domingo, 15 de novembro de 2009

35 Rodada:Série A

BARUERI 3X0 BOTAFOGO
Apático, Botafogo é arrasado por Val Baiano na Arena Barueri



A coisa está feia para o Botafogo. É o que devem estar pensando os alvinegros neste domingo, quando o time - apagado e sem um pingo de criatividade - não foi páreo para o Barueri e acabou derrotado por 3 a 0, na Arena Barueri, na Grande São Paulo, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os donos da casa jogaram em ritmo de treino e no embalo de seu artilheiro, Val Baiano, que marcou os três gols da vitória por 3 a 0, sem o menor trabalho, deixando o Bota em situação complicada.

Com 41 pontos, a equipe carioca está em 16º lugar e ainda vê o rebaixamento para a Série B como uma ameaça. Já o Barueri, com 48, está perto de garantir um lugar na Copa Sul-Americana de 2010.

Lance duvidoso coloca o Barueri na frente

Pressionado pela ameaça de rebaixamento, o Botafogo entrou em campo nervoso, com dificuldade para trocar passes, acuado. O Barueri girava o jogo de um lado para o outro e o Bota corria atrás, como se estivesse com menos jogadores em campo. Sem poder ofensivo, o jeito, então, era arriscar chutes de fora da área. Lucio Flavio, Juninho e Reinaldo tentaram e até fizeram com que os cariocas liderassem o placar de finalizações. No entanto, nenhuma das tentativas levou perigo ao goleiro Renê, que não teve muito trabalho na primeira etapa.

Já o Barueri, mesmo sem ter finalizado tanto quanto o Bota, foi mais perigoso quando chegou à meta alvinegra. O time carioca concluiu dez jogadas. A equipe da Grande São Paulo, oito - quatro delas foram chances reais de gol. Uma entrou.

O time paulista era melhor e merecia o gol, que veio em um lance polêmico, aos 28 minutos. Val Baiano recebeu cruzamento dentro da área antes de concluir de pé direito. A jogada foi rápida, e os botafoguenses nem chegaram a reclamar na hora, mas a câmera posicionada atrás do gol dá a impressão de que o atacante usou o braço direito para dominar a bola (assista ao lance no vídeo acima).

A vantagem no placar fez com que o Botafogo se mandasse à frente de vez. Aos 30, conseguiu sua primeira chegada um pouco mais lúcida. Após bate-rebate na área, a bola sobrou para Lucio Flavio chutar. Renê defendeu.

Como precisava sair para o jogo, o Bota abriu espaços para o Barueri contra-atacar. Aos 39, Márcio Careca desceu pela esquerda e soltou a pancada. Jefferson espalmou.

Bota para de vez, e Barueri se aproveita

O Botafogo conseguiu piorar no segundo tempo. O técnico Estevam Soares trocou Fahel e Léo Silva por Renato e Thiaguinho, respectivamente. Dessa forma, a equipe, que já não conseguia armar nada, perdeu poder de marcação no meio de campo.

E aí, o Barueri deitou e rolou. Sem dificuldades para chegar à área adversária, a equipe paulista tratou de marcar logo o seu segundo gol. Aos oito, Bruno cruzou na cabeça de Flavinho, que só escorou para Val Baiano dominar e chutar no canto esquerdo, sem chances para Jefferson e sem brechas para questionamentos. E bonito.

Perdido em campo, batendo cabeça em todos os setores, o Botafogo apenas assistia ao Barueri chegar com perigo por todos os lados. Aos 24, Thiago Humberto tentou um chute colocado para encobrir Jefferson, que acabou tirando a bola com os olhos. Ela passou à direita, raspando a trave.

A liberdade dada pela equipe do Botafogo era tanta que parecia surpreender o Barueri. Os anfitriões chegavam trocando passes com facilidade, mas, para sorte do Bota, não acertaram aquele último toque que deixa os atacantes na cara do gol. Com um pouco mais de capricho, o time paulista poderia estar goleando já aos 25 minutos da etapa final.

O Botafogo teve um lampejo aos 26, quando Jobson prendeu a bola pela meia direita e lançou para Thiaguinho, que entrou como um ponta e chutou cruzado, com perigo. Mas foi só isso. O Barueri levou o restante da partida como se fosse um amistoso de pré-temporada. Tanto que o goleiro Renê passou quase o tempo todo apenas assistindo à partida.

Ainda havia tempo para mais. O Barueri resolveu apertar um pouquinho no fim e chegou ao seu terceiro gol. Com Val Baiano, novamente. Aos 47, ele recebeu cruzamento da direita e chutou cruzado, tirando a bola do alcance de Jefferson, fechando o placar e afundando o Bota.


Ficha técnica:
BARUERI 3 x 0 BOTAFOGO
BARUERI
Renê, Daniel Marques, Leandro Castan e Xandão; Bruno Ribeiro Eder), Ewerton (Márcio Ham), Ralf, Thiago Humberto e Márcio Careca; Flavinho (Henrique) e Val Baiano.
Técnico: Luis Carlos Goiano.
BOTAFOGO
Jefferson, Alessandro (Marquinho), Juninho, Wellington e Diego Giaretta; Leandro Guerreiro, Fahel (Renato), Léo Silva (Thiaguinho) e Lucio Flavio; Jóbson e Reinaldo.
Técnico: Estevam Soares.
Gols: Val Baiano, aos 28 do primeiro, aos 8 e 47 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Bruno Ribeiro, Ralf, Flavinho (Barueri), Léo Silva, Thiaguinho (Botafogo).
Estádio: Arena Barueri, em Barueri (SP). Data: 15/11/2009.
Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA).
Auxiliares: Adaílton José de Jesus Silva (BA) e Adson Marcio Lopes Leal (BA).
Público e renda: 3.432 pagantes/R$ 65.130,00.


NÁUTICO 0X2 FLAMENGO
Flamengo confirma poder de chegada, bate o Náutico e sobe para o 2º lugar



O Flamengo chegou. E nem adianta o técnico Andrade evitar falar em título do Campeonato Brasileiro. Se o assunto ainda é tratado com discrição por todos no Rubro-Negro, vai ter que mudar. Neste domingo, no estádio dos Aflitos, o time derrotou o Náutico por 2 a 0, pela 35ª rodada, chegou a 60 pontos e está a dois do líder, o São Paulo. A vice-liderança conquistada fora de casa se deve muito a Adriano. O Imperador foi novamente decisivo, comandou a equipe com autoridade e assumiu a artilharia isolada, com 19 gols (assista ao vídeo ao lado). Tudo isso em um dia para lá de especial para o clube. Neste 15 de novembro, o Fla completa 114 anos de história.

Reforçando o poder de chegada, o Fla assumiu a liderança do returno. São 33 pontos e dez vitórias, números idênticos aos do Cruzeiro. No entanto, os cariocas têm saldo de gols melhor: 12 a 10. Ao Alvirrubro, a dose de preocupação alcançou o limite. O time de Geninho continua em penúltimo, com 35 pontos, a seis do primeiro time fora do Z-4 (o Botafogo).

Na 36ª rodada, o Timbu enfrenta o Corinthians, em São Paulo, sábado, às 19h30m. No dia seguinte, o Fla recebe o Goiás, no Maracanã, no mesmo horário.

Confira a classificação completa do Campeonato Brasileiro

Adriano inferniza o Timbu



Um grupo fechado e comprometido na busca pelo título. A imagem dos jogadores do Flamengo reunidos no gramado antes do jogo foi de provocar frio na espinha do torcedor do Náutico. Afinal, qual seria o plano rubro-negro no Recife? A esforçada dupla de ataque do Timbu não quis dar muito tempo ao rival. Aos 46 segundos, Carlinhos Bala recebeu na área com liberdade, mas o chute foi abafado por Bruno. Aos nove, o goleiro também levou um susto do xará Bruno Mineiro, que arriscou de fora da área.

No Fla, Petkovic andava sumido, discreto mesmo. Adriano não. O Imperador queria jogo, orientou o improvisado Ronaldo Angelim na lateral esquerda, alternou trombadas com os zagueiros Asprilla e Cláudio Luiz o tempo todo, chutou de longe, tabelou e pediu bola. Quando recebeu na área, aos 16, foi difícil “domar” o cruzamento de Willians. O domínio indicava a famosa bomba de canhota para o gol, mas ele surpreendeu e rolou para trás. Gledson não conseguiu segurar o chute de esquerda de Léo Moura, e Pet, de plantão na pequena área, chegou rasgando com pé, canela e joelho para abrir o placar. Oitavo gol do sérvio no Brasileirão (assista ao vídeo).



Na tentativa de empatar o jogo, Bala se posicionou bem na área adversária, não foi acompanhado de perto por David e quase empatou, aos 20. O Timbu chegou a marcar, seis minutos depois, mas a arbitragem anulou. Michel chutou de fora da área, Bruno praticou um milagre com os pés e deu rebote, que Cláudio Luiz aproveitou. O zagueiro de quase dois metros estava impedido. Apesar da marcação correta do auxiliar Alessandro Álvaro Rocha de Matos, o árbitro Sandro Meira Ricci ficou indeciso, conversou com o auxiliar, com outro bandeirinha e até com o quarto árbitro. Após quase cinco minutos, a anulação foi confirmada.

Adriano continuava infernal. Em nova investida pela esquerda, fez Gledson trabalhar. Objetivo, o Rubro-Negro conseguiu o segundo. Jogada bem trabalhada, toque de pé em pé, e bola na rede. Aos 46, Léo Moura encontrou Zé Roberto na ponta direita completamente livre. O cruzamento rasteiro superou as imperfeições do gramado dos Aflitos e encontrou Adriano sozinho na pequena área. Um toque, e o 19º gol do artilheiro do Brasileirão: 2 a 0.

Timbu busca milagre, e Fla contra-ataca

Se o desespero tem cor, tinha duas nos Aflitos: o vermelho e o branco. Muito perto do abismo para a Série B, o Náutico reuniu as forças que lhe restavam para tentar reagir na partida. O início até que foi promissor. Aos três, Irênio chutou da entrada da área, mas Bruno espalmou bonito. Só que não bastava pensar no ataque. Um minuto depois, Léo Moura recebeu na primeira trave, girou o corpo e bateu forte. Gledson defendeu.

Adriano continuava bem, ainda mais com a situação confortável da equipe. Nos contra-ataques, as melhores chances. Uma foi inacreditavelmente desperdiçada por Zé Roberto. Aos 14 minutos, ele achou o Imperador livre na direita. O pique até chegar na cara de Gledson foi de tirar o fôlego e, assim como no primeiro gol, o craque surpreendeu. Quem esperava o chute viu um belo passe para o próprio Zé Roberto, quase na pequena área. Na cara do gol, sem goleiro, o meia acertou a bola com o tornozelo e isolou.

Geninho fez que o podia. Colocou os atacantes Anderson Lessa e Tuta, conseguiu pressionar e até chegar perto do gol. Juliano, aos 27, bateu de fora da área e fez Bruno se esticar para defender com a mão esquerda. Quando a bola entrou, aos 40, Anderson Lessa estava impedido.

Em estado de graça, Adriano por pouco não fechou o show em grande estilo. Depois de uma deixadinha espetacular no meio-campo, ele partiu para a área e esperou o cruzamento de Léo Moura. O chute de primeira, cheio de categoria, passou pertinho, mas foi pela linha de fundo. No dia dos 120 anos da Proclamação da República, o Imperador brilhou e comandou por 90 minutos.


