quinta-feira, 8 de outubro de 2009

28 Rodada:Série A

BARUERI 0X0 SANTO ANDRÉ
Barueri e Santo André fazem jogo movimentado, mas sem gols na Arena



Quem foi à Arena Barueri nesta quarta-feira não viu gols no jogo entre Barueri e Santo André, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro, mas acompanhou uma partida bastante movimentada entre as duas equipes, com direito a grandes defesas dos goleiros, principalmente Neneca, e uma bola na trave para cada lado.

O empate deixou o Santo André (16º, 29 pontos) em situação de risco, podendo voltar à zona de rebaixamento caso o Botafogo (28) vença o Atlético-MG na quinta ou se o Náutico (26) aplicar uma goleada com diferença de seis gols no Inter fora de casa. Já o Barueri, 12º, chegou aos 37, oito atrás do G-4.

Na próxima rodada, o Ramalhão vai receber o Fluminense, enquanto o Barueri encara o Coritiba fora de casa.

O jogo

O Barueri mostrou que ia pressionar desde o início com um ataque logo aos 50 segundos. Márcio Careca avançou pela esquerda e mandou direto para o gol em vez de cruzar, quase surpreendendo Neneca. A bola encobriu o goleiro e saiu por pouco, à esquerda.

Aos cinco minutos, foi a vez de Ralf. O volante recebeu fora da área, pela meia esquerda, e bateu para o gol. A bola desviou no meio do caminho e balançou a rede, mas, pelo lado de fora. Neneca ficou paradinho.

Apesar da pressão do Barueri, o ataque do Santo André foi o responsável pelo lance polêmico do primeiro tempo. Com sete de jogo, Ávine recebeu dentro da área, tentou o drible em Éder, e o ala do Barueri usou o braço no corpo do adversário para ganhar a jogada. O árbitro Cléber Abade entendeu que não houve força suficiente para assinalar o pênalti. Os jogadores do Ramalhão também pouco reclamaram.



Passado o susto, o Barueri voltou à pressão. Aos 13, Otacílio Neto bateu falta da intermediária e mandou à direita do gol. Sete minutos depois, outra falta para o atacante do Barueri no mesmo local. Desta vez ele acertou o gol, mas Neneca espalmou para o lado.

A melhor chance dos donos da casa veio aos 23. João Vítor arriscou de fora da área, a bola desviou em Otacílio Neto e de mansinho tocou na trave direita, com Neneca de novo vencido no lance.

Para finalizar os 25 minutos iniciais eletrizantes, Ramazotti e Otacílio Neto, ambos de cabeça, perderam boas oportunidades para as suas equipes em dois ataques seguidos. Renê defendeu a finalização do atacante do Santo André, enquanto Otacílio Neto mandou à esquerda. Depois, o ritmo caiu, e os times foram para o intervalo com 0 a 0 no placar.

0 a 0 insistente

O Barueri tentou fazer no segundo tempo o mesmo que fez no primeiro: pressionar no início. E teve uma boa chance. Aos três minutos, Otacílio Neto bateu falta no canto esquerdo. Neneca espalmou. Depois, o zagueiro Cesinha acertou o braço no rosto de Fernandinho. Os jogadores do Barueri queriam a expulsão do adversário, que só recebeu o amarelo.

Desta vez, no entanto, o Santo André conseguiu equilibrar o jogo mais cedo. E passou a ameaçar também. Com 11 minutos, Ávina cruzou rasteiro, Renê não conseguiu cortar, e a bola encontrou Marcelinho Carioca na segunda trave. O meia bateu sem goleiro, mas Ralf se meteu na frente da jogada e salvou quase em cima da linha.

Aos 18, Marcelinho Carioca recebeu na área e deu passe para Ramazotti pegar de primeira e acertar a trave direita de Renê.

Val Baiano entrou no jogo para substituir Otacílio Neto. Na segunda vez que tocou na bola, aos 29 minutos, quase marcou. Recebeu na área e chutou rasteiro. Neneca caiu para fazer mais uma defesa. O goleiro do Ramalhão voltou a trabalhar seis minutos depois, desta vez em chute no cantinho de Thiago Humberto. Com a mão direita ele colocou para escanteio.

Ao contrário dos goleiros, o responsável por mexer no placar não teve que trabalhar: o resultado final ficou mesmo no 0 a 0.


Ficha técnica:
BARUERI 0 x 0 SANTO ANDRÉ
BARUERI
Renê, Daniel Marques, André Luiz e Leandro Castan; Eder (Flavinho), Ralf, João Vítor (Bruno Ribeiro), Thiago Humberto e Márcio Careca; Fernandinho e Otacílio Neto (Val Baiano).
Técnico: Diego Cerri.
SANTO ANDRÉ
Neneca, Cesinha, Marcel e Gustavo Nery; Cicinho (Rômulo), Fernando, Ricardo Conceição, Rodrigo Fabri (Leandrinho) e Ávine; Marcelinho Carioca e Ramazotti (Osny).
Técnico: Sérgio Soares.
Cartões amarelos: Ralf (Barueri); Marcel, Cesinha, Ricardo Conceição, Rodrigo Fabri (Santo André).
Estádio: Arena Barueri. Data: 07/09/2009.
Árbitro: Cléber Welington Abade (SP).
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Carlos Augusto Nogueira Júnior (SP).


SPORT 0X1 SANTOS
Na Ilha do Retiro, Peixe quebra jejum de vitórias e agrava a crise do Sport



Após quatro jogos em branco, o Santos finalmente conseguiu uma vitória. Fez 1 a 0 no Sport, nesta quarta-feira à noite, na Ilha do Retiro, e agravou ainda mais a crise do Leão, que segue na penúltima posição, correndo sério risco de rebaixamento. O Peixe, com os três pontos, vai a 39. Não é o suficiente para se animar com a possibilidade de vaga no G-4, mas pelo menos afasta qualquer temor de aproximação da linha vermelha. O meia Felipe Azevedo marcou o único gol da partida, o seu primeiro com a camisa santista. Assista ao lance no vídeo.

O Alvinegro havia vencido pela última vez no dia 13 de setembro: 1 a 0 no Santo André, na Vila Belmiro.

CONFIRA A CLASSIFICAÇÃO COMPLETA DO BRASILEIRÃO


O Santos volta a jogar na próxima segunda-feira, contra o Vitória, às 16h (horário de Brasília), no Pacaembu. No mesmo dia e horário, o Sport enfrenta o Goiás, em Goiânia.

Leão aperta, mas Peixe é quem marca

As duas equipes entraram pressionadas em campo, mas a situação do Sport é pior. Longe do G-4, o Santos já entrou em campo sem vislumbrá-lo, mas ainda longe da zona de rebaixamento. O Leão começou o jogo na penúltima posição. Por isso, se mandou para o ataque desde o início, aproveitando-se de falhas da desfalcada defesa santista.

A linha defensiva alvinegra foi formada por Luizinho, Astorga, Eli Sabiá e Triguinho. Desses, apenas Sabiá é titular. Desentrosados e mal posicionados, os defensores santistas, aos 6 minutos, viram Luciano Henrique receber pela direita, livrar-se de Rodrigo Souto e mandar uma bomba de esquerda. Felipe espalmou. Na sobra, Paulinho, sozinho na linha da pequena área, perdeu uma chance incrível. Pegou torto demais na bola. Um chute para se envergonhar.

O Santos tinha mais posse de bola, chegava bem ao ataque e até arrematava mais a gol que o adversário, mas sem conseguir ameaçar efetivamente o gol defendido por Magrão. O Sport não chegava tanto, mas quando se aproximava da área levava perigo. Foi o que aconteceu aos 30 minutos. Fininho apareceu livre na área e chutou com força, à queima-roupa. Felipe fez grande defesa e salvou o Peixe.

Como o Santos tinha mais a bola aos seus pés, bastou apertar um pouco e acertar a finalização para chegar ao gol. Aos 37, Neymar lançou Felipe Azevedo, que ganhou da marcação e, com um leve toque de esquerda, tirou a bola do alcance de Magrão.

Jogo fica feio, e Peixe garante três pontos

O Santos voltou para o segundo tempo apostando nos contra-ataques. Como o Sport partiu para cima desde o início, tentando apertar por todos os lados, o Peixe tinha campo para responder. No entanto, a equipe de Vanderlei Luxemburgo era extremamente deficiente no que se referia a passes - até o início da partida, havia errado 1.003, tendo sido a primeira equipe a quebrar a barreira dos mil neste Brasileirão.

Com isso, mesmo tendo espaço, o time não conseguiu armar nenhum contra-golpe. Erros de passe de causar constrangimentos até em jogador de base. Resultado: o Sport ia ganhando mais confiança para intensificar a sua blitz, sem, no entanto, conseguir ameaçar Felipe. A defesa santista, como podia, limpava a área nos cruzamentos do Leão.

Aos poucos, o jogo foi diminuindo de ritmo. O Peixe, sem competência para matar o jogo, e o Sport jogando para fora, aos 48 minutos, num chute de Wilson, dentro da área, sua única chance no segundo tempo.


Ficha técnica:
SPORT 0 x 1 SANTOS
SPORT
Magrão, Moacir, Igor, César e Dutra; Andrade, Hamilton, Fininho (Adriano Pimenta) e Luciano Henrique; Vandinho e Paulinho (Wilson).
Técnico: Péricles Chamusca.
SANTOS
Felipe, Luizinho (Rodrigo Mancha), Astorga, Eli Sabiá e Triguinho, Rodrigo Souto, Pará, Germano e Felipe Azevedo (Gil); Neymar (Róbson) e Kléber Pereira. .
Técnico: V. Luxemburgo.
Gols: Felipe Azevedo, aos 37 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Eli Sabiá (Santos).
Estádio: Ilha do Retiro, em Recife. Data: 07/10/2009.
Árbitro: Wagner Tardelli Azevedo (SC).
Auxiliares: Carlos Berkenbrock (Fifa/SC) e Marco Antônio Martins (SC) .


SÃO PAULO 2X2 CORITIBA
São Paulo empata em casa com o Coxa e se complica na caça ao Palmeiras

Depois de conquistar uma vitória épica sobre o Náutico, no Recife, na rodada anterior, o São Paulo vacilou no Morumbi e deu chance ao Palmeiras de abrir sete pontos de vantagem na liderança do Brasileirão. Na noite desta quarta-feira, a equipe empatou por 2 a 2 com o Coritiba. Com 49 pontos, o Tricolor agora tem que secar o time de Muricy Ramalho, que tem 53 e recebe o Avaí no Palestra.

O time de Ricardo Gomes, porém, pode até mesmo perder a vice-liderança do Brasileirão para o Atlético-MG. O Galo tem 47 pontos e enfrenta o Botafogo nesta quinta-feira, no Engenhão.

Para o Coxa, o resultado não pode ser considerado de todo ruim. A equipe chegou aos 34 pontos em 16º lugar. Mesmo que o Botafogo vença, os paranaenses terão cinco de vantagem sobre o Santo andré, que será o primeiro time a fazer parte da zona de rebaixamento, em 18º com 29 pontos.

O São Paulo volta a campo pelo Campeonato Brasileiro no próximo sábado, às 16h10m, quando encara o Flamengo, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. No mesmo dia, só que às 18h30m, o Coritiba recebe o Barueri, no Couto Pereira.

Virada paranaense



Agito do começo ao fim. Assim foi o primeiro tempo do duelo entre São Paulo e Coritiba. O time visitante chegou primeiro com perigo, logo aos 4 minutos. Depois de bobeada da zaga tricolor, a bola sobrou para Marcelinho Paraíba chutar rasteiro. Rogério Ceni, porém, caiu tranquilo para fazer a defesa.

Um minuto depois, o Coxa voltou a levar perigo ao gol são-paulino. O argentino Ariel arriscou de fora da área e mandou por cima do travessão. Apesar do ímpeto ofensivo do rival, o Tricolor logo tomou conta da partida. Aos 7, Hernanes rolou para Jean, que achou Adrián Gonzalez livre na direita. Mas ele cruzou mal.

Aos 8, pelo lado esquerdo, a jogada foi melhor. Jorge Wagner cruzou rasteiro, e Borges chegou de carrinho para finalizar. Mas o goleiro Edson Bastos levou a melhor. Dois minutos depois, Dagoberto arriscou de fora da área e mandou por cima. O atacante teve nova chance aos 16, após toque de Adrián Gonzalez, mas sem sucesso.



Soberano em campo, o São Paulo continuou a pressão. Aos 17 minutos, após vacilo da zaga do Coxa, Jorge Wagner avançou no contra-ataque e bateu cruzado para fora. Um pouco depois, aos 19, Dagoberto deu belo passe de calcanhar para Hugo. Mas o meia chutou o chão antes de pegar na bola, facilitando para Edson Bastos.

O gol do Tricolor parecia apenas questão de tempo. E assim foi. Aos 23 minutos, Leandro Donizete perdeu a bola para Hernanes na intermediária. O camisa 10 do São Paulo entrou na área, ajeitou para a perna esquerda e bateu forte. Edson Bastos falhou, e a bola entrou no fundo do gol: 1 a 0.

Com o placar aberto, os anfitriões preferiram recuar em vez de manter a força ofensiva. E se deram mal por isso. Aos 37, Carlinhos Paraíba bateu de fora da área, Rogério Ceni defendeu, mas, no rebote, Renatinho chutou forte para empatar. Já aos 41, uma jogada rara: Marcelinho Paraíba bateu escanteio fechado e marcou um gol olímpico: 2 a 1. A zaga tricolor, assim como Rogério Ceni, ficou parada, sem tentar interceptar.

