sábado, 28 de junho de 2008

Rodada de Sábado

VASCO 4X2 IPATINGA
No adeus de Eurico Miranda, Vasco vence o Ipatinga em São Januário

Na partida que marcou o fim da era Eurico Miranda na Colina, o Vasco suou mas venceu o Ipatinga por 4 a 2 neste sábado, em São Januário. Depois de um início avassalador, com dois gols de Alex Teixeira, o time vascaíno teve muitas dificuldades para superar a equipe mineira. Com o resultado, o Vasco chegou a 11 pontos no Campeonato Brasileiro. O Tigre segue com cinco, na zona de rebaixamento. Além de Alex Teixeira, Jean e Leandro Amaral marcaram. Gian e Adeílson diminuíram.



Na próxima rodada, domingo, o time cruzmaltino terá pela frente o Figueirense, em Florianópolis. Também no domingo, o Ipatinga enfrenta o São Paulo, no Morumbi.

A equipe vascaína começou a partida fulminante, e os torcedores que se atrasaram não viram o time abrir o placar logo aos três minutos. Em um rápido contra-ataque pela direita, Wagner Diniz cruzou, Jean furou, e Alex Teixeira, livre, escorou para o fundo da rede: 1 a 0. O camisa 9 foi a novidade cruzmaltina para a partida, já que não havia treinado entre os titulares durante a semana. Apesar da desvantagem, o Ipatinga tinha maior posse de bola, mas não conseguia assustar o goleiro Tiago. O Vasco soube se aproveitar da fragilidade da defesa mineira e ampliou aos 11 minutos. Leandro Amaral cruzou da direita, Rodrigo Antônio dominou dentro da área e tocou para Alex Teixeira, que chutou firme e fez 2 a 0.

A primeira jogada bem tramada pelo Tigre aconteceu aos 15 minutos. Gérson Magrão foi lançado na esquerda e emendou uma bomba. A bola pegou no travessão e saiu, para felicidade de Tiago. A resposta vascaína veio com Jean, que se movimentou bastante pelos lados do campo. Aos 19 minutos, o atacante tabelou com Madson e chutou de dentro da área, mas, desequilibrado, não conseguiu vencer o goleiro Fred. O time mineiro dava trabalho para os defensores do Vasco, que tinham muita dificuldade para impedir os avanços do adversário. Aos 28, a insistência do Ipatinga nas bolas aéreas surtiu efeito. Gérson Magrão cruzou da esquerda, Gian subiu mais do que todo mundo e escorou a bola para o fundo da rede: 2 a 1. Dois minutos depois, Gérson Magrão quase empatou em um chute forte depois de colocar a bola entre as pernas de Vilson.

Aos 41, o Vasco jogou um balde de água fria no adversário e acalmou a torcida, que já vaiava o time. O camisa 19 fez jogada individual pela esquerda e foi derrubado fora da área. O árbitro marcou o pênalti. Na cobrança, o próprio Leandro Amaral fez 3 a 1 para o time cruzmaltino.



Ipatinga aproveita cochilada da zaga e diminui



O Ipatinga voltou do vestiário dando provas de que não ia se entregar fácil. No primeiro minuto, Gérson Magrão desceu pela esquerda e cruzou, Tiago defendeu e a bola ficou rolando na área até que a zaga conseguiu aliviar o perigo. Aos seis, Adeílson fez uma bela triangulação no setor ofensivo e chutou forte, cruzado, para colocar o time mineiro novamente no jogo: 3 a 2. Roberto, que havia entrado no lugar de Tiago, que estava indisposto, nada pôde fazer.

Aos 11 minutos, Wagner Diniz teve a chance de tranqüilizar novamente os torcedores vascaínos. O lateral-direito penetrou na zaga pela direita e chutou para o gol, mas a bola saiu torta, à direita do gol de Fred. Aos 23, um lance polêmico. Depois de perder uma grande oportunidade de frente para o gol, Leandro Amaral foi derrubado pelo zagueiro. O árbitro considerou que o lance foi normal e mandou o jogo seguir.



