chute de fora da área. Aos 34, Gonzalo Rodríguez, que já tinha cartão amarelo, fez falta dura em Kaká. O árbitro não pensou duas vezes e o expulsou.

O Villarreal ainda teve ótima chance de empatar aos 43. Rossi bateu falta, e a bola passou rente ao gol de Casillas. No minuto seguinte, Higuaín cobrou escanteio no pé esquerdo de Cristiano Ronaldo. Na marca do pênalti, o atacante chutou de primeira, e a bola passou por cima do gol.

Kaká marca o seu primeiro gol em partidas oficiais com a camisa do Real

Mesmo com um a menos, o Villarreal assustou o Real Madrid em algumas oportunidades na etapa final. Logo aos dois minutos, Rossi arriscou da entrada da área, e Casillas defendeu em dois tempos. No minuto seguinte, Gago, também de longe, quase surpreendeu o goleiro Lopez. A bola passou por cima do gol dos donos da casa.

Kaká brilhou aos dez minutos, desmontando a defesa do Villarreal. O brasileiro inverteu uma bola da esquerda para a direita no pé de Gago. O argentino rolou para o compatriota Higuaín, que chegou chutando. O goleiro Lopez fez uma linda defesa, evitando o segundo gol dos merengues.

Aos 25, Marcelo recebeu pelo lado esquerdo e cruzou. A bola bateu na mão de Capdevilla. Pênalti marcado pelo árbitro. Cristiano Ronaldo deixou a cobrança para Kaká, que não desperdiçou. Esse foi o primeiro gol do brasileiro em jogos oficiais pelo Real Madrid. Cinco minutos depois, aplaudido pelos torcedores, o meia deixou o gramado substituído pelo holandês Van der Vaart.

A partir daí, a partida ficou morna, com poucas chances de gol. O Villarreal tentava chegar ao gol de Casillas, mas sem êxito. O Real assustava nos contra-ataques. No fim, mais um triunfo dos novos galácticos.

Feliz com o desempenho da equipe, o lateral Marcelo espera ser lembrado pelo técnico Dunga na convocação da seleção brasileira, nesta quinta.

- A equipe vem tendo boas atuações e os resultados estão comprovando isso. Espero que esse bom momento do Real Madrid possa me render uma nova oportunidade na seleção brasileira. Acredito que o técnico Dunga está acompanhando atentamente os campeonatos e confesso que vivo essa expectativa de ser lembrado novamente - disse Marcelo.


ATLÉTICO DE MADRID 2X2 ALMERÍA
Cléber Santana marca, mas Atlético de Madri bobeia e segue sem vitória

O Atlético de Madri não se recuperou nesta quarta-feira da goleada sofrida para o Barcelona no fim de semana (5 a 2) e acabou vaiado por sua torcida no Vicente Calderón. O time não conseguiu sua primeira vitória no Campeonato Espanhol porque cedeu o empate em 2 a 2 para o Almería a um minuto do fim. Cléber Santana e Forlán fizeram os gols do Atlético, com Piatti marcando duas vezes visitantes.

Com o resultado, o Atlético chegou a dois pontos na competição e se manteve a zona de rebaixamento. O Almería tem cinco pontos e está na zona intermediária da tabela. Após quatro rodadas, lideram o Campeonato Espanhol Barcelona e Real Madrid, ambos com 12 pontos.

O início de jogo foi muito preocupante para o Atlético. Forlán teve a chance de abrir o marcador num pênalti, mas bateu para fora.

Para completar, o Almería, que teve em campo os brasileiros Diego Alves, Guilherme e Michel Macedo, abriu o marcador aos 24 minutos. Após rápido contragolpe, Piatti ficou livre na cara do goleiro Roberto e mandou para a rede.

O empate do Atlético surgiu aos 27. Maxi Rodríguez bateu de fora da área, a bola desviou na zaga e sobrou limpa para Cléber Santana. O ex-santista bateu rasteiro e empatou a partida.

A virada do Atlético, que teve também o brasileiro Paulo Assunção em ação, aconteceu aos 10 do segundo tempo. Jurado pressionou o zagueiro Chico, que afastou mal e a bola caiu nos pés de Forlán. O uruguaio bateu por baixo de Diego Alves e correu para o abraço.

Quando tudo levava a crer que o Atlético venceria, o Almería empatou. Aos 44, o lateral-direito Michel Macedo, revelado pelo Flamengo, fez boa jogada e serviu Piatti na área. O camisa 11 não perdoou e empatou novamente o jogo.


XEREZ 0X3 DEPORTIVO LA CORUÑA
Juca faz belo gol de falta pelo La Coruña

Em outro jogo desta quarta, o La Coruña visitou o lanterna Xerez e venceu por 3 a 0. Juca, ex-Botafogo e Fluminense, abriu o caminho para a vitória com uma bela cobrança de falta. Gioda (contra) e Riki completaram o marcador.

Com o resultado, o La Coruña chegou a seis pontos na tabela de classificação, enquanto o Xerez segue como única equipe que ainda não fez pontos no Campeonato Espanhol.

Confira a quarta rodada completa:

Terça-feira
Sevilla 2 x 0 Mallorca
Racing Santander 1 x 4 Barcelona

Quarta-feira
Espanyol 2 x 1 Málaga
Valladolid 1 x 2 Osasuna
Tenerife 1 x 0 Athletic Bilbao
Getafe 3 x 1 Valencia

Serie A

UDINESE 1X0 MILAN
Milan perde para o Udinese em dia de Ronaldinho Gaúcho reserva

Recuperado de uma gripe, Ronaldinho Gaúcho esteve entre os relacionados do Milan para a partida desta quarta-feira, contra o Udinese, fora de casa, pelo Campeonato Italiano. O brasileiro entrou apenas no segundo tempo e viu seu time ser derrotado pelo placar de 1 a 0. Di Natale, artilheiro da competição, marcou no jogo seu sétimo gol em cinco rodadas.

Com o resultado, o Milan se manteve com sete pontos, seis a menos que o novo líder, o Inter de Milão, que nesta quarta venceu o Napoli por 3 a 1. O Juventus, que joga na quinta, contra o Genoa, pode chegar a 15 pontos se vencer. Já o Udinese pulou para oito pontos no Italiano.

O Milan começou o jogo com Seedorf fazendo a armação de jogadas no meio e com a dupla Pato-Inzaghi no ataque. O time rossonero até que começou o jogo animado, mas sofreu um gol aos 22 minutos. Isla fez boa jogada pela direita e b



Os visitantes tentaram se recompor e foram ao ataque para buscar o empate. Aos 33, Nesta acertou o travessão numa cabeçada, após cruzamento de Pirlo.

No segundo tempo, aos 14, Ronaldinho entrou na vaga de Pato. O craque foi direto para bater uma falta na meia-lua, mas um desvio na barreira levou a bola para fora.

Gaúcho bem que tentou algumas arrancadas e fez melhorar o rendimento do Milan. Entretanto, a expulsão de Flamini, aos 38 minutos, só fez dificultar as coisas para o time do técnico Leonardo.

Aos 44, a última chance de empate. Ronaldinho arrancou pela esquerda, limpou a marcação com um balanço de corpo e bateu rasteiro. O chute não saiu muito forte, e o goleiro Handanovic defendeu sem maiores problemas.