Ficha técnica:
NÁUTICO 0 x 2 FLAMENGO
NÁUTICO
Gledson; Vágner Silva, Cláudio Luiz e Asprilla (Juliano); Patrick, Nílson, Aílton (Anderson Lessa), Irênio (Tuta) e Michel; Carlinhos Bala e Bruno Mineiro.
Técnico: Geninho.
FLAMENGO
Bruno; Léo Moura, David, Álvaro e Ronaldo Angelim; Aírton, Toró, Willians (Lenon) e Petkovic (Bruno Mezenga); Zé Roberto (Welinton) e Adriano.
Técnico: Andrade.
Gols: Petkovic, aos 16, e Adriano, aos 46 do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Cláudio Luiz, Asprilla, Irênio e Nílson (Náutico); Léo Moura e David (Flamengo).
Público: 19.798. Renda: R$ 247.205,00.
Estádio: Aflitos, Refice. Data: 15/11/2009.
Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF).
Auxiliares: Alessandro Álvaro Rocha de Matos (BA) e Altemir Hausmann (RS).


AVAÍ 3X1 CORINTHIANS
Avaí bate o Corinthians e ainda sonha em encontrar o Timão na Libertadores-2010



A vitória do Avaí sobre o Corinthians, por 3 a 1, na tarde deste domingo em Florianópolis, aumentou a esperança do time catarinense de chegar à zona de classificação para a Taça Libertadores da América. Ao final da 35ª rodada, o Leão está só a três pontos do G-4, faltando três partidas para todos os clubes no Campeonato Brasileiro.

Na verdade, só o Avaí entrou no gramado da Ressacada com alguma motivação. Já classificado para a Libertadores de 2010, na condição de campeão da Copa do Brasil, o Corinthians abriu mão há muito tempo de qualquer pretensão no Brasileirão. Quando atingiu uma pontuação suficiente para não correr risco de rebaixamento para a Série B, o Timão passou a cumprir tabela na competição.

E contra o Avaí foi assim mais uma vez. Com desfalques e fazendo alguns testes, o técnico Mano Menezes sabia que seu time não iria dar nenhum show em Santa Catarina. Nem mesmo com Ronaldo em campo, que pouco ajudou. Do lado do Avaí, o treinador Silas tinha uma equipe muito motivada depois de duas vitórias (Atlético Paranaense e Vitória) seguidas, da classificação garantida para a Copa Sul-Americana e com o sonho de Libertadores ainda vivo.

De pênalti, William abre o placar

Mas foi o Timão quem assustou primeiro. Logo a um minuto, Chicão exigiu grande defesa de Eduardo Martini. O zagueiro dominou a bola depois de uma cobrança de escanteio e encheu o pé. O camisa 1 do Avaí se esticou e pegou. O troco não demorou e, aos nove, William assustou de cabeça.

Mas o gol do time da casa não demorou. Aos 12, Caio cruzou da direita e, já fora do lance, Balbuena deslocou William. Na cobrança, o próprio William abriu o placar. Felipe adivinhou o canto, mas não evitou o gol. A festa durou pouco...

Aos 14, o Alvinegro empatou. Defederico cobrou escanteio da direita e Marquinhos, na tentativa de cortar, desviou de cabeça contra a própria meta. O gol não desanimou a torcida local, que passou a empurrar ainda mais o Avaí. Funcionou. Aos 28, após grande jogada de Caio, que se livrou de dois marcadores e fez o lançamento, William tocou no cantinho de Felipe.



Balbuena é expulso, e Dodô estreia

Para piorar as coisas para o Timão, Balbuena foi expulso já nos acréscimos do primeiro tempo. Na saída para o intervalo, o corintiano Ronaldo chegou a justificar a derrota parcial com a direção e a força do vento. Mas mudou o campo e o vento não fez tanta questão de ajudar os paulistas. O Avaí continuou melhor, arriscando mais e mais próximo de ampliar.

Sem muito o que fazer, Mano Menezes aproveitou para promover uma estreia. O jovem Dodô, lateral-esquerdo de 17 anos, entrou na vaga de Diego. O ala, que já chamou atenção do Manchester United-ING, é uma das promessas do Parque São Jorge. Enquanto isso, Ronaldo se arriscava nas bolas paradas. Depois de bater algumas faltas com perigo, ele cobrou até escanteio de perna esquerda.

Aos 24 minutos, o Avaí incendiou a sua torcida e decretou o placar final. Léo Gago aproveitou boa troca de passes e finalizou cruzado para estufar a rede corintiana.

Os catarinenses, que voltaram neste ano para a Série A, deixaram o campo eufóricos, achando que ainda é possível, em sétimo lugar e com 53 pontos, chegar à Libertadores. Para isso, precisam ir bem nos últimos três jogos – Santo André (fora), Santos (casa) e Náutico (fora) – e torcer contra os rivais que estão acima na tabela. Já o Corinthians, em décimo com 49, terá pela frente Náutico (casa), Flamengo (casa) e Atlético Mineiro (fora) para se despedir de 2009.


FICHA TÉCNICA:
AVAÍ 3 x 1 CORINTHIANS
AVAÍ
Eduardo Martini; Emerson, Rafael e Augusto; Luís Ricardo, Ferdinando, Léo Gago, Marquinhos e Eltinho (Wendel); Caio (Muriqui) e William (Cristian).
Técnico: Silas.
CORINTHIANS
Felipe; Balbuena, Chicão, Paulo André e Diego (Dodô); Elias, Edu, Defederico (Edno) e Boquita; Dentinho (Bill) e Ronaldo.
Técnico: Mano Menezes.
Gols: William (pênalti) aos 12, Marquinhos (contra) aos 14, e William aos 28 minutos do primeiro tempo; Léo Gago, aos 24 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Emerson, Marquinhos e Ferdinando (Avaí); Elias, Defederico e Paulo André (Corinthians).
Cartão vermelho: Balbuena (Corinthians).
Estádio: Ressacada, em Florianópolis, SC. Data: 15/11/2009.
Árbitro: Francisco de Assis Almeida Filho (CE).
Auxiliares: Manuel B. Torres (CE) e Thiago G. Brigido (CE).


INTERNACIOANL 3X1 SANTOS
Libertadores na mira: Inter faz 3 a 1 no Santos e volta ao G-4



Lar, doce lar. O Internacional está de volta ao aconchego de um lugar na zona de classificação para a Libertadores, o espaço que ele mais ocupou no Brasileirão. O crescimento de duas colocações na tabela é resultado da vitória de 3 a 1 sobre o Santos, na noite deste domingo, no Beira-Rio. O Colorado largou na frente com Danilo Silva e Marquinhos no primeiro tempo e garantiu a vitória com D’Alessandro na etapa final. O Peixe, cada vez mais insosso na competição, descontou com Neymar.

O jogo teve a presença de Vanderlei Luxemburgo, técnico do Santos, como curiosidade. O provável treinador do Inter em 2010 foi aplaudido pelos colorados antes do jogo. Com Mário Sérgio, o atual comandante vermelho, a reação foi oposta. Ele foi vaiado e chamado de burro pelos torcedores.

Com a vitória, o Inter subiu para a quarta colocação, com 56 pontos, superando o Atlético-MG no saldo de gols. O Santos segue em 12º lugar, com 45. Na próxima rodada, o Colorado tem um jogo decisivo contra o Galo em Belo Horizonte. O Santos recebe o Coritiba. As duas partidas são no domingo, às 17h e 19h30m, respectivamente.

Em meio a protestos da torcida, Inter larga na frente



O Inter teve trabalho duplo no primeiro tempo. Precisou superar o Santos e a tensão provocada pela torcida colorada. Foi só a bola rolar para a galera evidenciar que não estava disposta a perdoar erros. Faixas pediam amor à camisa e falavam em “mercenários” – recado mais para a diretoria do que para os atletas. O resultado foi um time apressado, até um pouco afobado, nos primeiros minutos.

O Santos não soube tirar proveito da situação. Foi um time pobre. Com Paulo Henrique Ganso, Neymar e Kléber Pereira bem controlados, o Peixe é uma equipe que pouco ameaça. O Inter foi forte na marcação e não deixou os visitantes em paz. Com isso, garantiu um primeiro tempo de relativa tranquilidade, excetuados os primeiros minutos, quando o visitante tentou uma ou outra fuga ao ataque. Neymar arriscou dois chutes – um defendido por Lauro, outro para fora. Eli Sabiá perdeu a chance de colocar o Santos na frente ao não conseguir concluir cruzamento. Estava livre.

O Inter foi superior. Antes mesmo de abrir o placar, já havia ameaçado com clareza. Tentou com chute colocado de Giuliano. Insistiu com cabeceio de Marquinhos. Quase chegou lá com bobeada de Rodrigo Mancha, que mandou contra o próprio gol. Mas só foi fazer aos 25, provavelmente com quem a torcida menos esperava: Danilo Silva.

Alecsandro, pela direita, deu linda assistência para o lateral, em profundidade. Ele partiu em disparada, feito um velocista, para chegar antes da zaga e, caindo, desviar a bola, que rumou para o canto direito do goleiro Felipe. O Beira-Rio viveu um segundo de expectativa. E aí comemorou. O Inter estava na frente.

Estava e ficou ainda mais dois minutos depois, em um lance esquisito. A sequência começou com cruzamento de Kleber, passou por cabeceio de Alecsandro na trave, seguiu com recuo de Giuliano para D’Alessandro, continuou com chute do argentino, teve continuidade com Alecsandro atrapalhando Marquinhos e ganhou conclusão em nova chance para o garoto. Aos 20 anos, Marquinhos, joia rara, promessa de craque, finalmente fez o gol.

O jogo perdeu ritmo depois de o Inter abrir 2 a 0. O Santos não conseguiu avançar em campo. Foi controlado pelo time colorado, que ainda partiu para o vestiário pedindo dois pênaltis (um em Alecsandro, outro em toque de mão de Eli Sabiá).

Santos desconta com Neymar, mas D’Ale garante vitória

O Santos tem campanha morna no Brasileirão: está impossibilitado de disputar vaga na Libertadores, mas também vê a ameaça de rebaixamento como possibilidade quase inexistente. Mesmo com pouco a fazer na competição, o Peixe mostrou a dignidade de que falou durante a semana e descontou no segundo tempo. Aos 18 minutos, Neymar, após cruzamento de Felipe Azevedo da direita, aproveitou bobeada da zaga colorada para marcar o gol do time paulista.

O Inter poderia ter matado o jogo antes de ser vazado. Foram duas bolas na trave, uma com Alecsandro, outra com D’Alessandro. Não conseguiu e aí teve que conviver com a possibilidade de levar o empate. Mário Sérgio reinventou o conceito de retranca: tirou Alecsandro, um centroavante, e colocou Glaydson, um volante. Como Marquinhos estava fazendo função de meio-campista, o treinador conseguiu deixar o time sem um atacante sequer.

