Goiás devolve goleada ao Atlético-PR
O Goiás conseguiu mais uma importante vitória em casa na noite desta quarta-feira. Com facilidade, o time alviverde goleou o Atlético-PR por 4 a 0, no estádio Serra Dourada, na abertura da 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado faz o time goiano subir mais uma posição, passando a ocupar a nona posição, com 33 pontos. Além disso, a equipe alviverde devolve a goleada sofrida no primeiro turno, quando perdeu por 5 a 0 na Arena da Baixada, no dia 8 de junho.
O time paranaense, que pouco conseguiu ameaçar, permanece com 23 pontos, na 16ª posição, correndo sério risco de entrar na zona de rebaixamento no decorrer da rodada.
As duas equipes voltam a entrar em campo somente no próximo sábado, dia 13. O Goiás vai a Porto Alegre enfrentar o líder Grêmio, e o Atlético volta para Curitiba, onde recebe a Portuguesa, adversário direto na luta contra o descenso.
Um time só
O primeiro tempo foi de apenas um time. Sem fazer muito esforço, o Goiás dominou completamente e, logo aos cinco minutos, já obrigou o goleiro Galatto a fazer boa defesa em chute cruzado de Felipe. Aos 12, o lateral Thiago Feltri entrou sozinho na área e foi derrubado pelo camisa 1 rubro-negro. O árbitro Wilson Souza de Mendonça apitou pênalti. Romerito bateu a primeira com categoria, mas o juiz mandou voltar por causa de uma invasão. Na segunda, o atacante alviverde bateu com tanta força no meio do gol que, ao comemorar o gol, acabou sentindo uma lesão, dando vaga a Anderson Gomes.
Mesmo com a mudança, o time da casa continuou mandando no jogo. Pouco menos de cinco minutos depois, novamente Thiago Feltri surgiu livre pela esquerda e só tocou para Iarley no meio bater na saída do goleiro, que ainda chegou a tocar na bola antes de entrar.
Aos 31, com a mesma facilidade, Vítor apareceu vindo de trás, invadiu a área pelo meio, tabelou com Felipe e bateu forte, marcando o terceiro dos goianos. Para não dizer que o Furacão nem tentou na etapa inicial, o time paranaense teve apenas duas chances, todas em que a bola passou bem longe da meta de Harlei.
Mais um para fechar
Ainda atordoado com o péssimo primeiro tempo, o técnico Mário Sérgio mudou tudo o que podia mudar no intervalo, botando o inicialmente barrado Alan Bahia no lugar de Chico, além de Valencia e Júlio César nas vagas de Rodriguinho e Fernando. As alterações fizeram o Furacão melhorar, e aos dois minutos, Harlei fez sua primeira defesa em chute de Márcio Azevedo.
Mas, apesar de começar a sofrer as primeiras ameaças, o Goiás continuou dominando. Vítor quase marcou o quarto do jogo em seguida arriscando de fora da área. E aos seis, Anderson Gomes tentou um toque para Iarley, livre, mas Antônio Carlos salvou em cima da hora.
O time paranaense foi perdendo aos poucos a pequena força que conseguiu. Aos 19, em mais um lance iniciado por Feltri, o lateral cruzou na área, Iarley furou, mas Anderson Gomes dominou e balançou as redes, fechando o placar, para alegria da pequena torcida presente no Serra Dourada. Iarley ainda desperdiçou aos 30 uma boa chance de fazer o quinto gol e devolver a goleada na mesma moeda.
Ficha técnica:
GOIÁS 4 x 0 ATLÉTICO-PR
GOIÁS
Harlei; Rafael Marques, Ernando e João Paulo; Vítor, Fahel, Ramalho (Fredson), Felipe (Júlio César) e Thiago Feltri; Romerito (Anderson Gomes) e Iarley.
Técnico: Hélio dos Anjos.
ATLÉTICO-PR
Galatto, Alex Fraga, Danilo e Antônio Carlos; Rodriguinho (Valencia), Fernando (Júlio César), Renan, Chico (Alan Bahia) e Márcio Azevedo; Ferreira e Pedro Oldoni.
Técnico: Mário Sérgio.
Gols: Romerito, aos 13, Iarley, aos 19, e Vítor, aos 31 minutos do primeiro tempo, e Anderson Gomes, aos 19 do segundo.
Cartões amarelos: Galatto e Antônio Carlos (Atlético-PR).
Público: 3.833 pagantes. Renda: R$ 55.600,00
Estádio: Serra Dourada, em Goiânia (GO). Data: 03/09/2008.
Árbitro: Wilson Souza de Mendonça (PE).
Auxiliares: Erich Bandeira (PE) e Jorge Antônio Pinheiro Lobato (AP).