INTER DE MILÃO 3X1 NAPOLI
Lucio marca, Inter de Milão bate o Napoli e assume a ponta provisória

Bastou um primeiro tempo arrasador para que o Inter de Milão derrotasse o Napoli por 3 a 1, nesta quarta-feira, no Giuseppe Meazza. Eto'o, Milito e Lucio fizeram os gols do tetracampeão, com Lavezzi descontando.

Com o resultado, o Inter assumiu a liderança provisória do Campeonato Italiano, com 13 pontos em cinco jogos disputados. O Juventus, que nesta quinta visita o Genoa, pode chegar a 15 pontos e retomar a ponta se vencer. O Napoli se manteve com quatro pontos e se aproximou da zona de rebaixamento.

O início de jogo no Giuseppe Meazza foi arrasador por parte do Inter. Logo aos 2 minutos, após escanteio, Samuel desviou de cabeça e Eto'o empurrou para a rede. Aos 5, após linda jogada pessoal de Maicon, Diego Milito recebeu na área, em posição de impedimento, e fez o segundo do Inter.

Em vantagem, o tetracampeão seguiu senhor da partida e ampliou aos 32 minutos. Sneijder serviu Lucio, que cabeceou e correu para o abraço.

O Napoli ainda diminuiu aos 37 do primeiro tempo, após bobeada da zaga que Lavezzi aproveitou e fuzilou, sem chances para Julio César. Mas a reação parou por aí. No segundo tempo, não houve mais gols, e o Inter saiu mesmo vitorioso.

Também nesta quarta, o Sampdoria, que havia vencido seus quatro jogos no Italiano, foi derrotado pelo Fiorentina por 2 a 0, em Florença. Jovetic e Gilardino fizeram os gols da Viola, que agora tem dez pontos.

Confira a quinta rodada completa:

Quarta-feira
Atalanta 0 x 0 Catania
Bari 0 x 1 Cagliari
Bologna 2 x 0 Livorno
Fiorentina 2 x 0 Sampdoria
Lazio 1 x 2 Parma
Palermo 3 x 3 Roma
Siena 0 x 0 Chievo

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Copa Sul Americana:Oitavas de Final

RIVER PLATE (URU) 4X1 VITÓRIA (BRA)
Vitória é goleado pelo River Plate uruguaio no jogo de ida

O Vitória não enfrentava um time estrangeiro por uma competição sul-americana desde 1997. E o reencontro não foi nada bom para os baianos. Nesta quarta-feira, o Leão foi até Montevidéu e tomou uma goleada de 4 a 1, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana. Córdoba (duas vezes), Andrezinho e Rodriguez marcaram os gols dos anfitriões, enquanto Wallace descontou.

Com o resultado, a equipe brasileira precisa vencer o jogo de volta por 3 a 0 ou por quatro gols de diferença para se classificar. Um 4 a 1 para os rubro-negros leva a decisão da vaga para os pênaltis. A partida acontece no próximo dia 30, em Salvador.

O jogo



O Vitória dominou boa parte do primeiro tempo, com o River Plate sempre contra-atacando em jogadas com Puppo pela direita, nas costas de Leandro. Embora a primeira chance tenha sido dos baianos, em chute rasteiro de Leandro Domingues que o goleiro Dos Santos defendeu, foram os donos da casa quem abriram o placar. Puppo apareceu ao lado da grande área e cruzou na medida para o grandalhão Córdoba, de 1,93m, ganhar de Wallace no alto e cabecear no contrapé de Viáfara para marcar, aos sete de jogo.

A equipe rubro-negra não pareceu ter se abalado e manteve o mesmo ritmo, pressionando os uruguaios no campo de defesa. Uelliton e Neto Berola, aos 13 e 21 minutos, arriscaram de fora da área. Sem sucesso. Leandro Domingues mudou a tática e partiu para a jogada individual. Aos 28, arrancou desde o meio de campo, driblou três, mas chutou em cima do goleiro.

Neto Berola seguiu o companheiro e tentou o mesmo com 39 de jogo. Ele passou no meio de dois marcadores, só que concluiu mal demais, à esquerda de Dos Santos.

Na sequência da jogada, um susto para o Leão. Rodriguez pegou bola na intermediária e chutou dali mesmo. Viáfara se esticou todo e de mão trocada colocou para escanteio.

Brasileiro dá trabalho ao Leão

O brasileiro Andrezinho voltou do intervalo para entrar no time do River. Logo aos quatro minutos, ele recebeu próximo à meia-lua e deu passe para Córdoba chutar de primeira. Viáfara ainda tentou fazer a defesa, mas a bola passou entre suas mãos e entrou: 2 a 0.

Mais uma vez o Vitória não desanimou. Seguiu persistindo e quase diminuiu com Leandro Domingues, aos sete, em chute que saiu à esquerda de Dos Santos. Cinco minutos depois, o meia bateu escanteio, Bida mandou de bicicleta e quase acertou o canto direito.

O gol rubro-negro saiu também após cobrança de escanteio pela direita, aos 21. Leandro Domingues bateu, Roger desviou na primeira trave, e Wallace apareceu atrás da zaga para marcar.

Leandro Domingues aparecia em todas as jogadas. Com 26 da segunda etapa, ele chutou forte de fora da área, na direção do ângulo direito. Dos Santos pegou.

Castigado por perder as chances que teve, o Vitória acabou sofrendo mais dois gols no fim. Andrezinho pegou a bola em seu campo de defesa, arrancou, entrou na área rubro-negra, passou por Wallace e jogou para a área. A bola desviou no próprio zagueiro do Leão e encobriu Viáfara, aos 37. No minuto seguinte, quase da mesma posição em que o brasileiro marcou, Rodriguez recebeu na área e bateu cruzado, rasteiro, transformando a vitória em goleada.


Ficha técnica:
RIVER PLATE (URU) 4 x 1 VITÓRIA
RIVER PLATE (URU)
Dos Santos; Sosa, Bica, Ronaldo Conceição e Gonzalo Porras; Klingender (Andrezinho), Rodríguez, Zambrana (Rizotto) e Souza (Porta); Puppo e Córdoba.
Técnico: Juan Ramón Carrasco.
VITÓRIA
Viáfara; Apodi, Wallace, Fábio Ferreira e Leandro; Vanderson (Bida), Magal (Carlos Alberto), Leandro Domingues e Uelliton; Neto Berola (Nino) e Roger.
Técnico: Vagner Mancini.
Gols: Córdoba, aos sete minutos do primeiro tempo; Córdoba, aos quatro, Wallace, aos 21 minutos, Andrezinho, aos 37, Rodriguez, aos 38 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Klingender (RIV); Uelliton, Leandro Domingues (VIT).
Estádio: Centenário, em Montevidéu (Uruguai). Data: 21/09/2009.
Horário: 21h15m (de Brasília).
Árbitro: Enrique Osses (Chile).
Auxiliares: Cristian Julio (Chile) e Sergio Román (Chile).

26 Rodada:Série B

IPATINGA 0X0 BAHIA
Bahia e Ipatinga ficam no 0 a 0 em Minas

Bahia e Ipatinga empataram na noite desta terça-feira em 0 a 0 pela Série B do Campeonato Brasileiro. Com o resultado da partida em Minas Gerais, o Bahia se manteve na 15ª colocação, com 31 pontos, apenas três a mais do que o América-RN, o primeiro entre os que hoje estariam rebaixados. Já a equipe mineira perdeu a chance de encostar no G-4. O time está em nono lugar, com 36 pontos, seis atrás do Ceará, o quarto colocado.