Restou ao Inter deixar o tempo passar. Encolhido na defesa, o time gaúcho segurou o adversário e desistiu de atacar. O incrível é que deu certo. D’Alessandro, aos 39 minutos, aproveitou bola que sobrou para ele e mandou rasteiro, com precisão, no canto esquerdo de Felipe. Estava garantida a vitória vermelha e, de quebra, o retorno ao G-4, doce lar que o Inter tanto tentou reencontrar.


Ficha técnica:
INTERNACIONAL 3 x 1 SANTOS
INTERNACIONAL
Lauro, Danilo Silva (Daniel), Índio, Bolívar e Kleber; Sandro, Guiñazu, Giuliano, D’Alessandro e Marquinhos; Alecsandro (Glaydson).
Técnico: Mário Sérgio.
SANTOS
Felipe, Pará, Adaílton, Eli Sabiá e Triguinho; Rodrigo Souto, Rodrigo Mancha, Madson (Felipe Azevedo) e Paulo Henrique Ganso; Neymar (André) e Kléber Pereira (Jean).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
Gols: Danilo Silva, aos 25, Marquinhos, aos 27 minutos do primeiro tempo, Neymar, aos 18, e D’Alessandro, aos 39 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Guiñazu, Daniel (Inter), Rodrigo Souto e Felipe Azevedo (Santos).
Estádio: Beira-Rio. Data: 15/11/2009.
Árbitro: Arilson Bispo da Anunciação (BA).
Auxiliares: Belmiro da Silva (BA) e José Carlos Oliveira dos Santos (BA).


GOIÁS 3X1 SANTO ANDRÉ
Goiás vence sob o comando de Iarley e Fernandão, e Santo André agoniza



Uma dupla que andava adormecida resolveu despertar neste domingo. Depois de oito jogos sem vencer no Brasileirão, o Goiás finalmente voltou a somar três pontos. Isso porque Iarley e Fernandão, que fizeram muito sucesso no Internacional, relembraram a boa fase e comandaram a vitória por 3 a 1 sobre o Santo André, no Serra Dourada, pela 35ª rodada. O resultado faz o Esmeraldino saltar três posições na tabela. Com 50 pontos, o time de Hélio dos Anjos é o oitavo e encaminha a vaga para a Copa Sul-Americana do próximo ano.

O Ramalhão continua angustiado. Em 18º na classificação, está quase com os dois pés na Segundona. São 35 pontos, seis a menos que a primeira equipe fora do Z-4 (o Botafogo).

No próximo domingo, os dois times voltam a jogar. O Ramalhão recebe o Avaí, em Santo André, às 17h. O Goiás visita o Flamengo, às 19h30m, no Maracanã.

Ramalhão se sente em casa



O que esperar de um time que não vence há oito partidas? O Goiás não deu a resposta. No primeiro tempo, o time de Hélio dos Anjos assistiu ao jogo do Santo André. Apático e desinteressado por ser mero figurante na competição, não conseguiu ameaçar o gol adversário. Bom para o Ramalhão, que ainda sonha com a permanência na Série A.

Sem dificuldades, a equipe de Sérgio Soares dominou as ações. Marcelinho Carioca, que sabe aproveitar tudo que a experiência oferece de melhor, comandou o time com passes precisos. Como se não bastasse, também apareceu para finalizar, aos 11 minutos. O Pé de Anjo recebeu cruzamento na entrada da área e foi maroto. Ameaçou chutar de primeira, enganou a marcação e bateu de pé esquerdo para abrir o placar: 1 a 0.

Não fosse a má pontaria de Nunes, a vantagem ficaria maior, dez minutos mais tarde. Sabe gol perdido? Perdido mesmo? Ele aproveitou um chute cruzado para a área e, sem qualquer marcação, conseguiu chutar para fora.

A melhor oportunidade do Esmeraldino apareceu aos 28 minutos. Júlio César cobrou falta para o centro da área, o zagueiro Rafael Tolói subiu para dividir com Neneca, e a bola entrou. O árbitro assinalou falta sobre o goleiro.

Os visitantes tiveram uma ótima chance de ampliar, aos 47. No contra-ataque rápido, eram três atacantes contra um zagueiro. Camilo recebeu passe preciso de Wanderley sozinho na área, teve tempo de dominar, arrumar o corpo para sair bem na foto, mas isolou. Conseguiu fazer pior que Nunes.

O placar de 1 a 0 ficou barato para o Goiás, mas a torcida não poupou ninguém. Uma sonora (e justa!) vaia encerrou o primeiro tempo.

- O que vamos fazer? Não estamos jogando nada - reconheceu o atacante Felipe, do Goiás.

Iarley muda a cara do Esmeraldino e do jogo



O técnico Hélio dos Anjos mandou o time para o segundo tempo com duas alterações. Douglas no lugar de Júlio César, e Iarley na vaga de Romerito. A segunda funcionou quase de forma imediata. Aos 40 segundos, Iarley recebeu cruzamento de Felipe na área, arriscou uma bicicleta, mas não conseguiu vencer Neneca. A bola baixa demais atrapalhou a finalização.

Iarley também aprontou fora da área e trouxe o time junto com ele. Léo Lima, Felipe e Fernandão, que completou 250 jogos pelo clube, cresceram de produção. O último cresceu e subiu. Aos dois, o atacante recebeu cruzamento na área, foi no segundo andar e empatou de cabeça: 1 a 1.

Léo Lima também teve chances de marcar. Em duas assistências de Iarley, o meia parou em boas defesas. O caminho era mesmo pelo alto. Relembrando os bons tempos de Internacional, Iarley e Fernandão voltaram a reeditar a dupla que fez tanto sucesso. Aos 19, o primeiro cobrou escanteio, e o segundo aproveitou novamente de cabeça: 2 a 1. Terceiro gol de Fernandão desde que retornou ao clube. Desestabilizado em campo, o Ramalhão viu o cenário ficar ainda pior. Renato Dias, que entrara na vaga de Nunes, foi expulso após cometer falta dura em Vitor, aos 22.



E quem fez tanto pelo time merecia comemorar o próprio gol. E foi quase um presente. Depois do chute forte de Douglas pela esqueda, Neneca espalmou, e a bola sobrou limpa para Iarley na área. Chute rasteiro, e o terceiro na rede, aos 27.

A melhor chance do time do ABC Paulista no segundo tempo surgiu aos 36 minutos. Wanderley ficou na frente de Harlei, bateu forte, mas o goleiro fez um milagre. O som das vaias do primeiro tempo deu lugar ao barulho dos fogos de artifício com o apito final.


Ficha técnica:
GOIÁS 3 x 1 SANTO ANDRÉ
GOIÁS
Harlei; Vitor, Rafael Tolói, Ernando e Júlio César (Douglas); Fernando, Rithelly, Léo Lima (Ricardo) e Romerito (Iarley); Fernandão e Felipe.
Técnico: Hélio dos Anjos.
SANTO ANDRÉ
Neneca; Rômulo, Cesinha, Vinícius Orlando e Elvis (Arthur); Ricardo Conceição, Ricardo Goulart, Marcelinho Carioca e Camilo (Rodriguinho); Wanderley e Nunes (Renato Dias).
Técnico: Sérgio Soares.
Gols: Marcelinho Carioca, aos 11 do primeiro tempo. Fernandão, aos três e aos 19, e Iarley, aos 27 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Júlio César, Romerito e Fernando (Goiás). Nunes e Marcelinho Carioca (Santo André).
Cartão vermelho: Renato Dias (Santo André).
Estádio: Serra Dourada, Goiânia. Data: 15/11/2009.
Árbitro: Pericles Bassols Cortez.
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moises (RJ) e Marco Aurélio Pessanha (RJ).


FLUMINENSE 2X1 ATLÉTICO - PR
Fluminense vence o Atlético-PR e segue vivo na luta contra o rebaixamento



O Fluminense segue vivo e na luta contra o rebaixamento. Aos poucos, o time carioca parece deixar a UTI e ganhar esperança de se salvar no Campeonato Brasileiro. Neste domingo, o Tricolor venceu a quarta partida seguida na competição ao superar o Atlético-PR por 2 a 1, no Maracanã, gols de Fred e Maicon. Marcelo descontou para os paranaenses

Faltando três rodadas, o Fluminense chegou a 39 pontos e passou a ficar a apenas dois do Botafogo, que está em 16º lugar. No próximo fim de semana, o Tricolor pode, finalmente, deixar a zona de rebaixamento. O clube está desde a décima rodada entre os últimos quatro colocados na classificação. No domingo, o time carioca enfrenta o Sport, na Ilha do Retiro, em Recife, às 17h. Já o Alvinegro enfrenta, em casa, o líder São Paulo.

O Atlético-PR permanece com 43 pontos e se aproxima perigosamente da zona de rebaixamento. Na próxima rodada, o time paranaense encara o Cruzeiro em casa, no sábado, às 19h30m.

Com a vitória deste domingo, o Fluminense completa 11 jogos sem perder. O último tropeço ocorreu no dia 4 de outubro para o Flamengo (0 a 2). Desde a chegada de Cuca, o Tricolor fez 18 partidas, com nove vitórias, sete empates e só duas derrotas.

Antes da partida, o ex-atacante Washington entrou em campo ao lado do amigo e ex-companheiro Assis para agradecer aos torcedores pelo apoio ao "Washington Day", o movimento organizado pelo clube carioca para ajudá-lo financeiramente a combater uma rara doença degenerativa conhecida como ELA - Esclerose Lateral Amiotrófica -, que afeta o sistema motor do organismo. Sentado em uma cadeira de rodas, o eterno ídolo tricolor se emocionou com os gritos de "tricampeão", uma referência aos títulos cariocas vencidos por Washington com o clube.



Fred deixa o Tricolor na frente

Jogo começou nervoso, com os dois times evitando se lançar para o ataque e se arriscar. Muitos passes errados, faltas no meio-campo. O jogo estava truncado. Até que aos 17 minutos, na primeira chance, o Fluminense abriu o placar.

Conca deu ótimo passe pela esquerda para Maicon, que driblou Rhodolfo na área e tocou para Fred. O atacante chegou de carrinho para escorar para o fundo do gol. Fluminense 1 a 0 para a alegria do torcedor no Maracanã. Foi o décimo gol do artilheiro em dez partidas desde a sua volta ao time.

O jogo, então, ficou mais aberto com o Atlético-PR buscando o empate. As principais jogadas de ataque do time paranaense passavam pelos pés de Paulo Baier. E por duas vezes o goleiro Rafael salvou o Fluminense. Primeiro em um desvio de calcanhar de Nei. O goleiro tricolor espalmou para escanteio. Dois minutos depois, em novo cruzamento para a área, Wallyson pega de primeira e Rafael espalma no canto direito.

A resposta carioca veio aos 31 minutos. Falta pela esquerda. Conca cobrou e após confusão na área, a bola sobrou para Maicon. O atacante, então, tentou uma linda meia bicicleta. O goleiro Galatto defendeu no susto e a bola saiu para escanteio. Foi a última grande chance do primeiro tempo, que teve apenas sete chutes a gol - quatro para o Atlético-PR e três para o Fluminense.

Maicon amplia a vantagem com um lindo toque por cobertura

Para o segundo tempo, o técnico Antônio Lopes resolveu colocar o atacante Alex Mineiro no time no lugar de Everton. Com isso, o Atlético-PR deixou de jogar com três zagueiros e passou a atuar no 4-3-3.