Pressão tricolor



O São Paulo voltou para o segundo tempo com uma alteração forçada. André Dias sentiu o joelho no último lance da etapa inicial e deu lugar ao atacante Oscar. Assim, o técnico Ricardo Gomes deixou de ter três zagueiros para ter três atacantes. E logo no primeiro minuto, Oscar mostrou que estava com vontade.

O garoto aproveitou sobra na entrada da grande área e chutou forte para fora no primeiro minuto. Aos 2, por muito pouco o Tricolor não chegou ao empate. Dagoberto fez belo cruzamento da direita para Hugo cabecear. Edson Bastos fez grande defesa. Os anfitriões voltaram a assustar com Ceni, de falta, aos 12, mas a bola foi por cima.

Apesar do melhor momento tricolor em campo, a equipe do técnico Ricardo Gomes tinha dificuldade para concluir a gol. Melhor para o Coritiba, que se aproveitou do desespero do adversário para se arriscar no campo de ataque. Foi assim aos 18 minutos, quando Marcelinho Paraíba bateu rasteiro, à direita de Rogério Ceni.

Mas o São Paulo não desistiu. Aos poucos, o time tricolor foi se organizando, tocando melhor a bola... até chegar ao gol de empate aos 21 minutos. Após passe de Jean em profundidade, Oscar dominou, cortou um zagueiro e chutou. Edson Bastos defendeu, mas no rebote Washington, oportunista, bateu para o fundo do gol.

Formado nas categorias de base do Tricolor, Oscar mudou bastante o estilo de jogo do São Paulo. O garoto, de 18 anos, deu mais mobilidade aos donos da casa. Aos 32, aliás, ele arrancou no contra-ataque e deu belo passe para Washington, mas o camisa 9 da equipe do Morumbi chutou mal, longe do gol de Edson Bastos.

Apesar de todo o esforço do São Paulo, o gol da vitória não saiu. Já o do Coxa esbarrou na trave, em grande tabelinha que Marcos Aurélio concluiu, aos 46 minutos.


Ficha técnica:
SÃO PAULO 2 x 2 CORITIBA
SÃO PAULO
Rogério Ceni, Zé Luís, André Dias (Oscar) e Rodrigo; Adrián Gonzalez, Jean, Hernanes, Hugo (Marlos) e Jorge Wagner; Dagoberto e Borges (Washington).
Técnico: Ricardo Gomes.
CORITIBA
Edson Bastos, Pedro Ken (Thiago Gentil), Pereira, Jéci e Luciano Amaral (Marcos Aurélio); Leandro Donizete, Jaílton, Carlinhos Paraíba e Renatinho; Marcelinho Paraíba e Ariel (Bruno Batata).
Técnico: Ney Franco.
Gols: Hernanes, aos 23, Renatinho, aos 37, e Marcelinho Paraíba, aos 41 minutos do primeiro tempo; Washington, aos 21 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Dagoberto, Adrián Gonzalez (SP); Jéci, Pereira, Thiago Gentil (C).
Público: 16.606 pagantes. Renda: R$ 394.910,00
Estádio: Morumbi, em São Paulo (SP). Data: 07/10/2009.
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (RS).
Auxiliares: José Javel Silveira (RS) e Hilton Moutinho Rodrigues (RJ).


ATLÉTICO - PR 0X0 GRÊMIO
Em casa, Atlético-PR amarra o Grêmio e partida termina sem gols

Em partida de pouca criatividade, o Atlético-PR apertou a marcação e segurou o empate por 0 a 0 com o Grêmio, na Arena da Baixada, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. O duelo confirmou o retrospecto recente dos dois times na competição - o Furacão, forte em casa, chega ao seu sexto jogo invicto diante da torcida rubro-negra, enquanto os gaúchos reforçam a dificuldade de triunfar longe do Olímpico.

Com o resultado, os atleticanos chegaram a 35 pontos e seguem na 14ª colocação. Os gremistas, com 41, mantêm a sétima posição.

No sábado, o Grêmio volta a atuar fora de casa, contra o Corinthians, às 16h10m. No mesmo dia, o Atlético-PR terá outra equipe gaúcha pela frente - o Inter, às 18h30m, no Beira-Rio.

Marcação forte e falta de criatividade

Na primeira etapa, o Tricolor teve ampla vantagem na posse de bola, mas era o Furacão quem ditava o ritmo de jogo. Sem dar espaços em seu campo de defesa, o time do técnico Antônio Lopes obrigava os visitantes, que deixavam a desejar em termos de criatividade, a trocarem passes de lado.



Em um primeiro lampejo tricolor, aos 13, Maxi López recebeu no ataque, fez o giro e bateu com força para a defesa de Galatto, mas o árbitro Sálvio Spinola já havia assinalado uma falta duvidosa do argentino.

Na sequência, aos 15, o rubro-negro Marcinho foi derrubado na intermediária, e o experiente Paulo Baier foi para a cobrança direta. Em chute forte, o meia do Furacão forçou o jovem Marcelo Grohe, substituto do convocado Victor, a mostrar serviço e espalmar para escanteio.

Deste ponto em diante, os goleiros não levaram maiores sustos. Apenas aos 40, após troca de passes na entrada da área atleticana, a bola sobrou na esquerda para Fábio Rochemback, que bateu forte. Galatto fez a defesa.

Gaúchos desperdiçam boas chances

A segunda etapa começou com os visitantes empenhados em transformar o domínio do jogo em gols. Aos quatro, Jonas recebeu na área e, mesmo marcado, chutou cruzado para a defesa de Galatto. Logo depois, aos cinco, Tcheco aproveitou a bola cruzada na área e, com um toque sutil, tentou abrir o placar. Mas o chute saiu muito fraco, e Rafael Miranda salvou o Furacão quase em cima da linha. A pressão tricolor não havia acabado. Os donos da casa ainda se assustaram com a cabeçada de Rever, à direita do gol de Galatto, aos seis.



O Atlético-PR teve ótima oportunidade aos 25, quando Alex Mineiro se antecipou à zaga, após cruzamento da esquerda, e chutou forte, mas Grohe fez boa defesa. Na sobra, Wallyson isolou.

Na tentativa de dar nova vida ao ataque, o técnico Paulo Autuori trocou Jonas por Perea, mas a alteração não surtiu efeito, e o colombiano não levou perigo à meta paranaense.

Aos 35, Paulo Baier quase surpreendeu os gaúchos, em cobrança de escanteio fechada, mas o goleiro gremista voltou a aparecer bem para evitar o gol olímpico. Aos 42, Alex Mineiro ainda arriscou mais uma vez, de fora da área, mas Marcelo Grohe pegou, com tranquilidade.

Com o placar em branco, o Grêmio inicia a sequência de confrontos longe de casa com um passo mais curto que o esperado na direção do G-4. O Atlético-PR segue na briga para se livrar de vez do risco de rebaixamento.


Ficha técnica:
ATLÉTICO - PR 0 x 0 GRÊMIO
ATLÉTICO - PR
Galatto, Fransérgio, Ronaldo (Everton) e Chico; Wesley, Rafael Miranda, Valencia, Paulo Baier e Márcio Azevedo (Alex Sandro); Marcinho (Alex Mineiro) e Wallyson.
Técnico: Antônio Lopes.
GRÊMIO
Marcelo Grohe, Mário Fernandes, Léo, Rever e Lúcio; Túlio, Fábio Rochemback, Tcheco e Souza; Jonas (Perea) e Maxi López.
Técnico: Paulo Autuori.
Cartões amarelos: Ronaldo (Atlético-PR); Tcheco, Lúcio, Fábio Rochemback, Mário Fernandes, Souza (Grêmio).
Estádio: Arena da Baixada. Data: 07/09/2009.
Árbitro: Sálvio Spinola Fagundes Filho.
Auxiliares: Ednilson Corona (SP) e Vicente Romano Neto (ES).


VITÓRIA 3X3 FLAMENGO
Fla empata com o Vitória e leva a melhor no duelo pela vaga na Libertadores: 3 a 3

O Flamengo, que não levava gols havia seis jogos, sofreu logo três de uma vez. A invencibilidade, no entanto, continua. Em jogo eletrizante, o time de Andrade, que não perde desde a vitória por 3 a 0 sobre o Santo André, no dia 29 de agosto, empatou por 3 a 3 com o Vitória, no Barradão, nesta quarta-feira, e manteve vivo o sonho de chegar à Libertadores. Os baianos têm motivos de sobra para lamentar, já que tinham os três pontos nas mãos até os 45 do segundo tempo, quando Zé Roberto salvou os cariocas.

O Flamengo segue em 6º lugar no Brasileirão e torce para Atlético-MG e Goiás perderem nesta quinta-feira para, respectivamente, Botafogo e Cruzeiro, ambos fora de casa. O time está com 42 pontos, cinco a menos do que o Galo, o quarto colocado. O Goiás é o quinto, com 45. O Vitória continuou em 8º lugar, com 40. Não fosse o gol de Zé Roberto, as posições estariam invertidas.

Na próxima rodada, o Flamengo recebe o São Paulo, sábado, no Maracanã. O Vitória enfrenta o Santos, segunda-feira, na Vila Belmiro.

Começo de tirar o fôlego

Aos seis minutos, Zé Roberto arrancou pela esquerda, mostrando a velocidade dos velhos tempos, e tentou dar um leve toque por cobertura, mas Gleguer teve reflexo e fez excelente defesa. Logo depois, Léo Moura enfileirou pelo meio e rolou para Pet, que chutou de fora da área. O Vitória parecia assustado.

O gol não demorou a sair. Mais uma vez Zé Roberto arrancou pela esquerda, sentindo-se em casa no campo de seu ex-clube. Tinha a opção de rolar para Petkovic, mas preferiu esticar a bola até Denis Marques. O criticado atacante chutou mal e contou com a sorte: a finalização desviou no zagueiro e enganou Gleguer, aos 12 minutos.

O gol acordou o Vitória. Logo quatro minutos depois, Ramon cobrou escanteio, Roger subiu mais do que Aírton e testou para marcar seu 13º gol na competição. Bruno ainda tocou na bola, mas não deu para salvar: 1 a 1.

Aos 19, foi a vez de Petkovic cobrar falta rasteira e Gleguer falhar: 2 a 1. Mas Bruno ficaria atônito três minutos depois. Ramon bateu falta com perfeição e jogou no canto, com o goleiro rubro-negro estático: 2 a 2. Ramon, aliás, foi um dos destaques da partida, com bons passes no meio de campo.

Depois dos quatro gols em sete minutos, o jogo esfriou. A emoção só voltou aos 35, quando Petkovic deixou Denis Marques livre e o atacante finalizou de canela, para fora.

Aos 38, Everton deixou o campo com um sangramento no rosto depois de ter sido atingido involuntariamente por Vanderson. E foi justamente pelo setor esquerdo da defesa do Flamengo, na primeira jogada sem o lateral, que surgiu o gol de virada do Vitória. Gláucio arrancou, e Álvaro não conseguiu marcá-lo. Ramon recebeu o passe e tocou com categoria: 3 a 2

Gleguer se redime em duelo com Pet

Ainda no primeiro tempo, aos 45, Pet sofreu falta no lado esquerdo da área. Ele mesmo cobrou e Gleguer se redimiu da falha no segundo gol.

No segundo tempo, o Vitória voltou melhor. Vagner Mancini neutralizou as arrancadas de Zé Roberto, que passou a receber menos bolas. Roger, em chute de fora da área bem defendido por Bruno, mostrou que o Flamengo teria dificuldades.

O Flamengo só voltou a ameaçar em nova cobrança de falta de Petkovic. O chute de longe, com uma curva impressionante, foi espalmado por Gleguer aos 18 minutos.

Zé Roberto brilha no fim

Como o Flamengo ameaçava apenas nas bolas paradas, Andrade trocou Willians por Juan para tentar a reação. Não adiantou muito. Mancini respondeu colocando Elkerson, que também não se destacou.

Já nos últimos 15 minutos, Andrade sacou Denis Marques e apostou em Bruno Mezenga. O atacante entrou mal, errou chutes e passes, mas acertou um lançamento excelente para Juan aos 45 minutos, pouco depois de um contra-ataque que Apodi desperdiçou ao tentar driblar Ronaldo Angelim. Juan dominou, levantou a cabeça, cruzou e Zé Roberto coroou sua boa atuação do primeiro tempo com o gol salvador: 3 a 3, no momento em que o Vitória esfriava o jogo, e a torcida local comemorava um resultado que daria moral ao time na luta pelo G-4.


Ficha técnica:
VITÓRIA 3 x 3 FLAMENGO
VITÓRIA
Gleguer, Apodi, Wallace, Fábio Ferreira e Leandro; Vanderson, Uelliton, Leandro Domingues e Ramon (Elkerson); Roger e Gláucio (William).
Técnico: Vagner Mancini.
FLAMENGO
Bruno, Leonardo Moura, Álvaro, Ronaldo Angelim e Éverton; Aírton, Willians (Juan), Maldonado e Petkovic (Maxi); Zé Roberto e Denis Marques (Bruno Mezenga).
Técnico: Andrade.
Gols: No primeiro tempo, Denis Marques, aos 12 minutos, Roger, aos 16, Petkovic, aos 19, e Ramon, aos 21 e 38. No segundo tempo, Zé Roberto, aos 45.
Cartões amarelos: Apodi (Vitória); Zé Roberto, Aírton e Leonardo Moura (Flamengo).
Estádio: Barradão. Data: 06/10/2009.
Árbitro: Nielson Nogueira Dias (PE).
Auxiliares: Erich Bandeira (Fifa/PE) e Ubirajara Ferraz Jota (PE).