Na próxima terça-feira, o Bahia recebe o Duque de Caxias em jogo decisivo na luta contra o rebaixamento, já que o time da Baixada Fluminense está em 16º, com um jogo a menos – enfrenta o Vasco neste sábado. O Ipatinga, por sua vez, enfrenta o Fortaleza fora de casa, também na próxima terça-feira. A equipe cearense está em último lugar.


BRAGANTINO 3X2 JUVENTUDE
Em jogo emocionante, Bragantino vence o Juventude por 3 a 2



Em um jogo que teve duas viradas, o Bragantino derrotou o Juventude por 3 a 2 nesta terça-feira, no Estádio Nabi Abi Chedid, pela 26ª rodada da Série B do Brasileirão. O time de Bragança Paulista fica a seis pontos do G-4 e ainda sonha com o acesso para a primeira divisão. A equipe de Caxias, que estava há três jogos sem perder, fica a sensação de que poderia ter vencido a partida.

Com a vitória, o Bragantino foi para os 36 pontos e subiu para a oitava posição. Já o Juventude continua com 31 e segue ameaçado pelo rebaixamento.

Parecendo que jogava em casa, o Juventude tinha o controle do jogo no primeiro tempo, mas foi o Bragantino quem saiu na frente. Aos 39, a defesa do time de Caxias do Sul deu espaço, e Diego Macedo aproveitou para mandar um belo chute de fora da área e abrir o placar. A melhor oportunidade da equipe visitante foi aos 29 minutos, Douglas subiu no meio da zaga alvinegra e cabeceou com perigo.

O segundo tempo começou bem aberto, o Juventude mantinha a pegada do primeiro tempo, e o Bragantino tentava explorar os espaços deixados pela defesa gaúcha. Mas só aos 31 o time de Caxias empatou. Após bola rebatida na área, Mendes fez para os gaúchos. Um minuto depois, a equipe de Ivo Wortmann virou o marcador. Mendes, novamente, cobrou pênalti com paradinha e fez o segundo.

Os gaúchos não tiveram nem tempo de comemorar. Aos 35,o zagueiro Da Silva do Juventude fez pênalti e foi expulso. Frontinini cobrou a penalidade e voltou a igualar o marcador para o time paulista. No fim, o Bragantino ainda conseguiu arrancar a vitória. Juninho recebeu da linha de fundo e chutou para fazer o terceiro do Alvinegro.

Na próxima terça-feira, o Bragantino visita a Portuguesa pela 27ª rodada da Série B. No mesmo dia, o Juventude vai à Goiânia enfrentar o Vila Nova.

Liga BBVA

SEVILLA 2X0 MALLORCA
Sevilla passa sem problemas pelo Mallorca e se mantém entre os primeiros

Com Luis Fabiano, Adriano e Renato titulares, o Sevilla derrotou nesta terça-feira o Mallorca por 2 a 0, no estádio Sanchez Pizjuán, em Sevilha. Squillaci e Perotti fizeram os gols da partida, que abriu a quarta rodada do Campeonato Espanhol.

Com o resultado, o Sevilla chegou a nove pontos e se igualou a Real Madrid e Athletic Bilbao, que dividem o segundo lugar. O líder é o Barcelona, que nesta terça fez 4 a 1 no Racing e chegou a 12 pontos. Derrotado, o Mallorca estacionou nos sete pontos (caiu para sexto lugar).

- Nosso time está evoluindo muito bem. Fizemos uma boa pré-temporada e começamos a liga e a Champions com bons resultados - disse o lateral-esquerdo Adriano.

Jogando em casa, o Sevilla resolveu a parada ainda no primeiro tempo. Aos 17 minutos, após escanteio, Escudé desviou no primeiro pau e Squillaci apareceu na pequena área para abrir o marcador.

Aos 25 minutos, os donos da casa ampliaram a vantagem. Jesús Navas recebeu na área, foi ao fundo e cruzou para Perotti mandar para a rede. Daí até o fim do jogo, o Sevilla dominou e criou chances, mas não conseguiu voltar a marcar.


RACING SANTANDER 1X4 BARCELONA
Barcelona atropela mais um e segue com 100% de aproveitamento no Espanhol

O Barcelona não tomou conhecimento do Racing e goleou o rival por 4 a 1, nesta terça-feira, no estádio El Sardinero, em Santander. Messi (dois golaços), Ibrahimovic e Piqué marcaram pela equipe catalã, com Serrano descontando.



Com o resultado, o Barcelona se isolou na liderança do Campeonato Espanhol, com 12 pontos em quatro jogos. O time pode ser alcançado nesta quarta por Real Madrid e Athletic Bilbao, que visitam respectivamente Villarreal e Tenerife.

O técnico Pep Guardiola escalou o que tinha de melhor para o jogo desta terça. Daniel Alves foi titular na lateral direita, assim como o trio ofensivo, forma do por Messi, Ibrahimovic e Henry.

Em seis minutos, três gols e uma bola na trave

Desde o início, o Barça dominou as ações. O time demorou 20 minutos para fazer o primeiro gol, mas deslanchou depois disso. No primeiro gol, Messi recebeu bola no bico direito da grande área e cruzou no segundo pau para Ibrahimovic. O sueco testou e a bola acertou a trave, bateu no goleiro e entrou. Menos de um minuto depois, aos 21, Ibra recebeu cara a cara com o goleiro Toño e bateu cruzado. A bola tocou no pé da trave direita e voltou para o meio da área.

Aos 24, o Barça ampliou em linda jogada conjunta. De pé em pé, a bola passou por Abidal, Keita, Messi e Xavi, até retornar a Messi na meia-lua. O camisa 10 cortou a marcação para o meio e bateu de canhota, no cantinho. Um golaço.

O repertório do Barcelona não tinha terminado. Aos 26, foi a vez de Ibra demonstrar toda sua genialiadade. O atacante recebeu na área e foi cercado por quatro marcadores do Racing. Com um toque de calcanhar, o atacante encontrou Piqué livre, na cara do goleiro. O zagueiro do Barça bateu rasteiro e correu para o abraço.

No segundo tempo, o técnico Pep Guardiola esperou oito minutos e começou a poupar jogadores. Primeiro, Ibrahimovic saiu para a entrada do jovem Pedro. Depois, aos 11, Piqué deu lugar a Rafa Márquez na zaga.

Messi aproveitou o tempinho a mais que ganhou em campo para fazer mais um golaço. O argentino recebeu na direita e partiu correndo para o meio, enfileirando três marcadores. Da entrada da área, o craque bateu de canhota, no ângulo, e fez o quarto, aos 18 minutos. Logo em seguida, Messi foi sacado (Iniesta entrou) e saiu ovacionado pelo El Sardinero.

Com o jogo resolvido e com dois supercraques a menos, o Barça baixou o ritmo. O Racing então se aproveitou e fez seu gol de honra. Serrano deu uma caneta em Rafa Márquez e soltou uma bomba na gaveta de Valdés. Mas a reação parou por aí, e o Barça garantiu mais uma goleada.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Liga Sagres

SPORTING 3X2 OLHANENSE
Sporting leva susto, mas vira para cima do Olhanense

O Sporting recebeu nesta segunda-feira o Olhanense, no jogo de encerramento da quinta rodada do Campeonato Português. Os leões levaram um grande susto e começaram perdendo por 2 a 0, mas reuniram forças e viraram para 3 a 2. Daniel Carriço, João Moutinho e Vukcevic fizeram os gols do Sporting, Rabiola e Castro marcaram pelos visitantes.