A partida recomeçou movimentada. Wallyson recebeu um bom passe na área e chutou com perigo para fora. O Fluminense teve a chance de ampliar em seguida. Diguinho tocou para Maicon na área, mas o atacante bateu mal.

A torcida tricolor passou um grande susto aos 17 minutos. Alex Sandro fez boa jogada pela esquerda e tocou para Alex Mineiro, que estava livre na entrada da área. O atacante dominou e teve tempo para escolher com calma o canto para chutar. Por sorte, a bola foi para fora.

Mas o sofrimento tricolor terminaria no minuto seguinte. Conca deu ótimo passe para Maicon, que deu um toque de categoria por cima do goleiro Galatto. O zagueiro Rhodolfo não conseguiu evitar o segundo gol. Alívio no Maracanã. Fluminense 2 a 0.

Aos 31 minutos, Fred perdeu uma ótima chance de fazer o terceiro gol. Após passe de Diguinho, o atacante ficou cara a cara com Galatto. Mas o artilheiro chutou rasteiro e o goleiro defendeu.

O Atlético-PR diminuiu aos 38 minutos. Alex Mineiro fez boa jogada na área e tocou para Marcelo, que chutou forte rasteiro no canto direito de Rafael. O goleiro tricolor nem se moveu.

Nos últimos minutos, o Fluminense sofreu uma pequena pressão do time paranaense em busca do empate. Todos os reservas ficaram em pé pedindo o fim da partida. Mas o Atlético-PR insistiu nas bolas cruzadas na área facilitando o trabalho do goleiro Rafael.


FICHA TÉCNICA
FLUMINENSE 2 x 1 ATLÉTICO - PR
FLUMINENSE
Rafael; Gum, Dalton e Digão; Mariano, Diguinho (Maurício), Dieguinho (Marquinho), Conca e Diogo; Maicon (Tartá) e Fred.
Técnico: Cuca.
ATLÉTICO - PR
Galatto; Manoel, Rhodolfo e Everton (Alex Mineiro); Nei, Valencia, Rafael Miranda (Renan) (Marcelo), Paulo Baier e Alex Sandro; Wesley e Wallyson.
Técnico: Antônio Lopes.
Gols: Fred aos 17 minutos do primeiro tempo; Maicon aos 18 minutos e Marcelo aos 38 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Rhodolfo e Manoel (Atlético-PR); Gum, Digão e Diguinho (Fluminense).
Estádio: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). Data: 15/11/2009.
Público: 52.511 pagantes / 55.030 presentes. Renda: R$ 534.916,50.
Árbitro: Salvio Spinola (Fifa-SP).
Auxiliares: Carlos Augusto Nogueira (SP) e Vicente Romano (SP).

Mundial Sub - 17:Final

SUÍÇA 1X0 NIGÉRIA
Carrasco do Brasil, Suíça bate Nigéria e é campeã mundial sub-17 pela 1ª vez



A Suíça conquistou neste domingo o título do Mundial Sub-17 pela primeira vez em sua história. Carrasco do Brasil na primeira fase, a seleção suíça fez 1 a 0 sobre a Nigéria neste domingo, em Abuja, e conquistou o torneio na casa do adversário.

Com a derrota, os nigerianos perderam a chance de serem os maiores campeões do Mundial: o país africano tem três títulos, assim como Brasil, que nem passou para as oitavas de final neste ano.

O gol da Suíça foi marcado por Seferovic, aos 18 minutos do segundo tempo. Os suíços fizeram uma campanha impecável no torneio, com sete vitórias nas sete partidas. Na primeira fase, foi líder do Grupo B, contra México, Brasil e Japão. Depois, eliminou Alemanha, Itália e Colômbia para ir à final.

A Nigéria, que entrou como campeã do último Mundial (2007), também havia vencido todas as partidas. No Grupo A, passou por Argentina, Alemanha e Honduras. Em seguida, bateu Nova Zelândia, Coreia do Sul e Espanha.

O último europeu campeão mundial sub-17 havia sido a França, em 2001. Antes, a União Soviética venceu em 1987. Nigéria (1985, 1993 e 2007) e Gana (1991 e 1995) já deram cinco títulos à África. O Brasil, tricampeão (1997, 1999 e 2003), é o único país sul-americano com a conquista. O México faturou a taça em 2005 e a Arábia Saudita venceu em 1989.

Mundial Sub - 17:Decisão do 3º Lugar

COLÔMBIA 0X1 ESPANHA
Espanha bate Colômbia e garante o 3º lugar no torneio

A seleção espanhola conquistou o terceiro lugar no Mundial Sub-17, disputado na Nigéria, ao derrotar a Colômbia por 1 a 0, na cidade de Abuja.

Vice-campeã da última edição do torneio, em 2007, a Espanha conseguiu o gol da vitória aos 30 minutos do segundo tempo, marcado pelo meia Isco.

O atacante Borja, que lutava para conseguir terminar a competição como artilheiro isolado, teve várias oportunidades para marcar, mas não conseguiu e, cansado, acabou substituído. O jogador fez cinco gols durante o torneio e está empatado com o nigeriano Emmanuel e o uruguaio Gallegos.

Ainda neste domingo, Nigéria e Suíça vão decidir o Mundial, às 16h (de Brasília).

Repescagem para a Copa do Mundo

COSTA RICA 0X1 URUGUAI
Lugano marca, Uruguai bate a Costa Rica e fica mais perto da Copa do Mundo

Com um gol do zagueiro Lugano, ex-São Paulo, o Uruguai bateu a Costa Rica por 1 a 0 e saiu na frente por uma vaga na Copa do Mundo de 2010. Mesmo atuando em San José, na América Central, a Celeste jogou com muito espírito de luta e, com o resultado, pode empatar na próxima quarta-feira, em Montevidéu, no jogo de volta da repescagem Concacaf/Conmebol, que carimba seu passaporte para África do Sul.



Já a Costa Rica, que não contou com o técnico brasileiro René Simões no banco de reservas (o ex-treinador de Flu e Coritiba foi suspenso por confusões no jogo contra os EUA, em outubro, pelas eliminatórias da Concacaf), precisa vencer por dois gols de diferença para ir ao Mundial. Se o triunfo for por 1 a 0, a decisão vai para a prorrogação.

O gol da vitória uruguaia saiu aos 21 minutos do primeiro tempo. Após confusão na área em uma cobrança de escanteio, o zagueiro Lugano colocou, de forma meio atabalhoada, no fundo das redes.

sábado, 14 de novembro de 2009

36 Rodada:Série B

FIGUEIRENSE 2X1 BRAGANTINO
Figueirense vence o Bragantino de virada e segue vivo na luta pelo acesso



Após sair em desvantagem, o Figueirense conseguiu arrancar a virada sobre o Bragantino e venceu por 2 a 1, neste sábado, no Orlando Scarpelli, em partida válida pela 36ª rodada da Série B do Brasileirão. Com o resultado, os catarinenses, que seguem na quinta colocação, chegaram a 60 pontos e diminuíram a distância para o Atlético-GO, que segue com 62 após a derrota para o Ipatinga. Sem chances de subir, o Braga - em nono, com 50 - não facilitou para os donos da casa, e abriu o placar, com Emerson. Mas João Paulo, contra, e Rafael Coelho, deram os três pontos para o time de Florianópolis.

Além da importante vitória, o Figueira segue na briga para ter o artilheiro da competição, já que Coelho se igualou a Elton, do Vasco, com 12 gols.

No sábado, dia 21, os catarinenses recebem o Duque de Caxias, enquanto o Braga pega o Brasiliense.

Após a primeira etapa sem gols, os visitantes abriram o placar aos 10 minutos da etapa final. Emerson recebeu na intermediária e, após cortar a zaga, encobriu o adiantado Wilson. Mas a vantagem do Braga durou pouco. Aos 12, Fernandes fez o cruzamento da esquerda e, na tentativa de fazer o corte, o zagueiro João Paulo acabou surpreendendo o goleiro Gilvan e marcando contra.

A virada catarinense veio aos 37, com Rafael Coelho, que recebeu passe de Marcelo, dentro da área, e, com a ponta da chuteira, mandou para o fundo das redes.

Apesar de estar fora da briga pelo acesso, o time de Bragança Paulista pressionou até o fim, prolongando a apreensão de jogadores e torcedores catarinenses até o apito final.


PONTE PRETA 1X3 BAHIA
Bahia vence a Ponte e ultrapassa três concorrentes na briga contra a degola



O Bahia conseguiu um importante resultado na briga para escapar do rebaixamento para a Terceira Divisão. Ganhou da Ponte Preta por 3 a 1 neste sábado, em Campinas, e pulou para o 13º lugar da Série B, com 45 pontos, três acima da zona de descenso. Esta foi a terceira vitória em quatro partidas da equipe tricolor, que ultrapassou Juventude, Brasiliense e América-RN na tabela de classificação.

A Ponte, que já não tem qualquer pretensão no campeonato, soma 52 pontos e está na sétima colocação. Na próxima rodada, a penúltima da Série B, baianos e paulistas jogarão em casa, contra Guarani e Ceará, respectivamente. Todas as partidas serão às 17h10m de sábado.

Os visitantes abriram o placar logo aos quatro minutos. Paulo Isidoro fez boa jogada e deu passe para Jael concluir. O goleiro Gilson defendeu o primeiro chute, mas não evitou que o atacante aproveitasse o rebote, de cabeça.

A Ponte empatou aos 21: após cobrança de falta de Fabiano Gadelha, a bola bateu no peito de Reis e encobriu o goleiro Marcelo. Ainda na primeira etapa, aos 34, o time da casa ficou com um jogador a menos. Favoni chegou atrasado em dividida e acertou o pé de Leandro, recebendo o cartão vermelho de Wagner Tardelli.

No segundo tempo, os paulistas estiveram perto do segundo gol aos oito minutos, quando Reis girou o corpo, tirando Nen da jogada, mas chutou por cima do gol. Aos 22, o Bahia marcou o segundo gol. Dentro da área, Jael deu ótimo passe para Beto, que chutou no canto com categoria.

O terceiro gol dos baianos foi o mais bonito da partida. A troca de passes entre Paulo Isidoro, Jael e Bruno Silva terminou com a conclusão do primeiro, dando um toque por cobertura na saída do goleiro Gilson.


VILA NOVA 2X1 FORTALEZA
Fortaleza perde para o Vila Nova e fica em situação delicada na Série B



O Fortaleza perdeu por 2 a 1 para o Vila Nova na tarde deste sábado, em Goiânia, e ficou em situação delicada na tabela de classificação da Série B. O time cearense estacionou nos 37 pontos e precisa vencer as duas partidas que restam, contra São Caetano e Paraná, para sonhar com uma combinação de resultados que o livre da queda para a Série C. O Vila Nova, que tinha chances remotas de cair, se livrou de vez da degola.

CLIQUE AQUI E CONFIRA A CLASSIFICAÇÃO DA SÉRIE B

No Serra Dourada, o Vila Nova entrou em campo praticamente para cumprir tabela, já que o risco de cair era mínimo. Sem pressão, os donos da casa ignoraram o desespero do Fortaleza, que precisava vencer para melhorar a situação no Z-4 da Série B, e abriu o marcador com um minuto de jogo: Ricardinho arriscou da intermediária e encobriu o goleiro Douglas. O gol aumentou a ansiedade dos visitantes.