A equipe vascaína resolveu pressionar. Aos 30, Jean invadiu a área pela direita e chutou cruzado, a bola passou rente à trave e tirou o grito de lamento da torcida vascaína. Três minutos depois, Beto também assustou em um chute de dentro da área. Era o ensaio. Aos 36, Morais fez grande jogada pela esquerda e cruzou na direção de Jean, que ajeitou e fuzilou no ângulo esquerdo do goleiro: 4 a 2.



Com a vantagem no placar, o Vasco adotou uma postura mais cautelosa e segurou a vantagem até o apito final.



Ficha técnica:
VASCO 4 x 2 IPATINGA
VASCO
Tiago (Roberto), Rodrigo Antônio, Eduardo Luiz e Vilson; Wagner Diniz; Jonílson, Alex Teixeira (Beto), Morais e Madson (Pablo); Jean e Leandro Amaral.
Técnico: Antônio Lopes.
IPATINGA
Fred, Márcio Gabriel, Tiago Vieira, Gian e Rodriguinho (Paulinho Dias); Augusto Recife, Xaves, Leandro Salino e Gérson Magrão; Neto Baiano (Ricardinho) e Luciano (Adeílson).
Técnico: Ricardo Drubscky.
Gols: Alex Teixeira, aos três e 11, Gian, aos 28, e Leandro Amaral aos 41 minutos do primeiro tempo. Adeílson, aos seis, e Jean, aos 36 minutos da segunda etapa.
Cartões amarelos: Paulinho Dias, Augusto Recife (IPA); Pablo (VAS).
Público: 2.724 pagantes. Renda: R$ 41.670,00.
Estádio: São Januário. Data: 28/06/2008.
Árbitro: Heber Roberto Lopes (PR).
Auxiliares: Altemir Hausmann (RS) e José Carlos Dias Passos (PR).

VITÓRIA 3X0 GOIÁS
Vitória faz 3 a 0 no Esmeraldino

O Vitória conseguiu mais três pontos neste Campeonato Brasileiro que o deixaram perto do pelotão de frente, o famoso G 4. Com o triunfo de 3 a 0 sobre o Goiás, neste sábado, no Barradão, gols de Ramon, Ricardinho e Dinei, o Leão baiano, agora com 14 pontos ganhos, ocupa, no momento, a quinta colocação, esperando o complemento da oitava rodada neste domingo.



Os torcedores do Esmeraldino ficaram frustrados. Apesar de dominar boa parte do primeiro tempo, o time esteve longe de ser o mesmo da rodada anterior, quando goleou o Santos na Vila Belmiro por 4 a 1. Com a derrota, o Goiás mantém-se na zona de rebaixamento, na 17ª posição.



Na próxima rodada, o Vitória vai, fora de casa, enfrentar a Portuguesa, no domingo, e o Goiás receberá o Fluminense, também domingo, no Serra Dourada.





Jogo truncado



O torcedor do Vitória compareceu em bom número ao Barradão na esperança de ver o time marcar mais três pontos e ingressar no G 4. Mas a partida começou truncada. As duas equipes congestionaram o meio-campo. E nesse ponto, o Goiás levava certa vantagem, pois tocava melhor a bola e explorava mais as laterais. Aos 13 minutos, teve a primeira chance de gol. Em escanteio cobrado por Iarley, a bola sobrou para Pituca, que só não escorou para as redes de cabeça porque Marco Aurélio, quase na linha, salvou.



O tempo passava, e as duas equipes abusavam dos passes errados. O Goiás, com jogadores mais habilidosos - o lateral Vítor, Romerito e Iarley -, levava mais perigo. Aos 21, Romerito fez jogada pela esquerda e tocou para Alex Terra, que bateu de calcanhar e assustou a defesa rubro-negra.



Justamente quando era mais dominado, o Vitória perdeu chance de ouro de abrir o placar. Lançado pela esquerda, Ramon, sumido da partida até então, entrou livre, mas tocou em cima de Harlei. A bola voltou, bateu em Ramon e saiu para fora. Depois desse lance, aos 30 minutos, o camisa 10 do Leão e a equipe acordaram,.e o jogo ficou equilibrado. Aos 34, houve gol anulado. Ramon bateu escanteio, Renan escorou para o meio da área e Dinei, impedido, tocou para as redes.