Com o resultado, a equipe lisboeta subiu para o quarto lugar, com com dez pontos. O Olhanense é o sétimo, com seis. O líder é o Braga, que faz campanha perfeita e tem 15 pontos em cinco jogos disputados.

O começo do jogo foi terrível para o Sporting. Logo aos 9 minutos, Rabiola subiu livre no meio da área e testou para fazer 1 a 0 Olhanense. Aos 20, Castro soltou uma bomba de fora da área e fez o segundo da equipe de Olhão.

A reação do Sporting começou aos 35. Miguel Veloso bateu falta para a área e Daniel Carriço cabeceou para o gol. O empate surgiu aos 43, com João Moutinho batendo pênalti originado em jogada de Liedson (Anselmo cortou uma bola do Levezinho com um toque de mão na área).

No segundo tempo, o Sporting partiu em busca da virada, que só aconteceu aos 42 minutos. Após jogada confusa na área, Vukcevic encheu o pé e garantiu mais três pontos aos leões em Alvalade.

Confira a quinta rodada completa:

Sexta-feira
Leixões 3 x 1 Vitória de Guimarães

Sábado
Paços de Ferreira 1 x 1 Rio Ave
Braga 1 x 0 Porto

Domingo
Acadêmica 1 x 1 Belenenses
Naval 0 x 1 Vitória de Setúbal
Nacional 2 x 1 Marítimo
União de Leiria 1 x 2 Benfica

domingo, 20 de setembro de 2009

25 Rodada:Série A

GRÊMIO 5X1 FLUMINENSE
Sóbrio, Grêmio goleia o Flu, que tropeça nas pernas no Brasileirão



O volante Adílson disse durante a semana que, para o torcedor do Grêmio, vencer o Fluminense seria como bater em bêbado. Os cariocas retrucaram, mas acabaram deixando o Olímpico tropeçando nas pernas na luta contra o rebaixamento. Com um sonoro 5 a 1, com direito a 3 a 0 em apenas 23 minutos, o Tricolor gaúcho nocauteou o carioca neste domingo, em jogo válido pela 25ª rodada do Brasileirão e segue firme na luta por uma vaga na Libertadores. Adeílson e Cássio, ambos contra, Tcheco, Souza e Jonas marcaram os gols para o time da casa. Kieza descontou.

O resultado colocou a equipe de Paulo Autuori na quinta colocação, com 39 pontos, dois a menos que o Atlético-MG, quarto, enquanto o time de Cuca, há dez partidas sem vencer, permanece na lanterna, com 18.

Na próxima rodada, o Fluminense recebe o Avaí, sábado, às 18h30m (de Brasília), no Maracanã. Já o Grêmio tem briga direta pelo G-4 pela frente: vai até Goiânia enfrentar o Goiás, no Serra Dourada, domingo, às 16h.

Confira a tabela atualizada do Campeonato Brasileiro!


Avalanche gremista define a partida em 23 minutos



Durante a semana, Cuca frisou bastante os pontos fortes do Grêmio: a pressão nos minutos iniciais, a bola parada e as jogadas aéreas. Parece que a orientação não foi bem assimilada pelo elenco do Fluminense. Justamente em cima dessas três características, o time gaúcho partiu para cima do Flu e precisou de apenas 23 minutos para aumentar para 33 partidas a série invicta em casa, que já dura mais de um ano.

No primeiro lance de perigo, Rafael até salvou os cariocas. Aos seis minutos, Tcheco levantou a bola na área, Réver emendou após bate e rebate. O goleiro salvou com os pés e impediu também o gol de Herrera no rebote. No contra-ataque, Conca também obrigou Victor a fazer boa defesa. Mas na quinta falta cometida pelo Flu em apenas dez minutos veio o castigo.

Souza cruzou com força, e Adeílson, no primeiro pau, ao tentar fazer o corte marcou contra. A desvantagem deixou o time carioca totalmente desnorteado, e, aos 16, Gum presentou o rival com um pênalti ao puxar Herrera infantilmente na área após cruzamento. Na cobrança, muita polêmica.



Na disputa pela artilharia, Jonas conversou com Tcheco e assumiu a responsabilidade. Do banco de reservas, Paulo Autuori se revoltou com a decisão e viu o atacante cobrar muito mal para a defesa de Rafael. Para a sorte do camisa 9, o auxiliar identificou um avanço do goleiro e mandou a cobrança ser repetida. Na segunda chance, bola para o cobrador oficial, e Tcheco balançou as redes, aos 18.

A essa altura, o volante Adílson, que pouco apareceu no jogo, já tinha uma certeza: se o Fluminense não era um bêbado, estava tonto como tal. Tanto que aos 23, a fácil vitória se transformou em goleada. Com muita liberdade, Tcheco avançou pela direita, levantou a cabeça e cruzou para Souza dividir de carrinho com Diogo e marcar: 3 a 0.

Sem muita opção, o Tricolor carioca até se mandou para o ataque, mas o chute nas alturas de Adeílson, aos 24, deu o tom do desespero. Dono do jogo, o Grêmio se deu ao luxo até mesmo de desperdiçar contra-ataques no mano a mano, com Souza, aos 28, e Jonas, aos 31. Com o pé no freio, os gaúchos administraram o resultado até o intervalo sem sofrerem um susto sequer.

Tranquilo, Grêmio só administra vantagem



Com a partida praticamente definida, Cuca se preocupou em evitar uma goleada histórica e reforçou a defesa na volta para o segundo tempo. Cássio entrou na vaga de Paulo César, e o Flu passou a jogar com três zagueiros de ofício. A opção ao menos deixou a equipe mais bem postada defensivamente.

Sem o mesmo ímpeto ofensivo do início, o Grêmio assustou apenas aos três, em boa jogada de Jonas desperdiçada por Herrera. No lance seguinte, Marquinho, que entrou na vaga de Equi Gonzalez, quase descontou para o Flu. O meia driblou Victor, mas chutou torto.

Mais seguro em campo, o Tricolor carioca fez seu gol aos 12. Após cobrança de falta de Conca da intermediária, Kieza apareceu livre nas costas da zaga e escorou de cabeça. Nada, no entanto, que sequer permitisse a equipe de sonhar com uma reação. Logo na saída de bola, Jonas recebeu na área e tocou de peito para Herrera. O argentino tentou devolver para o companheiro, mas Cássio apareceu apavorado na jogada e marcou contra de cabeça.

Com o Fluminense entregue e a vitória garantida, o Grêmio passou a se divertir, manteve a posse de bola e fechou o caixão com o artilheiro Jonas, que, aos 39, tabelou com Réver, driblou Rafael e empurrou para as redes. Seu 13º gol no Brasileirão.


Ficha técnica:
GRÊMIO 5 x 1 FLUMINENSE
GRÊMIO
Victor, Thiego, Raphael Marques e Réver; Souza, Adílson (Túlio), Tcheco, Fábio Rochemback e Bruno Collaço; Herrera e Jonas.
Técnico: Paulo Autuori.
FLUMINENSE
Rafael, Ruy, Gum, Luiz Alberto e Paulo César (Cássio); Diogo, Urrutia, Conca e Gonzalez (Marquinho); Kieza e Adeílson (Fábio Neves).
Técnico: Cuca.
Gols: Adeílson, contra, aos 10, e Tcheco, aos 18, e Souza aos 23 minutos do primeiro tempo. Kieza, aos 13, Cássio, contra, aos 14, e Jonas aos 39 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Herrera (Grêmio); Gum, Kieza, Adeílson e Marquinho (Fluminense).
Estádio: Olímpico, em Porto Alegre. Data: 20/09/2009.
Árbitro: Wallace Nascimento Valente.
Auxiliares: Carlos Berkenbrock e José Ricardo Maciel Linhares.