Com a necessidade de virar o jogo, o Fortaleza partiu com tudo ao ataque. Sem organização, as jogadas ofensivas acabavam desperdiçadas. Em um raro momento de sorte na tarde deste sábado, aos 13 minutos, o Tricolor comemorou. Rogerinho cruzou para a área, mas um erro resultou no gol de empate depois de a bola enganar e encobrir o goleiro Max.

Sob forte sol, as duas equipes diminuíram um pouco o ritmo e a melhor chance acabou sendo criada pelos donos da casa, já aos 40 minutos, novamente em tentativa de fora da área. Otacílio chutou com força e a bola bateu na trave direita de Douglas.

Na segunda etapa o Vila voltou melhor e criou boa chance aos 6 minutos, novamente com Otacílio, que invadiu a área pela direita e chutou cruzado. Douglas espalmou a bola para escanteio. E a pressão inicial não demorou a dar resultado.

Aos 12 minutos, Otacílio teve mais uma oportunidade e não deu chances para Douglas. Depois de receber na altura da meia-lua da grande área, o atacante ajeitou e soltou uma bomba, no ângulo. Golaço e 2 a 1 para o Vila Nova.

O Fortaleza parecia sem forças para reagir e não soube aproveitar a chance que teve ao ficar com um a mais em campo. Edson Borges, zagueiro do Vila, foi expulso aos 27. Mas os visitantes nem tiveram tempo de comemorar: dois minutos depois, o atacante Ray deu um drible em Rocha, que tentou se recuperar com um carrinho e cometeu pênalti. O zagueiro do Tricolor recebeu o vermelho e os dois times voltaram a ficar com o mesmo número de jogadores.

O cenário ainda poderia piorar para os visitantes. No entanto, Douglas evitou o terceiro gol do Vila Nova ao espalmar para escanteio a cobrança de pênalti do lateral Dida. Mas nem a defesa do goleiro animou o Fortaleza, que nas próximas rodadas precisará de uma postura bem mais agressiva para tentar os 100% de aproveitamento, única opção para poder torcer contra os adversários e sonhar com a permanência na Série B.

No próximo sábado, pela penúltima da Série B 2009, todas as equipes vão entrar em campo às 17h10m. O Vila Nova jogará novamente no Serra Dourada, contra o Paraná, e o Fortaleza iniciará, em casa, diante do São Caetano, sua luta para seguir na Série B.


SÃO CAETANO 0X0 JUVENTUDE
Debaixo de temporal, São Caetano e Juventude empatam sem gols

O São Caetano recebeu o Juventude no Anacleto Campanella, neste sábado, e, debaixo de muita chuva, as equipes ficaram no zero a zero. Faltando duas rodadas para o fim da Série B, o Azulão ocupa a 11ª colocação na tabela e o Juventude é o 14º.

A partida foi muito apática no primeiro tempo. O lance com mais chances de gol, foi somente aos 23 com São Caetano. A bola sobrou para Eduardo Ramos, ele ajeitou e disparou contra o gol do Juventude. Atento, o goleiro Juninho espalmou e mandou para escanteio.

Na volta do intervalo, o Azulão começou com mais vontade de buscar a vitória, mas pecou nas finalizações. Logo aos 12 minutos, Eduardo Ramos matou a bola na marca do pênalti, mas simlou uma falta do zagueiro. O árbitro Renato Cardoso da Conceição não caiu na dele e mandou seguir.

Mais uma oportunidade desperdiçada pelo São Caetano, aos 23 minutos. Jairo aproveitou a bola alçada e cruzou de cabeça para Hugo, que pegou mal e mandou para fora, na cara do gol.

Um susto pouco antes do apito final. Hugo, do São Caetano, caiu de mau jeito e deslocou o ombro. O médico do clube prontamente atendeu o jogador e liberou para que ele voltasse a campo.

Na penúltima rodada do campeonato, o São Caetano vai enfrentar o Fortaleza, no sábado, às 17h10m, no Ceará. No mesmo dia e horário, o Juventude recebe o Atlético-GO no Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul.


ABC 6X2 BRASILIENSE
Rebaixado, ABC aplica a maior goleada da Série B no ainda ameaçado Brasiliense



O que parecia ser uma ótima chance para o Brasiliense ganhar fôlego na luta contra a degola se transformou na maior goleada da Série B do Brasileirão - 6 a 2, de virada para o já rebaixado ABC. As equipes se enfrentaram na tarde deste sábado, no Frasqueirão, em Natal, pela 36ª rodada.

Os visitantes abriram o placar aos 24 do primeiro tempo, com Fábio Júnior - que já havia desperdiçado um pênalti - mas Gabriel empatou no minuto seguinte. Destaque da partida, Júnior Negão pôs os donos da casa na frente, aos 33, e ampliou aos 44 da etapa inicial. O atacante marcou pela terceira vez aos 37 do segundo tempo e deu o passe para João Paulo marcar um de seus dois gols, já nos instantes finais.

Com 42 pontos, o time do Distrito Federal, acabou ultrapassado pelo Ipatinga, que venceu o Atlético-GO, e caiu para a 17ª colocação, na zona de rebaixamento. Apesar de não ter mais chances de permanecer na Segunda Divisão em 2010, o ABC chegou a 35 pontos e passou a lanterna da competição para o Campinense.

No sábado, dia 21, o Brasiliense encara o Bragantino, às 17h10m. No mesmo horário, ABC e Campinense cumprem tabela, em duelo de rebaixados.


CEARÁ 2X2 GUARANI
Ceará arranca empate em jogo do apagão e impede o acesso do Guarani



Em jogo de mais de três horas de duração, Ceará e Guarani ficaram no empate por 2 a 2 neste sábado, com 51 mil torcedores no Castelão. Eletrizante, a partida foi interrompida duas vezes por causa de queda de energia no estádio, quatro dias depois do apagão que atingiu 18 estados no país - o Ceará não foi um deles.

Os paulistas estiveram perto de conquistar o acesso para a Primeira Divisão, já que venciam por 2 a 1 até os 42 minutos do segundo tempo, pouco depois que a energia retornou pela segunda vez. O resultado mantém os times em suas colocações na tabela. O Guarani está em segundo lugar, com 66 pontos, dois a mais do que o Ceará, que está em terceiro.

Léo Mineiro marcou os dois gols do Bugre, e Anderson e Mota fizeram para os donos da casa. Na próxima rodada, que terá todos os jogos às 17h10m de sábado, Guarani e Ceará enfrentam fora de casa Bahia e Ponte Preta, respectivamente.



Primeiro tempo corrido e com dois gols

Ansiosos para tentar acelerar a volta à Primeira Divisão, os dois times adotaram um estilo de jogo ofensivo. Empurrados pela torcida, os jogadores do Vovô entraram em campo de mãos dadas e tomaram a iniciativa logo no primeiro minuto. Fábio Vidal cobrou falta da entrada da área e obrigou Douglas a fazer grande defesa. Seria a primeira de muitas do goleirão do Bugre. A resposta paulista não demorou. Ricardo Xavier, aos três, chutou de fora da área e viu a bola passar muito perto da meta de Lopes.

Jogo muito pegado, mas também de velocidade. O equilíbrio foi a tônica da etapa inicial. Aos 17, Ricardo Xavier tentou um voleio, furou, mas o zagueiro Dão aproveitou a sobra, livre na área. Quando o voleio do defensor deu certo, a bola por pouco não surpreendeu Lopes, que tirou com a ponta dos dedos.

Douglas voltou a aparecer em sequência. Aos 25, Preto foi lançado na área e, sem marcação, parou no goleiro. Três minutos mais tarde, a trave ajudou o camisa 1. Preto, novamente ele, bateu de esquerda de fora da área e errou por muito pouco. Aos 40, o atacante e o arqueiro se envolveram em uma polêmica. Preto tentou driblar o goleiro e se jogou. Apesar da pressão de um estádio inteiro, o árbitro Luis Antônio Silva dos Santos não marcou a falta e ainda puniu o jogador do Vovô com cartão amarelo.

Apesar de passar mais tempo no ataque, o Ceará sofreu primeiro. Aos 46, Léo Mineiro aproveitou um chute cruzado de Caíque que passou pelo goleiro Lopes e só empurrou para a rede: 1 a 0.

Sem se abater, o time da casa reagiu de forma quase imediata. Aos 48, Geraldo cabeceou para a área, e Anderson, em posição legal, tocou na saída de Douglas para empatar. Desta vez não deu para o goleiro salvar: 1 a 1. O lance gerou um princípio de confusão entre os atletas logo após o apito para o intervalo. Isso porque os jogadores do Bugre reclamaram de impedimento.


Pressão do Vovô só para com o apagão

O segundo tempo prometia, e os times não decepcionaram, principalmente o Ceará. Desde o início, o grupo comandado por Paulo César Gusmão pressionou muito a equipe de Osvaldo Alvarez, o Vadão. O goleiro Douglas fez duas defesas milagrosas e impediu a virada. O Vovô chegou a balançar a rede, mas não levou. Aos 11, Geraldo recebeu cruzamento na segunda trave e tentou a cabeçada. A bola sobrou para Mota, que rolou para o chute certeiro de Boiadeiro. A arbitragem assinalou impedimento de Mota e não validou o gol.

No momento em que o Bugre tentava controlar o ímpeto do rival, boa parte da iluminação do Castelão caiu, aos 19 minutos. Não houve explicação para a queda de energia, e o presidente eleito da Federação Cearense de Futebol, Mauro Carmélio, estimou o reestabelecimento do sistema em 15 minutos. O prazou não se cumpriu.

Mais de 40 minutos depois, o jogo foi reiniciado. E os times continuaram cheios de energia. O primeiro a ameaçar foi o Ceará, que obrigou o goleiro Douglas a fazer boa defesa em cobrança de falta de Jorge Henrique. Em seguida, o Guarani ameaçou duas vezes, aproveitando os espaços deixados pelo adversário. Na primeira, Ricardo Xavier chutou muito mal, por cima do gol. Na segunda, o atacante aproveitou contra-ataque e deixou Léo Mineiro de frente para o goleiro Lopes. Ele chutou rasteiro e fez 2 a 1.

Aos 37 minutos do segundo tempo, houve outra queda de energia no Castelão. Desanimada com a derrota em casa, parte da torcida nem esperou que a partida fosse reiniciada e deixou a arquibancada. Quem saiu não viu o gol de empate do Ceará, aos 42 minutos. Mota cruzou do bico da área, e a bola foi direto para o gol.


IPATINGA 1X0 ATLÉTICO - GO
Ipatinga surpreende o Atlético-GO, sobe três posições e deixa a zona de perigo

A 36ª rodada da Série B não foi boa para os times que estão no G-4. Com exceção do Vasco, campeão nesta sexta-feira com a vitória sobre o América-RN, Guarani e Ceará, que se enfrentaram, e Atlético-GO não venceram. O time goiano foi derrotado pelo Ipatinga, no Ipatingão, por 1 a 0. Amilton fez o gol da vitória do Tigre, aos 25 minutos do segundo tempo.

O Rubro-Negro vê o quarto lugar, com 62 pontos, ameaçado. Isso porque o Figueirense está logo atrás, com 60. Do lado mineiro, a vitória dá fôlego na fuga do rebaixamento. A equipe do Vale do Aço chegou a 45 pontos, subiu três posições e saiu da zona de degola.