FLUMINENSE 1X1 CORINTHIANS
Nervoso, Flu vacila, empata com o Corinthians e segue via-crúcis



A esperança é cada vez menor. Diante de apenas 8.775 fiéis torcedores, o Fluminense sofreu com o próprio desequilíbrio e empatou com o Corinthians, por 1 a 1, nesta quarta-feira, no Maracanã, pela 28ª rodada do Brasileirão. Alan abriu o placar para os cariocas, que, em vacilo da zaga, permitiram o gol de Dentinho e não se encontraram mais em campo.

O resultado leva o Tricolor, ainda lanterna, aos 22 pontos, em situação dramática na luta contra o rebaixamento, enquanto o Timão, com 39, sobe para a décima posição e navega tranquilo à espera do fim de uma temporada em que já conquistou o Paulistão e a Copa do Brasil.

Na próxima rodada, o Fluminense vai até o ABC Paulista encarar o Santo André em duelo decisivo na luta contra o rebaixamento, sábado, às 16h10m. O Corinthians, no mesmo dia e no mesmo horário, recebe o Grêmio, no Pacaembu, em São Paulo.

Flu abre o placar, cochila e se desespera

Diante de um Corinthians desinteressado e sem ter pelo que lutar no campeonato, o Fluminense tomou a iniciativa do jogo. Logo aos dez segundos, Alan tabelou com Mariano e ajeitou com açúcar para Conca. A bola caiu na perna direita do argentino, que preferiu não chutar e se enrolou todo.

A disposição ofensiva do Tricolor deu resultado aos três minutos. Após cobrança de escanteio, Gum dividiu com a zaga paulista e Alan, esperto, desviou de biquinho na frente de Felipe e fez 1 a 0. A bola ainda tocou na trave antes de entrar. Recompensa para a superação do jovem atacante, que sofreu uma pancada na cabeça no clássico contra o Flamengo, foi hospitalizado e ainda assim pediu para entrar em campo.

Apático, o Corinthians deu o primeiro chute ao gol aos seis, com Elias, sem direção. Três minutos depois, susto para os tricolores: Defederico cobrou falta da intermediária, e Paulo André, sozinho no segundo pau, testou firme. Rafael salvou.

O avanço do Timão não intimidou o Flu, que seguiu melhor. De moral elevado pelo gol-relâmpago, o time de Cuca tocava a bola com tranquilidade e mandava na partida. Faltava, porém, criatividade. Lance de perigo mesmo, somente aos 12, em cobrança de falta de Conca, que tirou tinta da trave esquerda de Felipe.

Aos 23, o Timão acordou. Jucilei recebeu de Alessandro pela direita e levantou a bola na área. Jorge Henrique tentou o domínio de peito, mas acabou servindo Dentinho, que escorou de cabeça e igualou o placar. O cochilo da defesa tricolor mudou completamente o panorama da partida.

Nervoso, o Fluminense passou a errar muitos passes e dar espaços na defesa. Assim como no Fla-Flu, Dieguinho era superado facilmente pelos adversários, e uma verdadeira avenida se abriu do lado esquerdo da defesa carioca. Efetivo no setor, Jucilei chutou cruzado aos 30 e ninguém apareceu para concluir.

Com a equipe perdida em campo, Cuca trocou Adeílson por Tartá, mas o Corinthians continuou melhor e levou perigo com Marcelo Mattos e Dentinho, aos 32 e aos 42. No último lance do primeiro tempo, uma boa chance para o Flu: Tartá deixou Dieguinho livre na área. O lateral-esquerdo ficou sem saber o que fazer, demorou demais, e, quando tentou rolar para Alan, foi desarmado.

- Depois que tomamos o gol, demos uma caída – analisou o capitão tricolor, Luiz Alberto.

Segundo tempo morno e sem grandes oportunidades



Apesar do desespero estar do lado tricolor, quem começou o segundo tempo no ataque foi o Corinthians. No primeiro minuto, Defederico cobrou falta com perigo pela direita, e Luiz Alberto fez o corte. Passaram-se três minutos até o troco do Fluminense. Alan atacou de armador e deixou Fábio Neves na cara do gol. O meia concluiu mal e acertou Felipe (assista aos gols do jogo no vídeo ao lado).

Aos nove, Dentinho por pouco não marcou seu segundo gol na partida. O atacante recebeu de Jorge Henrique no bico da área e emendou de primeira. Rafael voou para fazer bela defesa. No contra-ataque, Tartá quase fez um golaço. Após vacilo de Alessandro, o meia chutou com efeito e quase colocou o Flu em vantagem.

Aos 17, Dieguinho foi quem presenteou o adversário. Ao tentar dominar, o lateral “serviu” Jucilei, que entrou na área e concluiu muito mal. Diante da falta de eficiência dos ataques, Cuca e Mano Menezes resolveram agir e colocaram Equi Gonzalez e Souza em campo.

A alteração foi melhor para o Timão, que se mandou para o ataque. Aos 29, Edu, em cobrança de falta, assustou. Rafael fez a defesa em dois tempos. No contra-ataque, milagre de Felipe. Luiz Alberto aproveitou cobrança de escanteio e cabeceou firme no cantinho. O goleiro corintiano voou e espalmou.

Na base do abafa, o Fluminense ainda tentou pressionar, abusou do chuveirinho, mas teve em chute torto de Roni aos 48 minutos a prova do desespero da equipe, que deixou o gramado vaiado pelos quase nove mil torcedores que estiveram no Maracanã.


Ficha técnica:
FLUMINENSE 1 x 1 CORINTHIANS
FLUMINENSE
Rafael, Mariano, Gum, Luiz Alberto e Dieguinho (Roni); Diogo, Diguinho, Conca e Fábio Neves (Equi Gonzalez); Adeílson (Tartá) e Alan
Técnico: Cuca
CORINTHIANS
Felipe, Alessandro, Paulo André, William e Balbuena; Marcelo Mattos (Edu), Jucilei, Elias e Defederico (Souza); Jorge Henrique e Dentinho (Edno).
Técnico: Mano Menezes
Gols: Alan, aos três, Dentinho, aos 23 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Diguinho e Mariano (Fluminense) Balbuena, Marcelo Mattos, Paulo André Souza e Dentinho (Corinthians)
Estádio: Maracanã. Data: 07/10/2009.


INTERNACIONAL 3X1 NÁUTICO
Inter vence Náutico e volta ao G-4 na estreia de Mário Sérgio



Vencer o Náutico por 3 a 1 no Beira-Rio foi a conclusão de um jogo de retorno para o Inter no Brasileirão. Retorno à realidade das vitórias, retomada da ideia de um time combativo, volta às origens do G-4, lembranças de um D’Alessandro capaz de desequilibrar uma partida. É paradoxal: na noite de estreia do técnico Mário Sérgio, a novidade no Colorado esteve no gesto de buscar parte do que tinha esquecido no passado. A atuação ainda esteve anos-luz longe daquilo que deseja o torcedor. Mas o ânimo já foi outro. E o Timbu, abraçado pela zona de rebaixamento, não conseguiu evitar o fim do jejum de seis jogos sem vitórias para os gaúchos.

A situação do Náutico é complicada. Os pernambucanos lutaram, cutucaram a defesa vermelha, ameaçaram Lauro, mas foi tudo em vão. Com o resultado, a equipe de Geninho ficou estacionada na 18ª colocação, com 26 pontos, três atrás do Santo André, o primeiro fora da zona de rebaixamento. O Inter, em contrapartida, subiu. Pulou para a terceira colocação, com 47 pontos. Nesta quinta, os gaúchos secam Atlético-MG e Goiás, que visitam Botafogo e Cruzeiro, respectivamente.

O Colorado volta a campo no sábado. Às 18h30m, recebe o Atlético-PR no Beira-Rio. O Timbu joga um dia depois, também em casa, contra o líder Palmeiras.

D’Alessandro acorda, e Inter larga na frente

A questão é simples, clara, direta: quando D’Alessandro quer jogar, ele joga muito. E nesta quarta-feira ele quis. Com Mário Sérgio no lugar de Tite, o argentino quis muito, deixando para trás a imagem sonolenta que criou nos últimos meses. A perna esquerda de El Cabezón comandou a vitória de 2 a 1 do time gaúcho no primeiro tempo.

O Náutico, com muitos desfalques, tentou segurar um Inter de escalação inédita, em um 3-6-1 inesperado. Não conseguiu. O Timbu foi controlado durante quase toda a etapa inicial e se resumiu a escapulidas ao ataque com Anderson Santana pela esquerda.

Mário Sérgio havia indicado que o garoto Elton começaria o jogo, que Andrezinho seria ala e que Danilo Silva só seria usado como zagueiro no Inter. Não aconteceu nada disso. O time vermelho foi a campo sem Elton, com Danilo na ala e com Andrezinho como auxiliar de D’Alessandro na articulação. Se não foi brilhante, o Colorado ao menos mostrou uma vibração que parecia não habitar mais o vestiário do Beira-Rio. O Inter teve vontade de vencer.

D’Alessandro criou, gingou, aplicou o drible La Boba nos adversários, caiu para um lado, caiu para outro, voltou para marcar. D’Alessandro correu como corria em seus melhores momentos no Inter. Foi dele, logo com quatro minutos, a primeira grande chance vermelha – a primeira de muitas no primeiro tempo. Pela direita, ele bateu falta fechada, com força. O goleiro Gledson cortou. Alecsandro, no rebote, não conseguiu concluir.

O Náutico respondeu. Anderson Santana, melhor figura do Timbu em campo, mandou patada de longe. A bola resolveu que entraria no ângulo de Lauro. Mas o goleiro fechou a porteira. Voou bonito, alto, para evitar o gol. O Beira-Rio silenciou por alguns segundos.

E acordou em seguida. D’Alessandro, de novo ele, outra vez pela direita, mandou a bola na área. A ideia era cruzar. E a bola quase enganou o goleiro da equipe pernambucana. Passou pertinho do travessão. Chute de Glaydson e conclusão de Danilo Silva foram as chances criadas pelos mandantes logo depois. Mas quem ameaçou de verdade foi o Náutico. Elton recebeu livre na área após falha de Glaydson e só não fez o gol porque Bolívar apareceu na hora mais precisa possível para roubar a bola.

Aí saiu o primeiro gol do Inter. Foi aos 22 minutos. D’Alessandro, sempre ele, acionou Guiñazu pela esquerda. O capitão mandou a bola com açúcar, mel, cravo e canela para Alecsandro só completar. Festa no Beira-Rio, placar mexido e esperança de fim de jejum. O Colorado estava na frente.

Balançar a rede fez o time de Mário Sérgio cair de rendimento. O Náutico encaixou a marcação, mas D’Alessandro voltou a encontrar espaços. Ele fez jogada de craque na ponta direita, deixou os marcadores sem saber o que fazer da vida e colocou para Alecsandro. O centroavante comeu mosca. Tentou driblar o goleiro, se enrolou e chutou em cima da zaga.

Se não fez, levou. Sempre atento a eventuais falhas coloradas, o Náutico partiu ao ataque com Anderson Santana, que acionou Bruno Mineiro, autor do desvio final para o gol: 1 a 1. Eram 40 minutos. A torcida teve outros sete para resmungar. Nos últimos segundos do primeiro tempo, D’Ale levou falta na entrada da área. Ele mesmo cobrou. E ele mesmo fez. O Inter estava na frente outra vez.

Náutico cresce no segundo tempo, mas leva mais um

No segundo tempo, o Inter caiu muito de rendimento e viu o Timbu ficar gradativamente mais assanhado. O Náutico ganhou corpo em campo, cresceu nas investidas ao ataque e passou a ameaçar mais. Mesmo assim, não alcançou o empate.

O Colorado parou de criar. D’Alessandro não teve o mesmo brilho. Com o ataque inoperante, o jeito foi segurar a onda do oponente. A entrada de Edu no lugar de Andrezinho não surtiu grande efeito. Com a torcida encucada com o perigo de um empate, os gaúchos viram o relógio correr até o fim.

O lance de maior emoção partiu da defesa do Náutico, em um recuo errado do zagueiro Patrick para o goleiro. Gledson saiu correndo na direção do gol e cortou a bola em cima da linha. Kleber ficou com ela a centímetros do gol. E conseguiu desperdiçar a chance. Se a bola não entrou naquele momento, parecia que não entraria mais. Mas a fome do Náutico pela igualdade abriu espaços, e o Colorado aproveitou. Guiñazu tramou jogada com D’Alessandro. A bola chegou a Alecsandro, que fechou a conta: 3 a 1.


INTERNACIONAL 3 x 1 NÁUTICO
INTERNACIONAL
Lauro, Danny, Bolívar e Fabiano Eller; Danilo Silva (Maycon), Glaydson, Guiñazu, Andrezinho (Edu), D’Alessandro e Kleber; Alecsandro.
Técnico: Mário Sérgio.
NÁUTICO
Gledson, Vagner Silva, Asprilla e Negretti (Johnny); Patrick, Nilson, Rudnei, Irênio (Mariano Torres) e Anderson Santana; Bruno Mineiro e Elton (Mário Barros).
Técnico: Geninho.
Gols: Alecsandro, aos 22, Bruno Mineiro, aos 40, e D’Alessandro, aos 47 minutos do primeiro tempo; Alecsandro, aos 36 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Negretti, Anderson Santana, Nilson, Elton (Náutico); D’Alessandro, Kleber (Inter).
Estádio: Beira-Rio. Data: 07/10/2009.
Árbitro: Wallace Nascimento Valente (ES).
Auxiliares: Antônio Carlos de Oliveira (ES) e Marcos Antônio Moreira Collodetti (ES).