Aos 43, Dinei sofreu falta na entrada da área. E falta cobra quem sabe. Ramon bateu bem, por baixo, à esquerda de Harlei: 1 a 0 Vitória, aos 44. A opção pela cobrança por baixo e a vantagem obtida no primeiro tempo foram bem analisadas pelo autor do gol.



- Tinha muita gente na frente da bola. Pelo chão fica mais difícil para o goleiro defender, ainda mais que ela deu um quique antes. Mas o jogo está difícil. A marcação deles é homem a homem. Nossas jogadas de velocidade não estão entrando. Vamos tentar acertar no segundo tempo - afirmou Ramon.



O lateral Vítor foi direto.



- Temos que correr atrás. Levamos o gol no final do primeiro tempo, agora precisamos buscar a vitória no segundo.





Leão amplia no segundo tempo



Se dominou boa parte do primeiro tempo mas não traduziu a posse de bola em chances criadas, o Goiás queria mudar o panorama na segunda etapa. Mas logo no primeiro minuto quase levou um duro golpe quando Ramon, novamente em cobrança de falta, levou perigo. Dessa vez, Harlei conseguiu salvar para escanteio a bola colocada novamente no canto esquerdo.



O Goiás continuava fazendo faltas. Ramon cobrou uma pela direita que ia entrar, mas Leonardo Silva, quase dentro do gol, conseguiu tocar de cabeça e perder o gol - foi salvo belo bandeirinha, que marcara impedimento no lance.



O Vitória já tomava conta do segundo tempo quando Pituca levou o cartão vermelho, aos 15. No minuto seguinte, Marquinhos tocou por cobertura com categoria e quase ampliou, não fosse o goleiro Harlei, que também salvou outra chance de Ramon.



Com 10, Hélio dos Anjos mexeu no Goiás. O treinador tirou Alex Terra para recompor o meio-campo com Fábio Bahia. Aos 24, Iarley por pouco empatou, não tivesse dado um drible a mais, possibilitando a Marcelo Cordeiro prensar a bola para escanteio. Na seqüência, Henrique cabeceou para defesa de Viafara. Aos 30, Iarley teve a maior de todas as chances, mas desperdiçou na trave.



O Esmeraldino não fez, levou mais. Aos 41, Ricardinho, quie entrou no lugar de Ramon, ampliou para 2 a 0 com uma bomba de perna esquerda. Aos 46, Dinei ampliou para 3 a 0. A festa estava completa no Barradão.





Ficha técnica:
VITÓRIA 3 x 0 GOIÁS
VITÓRIA
Viafara, Marco Aurélio, Anderson Martins, Leonardo Silva e Marcelo Cordeiro; Vanderson, Renan (Marco Antônio), Williams (Jackson) e Ramon (Ricardinho); Marquinhos e Dinei.
Técnico: Vagner Mancini.
GOIÁS
Harlei, Paulo Henrique, Henrique e Ernando; Vítor (Rinaldo); Fernando, Pituca, Romerito e Júlio César (Fabinho); Alex Terra (Fábio Bahia) e Iarley.
Técnico: Hélio dos Anjos.
Gols: Ramon, aos 44 minutos do primeiro tempo, Ricardinho, aos 41, e Dinei, aos 47 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Henrique, Ernando, Romerito, Vítor, Fernando, Fabinho e Pituca (Goiás); Leonardo Silva e Renan (Vitória)
Cartão vermelho: Pituca (Goiás)
Estádio: Barradão. Data: 28/06/2008.
Árbitro: Sérgio da Silva Carvalho.
Auxiliares: Pedro Jorge Santos de Araujo (AL) e Ednilson Corona (SP).