Na próxima rodada, o Ipatinga visita o América-RN, adversário direto, em Natal. O Atlético-GO vai a Caxias do Sul para encarar o Juventude, que também corre risco de cair. Os dois jogos serão no sábado, às 17h10m (de Brasília).

35 Rodada:Série A

SÃO PAULO 2X0 VITÓRIA
São Paulo despacha Vitória, se isola na ponta e fica perto do hepta



O São Paulo está muito perto de conquistar o heptacampeonato. O time, que começou o Brasileirão 2009 devagar, tropeçando muito, deu neste domingo um passo decisivo para conquistar seu sétimo título nacional, o quarto consecutivo, ao vencer o Vitória por 2 a 0, no Morumbi. Nem a discussão entre André Dias e Hugo, que chegaram a se agredir no primeiro tempo, tirou o brilho da vitória tricolor. No vídeo ao lado, assista ao gol de Jorge Wagner, que abriu caminho para a vitória são-paulina.

Com o triunfo, o São Paulo vai a 62 pontos e abre três de vantagem sobre o Palmeiras, faltando apenas três rodadas para o fim da competição. Já o Vitória, com 44 pontos, segue em 13º lugar.

CONFIRA A CLASSIFICAÇÃO COMPLETA DO BRASILEIRÃO

O São Paulo volta a jogar no próximo domingo, contra o Botafogo, às 17h, no Engenhão, no Rio. Já o Vitória, também no domingo, mas às 19h30m, enfrentará o Barueri, no Barradão, em Salvador.

Tapas e gols



Um jogo quente, com clima de final. Pelo menos para o São Paulo, que jogava para assumir a liderança isolada do Brasileirão. Os tricolores dominaram boa parte do primeiro tempo, com 55% de posse de bola, oito finalizações, contra três do Vitória, e quatro chances claras de gol. O time baiano teve apenas uma. E foi justamente nesse lance de perigo do Leão que o clima entre os são-paulinos esquentou.

Aos 15 minutos, Ramón cobrou faltou falta da esquerda. Rogério Ceni defendeu com os pés e, na sobra Washington afastou o perigo mandando a bola para escanteio. Hugo e André Dias começaram a discutir rispidamente. Um acusando o outro de ter falhado no lance. O zagueiro deu um soco no queixo do meia, que, na resposta, acertou um tapa no rosto do companheiro. Eles foram contidos pelo volante Arouca, mas levaram o amarelo. Assista ao lance no vídeo.

Esse lance, porém, não fez com que o São Paulo perdesse a linha. O time seguia em cima, trocando passes e envolvendo o adversário, que tentava explorar os contra-ataques armados por Ramon. Gláucio até conseguia receber em condições na frente, mas as jogadas não seguiam.

Aos 24, o gol tricolor, que estava maduro, saiu. Hernanes lançou Jorge Wagner na esquerda. O meia, em posição duvidosa, dominou e virou para Washington, que entrava pela direita. O camisa 9 recebeu na mesma linha da zaga, fez jogada individual e chutou cruzado. Viafara espalmou, mas a bola sobrou para o próprio Jorge Wagner, que estufou a rede num chute de esquerda. Na comemoração, Hugo e André Dias se abraçaram e fizeram as pazes.

O Morumbi explodiu. A tensão dos tricolores deu lugar a uma euforia que se traduziu no coro:

- O campeão voltou, o campeão voltou.

Hugo garante



O São Paulo tratou de garantir sua vitória logo no início do segundo tempo. Aos três minutos, Hernanes roubou a bola pela direita e cruzou para a pequena área. Hugo entrou como um raio pelo meio da defesa do Leão e cabeceou firme. Viafara, como no lance do primeiro gol, não conseguiu segurar. Ele chegou a bater na bola, mas não o suficiente para impedir que ela entrasse. Assista ao gol no vídeo.

O gol tranquilizou o São Paulo. O Vitória não conseguia armar jogadas. Tentava trocar passes, mas sem conseguir se aproximar do gol defendido por Rogério Ceni. Assim, o Tricolor tinha tranquilidade e espaço para atacar. Hernanes, livre, ditava o ritmo da equipe da casa. Aos 22, o camisa 10 arrancou, invadiu a área pela direita e acertou um chute rasteiro. Viafara mandou para escanteio.

Rogério só foi trabalhar aos 29, num chute de fora da área de Neto Berola. Bem colocado, o capitão tricolor defendeu sem muita dificuldade. O Vitória se resumia nisso: chutes de longe. O São Paulo se fechava muito bem e dificultava as ações adversárias.

O Vitória, a partir dos 30, parou de atacar e deu campo para o São Paulo criar várias chances. Algumas delas, muito boas. Aos 43, Washington desperdiçou uma incrível. Marlos entrou pela esquerda e cruzou rasteiro, na medida, para o camisa 9. Era só escolher o canto e estufar a rede. Mas ele conseguiu errar.

Como a chance perdida não fez falta, a torcida nem ligou. Os tricolores preferiram exaltar a vitória e a proximidade do título.


Ficha técnica:
SÃO PAULO 2 x 0 VITÓRIA
SÃO PAULO
Rogério Ceni, Renato Silva, André Dias e Miranda; Adrián González, Arouca, Hernanes (Marlos), Jorge Wagner (Richarlyson), Hugo (Oscar) e Júnior Cesar; Washington.
Técnico: Ricardo Gomes.
VITÓRIA
Viafara, Jackson (Willian), Anderson Martins, Fábio Ferreira e Leandro; Vanderson, Magal, Carlos Alberto (Leandro Domingues) e Ramon; Gláucio (Neto Berola) e Leandrão.
Técnico: Vagner Mancini.
Gols: Jorge Wagner, aos 24 minutos do primeiro tempo; Hugo, aos 3.
Cartões amarelos: Hugo, André Dias (São Paulo), Carlos Alberto, Vanderson (Vitória).
Estádio: Morumbi. Data: 14/11/2009.
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS).
Auxiliares: Roberto Braatz (RJ) Enio Ferreira de Carvalho (DF).


CORITIBA 2X1 ATLÉTICO - MG
Coritiba vence, complica a vida do Galo e se distancia da zona de rebaixamento

A expressão "cada jogo é uma final" é realmente perfeita para o Campeonato Brasileiro de pontos corridos. Azar do Atlético-MG. Neste sábado, o time de Celso Roth teve o Coritiba pela frente, no Couto Pereira, em Curitiba, e, apesar de muita luta, foi derrotado por 2 a 1, na 35ª rodada. Um resultado até normal, não fosse a briga acirrada por título e um lugar no G-4. O Galo permanece em quarto na classificação, com 56 pontos, mas pode ser ultrapassado pelo Inter, que enfrenta o Santos neste domingo e tem 53. Para o Coxa a situação fica bem mais confortável. A equipe de Ney Franco chega a 44 pontos e abre oito da zona de rebaixamento.

No próximo domingo, o time do Alto da Glória encara o Santos, na Vila Belmiro, às 17h. No mesmo dia, o Galo recebe o Internacional, no Mineirão, às 19h30m.

Coxa pressiona e se dá bem



Nuvens de fumaça verde anunciavam que o Atlético-MG não teria vida fácil num Couto Pereira lotado. A festa da empolgada torcida do Coritiba antes do jogo contagiou o time, ansioso para eliminar de vez o risco de rebaixamento. Com Pedro Ken bem aberto pela direita, e Marcelinho Paraíba na esquerda, o Coxa tomou a iniciativa e adiantou a marcação.

Bem postado, o Galo optou pelos contra-ataques e quase se deu bem. Aos 12 minutos, o zagueiro Pereira falhou na frente de Eder Luis e perdeu a bola. O veloz atacante atleticano fez uma linda assistência para Diego Tardelli na área. O artilheiro do Brasileirão com 18 gols, ao lado de Adriano, tocou na saída de Vanderlei, mas errou o alvo por pouco. Um silêncio angustiante precedeu respirações de alívio.

Comandado por um técnico de perfil tranquilo, o Coxa jogou bem ao estilo de Ney Franco. Soube esperar o momento certo para trabalhar a bola e criar a chance. Sob a batuta de Marcelinho Paraíba, parecia mais fácil chegar ao gol. Aos 19 minutos, o meio-campista tabelou com Rômulo e deixou o companheiro na marca do pênalti. Entre dois marcadores, o atacante apareceu com velocidade para bater rasteiro: 1 a 0 (assista ao vídeo acima).

Apesar da desvantagem, o Atlético não se desesperou, só que o Coritiba recuou naturalmente como se chamasse o adversário. Um risco muito alto contra um dos times que ainda brigam pelo título. Sem conseguir furar a retranca, os atletas de Celso Roth escolheram os chutes de longe. Ricardinho e Jonílson tentaram, aos 37 e aos 41, mas esbarraram em boas defesas de Vanderlei.

O goleiro Carini evitou o pior diante de Marcelinho Paraíba. Quando o camisa 9 recebeu lindo passe de Leandro Donizete na área e soltou a bomba, o uruguaio teve de se explicar para não levar o segundo. No rebote, Donizete bateu firme e assustou. Lá na frente, pouco acionado, Tardelli foi figura discreta.

Galo se encontra e empata, mas Coxa vence



“Não podemos errar”. Dez entre dez jogadores usam a frase na reta final do Brasileirão. Só que nem todos seguem à risca. Leandro Donizete e Jéci, ambos do Coritiba, foram vítimas da velha máxima no segundo tempo. Primeiro o volante. Aos seis minutos, ele vacilou perto de Diego Tardelli. O goleador puxou a marcação para o lado esquerdo da área e rolou com açúcar e afeto para Eder Luis. Desligado na pequena área, o atacante não conseguiu dominar.

O zagueiro do Coxa fez pior, três minutos depois. Além de perder na corrida para Eder e permitir que o adversário chutasse, Jéci simplesmente entregou o rebote da defesa de Vanderlei para o atacante atleticano. Com calma e categoria, Eder chutou quase sem ângulo para empatar: 1 a 1 (assista ao vídeo).

Marcelinho e Rômulo tentaram não perder muito tempo para reagir, mas esbarraram em Carini e na falta de pontaria. Para Tardelli faltou sorte. Mais ativo em campo, o atacante parou no poste, aos 19. O chute forte venceu Vanderlei, mas não a trave.



Na metade da etapa final os técnicos começaram a mexer nos times. Ney Franco tirou Rodrigo Heffner e lançou o veloz Marcos Aurélio, além de Renatinho na vaga de Jaílton. Roth, por sua vez, renovou o fôlego no meio-campo com a entrada de Tchô no lugar de Ricardinho.

As mudanças de Ney funcionaram melhor, e o Coritiba se mostrou mais disposto pela vitória. O resultado demorou, mas apareceu. Aos 39, Rômulo foi derrubado grosseiramente na área por Pedro Benítez. Na cobrança do pênalti, Marcelinho Paraíba não decepcionou a galera coxa-branca. Gol, 2 a 1 no placar, e tapas no braço em sinal de raça. Resultado importantíssimo para evitar qualquer mancha no centenário.