SANTOS 2X0 VITÓRIA
Kléber Pereira, artilheiro e salvador, garante vitória do Peixe sobre o Vitória
Ele abusou da banheira, discutiu com bandeirinha, chamou a torcida, marcou dois gols e garantiu a vitória do Santos por 2 a 0 sobre o Vitória, nesta quarta-feira à noite, na Vila Belmiro. Esse é Kléber Pereira, que assumiu isoladamente a liderança da tabela de artilheiros do Brasileirão, com 17 gols, e, de quebra, tirou o Peixe da zona de rebaixamento. Com 26 pontos, o Peixe sobe para a 15ª posição (com um jogo a mais que Náutico. Fluminense e Portuguesa, que jogam no sábado). Já o Vitória, com 37, caiu para sétimo. Desde a quinta rodada, o Alvinegro estava abaixo da linha de salvação.
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No sufoco, tentando fugir da zona de rebaixamento, o Santos começou em cima, marcando muito forte e trocando passes com tanta rapidez que o Vitória não conseguia acompanhar. A pressão alvinegra era tão intensa que o gol saiu logo aos quatro minutos. Wendel acertou excelente passe para Rodrigo Souto, que rolou para Kléber Pereira dominar e chutar rasteiro, de pé direito, sem chances para o goleiro Viáfara.
O Alvinegro continuou em cima, sempre num ritmo alucinante, e ia achando espaços para criar jogadas. Os bons toques e os passes de primeira sempre achavam Kléber Pereira livre de marcação. No entanto, o artilheiro abusou da banheira e foi flagrado em impedimento várias vezes. Mesmo quando não estava adiantado, como num lance aos 19, o auxiliar Rodrigo Otávio Baeta marcou. A partir daí, começou um duelo particular entre Baeta e o artilheiro, que passou toda a primeira etapa discutindo com o bandeirinha.
A rapidez do Santos, aos poucos, se tornou pressa. O time, ávido para tentar ampliar, passou a errar alguns passes e deu chances para o Vitória atacar. Só então o time baiano passou a criar algumas chances para tentar assustar a zaga santista, mas sem muito sucesso. Tanto que o goleiro Douglas fez apenas uma grande defesa, aos 33. Rodrigão recebeu cruzamento da esquerda e cabeceou à queima-roupa. O lance, porém, foi invalidado, pois a arbitragem de mais uma mancada e assinalou impedimento inexistente.
Aos poucos, o ritmo do jogo foi diminuindo. A disputa passou a se concentrar no meio-de-campo, onde sobraram chutões, empurrões e pouca lucidez.
O Vitória iniciou o segundo tempo segurando a posse de bola, virando o jogo de um lado para o outro, de pé em pé. Tentava não dar chance para uma pressão inicial do Santos e, ao mesmo tempo, buscava encontrar um espaço para tentar o empate.
No entanto, a equipe baiana tinha dificuldades para furar o bloqueio santista e, assim, praticamente não criava chances de gol.
O Santos, por sua vez, recuou, deu campo para o Vitória chegar e tinha dificuldade para encaixar um contra-ataque. Até teve oportunidade, mas faltou tranqüilidade nos passes. Faltou também Kléber Pereira se posicionar melhor para tentar fugir da banheira. Com 60 minutos de bola rolando, o atacante já havia sido flagrado em impedimento nove vezes.
Mas artilheiro é artilheiro. Em sua primeira chance na etapa complementar, ele não vacilou. O estreante Pará desceu em velocidade pela direita e cruzou para Kléber, que chutou de primeira. A bola foi dividida e voltou para o próprio atacante chutar de novo e afundar as redes.
Ficha técnica:
SANTOS 2 x 0 VITÓRIA
SANTOS
Douglas, Wendel, Domingos, Fabiano Eller e Carleto; Roberto Brum, Rodrigo Souto, Bida e Michael (Molina/Wesley); Cuevas (Pará) e Kléber Pereira.
Técnico: Márcio Fernandes.
VITÓRIA
Viáfara, Marco Aurélio, Anderson Martins, Leonardo Silva e Marcelo Cordeiro; Renan (Marco Antônio), Vânderson, Willians (Leandro Domingues) e Ramon (Tripodi); Marquinhos e Rodrigão.
Técnico: Vagner Mancini.
Gols: Kléber Pereira, aos 4 do primeiro tempo e 31 do segundo tempo .
Cartões amarelos: Vânderson, Anderson Martins (Vitória).
Renda e Público: R$ 56.425,00/10.061 torcedores
Estádio: Vila Belmiro. Data: 03/08/2008.
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG).
Auxiliares: Rodrigo Otávio Baeta (MG) e Jair Albano Félix (MG).