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Mundial Sub-20:Oitavas de Final

BRASIL 3X1 URUGUAI
Garotada dá show no primeiro tempo, despacha o Uruguai e está nas quartas



Na partida que pintava como a mais difícil do Brasil no Mundial Sub-20, a garotada soube ser precisa e eficiente para se impor em campo e derrotar o Uruguai por 3 a 1 em Port Said, no Egito. Com dez minutos brilhantes no primeiro tempo, a seleção resolveu o jogo e se garantiu nas quartas de final da competição, quando enfrentará a Alemanha, no sábado.

Alex Teixeira, com dois belos gols, Alan Kardec, que marcou o primeiro, Giuliano e Douglas foram os destaques do Brasil, que se sobressaiu, principalmente, pelo excelente jogo coletivo no ataque. Nos minutos finais, o goleiro Rafael ainda pegou um pênalti.

Após falhar no último jogo contra a Austrália, quando levou um frango, o goleiro do Cruzeiro brilhou com belas defesas quando o Uruguai pressionava na reta final e foi coroado ao pegar o pênalti cobrado por Hernandez.

O Brasil encara a Alemanha neste sábado, às 11h30m (de Brasília), com transmissão ao vivo do SporTV e acompanhamento em Tempo Real no GLOBOESPORTE.COM

Alex Teixeira e Alan Kardec brilham

A primeira chance apareceu aos sete minutos, quando o lateral-esquerdo Diogo fez jogada individual, passou por dois adversários e foi derrubado a um passo da área. Giuliano foi para a cobrança, buscou o ângulo esquerdo e a bola passou perto da trave.



O Brasil voltou a ameaçar aos dez minutos. Paulo Henrique Ganso tocou para Alex Teixeira, recebeu ótima devolução, foi à linha de fundo e cruzou rasteiro, mas a zaga cortou antes que a bola chegasse a Alan Kardec.

No minuto seguinte veio a resposta uruguaia. Hernandez tabelou, recebeu na entrada da área e soltou um canudo. Rafael defendeu com segurança, no meio do gol.

O Brasil seguia com mais posse de bola e domínio do jogo, mas não chegava com tanto perigo ao gol uruguaio. Mas a partir dos 20, começou a avalanche que em dez minutos resolveu o jogo e colocou o Brasil nas quartas de final do Mundial.

O primeiro gol saiu aos 21. Ganso roubou bola no meio-campo e enfiou para Alan Kardec. Com um só toque, o atacante dominou e já preparou o chute. No toque seguinte saiu a bomba cruzada, no canto direito do goleiro. Brasil 1 a 0.

Se o primeiro gol mostrou a eficiência do Brasil, o segundo, dois minutos depois, foi puro talento. Alex Teixeira fez jogada individual pelo meio e tocou para Douglas na área. O lateral-direito refinou ainda mais a jogada, com um drible da vaca espetacular sobre Cabrera, e devolveu com precisão, na marca do pênalti. Alex chegou de frente e bateu com categoria para ampliar. Brasil 2 a 0.



O Uruguai se abriu desordenadamente para diminuir o placar e deu espaço para o Brasil brilhar. A seleção encaixava um bom contra-ataque atrás do outro e mostrava que o terceiro gol estava prontinho para sair.

Aos 26, Giuliano fez grande jogada individual e tocou para Alex Teixeira, que se enrolou, mas conseguiu devolver. Da entrada da área, Giuliano ajeitou e tentou encobrir Rodriguez, mas com a pontinha da mão o goleiro uruguaio conseguiu mandar para escanteio.

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Mas aos 31 não deu para Rodriguez. Alex Teixeira recebeu quase no bico direito da área, deixou o zagueiro Marcelo Silva tonto e tocou conscientemente por cobertura, no ângulo direito. Um golaço! E o Brasil, impecável e brilhante, abriu 3 a 0.

Aos 35, a seleção deu espaço para Hernandez, o melhor jogador uruguaio, receber livre na área e bater cara a cara com Rafael. O goleiro brasileiro fez grande defesa mas a bola sobrou para Hernandez. Ele cruzou rasteiro e Urretaviscaya só completou para o gol quase vazio. Uruguai 1 x 3 Brasil.

O Brasil, a partir daí, passou a administrar o jogo, diminuir a velocidade e os espaços do Uruguai. Controlou a partida e, fora uma tentativa de bicicleta de Hernandez bem defendida por Rafael, não passou sustos até o fim do primeiro tempo.

O Uruguai voltou para a etapa final com Viudez no lugar de Calzada e passou a explorar a velocidade do atacante. Caindo pela esquerda, ele incomodava a defesa brasileira. Aos seis minutos, Viudez fez boa jogada na área e chutou forte para defesa segura de Rafael.



Aos 11, o Brasil começou a relembrar a equipe envolvente do primeiro tempo. Giuliano driblou o zagueiro e tocou para Alex Teixeira. De novo, ele bateu colocado, desta vez buscando o canto esquerdo baixo do goleiro, e a bola passou com muito perigo. Logo depois, outro bom ataque com Giuliano e Alan Kardec terminou nos pés de Ganso, mas o meia chutou torto, por cima do gol.

O ataque brasileiro ia bem quando era acionado. O problema é que a bola ficou a maior parte do segundo tempo rondando a área brasileira. Aos 16, Hernandez recebeu na área, e, mesmo com pouco ângulo, chutou com perigo, sobre o gol brasileiro.

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Aos 19, Douglas deu um bico para frente e a bola sobrou para Alan Kardec. Ele entrou na área, deu belo corte no zagueiro, ficou de frente para o goleiro e poderia ter rolado para Alex Teixeira fazer o quarto. Em vez disso, preferiu concluir, e Rodriguez conseguiu abafar a jogada.

Aos 25, Giuliano puxou contra-ataque e fez um grande lançamento para Douglas. O goleiro uruguaio saiu da área para tentar cortar, mas foi enganado pelo quique da bola. Douglas dominou no bico da área, de costas para o gol, tirou o goleiro da jogada mas, desequilibrado, não conseguiu acertar o chute.

O Brasil quase ampliou aos 38. Em mais um passe na medida de Giuliano, Alex Teixeira entrou na área mas chutou em cima do goleiro.



O Uruguai tentava descontar. Rondava a área brasileira, tinha mais posse de bola, mas não conseguia concluir. De tanto cavarem pênaltis, o Uruguai conseguiu um, aos 42. Mas até isso foi bom para o Brasil. Hernandez cobrou e Rafael voou no canto direito para buscar, coroando uma ótima atuação depois da falha no jogo anterior, contra a Austrália.

Apesar de sofrer pressão, a defesa brasileira também mostrou maturidade para evitar que um jogo que se tornou fácil voltasse a ter tons dramáticos. Tanto lá na frente quanto lá atrás, o Brasil se mostrou grande, com a cabeça e principalmente os pés prontinhos para buscar o pentacampeonato mundial.


Ficha técnica:
BRASIL 3 x 1 URUGUAI
BRASIL
Rafael, Douglas, Dalton, Rafael Tolói, Diogo, Souza, Maylson (Renan), Giuliano, Alex Teixiera, Paulo Henrique Ganso (Boquita), Alan Kardec (Maicon).
Técnico: Rogério Lourenço.
URUGUAI
Martín Rodríguez, Marcelo Silva, Adrian Gunino, Sebastián Coates, Leandro Cabrera; Diego Rodríguez, Mauricio Pereyra (Santiago Garcia), Nicolás Lodeiro e Maximiliano Calzada (Tabaré Viudez); Abel Hernandez e Jonathan Urretaviscaya.
Técnico: Diego Aguirre.
Gols: Alan Kardec, aos 21 do primeiro tempo; Alex Teixeira, aos 23 e 31 do primeiro tempo; Jonathan Urretaviscaya, aos 35 do primeiro tempo
Cartões amarelos: Rafael Tolói, Maylson, Alan Kardec, Souza (BRA); Sebastián Coates, Diego Rodríguez, Mauricio Pereyra, Leandro Cabrera, Jonathan Urretaviscaya (URU)
Estádio: Port Said Stadium, em Port Said (EGI) Data: 06/10/2009.
Árbitro: Marco Rodriguez (MEX).


VENEZUELA 1X2 EMIRADOS ARÁBES
De virada, Emirados Arábes derrotam Venezuela e se garantem nas quartas

De virada, os Emirados Árabes venceram a Venezuela por 2 a 1 e se garantiram nas quartas de final do Mundial Sub-20 . Na próxima fase, sábado, a seleção do Oriente Médio vai encarar a Costa Rica que, na última terça-feira, despachou o anfitrião Egito.

Rondon abriu o placar no Mubarak Stadium, em Suez, aos 12 do primeiro tempo a favor da equipe sul-americana. Mas Mohd, dez minutos depois, igualou o marcador. Na etapa final, Khalil garantiu o triunfo dos Emirados aos 38.

Também nesta quarta-feira, o Brasil assegurou vaga nas quartas ao derrotar o Uruguai por 3 a 1.


ALEMANHA 3X2 NIGÉRIA
Revelação do Bayern dá vaga heroica à Alemanha, que vai encarar o Brasil

Uma atuação de gala do ala Kopplin, jogador do Bayern de Munique, garantiu à Alemanha uma sofrida classificação às quartas de final do Mundial Sub-20. Jogando com um a menos desde os 18 do segundo tempo no Mubarak Stadium, em Suez, os alemães reuniram forças para virar a partida e derrotar a Nigéria por 3 a 2. Kopplin fez dois gols (o último nos acréscimos) e deu o passe para mais um, marcado por Vrancic. Uchechi e Ibrahim anotaram para a Nigéria.

Com o resultado, a Alemanha se qualificou para enfrentar o Brasil na fase de quartas de final. A partida será disputada neste sábado, às 11h (de Brasília). O SporTV e o GLOBOESPORTE.COM transmitem ao vivo.

Em Suez, o primeiro tempo foi equilibrado e terminou 0 a 0. A etapa final, entretanto, foi recheada de gols. Logo aos 6 minutos, Osanga aproveitou bola mal-afastada por Holtby e cruzou com açúcar para Uchechi testar para a rede e fazer 1 a 0 Nigéria. A Alemanha empatou um minuto depois em bobeada do goleiro Okafor. O nigeriano pulou para o meio da área tentando evitar um cruzamento e Kopplin, sem muito ângulo, bateu direto para o gol e deixou tudo igual.

A expulsão infantil de Kempe, aos 18 minutos (pisou um nigeriano caído ao chão), deixou a Nigéria com a partida ao seu dispor. Os africanos então partiram para cima e, aos 23, voltaram a ficar em vantagem no placar. Orelesi deu bela arrancada e serviu Ibrahim. O meia do Sporting bateu com estilo e fez 2 a 1 para a seleção da Nigéria.

Quando já havia a impressão de que a Alemanha entregaria os pontos, Kopplin voltou a brilhar. Aos 30, o atleta do Bayern de Munique fez jogada de pura raça pela ponta esquerda e cruzou para Vrancic, no meio da área, empatar novamente o jogo. A Alemanha tratou de segurar as pontas e conter o ímpeto da Nigéria. O prêmio aconteceu aos 48. Kopplin roubou bola no círculo central, driblou a marcação e avançou até a entrada da área. O camisa 13 então bateu rasteiro e correu para o abraço. Foi a garantia da classificação da Alemanha às quartas de final.

Confira os jogos pelas oitavas de final do Mundial Sub-20:

Segunda
Espanha 1 x 3 Itália
Paraguai 0 x 3 Coreia do Sul

Terça
Gana 2 x 1 África do Sul
Hungria 2 (4) x 2 (3) República Tcheca
Egito 0 x 2 Costa Rica

terça-feira, 6 de outubro de 2009

29 Rodada:Série B

PORTUGUESA 1X1 SÃO CAETANO
Em jogo de cinco expulsões, Portuguesa e São Caetano ficam no empate



Vinte e dois jogadores entraram em campo no estádio Papa João Paulo II nesta terça. Mas apenas 17 terminaram a partida entre Portuguesa e São Caetano. Mais preocupados em fazer faltas do que com os gols, os times acabaram com um empate por 1 a 1 que não foi bom para nenhum dos dois na Série B.

Com o placar, a Lusa segue em sexto lugar, com 45 pontos, a cinco do G-4. O São Caetano, com três pontos a menos, vem uma posição atrás.

Ouça a narração dos gols da partida


Debaixo de muita chuva, a partida só ganhou emoção no segundo tempo. Mas nada de boas chances a princípio. Logo aos três minutos, Douglas foi expulso e deixou o São Caetano com um a menos. Simão, aos sete, e Marco Aurélio, aos 11, porém, receberam o vermelho e inverteram a vantagem numérica. No entanto, Adriano também foi expulso e deixou as duas equipes com nove jogadores.

Com mais espaço em campo, finalmente um gol. Washington acertou belo passe para Roger, que avançou sem marcação e tocou na saída do goleiro Muriel, aos 32 minutos, para abrir o placar para o Azulão.

Atrás no placar, a Lusa ficou em situação ainda mais complicada ao 39, quando Preto agrediu Anderson Marques. Mas mesmo com apenas oito atletas, a Portuguesa conseguiu o empate dois minutos depois. Acleisson cobrou falta para a área e Bruno Rodrigo cabeceou para fazer 1 a 1.


VILA NOVA 1X2 BRAGANTINO
Bragantino derrota o Vila Nova, em Goiânia



Após empatar sem gols com o líder Vasco no "jogo do granizo", o Bragantino conseguiu um ótimo resultado, nesta terça-feira, ao vencer o Vila Nova por 2 a 1 em pleno estádio Serra Dourada, pela 29ª rodada da Série B. Flávio, contra, e João Paulo marcaram os gols paulistas. Ray, cobrando falta, descontou para os donos da casa.