PORTUGUESA 0X0 SANTOS
Clássico paulista termina sem gols

No clássico paulista, a Portuguesa manteve a invencibilidade no Canindé neste Brasileiro após o empate sem gols com o Santos, na noite deste sábado, mas deixou escapar a chance de vencer em casa. O placar foi ruim também para o visitante, que não vence na competição desde o dia 18 do mês passado, quando goleou o Ipatinga, chegando a seis partidas sem vitória, e segue na zona de rebaixamento. Os goleiros foram os destaques da partida.

Com o resultado, a Lusa tem agora 12 pontos, provisoriamente na oitava posição. O próximo adversário será o Vitória, no domingo, também no Canindé. O Peixe tem seis pontos, na 17ª colocação e enfrenta o Atlético-PR no sábado, fora de casa, na próxima rodada.



Peixe desencontrado, e gol bem anulado da Lusa



Apesar de começar com muita disposição, o Santos pecava pela falta de entendimento do trio da zaga. A primeira grande chance da partida foi da Lusa. Aos oito minutos, Marcelo entregou a jogada para Diogo, que tentou passar para Washington, mas a bola desviou na defesa e sobrou para Edno. Este chutou de primeira. Fábio Costa salvou o Peixe com os pés.

A dona da casa criava mais chances, e Edno era um dos destaques. No Peixe, um pouco de descontrole e faltas duras premiaram Domingos, Marcelo e Rodrigo Souto com cartões amarelos. Diogo era o alvo principal do time santista. O Santos até teve uma boa chance aos 20, quando Wesley encontrou espaço pela direita e chutou cruzado, pertinho da trave direita de André Luis.

O lance que gerou muitas reclamações da Portuguesa foi difícil, mas a arbitragem acertou ao anular o gol. Aos 38, Preto pegou rebote da defesa do Santos, lançou para Bruno Rodrigo, que, impedido, ajeitou de cabeça para Washington mandar para o fundo da rede de Fábio Costa. Mas a jogada já não valia mais nada.



Peixe cresce no segundo tempo



O Santos voltou para o segundo tempo mais determinado, embora o primeiro lance tenha sido em cima de Diogo, que caiu na área e pediu pênalti, mas o árbitro não marcou. Aos quatro minutos, foi a vez de Tiago Luis, que entrou no lugar de Lima, ameaçar o gol da Lusa, exigindo a defesa do goleiro.



O Peixe partiu para cima da dona da casa, com muita pressão. Aos 10, foi a vez de Wesley soltar a bomba. Em um contra-ataque, a Portuguesa assustou Fábio Costa, que tirou com os dedos um chute de Edno.



Aos15, Cuca atendeu ao pedido da torcida e colocou Molina em campo. O Peixe ficou mais vulnerável, permitindo os contra-ataques da Portuguesa, mas também arriscou mais, principalmente com Tiago Luis, que conseguiu algumas chances, como uma de cabeça, em uma confusão na área.



Quase no fim da partida, Quiñones entrou e já no seu primeiro lance chutou forte, obrigando André Luis a espalmar a bola. A torcida do Santos foi ao delírio. Mas quase morreu de susto aos 46. Diogo arrancou com a bola e chutou cruzado. Fábio Costa impediu o que seria o gol da Lusa. E o clássico ficou mesmo no 0 a 0.





Ficha técnica:
PORTUGUESA 0 x 0 SANTOS
PORTUGUESA
André Luis; Patrício, Bruno Rodrigo, Halisson e Bruno Recife; Gavilan, Dias, Preto e Edno (Sidney); Diogo e Washington (Vaguinho).
Técnico: Vagner Benazzi.
SANTOS
Fábio Costa; Domingos, Marcelo e Fabão; Apodi (Molina); Adriano, Rodrigo Souto, Wesley (Quiñones) e Kleber; Lima (Tiago Luis) e Kléber Pereira.
Técnico: Cuca.
Gols: -
Cartões amarelos: Dias, Diogo, Edno (Portuguesa); Domingos, Marcelo, Rodrigo Souto (Santos).
Estádio: Canindé. Data: 28/06/2008.
Árbitro: Carlos Eugênio Símon (Fifa/RS).
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (Fifa/SP) e Márcio Luiz Augusto (SP).