FIGUEIRENSE 2X3 FLAMENGO
Fora de casa, Flamengo bate o Figueirense e retorna ao G-4
Com um jogo de toque de bola envolvente, o Flamengo venceu o Figueirense por 3 a 2 no estádio Orlando Scarpelli, em Santa Catarina, chegou a 40 pontos, na quarta posição, e entrou no G-4. Para não sair do grupo dos classificados para a Libertadores, o time precisa torcer contra o Botafogo, que encara o Coritiba neste sábado. É a sexta partida seguida que o Rubro-Negro não sabe o que é perder. Com a derrota, a quarta seguida no Campeonato Brasileiro, o Figueira permanece com 28 e vê a possibilidade de entrar na zona de rebaixamento cada vez mais próxima.
As duas equipes terão 11 dias de preparação antes da próxima rodada, domingo, 14 de setembro. O Flamengo terá uma tarefa difícil contra o São Paulo, no Morumbi, e o Figueirense vai até a Ilha do Retiro medir força com o Sport.
Fla se encontra no jogo e envolve o Figueira
A partida começou em alta velocidade, mas as duas equipes erravam muitos passes e tinham dificuldade de criar chances de gol. O Fla, apesar de estar com três jogadores na frente, não conseguia segurar a bola no ataque. A primeira boa trama ofensiva só aconteceu aos 12 minutos, com o Rubro-Negro. Ibson tocou para Everton, que invadiu na área mas foi travado na hora do chute. A resposta dos donos da casa veio no minuto seguinte. Marcelinho Paraíba perdeu a bola no meio, Cleiton Xavier puxou o contra-ataque e, da entrada da área, arriscou forte. A bola passou à direita do goleiro Bruno. Aos 16, o Figueira assustou novamente. Wellington Amorim recebeu em boas condições dentro da área, mas, na hora do chute, foi travado por Ronaldo Angelim.
O zagueiro do Flamengo salvou atrás e foi dar a sua contribuição na frente. Aos 17, Marcelinho cruzou na medida da esquerda e encontrou Angelim nas costas dos zagueiros, e o rubro-negro não perdoou. De perna esquerda, ele chutou de primeira e abriu o placar: 1 a 0. C o gol, o Fla se soltou na partida e fez prevalecer sua maior qualidade técnica. Aos 20, Maxi cruzou da esquerda para Marcelinho, que, de calcanhar, ajeitou para a Leo Moura. O lateral pegou de primeira, mas a bola pegou na zaga e foi para escanteio.
Atrás no placar, o Figueirense tentou ir para cima, mas permitiu os perigosos contra-ataques do adversário. Aos 40 minutos, o inteiro domínio do Flamengo foi traduzido no lance do segundo gol carioca. Após bela troca de passes, Ibson tocou de primeira para Marcelinho Paraíba, que, entre dois zagueiros, invadiu a área e tocou de pé esquerdo na saída do goleiro Wilson: 2 a 0. Atordoado, os donos da casa ainda viram Leo Moura, aos 42, quase fazer um gol por cobertura do meio-de-campo. No último minuto do primeiro tempo, Everton mandou uma bomba da entrada da área e também assustou.
Figueira inicia reação, mas não resiste ao Flamengo
O Figueira voltou do vestiário com mais disposição e com uma postura mais ofensiva. A recompensa veio logo aos cinco minutos, com Rafael Coelho, que pegou um rebote e, da entrada da área, mandou uma bomba. Bruno se esticou todo mas não chegou na bola: 2 a 1. Animado, o time catarinense criou uma boa oportunidade de empatar aos 14 minutos. Anderson Luiz cruzou da direita para Tadeu, mas o atacante não conseguiu alcançar a bola.
Mesmo sufocado no campo de defesa, o Flamengo conseguiu uma ótima oportunidade de marcar aos 21 minutos. Leo Moura deu ótimo passe para Vandinho, que, sozinho com o goleiro, se enrolou e perdoou a chance de ampliar a vantagem rubro-negra. Na base do toque de bola, o Fla conseguiu frear o ímpeto do Figueirense e deixou a partida a sua feição. A tranqüilidade rubro-negra veio aos 34 minutos. Sambueza cruzou na medida para Vandinho, que ajeitou de cabeça para Marcelinho. O atacante desviou de cabeça e Wilson defendeu, mas a bola sobrou para Leo Moura, que só empurrou para dentro: 3 a 1.
Aos 37, Vandinho recebeu boa bola dentro da área pela esquerda, equilibrou o corpo e chutou cruzado de perna esquerda. A bola passou rente à trave do goleiro Wilson, que se esticou, mas não chegou na bola. O gol de Tadeu aos 47 minutos, com um chute forte de perna esquerda, não estragou a festa da torcida rubro-negra em Florianópolis.