AVAÍ 4X0 BARUERI
Avaí não dá chance ao Barueri e goleia após três rodadas de jejum

Se a sequência de três derrotas serviu para justificar a manutenção do discurso modesto do Avaí, a boa atuação do time do técnico Silas na vitória por 4 a 0 sobre o Barueri, neste domingo, na Ressacada, pela 25ª rodada do Brasileirão, pode levar a torcida avaiana a acreditar em uma nova arrancada na competição. Com pleno domínio da partida e apesar de ter desperdiçado diversas oportunidades de gol, os catarinenses começaram a goleada com o atacante William, que voltou à equipe após desfalcar por três jogos. Eltinho ampliou ainda na primeira etapa. No segundo tempo, após resistir à pressão inicial dos visitantes, os avaianos voltaram a marcar, com Muriqui e Léo Gago, em uma bomba certeira de fora da área.

Com 37 pontos, o Avaí chega à sétima colocação da tabela, enquanto o Barueri, com 36, é o 11º.

As equipes voltam a campo no sábado. O clube paulista recebe o Cruzeiro, enquanto os catarinenses encaram o Fluminense, no Maracanã, ambos às 18h30m.

William abre o placar

No início da primeira etapa, a indecisão era a maior rival das duas equipes. Aos 5, Thiago Humberto recebeu na área avaiana, se livrou da marcação, mas demorou muito a chutar e acabou desperdiçando chance clara de marcar. O Avaí chegou bem aos 13, com Luís Ricardo, que recebeu na área pela direita e fez o cruzamento rasteiro. William errou o chute e, na sobra, Eltinho devolveu de primeira para o lateral-direito, que, entre concluir e passar, acabou se atrapalhando e entregou a bola para a zaga.



Os donos da casa aproveitaram a facilidade para jogar pela direita, e, aos 21, após tabelar com Luís Ricardo, Muriqui entrou na área e, quando ia perdendo o domínio, viu o zagueiro Daniel Marques errar o corte e deixar a bola nos pés de William. O atacante ainda acertou a trave antes de mandar para as redes (assista ao vídeo do lance).

O caçula do Brasileirão tentou correr atrás do prejuízo. Aos 23, Flavinho invadiu a área e, enquanto os defensores catarinenses só observavam, limpou para a direita e chutou forte por cima do gol de Eduardo Martini.

Mas o Avaí ampliou aos 28. William não conseguiu dominar a bola levantada na área, e Eltinho surgiu por trás da defesa visitante para surpreender o goleiro Renê.

Com a defesa do Barueri muito dispersa, William ainda tentou uma jogada de efeito, aos 43. O camisa 9 recebeu na entrada da área, dominou a bola e, enquanto o zagueiro André Luiz puxava sua camisa, arriscou uma meia-bicicleta, mas errou o gol.

Após a pressão, a goleada

Eduardo Martini fez sua primeira participação no jogo em contra-ataque paulista, aos 5 minutos da segunda etapa, quando a bola sobrou para o goleador Val Baiano, na entrada da área. Após o chute forte, o goleiro avaiano fez a defesa em dois tempos. Aos 8, Martini contou com a sorte, quando o zagueiro Augusto desviou cruzamento e quase marcou contra, e acertou o travessão. Mas o Barueri não conseguiu aproveitar o bom momento e, aos 13, Val Baiano chegou atrasado e não conseguiu completar o cruzamento rasteiro para o gol.

Cansado das oportunidades perdidas, o técnico Diego Cerri trocou de uma vez só seus dois atacantes, aos 20. Entraram Otacílio Neto e Basílio na vaga de Flavinho e Val Baiano, respectivamente.



No entanto, ao invés de uma reação paulista, foi o Avaí que se recompôs e quase marcou o terceiro. Aos 21, William cruzou na pequena área, e Muriqui emendou de primeira para carimbar o travessão. Na sequência, Marquinhos tentou de cabeça, mas Renê ficou com a bola. O meia avaiano quase marcou um gol de placa, aos 23, quando recebeu nas costas da zaga e tocou por cobertura, na saída do goleiro. Márcio Careca apareceu a tempo de travar o grito de gol da torcida catarinense e tirar a bola em cima da linha.

A resistência paulista acabou cedendo. Aos 29, Muriqui recebeu na entrada da área e chutou cruzado. Renê se esforçou, mas não alcançou, e a bola entrou no canto direito. Com a vitória assegurada, Léo Gago soltou uma bomba certeira de fora da área, aos 37, e fez o quarto (assista ao vídeo do lance).

Marquinhos ainda teve boa oportunidade de marcar o quinto, aos 40, em bola esticada na área, mas foi atrapalhado pelo desvio da zaga e acabou chutando para fora. O Barueri ficou com um a menos, aos 44, quando Daniel Marques derrubou Leonardo na meia-lua e recebeu o segundo amarelo.

Com o apito final, o Avaí pôde comemorar o fim do jejum e mais um passo importante rumo ao objetivo de seguir na elite em 2010.


Ficha técnica:
AVAÍ 4 x 0 BARUERI
AVAÍ
Eduardo Martini, Rafael, Émerson e Augusto; Luís Ricardo, Léo Gago (Carlos Eduardo), Ferdinando, Marquinhos, Muriqui (Fabinho Capixaba) e Eltinho; William (Leonardo).
Técnico: Silas.
BARUERI
Renê, André Luiz, Xandão e Daniel Marques; Marcos Pimentel, João Vítor, Ralf, Thiago Humberto e Márcio Careca; Flavinho (Otacílio Neto) e Val Baiano (Basílio).
Técnico: Diego Cerri.
Gols: William, aos 21, e Eltinho, aos 28 minutos do primeiro tempo. Muriqui, aos 29, e Léo Gago, aos 37 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Rafael, Émerson, Muriqui e Ferdinando (Avaí); Daniel Marques, André Luiz, Márcio Careca e Otacílio Neto (Barueri).
Cartão vermelho: Daniel Marques (Barueri).
Estádio: Ressacada. Data: 20/09/2009.
Árbitro: Wagner Reway.
Auxiliares: Claudio José de Oliveira Soares (RJ) e Lílian Fernandes (RJ).


SANTO ANDRÉ 1X1 SÃO PAULO
Tranquilo demais, São Paulo cede empate ao Santo André e deixa escapar liderança

O São Paulo encontrou novamente a pedra que teima em cruzar seu caminho nos últimos quatro anos e acabou cedendo o empate por 1 a 1 ao Santo André , na tarde deste domingo, em Ribeirão Preto. Com o resultado, o time de Ricardo Gomes deixou escapar a primeira chance de assumir a liderança do Brasileirão , repetindo o placar do confronto no primeiro turno. O Tricolor empatou com o Palmeiras no número de pontos (44), mas leva desvantagem no saldo de gols e ainda pode ficar mais distante da ponta se o Verdão vencer o Cruzeiro , na quarta-feira, em Belo Horizonte.

O anfitrião, que optou por jogar no interior, tem 25 pontos e permanece na zona de rebaixamento, na 17ª colocação. O time do ABC ainda pode ser ultrapassado pelo Botafogo, que enfrenta o Santos ainda neste domingo. Na próxima rodada, o Ramalhão encara o Sport, fora de casa, e o São Paulo recebe o Corinthians no Morumbi. Os dois jogos são no domingo.