Com o resultado, o Bragantino chega à oitava colocação da Série B, com 40 pontos. Mesmo assim, o time paulista ainda está longe do G-4, dez pontos atrás do Ceará, quarto colocado. Já o Vila Nova permanece na 11ª posição, com 36 pontos.

Confira a classificação e os jogos da Série B


O jogo

Atuando em casa, o Vila Nova partiu para o ataque mas perdeu boas oportunidades de abrir o marcador. De tanto desperdiçar chances, o time goiano acabou castigado aos 37 minutos da primeira etapa. Sérgio Manoel cobrou escanteio, a bola desviou nas costas do zagueiro Flávio e venceu o goleiro Juninho: Bragantino 1 a 0.

Seguro na defesa, o Bragantino soube suportar bem a pressão goiana no início do segundo tempo. Explorando os contragolpes, a equipe paulista decretou sua vitória aos 36 minutos. O atacante Beto arrancou pela direita e cruzou para João Paulo, que empurrou para a rede goiana.

Apenas nos acréscimos, o Vila Nova conseguiu vencer o goleiro Gilvan. Ray chutou forte em cobrança de falta e descontou para o time goiano, aos 48 minutos. Entretanto, não havia mais tempo para o empate.

Próximos jogos

Pela 30ª rodada, o Vila Nova volta a campo na próxima terça-feira, quando enfrentará o Vasco, 21h, em São Januário. Já o Bragantino atuará apenas no sábado da próxima semana, dia 17, contra o Bahia, 16h10m, em Bragança Paulista.

Mundial Sub-20:Oitavas de Final

GANA 2X1 ÁFRICA DO SUL
Gana bate África do Sul na prorrogação e pega a Coreia do Sul nas quartas de final

Com um belo gol da entrada da área de Adiyiah aos nove minutos do primeiro tempo da prorrogação, a seleção de Gana carimbou a vaga para as quartas de final do Mundial Sub-20, no Egito, ao vencer de virada a África do Sul por 2 a 1, nesta terça-feira. No tempo normal, a partida terminou empatada por 1 a 1. Eramus abriu o placar para os sul-africanos. Ayew deixou tudo igual durante os 90 minutos.



Com o resultado, os ganeses enfrentam nas quartas a Coreia do Sul, que elimininou o Paraguai, por 3 a 0, na terça-feira.

Primeiro tempo corrido, mas nada de gol

A partida começou muito corrida, típica de jogos entre seleções africanas. Mesmo tecnicamente abaixo do time de Gana, a África do Sul mostrou disposição durante os primeiros 45 minutos, atacando o adversário em campo, principalmente com Erasmus.

As duas grandes chances do primeiro tempo aconteceram pelo lado sul-africano: Serero cobrou falta no ângulo, mas o goleiro Agyei espalmou para fora. Em seguida, Serero mandou na cabeça de Hlatshwayo, que sozinho testou para fora.

Etapa final equilibrada e igualdade no placar

Destaque do primeiro tempo, Erasmus, atacante da África do Sull, continuou se movimentando muito bem pelas laterais, incomodando a defesa de Gana. Mas foram os ganeses que começaram em cima com duas chances de gol. Após receber na área, Osei bateu de virada sobre o gol de Agyei. Logo depois, Inkoom cruzou na área, Ayew subiu sozinho e testou para fora.

A África do Sul deu o troco na sequência. Claasen bateu escanteio fechado, a zaga de Gana afastou para frente da área, Erasmus pegou de prima, mas Agyei fez grande defesa. De tanto rondar a área de Gana, os sul-africanos abriram o placar. Erasmus recebeu sozinho, driblou o goleiro e mandou para o fundo da rede: 1 a 0 África do Sul, aos 12 minutos.

O gol sofrido fez Gana se lançar ao ataque e acabou dando certo. Aos 21, Addy levantou para a área e Ayew cabeceou no canto para empatar o jogo.

Com maior posse de bola, Gana buscava mais o gol, enquanto a África do Sul só levava perigo nos contra-ataques. No final do tempo regulamentar, África do Sul quase garantiu a classificação, mas Eramus chutou em cima da defesa.

Golaço na prorrogação garante Gana nas quartas de final

Com preparo físico melhor, Gana sobrou na prorrogação e foi premiada com um belo gol, aos nove minutos do primeiro tempo. Adiyiah recebeu na entrada da área, limpou o zagueiro e acertou a bola no ângulo direito do goleiro Keet, que foi no lance, mas não achou nada. A África tentou o empate, mas Gana, com uma forte marcação, segurou a pressão até o final do jogo.

Ainda nesta terça-feira mais dois jogos pelo Mundial Sub-20: Hungria x República Tcheca e Egito x Costa Rica. Na quarta-feira, o Brasil entra em campo para enfrentar o Uruguai. O GLOBOESPORTE.COM transmite ao vivo o jogo às 11h30m.


EGITO 0X2 COSTA RICA
Costa Rica despacha anfitriões egípcios e avança às quartas no Mundial Sub-20



O choro dos jogadores egípcios e o silêncio no Estádio Internacional do Cairo contrastaram com a alegria dos costarriquenhos após o apito final do jogo desta terça-feira, pelas oitavas do Mundial Sub-20. Com gols de Mena e Ureña, a Costa Rica bateu o Egito por 2 a 0 e eliminou os anfitriões do torneio.

É a primeira vez na história que os costarriquenhos chegam entre os oito melhores num Mundial Sub-20. No jogo de estreia desta edição, inclusive, a Costa Rica perdeu para o Brasil por 5 a 0. Nas quartas de final, o adversário dos costarriquenhos será o vencedor do confronto entre Venezuela e Emirados Árabes, que será disputado nesta quarta.

A vitória da Costa Rica foi construída com um gol em cada tempo. Apesar de terem o domínio territorial na etapa inicial, os donos da casa não conseguiram ser incisivos e levaram o primeiro aos 21 minutos. Após cobrança de falta levantada na área, Mena apareceu livre no segundo pau para testar para a rede.

No segundo tempo, o Egito fez de tudo para evitar a eliminação, mas acabou por sofrer o golpe de misericórdia aos 43 minutos. Ureña, depois de receber na área e bater na saída o goleiro, fez o gol que decretou o insucesso dos anfitriões.


HUNGRIA 2(4)X2(3) REPÚBLICA TCHECA
Goleiro pega três pênaltis e classifica Hungria no Mundial Sub-20

A Hungria assegurou nesta terça-feira sua vaga nas quartas de final do Mundial Sub-20 ao eliminar a República Tcheca na disputa de pênaltis (4 a 3), em Alexandria. O goleiro Gulacsi foi o herói da classificação ao defender três cobranças. No tempo normal, houve empate por 1 a 1. Na prorrogação, as equipes marcaram mais um gol cada.

Com o resultado, a Hungria se credenciou para encarar a Itália na fase seguinte. A partida será realizada na próxima sexta-feira.

Cheio de reviravoltas, o jogo começou com os húngaros na frente, gol de Kiss. A República Tcheca deixou tudo igual ainda no primeiro tempo, com Vosahlik.

Novos gols apenas na prorrogação. Rabusic pôs os tchecos em vantagem, mas Koman empatou uma vez mais para a Hungria.

Nos pênaltis, o goleiro Gulacsi defendeu as cobranças de Marecek, Moravek e Reznik. Apenas Szabo e Nemeth desperdiçaram pelos húngaros, que saíram vencedores do confronto.

Confira os jogos pelas oitavas de final do Mundial Sub-20:

Segunda
Espanha 1 x 3 Itália
Paraguai 0 x 3 Coreia do Sul

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Liga Sagres

PAÇOS FERREIRA 1X3 BENFICA
Benfica bate Paços de Ferreira e encosta no líder Braga

Bastou um primeiro tempo de gala para que o Benfica derrotasse sem sustos a equipe do Paços de Ferreira, nesta segunda-feira, no encerramento da sétima rodada do Campeonato Português. O brasileiro David Luiz, Carlos Martinz e Cardozo fizeram os gols do triunfo fora de casa dos encarnados. Maykon descontou.

Com o resultado, o Benfica chegou a 19 pontos, dois a menos do que o líder Braga. O Paços de Ferreira aparece em nono lugar, com sete pontos ganhos.

O Benfica abriu o placar logo aos 4 minutos. Carlos Martins bateu escanteio e David Luiz apareceu no primeiro pau para desviar de cabeça e fazer 1 a 0. Além de David Luiz, os brasileiros Luisão e Ramires foram titulares na partida. Weldon entrou no segundo tempo.

O segundo dos visitantes aconteceu aos 22. Saviola serviu Carlos Martins, que soltou a bomba do meio da rua. A bola, com efeito, não pôde ser defendida pelo goleiro Cássio.

Ainda aos 41 da etapa inicial, o Benfica matou a partida. Cardozo, em bela cobrança de falta, fez 3 a 0. No segundo tempo, Maykon ainda diminuiu para o Paços de Ferreira, mas a reação parou por ali.

Também nesta segunda-feira, o Nacional recebeu o Vitória de Guimarães e venceu por 2 a 0. Edgar fez os gols do jogo.

Confira a sétima rodada completa:

Sexta-feira
Acadêmica 2 x 4 Marítimo

Sábado
Naval 3 x 2 Rio Ave
Braga 2 x 0 Vitória de Setúbal

Domingo
Leixões 3 x 2 União de Leiria
Sporting 0 x 0 Belenenses
Olhanense 0 x 3 Porto

Segunda-feira
Nacional 2 x 0 Vitória de Guimarães

Premier League

ASTON VILLA 1X1 MANCHESTER CITY
Fora de casa, City arranca empate com Aston Villa e assume o quarto lugar

Ficou de bom tamanho para o Manchester City. Nesta segunda-feira, pelo encerramento da oitava rodada do Campeonato Inglês, a equipe de Tevez, Adebayor e Robinho – ainda lesionado – visitou o Aston Villa e, em um jogo aberto e com muitas oportunidades, arrancou um empate por 1 a 1. O togolês, inclusive, deu passe para o gol de Bellamy. Dunne, ex-City, abriu o placar para os mandantes.

Confira a classificação atualizada e tabela de jogos do Campeonato Inglês

O primeiro empate de ambos na competição deixa o Manchester City na quarta colocação – posição que assegura vaga na Liga dos Campeões da próxima temporada –, com 16 pontos, ultrapassando Liverpool e Arsenal. E ainda com um jogo a menos do que Tottenham (16), United (19) e Chelsea (21). O Aston Villa pulou para sétimo.



A pressão ensaiada pelo time da casa no início do jogo não demorou muito a se transformar em resultado. Logo aos dois minutos, o lateral Pablo Zabaleta escorou para trás sem intenção e quase fez contra. Given salvou com bela defesa.

Aos 15 não teve jeito. Com direito a "inverção de camisas", o Aston Villa abriu o placar. O zagueiro Dunne, ex-City, subiu mais alto do que Barry, ex-Villa, e completou escanteio com força: 1 a 0.

Com Tevez lutador, porém não tão brilhante quanto na última segunda-feira, o togolês Adebayor assumiu a missão de levar o City à frente. Aos 22 minutos do segundo tempo e após chances de ambos os lados, o atacante recebeu na grande área e, sem ângulo, tocou para Bellamy completar.

Confira os resultados do Campeonato Inglês:

Sábado
Burnley 2 x 1 Birmingham
Hull City 2 x 1 Wigan
Bolton 2 x 2 Tottenham
Wolverhampton 0 x 1 Portsmouth
Manchester United 2 x 2 Sunderland

Domingo
Arsenal 6 x 2 Blackburn
West Ham 1 x 1 Fulham
Everton 2 x 2 Stoke City
Chelsea 2 x 0 Liverpool

Mundial Sub-20:Oitavas de Final

ESPANHA 1X3 ITÁLIA
Itália despacha favorita Espanha do Mundial Sub-20



Dona de melhor campanha na primeira fase com 100% de aproveitamento nos três jogos, 13 gols marcados e nenhum sofrido, a Espanha acabou dando adeus ao Mundial Sub-20, no Egito, nesta segunda-feira. Atuando com um jogador a menos desde o primeiro tempo, a Fúria não teve forças para segurar a Itália na etapa final e perdeu por 3 a 1, em jogo válido pelas oitavas de final do torneio. Mustacchio (duas vezes) e Mazzarani marcaram para a Azzurra. Aaron descontou para a Fúria (assista aos gols do jogo).

Com o resultado, a Itália é a primeira equipe a se garantir nas quartas de final e espera o vencedor do jogo Hungria x República Tcheca, na terça-feira , às 15h (horário de Brasília).

Primeiro tempo morno e sem gols

Um primeiro tempo sem grandes emoções. As duas seleções pensaram mais em marcação e não criaram chances de gol. Mesmo com um jogador a menos, já que Botia foi expulso com 27 minutos, a Espanha teve maior posse de bola e buscou o ataque, mas sem levar perigo ao goleiro Fiorillo, da Itália.

Pelo lado da seleção italiana, a Azzurra explorou os espaços dados pelo adversário, principalmente nolado esquerdo, usando sempre o contra-ataque com Mustacchio e Mazzarani.



Com um a mais em campo, Itália mata o jogo na etapa final

A Espanha começou pressionando a Itália na etapa final, mas como no primeiro tempo, deixava espaços para a Itália. No contra-ataque rápido da Azzurra, Mustacchio recebeu de Mazzarani e tocou na saída do goleiro Asenjo, para abrir o placar, aos 11 minutos.

Não demorou muito para sair o segundo gol italiano. Aos 16, após lançamento para o ataque, a bola quicou e enganou a defesa espanhola. Mazzarani aproveitou a falha dos zagueiros e bateu na saída do goleiro: 2 a 0 Itália.