Ficha técnica:
FIGUEIRENSE 2 x 3 FLAMENGO
FIGUEIRENSE
Wilson, Anderson Luiz, Asprilla e Bruno Aguiar (Diogo); William Matheus, Gomes, Leandro Carvalho, Cleiton Xavier e Ramon (Jairo); Rafael Coelho e Wellington Amorim (Tadeu).
Técnico: PC Gusmão.
FLAMENGO
Bruno, Jaílton, Fábio Luciano e Ronaldo Angelim; Leo Moura, Ibson, Kleberson (Airton) e Luizinho; Everton (Sambueza), Marcelinho Paraíba e Maxi (Vandinho).
Técnico: Caio Júnior.
Gols: Ronaldo Angelim, aos 17, e Marcelinho Paraíba, aos 40 minutos do primeiro tempo. Rafael Coelho, aos cinco, Leo Moura, aos 34, e Tadeu, aos 47 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Fábio Luciano, Leo Moura, Everton, Jaílton (FLA); Cleiton Xavier, Rafael Coelho, Gomes, Asprilla (FIG).
Estádio: Orlando Scarpelli. Data: 03/09/2008.
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira.
Auxiliares: Anderson José Coelho (SP) Emerson Augusto de Carvalho (SP).
ATLÉTICO-MG 1X1 SÃO PAULO
Galo empata no fim, e São Paulo perde chance de entrar no G-4
Um gol de Márcio Araújo aos 35 minutos do segundo tempo evitou a volta do São Paulo ao G-4 do Brasileirão. O empate por 1 a 1 com o Atlético-MG fez o time de Muricy Ramalho cair para a sexta posição, ultrapassado pelo Flamengo. O ponto foi importante para o Galo, que segue na 12ª colocação.
Homenageado antes do início do jogo, Telê Santana teria reprovado as atuações dos dois times onde fez história. Desde o início, o jogo foi truncado e com raros lances de criatividade. Muricy Ramalho surpreendeu e escalou Júnior no lugar de Jorge Wagner na ala esquerda. E o Galo aproveitou o início titubeante do novo titular para concentrar as tentativas de ataque pelo setor. O time mineiro começou o jogo com mais posse de bola e finalizações, mas sempre com pouco perigo para Rogério Ceni, como nos chutes de Serginho, aos 5, e Jael, aos 13.
O São Paulo foi ganhando mais posse de bola e, aos 18, achou um gol. Hugo fez boa jogada pela esquerda e cruzou. Borges tentou desviar de calcanhar, a bola bateu no zagueiro Marcos e entrou. O árbitro deu o gol para o atacante tricolor.
Sem conseguir encontrar espaços entre os três zagueiros do Tricolor, o Atlético seguiu arriscando chutes de fora da área sem perigo. O raçudo Jael arriscou outras vezes, mas nunca teve sucesso. Aos 41, na última chance antes do intervalo, Mariano desarmou Richarlyson e cruzou para Lenílson, que errou feio o chute.
O segundo tempo começou com a última chance tricolor de matar o jogo. Jorge Wagner, que havia entrado no lugar de Júnior no intervalo, cobrou escanteio e Hugo cabeceou na trave. No Galo, Castillo e Pedro Paulo entraram nos lugares de Jael e Renan Oliveira e o time passou a ter mais posse de bola e pressionar o Tricolor, que parecia tentar segurar o placar.
O gol de empate saiu em uma falha no lado esquerdo da defesa são-paulina. Serginho tocou para Mariano, que cruzou para trás. Márcio Araújo tocou de leve e a bola entrou mansa no gol de Rogério Ceni.
Ficha técnica:
ATLÉTICO-MG 1 x 1 SÃO PAULO
ATLÉTICO-MG
Édson, Mariano, Marcos, Leandro Almeida e Calisto; Rafael Miranda, Márcio Araújo, Serginho e Lenílson; Jael (Castillo) e Renan Oliveira (Pedro Paulo).
Técnico: Marcelo Oliveira
SÃO PAULO
Rogério Ceni, André Dias, Miranda e Rodrigo; Zé Luís, Jean, Hugo, Júnior (Jorge Wagner) e Richarlyson, Dagoberto (Éder Luis) e Borges.
Técnico: Muricy Ramalho
Gols: Borges, aos 18 minutos do primeiro tempo, e Márcio Araújo, aos 35 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Serginho, Marcos e Leandro Almeida.
Estádio: Mineirão. Data: 03/09/2008.
Árbitro: Nielson Nogueira Dias.
Auxiliares: Ubirajara Ferraz Jota (PE) Alcides Augusto de Lira Junior (PE)