Gol logo no início dá tranquilidade ao Tricolor

O São Paulo era o visitante, mas parecia estar em casa. A torcida tricolor era maioria esmagadora no estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto. E Miranda foi o escolhido para entrar em campo. Renato Silva, o outro zagueiro pendurado, foi preservado. Logo no primeiro minuto, ao tentar desarmar a bola, Miranda enroscou as pernas nas de Fernando, que rumava ao gol dentro da área. O árbitro entendeu que não houve o pênalti e deixou seguir. Aos seis, Nunes tentou uma jogada, mas bateu fraco na bola, que ficou com Ceni.

O Santo André parecia mais empolgado na busca do primeiro gol do que o São Paulo. Mas, aos sete minutos, Junior Cesar desceu pela esquerda e cruzou para Jean, que chegava na área e bateu de primeira para o gol de Neneca. O goleiro não teve qualquer chance de defender a bela finalização: 1 a 0 para o Tricolor.

O visitante parecia mais paciente, enquanto o Santo André ainda tentava fazer o seu gol. Aos 18, Marcelinho Carioca cobrou uma falta de longa distância na direção do gol, mas Ceni fez a defesa sem muito esforço. O goleiro ameaçou dar o troco aos 22. Após uma falta de Cesinha na entrada da área do Ramalhão, o camisa 1 são-paulino ajeitou a bola para cobrar a falta na meia lua. Mas foi Jorge Wagner quem chutou, acertando a barreira.

Marcelinho, que geralmente se destaca por bater bem na bola, entrou de forma violenta em Miranda e recebeu cartão amarelo. O meia, aliás, se queixava de uma dor na coxa esquerda, mas ainda assim era o responsável por todas as bolas paradas do Santo André.

O Tricolor, que administrava bem o resultado, teve boas chances com Dagoberto, já perto do fim do primeiro tempo. Jorge Wagner cruzou da linha de fundo e Neneca defendeu de soco. Na sobra, o camisa 25 chutou de longe, mas não mirou bem. Aos 45, ele desceu pela direita e chutou em cima de Neneca, que conseguiu fazer a defesa com precisão. Borges, que estava livre na área, lamentou a opção do companheiro. A etapa inicial terminou com vitória parcial do São Paulo.

Escobar entra e tira liderança são-paulina

Nada mudou nas duas equipes para o segundo tempo. E ambas tinham algumas chances, mas sem muito ímpeto. Junior Cesar arriscou um chute de direita, que não é a perna boa, e não acertou o gol. Jorge Wagner, de cabeça, tentou aproveitar outra bola, também sem sucesso. O primeiro lance de mais perigo veio dos pés de Fernando, aos 12. Mas a bola saiu pela linha de fundo, perto da trave esquerda de Ceni, e chegou a acertar a rede, mas pelo lado de fora.

As dores de Marcelinho na coxa esquerda pioraram e o pé de anjo foi substituído por Pablo Escobar. Sem o principal cobrador de faltas e escanteios, o Santo André tentou colocar mais a bola no chão. Richarlyson, também reclamando de dores, foi substituído por Zé Luis.

Ricardo Gomes tentou dar mais ânimo ao ataque e trocou Borges por Washington. O camisa 9 teve uma chance, mas acabou desarmado. Pior para o Tricolor, que até então estava tranquilo, mas viu a vitória escapar aos 26 minutos. Pablo Escobar, que havia entrado pouco antes, recebeu uma bola pela esquerda, quase na linha de fundo, e tocou cruzado por baixo de Ceni, empatando a partida: 1 a 1.

O São Paulo precisou acordar. Gomes tentou mais ofensividade com Marlos. Antes calmo até demais, o Tricolor parecia afobado em campo. Ricardo Gomes também estava agitado no banco. O time pressionava bastante o anfitrião, mas não tinha sucesso na conclusão das jogadas. A torcida até que tentou empurrar, mas em vão: o jogo terminou mesmo 1 a 1. E o Santo André, que não perde para o time da capital desde 2005, atrapalha novamente a vida dos são-paulinos. Melhor para a torcida do Ramalhão, que estava em pequeno número no Santa Cruz, mas acabou animada com o resultado.


Ficha técnica:
SANTO ANDRÉ 1 x 1 SÃO PAULO
SANTO ANDRÉ
Neneca, Cesinha, Marcel, Gustavo Nery e Ávine; Rômulo, Fernando, Júnior Dutra e Marcelinho Carioca (Pablo Escobar); Wanderley (Leandrinho) e Nunes (Eduardo Ratinho).
Técnico: Sérgio Soares.
SÃO PAULO
Rogério Ceni, Rodrigo, André Dias e Miranda; Jean, Arouca, Richarlyson (Zé Luis), Jorge Wagner e Junior Cesar (Marlos); Dagoberto e Borges.
Técnico: Ricardo Gomes.
Gols: Jean, aos sete minutos do primeiro tempo; Pablo Escobar, aos 26 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Cesinha, Marcelinho Carioca (Santo André); Jorge Wagner, Arouca (São Paulo).
Estádio: Santa Cruz, em Ribeirão Preto (SP). Data: 20/09/2009.
Árbitro: Flávio Rodrigues Guerra.
Auxiliares: Marcio Luiz Augusto e Anderson Jose de Moraes Coelho (SP).


CORINTHIANS 1X4 GOIÁS
Na volta de Ronaldo, Iarley e Fernandão comandam show do Goiás no Pacaembu



A festa estava armada neste domingo para o Corinthians voltar à briga pelo título do Campeonato Brasileiro: Pacaembu lotado, o rival São Paulo tropeçando no Santo André, Edno apresentado antes da partida e, claro, Ronaldo em campo depois de 56 dias. Mas esqueceram de avisar ao Goiás. Com uma grande atuação, o Esmeraldino anulou o Fenômeno e dos pés dos veteranos Iarley (duas vezes) e Fernandão fez impiedosos 4 a 1, voltando a encostar nos líderes. João Paulo marcou o outro. Dentinho descontou.

O resultado impede que o Corinthians se aproxime novamente da primeira colocação e o derruba na classificação. O revés faz o Timão descer da sexta para a nona colocação, com 37 pontos, sete abaixo do líder Palmeiras, que ainda pega o Cruzeiro, na quarta-feira. Para piorar, o Goiás mantém vivo o sonho do inédito título nacional. A equipe do Centro-Oeste subiu para o quarto lugar, na zona de classificação para a Taça Libertadores, com 42 pontos.

O Corinthians tentará manter vivo o sonho do terceiro título em 2009 contra o rival São Paulo, no clássico marcado para domingo, às 16h, no Morumbi. Já o Goiás recebe o Grêmio, no mesmo dia e horário, no Serra Dourada, em Goiânia.

Primeiro tempo com show de Iarley e Fernandão



Ter Ronaldo no ataque não foi o bastante para o Corinthians no primeiro tempo. Apesar de toda a preocupação do Goiás com o Fenômeno, o Timão sentiu muito a falta de um meia para criar as jogadas. Os volantes Jucilei e Elias bem que tentaram assumir a função, mas esbarraram na ótima marcação feita pelo Goiás na intermediária.

Os esmeraldinos, aliás, não apenas se defenderam. Com a bola, o time do Centro-Oeste abusou da paciência para tocar e soube aproveitar os erros da defesa paulista para abrir o placar. Aos oito minutos, Léo Lima deu lindo passe nas costas da zaga para Júlio César. O lateral cruzou rasteiro e Iarley apareceu na pequena área para desviar.