A Fúria se manteve viva na partida. Aos 21 minutos, o árbitro Hector Baldassi, da Argentina, marcou pênalti para a Espanha, depois de um zagueiro italiano puxar o calção de Herrera na área. Aaron Niguez bateu com categoria no meio do gol e diminui a vantagem da Itália.

A Espanha ainda esboçou uma reação e teve uma penalidade perdida aos 39. Aaron Niguez cobrou no canto esquerdo, e o goleiro Fiorillo
espalmou.

No fim do jogo, a equipe espanhola foi ao ataque, mas a defesa italiana suportou a pressão. No apagar das luzes, Mustacchio bateu cruzado e fez o terceiro gol italiano.

Ainda nesta segunda-feira Paraguai e Coreia do Sul se enfrentam no Cairo International Stadium. Na quarta-feira, o Brasil entra em campo para enfrentar o Uruguai. O GLOBOESPORTE.COM transmite ao vivo o jogo às 11h30m.


PARAGUAI 0X3 CORÉIA DO SUL
Coreia do Sul atropela o Paraguai e vai às quartas de final do Mundial Sub-20



O Paraguai se tornou nesta segunda-feira a primeira seleção sul-americana a ser eliminada do Mundial Sub-20. Jogando no Estádio Internacional do Cairo, os paraguaios foram derrotados por 3 a 0 pela Coreia do Sul. Bokyung e Minwoo (dois) fizeram os gols do jogo.

Com o resultado, a Coreia do Sul avançou às quartas de final do Mundial. O adversário dos asiáticos será conhecido nesta terça-feira, no confronto entre Gana e Àfrica do Sul.

Com a eliminação paraguaia, apenas duas seleções sul-americanas têm chances de chegar às quartas, uma vez que Brasil e Uruguai se enfrentam na quarta-feira, pelas oitavas. A última representante da América do Sul é a Venezuela, que joga sua sorte contra Emirados Árabes, também na quarta-feira.

O primeiro tempo no Cairo foi equilibrado, com poucas chances de gol. A melhor delas foi do Paraguai, num tiro livre indireto dentro da área (o goleiro sul-coreano agarrou com as mãos uma bola recuada). A cobrança, entretanto, ficou na barreira.

No segundo tempo, o equilíbrio permaneceu até o primeiro gol asiático, aos 10 minutos. Minwoo avançou pela direita e bateu cruzado. O goleiro Silva deu rebote e Bokyung não perdoou.

Porteira aberta, a Coreia do Sul ampliou aos 15 minutos. Minwoo avançou pela direita e soltou uma bomba no ângulo para fazer 2 a 0. Logo na sequência, Burgos fez falta boba, levou o segundo cartão amarelo e deixou o Paraguai com dez.

Apesar da luta para diminuir a desvatagem, os sul-americanos ainda levaram o terceiro gol, novamente com Minwoo, desta vez completando de cabeça um cruzamento.

domingo, 4 de outubro de 2009

Semifinais:Série D

Macaé e São Raimundo vencem em casa e ficam mais perto da final da Série D

Já garantidos na Série C do Campeonato Brasileiro de 2010, as quatro equipes mais bem classificadas da quarta divisão iniciaram neste domingo as semifinais da competição. Mandantes das partidas de ida, Macaé e São Raimundo aproveitaram para ficar mais perto da final.

No Maracanã, o Macaé brilhou na preliminar do Fla-Flu e fez 2 a 0 sobre a Chapecoense, equipe até então com a melhor campanha da competição. Com os dois gols de Bruno Luiz, o clube do Rio de Janeiro pode empatar ou perder por um gol de diferença na partida de volta, dia 18, em Chapecó-SC, que garantirá uma vaga na final. Se marcar fora de casa, a vantagem do Macaé aumentará. A Chapeconse terá que devolver o placar e decidir nos pênaltis ou vencer por três ou mais gols de diferença.

Já o São Raimundo, no Colosso dos Tapajós, em Santarém, levou um susto logo no início da partida quando Val abriu o placar para o Alecrim. Mas a equipe paraense fez valer o mando, com sobras. Ainda no primeiro tempo, o São Raimundo virou o jogo e definiu o marcador em 3 a 1. Luiz Carlos Trindade, Rafael Oliveira e Michel marcaram para os donos da casa, que disputarão em Natal o jogo de volta, também no próximo dia 18. O Alecrim precisará fazer 2 a 0 ou vencer por três ou mais gols de diferença para conseguir uma vaga na decisão.

27 Rodada:Série A

GRÊMIO 3X3 SPORT
Grêmio tropeça no vice-lanterna Sport e vaga na Libertadores fica mais distante



No confronto entre o melhor mandante e o pior visitante do Campeonato Brasileiro, a lógica não prevaleceu. Invicto desde setembro de 2008 no Olímpico, o Grêmio não passou de um empate por 3 a 3 com o vice-lanterna Sport e se complicou na disputa por uma vaga na Taça Libertadores de 2010. Maxi López (duas vezes) e Jonas marcaram para os gaúchos, mas Vandinho, Paulinho e Fininho garantiram a igualdade para o Rubro-Negro pernambucano. Tcheco ainda perdeu um pênalti.

O resultado é péssimo para o sonho do Tricolor gaúcho em terminar a competição entre os quatro melhores. A equipe permanece na sexta colocação, agora com 40 pontos, cinco abaixo do Goiás, último no G-4 neste momento. Já o Sport, que tinha somado apenas três pontos em jogos fora de casa até esta rodada, respira um pouco em sua luta contra o rebaixamento. O Rubro-Negro segue em penúltimo, com 24 pontos, quatro a menos que o Santo André, último que escaparia do rebaixamento hoje.

Na próxima rodada, o Grêmio vai até Curitiba enfrentar o Atlético-PR, quarta-feira, às 21h, na Arena da Baixada. O Sport recebe o Santos, no mesmo dia, às 19h30m, na Ilha do Retiro, em Recife.

Tricolor leva susto, mas termina a etapa inicial em vantagem



Com extrema confiança por jogar em casa, o Grêmio iniciou o primeiro tempo pressionando o Sport. A boa movimentação no campo ofensivo aliada à fragilidade da defesa pernambucana, segunda pior da competição, colocaram os gaúchos em vantagem no placar logo aos sete minutos. Maxi López avançou pelo lado esquerdo e cruzou na área para Jonas pegar de primeira e marcar um golaço.

Quem imaginava que o Tricolor gaúcho caminhava para mais uma vitória tranquila em casa se surpreendeu três minutos mais tarde. Em um lance de bola parada, o Sport chegou ao empate. Dutra cobrou escanteio pelo lado direito do ataque, o goleiro Marcelo Grohe, que substituiu o lesionado Victor, saiu mal e Vandinho subiu mais alto que os defensores para fazer 1 a 1.



A igualdade derrubou o desempenho do Grêmio. Para complicar mais, o Sport conseguiu corrigir a marcação sobre Tcheco e Souza, impedindo que a bola chegasse com qualidade ao ataque. O segundo gol gaúcho veio em um lance polêmico, aos 27. Maxi López se chocou com Durval na intermediária, avançou e entrada da área chutou. A bola bateu em Igor e encobriu o goleiro Magrão. Os pernambucanos reclamaram de um empurrão do atacante argentino no primeiro lance.

Mesmo com a vantagem novamente nas mãos, o Grêmio seguiu com uma atuação instável, dependendo muito da dupla Maxi e Jonas. Em uma das poucas vezes que foi ao ataque, o Sport quase empatou em falha da defesa rival. Aos 39, Vandinho roubou a bola pelo lado esquerdo e tocou para Paulinho. Livre de marcação, o atacante errou o chute e perdeu grande oportunidade.

Tcheco perde pênalti, e Leão arranca empate



No segundo tempo, o Sport voltou mais ofensivo. Com a marcação adiantada, o time nordestino atrapalhou a saída de bola do Grêmio e não demorou a chegar ao empate novamente. Aos quatro minutos, Andrade recebeu na área, chutou forte, e Marcelo Grohe espalmou. Na pequena área, Paulinho foi mais rápido que a marcação e apenas desviou para as redes.

O Grêmio respondeu logo na sequência, aos sete, com Tcheco, chutando de fora da área e quase acertando o ângulo esquerdo. A pressão continuou aos dez. Jonas desviou de cabeça na área, Mário Fernandes trombou com Vandinho e caiu, mas o árbitro ignorou os pedidos de pênalti. Na cobrança do escanteio, porém, Durval colocou a mão direita na bola: penalidade máxima. Tcheco bateu no canto direito, e Magrão defendeu.



A jogada, contudo, não fez o Sport abandonar a postura cautelosa. O Grêmio continuou em cima e, aos 14, voltou a ficar em vantagem. Souza cobrou escanteio pela direita, Maxi López errou o cabeceio, mas a bola desviou em Andrade e entrou.

Mais uma vez em desvantagem no marcador, o Sport não desistiu. Aos 28, o time do Recife igualou novamente o placar. Andrade cobrou falta rasteira para a área, a zaga se atrapalhou e a bola sobrou para Fininho, em posição duvidosa na pequena área, chutar sem chances para Marcelo Grohe.

Nos minutos finais, o Grêmio foi para o desespero. Aos 41 minutos, o time teve grande chance de fazer o quarto gol. Após cobrança de escanteio pela direita, Réver cabeceou para o chão, mas Magrão fez uma defesa espetacular no ângulo e segurou o valioso ponto para a equipe de Recife.


Ficha técnica:
GRÊMIO 3 x 3 SPORT
GRÊMIO
Marcelo Grohe, Mário Fernandes (Willian Thiego), Léo, Réver e Bruno Collaço (Lúcio); Adílson (Túlio), Fábio Rochemback, Tcheco e Souza; Máxi López e Jonas.
Técnico: Paulo Autuori.
SPORT
Magrão, Moacir, Igor, Durval e Dutra; Hamilton, Andrade, Fininho (Adriano Pimenta) e Luciano Henrique; Paulinho (Eduardo) e Vandinho (César).
Técnico: Péricles Chamusca.
Gols: Jonas, aos sete, Vandinho, aos dez, e Maxi López, aos 27 minutos do primeiro tempo; Paulinho, aos quatro, Maxi López, aos 14, e Fininho, aos 28 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Souza, Maxi López (Grêmio); Andrade, Igor, Dutra (Sport)
Estádio: Olímpico. Data: 04/10/2009.
Árbitro: Wilson Luiz Seneme.
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Marcio Luiz Augusto (SP).


SANTOS 1X3 PALMEIRAS
Líder Palmeiras bate o Santos de virada e mantém cinco pontos de folga



O Santos bem que tentou e chegou até a abrir o placar, mas não foi páreo para o poderio do líder do Campeonato Brasileiro. O Palmeiras mostrou que tem atualmente o melhor time da competição e venceu o clássico deste domingo por 3 a 1, de virada. Deixou a Vila Belmiro com os mesmos cinco pontos de vantagem da rodada passada: são 53 contra 48 do vice-líder São Paulo. Já o Santos segue com 36, em 12º lugar.

Muricy Ramalho venceu o duelo com Vanderlei Luxemburgo e viu seu time ganhar uma partida por dois gols de diferença pela primeira vez desde que assumiu o cargo, há 12 rodadas. Já o santista viu praticamente acabar o seu sonho de chegar o G-4.

Clique e confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Muita correria, pouco futebol

O primeiro tempo deixou clara a diferença técnica entre as duas equipes. O Santos tentou tomar a iniciativa, mas contava apenas com lampejos - ora de Madson, em jogadas individuais, ora de Neymar, com algum passe tirado da cartola. Ficou evidente a falta que faz Paulo Henrique Ganso, o articulador das jogadas, que está na seleção sub-20.

A única jogada correta organizada pelo ataque do Santos saiu aos oito minutos, quando Germano apareceu de surpresa na área do Palmeiras, aproveitou passe de Neymar e chutou. A bola foi por cima.

A partir dos dez minutos, o Palmeiras começou a controlar a posse de bola e ameaçar o gol de Felipe - primeiro em chutes de fora da área de Diego Souza. Aos 11, ele mandou uma bomba e obrigou Felipe a se esticar para defender.

Aos poucos, o Palmeiras foi achando espaços pelas laterais. Armero e Figueroa chegavam à linha de fundo sem serem incomodados e passaram a cruzar bolas na área. A zaga tinha muito trabalho, mas conseguia cortar. Acuado, o Santos tentava ao menos encaixar algum contra-ataque, mas o meio de campo palmeirense vigiava de perto Madson e Neymar. Kléber Pereira, por sua vez, só teve seu nome citado na divulgação das escalações.

A situação dos donos da casa se complicou quando Fabão e George Lucas deixaram o gramado, machucados. Foram substituídos, respectivamente, por Astorga e Luizinho. O primeiro não comprometeu. Com o lateral, o time perdeu a qualidade no passe. Ele chegou perto da linha de fundo por três vezes, mas errou todos os cruzamentos.

Para sorte dos alvinegros, Diego Souza e Cleiton Xavier não fizeram um bom primeiro tempo: o primeiro só apareceu nos chutes, e o segundo se limitou a passes burocráticos.

Emoção na segunda etapa

Os times voltaram do intervalo dispostos a passar uma borracha no primeiro tempo. O Santos, que terminou a etapa inicial acuado, voltou do intervalo partindo para o ataque por todos os lados. Luizinho, que entrara mal no primeiro tempo, mostrava velocidade pela direita, deixando Armero para trás.

E foi assim que o ala abriu o placar, aos nove minutos. Ele aproveitou bela jogada de Neymar pela esquerda e encheu o pé direito. A bola ainda desviou em Armero antes de estufar a rede de Marcos.