Ficha técnica:
CORITIBA 2 x 1 ATLÉTICO - MG
CORITIBA
Vanderlei; Rodrigo Heffner (Marcos Aurélio), Jéci, Pereira e Luciano Amaral; Jaílton (Renatinho), Leandro Donizete, Pedro Ken (Makelele) e Carlinhos Paraíba; Marcelinho Paraíba e Rômulo.
Técnico: Ney Franco.
ATLÉTICO - MG
Carini; Carlos Alberto, Pedro Benítez, Werley e Thiago Feltri (Pedro Paulo); Jonílson (Renan), Márcio Araújo, Correa e Ricardinho (Tchô); Eder Luis e Diego Tardelli.
Técnico: Celso Roth.
Gols: Rômulo, aos 19 minutos do primeiro tempo. Eder Luis, aos nove, e Marcelinho Paraíba, aos 40 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Pedro Ken e Leandro Donizete (Coritiba); Pedro Benítez, Correa e Tchô (Atlético-MG).
Cartão vermelho: Pedro Benítez.
Estádio: Couto Pereira, Curitiba. Data: 14/11/2009.
Árbitro: Paulo Cesar Oliveira.
Auxiliares: Ednilson Corona (SP) e Emerson Augusto de Carvalho (SP).


CRUZEIRO 1X1 GRÊMIO
Grêmio tem dois expulsos, mas marca nos acréscimos e tira o Cruzeiro do G-4



Para a decepção de 51 mil torcedores, o Cruzeiro sofreu um gol aos 46 minutos do segundo tempo e cedeu o empate ao Grêmio, por 1 a 1, neste sábado, no Mineirão. Detalhe: o Grêmio havia perdido dois jogadores por expulsão - Túlio e Fábio Santos - quando Herrera marcou. O gol do time mineiro foi de Gilberto, aos 20 minutos da etapa final.

Assim, depois de permanecer por 20 minutos no G-4, enquanto vencia por 1 a 0, o Cruzeiro voltou à quinta posição do Campeonato Brasileiro após o gol sofrido. Soma 55 pontos, sete a menos do que o líder São Paulo e um atrás do quarto colocado Atlético-MG. Na próxima rodada, o time de Adilson Batista encara o Atlético-PR na Arena da Baixada, às 19h30m de sábado.

O Grêmio, em seu primeiro jogo sem Paulo Autuori, segue praticamente sem ambições na competição: tem 49 pontos e está em oitavo lugar. Volta a entrar em campo na quarta-feira, às 21h50m, para receber o Palmeiras no Olímpico.

Cruzeiro se impõe no começo, mas Grêmio reage

Embora os dois primeiros ataques tenham sido do Grêmio, o Cruzeiro dominou os 25 minutos iniciais, com mais volume de jogo e boas chances de gol criadas. A primeira grande oportunidade cruzeirense aconteceu aos três minutos, quando Gilberto recebeu belo passe de Wellington Paulista e quase marcou, chutando à direita da meta de Victor.

Aos 15, Wellington Paulista chutou para a rede, mas o árbitro Marcelo de Lima Henrique assinalou impedimento e, acertadamente, anulou o gol. Quando o cronômetro marcava por volta de 20 minutos, a torcida celeste encontrou um bom motivo para comemorar: o gol sofrido pelo rival Atlético-MG diante do Coritiba, na capital paranaense.

Em campo, porém, o Grêmio começou a gostar do jogo. Gradativamente, ia se acertando em campo, com boa postura defensiva, Tcheco e Adilson ligando as jogadas, Douglas Costa se movimentando bem, e Maxi López fazendo a função de pivô no ataque.

Treinado pelo interino Marcelo Rospide, o Grêmio assumiu o domínio na reta final do primeiro tempo e ofereceu perigo em alguns momentos. Nesse período de superioridade gaúcha, brilhou a estrela do goleiro Fábio, que fez boas defesas.

Torcida pede entrada de Guerrón

Impaciente, a torcida cruzeirense pediu a entrada do equatoriano Guerrón logo no começo do segundo tempo. Aos oito minutos, depois de tomar conhecimento do gol de empate do Atlético-MG, cobrou raça do time. E pediu Guerrón, de novo.
Saudado com gritos de “Fica, Adilson” antes do jogo, o técnico Adilson Batista - que estaria na mira do próprio Grêmio para a vaga de Paulo Autuori - resolveu atender à sugestão da torcida e foi além, sacando Jonathan e Thiago Ribeiro para a entrada de Guerrón e Soares.

Logo na primeira jogada após as substituições, o Cruzeiro contra-atacou com perfeição, justamente com os dois que haviam acabado de entrar: Guerrón recebeu na direita e cruzou rasteiro para Soares, derrubado na área pelo goleiro Victor. Pênalti marcado. Gilberto cobrou com categoria no canto direito e fez 1 a 0.



Com a vantagem no placar, o Cruzeiro passou a explorar os contragolpes, principalmente com Guerrón pela direita. E a festa da torcida - esta sempre ligada no radinho - aumentou quando o Coritiba fez 2 a 1 no Galo. Aos 41 minutos, Soares deixou o campo chorando e sentindo muitas dores no tornozelo direito.

O Grêmio perdeu a cabeça: Túlio e Fábio Santos receberam o cartão vermelho aos 39 e aos 43 minutos, respectivamente. Mas não perdeu a vontade de empatar. Já nos acréscimos, aos 46, Herrera marcou após duas tentativas. Na primeira, falhou em toque de letra após passe de Maxi López. Mas em seguida se jogou na bola e, de bico, chutou para rede.


Ficha técnica:
CRUZEIRO 1 x 1 GRÊMIO
CRUZEIRO
Fábio, Jonathan (Guerrón), Gil, Leonardo Silva e Diego Renan; Fabrício (Fabinho), Marquinhos Paraná, Henrique e Gilberto; Thiago Ribeiro (Soares) e Wellington Paulista.
Técnico: Adilson Batista.
GRÊMIO
Victor, William Thiego, Rafael Marques, Réver (Maylson) e Fábio Santos; Túlio, Adílson, Fábio Rochemback e Tcheco (Herrera); Douglas Costa (Lúcio) e Maxi López.
Técnico: Marcelo Rospide.
Gols: Gilberto, aos 20, e Herrera, aos 46 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Gil (Cruzeiro); Tcheco, Túlio, Victor, Rafael Marques, Herrera, Fábio Santos (Grêmio).
Cartões vermelhos: Túlio e Fábio Santos (Grêmio).
Estádio: Mineirão. Data: 14/11/2009.
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique.
Auxiliares: Erich Bandeira (PE) e Hilton Moutinho Rodrigues (RJ).
Público: 51.534. Renda: R$ 809.777,24.

Repescagem Européia para a Copa do Mundo

RÚSSIA 2X1 ESLOVÊNIA
Rússia bate Eslovênia e sai na frente pela repescagem das eliminatórias

Na partida de ida pela repescagem das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010, a Rússia saiu na frente por uma das vagas para o torneio na África do Sul. O time comandado pelo holandês Guus Hiddink sofreu, mas bateu a Eslovênia por 2 a 1 no estádio Luzhnikí, em Moscou, com dois gol de Bilyaletdinov, um em cada etapa. Pecnik descontou no final.

Com o resultado, a Rússia joga pelo empate no jogo de volta na próxima quarta-feira, na casa do adversário, para ficar com a vaga para a Copa. Se vencer por 1 a 0 ou por dois gols de diferença, a Eslovênia garante a classificação



Rússia pressiona e abre placar no primeiro tempo

Mesmo jogando fora de casa, foi a Eslovênia que atacou primeiro. Aos nove minutos, Novakovic foi lançado na ponta esquerda e cruzou na área. Birsa chegou batendo com força, a bola desviou em Ignashevic e saiu pela linha de fundo. A partir dos 13 minutos só deu Rússia. Zhirkov arrancou pelo meio da defesa eslovena, passou por dois marcadores e bateu com veneno. O goleiro Handanovic fez grande defesa, salvando seu time com o pé esquerdo. Em seguida, a Rússia quase abriu o placar com Pavlyuchenko, que limpou Suler na entrada da área e chutou sobre o gol da Eslovênia.

A Rússia pressionava e tinha o domínio da partida, mas errava nos passes. Aos 32, Ignashevic quase fez de falta. Handanovic, com a perna direita, colocou a bola para escanteio. Mas, aos 39 minutos, os russos conseguiram balançar a rede. Bilyaletdinov recebeu na grande área, limpou Suler e bateu pelo alto no canto esquerdo de Handanovic, que ficou paradão lance, apenas olhando a bola entrar: 1 a 0 Rússia. No fim da primeira etapa, Brecko arriscou chute de longe, mas mandou a bola muito longe do gol de Akinfeev.

Eslovênia marca no final

No segundo tempo, a Rússia aumentou o placar logo aos cindo minutos. Arshavin cruzou da esquerda, Bilyaletdinov chegou batendo, a bola explodiu na zaga eslovena e sobrou novamente para o camisa 6, que chutou rasteiro no canto direito de Handanovic para ampliar.

Em desvantagem no placar, a Eslovênia tentou ir ao ataque, mas Birsa, testou sem perigo sobre a meta de Akinfeev.

Dono do jogo, o time russo quase aumentou o placar com Pavlyuchenko. O camisa 9 da Rússia pegou de primeira, mandando no cantinho direito. Handanovic salvou a Eslovênia do terceiro gol.

Arshavin ainda tentou fazer mais um gol para os donos da casa, mas tocou muito forte na bola e mandou por cima do goleiro esloveno.

Mas o castigo para os russos veio aos 42 minutos da etapa final. Koren arriscou chute da entrada da área, Akinfeev espalmou, e a bola sobrou para Pecnik, que só teve o trabalho para empurrar para o gol. Nos acréscimos, Suler quase empatou o jogo para a Eslovênia. Sozinho, o zagueiro esloveno chutou, e o goleiro russo salvou os donos da casa.


GRÉCIA 0X0 UCRÂNIA
Grécia e Ucrânia empatam sem gols

Um jogo truncado e de pouca técnica. Grécia e Ucrânia não saíram do 0 a 0 neste sábado, em Atenas, na partida de ida pela repescagem das eliminatórias europeias. Com o resultado deste sábado, um empate com gols no próximo encontro coloca o time grego na Copa do Mundo na África do Sul. O jogo acontece na quarta-feira, em Kiev. A Ucrânia precisa vencer para carimbar seu passaporte.



Jogo sem emoção na primeira etapa

A Grécia chegou a marcar um gol na primeira etapa, mas o árbitro francês Laurent Duhamel invalidou o lance: aos 15 minutos, Salpingidis recebeu na pequena área e tocou para o fundo da rede do goleiro Pyatov, mas estava em posição irregular, segundo a arbitragem.

Mesmo melhor na partida, a Grécia criava pouco e chegou na área Ucrânia apenas mais uma vez, com a cabeçada de Moras, que saiu pela linha de fundo.

A Ucrânia também não atacava e só teve uma chance de gol. Milevskiy recebeu na ponta direita e tocou para Gusev, que bateu cruzado. Tzorvas fez grande defesa,salvando a Grécia. Sumido na etapa inicial, Shevchenko apareceu no jogo em uma cobrança de falta, que bateu à direita do gol de Tzorvas.