Empurrado pela torcida, que compareceu em grande número ao Pacaembu, o Corinthians buscou a reação imediata. Entretanto, sem um armador, passou a buscar alternativas em chutes de longa distância. Aos 15, quase deu certo. Balbuena arriscou de longe, Harlei não acertou em cheio o soco que queria na bola e quase engoliu. Logo em seguida, aos 17, foi a vez de Elias bater de fora da área no canto esquerdo e assustar.

Quando o Corinthians parecia melhorar, o Goiás respondeu de forma fatal, aos 23, mais uma vez em falha de Diego, em uma das piores atuações desde que chegou ao time profissional. Júlio César fez o levantamento da esquerda, Fernandão se antecipou ao zagueiro, dominou no peito e bateu no canto direito de Felipe. Golaço!

O Corinthians não conseguiu reagir depois de mais um golpe. Errando muito, a equipe levou ao desespero a torcida e o técnico Mano Menezes na beirada do campo. Aos 33, o Goiás quase fez o terceiro. Júlio César cobrou falta pela direita, Fernandão subiu de cabeça e Felipe salvou.

Timão volta melhor, mas Iarley fecha o baile



No segundo tempo, a situação corintiana piorou. Chicão, único a jogar bem na defesa, sentiu uma lesão na coxa direita e deu lugar ao atacante Bill. Logo aos dois minutos, o avante perdeu grande chance. Marcelo Oliveira cruzou da esquerda e ele, de carrinho na pequena área, mandou por cima.

Apesar de ganhar força ofensiva, o Timão ficou ainda mais fragilizado na defesa. E o Goiás não perdoou. Aos três, Felipe operou um milagre em chute à queima roupa de Júlio César. No lance seguinte, porém, o terceiro. Iarley recebeu de Fernandão na área, girou sobre a marcação de Balbuena e tocou sutilmente no canto esquerdo.

Mesmo com o jogo praticamente perdido, o Corinthians ainda tentou reagir. Bil, aos 12, recebeu passe de Elias na área, passou pelo goleiro e tocou para Dentinho chutar para fora. Dois minutos mais tarde, Marcelo Mattos bateu de fora da área e Harlei espalmou para escanteio.

Muito marcado e sem ritmo, Ronaldo só apareceu aos 22 minutos. Ao seu melhor estilo, o Fenômeno arrancou na entrada da área, passou por dois adversários e bateu cruzado. Harlei espalmou e a defesa mandou para fora.

Aos 29, o Corinthians conseguiu descontar em um lance dramático. Ronaldo cobrou falta e acertou o travessão. No rebote, Jucilei desviou de cabeça, Harlei tocou e a bola bateu na trave, mas caiu nos pés de Dentinho, que só empurrou. O gol fez a torcida acordar. No entanto, aos 34, o sonho do empate acabou. Após cobrança de falta, o zagueiro João Paulo subiu de cabeça e fechou a goleada.


Ficha técnica:
CORINTHIANS 1 x 4 GOIÁS
CORINTHIANS
Felipe, Balbuena, Chicão e Diego; Alessandro, Marcelo Mattos, Jucilei e Marcelo Oliveira (Marcinho); Dentinho e Ronaldo.
Técnico: Mano Menezes.
GOIÁS
Harlei, Leandro Eusébio, João Paulo (Zé Carlos) e Ernando; Vitor, Fernando (Gomes), Léo Lima (Ramalho), Éverton e Júlio César; Iarley e Fernandão.
Técnico: Hélio dos Anjos.
Gols: Iarley, aos oito, e Fernandão, aos 23 minutos do primeiro tempo. Iarley, aos quatro, e Dentinho, aos 28, e João Paulo, aos 34 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Elias, Marcelo Mattos (Corinthians); Leandro Eusébio, Fernando (Goiás)
Estádio: Pacaembu. Data: 20/09/2009.
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique.
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés (MG) e Hilton Moutinho Rodrigues (RJ).
Público: 33.710 pagantes. Renda: R$ 1.209.559,50


FLAMENGO 3X0 CORITIBA
Em noite de golaços, Flamengo vence o Coritiba e se aproxima do G-4

Adriano é conhecido pela potência de sua perna esquerda, mas também mostrou que sabe chutar com jeito. E foi dessa forma que o Imperador marcou mais um golaço para o Flamengo, desta vez na vitória por 2 a 0 sobre o Coritiba, neste domingo, pelo Campeonato Brasileiro, numa noite de belos lances de Petkovic e Willians. Apesar dos três pontos conquistados em campo, o Rubro-Negro perdeu o duelo de público para o Vasco, levando ao Maracanã um público de 47.921 pagantes, número inferior aos 50.335 cruzmaltinos da vitória por 1 a 0 sobre o Guarani, no último sábado.

Com o resultado, o Flamengo chegou a 37 pontos conquistados, subindo para a oitava posição. A equipe rubro-negra, que continua a sonhar com o G-4, está agora a cinco pontos da zona de classificação para a Libertadores. Já o Coritiba continua ameaçado pelo rebaixamento. Com 27 pontos, está a dois do Santo André, primeiro integrante da zona da degola. Na próxima rodada, os cariocas enfrentam o Internacional no Beira-Rio, e os paranaenses recebem o Náutico.

Mesmo pressionado pela boa presença da torcida rubro-negra no Maracanã, o Coritiba não se intimidou e tomou a iniciativa da partida. Logo aos três minutos, Leandro Donizetti arriscou de longe e Bruno espalmou para a frente. Ariel ficou com o rebote, chutou de primeira e acertou a trave.

Mesmo sem construir muitas jogadas consistentes nos primeiros minutos, o Flamengo levava perigo quando a bola caía no pé de Adriano, nem que fosse o direito. Dessa forma, o atacante acertou um ótimo cruzamento para Denis Marques, que perdeu grande chance aos 18 minutos, a partir de quando a equipe da casa ganhou corpo e chegou com maior propriedade ao campo de defesa do Coritiba.

Como não conseguia levar muito perigo no toque de bola, o Flamengo conseguiu marcar seu primeiro gol numa jogada de bola parada. Everton sofreu falta perto da linha da grande área, e tudo indicava que Adriano cobraria com força. O Imperador chegou a tomar distância, mas foi Petkovic quem bateu com jeito, no lado direito de Edson Bastos, fazendo 1 a 0 aos 33 minutos.

Mais calada, sem se empolgar com a atuação do time, a torcida do Flamengo se fazia ouvir sempre que Marcelinho Paraíba tocava na bola. Sob muitas vaias, o atacante, que esteve na Gávea até o início do ano, incomodou a defesa rubro-negra, mas errou feio ao chutar de perna direita uma bola rebatida por Bruno, aos 38 minutos. Logo em seguida, Adriano respondeu de forma parecida, mas com mais eficiência. O atacante avançou pela direita, bateu com o pé teoricamente ruim e a bola acertou a trave.

Mas toda a empolgação que faltou no primeiro tempo veio em apenas um lance, aos 12 minutos da segunda etapa. Petkovic lançou Adriano, que avançou em velocidade e, num toque de gênio, encobriu Edson Bastos de forma sensacional, marcando o segundo gol do Flamengo. A torcida rubro-negra explodiu e gritou “O Imperador voltou!”, palavras que foram reproduzidas pelo placar eletrônico do Maracanã. Foi seu 13º gol no Campeonato Brasileiro, empatando com Jonas, do Grêmio, na artilharia da competição.