O gol santista acordou o Palmeiras. Com Robert no lugar de Obina, a equipe de Muricy Ramalho ganhou mobilidade e passou a aproveitar melhor espaços deixados pelo adversário. Aos 18, Figueroa cobrou falta da direita e achou Diego Souza na área. O meia ganhou de dois marcadores pelo alto e cabeceou firme, empatando a partida.

O jogo tornou-se franco e emocionante. O Santos não se intimidou com o empate do líder e continuou em cima. Luxemburgo sacou Pará do jogo e mandou o time ao ataque escalando o meia-atacante Felipe Azevedo. Aos 24, ele cruzou da direita, Kléber Pereira deixou passar, e Neymar, livre, tentou colocar no ângulo esquerdo, mas errou o alvo.

O líder deu a resposta e conseguiu a virada. A zaga santista deixou Diego Souza dominar dentro da área. Erro fatal. O meia conseguiu se livrar de dois marcadores e chutou cruzado. Robert esticou a perna e fez 2 a 1.

Com o meio-campo escancarado, já que Pará era quem melhor marcava, os palmeirenses tiveram os espaços que faltaram na primeira etapa. Aos 31, Diego Souza e Cleiton Xavier vieram tabelando desde a intermediária. Cleiton rolou a bola para Robert, que ganhou de Triguinho e jogou por baixo das pernas de Felipe. Antes que a bola cruzasse a linha, Vagner Love apareceu para assumir a autoria do gol.

Aos 41 minutos, Maurício derrubou Neymar na entrada da área. O árbitro assinalou pênalti, mas foi avisado pelo auxiliar que a falta havia sido fora da área. Após reclamações santistas, Madson cobrou a infração na cabeça de Felipe Azevedo, que desviou. Marcos fez grande defesa. Ao final da partida, santistas protestaram com gritos de guerra contra a diretoria. Luxemburgo foi poupado.


Ficha técnica:
SANTOS 1 x 3 PALMEIRAS
SANTOS
Felipe, George Lucas (Luizinho), Fabão (Astorga), Eli Sabiá e Triguinho; Pará (Felipe Azevedo), Rodrigo Souto, Germano e Madson; Neymar e Kléber Pereira.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
PALMEIRAS
Marcos, Figueroa, Maurício, Danilo e Armero; Souza, Edmílson, Cleiton Xavier e Diego Souza; Obina (Robert) e Vagner Love (Willians).
Técnico: Muricy Ramalho.
Gols: Luizinho, aos nove, Diego Souza, aos 18, Robert, aos 27, e Vagner Love, aos 31 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Figueroa, Maurício (Palmeiras), Madson, Kléber Pereira, Neymar (Santos).
Estádio: Vila Belmiro, em Santos (SP). Data: 04/10/2009.
Árbitro: Salvio Spinola Fagundes Filho (Fifa/SP).
Auxiliares: Ednílson Corona (Fifa/SP) e Vicente Romano Neto (SP).
Renda e público: R$ 255.380 e 10.402 pagantes.


GOIÁS 1X3 BOTAFOGO
Botafogo surpreende o Goiás no Serra Dourada e volta a respirar no Brasileiro



Em General Severiano, virou quase um mantra dizer que o Botafogo cresce nas adversidades. E mais uma vez isso ficou provado com a incrível vitória por 3 a 1 sobre o Goiás, que briga pelo título do Campeonato Brasileiro, na tarde deste domingo, no estádio Serra Dourada (assista aos gols do jogo no vídeo ao lado). Jobson, Victor Simões e André Lima marcaram os gols da partida na qual o Alvinegro teve um jogador a mais desde os 36 minutos do primeiro tempo, com a expulsão do zagueiro João Paulo - Amaral descontou já nos acréscimos.

O resultado não tirou o Botafogo da zona do rebaixamento, mas acabou com um jejum de 11 jogos sem vitórias no Brasileirão. A equipe está em 17º lugar com 28 pontos, os mesmos do Santo André, levando desvantagem no número de vitórias (cinco contra sete do Ramalhão). No entanto, dá moral para uma equipe que conquistou o seu único triunfo no segundo turno e o primeiro no Serra Dourada desde 1995, ano em que foi campeão nacional. O Goiás permanece com 45 pontos e cai para a quarta posição. As duas equipes voltam a campo na próxima quinta-feira, às 21h. O Goiás enfrenta o Cruzeiro no Mineirão, e o Botafogo recebe o Atlético-MG no Engenhão.

Alvinegro entra em campo com três atacantes

O técnico do Botafogo, Estevam Soares, optou por uma formação ofensiva, com Reinaldo, Victor Simões e André Lima. A alternativa realmente surpreendeu o Goiás, que demorou a se encontrar em campo no início da partida. O Alvinegro dominava as ações, conseguindo unir ofensividade e consistência defensiva.

No entanto, o time carioca repetia o alto número de passes errados e se limitava a faltas cobradas por Juninho e chances nas bolas altas em cobranças de escanteio. Com isso, aos poucos os donos da casa foram alcançado a tranquilidade necessária para tomar conta da partida, se aproveitando das falhas do adversário.

E foi numa delas que o Esmeraldino criou a primeira boa chance, aos 24 minutos, depois que Victor Simões perdeu a bola no meio-campo e propiciou o contra-ataque. Júlio César avançou pela esquerda e cruzou para Iarley desviar. Com bom reflexo, Jefferson fez grande defesa. Foi este o primeiro momento no qual o grande número de torcedores presentes ao Serra Dourada (incentivados por uma promoção de ingressos) se levantou e exerceu pressão.

Enquanto isso, a partida era marcada pelo alto número de cartões amarelos distribuídos pelo árbitro Sandro Meira Ricci. Nada menos do que seis jogadores alvinegros foram advertidos. Um cartão causou até uma discussão entre os técnicos Estevam Soares e Hélio dos Anjos à beira do campo. Tudo aconteceu por causa do amarelo dado a Diego, quando, na visão dos alviverdes, Leandro Guerreiro, que já estava pendurado, havia sido o verdadeiro autor de uma falta sobre Léo Lima.

Mas foi o Goiás quem saiu para o intervalo em desvantagem, depois que o zagueiro João Paulo recebeu o segundo amarelo, consequentemente o vernelho, por falta violenta em André Lima, aos 36 minutos. No entanto, o Botafogo não conseguiu fazer valer o homem a mais e quase sofreu o primeiro gol aos 44 minutos, quando Júlio César recebeu lançamento de Léo Lima e entrou na área, mas Jefferson, com outra grande defesa, impediu o gol.

Com um a mais em campo, Alvinegro marca três vezes, perde pênalti...

O Botafogo retornou para o segundo tempo com a clara intenção de valorizar ao máximo a posse de bola, trocando muito passes até chegar ao gol adversário, se aproveitando da postura ofensiva do Goiás. E foi assim, que o Alvinegro abriu o placar, aos quatro minutos. Victor Simões avançou pela esquerda e tocou para André Lima. O atacante logo percebeu Jobson livre na direita. Este recebeu, dominou e chutou cruzado, fazendo 1 a 0.

Mas o Goiás não se abalou com a desvantagem e partiu para cima do Botafogo. Toda pendurada, a defesa alvinegra não exercia forte marcação, temendo um cartão vermelho. Com isso, o time dava espaços e quase chegou ao empate em seguida, com Léo Lima acertando a trave direita de Jefferson, que antes tocou na bola.

Imediatamente a torcida do Goiás começou a pedir a entrada de Romerito, que estava no banco de reservas, dando o tom do clima de insatisfação no Serra Dourada. Do outro lado, o Botafogo adotava uma tática suicida: fechava-se dentro de sua área e oferecida espaços ao adversário. No entanto, tinha campo para encaixar contra-ataques.

Assim o Alvinegro marcou o segundo, aos 16 minutos, depois que Jobson recebeu pelo lado direito, avançou em velocidade e cruzou para Victor Simões, que, livre de marcação, pegou de primeira para marca um belo gol. A partir de então o desespero tomou conta do Goiás, que partiu para cima de forma desordenada, já com Romerito no lugar do volante Fernando.

Com calma e na base do toque de bola, o Botafogo usou a inteligência e facilmente marcou o terceiro, aos 20 minutos. André Lima recebeu na frente, driblou o marcador e chutou forte. Neste momento, o bom número de torcedores alvinegros no estádio fazia a festa, cantando "E ninguém cala esse nosso amor" e "O Serra Dourada é nosso".

Sem diminuir o ritmo, o Botafogo teve grande chance de ampliar aos 24 minutos, depois que Victor Simões recebeu sem marcação na área e não conseguiu dominar a bola, perdendo um gol incrível. Chance ainda melhor teve Lucio Flavio, cobrando em seguida um pênalti de Leandro Eusébio em André Lima. Harlei defendeu e André Lima ficou com o rebote, mas o árbitro marcou invasão de área.

Aos 30 minutos de partida a torcida do Goiás começou a deixar o Serra Dourada, embora os insistentes continuassem a apoiar a equipe. Já os botafoguenses que estavam na arquibancada terminaram o jogo gritando "olé" e, assistindo a mais uma bela atuação de Jefferson, que levava vantagem nas tentativas de ataque do Goiás, entoando o hino alvinegro. Nem mesmo o gol de Amaral, aos 48 minutos, em um chute de fora da área sem chances para o camisa 1 alvinegro, estragou uma festa rara para o Glorioso no Brasileirão.


GOIÁS 1 x 3 BOTAFOGO
GOIÁS
Harlei, Leandro Eusébio, João Paulo e Ernando; Vítor, Fernando (Romerito), Everton, Léo Lima (Amaral) e Júlio César (Zé Carlos); Felipe e Iarley
Técnico: Hélio dos Anjos
BOTAFOGO
Jefferson, Alessandro, Juninho, Wellington e Diego; Leandro Guerreiro, Léo Silva (Fahel), Lucio Flavio e Reinaldo (Jobson); Victor Simões (Batista) e André Lima
Técnico: Estevam Soares
Gols: Jobson, aos quatro, Victor Simões, aos 17, André Lima, aos 20, e Amaral, aos 48 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: João Paulo e Leandro Eusébio (Goiás); Victor Simões, Alessandro, Leandro Guerreiro, Reinaldo, Wellington, Diego, André Lima (Botafogo)
Cartão vermelho: João Paulo (Goiás)
Estádio: Serra Dourada, em Goiânia (GO) Data: 04/10/2009
Renda: R$ 214.005 Público: 22.989 pagantes
Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF)
Auxiliares: Carlos Berkenbrock (Fifa/SC) e Ênio Ferreira de Carvalho (DF)


AVAÍ 2X2 CRUZEIRO
Com gol nos acréscimos, Avaí consegue o empate com o Cruzeiro na Ressacada



Em posições intermediárias na classificação, Avaí e Cruzeiro se complicaram neste domingo na caminhada para a sonhada vaga na Taça Libertadores de 2010. Cristian, aos 46 minutos do segundo tempo, marcou o gol que decretou o empate em 2 a 2, no estádio da Ressacada, não permitindo que as equipes se aproximassem do grupo dos quatro mais bem colocados no Campeonato Brasileiro. Leonardo Silva e Fabrício fizeram para os mineiros. Léo Gago anotou o outro dos catarinenses.

Ouça os gols da partida na narração de Osvaldo Reis, da Rádio Globo


Com o resultado, o Avaí permanece na nona colocação, com 38 pontos, e não vive bom momento na competição. Nos últimos seis jogos, a equipe acumulou quatro derrotas, uma vitória e um empate. Já Cruzeiro vai a 36, em 11°, e amplia para sete o número de rodadas sem perder como visitante (quatro vitórias e três empates).

Na próxima rodada, o Avaí enfrenta o Palmeiras, quinta-feira, às 21h, no Palestra Itália, em São Paulo. O Cruzeiro recebe o Goiás, no mesmo dia e horário, no Mineirão, em Belo Horizonte.

Muriqui perde chances, e Leonardo Silva faz para a Raposa



Mesmo jogando fora de casa, o Cruzeiro começou a partida na tentativa de surpreender o Avaí. Com a marcação adiantada, os mineiros pressionaram a defesa catarinense, que encontrou muitos problemas para tocar a bola. Apesar de dominar, a Raposa sentiu a falta do atacante Kléber, vetado pelo departamento médico, e não criou grandes chances com a dupla Thiago Ribeiro e Wellington Paulista.

Com a equipe avançada, o Cruzeiro abriu espaços na defesa. Quando conseguiu tocar a bola com precisão, o Avaí levou perigo. Aos cinco minutos, Fabinho Capixaba avançou pelo lado direito e tocou na área para Muriqui. Sem marcação, o meio-campista chegou na cara de Fábio, mas errou a finalização e mandou a bola por cima, perdendo grande chance.



Muriqui, inclusive, voltou a aparecer, aos 28, em uma nova oportunidade de gol. Leonardo, substituto do centroavante William, deu lindo passe para o ex-vascaíno entre os zagueiros na área. Mais uma vez livre, ele pegou mal na bola e permitiu que o goleiro mineiro defendesse sem dificuldades.

Na única vez que foi mais incisivo no ataque, o Cruzeiro chegou ao gol, aos 42. Após cobrança de escanteio, Jonathan invadiu a área e chutou cruzado. A bola passou pelo goleiro Eduardo Martini e pelos zagueiros, mas não por Leonardo Silva. O zagueiro desviou para a meta vazia e fez o primeiro gol dele no Brasileirão. O defensor quase marcou o segundo, aos 46, ao aproveitar falha da defesa, mas chutar prensado.

Gol no fim salva o Avaí da derrota em casa



Na volta do intervalo, o Avaí reapareceu mais ofensivo, principalmente pela maior mobilidade de seus homens no meio de campo. A primeira boa oportunidade surgiu aos seis minutos. Fabinho Capixaba fez boa jogada pela direita e cruzou. Livre na pequena área, o zagueiro Emerson subiu de cabeça, mas não acertou em cheio e levou os torcedores presentes na Ressacada ao desespero.