Segundo tempo truncando e pouca técnica em campo

Na etapa final, a partida continuou muito truncada, e o árbitro a todo o momento parava o jogo com faltas. A Grécia jogava melhor, mas esbarrava na forte marcação ucraniana.

Aos 20 minutos, Katsouranis tentou de fora da área, mas pegou muito forte na bola, jogando sobre a meta de Pyatov. Pelo lado da Ucrânia, Shevchenko começou a colocar seu time ao ataque, mas sem objetividade.

A Grécia ainda teve a oportunidade de garantir a vitória com Samaras, que tentou de pé direito de fora da área. A bola passou raspando o travessão. No final do jogo, a Ucrânia segurou a pressão dos gregos.


IRLANDA 0X1 FRANÇA
Anelka deixa França com mão na vaga

A seleção francesa deu um passo importante para ir à Copa do Mundo de 2010. Em Dublin, os Bleus venceram a Irlanda por 1 a 0 neste sábado, com gol de Anelka, pela partida de ida da repescagem das eliminatórias europeias.

A partida decisiva será na próxima quarta-feira, em Saint-Denis, e o time de Raymond Domenech pode até empatar para ir à África do Sul. A França foi aos três últimos Mundiais: 1998 (campeã em casa), 2002 (eliminada na primeira fase) e 2006 (vice-campeã).

Anelka fez o gol da vitória aos 28 do segundo tempo. Após passe de Gourcuff, o atacante do Chelsea chutou de fora, a bola bateu em O’Shea, tocou na trave e entrou.

Até agora, 26 países já estão no Mundial: Brasil, Argentina, Paraguai, Chile, México, Estados Unidos, Honduras, Holanda, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Dinamarca, Sérvia, Itália, Eslováquia, Suíça, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Japão, Austrália, Gana, Costa do Marfim, Nigéria, Camarões, Nova Zelândia e a anfitriã África do Sul.


PORTUGAL 1X0 BÓSNIA - HERZEGOVINA
Sortudo, Portugal vence a Bósnia com Cristiano Ronaldo na torcida

Cristiano Ronaldo foi ao Estádio da Luz, mas apenas como torcedor. E deu sorte: com um gol do zagueiro Bruno Alves, Portugal venceu a Bósnia por 1 a 0, pela partida de ida da repescagem das eliminatórias europeias. Aos 43 do segundo tempo, os visitantes ainda acertaram duas bolas seguidas na trave.

O resultado dá a vantagem do empate a Portugal no jogo da próxima quarta-feira, em Zenica, para ir à Copa do Mundo. Mas o time também não contará com Cristiano Ronaldo, que sofre de uma lesão no tornozelo direito.

O craque do Real Madrid compareceu ao estádio do Benfica e viu a partida de um camarote. Sem ele, Queiroz montou o ataque com Liedson, Nani e Simão. Mais dois brasileiros naturalizados foram titulares: o meia Deco e o zagueiro Pepe.

O gol da vitória saiu ainda no primeiro tempo: Nani cruzou da direita, a bola passou por toda a zaga na área e o zagueiro Bruno Alves (filho de brasileiro) tocou de cabeça para marcar a 1 a 0 aos 31.

Doze minutos depois, susto para os portugueses: Ibricic cabeceou e a bola bateu no travessão do goleiro Eduardo. Após o intervalo, Liedson teve a chance de marcar um gol de placa no Estádio da Luz. Aos 11, o atacante do Sporting deu um “chapéu” em Jahic, dentro da área, e chutou para fora, cara a cara com o goleiro Hasagic.

Mas a melhor chance do segundo tempo foi da Bósnia. Aos 43, a bola bateu duas vezes na trave de Eduardo em lances seguidos dos visitantes. Primeiro, Dzeko tocou de cabeça e acertou o travessão. No rebote, Muslimovic chutou na trave direita do goleiro português, que já estava vendido. Sorte pura.

Até agora, 26 países já estão no Mundial: Brasil, Argentina, Paraguai, Chile, México, Estados Unidos, Honduras, Holanda, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Dinamarca, Sérvia, Itália, Eslováquia, Suíça, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Japão, Austrália, Gana, Costa do Marfim, Nigéria, Camarões, Nova Zelândia e a anfitriã África do Sul.

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Amistoso da Seleção

BRASIL 1X0 INGLATERRA
À sombra de Robinho, Nilmar brilha e dá vitória ao Brasil sobre a Inglaterra



Machucado, Robinho admitiu que tem medo de perder a vaga de titular absoluto da seleção brasileira. E pode se preocupar mesmo no que depender do desempenho de Nilmar, seu substituto. Com uma grande atuação, o atacante do Villarreal foi o destaque e o autor do único gol do Brasil na vitória por 1 a 0 sobre uma desfalcada Inglaterra, neste sábado, no Qatar, no penúltimo amistoso de 2009. Luis Fabiano ainda perdeu um pênalti.

A exibição diante dos ingleses apenas confirma o excelente momento do ex-colorado. Dos último seis gols marcados pela seleção, entre jogos das eliminatórias e este amistoso, o atacante anotou nada menos que cinco: três contra o Chile, um frente à Bolívia e outro agora.

Apesar da exibição sem empolgação do time brasileiro, Dunga segue com números invejáveis em partidas contra seleções renomadas. Somente neste ano, venceu Argentina, Uruguai e Itália (duas vezes). Além disso, continua sem perder para campeões mundiais, contabilizando agora oito vitórias e três empates.

O Brasil, aliás, amplia sua invencibilidade contra a Inglaterra. Agora, são 19 anos sem perder. A última aconteceu em 1990, por 1 a 0, em Londres. Neste período, foram quatro vitórias e quatro empates. Na próxima terça-feira, a seleção encerra a temporada em amistoso diante de Omã, em Muscat, com transmissão ao vivo da TV Globo e GLOBOESPORTE.COM, às 12h30m (de Brasília).

Brasil domina, mas cria pouco



O grande jogo esperado pelos quase 50 mil torcedores que lotaram o Khalifa Stadium não aconteceu no primeiro tempo. Em nítida vantagem técnica pelos inúmeros desfalques da Inglaterra, o Brasil dominou boa parte do jogo, mas sem criar grandes oportunidades com o trio ofensivo Kaká, Luis Fabiano e Nilmar. O último, aliás, o principal destaque da equipe, sempre com jogadas em velocidade pela esquerda.

Os ingleses tentaram surpreender logo no início. O técnico Fabio Capello abriu os meias Wright-Phillips e Milner para jogarem em cima de Maicon e Michel Bastos, respectivamente. Logo aos dois minutos, o baixinho companheiro de Robinho no Manchester City passou pelo ala do Lyon na linha de fundo e cruzou para a área. Rooney chegou atrasado.

Com a dificuldade de sair pelos lados do campo, a seleção brasileira concentrou seu jogo no talento do ataque. A resposta veio aos dez. Após lançamento longo para a esquerda, Nilmar ganhou a trombada com Upson, disparou e cruzou, mas a zaga cortou. Pelo mesmo setor, Michel Bastos só apareceu para atacar aos 22, quando bateu cruzado de fora da área, à esquerda de Foster. Logo depois, aos 24, foi a vez de Bent subir entre os zagueiros e cabecear por cima.

O ritmo lento do jogo afetou até a torcida. Sem cerveja, os ingleses, famosos por seus cânticos durante as partidas, se mantiveram em silêncio, enquanto os brasileiros arriscaram algumas vaias isoladas.

O Brasil só voltou a criar aos 29, com Luis Fabiano. Ele pegou rebote fora da área depois de um escanteio, driblou um marcador e chutou para Foster fazer boa defesa. Em seguida, aos 31, Kaká recebeu pelo lado esquerdo e chutou com estilo, mas o goleiro inglês segurou mais uma vez.

No segundo tempo, o Brasil permaneceu atacando e chegou ao gol logo no primeiro minuto, usando o "veneno" inglês: as jogadas pelo alto. Logo no primeiro minuto, Elano fez belo lançamento nas costas da zaga para Nilmar. O atacante escapou da marcação e desviou no canto esquerdo de cabeça, 1 a 0.

A desvantagem fez Fabio Capello mexer no ataque inglês: saiu Bent e entrou Defoe. Mas, antes mesmo que ele pudesse tocar na bola, foi o Brasil que poderia ter marcado novamente. Aos nove, Nilmar aproveitou falha da zaga, ficou com a bola e acabou derrubado na área pelo goleiro. Pênalti! Na cobrança, Luis Fabiano mandou a bola por cima.

Dunga aproveitou para fazer testes e deu uma chance a Hulk, mas o placar não se mexeu. Agora, o destino é Omã, penúltima parada para a África do Sul. Em março, o Brasil ainda fará um amistoso, sem rival definido, antes da convocação para a Copa.


Ficha técnica:
BRASIL 1 x 0 INGLATERRA
BRASIL
Julio César, Maicon, Lúcio, Thiago Silva e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano (Daniel Alves) e Kaká (Julio Baptista); Nilmar (Carlos Eduardo) e Luis Fabiano (Hulk).
Técnico: Dunga.
INGLATERRA
Foster, Brown, Upson, Lescott e Bridge; Milner (Young), Jenas, Wright Phillips (Crouch) e Barry (Huddlestone); Rooney e Bent (Defoe).
Técnico: Fabio Capello.
Gols: Nilmar, a 1 minuto do segundo tempo.
Estádio: Khalifa International. Data: 14/11/2009.
Árbitro: Adbulrahman Abdou (Qatar).
Auxiliares: Waleed Al Mannai (Qatar) e Mohammed Dharman (Qatar).

Repescagem para a Copa do Mundo

NOVA ZELÂNDIA 1X0 BAHREIN
Nova Zelândia vence Bahrein e voltará a disputar uma Copa após 28 anos

Depois de 28 anos de espera a Nova Zelândia voltará a disputar uma Copa do Mundo. A classificação da seleção neozelandesa, primeira colocada da Oceania, para o Mundial da África do Sul, no ano que vem, veio neste sábado com a vitória de 1 a 0 sobre o Bahrein, quinto da Ásia, no Westpac Stadium, em Wellington. No primeiro jogo da respecagem das eliminatórias, no Bahrein, houve empate de 0 a 0.



Neste sábado, os neozelandeses abriram o marcador aos 45 minutos de jogo, por intermédio de Rory Fallon. No segundo tempo, a seleção da casa recuou para garantir o resultado, e o Bahrein, que nunca disputou uma Copa, teve a seu favor um pênalti aos cinco minutos como a sua melhor chance. Mas o goleiro Mark Paston acabou defendendo a cobrança de Sayed Mohamed.

A única vez em que a seleção da Oceania disputou uma Copa foi na Espanha, em 1982, quando fez parte do grupo do Brasil comandado por Telê Santana e foi eliminada na primeira fase. Antes de serem derrotados na última partida da primeira fase pela seleção de Zico, Sócrates, Júnior, Falcão e Éder por 4 a 0, os neozelandeses perderam por 5 a 2 para os escoceses e de 3 a 0 para União Soviética.

A Nova Zelândia é a 24ª seleção a garantir sua vaga na Copa de 2010. As outras 23 são Brasil, Argentina, Paraguai, Chile, México, Estados Unidos, Honduras, Holanda, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Dinamarca, Sérvia, Itália, Eslováquia, Suíça, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Japão, Austrália, Gana, Costa do Marfim e a anfitriã África do Sul.