Na base do toque de bola, o Flamengo chegou ao terceiro gol aos 37 minutos, em mais um belo lance. A zaga do Coritiba cortou uma bola para o meio, e Willians apareceu livre na intermediária para acertar uma bomba no ângulo direito de Edson Bastos. Foi a terceira vitória consecutiva do Rubro-Negro no Maracanã, após Santo André e Sport.


Ficha técnica:
FLAMENGO 3 x 0 CORITIBA
FLAMENGO
Bruno, Leo Moura, Álvaro, Ronaldo Angelim e Everton; Maldonado, Aírton, Fierro (Willians) e Petkovic (Erick Flores); Denis Marques (David) e Adriano.
Técnico: Andrade.
CORITIBA
Edson Bastos, Rodrigo Heffner, Jéci, Dirceu e Renatinho; Jaílton (Marcos Aurélio), Leandro Donizetti (Luciano Amaral), Pedro Ken e Carlinhos Paraíba; Marcelinho Paraíba e Ariel (Rômulo).
Técnico: Ney Franco.
Gols: Petkovic, aos 33 minutos do primeiro tempo; Adriano, aos 12, e Willians, aos 37 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Aírton, Everton, Adriano, Bruno (Flamengo); Jéci, Leandro Donizetti, Renatinho, Ariel (Coritiba).
Público: 47.921 pagantes (50.552 presentes). Renda: R$ 797.765,50.
Estádio: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). Data: 20/09/2009.
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (DF).
Auxiliares: Enio Ferreira de Carvalho (DF) e César Augusto Vaz (DF).


SANTOS 0X0 BOTAFOGO
Santos e Botafogo maltratam a bola e empatam sem gols na Vila Belmiro



O Santos entrou em campo sonhando com a vitória para ampliar suas chances na briga por um lugar no G-4 do Campeonato Brasileiro. Já o Botafogo precisava do resultado positivo para fugir da zona de rebaixamento da competição. Mas as duas equipes, em dia de muita chuva e gramado pesado na Vila Belmiro, castigaram a bola e mereceram amplamente o placar de 0 a 0.

Com o resultado, o Peixe segue na zona intermediária da tabela, com 36 pontos, na 12ª colocação. O Alvinegro carioca permanece em 18º, com 25 pontos. O time carioca é o recordista de empates no torneio (13 em 25 partidas).

As duas equipes voltarão a campo no próximo final de semana. No domingo, o Santos vai até Belo Horizonte enfrentar o Atlético-MG. Já o Botafogo, no mesmo dia, receberá o Vitória no Engenhão.

Peixe pressiona no começo

Os primeiros vinte minutos da partida foram controlados pelo Santos, que começou a partida em alta velocidade. Sem Madson, barrado para a entrada de Róbson, o técnico Vanderlei Luxemburgo adiantou Germano para ajudar na armação. Aos cinco, o Peixe chegou pela primeira vez e perdeu a sua melhor chance na etapa inicial. Pará recebeu passe açucarado de Róbson pela direita, foi ao fundo e cruzou na medida para Kléber Pereira que, livre de marcação na área, tomou a decisão errada. Ao invés de cabecear para o gol, testou para o meio da área, o que facilitou o corte da defesa botafoguense. Aos 11, o juiz gaúcho Leonardo Gaciba da Silva errou ao não marcar pênalti de Fabão em cima de André Lima.

O time de Luxemburgo forçava o jogo pelas pontas. Ora pela direita, com o apoio de Pará, ora pela esquerda, com Léo. Aos 18, após cruzamento da direita, Róbson testou firme no canto direito de Jéfferson, que saltou e fez grande defesa. O gol do Peixe parecia próximo. O Botafogo, completamente recuado, se defendia, como podia. Apenas Reinaldo e André Lima ficavam após a linha de meio-campo.

Se do meio para a frente o Santos se esforçava, apesar da falta de qualidade técnica, a defesa resolveu dar sustos. Fabão, aos 21, escorregou sozinho, e o Botafogo só não marcou porque Gabriel, que avançou e ficou cara a cara com Felipe, bateu errado, à esquerda do gol santista. Quatro minutos depois, o camisa 1 do Peixe defendeu um chute de longe de Reinaldo.

Faltava inspiração para os dois times que, até o final da primeira etapa, tiveram uma chance de gol cada. O Peixe assustou aos 35, com Fabão que, após cruzamento de Germano da esquerda, cabeceou por cima do gol. O Botafogo respondeu cinco minutos depois, com André Lima, que arriscou de fora da área e deu trabalho para o goleiro Felipe, que quase levou um frango. Com muitas dificuldades, conseguiu mandar pela linha de fundo.

Etapa complementar

O técnico Vanderlei Luxemburgo resolveu deixar o Santos mais ofensivo para o segundo tempo, com a entrada de Madson na vaga de Germano. Aos quatro, o Peixe quase abriu o marcador. Fabão cobrou falta da entrada da área, pelo lado esquerdo, e a bola explodiu no travessão de Jéfferson.

Foi o que de melhor aconteceu no segundo tempo. Os dois times começaram a maltratar a bola. O Santos seguiu tomando a iniciativa, mas não tinha qualidade no último passe. Neymar, em muitos lances, recuou para tentar fazer o papel de armador, mas a defesa do Botafogo, sem se esforçar muito, seguiu soberana. Do lado contrário, o time carioca passou a ter mais liberdade para chegar ao ataque, mas também não criava algo produtivo.

Irritados, os treinadores resolverem mexer nas equipes para ver se algo melhorava. No Peixe, Alan Patrick entrou na vaga de Róbson. No Botafogo, Ricardinho ocupou o lugar do apagadíssimo Reinaldo. E a equipe carioca quase abriu o marcador, aos 26, em cobrança de falta de Juninho que, da intermediária, exigiu grande defesa de Felipe.

Quatro minutos depois, o técnico do Santos resolveu partir para o tudo ou nada. Ele sacou mais um volante, Rodrigo Souto, e colocou mais um atacante, André. De nada adiantou. Nos últimos dez minutos, vulnerável na marcação, o Peixe viu o Botafogo chegar em contra-ataques perigosos. Em um deles, Renato deu passe açucarado para André Lima, que falhou na hora do chute. O mesmo André Lima teve nova chance, de cabeça, mas Felipe defendeu. Já o Santos teve um último lampejo aos 41, em chute de fora da área de Madson, que foi bem defendido por Jéfferson.

E no fim, quando Leonardo Gaciba da Silva apitou, os 6.336 pagantes vaiaram. Com toda a razão. Afinal, faltou futebol na Vila Belmiro.


Ficha técnica:
SANTOS 0 x 0 BOTAFOGO
SANTOS
Felipe; Pará, Fabão, Eli Sabiá e Léo; Emerson, Rodrigo Souto (André), Germano (Madson) e Róbson (Alan Patrick); Neymar e Kléber Pereira.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
BOTAFOGO
Jéfferson; Émerson, Juninho e Wellington; Tiaguinho, Leandro Guerreiro, Jônatas (Renato), Lucio Flavio (Marquinho) e Gabriel; Reinaldo (Ricardinho) e André Lima.
Técnico: Estevam Soares.
Cartões amarelos: .Germano (Santos); Juninho, Gabriel, Tiaguinho e André Lima (Botafogo)
Estádio: Vila Belmiro. Data: 20/09/2009.
Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (RS).
Auxiliares: Roberto Braatz (PR) e Altemir Hausmann (RS).
Renda e Público: R$ 143.690,00 / 6.336 pagantes