Pouco tempo depois, aos oito minutos, os catarinenses empataram. Eltinho avançou pela esquerda e deu belo passe na entrada da área para o volante Léo Gago, que chutou de bico, rasteiro, no canto esquerdo de Fábio.



A igualdade fez as equipes se abrirem em busca do segundo gol. Melhor para o Cruzeiro. Aos 15 minutos, a Raposa voltou a ficar em vantagem. Jonathan disparou pelo lado direito e cruzou com precisão na segunda trave para o volante Fabrício desviar no contrapé de Eduardo Martini: 2 a 1.

Para tentar fazer a equipe reagir, o técnico Silas sacou o zagueiro Augusto e colocou o lateral-direito Medina, revelação das categorias de base, para dar mais velocidade ao sistema ofensivo. Aos 31, após cruzamento da esquerda, o zagueiro Emerson forte, mas errou o alvo e desperdiçou.

Mais cauteloso, o Cruzeiro passou a jogar nos contra-ataques. A equipe quase fez o terceiro, aos 36. O garoto Diego Renan arriscou de fora da área, a bola desviou em um marcador e quase caiu no canto direito do goleiro rival.

Nos minutos finais, o Avaí partiu para o desespero. Silas sacou o volante Ferdinando e colocou o atacante Caio. Aos 46 minutos, veio o empate. Após lançamento para o ataque, Muriqui ajeitou com o peito e Cristian bateu colocado no canto esquerdo de Fábio.


AVAÍ 2 x 2 CRUZEIRO
AVAÍ
Eduardo Martini, Rafael, Emerson e Augusto (Medina); Fabinho Capixaba, Ferdinando (Caio), Léo Gago, Marquinhos e Eltinho; Muriqui e Leonardo (Cristian)
Técnico: Silas
CRUZEIRO
Fábio, Jonathan, Gil, Leonardo Silva e Diego Renan; Fabrício, Henrique (Elicarlos), Marquinhos Paraná e Gilberto (Patrick); Thiago Ribeiro (Soares) e Wellington Paulista
Técnico: Adílson Batista
Gols: Leonardo Silva, aos 42 minutos do segundo tempo; Léo Gago, aos seis, Fabrício, aos 15, e Cristian, aos 46 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Augusto, Ferdinando e Léo Gago (Avaí); Wellington Paulista, Gil, Henrique e Fabrício (Cruzeiro)
Estádio: Ressacada, em Florianópolis Data: 04/10/2009
Renda: R$ 63.905 Público: 10.823
Árbitro: Carlos Eugenio Simon
Auxiliares: José Javel Silveira (RS) e Alexandre Antonio Pruinelli Kleiniche (RS)


FLAMENGO 2X0 FLUMINENSE
Artilheiro Adriano comanda vitória do Fla sobre o Flu e afunda mais o rival



As 82.566 pessoas que foram ao Maracanã neste domingo, para assistir ao Fla-Flu, acompanharam mais uma grande exibição do atacante Adriano com a camisa rubro-negra. O Imperador fez os gols da vitória por 2 a 0 e chegou a 15 no Campeonato Brasileiro, ficando à frente de todos os concorrentes.

Após a sexta partida seguida sem sofrer gol, o Flamengo chegou a 41 pontos e segue mais vivo do que nunca na luta para chegar ao G-4. Agora são quatro pontos de distância.

Para o Fluminense, a derrota - a 14ª na competição - deixa a possibilidade do rebaixamento ainda mais cristalina. A equipe ocupa a lanterna, com 21 pontos, sete a menos do que o primeiro time fora da zona da degola, o Santo André. O Maracanã recebeu o maior público pagante do ano em todas as divisões do Brasileiro: 78.409. A marca anterior pertencia ao Vasco, no jogo contra o Ipatinga pela Série B.

Na quarta-feira, às 21h50m, o Flamengo enfrenta o Vitória, em Salvador. O Fluminense, em casa, encara o Corinthians.

Equipes falham na pontaria

As duas equipes entraram em campo com formações ofensivas, fazendo com que a partida começasse bastante aberta. A primeira boa jogada de ataque foi do Flamengo. Aos quatro minutos, Léo Moura fez bom lançamento para Zé Roberto, que invadiu a área e chutou na saída do goleiro Rafael. O camisa 1 tricolor fez a defesa e impediu o gol. Na cobrança de escanteio, Denis Marques mandou de cabeça, e a bola foi por cima do gol.

Aos nove, Adriano fez lançamento espetacular para Denis Marques, que arrancou sozinho mas se enrolou com a bola e foi desarmado por Diguinho. A resposta do Flu foi à altura: Alan recebeu passe em boas condições para finalizar, mas furou na tentativa de tocar por cima do goleiro Bruno.

O Rubro-Negro tinha mais posse de bola, e o Tricolor se fechava no campo de defesa para sair nos contra-ataques. Em um deles, aos 26 minutos, Adeílson tabelou e, da ponta esquerda, cruzou rasteiro para o meio da área. Alan apareceu como uma bala mas chutou por cima do gol. Grande chance perdida. Aos 30 minutos foi a vez de o Flamengo ameaçar novamente. Zé Roberto roubou a bola e, da ponta direita, cruzou para a área. A zaga tricolor fez o corte. Após cobrança de escanteio, Petkovic mandou para a área, e David subiu mais do que os adversários e desviou de cabeça. A bola, no entanto, foi por cima do gol.

Antes do fim do primeiro tempo, o Flu criou outra boa oportunidade. Aos 35, Adeílson foi lançado na direita e levou até dentro da área. O atacante se livrou com categoria de Léo Moura, mas o goleiro Bruno se antecipou e, com os pés, evitou que o jogador tricolor finalizasse.

Imperador decide o Fla-Flu

O Flamengo voltou do vestiário com Willians no lugar do vaiado Denis Marques. E a primeira boa chance foi do Rubro-Negro. Petkovic achou Adriano sozinho na entrada da área e, de perna direita, o Imperador finalizou. Rafael voou e fez uma defesa de cinema. O lance incendiou as torcidas no Maracanã. Empurrado pelo seus seguidores, o Fla continuou em cima e foi recompensado. Aos seis minutos, Zé Roberto fez boa jogada e tocou para Adriano, que arrumou a bola para a perna esquerda e, marcado por dois defensores, chutou por baixo do goleiro Rafael: 1 a 0.

E havia mais show do Imperador. Aos 18 minutos, ele recebeu sozinho dentro da área e, com a calma de um verdadeiro artilheiro, chutou de perna direita: 2 a 0. O gol enlouqueceu os rubro-negros, que passaram a ironizar o rival gritando "Segunda Divisão".

Entre um gol e outro, um susto: o atacante Alan levou uma pancada na cabeça, em disputa pelo alto com o zagueiro David, e caiu desmaiado. Deixou o gramado em uma ambulância, foi encaminhado para um hospital para realizar tomografia, e nada foi constatado.

Aos 29, o Flamengo quase conseguiu aumentar. Zé Roberto invadiu a área e chutou com força, mas Rafael defendeu bem. Aos gritos de "olé", o Rubro-Negro ainda fez mais um, mas o árbitro anulou corretamente - pois Williams estava em impedimento no cruzamento de Adriano. Até o fim do jogo, o Fluminense ainda tentou diminuir o prejuízo, mas não conseguiu vencer a defesa do Fla.


Ficha técnica:
FLAMENGO 2 x 0 FLUMINENSE
FLAMENGO
Bruno, Léo Moura, David, Ronaldo Angelim e Everton; Maldonado, Aírton, Zé Roberto e Petkovic (Toró); Denis Marques (Willians) e Adriano.
Técnico: Andrade.
FLUMINENSE
Rafael, Ruy, Digão (Cássio), Luiz Alberto e Dieguinho; Fabinho (Marquinho), Diguinho, Conca e Fábio Neves; Alan (Roni) e Adeílson.
Técnico: Cuca.
Gols: Adriano, aos seis e aos 18 minutos minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: David, Willians (Flamengo); Diguinho (Fluminense).
Estádio: Maracanã. Data: 04/05/2008.
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique.
Auxiliares: Ricardo Mauricio Almeida e Marco Aurelio Pessanha.
Público: 78.409 pagantes (82.566 presentes). Renda: R$ 1.016.016.


CORITIBA 2X0 INTERNACIONAL
Perto do centenário, Coritiba vence em casa, respira e tira o Inter do G-4



A oito dias do centenário do clube, a torcida do Coritiba teve motivos para festejar neste domingo. Com quatro atacantes em campo nos 20 minutos finais, o Coxa derrotou o Internacional por 2 a 0 neste domingo, no Couto Pereira, e reduziu o risco de rebaixamento. E ao mesmo tempo, diminuiu as chances do Inter ser campeão brasileiro no ano em que completa cem anos.

Com a vitória, o Alviverde paranaense se manteve na 15ª colocação, mas chegou a 33 pontos, cinco a mais que o Náutico, primeiro clube que cairia hoje para a Série B. Já o Colorado perdeu mais uma posição (é o quinto) e estaria fora da Taça Libertadores de 2010 se o Nacional terminasse agora. Pela primeira vez em 27 rodadas (sem contar jogos atrasados), o Inter não figura no G-4. E tem agora nove pontos a menos que o líder Palmeiras.

As duas equipes voltam a campo na quarta-feira. O Inter recebe o Náutico no Beira-Rio, às 21h50m. Já o Coritiba vai à capital paulista enfrentar o São Paulo no Morumbi (21h).

Primeiro tempo sem grandes emoções

Incentivado pela torcida que compareceu em bom número ao Couto Pereira, o Coritiba teve a primeira chance da partida aos seis minutos. O lateral Rodrigo Heffner recebeu pela direita, driblou o marcador e chutou à esquerda do gol colorado.

A oportunidade inicial do Inter surgiu aos 18 minutos. Após cobrança de escanteio, Índio cabeceou para o meio da área. Fabiano Eller chutou à queima-roupa, e o goleiro Edson Bastos saiu bem do gol e defendeu.

Lauro foi exigido pela primeira vez aos 22. Também após um córner, Ariel subiu mais alto que a marcação e cabeceou. O arqueiro do Inter agarrou sem dar rebote.

O Coxa concentrava as jogadas pelo lado direito, com as avançadas de Rodrigo Heffner. Mas a equipe perdeu uma das suas principais armas aos 25, quando o lateral sentiu uma fisgada na coxa esquerda e teve que deixar o jogo. Ney Franco não quis perder a força ofensiva e colocou o atacante Thiago Gentil em campo, passando Pedro Ken para a lateral.

Com os defensores levando a melhor sobre os atacantes e com a marcação de várias faltas, as poucas chances surgiam em lances de bola parada. Aos 39, Marcelinho Paraíba, pela lado esquerdo, cobrou falta rasteira para a área, e Pereira completou, rente à trave direita.

Ney Franco ousa e é recompensado

No segundo tempo, o panorama não mudou inicialmente. Os times seguiam sem criatividade, com muitos erros de passes e faltas. Aos três minutos, Marcelinho Paraíba cobrou falta, e Lauro espalmou para escanteio.

Diante da falta de ofensividade das duas equipes, a partir dos 20 minutos, os treinadores Ney Franco e Tite mudaram peças nos ataques de seus times. Rômulo entrou no lugar de Ariel no Coxa. E Taison, em nova atuação apagada, saiu para a entrada de Edu no visitante.

Aos 26 minutos, o Inter chegou a balançar a rede. Andrezinho lançou Alecsandro, que botou a bola no gol. Mas o atacante estava impedido por centímetros.

Após o lance, Ney Franco mandou ao gramado o atacante Marcos Aurélio no lugar do meia Pedro Ken. O Coxa ficou então com o quarteto ofensivo Marcelinho Paraíba, Rômulo, Thiago Gentil e Marcos Aurélio.

E a ousadia deu resultado quatro minutos depois. Aos 30, Rômulo recebeu pela esquerda e cruzou rasteiro. A bola passou por todos os defensores do Inter e chegou para Marcos Aurélio completar cruzado para a rede.

Em desvantagem no marcador, Tite fez um troca-troca de argentinos, colocando D'Alessandro no lugar de Guiñazu. Mas o Inter seguiu sem conseguiu ameaçar seriamente o gol adversário.

E foi o Coritiba que chegou ao gol. Aos 44, Thiago Gentil fez jogada individual e arriscou de fora da área. A bola desviou em Índio e superou o goleiro Lauro.


Ficha técnica:
CORITIBA 2 x 0 INTERNACIONAL
CORITIBA
Edson Bastos, Rodrigo Heffner (Thiago Gentil), Pereira, Jéci e Luciano Amaral; Leandro Donizete, Jaílton, Pedro Ken (Marcos Aurélio) e Carlinhos Paraíba; Marcelinho Paraíba e Ariel (Rômulo).
Técnico: Ney Franco.
INTERNACIONAL
Lauro, Bolívar (Danilo Silva), Índio, Fabiano Eller e Kléber; Sandro, Guiñazu (D'Alessandro), Andrezinho e Maycon; Taison (Edu) e Alecsandro.
Técnico: Tite.
Gol: Marcos Aurélio, aos 30 minutos, e Thiago Gentil, aos 44 do 2º tempo.
Cartões amarelos: Pedro Ken, Marcos Aurélio (Coritiba), Índio, Taison, Kléber (Inter).
Estádio: Couto Pereira Data: 04/10/2009.
Árbitro: Nelson Nogueira Júnior.
Auxiliares: Luciano José Coelho Cruz e Erich Bandeira.